Bienal de São Paulo

A 34ª edição convocou para a megaexibição cinco artistas indígenas brasileiros: Daiara Tukano, Sueli Maxakali, Jaider Esbell, Uýra e Gustavo Caboco. Acima, obra de Esbell no lago do Ibirapuera. Jotabê MedeirosAmazônia Real

Bienal de São Paulo é histórica com arte indígena
(Foto: Cícero Pedrosa Neto/Amazônia Real)

A Bienal de São Paulo, ao completar 70 anos, convocou para sua megaexibição (que se abre neste sábado, 4, às 10 horas, no Parque do Ibirapuera) a maior quantidade de artistas indígenas de sua história. São cinco brasileiros – Daiara Tukano, Sueli Maxakali, Jaider Esbell, Uýra e Gustavo Caboco – e quatro estrangeiros.

A 34ª Bienal de São Paulo estava prevista para 2020, mas teve de ser adiada por conta da pandemia. O tema desta edição é a frase “Faz escuro mas eu canto”, verso do poeta amazonense Thiago de Mello, do poema “Madrugada Camponesa”, publicado em livro em 1965. No total, a mostra reúne mais de 1.100 trabalhos de 91 artistas de todos os continentes.

Além das obras dos cinco artistas indígenas, a Bienal de São Paulo faz uso de alguns cantos rituais tikmũ’ũn em suas instalações. A reprodução dos cantos é uma continuidade da exposição “Vento”, que ocupou o Pavilhão Ciccillo Matarazzo em novembro de 2020. Os Tikmũ’ũn, também conhecidos como Maxakali, são um povo originário que habitou uma vasta região entre os atuais estados de Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo. Chegou à beira da extinção nos anos 1940, por investidas violentas dos brancos, e foi forçado a abandonar suas terras. Seus cantos têm a função de organizar a vida nas aldeias, tratando de coisas do cotidiano – plantas, animais, lugares, objetos, saberes, cosmologia.

Há uma diferença fundamental no grupo de artistas dessa bienal para os de seleções passadas: a organização não trata a delegação dos indígenas na 34ª Bienal como um tipo de concessão. “São artistas que estão representando a si mesmos, que atuam em seu próprio nome”, afirmou o curador-adjunto da mostra, Paulo Miyada. “E não se trata mais de uma inserção passageira”, vaticinou, acrescentando que a ocupação dos ambientes expositivos é agora um lugar permanente para a criação dos povos originais, conquistada progressivamente ao longo dos últimos anos.

Museu Transgênero de História da Arte

Um acervo virtual, preparado e gerido por pessoas de todo o Brasil e dedicado ao resgate histórico da memória trans no Brasil. Essa é a mensagem por trás do Museu Transgênero de História e Arte (Mutha), o primeiro do tipo no Brasil e vanguarda na América Latina. 

Criado pelo pesquisador Ian Habib, o Mutha começou a tomar forma no começo de 2020, mas só no fim do ano é que o projeto começou a sair do papel de fato. Com a entrada da primeira verba, foi possível organizar um sarau com dez artistas e levantar o que hoje é o museu. Por meio da página do museu no Instagram é possível acompanhar as novidades.

O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.

A primeira exposição, dividida em duas partes “Transespécie” e  “Transjardinagem” já foi inaugurada e pode ser acessada de forma virtual. Ela é formada por obras de artistas da Bahia e de outros estados brasileiros. Para visitá-la, basta clicar aqui.

O Mutha é um museu que pretende catalogar dados sobre a população transgênero no Brasil, seja ela do passado ou presente, e ainda apresentar possibilidades para “um novo futuro”. 

Falar de História é falar de um passado, presente e futuro coexistente. Se a gente faz um resgate do passado no presente, a gente possibilita um novo futuro. Nesse sentido, o Mutha, através de um resgate histórico, ele pretende dizer: ‘nós sempre existimos’. A transgeneridade não existe em um momento específico da História, pessoas trans sempre existiram”,  explica Ian Habib, pesquisador e criador do projeto, em entrevista ao “Hypeness”. 

Muze-se: Felipe Guamán Poma de Ayala, 10 livros que ensinam as criancas cuidar do planeta, Carta da Terra, Jesuis Gay, Ana Smile, Quebrada Queer, Mulheres russas falam português, Museu virtual Oba L’Okê 360°, Arte Fora do Museu, A primeira biblioteca de livros censurados

MACONHA E A VANGUARDA BRASILEIRA

MACONHA E A VANGUARDA BRASILEIRA – EDUARDO BUENO

A história da maconha no Brasil lançou seus primeiros fumos em abril de 1500, quando a frota cabralina ancorou por aqui, com suas velas e cordames feitos de… cânhamo. Sagrada para os africanos que a trouxeram para o Brasil e logo adotada pelos indígenas, a maconha passou a ser vista como “a erva do diabo” pela classe média branca, que logo tratou de criminalizar e proibir o comércio e o uso da outrora medicinal Cannabis. O que talvez você não saiba é que o Brasil foi o líder mundial no movimento de criminalização da antiga “erva santa”, comparando-a com o ópio, mesmo ciente de que a abstinência da erva não matava ninguém. Essa e outras histórias – tanto bad como good vibe – serão explicadas por Eduardo Bueno aqui e agora, e você sabe que ele não se esquece de nada. Portanto, recoste-se e relaxe para viajar nessa história que pode fluir como sonho – e como pesadelo, se a repressão bater à porta.

Buenoze_se: Flash na Biblioteca, Uma breve história da maconha, Dia Internacional da Maconha – Weed`s Day, Maconha, o prozac dos pobres?!?, História da Maconha, ÓLEO DE MACONHA NEWS E O INCENSO, O pai da maconha medicinal moderna, Fibra de “maconha” na produção têxtil, Tabaco e álcool sim, Maconha não. Por que?!?, Milton Friedman

Xibom Bombom

Uma coisa que a Bahia tem, mas é pouco valorizada, são as canções de protesto disfarçadas de música pop o suficiente para fazer sucesso no Carnaval. Ou, pelo menos, tinha.

Em Salvador, nos anos 1990, o Carnaval era o momento mais viável e importante para lançar uma música. Tudo que você precisasse dizer tinha que estar numa canção carnavalesca. Isso denuncia muita coisa, como por exemplo a limitação de divulgação cultural em Salvador com relação a bandas novas que não ritmavam apenas axé, a exigência das gravadoras quanto ao ritmo, etc.

Mas, naquela época, não era difícil fazer música boa. Axé não era só um “prefixo de verão” com vogais narrando um amor sazonal.

Em 1999, por exemplo, “Xibom Bombom” foi o maior sucesso do grupo As Meninas, na verdade, praticamente, único sucesso de uma girlband que não durou muito. O refrão, sem sentido e pegajoso, é apenas um enfeite para a verdadeira letra da música, que começa assim:

“Analisando
Essa cadeia hereditária
Quero me livrar
Dessa situação precária

Onde o rico cada vez
Fica mais rico
E o pobre cada vez
Fica mais pobre
E o motivo todo mundo
Já conhece
É que o de cima sobe
E o de baixo desce.”

E desencadeava em:

“Mas eu só quero
Educar meus filhos
Tornar um cidadão
Com muita dignidade
Eu quero viver bem
Quero me alimentar
Com a grana que eu ganho
Não dá nem pra melar.”

Sinto muito se você leu até aqui achando que não seria um pequeno texto politizado, mas: em 1999, As Meninas cantavam a realidade de um governo FHC que fazia o pobre descer ainda mais, desde 1995. Hoje, 2017, voltamos a encenar esse quadro em que “o de cima sobe e o de baixo desce”. Por que será, não é mesmo?

Deixarei a versão original, por si só maravilhosa. E tem no Spotify.

Aos que dificilmente toleram uma “cultura inferior das massas”, bom mesmo é o comentário de Nuno Britto, no vídeo: “teoria marxista em Nuno Britto… melhor forma de aprender a luta de classes! ”.

Não existe nada mais atual.

Xibomze-se: Lá Vem o Brasil Descendo a Ladeira, O Poder Que A Bunda Tem, Clarice Lispector do Samba, Clara Nunes., Candidato Caô Caô, PENA DE MORTE, Cambalache, O Dia em que a Terra Parou, De Jobim a Hermeto, Love vigilantes, Um dia, um ladrão

Vamos plantar água? 

“A Vida baseada no Amor Incondicional gera abundância.” Ernst Götsch –  Água Boa News

Ernst Götsch nos mostra que agroflorestas são agroecossistemas semelhantes aos sistemas naturais: “a vida não conhece tempo, conhece fluxo.” Observando esta premissa ecossistêmica recupera solos degradados, sem insumos de fora, ao contrário da “revolução verde” e do modelo insustentável do agronegócio latifundiário e da monocultura.

O Planeta Terra é um biocondensador, pois capta 1% da energia solar e armazena hidrocarbono, portanto as queimadas são suicídio.

Ernst Götsch nos conta que comprou uma fazenda com o sintomático nome de “Fugidos da Terra Seca”, em Tabuleiro de Valença, na Bahia. Implantou o sistema de agroflorestas neste lugar seco e que o sistema impede secas na fazenda, mudando o nome da fazenda para “Olhos d’água”, pois as chuvas são retidas, houve formação de córregos, e tem quase o dobro de precipitação pluvial que as outras propriedades rurais no entorno.

Conta que se vale dos dispersores naturais de sementes: pássaros, até animais exóticos, cotias, outros  até então eram considerados extintos.

Frugívoros como o macaco-prego são plantadores de cacau e de jaca.Outro semeador é a paca, o gavião planta pupunha, a saúva é grande reflorestadora. Otimizadores do processo da vida!

Lembra que o guanandi na Mata Atlântica é indicador de nascente de água. Minhocoçu, com cerca de 2 metros e 350 gramas é indicador de terra boa.

Sua dica é plantar o que pode dar no local. A regeneração na floresta ocorre a partir de clareiras, até chegar a uma mata de clímax com ipês-roxo, guapuruvus. Na clareira planta logo pitanga e ingá, por exemplo.

Na caatinga recomenda plantar sisal, depois beldroega, mandacaru (cactus), guandu, feijão, caju, mamão.

Saber do princípio hermético, atentando para processos regenerativo, respiratório. Cada espécie é pré-determinada pela que a precede, “somos parte de um sistema inteligente” recorda Götsch.

A placenta da agrofloresta são as vassouras, marcela, guandu. As criadoras da placenta são batata-doce, mandioca para uma densidade definitiva de vegetação semelhante a um monocultivo com respiração para levar a uma transformação com plantas secundárias tais como banana-nanica, araçá-mirim, jurubeba, tomate de árvore e chegando a um ciclo longo com pitanga, goiaba, abacate, araticum, ingá-cipó, algumas das canelas.

Lembrando que  leva de 250 a 300 anos para chegar ao clímax com as características de auto-reprodução da floresta (um ciclo completo de respiração da floresta ).

Benjamin Franklin disse: “se as cidades forem destruídas e os campos forem conservados, as cidades ressurgirão, mas se queimarem os campos e conservarem as cidades, estas não sobreviverão.”

Götschze-se: Ernst Götsch – o guru da agrofloresta, NESTE CHÃO TUDO DÁPICO DO GUARANIVELÓRIO DA FLORESTA!MANUAL SOBRE OS USOS DE PLANTAS AMAZÔNICASCHICO MENDES, Gattaca

Árvore Nim

A árvore nim é uma planta comum em terras brasileiras, originária do sudoeste asiático e da Índia. Presente também em parques, ela pode ser a chave para a solução de um dos principais problemas de saúde pública brasileira, a proliferação do Aedes Aegypti, o mosquito vetor de doenças como a dengue, o zika virus e a chikungunya. Vivimetaliun

Para a mestranda em biologia Layse Reis, da Universidade Estadual de Feira de Santana, na Bahia, o óleo de nim, objeto de estudo da pesquisadora, se mostrou eficaz em matar as larvas do mosquito, que são muito resistentes à inseticidas normais.

O problema surgiu ao perceber que mesmo após a remoção de criadouros – locais com água parada -, os mosquitos ressurgiam e continuavam a proliferar-se. O óleo de nim impede o desenvolvimento das larvas em uma fase do ciclo de vida do mosquito que impede seu desenvolvimento para a vida adulta

Layse buscou métodos de fazer o concentrado em casa, a baixo custo, podendo dar aos habitantes uma maneira de combater as larvas do mosquito.

O inseticida é composto de uma mistura de sementes com água destilada. Para conseguir alcançar as sementes, é preciso manter os frutos da planta em uma estufa por 48 horas a 40ºC. Depois de separar as sementes, repetiu-se o processo, depois de trituradas, o material foi misturado com a água destilada. A eficiência do inseticida no experimento foi de 75%.

Entretanto, é necessário ter cuidado. O extrato de nim pode matar abelhas e contribuir para a extinção desses insetos que já estão sendo dizimados mundo afora. A recomendação é que esse novo inseticida seja usado em pequenos casos e não em grande escala.

A planta neem (ou nim), conhecida cientificamente como Azadirachta indica, é uma árvore do sudeste da Ásia e do subcontinente indiano. O neem é uma árvore de clima tropical, que pode ser cultivada em regiões quentes e solos bem drenados; ela é resistente à seca, tem crescimento rápido, copa densa e pode alcançar até 20 metros de altura. O neem tem capacidade para suportar condições extremas de calor e poluição da água, melhora a fertilidade do solo e reabilita terras degradadas. Além disso, essa árvore desempenha um papel importante no controle da erosão do solo, da salinização e prevenção contra os efeitos de inundações. eCycle
O Pacto Ambiental da Região dos Inhamuns (Parisc) se mobiliza contra a proliferação do plantio do nim (Azadirachta indica A. Juss) em municípios dessa região, em vista dos danos ambientais já verificados naquela região, agravando ainda mais a situação do processo de desertificação no Estado do Ceará. Diário do Nordeste
Para o botânico e engenheiro agrônomo Antônio Sérgio Farias, a preocupação do Pacto Ambiental é muito válida. Explica que, nos últimos dois anos, é que os efeitos da espécie estão sendo percebidos no Ceará.
“O plantio do nim é relativamente novo no Ceará, em torno de 10 anos, e quem plantou agora é que sente os efeitos”. Salienta o botânico que as pesquisas ainda são poucas para se saber exatamente os efeitos prejudiciais ao bioma. Porém, enfatiza o seu poder invasor e prejudicial ao ecossistema.
“Não é adequado para arborização e jamais para o reflorestamento, que tem que ser feito com plantas nativas”.
“O nim assim como outras espécies (algaroba, sempreverde, entre outras) estão em quantidade excessiva na caatinga e invadem o bioma, competem com as nossas espécies e ganham. Propagam-se rápido e tem fácil poder de adaptação. Já podemos afirmar que o bioma caatinga está descaracterizado, especialmente no que se refere à flora”, alerta Eveline Lanzillotti, bióloga que realizou pesquisas acerca da invasão de plantas exóticas quando atuava como professora da Universidade Estadual do Ceará (Uece) na região dos Inhamuns, também chancela o documento do Pacto.

Walter Rocha

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A maior “chacina”

O Exército Brasileiro e a Polícia Militar do Ceará bombardearam há 81 anos a comunidade do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, na cidade do Crato, o Exército não informou o local da vala comum onde foram levados os corpos.

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Mas na mitologia grega, Kratos é um deus da força e do poder, irmão de da deusa grega da vitória, Nike, da força, Bia, e de Zelus, o da rivalidade. Todos eles foram os primeiros a ficar ao lado de Zeus para defender o Monte Olimpo do deus monstro Typhon. Fatos Desconhecidos

A comunidade foi fundada por um filho de escravos alforriados, o Beato José Lourenço, e recebia todo tipo de gente miserável e faminta que buscava refúgio por lá. Toda a produção de alimentos era dividida igualmente e o excedente era vendido na cidade ou trocado por remédios.

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O Caldeirão da Santa Cruz do Deserto(Completo) – Rosemberg CariryCariri das Antigas

Os latifundiários da região não gostaram da situação, pois viram muitos dos seus empregados deixando pra trás uma vida de exploração, para viver na comunidade do Caldeirão. O massacre aconteceu em 1937, a mando de Getúlio Vargas, e com o apoio dos ricos da região da Bahia.

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Caldeirão de Santa Cruz do Deserto foi um dos movimentos messiânicos que surgiu nas terras no Crato, Ceará. A comunidade era liderada pelo paraibano de Pilões de Dentro, José Lourenço Gomes da Silva, mais conhecido por beato José Lourenço. No Caldeirão, os romeiros e imigrantes trabalhavam todos em favor da comunidade e recebiam uma quota da produção. A comunidade era pautada no trabalho, na igualdade e na Religião.  – Coisa de Cearense

Mude conceitos, você pode e deve: reserve™AUMENTO DA DESIGUALDADE OU DIMINUIÇÃO DA POBREZA: O QUE MAIS IMPORTA PARA A SOCIEDADE?naara beaty drink™CONTO UMA NOVIDADE!nevo™WASABIluminesce™COMIDA PARA O ESPÍRITOVIGIAI OS FUTUROSCOMO PLANEJAR UMA FESTAMALUCOS DE ESTRADA: A RECONFIGURAÇÃO DO MOVIMENTO HIPPIE NO BRASILinstantly ageless™JEUNESSE, VERDADE OU MENTIRA?ILHA DAS FLORES

Ovodoria, vitória final?!?

Síntese real do mercado do ovo. Mercado do Ovo

“Pessoal, estou em Salvador para receber o título de cidadão soteropolitano, e uma minoria ruidosa e autoritária tentou nos agredir. Não é esse o Brasil que queremos. Este tipo de violência só reforça meu desejo de que o Brasil avance unido. A paz prevaleceu e a Câmara de Salvador, a casa do povo, nos recebeu com muito carinho. Obrigado povo da Bahia!”, em seu perfil oficial, Joao Doria. G1

Japão vende ovo de páscoa importado do Brasil por menos da metade do preço. Por André Fuentes, in Veja

O efeito pós-delação premiada dos donos da JBS toma um rumo que preocupa muito o campo: o do boicote de produtos.

A possibilidade de aumento do boicote, já iniciado por algumas empresas, provocaria uma interrupção das atividades dos produtores ligados a esse setor, uma das empresas da JBS, tem 10 mil produtores integrados, a Seara  — são famílias de agricultores (escravos) que criam animais (escravos) para a empresa.

Francisco Turra, presidente da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), no caso da Seara, pelo menos 100 mil trabalhadores serão afetados, segundo ele.

“O boicote visa os dirigentes, mas pode afetar também as finanças de pelo menos 60 municípios onde a empresa atua.”

Além de buscar uma recuperação da imagem do setor, a ABPA desenvolve normas de conduta para o setor com o Ministério da Agricultura. . OvoSite

O Ovo é uma celula, assim como você foi um dia, respeite a vida. Eu

CarnaDoria

A futura corte do Carnaval Paulistano, devido à atual situação econômica do país, vai receber da Prefeitura uma premiação financeira este ano, na gestão anterior o Rei Momo e a Rainha do Carnaval receberam R$ 20 mil cada, o prefeito João Dória decidiu diminuir o cache. Implicante

A cantora baiana está negociando patrocínio com uma cervejaria, mas a verba que seria disponibilizada não cobriria todos os custos do seu trio elétrico Pipoca da Rainha, muito menos a taxa de R$ 240 mil que o prefeito João Doria (PSDB) decidiu cobrar de blocos de fora da cidade para participarem da folia, e ela poderá não participar. Mônica Bérgamo – Revista Fórum 

“Redução de valor de contrato não significa redução do serviço do contrato (…) Se não quiserem, rompemos o contrato”

O prefeito eleito de São Paulo, anunciou em 03/12/2016, uma série de medidas de contenção de gastos do município com o objetivo é equilibrar o orçamento que sofrerá corte linear de 25%, exceção feita às despesas de saúde e educação, além de aprimorar a eficiência da gestão da Prefeitura, as restrições de gastos também ajudam o prefeito eleito a cumprir a promessa de congelar a tarifa dos ônibus em R$ 3,80 até dezembro de 2017. UOL NOTÍCIAS

“São quase R$ 500 milhões em quatro anos. É o preço de um hospital de alta complexidade”

Os carros da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e veículos que prestam assistência médica ou funerária não serão atingidos pelas medidas, o prefeito, o vice-prefeito eleito, Bruno Covas, e secretários, assim como gestores de autarquias, terão um veículo à disposição, Doria disse que pretende utilizar carro próprio. O corte mínimo de 30% de todos os cargos comissionados, gerará economia de quase R$ 40 milhões por ano. UOL NOTÍCIAS

“Anunciei, logo no início do governo, que não iria mais repassar dinheiro para as escolas de samba. Então usamos aqueles recursos para instalar ar-condicionado em 408 salas de aula das escolas municipais”, o prefeito reeleito de Passo Fundo, Luciano Azevedo (PSB). Jornal do Comércio

O prefeito porto-alegrense Nelson Marchezan Júnior (PSDB) já anunciou que a prefeitura não vai destinar verba alguma para o desfile carnavalesco. Medidas parecidas devem se espalhar por várias cidades gaúchas. um estudo feito pela Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), 151 municípios não disponibilizaram verbas para o Carnaval em 2016. Os prefeitos estão cortando de todas as áreas que não sejam essenciais como saúde e educação. Jornal do Comércio

“Quanto ao Carnaval, que custa R$ 450 mil por ano, vamos rever os valores. Queremos colocar esse dinheiro na saúde”, contou o prefeito de Santa Maria, Jorge Pozzobom (PSDB). Jornal do Comércio

A prefeitura de Porto Alegre, Rio Grande do Sul,  destina anualmente cerca de R$ 7 milhões para a infraestrutura do desfile no Porto Seco e para remunerar as escolas de samba da Capital. Jornal do Comércio

Observe mais: SAUDOSA MALOCAYES OU SISTEMA DE MELHORAMENTO DA JUVENTUDECOMEÇOU O CARNAVAL!LUMINESCE™QUEM PAGA O CARNAVAL!RESERVE™CARNAVAL É PERFEIÇÃO!, NAARA BEAUTY DRINK!!!LIESAVOCÊ APRENDEU ERRADO NA ESCOLA, INSTANTLY AGELESS ™BRAZILIANIZE YOURSELF!E VOCÊ?VIDACELL®PÁTRIA MADRASTA VILSAMBANDO NO PRECIPÍCIOGRAFITE SÃO ARTES PÚBLICAS

Neste Chão Tudo Dá

“O Roundup é o espelho do completo ignorante”. Ernest Gotsch

“Neste Chão Tudo Dá – semeando conhecimento e colhendo resultados”.

Documentário realizado em 2008. Como registro de uma viagem à Bahia, o filme fala sobre o pensamento e o trabalho desenvolvido pelo pesquisador e agricultor suiço Ernest Gotsch, que transformou, por meio da prática agroflorestal, uma área de solo pobre em um dos locais com o solo mais fértil do estado. Por meio do contato com essa prática, alguns agricultores rurais começaram a aprimorar suas técnicas agrícolas e melhorar a qualidade de vida de suas famílias. Tv Escola

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Ditadura da propaganda

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Luis Nassif

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Lincoln Gordon escreveu ainda ao Departamento de Estado de seu país que o sigilo da fonte era essencial, ou seja, era para manter segredo sobre o interlocutor tanto do embaixador quanto do general: Roberto Marinho. Apocalipse News

Enxergue mais: O pai da propaganda, Jesus Negão, 3º opção, A verdade pode estar no ovo, Carnaval é Perfeição!, Makota Valdina, A Copa do Pinheirinho, A culpa é sua!, Vergonha na lama, I Have a Dream, Que País É Esse?, DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS, FIFA World Cup 2014 – THE REAL BRAZIL, Minha Alma (A Paz Que Eu Nao Quero), Juan dos Mortos

Carta de um policial nos protestos de São Paulo

Ser policial e andar com uma lupa de análise política no bolso quase sempre é trágico. Leva-nos a conflitos internos, terremotos morais, furacões éticos. Sim: estou falando da atuação da Polícia Militar do Estado de São Paulo, digo, estou falando da minha atuação nos protestos em favor da redução das tarifas de transporte público em São Paulo.

No front, companheiros, sabemos todos nós policiais (caso este texto seja publicado), no front não há raciocínio. “A determinação é desocupar a Avenida”. Um sentimento de dever nos une, e a determinação será cumprida. Deve ser cumprida. Por nós, que pegamos ônibus e metrô, e somos pouquíssimos partidários dos governos: são eles, afinal, que nos submetem a condições de trabalho questionáveis, que nos pagam salários inadequados com a natureza da função que exercemos, que incita a polícia a agir, mas que degola o primeiro que parecer abusivo à opinião pública. Afinal, soldado morto, farda noutro.

Vi baderneiros e atos descontrolados de manifestantes: danos desnecessários, resistências à ação policial, incitação à violência. Cá para nós, coisa natural em protestos e manifestações contra os governos. Diferentemente de tropas militares, manifestantes civis em reivindicações não possuem controle central, determinação uniformizada de ordens. Diferentemente da polícia, que quando é violenta com certeza acata a um interesse específico, a população em protesto pode tender à irresponsabilidade de uns poucos. E isto não deslegitima a causa.

Vi policiais assumindo a lógica “nós contra eles”, como se na guerra estivessem, vi colegas ingenuamente assumindo-se engrenagem de uma máquina que está longe de ter como fim “a manutenção da ordem pública”. Vi o despendimento de uma estrutura militar significativa para calar a voz de cidadãos, para evitar sua permanência no espaço público, para negar a insatisfação que, lá em nosso âmago, faz parte de cada policial militar (salvo alguns que, certamente, estão bem privilegiados nos altos escalões de poder).

Cumprimos ordens, é verdade, mas elas pelo menos devem ser investigadas quanto às suas naturezas, quanto ao que representam politicamente, quanto a seus desdobramentos sociais. Ouço colegas dizerem que, “se os baderneiros são violentos, não podemos nos omitir, a repressão deve ocorrer, a violência tem que ser devolvida”. Obviamente, permitir-se apanhar é absurdo: tão absurdo que não sei se alguém acha mesmo que pedir respeito à manifestação popular significa pedir para apanhar. Mas a violência institucional policial, que, repito, é organizada e obedece a um comando central, é uma contradição do ponto de vista dos fins da própria instituição, que está sustentada (a princípio) na produção da paz.

Policiais são profissionais, têm deveres, modo de atuação especificado, direitos a garantir, deveres a fazer cumprir. A sociedade, neste momento se reconhecendo enquanto corpo político reivindicatório, tem um elemento que vez ou outra surge, sempre incomodando bastante quem quer as coisas do modo que elas estão: ideal, coragem política e insatisfação coletiva. Como deveria ser a relação entre esses dois setores da mesma sociedade?

Sou a favor do que defendem os manifestantes. Sou a favor da ação policial que evite ações violentas de manifestantes. Sou a favor de ações policiais não violentas. Sou a favor que cada policial militar paulista reflita sobre o que representa seu bastão erguido, seu espargidor acionado, seu tiro de borracha disparado. Trabalhamos para sobreviver, sem nossa profissão, não sustentaríamos nossas famílias, mas não é pequeno o conflito existencial de quem percebe que está jogando, porque é obrigado a jogar, o jogo de uns poucos, encerrados em seus gabinetes, presos afetiva e ambiciosamente à cadeira do poder. Lamento, tristeza e vergonha.

A carta acima foi recebida pelo Abordagem Policial de um leitor anônimo, de modo que não podemos afirmar a veracidade de qualquer ponto explicitado no texto. Pela temática e peculiar posição defendida pelo autor, resolvemos publicá-la.

Autor: Danillo Ferreira – Tenente da Polícia Militar da Bahia, associado ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública e graduando em Filosofia pela UEFS-BA. | Contato: abordagempolicial@gmail.com

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