Elisa de Oliveira Flemer e o Homeschooling

Elisa de Oliveira Flemer, 17 anos, passou em engenharia civil na Universidade de São Paulo (USP), foi a quinta colocada, porêm por ter estudado no formato homeschooling, e não ter documentos que comprovasse sua formação no ensino médio, ela não pôde se matricular. EuEstudanteCorreio Braziliense

Elisa foi impedida de entrar na USP por realizar "homeschooling" - Arquivo Pessoal

Elisa, que mora em Sorocaba, interior de São Paulo, adotou o modelo de estudar em casa em 2018 e estuda cerca de seis horas por dia seguindo um método próprio. A estudante relata que optou pelo homeschooling quando estava no primeiro ano do ensino médio ao perceber que tinha facilidade em estudar sozinha e detalha que nessa época aprendia a matéria apenas lendo o conteúdo da apostila minutos antes da aula. Simone Machado – UOL

Desde que começou a estudar em casa, Elisa tem prestado vestibulares para testar seus conhecimentos. A estudante já foi aprovada duas vezes em uma faculdade particular, onde devido ao seu desempenho conseguiu bolsa integral, tirou 980 na redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e por meio do Sisu (Sistema de Seleção Unificada) conquistou o 5º lugar no curso de engenharia civil da Escola Politécnica da USP, em 2020.

“Para matrícula nos cursos de graduação da USP, é necessária a apresentação do certificado de conclusão do ensino médio, já que ainda não existe regulamentação sobre o homeschooling no Brasil”.

Adepta do homeschooling, modalidade ainda não regulamentada no Brasil, Elisa passou na Universidade de São Paulo (USP) em engenharia civil, foi aprovada no Centro Universitário Facens e ficou na lista de espera de quatro universidades nos Estados Unidos. Ela conta em seu perfil no Instagram (@elisaflemer) que a luta na Justiça para obter o diploma do ensino médio e, finalmente, conseguir se matricular em alguma instituição, continua. WILMA ANTUNES – Jornal Cruzeiro do Sul

No homeschooling, o processo de aprendizagem é feito fora de uma escola. A criança ou adolescente não frequenta uma instituição de ensino, seja ela pública ou particular. As aulas são lecionadas  em casa pelos genitores ou por professores particulares contratados. São Paulo para Criancas

Na educação domiciliar, a família assume por inteiro a responsabilidade de educar a criança ou jovem, sem a participação de uma instituição de ensino. Isabela Moraes – politize

O ensino em casa não é nenhum tipo de prática inovadora ou algo que se começou a pensar apenas nos últimos anos. É uma prática muito antiga, já existente há séculos, comum a diversas comunidades. Antes do conceito de escola e escolarização, o ensino já era praticado entre mentores e mentorados. elos

O conceito de homeschooling é caracterizado pela proposta de ensino doméstico ou domiciliar. Sua proposta vem de encontro à frequência das crianças numa instituição, seja ela escola pública, privada ou cooperativa. A modalidade é legalizada em vários países, como Estados Unidos, Áustria, Bélgica, Canadá, Austrália, França, Noruega, Portugal, Rússia e Nova Zelândia, que exigem uma avaliação anual dos alunos. Meu artigo – Brasil Escola

Por outro lado, em países como a Alemanha e a Suécia, homeschooling é considerado crime e há casos de pais multados, presos e que perderam a custódia dos filhos. O cenário internacional aponta ainda cerca de 63 países onde a homeschooling não é proibida expressamente por lei. No Brasil, a modalidade de ensino não está prevista em lei e é caracterizada como prática não legalizada, previsto no artigo 246 do Código Penal e ocorre quando o pai, mãe ou responsável deixa de garantir a educação primária de seu filho.

Em função da imposição legal à matrícula dos filhos, o próprio Poder Público, inclusive o Ministério Público, pode compelir judicialmente a matrícula de menores de idade em instituições de ensino. Além disso, os pais podem ser processados criminalmente por não levarem os filhos à escola, pelo crime de abandono intelectual, tipificado no art. 246 do Código Penal Brasileiro.

Quem deixa de matricular crianças na escola no Brasil fere o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e a própria Constituição. Famílias que adotam a prática do homeschooling, estão sujeitas a ações de Conselhos Tutelares e de Ministérios Públicos pelo país.

Educação domiciliar

Entre 5 e 7 mil famílias já adotaram o homeschooling no Brasil, mesmo sua prática não sendo regulamentada. A Associação Nacional de Educação Domiciliar (ANED) é o órgão brasileiro responsável por levantar essa causa e incentivar a prática, dentro da legalidade, movimentando tanto pessoas quanto governo para que os debates acerca do assunto continuem existindo.

Atualmente, os empecilhos são muito mais políticos, culturais e ideológicos do que jurídicos. Vários tratados internacionais de direitos humanos assinalam que a família tem primazia na escolha da forma de educação a ser dada aos filhos.

A prática do homeschooling e unschooling têm como foco o ensino além da escola. Através de estudos domiciliares, sendo de responsabilidade dos pais ou professores tutores, o aluno se desenvolve a partir de metodologias e práticas de estudo próprias. Alguns argumentos de famílias que optam pelo ensino domiciliar dizem respeito a preferências religiosas, aos perigos da escola e a casos de bullying.

Os prós e os contras do homeschooling

Pode-se destacar alguns pontos negativos do homeschooling. Por exemplo, a falta de um controle de frequência e de conteúdo. Além da falta de convivência com pessoas variadas, com opiniões, religiões diferentes das pessoas da que compõem a família, podem ocasionar na criança problemas como não conseguir trabalhar em equipe no futuro e dificuldade de lidar com convicções diferentes.

É importante salientar que em episódios como violência doméstica e abuso sexual sofrido pelas crianças no ambiente familiar muitas vezes são identificados na escola, e no caso dos estudantes que os pais são adeptos ao homeschooling, os menores estão mais suscetíveis a estes tipos de crimes.

Em contrapartida, os que defendem a educação domiciliar acreditam que a criança em casa tem melhor aprendizado e melhores resultados em razão de fatores como a flexibilidade de horário, um planejamento individualizado de conteúdo, que possibilita focar nos problemas de aprendizagem específico que a criança possa apresentar e explorar seus potenciais e talentos.

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George Orwell, 1984 e Revolução dos Bichos

George Orwell | 1984 | Revolução dos Bichos | Filosofia e LiteraturaSUPERLEITURAS

Blairze-se: Dia do trabalho, e a saúde?, Ilha das Flores, Quarto poder, Os cães, 1984!, Roda de Conversa sobre Direitos Indígenas E Contexto Urbano E O Trabalho do Programa “Índios na Cidade”, Descubra como utilizar as suas habilidades para o trabalho voluntário, Ikigai, Save Ralph, 7 livros de ficção científica que todo homem deveria ler

Save Ralph

Salve Ralph – Curto Film Dublado Portuguesa & Subtitulo | Save O Ralph – Curta com Rodrigo Santoro. MARRYGN


The Humane Society of the United S
tates

O curta se chama “Save Ralph”, mas o objetivo da campanha da qual a animação faz parte é salvar não só o personagem coelho que batiza o vídeo, mas todos os animais ainda utilizados em testes para produtos de beleza ou farmacológicos em geral. Vitor Paiva – Hyperness

A animação foi criada em parceria com o Arch Model Studio como parte de uma campanha da Humane Society of the United States pelo fim dos testes animais em todo o planeta, e traz ainda em seu elenco as vozes de Olivia Munn, Zac Efron, Pom Klementieff, Tricia Helfer e do brasileiro Rodrigo Santoro como participações especiais. “Nenhum animal deve sofrer ou morrer em nome da beleza”, diz a chamada que encerra o vídeo, após Ralph aparecer ainda mais debilitado ao fim do seu dia de trabalho – ou tortura.

Saze-se: Fenômeno Baader-Meinhof, PRO TESTE, Mikey Chanel, Qual o Primeiro Animal na Imagem, Indústria 4.0 ou Quarta Revolução Industrial, Jardim da Empatia, A gente sempre soube.

Roda Viva – Ailton Krenak – 19/04/2021

Roda Viva | Ailton Krenak | 19/04/2021

No Roda Viva, a jornalista Vera Magalhães recebe o ambientalista e escritor Ailton Krenak. Considerado uma das maiores lideranças indígenas do Brasil,

Ailton Krenak é filósofo, escritor, poeta e jornalista. Se dedica à defesa dos direitos indígenas desde a década de 80. Fundou a ONG Núcleo de Cultura Indígena, organizou a Aliança dos Povos da Floresta e é doutor honoris causa pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em Minas Gerais.

Krenak nasceu na região do Vale do Rio Doce, uma área profundamente afetada pela atividade de mineração, uma das maiores ameaças aos povos indígenas, que também sofrem com as invasões das terras demarcadas e com a exploração da madeira. #RodaViva

Krenakze-se: Ailton Krenak: próxima missão do capitalismo é se livrar de metade da população do planeta, 20 ideias para girar o mundo – Ailton Krenak, Ailton Krenak, CONSTELAÇÕES INDÍGENAS, Society 5.0, Martírio

Os Atores do Controle Social da Sociedade

O Cidadão – Ações individuais

A Constituição Federal, no seu art. 5º, confere esse direito ao cidadão garantindo a livre manifestação do pensamento e assegurando a todos o acesso à informação (incisos IV e XIV). Escola Nacional de Administração PúblicaEnap

A disponibilização de informações pelos Portais de Transparência e a Lei de Acesso à Informação dão ao cidadão comum a oportunidade de buscar os dados sobre a eficiência dos gastos dos gestores e agir.

As descobertas que você fizer podem dar origem a compartilhamentos nas redes sociais, a propostas de melhoria na gestão e, caso necessário, a denúncias aos órgãos de controle. As matérias da imprensa podem acelerar o processo de mudança.

A Sociedade – Manifestações coletivas

A Constituição Federal, no seu art. 5°, inciso XVI, garante o direito de se reunir, para fins pacíficos, em locais abertos. Com base nela as manifestações coletivas não podem ser proibidas.

As redes sociais, os portais de abaixo-assinado, como a AVAAZ, são espaços em que a sua manifestação, associada com a de outros internautas, ganha voz para ser ouvida pelas autoridades. Já exploradas para mobilização e participação social, mas ainda não muito usadas para o controle da gestão pública, as manifestações públicas acompanhadas da intensa movimentação social que ocorre nas redes sociais estão, sem dúvida, entre as principais ferramentas para o exercício da pressão popular sobre as autoridades responsáveis pela condução das políticas públicas, em todas as esferas e Poderes.

Grupos Sociais Organizados

Em seu artigo 5º, inciso XVII, a Constituição Federal afirma que é plena a liberdade de associação.

A liberdade de associação dá aos cidadãos a oportunidade de se associarem buscando interesses comuns. Os grupos se organizam por demandas comuns e buscam, por meio de sua atuação, chamar atenção para as pautas pelas quais lutam e mobilizar mais pessoas em torno delas.

O potencial da associação em grupos está em demonstrar que uma parcela expressiva está engajada em prol da solução de um problema “x”, o que pode despertar o interesse do poder público por resolver a questão.

O surgimento de iniciativas de grupos organizados atentos a observar o cumprimento do interesse público na aplicação dos recursos públicos é sinal de amadurecimento da nossa democracia, da nossa cidadania.

São vários os grupos que têm atuado em nível nacional, entre eles temos:

O controle social pressupõe a efetiva participação da sociedade, não só na fiscalização da aplicação dos recursos públicos como também na formulação e no acompanhamento da implementação de políticas. Um controle social ativo e pulsante permite uma maior participação cidadã, o que contribui para a consolidação da democracia em nosso país. Controladoria-Geral da União – CGU

Estimular o controle social implica incentivar a sociedade a participar da vida pública em todas as nuances, enfatizando o viver coletivo e a busca pelo bem-estar comum. É importante que os governos estimulem e fortaleçam a participação de uma multiplicidade de atores na gestão pública, pluralizando as vozes no espaço público e possibilitando a construção de uma Administração mais eficiente, aberta e democrática.

Atoreze-se: Controle Social, CIDADES DEMOCRÁTICAS, Código de defesa do usuário do serviço público da Prefeitura de São Paulo, Rotina, Você tem poder de possuir o que quiser!, O rapaz comprou um passarinho por $10 reais, Piauí autoriza produção de óleo de canabidiol, Chico Mendes, Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC), Portal da Transparência

Dia Internacional da Maconha – Weed`s Day

Hoje, dia 20 de abril, grafado como 4/20 em inglês, é comemorado internacionalmente o Weed`s Day. Traduzindo, é o Dia Internacional da Maconha. Ou Pot Day, como é conhecido em outros países. A data sempre foi marcada pela realização de mobilizações, marchas e manifestações, cujas lutas se centram na descriminalização e na regulamentação da maconha a nível global. Sociedade Brasileira de Estudos da Cannabis (SBEC)

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Originária da região do norte do Afeganistão, a planta Cannabis Sativa, a maconha, é utilizada há aproximadamente 6.000 anos. O primeiro escritor a mencionar o uso do cânhamo em cordas e tecidos é Heródoto, um historiador grego que é considerado o pai da história. A fibra do cânhamo, presente no caule da maconha, foi muito utilizada nas cordas e velas dos navios gregos e romanos, e era usada também para fabricar tecidos, papel, palitos e óleo. ENTRETENIMENTOS

Há registros do uso medicinal de maconha desde a era de Assurbanípal, o último grande rei da Assíria, que morreu em 626 a.C., de acordo com relato histórico no livro Cannabinoids as therapeutic agents (Canabinoides como agentes terapêuticos), publicado em 1986 pelo bioquímico israelense Raphael Mechoulam. Também há registros no Egito antigo, na Grécia e na Roma antigas. O naturalista Plínio, o Velho (23-79 d.C.), da Roma Antiga, descreveu em detalhe o uso médico.

Da Idade Média ao século XIX os registros continuaram na Europa, na Índia e na Pérsia (atual Irã), na medicina tradicional chinesa. Com o uso generalizado, tanto do ponto de vista geográfico como em tipos de tratamentos, o surpreendente é que a partir do século XX tenha se tornado uma substância tão proibida nos países de cultura ocidental. Aconteceu por motivos principalmente políticos, com liderança norte-americana.

flor coracao vermelho São Paulo pode criar hoje o “Dia Municipal da Maconha Terapêutica”

Mas como surgiu o código 4:20? O que, dentro da cultura canábica, é um número usado para se referir ao ritual do uso da maconha, tem a origem em um mito da Califórnia. Por coincidência, um dos primeiros estados americanos a autorizar o uso medicinal (1996) e recreativo (2016) da maconha.

Segundo o jornalista Steven Hager, de uma das mais conhecidas revistas especializadas em cannabis, a High Times, o termo surgiu em 1971 na Califórnia com um grupo de adolescentes da San Rafael High School, uma espécie de confraria chamada “Os Waldos”. Eles se encontravam sempre às 4:20 pm (16:20) para fumar maconha perto de um muro, na parte externa da escola.

Em certa ocasião, os jovens, que já curtiam a erva, receberam um mapa de um trabalhador da guarda costeira que levaria a uma plantação de maconha em Point Reyes, próximo à São Francisco. Outra referência era que 4:20 era um código usado para se referir ao momento que eles deveriam se encontrar para sair em busca do tesouro nunca encontrado.

Uma outra crença comum é que 420 era a polícia da Califórnia ou o código penal para a maconha. Mas não há muitas evidências sobre essa teoria. Cannabis & Saúde

20 de abril ou 4/20: O Dia Mundial da Erva

Há também a versão de que existem 420 compostos químicos ativos na maconha, daí uma conexão óbvia entre a droga e o número. Mas esse número é, na verdade, superior a 500 – sendo mais de 100 canabinoides.

Segundo Steve Bloom, editor High Times, uma das primeiras publicações sobre a maconha nos Estados Unidos. o termo virou uma um código semiprivado, que os usuários de maconha vão encontrar por todos os lados. O número aparece até no filme Pulp Fiction, de Quentin Tarantino, no relógio de um dos personagens. BBC

Bom, seja como for, 4:20 se tornou universal símbolo da cultura canábica em todo o mundo. Em países onde o consumo adulto da Cannabis já está legalizado, festas e festivais são amplamente promovidos para celebrar o Dia da Maconha.

A promessa de contribuir para todos esses tratamentos tem gerado interesse na esfera acadêmica sobre a farmacopeia produzida pela planta Cannabis sativa. Uma busca na base de dados Pubmed revela um número quintuplicado de artigos científicos entre 2000 e 2019 sobre essa classe de substância. Na mídia, as menções também se tornaram mais e mais frequentes em anos recentes, assumindo ares de novidade apesar do histórico de uso que remonta a cerca de 2 mil anos. É por isso que a empresária Viviane Sedola, fundadora da empresa Dr. Cannabis e eleita pela High Times – revista norte-americana que defende a legalização da erva – como uma das 50 mulheres que se destacaram nessa área no mundo, qualifica a planta e seus derivados como uma novidade milenar. Em alguns países, como parte dos Estados Unidos, Uruguai e Canadá, a medida adotada foi liberar o uso medicinal da maconha – por vezes a própria erva a ser fumada –, uma decisão controversa. Nos Estados Unidos também está disponível uma profusão de preparados vendidos como suplementos alimentares, cremes para a pele, biscoitos que prometem acalmar bichos de estimação estressados ou com dor, entre outros. Maria GuimarãesRevista Pesquisa FAPESP

4:20-se: CANNABIS LIVRE DA ONU, A OMS removeu a maconha da categoria de drogas?, História da Maconha, Contrapropaganda sobre a Cannabis, Milton Friedman, Fibra de “maconha” na produção têxtil, Como enriquecer e educar licitamente falando!?!, Tabaco e álcool sim, Maconha não. Por que?!?, Luto, maconha mata!!!, Canadá Legalize

CONSTELAÇÕES INDÍGENAS

“Para nós, o sol e a lua são irmãos gêmeos que deram origem de tudo. É o princípio de tudo, assim temos que conhecer a origem, que é o mito do sol e da lua”, comenta Kerexu Yxapyry (Eunice Antunes), líder indígena da etnia Mbiá Guarani, que vive no Sul do país. Leyberson Pedrosa – EBC

A observação do céu esteve na base do conhecimento de todas as sociedades antigas, pois elas foram profundamente influenciadas pela confiante precisão do desdobramento cíclico de certos fenômenos celestes, tais como o dia-noite, as fases da Lua e as estações do ano. O indígena brasileiro também percebeu que as atividades de pesca, caça, coleta e lavoura obedecem a flutuações sazonais. Assim, ele procurou entender essas flutuações cíclicas e utilizou-as, principalmente, para a sua subsistência. Germano Bruno Afonso

A Etnoastronomia nos ensina que existem tantos seres no céu quanto os povos humanos podem observar, cada cultura tem um modo único de olhar o céu. JOSEANE PEREIRA – Aventuras na Historia

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A observação do céu noturno e a utilização dos astros como forma de orientação no tempo e no espaço são partes dos conhecimentos de diversas civilizações do mundo inteiro. Povos como os Indígenas Guarani e os Aborígenes Australianos já utilizavam as estrelas para projetarem constelações e a associarem à passagem do tempo, épocas de plantio e colheita, períodos de chuvas e estiagem, calor e frio ou mesmo a mal presságios. Espaço Ciência

A visão indígena do Universo deve ser considerada no contexto dos seus valores culturais e conhecimentos ambientais. Esse conhecimento local se refere às praticas e representações que são mantidas e desenvolvidas por povos com longo tempo de interação com o meio natural. O conjunto de entendimentos, interpretações e significados
faz parte de uma complexidade cultural que envolve linguagem, sistemas de nomes e classificação, utilização de recursos naturais, rituais e espiritualidade.


Em 1612, o missionário capuchinho francês Claude d’Abbeville passou quatro meses com os Tupinambá do Maranhão, perto da Linha do Equador. No seu livro “Histoire de la Mission de Pères Capucins en l’Isle de Maragnan et terres circonvoisins”, publicado em Paris, em 1614, considerado uma das mais importantes fontes da etnografia dos Tupi, ele registrou o nome de cerca de 30 estrelas e constelações conhecidas pelos índios da ilha. Infelizmente, ele identificou apenas algumas delas.

Abaixo, listaremos algumas constelações indígenas que estão visíveis no céu. Você pode instalar algum aplicativo em seu celular para observar melhor. Algumas sugestões são o SkyMap, Star Walk 2, SkyView,  SkySafari e Stellarium. Depois compartilhe conosco o que você conseguiu observar, por meio de fotos, desenhos e descrições. Confira as constelações:

Via Láctea indios

Tapi’i rapé – Via Láctea

Tapi’i rapé significa Caminho da Anta, e era assim que os índios brasileiros conheciam os braços da Via Láctea. Seu nome (Caminho da Anta) pode até soar estranho, mas a Via Láctea, que é a maneira que conhecemos, também tem sua estranheza, afinal significa Caminho do Leite. De qualquer forma, tanto a cultura grega quanto a indígena sul-americana viam os braços da nossa Galáxia como caminhos (de alguma coisa). Para os povos indígenas, a Via Láctea também representa a morada dos deuses. Galeria do Meteorito

A Constelação do Veado ou Cervo do Pantanal – Guaxu (guarani)

A constelação do Veado é conhecida principalmente pelas etnias de índios brasileiros que habitam na região sul do Brasil, tendo em vista que para as etnias da região norte ela fica muito próxima da linha do horizonte.


Na segunda quinzena de março, o Veado surge ao anoitecer, no lado Leste, indica uma estação de transição entre o calor e o frio para os índios do sul do Brasil e entre a chuva e a seca para os índios do norte do Brasil.

Quando aparece totalmente no céu, anuncia a chegada do Equinócio de Outono no Hemisfério Sul, uma estação de transição entre o calor e o frio. Esse evento marca o Tempo Velho, que vai do início do outono até o início da primavera, para os índios Guarani.

A constelação do Veado fica na região do céu limitada pelas constelações ocidentais Vela (Vela) e Crux (Cruzeiro do Sul). Ela é formada utilizando, também, estrelas da constelação Carina (Carina) e Centaurus (Centauro).

Se você olhar na direção Sul, a partir das 18h, vai conseguir enxergar algumas estrelas que compõem esta constelação, que inclui algumas das que formam o que nós conhecemos como Cruzeiro do Sul e a Falsa Cruz, composta por estrelas das constelações Carina e Vela.

A Constelação do Homem Velho – Tuivaé (tupi) – Tuya’i (guarani)

Em relação à constelação do Homem Velho, d’Abbeville relatou: “Tuivaé, Homem Velho, é como chamam outra constelação formada de muitas estrelas, semelhante a um homem velho pegando um bastão”.


Na segunda quinzena de dezembro, quando o Homem Velho (Tuya, em guarani) surge totalmente ao anoitecer, no lado Leste, indica o início do verão para os índios do sul do Brasil e o início da estação chuvosa para os índios do norte do Brasil.


A constelação do Homem Velho é formada pelas constelações ocidentais Taurus e Orion.
Conta o mito que essa constelação representa um homem cuja esposa estava interessada no seu irmão. Para ficar com o cunhado, a esposa matou o marido, cortando-lhe a perna. Os deuses ficaram com pena do marido e o transformaram em uma constelação.


A constelação do Homem Velho contém três outras constelações indígenas, cujos nomes em guarani são: Eixu (as Pleiades), Tapi’i rainhykã (as Hyades, incluindo Aldebaran) e Joykexo (O Cinturão de Orion).


Eixu significa ninho de abelhas. Essa constelação marca o início de ano, quando surge pela primeira vez no lado oeste, antes do nascer do Sol (nascer helíaco das Plêiades), na primeira quinzena de junho. Segundo d’Abbeville, os Tupinambá conheciam muito bem o aglomerado estelar das Plêiades e o denominavam Eixu (Vespeiro). Quando elas apareciam afirmavam que as chuvas iam chegar, como chegavam, efetivamente, poucos dias depois. Como a constelação Eixu aparecia alguns dias antes das chuvas e desaparecia no fim
para tornar a reaparecer em igual época, eles reconheciam perfeitamente o intervalo de tempo decorrido de um ano a outro.


Tapi’i rainhykã significa a queixada da anta e anunciava que as chuvas estavam chegando, para os Tupinambá. Joykexo representa uma linda mulher, símbolo da fertilidade, servindo como orientação geográfica, pois essa constelação nasce no ponto cardeal leste e se põe no ponto cardeal oeste. Joykexo também representa o caminho dos mortos.

Na primeira quinzena de dezembro, quando ela surge totalmente no céu, anuncia a chegada do solstício de Verão. Este evento marca o meio do Tempo Novo para os índios Guarani. 

Para encontrar a parte desta constelação que estará visível, olhe na direção Noroeste a partir das 18h. Fazem parte dela estrelas das constelações ocidentais de Órion e Touro.

A Constelação da EmaLandutim (tupi) – Guirá Nhandu (guarani).

Em relação à constelação da Ema, d’Abbeville relatou: “Os Tupinambá conhecem uma constelação denominada Iandutim, ou Avestruz Branca, formada de estrelas muito grandes e brilhantes, algumas das quais representam um bico. Dizem os maranhenses que ela procura devorar duas outras estrelas que lhes estão juntas e às quais denominam uirá-upiá”. Ele chamou de Avestruz Branca a constelação da Ema, no entanto, a avestruz
(Struthio Camelus Australis) não é uma ave brasileira. A ema parece com a
avestruz, mas é menor e de família diferente.


Na segunda quinzena de junho, quando a Ema (Guirá Nhandu, em guarani) surge totalmente ao anoitecer, no lado leste, indica o início do inverno para os índios do sul do Brasil e o início da estação seca para os índios do norte do Brasil.

Quando ela surge totalmente no céu, anuncia a chegada do solstício de inverno. Esse evento marca o meio do Tempo Velho para os índios Guarani.

Para encontrar algumas estrelas que compõem essa constelação, basta olhar para a direção Sudeste a partir das 19h.  Fazem parte da constelação da Ema alguns astros que integram as constelações ocidentais do Cruzeiro do Sul e do Escorpião.

A Constelação da Anta do NorteTapi’i (guarani)

A constelação da Anta do Norte é conhecida principalmente pelas etnias de índios brasileiros que habitam na região norte do Brasil, tendo em vista que para as etnias da região sul ela fica muito próxima da linha do horizonte. Ela fica totalmente na Via Láctea, que participa muito nas definições de seu contorno, fornecendo uma imagem impressionante dessa constelação. Existem outras constelações representando uma Anta (Tapi’i, em guarani) na Via Láctea, por isso chamamos essa constelação de Anta do Norte. A Via Láctea é chamada de Caminho da Anta devido, principalmente, à constelação da Anta do Norte.


Na segunda quinzena de setembro, a Anta do Norte surge ao anoitecer, no lado Leste, indica uma estação de transição entre o frio e calor para os índios do sul do Brasil e entre a seca e a chuva para os índios do norte do Brasil.

A Constelação da Queixada da Anta – Tapi’i Rainhykã (tupi)

constelação de Tapi’i Rainhykã, que significa Queixada da Anta também simbolizava o início das chuvas para os tupinambás, no norte do país. Ela ocupa o espaço no firmamento que conhecemos como Hyades.

A Constelação da CobraMboi / Mboi Tatá (tupi)

A constelação que conhecemos como Scorpius é vista como uma cobra pelos índios, e é chamada de Mboi (cobra em guarani) ou Mboi Tatá (Cobra de fogo), popularmente conhecida como Boi Tatá (que por sua vez não tem nada a ver com boi), e sua cabeça começa com a estrela Antares.

Mboi Tatá é uma cobra de fogo de olhos brilhantes, que devora os olhos dos outros animais para que os seus se tornem cada vez mais reluzentes. Assim como Ema, Mboi também simbolizava o início do inverno e da estação seca.

A Constelação do Vespeiro – PlêiadesEixu (guarani)

Eixu significa “ninho de abelhas” ou “vespeiro” em guarani, e marca o início do ano, quando surge pela primeira vez no lado leste, antes do nascer do Sol (nascer helíaco das Plêiades). na primeira quinzena de junho. Segundo d”Abbeville, os índios conheciam muito bem a constelação de Eixu, e quando ela chegava, eles comemoravam a chegada da chuva, que vinha logo depois. Era com essa constelação que eles contavam os anos.

A Constelação de Joykexo

Joykexo representa uma linda mulher, símbolo da fertilidade na cultura indígena. Essa constelação servia como orientação geográfica, pois ela nasce exatamente no leste, e se põe exatamente à oeste. Joykexo, além de ser o símbolo da fertilidade, também representa o caminho dos mortos. Joykexo é representada pelas estrelas que formam o Cinturão de Orion,

A Constelação da CanoaYar Ragapaw (tenetehara)

constelação da Canoa (Yar Ragapaw em tenetehara, idioma dos índios da etnia Tembé) indica exatamente a posição do ponto cardeal norte. A constelação da Canoa se encontra da região das constelações ocidentais Ursa Maior e Leão Menor, e era conhecida principalmente pelos índios do norte e nordeste do Brasil, uma vez que ela se encontra muito baixa no céu quando vista a partir do sul do país. Portanto, quando ela surgia para os índios do norte e nordeste em meados de março, indicava tempo de chuvas.

A Constelação da Cobra GrandeMboi Guassu (tupi)

Segundo a mitologia indígena, a Cobra Grande (Mboi Guassu) acordou faminta e saiu em busca de alimentos, comendo os olhos dos animais e das pessoas que encontrava, e posteriormente se tornou a Mboi Tatá, que já é outra constelação. A constelação de Mboi Guassu é vista em Taipi’i rapé (Via Láctea).

A Constelação da OnçaYai (tukano)

constelação da Onça (Yai no idioma tukano) está dividida em cinco pequenas constelações, que seriam Yai siõkhã (estrela que ilumina a onça), Yai useka poari (bigode), Yai duhpoa (cabeça), Yai ohpu (corpo) e Yai pihkorõ (rabo).

Yai fica na região do céu onde encontramos as constelações de Cassiopéia, Andrômeda e Perseus. Infelizmente ainda não encontramos uma ilustração que mostrasse tal constelação, por isso, a imagem da constelação é apenas uma especulação de sua forma. Por outro lado, a região do céu está correta.

A Constelação Caminho da Cruz ou Grande RelógioWirar Kamy (tenetehara)

A primeira constelação Wirar Kamy é o Caminho da Cruz, que representa um grande relógio/calendário para os índios do Brasil, pois ela começa a ser visível no mês de março, deitada no horizonte com a parte de cima apontando para o leste, indicando o ápice da estação das chuvas e o fim da semeadura. Os rios ficam altos fazendo a pesca mais difícil, os frutos silvestres se tornam raros, e as doenças tropicais como malária se proliferam, e por isso, essa é considerada a época mais difícil para os índios.

Passados três meses, o cruzeiro se encontra bem alto no céu de junho, indicando o início do período da seca, fartura de colheitas, fartura de banhos de rios, pescas, agradecimentos aos deuses e iniciação das moças da aldeia. Já em setembro, quando a constelação de Wirar Kamy se aproxima do horizonte oeste no início da noite, indica o ápice da estação seca e o início do plantio para o próximo ano.

A Constelação A Cruz dos MortosWirar Kamy (tenetehara)

A segunda constelação Wirar Kamy dos índios tenetehara é conhecida também como A Cruz dos Mortos. Ela se localiza na região do céu que conhecemos como Constelação de Orion, O Caçador. As estrelas conhecidas popularmente como Três Marias e a Nebulosa de Órion (M42) compõem essa constelação indígena. Ela nasce exatamente no ponto cardeal leste e se põe exatamente à oeste, percorrendo a linha equatorial, caminho dos mortos pela cultura indígena.

A Constelação da SiriemaAzim (tenetehara)

Quando Azim aparece na região alta do céu noturno, ela também indica o início da estação da seca, no mês de junho e julho. Ela encontra-se abaixo de Wiranu (constelação da Ema), onde encontramos as constelações ocidentais Coroa Austral, Telescópio, Sagitário e Escorpião. Um fato interessante dessa constelação é que algumas partes que a constituem (como o bico), são na verdade manchas claras e escuras da Via Láctea.

Siriema possui um penacho em sua cabeça, e os índios Tembé dizem que na constelação, a Siriema carrega seus dois ovinhos para que a Ema, a comedora de ovos, não os devore.

A Constelação do Beija-FlorMainamy (tenehara)

Conta a lenda que o chefe dos beija-flores (Mainamy) vê um lugar chamado Karu-Peahary, que era um lugar seco e sem água. E assim, a deusa Mayra com todos os beija-flores fez um poço para saciar a sede de Mainamy, que é representado pela região que encontramos a constelação ocidental de Corvo. Ela se encontra muito alto no céu entre o norte e o sul, e surge no mês de maio, ficando visível até setembro, época de festas nas aldeias Tembé-Tenetehara, que são comemoradas com banhos de rio e a Festa da Moça, que é um ritual de passagem das jovens e dos jovens índios para a vida adulta.

A Constelação do JabutiZauxihu Ragapaw (tenetehara)

constelação Zauxihu Ragapaw se encontra no lado norte do céu, ocupando a região que conhecemos como Coroa Boreal. A medida que o Jabuti vai percorrendo o céu noturno, entre maio e agosto, significa que os índios estão enfrentando o final da época das chuvas.

Observatório situado no município de Garopaba, em Santa Catarina

Pode-se dizer que existem dois tipos principais de constelação indígena: uma
relacionada ao clima, à fauna e à flora do lugar, conhecida pela maioria da comunidade e que regula o cotidiano da aldeia; a outra está relacionada aos espíritos indígenas, sendo conhecida, em geral, apenas pelos pajés e é mais difícil de visualizar. Os guaranis, por exemplo, chamam de Nhanderu a mancha escura que aparece perto da constelação ocidental do Cisne. O Deus Maior Guarani aparece sentado em seu banco sagrado, utilizando seu cocar divino e segurando o Sol e a Lua em suas mãos. Ele anuncia a primavera. Germano Afonso – SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL

Consteleze-se: Desmatamento astronômico Amazônia, Astronauta, ERAM OS DEUSES ASTRONAUTAS??, Dia do Índi(o)gena!!!, Feliz dia do índio!!!, DIA INTERNACIONAL DOS POVOS INDÍGENAS, Todo Dia Era Dia de Índio, Ailton Krenak: próxima missão do capitalismo é se livrar de metade da população do planeta, Brô Mc´s

Observatório Social do Brasil

O Observatório Social é um movimento pela transparência na administração pública, que começou em Maringá, no Paraná, no ano de 2006. Escola Virtual.Gov

É um espaço para o exercício da cidadania, que deve ser democrático e apartidário e reunir o maior número possível de entidades representativas da sociedade civil, com o objetivo de contribuir para a melhoria da gestão pública.

O Observatório Social do Brasil (OSB) é uma entidade civil sem fins lucrativos que coordena a rede de Observatórios Sociais existentes em mais de 100 municípios distribuídos em 18 estados, dados de 2015, assegurando a disseminação da metodologia padronizada para atuação dos observadores sociais, promovendo capacitação e oferecendo suporte técnico aos OS, além de estabelecer parcerias estaduais e nacionais para o melhor desempenho das ações locais de controle social.

Desenvolvem várias ações, mas a principal é o monitoramento das compras públicas em nível municipal. A metodologia, desenvolvida por eles, acompanha o processo desde a publicação do edital de licitação até o acompanhamento da entrega do produto ou serviço, de modo a agir preventivamente no controle social dos gastos públicos.

Atuando como pessoa jurídica, em forma de associação, um Observatório Social do Brasil prima pelo trabalho técnico, fazendo uso de uma metodologia de monitoramento das compras públicas em nível municipal, desde a publicação do edital de licitação até o acompanhamento da entrega do produto ou serviço, de modo a agir preventivamente no controle social dos gastos públicos. Além disso, os Observatórios Sociais do Brasil atuam em outras frentes, como

• a educação fiscal, demonstrando a importância social e econômica dos tributos e a necessidade do cidadão acompanhara aplicação dos recursos públicos gerados pelos impostos.

• a inserção da micro e pequena empresa nos processos licitatórios, contribuindo para geração de emprego e redução da informalidade, bem como aumentando a concorrência e melhorando qualidade e preço nas compras públicas.

• a construção de Indicadores da Gestão Pública, com base na execução orçamentária e nos indicadores sociais do município, fazendo o comparativo com outras cidades de mesmo porte. E a cada 4 meses realiza a prestação de contas do seu trabalho à sociedade.

Cada Observatório é integrado por cidadãos brasileiros que transformaram o seu direito de indignar-se em atitude: em favor da transparência e da qualidade na aplicação dos recursos públicos. São empresários, professores, estudantes, funcionários públicos e outros cidadãos que, voluntariamente, entregam-se à causa da justiça social.

Saiba mais! Para conhecer mais sobre os Observatórios, acesse o sítio: http://www.observatoriosocialdobrasil.org.br. Nele você encontrará muitas informações, inclusive orientações de como começar um Observatório na sua cidade. O OSB produziu um vídeo de apresentação, assista: www.youtube.com/user/osdobrasil.

Observeze-se: Controle Social, Piratas do Tietê vão invandir os cinemas, I AMazonia, Shenlongwan, uma mão., Direito do avesso, Avesso do direito, Você tem poder de possuir o que quiser!, O rapaz comprou um passarinho por $10 reais, Piauí autoriza produção de óleo de canabidiol, Chico Mendes, Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC), Portal da Transparência

Lei Nacional de Defesa do usuário dos serviços públicos – Brasil

LEI Nº 13.460, DE 26 DE JUNHO DE 2017.

Dispõe sobre participação, proteção e defesa dos direitos do usuário dos serviços públicos da administração pública.

(…)

CAPÍTULO I

DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º Esta Lei estabelece normas básicas para participação, proteção e defesa dos direitos do usuário dos serviços públicos prestados direta ou indiretamente pela administração pública.

§ 1º O disposto nesta Lei aplica-se à administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, nos termos do inciso I do § 3º do art. 37 da Constituição Federal .

Defendaze-se: MANUAL PARA A VIDA, Manual dos remédios tradicionais Yanomami, Manual sobre os usos de plantas amazônicas, MANUAL DE REDAÇÃO DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, Manual de agricultura urbana, Les Avanchets

Society 5.0

A Sociedade 5.0 refere-se a uma nova sociedade criativa, aportada pela inovação e pela transformação digital, representando uma nova visão com o objetivo de resolver questões sociais, utilizando as evoluções tecnológicas. Esta sociedade sucede as passadas: a sociedade de caça (Sociedade 1.0), sociedade agrícola (Sociedade 2.0), sociedade industrial (Sociedade 3.0) e sociedade da informação e do conhecimento (Sociedade 4.0).

O termo “Society 5.0” surgiu no Japão em 2016, pelo Gabinete Japonês na 5th Science and Technology Basic Plan. Ela conecta todas as pessoas e coisas através da Internet das Coisas (IoT – Internet of Things), compartilha vários conhecimentos e informações e cria novo valor nunca antes existente. Além disto, traz uma nova perspectiva de vida humana, aprimorando a produtividade e a qualidade de vida, com desenvolvimento pautado por transformações acopladas pela inovação científica e tecnológica. Por meio da inteligência artificial (IA), as informações e conhecimentos necessários são fornecidos, e tecnologias como robôs, drones,  transportes públicos automatizados, criptomoedas, Blockchain, mobilidade e veículos autônomos, vencerão questões que hoje estão nos bloqueando.

Bem-vindos à Sociedade 5.0

A Sociedade 5.0 é realizada por um sistema que combina espaço cibernético (espaço virtual) e espaço físico (espaço real), potencialmente conectados. Uma enorme quantidade de dados dos sensores do espaço físico é acumulada no ciberespaço. No ambiente do ciberespaço, a IA analisa esses dados e os resultados são devolvidos aos seres humanos no espaço físico de várias maneiras.

O ambiente ao redor do Japão e do mundo está em um período de grandes mudanças. À medida que o desenvolvimento econômico avança, a vida das pessoas se torna mais conveniente e rica, cresce a demanda por energia e alimentos, e aumenta a expectativa de vida e o envelhecimento das pessoas. Além disso, a globalização da economia progride, a concorrência internacional se intensifica e também há aspectos como concentração de riqueza e desigualdade entre regiões. Percebe como as questões sociais estão se tornando mais complexas? Medidas como a promoção da industrialização sustentável, realocação de riqueza e correção de disparidades entre regiões estão se tornando imprescindíveis. No entanto, no atual sistema social, é difícil alcançar o desenvolvimento econômico e a resolução de questões sociais. Acordo Coletivo

5.0ze-se: Ka’apor buscam romper com o resto da sociedade, Aumento da Desigualdade ou Diminuição da Pobreza: o que mais importa para a sociedade?, Não sou de postar coisas religiosas, mas as vezes, esse tipo de coisa é que me deixa com muita raiva da sociedade!, Eu, Christiane F., 13 anos, drogada, prostituída, Ailton Krenak: próxima missão do capitalismo é se livrar de metade da população do planeta

Os maiores guardiões de sementes do Brasil

Dentro da propriedade de Isac Miola e Vilma Zotti, na Linha Ibiaça, em Dois Vizinhos, está um dos maiores museus de sementes e ramas do Brasil. Eles conservam mais de 300 variedades de sementes de feijão, milho, arroz, amendoins e ervilhas além de ramas de batatas e mandiocas, entre outras. Alexandre Baggio – Jornal de Beltrão

O objetivo é deixar para as futuras gerações essas variedades e a história do casal com conservação de sementes começou em 2004. “A gente nem pensava nisso, mas fomos convidados a participar da 2ª Festa Regional das Sementes que estava acontecendo em Francisco Beltrão. Levamos um pouco de semente que tínhamos e trouxemos um monte para casa. Gostei disso e comecei a perseguir esses eventos, até me tornar um guardião de sementes”, explicou Miola.

Mesmo num terreno bastante acidentado, o produtor conseguiu organizar essa grande produção de sementes e hoje é referência nacional.

Alfabetismo Funcional

Analfabetismo funcional é a incapacidade que uma pessoa demonstra ao não compreender textos simples. Tais pessoas, mesmo capacitadas a decodificar minimamente as letras, geralmente frases, sentenças, textos curtos e os números, não desenvolvem habilidade de interpretação de textos e de fazer operações matemáticas. INSTITUTO PAULO MONTENEGRO

Níveis de alfabetismo no Brasil conforme o Inaf (2001-2018)

Ao retratar os níveis de alfabetismo da população brasileira adulta, a edição 2018 do Inaf – a décima desde 2001 – permite acompanhar a evolução da série histórica e, ao mesmo tempo, trazer dados inéditos e complementares que evidenciam cada vez mais a necessidade de implementar e fortalecer estratégias que combinem políticas públicas e iniciativas da sociedade civil capazes de assegurar a incorporação de crescentes parcelas de brasileiros à cultura letrada, à sociedade da informação, à cidadania plena, à participação social e política e ao leque de oportunidades de trabalho digno, responsável e criativo.

Ze-se: O analfabeto político, Piratas do Tietê vão invandir os cinemas, Direito do avesso, Avesso do direito, Somos Harmonicos!?!, Qual é o problema do Brazil?!?, Boas Práticas Legislativas, Poder Legislativo Municipal, Você Fiscal, Os Cegos e o Elefante

Linguagem Simples ou Plain Language

A Linguagem Simples é uma forma de comunicação usada para transmitir informações de maneira simples, objetiva e inclusiva. Ao se comunicar em Linguagem Simples você deve garantir que o seu público-alvo entenda com facilidade o que está sendo comunicado. O objetivo da Linguagem Simples é que o leitor ou a leitora encontre facilmente a informação que procura, compreenda o que encontrou e então consiga usar essa informação. Para isso, textos em Linguagem Simples apresentam ideias, palavras, frases e estrutura de forma organizada.

Linguagem simples não é linguagem informal! É possível escrever de forma simples e acessível, seguindo as normas da Língua Portuguesa.

O incentivo ao uso da Linguagem Simples no setor público é um movimento global. O debate começa em meados de 1940 nos Estados Unidos e Inglaterra. No Brasil, a primeira política pública para tratar exclusivamente do tema de Linguagem Simples surge em 2019 com a criação do Programa Municipal de Linguagem Simples da Prefeitura de São Paulo.

Programa Municipal de Linguagem Simples da Prefeitura de São Paulo

 https://www.linguagemsimples.prefeitura.sp.gov.br/

Site do Programa de Linguagem Simples da Prefeitura de São Paulo. Lá você encontra como o programa funciona, materiais de apoio de como escrever e revisar um documento para que ele fique em linguagem simples e divulgação de eventos.

Plain Language Association International

https://plainlanguagenetwork.org/

É a principal associação internacional de Linguagem Simples no mundo. Ela apoia práticas e instituições que disseminam a linguagem simples. No site você pode encontrar definições de linguagem simples, os países associados, conferências, eventos e materiais de referência. O site está em inglês.

Legislação

Lei de direitos do usuário de serviços públicos – lei nº 13.460, de 26 de junho de 2017.

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/L13460.htm

Política Municipal de Linguagem Simples – lei nº 13.460, de 06 de março de 2020

https://leismunicipais.com.br/a/sp/s/sao-paulo/lei-ordinaria/2020/1732/17316/lei-ordinaria-n-17316-2020-institui-a-politica-municipal-de-linguagem-simples-nos-orgaos-da-administracao-direta-e-indireta

Programa Municipal de Linguagem Simples – Decreto nº 59.067, de 11 de novembro de 2019

https://leismunicipais.com.br/a/sp/s/sao-paulo/decreto/2019/5907/59067/decreto-n-59067-2019-institui-o-programa-municipal-de-linguagem-simples-no-ambito-da-administracao-publica-municipal

Simplifiqueze-se: Melhores Agencias de Modelos – RANKING OFICIAL, Cursos de Programação informática, ClarinhaMar, Poesia mística em Kabir, Rumi e Tagore 2018, IA – Indígena é Ateu? E os emojis com isso?, Sign-IO e Roy Allela, ALFALUVA e a Unipampa

INGLÊS COM MÚSICA

Com a parceria entre a Univesp TV, o Centro Paula Souza e a Secretaria de Educação do Estado de SP, o Inglês com Música tem por objetivo incentivar o aprendizado da língua inglesa de uma forma descontraída, por meio de letras de músicas e jogos entre equipes formadas por estudantes. TV Cultura

Inglês com Música é uma reedição do programa de mesmo nome exibido pela TV Cultura entre 1969 e 1981.

Cursos acadêmicos online

ALISON – plataforma com uma grande quantidade de cursos de diferentes especialidades: de administrar negócios até aprender idiomas. A página dá a oportunidade de se submeter a provas online e receber um certificado virtual gratuito.

Khan Academy – milhares de aulas gratuitas (com duração de 5 a 15 minutos) sobre assuntos variados.

MIT Open CourseWare – um grande número de cursos do Instituto Tecnológico de Massachusetts, incluindo anotações de aulas, tarefas e questões de provas.

edX – oferece palestras gratuitas de professores das melhores instituições de ensino (Harvard, Berkeley e outras). O site foi criado especificamente para o apredizado online.

The University of Reddit – plataforma educativa com aulas gratuitas sobre diversos assuntos, indo de arte a programação.

Saylor – são cursos gratuitos criados com base em programas universitários. A capacitação é completada em um mês. 

Berkeley Lectures – são videoconferências que foram gravadas para alunos da Universidade da Califórnia, em Berkeley, Estados Unidos.

Zooniverse – é a página com maior conteúdo para estudar o meio ambiente, o que permite aos interessados participar de investigações científicas modernas nas áreas de astronomia e climatologia.

Learner’s TV – oferece a você videoconferências sobre matemática, história, filosofia e outros assuntos.

Open Yale Courses – compartilha com os usuários os áudios e vídeos de palestras dos professores da Universidade de Yale (Estados Unidos).

TED («technology, entertainment, design» ou «tecnologia, entretenimento, design») – é um site no qual cientistas, empresários, artistas, tec., se reunem para compartilhar suas ideias. 

VideoLectures.NET – videoconferências a respeito de variados temas. 

OEDb – site educativo que contém mais de 10.000 aulas em áudio e vídeo.

Curze-se: IBMEC: 10 cursos gratuitos com certificado, SENAI: 20 cursos online sem processo seletivo, Cursos online e gratuitos sobre agrofloresta, permacultura e ecodesign, Cursos online e conteúdos gratuitos, FGV libera 55 cursos online gratuitos, Cursos de saúde da UFPB: Uso medicinal da maconha, Cursos na USP