VEJA 10 ITENS que SUMIRAM dos CARROS!

VEJA 10 ITENS que SUMIRAM dos CARROS!CANAL PL

Lista com alguns itens que sumiram ou estão sumindo gradualmente do mercado automobilístico nacional!

Canal voltado para nostalgías do mundo automobilístico, televisivo e histórico de modo geral, viagens, explorações, documentários, flagras do interior, tudo isso em um só lugar!

Experimento Universo 25

O etologista (especialista em comportamento animal) John B. Calhoun trabalhou durante toda sua vida para entender o efeito de questões demográficas como a superpopulação no comportamento individual e social de roedores como ratos e camundongos. Hypeness

O norte-americano John B. Calhoun nasceu no dia 11 de maio de 1917 e morreu em 7 de setembro de 1995. KingoLabs

O primeiro experimento começou em uma fazenda em Rockville (Maryland, EUA), depois que o vizinho de Calhoun permitiu que ele erguesse um cercado para ratos em uma pequena floresta que havia atrás de sua casa. O etólogo construiu um cercado de aproximadamente 1 mil metros quadrados, com capacidade para abrigar até 5 mil ratos. Intitulada “cidade dos ratos”, ele adicionou cinco ratazanas grávidas e deu início a sua observação.

Em 2 anos de experimento, por incrível que pareça, a população de ratos nunca ultrapassou de 200, muito embora tivesse espaço o suficiente para que alcançasse a população de no mínimo 1 mil animais. Intrigado e sem saber o que havia acontecido, ele refez o estudo por mais 24 vezes.

Em 1954, Calhoun começou a trabalhar no Laboratório de Psicologia do Instituto Nacional de Saúde Mental, ele decidiu refazer o experimento pela 25ª vez, só que focando em como os roedores se comportariam em um ambiente controlado, livre de predadores, esterilizado, com pouca margem para doenças, e com água, comida e abrigos suficientes. O projeto foi chamado por ele mesmo de “utopia dos ratos”, pois os roedores remontavam um tipo de estrutura social que os homens jamais alcançariam.

Ele começou a tentar entender quais seriam as principais características para a vida perfeita de ratos. Criou diversos modelos e chegou a um que considerou “perfeito”. Basicamente, ele colocava cerca de 32 a 56 roedores em uma caixa de 12 metros quadrados dividida em quatro cômodos. Os roedores não teriam escassez: diversão, comida e água seriam abundantes no espaço e locais adequados para reprodução e gestação também eram disponibilizados.

Calhoun e sua colônia de ratos utópicos

Em todos os experimentos, os ratos chegaram a um pico populacional e, posteriormente, entraram em uma crise. Então, conflitos hierárquicos e incidentes de saúde mental acometiam a população de forma generalizada, no que Calhoun cunhou como ralo comportamental. Confira a descrição do autor, dada na Scientific American de 1962, sobre o comportamento social dos ratos durante o ápice demográfico dos seus experimentos.

“Muitas [ratas] eram incapazes de levar uma gravidez até o fim ou, quando conseguiam, de sobreviver ao parir a ninhada. Um número ainda maior, após dar à luz com sucesso, decaia em suas funções maternas. Entre os machos, os distúrbios de comportamento iam desde desvios sexuais até canibalismo e de hiperatividade frenética até um quadro patológico no qual os indivíduos emergiam para comer, beber e se mover apenas quando outros membros da comunidade estivessem dormindo. A organização social dos animais mostrou igual ruptura”, disse no texto.

No ‘Universo 25’, assim chamado por ser a vigésima quinta repetição do processo, os ratos chegaram a uma população de quase 2 mil indivíduos. Uma classe de miseráveis começou a surgir e a grave densidade populacional começou a fazer com que os ratos se atacassem. No dia 560 do experimento, o crescimento populacional cessou e, quarenta dia depois, uma queda na população começou a ser registrada. Logo após disso, os ratos começaram a se matar. A população foi completamente extinta após algumas semanas.

O experimento começou com quatro pares de camundongos saudáveis, que foram soltos para dar início à nova sociedade. Nos primeiros 104 dias, identificado como “fase de estrutura” ou “período de luta”, os roedores se ajustaram ao habitat e construíram seus ninhos. Quando a “fase de exploração” começou, em que os animais se encontravam e acasalavam, a cada 55 dias a população passou a dobrar de tamanho. JULIO CEZAR DE ARAUJO – MegaCurioso

Em 315 dias de experimento, a utopia já havia se tornado um pequeno inferno, com uma população de 620 ratos. Calhoun percebeu que os “ratos ômegas”, que eram tímidos e faziam parte da base da hierarquia, interromperam o acasalamento quando se viram rejeitados pelas fêmeas. Sem terem mais um papel na sociedade, eles se afastaram dos grupos maiores e passaram a comer, dormir e às vezes brigar com os demais marginalizados.

Os “machos dominantes” adotaram um comportamento muito agressivo, atacando os demais ou os provocando sem motivo aparente. Alguns se tornaram homossexuais, pansexuais ou hipersexuais, chegando a se deslocarem em grupos que atacavam as fêmeas e estupravam qualquer rato, independentemente do sexo. Por vezes, os alfas lançavam episódios de violência que terminavam em canibalização, apesar de haver comida o suficiente.

Em 560 dias de experimento, por fim, os roedores perderam a capacidade de agir como ratos e ficou claro que a mudança seria permanente. Com uma taxa de mortalidade de 100%, Calhoun decretou que a colônia entrava na “fase de morte”, na qual o Universo 25 se encaminharia para a sua extinção.

A geração jovem de ratos cresceu em meio a um ambiente anormal, sem exemplos de como deveriam se comportar, sem molde de paternidade e maternidade, instrução para acasalamento e marcação de território. Portanto, eles apenas comiam, bebiam e se higienizavam. Nomeados “belos” pelo cientista, esses eram caracterizados por uma apatia social, perda de propósito de vida e reclusão, sendo os responsáveis por ocasionar a “primeira morte” da colônia — o fim do desejo de um futuro. A “segunda morte”, como observou Calhoun, aconteceu com a extinção total do Universo 25.

Publicada na edição de 1962 da Scientific American, a conclusão do cientista foi de que os ratos, assim como os humanos, só prosperam em um senso de identidade e propósito estabelecidos dentro do mundo em geral e que o estresse, ansiedade, tensão e instinto de sobrevivência tornam necessário o engajamento na sociedade.

Ou seja, para Calhoun, quando todo o senso de necessidade é retirado da vida de um indivíduo, a vida deixa de ter propósito, uma vez que ela não é apenas apoiada em aspectos básicos – moradia, água, conforto e comida.

Em 1972, o conceito do Universo 25 apavorou as pessoas nos Estados Unidos e causou uma histeria em massa quando os índices de densidade populacional nos centros urbanos estouraram — e as taxas de homicídio alcançaram 135% com relação à década anterior. A ideia de um iminente “apocalipse social” em que as pessoas se autodestruiriam despertou a ideia de migração para os campos ou subúrbios, onde havia espaço suficiente e uma vida tranquila e natural.

John B. Calhoun utilizou esse termo para descrever o colapso resultante da superlotação das populações. Foi criado no dia 1º de fevereiro de 1962, junto com o lançamento do artigo Densidade Populacional e Patologia Social, em uma revista semanal. Não demorou para que esta ideia de sociologia urbana passasse a ser utilizada ligada a conceitos de psicologia.

Apesar de tudo, ao lado de Freud e Skinner, o experimento de Calhoun entrou para os “Quarenta Estudos que Mudaram a Psicologia”.

5Rze-se: Experimento científico?, UM PASSADO AINDA MUITO PRESENTE, Janela de Overton, Um anticorpo de Gaia para o vírus ser humano, Thomas Malthus ou Thanos, O intelectualismo “kitsch”, Some of the best House M D songs

Conheça o EFEITO CANTILLON

O QUE CAUSA A POBREZA E A DESIGUALDADE SOCIAL? Conheça o EFEITO CANTILLON

Você já parou pra pensar o que causa a desigualdade social e a pobreza no mundo? E por quê os governos acabam criando programas sociais? A desigualdade social é um problema sistêmico e urgente onde a principal causa da pobreza é a forma como o dinheiro é criado e distribuído na economia.

Assiste esse vídeo que vai te ajudar a entender um pouco sobre como o mundo funciona e porque alguns problemas sociais tem causas que ainda são ignoradas. Nesse vídeo te contamos também o que programas sociais, como o renda cidadã, tem a ver com o Bitcoin.

Richard Cantillon foi um economista franco-irlandês, banqueiro e filósofo do século 18, conhecido pelo Efeito Cantillon e por ser autor da grande obra, Essai sur la Nature du Commerce en Général (Ensaio sobre a Natureza do Comércio em Geral), sua obra teve grande influência sobre nomes fundamentais para o desenvolvimento do pensamento econômico, entre esses eles estão: Adam Smith e os principais nomes da escola Fisiocrata, Anne Turgot François Quesnay. Gabriel Almeida BragaEconotime

O efeito diz que ao contrário do que muitos acreditam, os preços não sobem automaticamente após o aumento da oferta de moeda, e muito menos de forma igual. O que acontece na verdade, é que as pessoas que recebem o dinheiro novo primeiro, terão um aumento temporário do poder de compra, às custas de quem receber por último.

“A inflação, portanto, não gera nenhum benefício social; ao contrário, ela redistribui a riqueza para aqueles que obtiveram primeiramente o dinheiro recém-criado, e tudo à custa daqueles que o recebem por último. A inflação é, efetivamente, uma disputa – uma disputa para ver quem obtém antes dos outros a maior fatia do dinheiro recém-criado.”(Murray Rothbard: O Que o Governo Fez com Nosso Dinheiro. 2013, p.48 & 49)

“Analisando essa cadeia hereditária, quero me livrar dessa situação precária. Onde o rico cada vez fica mais rico , e o pobre cada vez fica mais pobre. E o motivo todo mundo já conhece, é que o de cima sobe e o de baixo desce!” Meninas: Xibom Bombom

Você já deve ter escutado falar de Karl Marx, e ter uma noção geral da visão comunista de mundo. Algo como “os meios de produção não podem ser de uma só pessoa (burguês) e sim de todos os trabalhadores, assim o lucro é repartido por igual” em uma hipersimplificação, nele, existe uma luta de classes entre o “trabalhador” e o “capitalista burguês” e seus interesses sempre serão conflitantes. PudimExplicaBitcoin

O ponto de vista liberal (também chamado de liberalismo clássico, bem diferente do “liberalismo” tabajara que existe no Brasil) difere do ponto de vista marxista.

Sua teoria básica é que quem se beneficia mais da impressão de dinheiro é quem está mais próximo deste dinheiro. Ou, de uma maneira mais formal: a emissão de nova moeda tem efeito localizado na inflação e quanto mais próximo o indivíduo/empresa estiver da emissão, menos efeito será sentido. E o resultado desta distribuição assimétrica é uma inflação assimétrica também.

Mas o dinheiro mudou em 1971, quando o presidente americano Richard Nixon fez com que o dólar deixasse de ser lastreado em ouro. Um site que ilustra com diversos gráficos toda a magnitude que esta quebra de lastro trouxe para sociedade  é o WTF Happened in 1971, mas para os fins deste texto podemos dizer que quando o dinheiro deixou de estar vinculado à realidade o jogo mudou.

Três notas de 10 dólares de anos diferentes. Note que a nota de cima é conversível por ouro (“Ten Dollars in gold coin payable to the bearer on demand” significa que essa nota de 10 dólares podia ser convertida em moeda de ouro) e que as outras duas não. 

Hipersimplificando novamente: basicamente o dinheiro começou a nascer em árvore, ou seja, os EUA passaram a imprimir dinheiro sem lastro para comprar petróleo da Arabia Saudita, criando o sistema petro-dólar. Após Bretton Woods o lastro do dinheiro se tornou subjetivo, baseado na força da economia interna dos EUA.

A impressão causaria sim inflação generalizada, seja na forma de inflação de consumo (representada pelo IPCA) ou na inflação de ativos, como estamos vendo no contexto macroeconômico atual (maio/2021). 

Meme satirizando as políticas do FED de expansão da base monetária

Hoje em dia estamos vendo uma impressão de dinheiro generalizada, processo carinhosamente apelidado pelos bitcoinheiros de “money printer go brrr” (algo como “a impressora tá on”). Este processo também é conhecido como expansão da base monetária e está diretamente relacionado com a inflação. 

Resumindo, o Efeito Cantillon é mais um dos fatores que causa a estratificação das sociedades humanas ao causar inflação relativa entre todos os membros dela.

CANTILLONze-se: Peer to Peer – P2P, ou a economia compartilhada!?!, A árvore que dava dinheiro – AUDIOBOOK (AUDIOLIVRO), 13º Salário, Vinte centavos, Sua segurança?

Tiny Houses: minha doce casinha

Se você tivesse que se mudar amanhã para um espaço de 25 m² – algo como dois quartos de um apartamento pequeno somados – o que você levaria?

Viver com menos e em espaços reduzidos virou o sonho de muita gente – uma tendência que dá um chega pra lá no consumo excessivo e propõe um viva ao minimalismo. ELIANAELLE

A economia é um aspecto forte da novidade. Não é à toa que essas moradias, que mais parecem casas de boneca, mexem tanto com o imaginário e provocam um certo encantamento.

“Minimalismo”. O termo já foi amplamente usado para descrever movimentos artísticos, estilos de decoração, linguagem arquitetônicas e até mesmo uma teoria gramatical. Hoje, porém, retorna ao nosso vocabulário, e aos blogs, livros, documentários e redes sociais, com um significado bem mais amplo, que resume não só um modo de consumir ou de criar, mas um verdadeiro estilo de vida.

O minimalismo e a sustentabilidade também são pontos centrais no projeto de vida do casal Robson Lunardi e Isabel Albornoz (que aparecem na foto com o filho João Pedro), criadores do blog Pés Descalços, onde contam um pouco de suas trajetórias – de profissionais estressados, que enfrentaram a síndrome de burnout trabalhando 14 horas por dia anos a fio, a adeptos da yoga, da meditação, da alimentação saudável, pais de duas crianças e moradores de uma tiny house sobre rodas, de 27 m².

Robson fez um curso focado em técnicas de construção. E Bel, que ainda relutava em aceitar a ideia da mudança, mergulhou em aulas com mulheres que haviam feito suas próprias tiny houses, e voltou decidida.

“Aos poucos, entendemos que não era só uma casinha, mas um estilo de vida, um espaço compactado, multifuncional, mais sustentável e minimalista”

O quarto das crianças.

Hoje, dão consultoria sobre o tema e mantêm o projeto Colibri, que pretende erguer minicasas como moradia de baixo custo para pessoas em situação de vulnerabilidade. “O movimento tiny house não é sobre o espaço, mas sobre como você o utiliza. É um estilo de vida que estimula a maximização do convívio e a ética social.”, diz Robson, lembrando que nas casas tradicionais é muito comum que cada um fique isolado em um cômodo interagindo muito pouco – algo que não tem chance de acontecer no caso deles.

Os dois costumam dizer que tudo de fundamental, de cada um na família, deve caber em uma mochila. E são a prova de que viajar leve é libertação.

PLANEJAMENTO DE ROBSON E ISABEL

No caso do banheiro, um dos grandes tabus da Tiny Houses, as saídas são diversas. Robson, por exemplo, conta que nas casas em que visitou a solução mais prática era a chamada “privada seca”, que funcionam como uma espécie de composteira. Já o arquiteto Danilo Cobras, fundador da Contair Box, que desde 2009 projeta casas em containers, conta que é possível produzir modelos com caixa de detritos e caixa d’água, conforme a necessidade de cada cliente. Além é claro da possibilidade de conectar a Tiny House ao um sistema comum de água e esgoto.

O movimento começou no finzinho dos anos 1990 nos Estados Unidos e ganhou força com a crise econômica que chacoalhou o país a partir de 2008. Com o mercado imobiliário regido por uma legislação dura, que proíbe habitações improvisadas, hipotecas se transformando em dívidas altas e taxas exorbitantes, a construção de tiny houses surgiu como uma saída perfeita para os estadunidenses endividados. Uma solução que acabou se espalhando pelo planeta. “Construir uma casa e legalizá-la é um processo caríssimo, que pode envolver financiamentos de até 30 anos. As pessoas acabam de pagar quando chegam aos 60 anos. Na Austrália, as tiny houses seguem a legislação dos motorhomes e não precisam de aprovação das subprefeituras, um processo burocrático e custoso”, conta Thiago Marega Perrone, brasileiro que vive há quase 14 anos no país, onde comanda, junto com o sócio, a Aussie Tiny Houses, que fabrica casas com área entre 11,52 m e 20,16 m², em 12 modelos diferentes. 

A cozinha, onde se concentra a maior parte dos armários, deve ser um cômodo estratégico na casa.

Adoro Cinema

O assunto rendeu série (Movimento Tiny House, que já está na quarta temporada, duas delas disponíveis na Netflix), tem virado opção de hospedagem via Airbnb mundo afora.

A japonesa Muji criou a Mujihut, uma cabana de madeira de 9 m², feita de cedro e pinho, com técnicas tradicionais da construção naval japonesa. Cada unidade custa 3 milhões de ienes (cerca de 156 mil reais) e pode ser colocada em qualquer lugar à escolha do cliente. Uma grande porta de vidro corrediça amplia a iluminação e a ventilação naturais, enquanto o pé direito alto e a varanda garantem a sensação de um espaço maior, suficiente para quatro pessoas relaxarem.

12 dicas importantes para quem pensa em morar em uma tiny house

  1. O primeiro passo é uma sessão hard core de desapego. Livre-se de tudo que não for essencial.
  2. Defina o que é prioridade para você: receber amigos, cozinhar, home office… As respostas vão definir a organização dos espaços.
  3. Cores claras e decoração clean ampliam a sensação de amplitude e conforto.
  4. Tudo tem um lugar definido. Por isso é importante pensar onde cada objeto vai ser guardado, seja uma guitarra ou um liquidificador.
  5. O mesmo cômodo tem várias funções: uma sala pode virar home theater, home office, espaço para as crianças brincarem ou quarto de hóspedes.
  6. A posição da cozinha é uma das mais importantes no projeto, já que ela vai abrigar a maior parte dos armários. Em geral, há apenas um fogão de duas bocas. Mas não se desespere. Quantas vezes na vida você usou quatro bocas ao mesmo tempo?
  7. Nada de espaços mortos. Cada cantinho deve ser otimizado com armários inteligentes, nichos, gavetas e organizadores articulados.
  8. Dobre o tamanho da casa com um deque do lado de fora. Isso cria outro ambiente. É como uma sala de estar externa.
  9. Acostume-se com a ideia de subir uma escadinha para acessar o quarto no mezanino. Diferentemente das escadas comuns, ela pode ser mais íngreme e com espaço menor entre os degraus.
  10. Janelas grandes, numerosas e bem localizadas maximizam a luminosidade e a ventilação naturais. Se a casa for sobre rodas, sempre se pode manobrá-la para conseguir uma insolação maior.
  11. Sustentabilidade faz parte do pacote. Considere o uso de uma composteira para o lixo orgânico, de um banheiro seco, que não gere esgoto, e de placas para captar energia solar. Se usar energia elétrica, basta conectar a casa em um quadro de luz ou até mesmo em uma tomada em um posto de gasolina.
  12. Para o abastecimento hidráulico, uma boa saída é o sistema off grid, que filtra água de um poço ou de um lago e, por meio de bombas, faz a distribuição pela casa.

Luz, água quente, internet, janelas amplas e até terraço também fazem parte do projeto de boa parte das Tiny Houses, que embora sejam muito usadas por quem escolhe um estilo de vida mais “nômade”, tem como princípio se parecer mais com uma casa confortável, na qual é possível viver para o resto da vida, do que, simplesmente, com um trailer ou uma morada temporária.

Para os adeptos dessa filosofia, a Tiny House não chega a ter defeitos – mas alguns desafios. Não há, por exemplo, portas que delimitem boa parte dos espaços, o que significa que, de uma forma ou de outra, tudo o que é feito na casa afeta todos os seus moradores.

Em geral, quem tem uma Tiny House alerta: ela não é uma casa barata de se fazer. No Brasil, a Container Box, por exemplo, estima que a construção de sua versão, dependendo dos acessórios escolhidos pelo cliente, deve  variar de 90 e 180 mil reais.

A grande vantagem, porém, vem na hora de morar. Com menos espaço, contas básicas, como água, luz e supermercado, diminuem. Em alguns lugares, soma-se a isso alguns descontos em impostos, já que a casa é pequena e muitas vezes não está fixa em um terreno.  Isso sem contar que, com pouco espaço para ocupar, você vai, naturalmente, comprar muito menos.

Vogue

No levantamento feito publicado pela Living Big in a Tiny House, foi apurado, por exemplo, que 55% das pessoas que vivem em uma Tiny House tem mais dinheiro guardado do que a média americana.

Tinyze-se: Jill Redwood, BRICKLAYING Mini House, Kombi House, COMO CONSTRUIR UM MOTORHOME, MOTORHOME, eBussy, os Carros Modulares chegaram!, Por que os jovens já não querem comprar carro nem casa própria?

Madre Teresa de Calcutá

Madre Teresa de Calcutá (1910-1997) foi uma missionária católica macedônia, famosa por seu trabalho de ajuda às populações carentes do Terceiro Mundo. Dilva Frazão – ebiografia

Logo cedo descobriu sua vocação religiosa. Com dezoito anos entrou para a Casa das Irmãs de Nossa Senhora do Loreto. Criou a Congregação Missionárias da Caridade.

Dedicou toda sua vida aos pobres. Em 1979 recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Foi Beatificada pela igreja católica em 2003 e canonizada em 2016.

Agnes Gonxha Bojaxhiu é o nome de nascimento de Madre Teresa de Calcutá. Ela nasceu no dia 26 de agosto de 1910, em Üsküp, cidade que fazia parte do Império Otomano, mas que atualmente se chama Skopje, atual capital da Macedônia do Norte, nação que surgiu depois do desmembramento da Iugoslávia. Mundo Educação

A congregação Missionárias da Caridade foi fundada por Madre Teresa de Calcutá em 1950 e atualmente está em mais de 100 países.

Os pais de Madre Teresa eram descendentes de albaneses e chamavam-se Nikola Bojaxhiu e Dranafile Bojaxhiu. O pai era um empreendedor de sucesso que trabalhava com diferentes negócios, enquanto a mãe era dona de casa e cuidava do lar e dos três filhos: Agnes, Aga e Lazar.

A família de Teresa era muito católica e, desde a infância, ela se envolveu com assuntos da igreja. Essa aproximação de Teresa com a religião aumentou consideravelmente depois que seu pai faleceu em 1919.

Foi educada numa escola pública da atual Croácia. Ingressou na Congregação Mariana. Com o consentimento dos pais, no dia 29 de Setembro de 1928, entrou para a Casa das Irmãs de Nossa Senhora de Loreto, em Dublin, Irlanda.

O seu sonho era ir para a Índia, onde faria um trabalho missionário com os pobres. Em 24 de maio de 1931, fez votos de pobreza, castidade e obediência, recebendo o nome de Teresa.

Em 1937, ela professou os votos de pobreza, castidade e obediência e, assim, recebeu o título de “madre”. Seguiu trabalhando na Saint Mary’s High School (a escola administrada pelas Irmãs de Nossa Senhora de Loreto) até 1948. No entanto, ela decidiu abandonar o convento e a escola na qual lecionava para ajudar os pobres de Calcutá de maneira voluntária e independente.

Da Irlanda, Irmã Teresa partiu para Índia. Foi enviada para Darjeeling, local onde as Irmãs de Loreto possuíam um colégio.

Madre Teresa alegou que decidiu abandonar a ordem em que esteve por quase vinte anos porque teria recebido um chamado para trabalhar entre os pobres na Índia. A pobreza na Índia era muito grande, e o contexto do país era de fome e violência, uma vez que, entre 1943 e 1944, a Índia Britânica tinha registrado a morte de milhões de pessoas pela fome. A violência, por sua vez, estava relacionada com o acirramento de ânimos entre hindus e muçulmanos.

De Darjeeling a Irmã Teresa foi para “Calcutá” onde passa a ensinar História e Geografia no Colégio de Santa Maria, da Congregação de Nossa Senhora do Loreto.. Mais tarde foi nomeada diretora.

Em setembro de 1946 durante uma viagem de trem, ouviu um chamado interior que a fez decidir abandonar o noviciado e se dedicar aos necessitados.

Depois de apresentar seu plano, recebeu a autorização do Papa Pio XII, no dia 12 de Abril de 1948. Embora deixando a congregação de Nossa Senhora de Loreto, a Irmã Teresa continuava religiosa sob a obediência do arcebispo de Calcutá. Só em 08 de Agosto de 1948 ela deixou o colégio de Santa Maria.

Madre Teresa dirigiu-se para Patna, para fazer um breve curso de enfermagem. Em 21 de dezembro obtém a nacionalidade indiana. Data em que a irmã reuniu um grupo de cinco crianças, num bairro pobre e começou a dar aula.

Pouco a pouco, o grupo foi aumentando. Dez dias depois eram cerca de cinquenta crianças. Tendo abandonado o hábito da Congregação de Loreto, a Irmã Teresa usava um sari branco (roupa indiana), debruado de azul e colocava no ombro uma pequena cruz.

As missionárias visitavam os abrigos levando, mais que donativos, palavras amigas e as mãos sempre prestáveis para qualquer trabalho.

Em 19 de março de 1949, as vocações começaram a surgir entre as suas antigas alunas do colégio. A primeira foi Shubashini. Filha de uma rica família, disposta a colocar sua vida ao serviço dos pobres.

Outras voluntárias foram se juntando ao trabalho missionário. Mais tarde chamadas de “Missionárias da Caridade”. Em 1949, a constituição da irmandade, começou a ser redigida.

A Congregação de Madre Teresa, foi aprovada pela Santa Sé em 07 de outubro de 1950. Em agosto de 1952, é aberto o lar infantil Sishi Bavan (Casa da Esperança) e inaugurado o “Lar para Moribundos”, em Kalighat, auxiliando pobres, doentes e famintos.

A partir dessa data, a sua Congregação começa a expandir-se pela Índia e por várias partes do mundo. Em 1963, em reconhecimento a seu apostolado, o governo indiano concede-lhe a medalha “Senhor do Lótus”.

Em outubro de 1979 a Madre Teresa de Calcutá recebeu o Prêmio Nobel da Paz.

No mesmo ano, João Paulo II recebeu a Madre, em audiência privada e a nomeia “embaixadora” do Papa em todas as nações.

Muitas universidades lhe conferiram o título “Honoris Causa”. Em 1980, recebe a ordem “Distinguished Public Service Award” nos EUA. Em 1983, estando em Roma, sofre o primeiro grave ataque do coração. Tinha 73 anos.

Em setembro de 1985, foi reeleita Superiora das Missionárias da Caridade. Nesse mesmo ano, recebeu do Presidente Reagan, na Casa Branca, a Medalha Presidencial da Liberdade, a mais alta condecoração do país.

Em agosto de 1987, viajou para a União Soviética quando foi condecorada com a Medalha de ouro do Comitê Soviético da Paz. Em agosto de 1989, realiza um dos seus sonhos, abrir uma casa na sua Albânia, sua terra natal.

Em setembro de 1989, sofre o seu segundo ataque do coração e recebe um marca-passo. Em 1990, pede ao Papa para ser substituída no seu cargo, mas volta a ser reeleita por mais seis anos, até 1996.

Madre Teresa de Calcutá faleceu no dia 05 de setembro de 1997, depois de sofrer uma parada cardíaca. Seu corpo foi transladado ao Estádio Netaji, onde o cardeal Ângelo Sodano, Secretário de Estado do Vaticano, celebrou a Missa de corpo presente.

O mesmo veículo que, em 1948, transportara o corpo do Mahatma Gandhi foi utilizado para realizar o cortejo fúnebre da “Mãe dos pobres”. Em 19 de outubro de 2003 Madre Teresa de Calcutá é beatificada pelo Papa João Paulo II. No dia 4 de setembro de 2016 foi canonizada, pelo Papa Francisco.

Frases da Madre Teresa de Calcutá

  • “Não devemos permitir que alguém saia da nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz.”
  • “É fácil amar os que estão longe, mas nem sempre é fácil amar os que vivem ao nosso lado.”
  • “Temos que ir a procura das pessoas, porque podem ter fome de pão ou de amizade.”
  • “Quem julga as pessoas não tem tempo para amá-las.”
  • “Enquanto estiver vivo, sinta-se vivo.”

Há quem critique a gestão das doações realizadas para as ações de caridade dela e houve até quem a denunciasse por corrupção financeira. Por fim, as relações de amizade que Madre Teresa tinha como Jean-Claude Duvalier, o ditador haitiano conhecido como Baby Doc, também renderam críticas.

Calcutaze-se: Kobra, personalidade do ano em Nova York, Papas Reformadores, Noel ou Jesus?!?, Tornar-se adulto…, As discípulas de Jesus

Which one do you prefer?!?

Instagram: ademar__vieira

Brazil needs to change its choices and redirect its bets. Continuing to invest billions in the current agricultural model that transforms forests into pastures and into green deserts of poisoned grain monoculture, only aggravates the social, environmental and climate crises.

The solution? Yes, it exists! Strengthen family farming and agroecology, systems that produce real food in partnership with nature, free from poisons and generating jobs and income for people. That’s what I try to show in this strip, made at the request of @greenpeacebrasil , which is called “Which one do you prefer?”

O Brasil precisa mudar suas escolhas e redirecionar suas apostas. Continuar investindo bilhões no atual modelo agropecuário que transforma florestas em pasto e em desertos verdes de monocultura de grãos envenenados, só agrava as crises, social, ambiental e climática.

A solução? Sim, ela existe! Fortalecer a agricultura familiar e a agroecologia, sistemas que produzem comida de verdade em parceria com a natureza, livre de venenos e gerando emprego e renda para as pessoas. É isso que tento mostrar nessa tirinha, feita a pedido do Greenpeace Brasil, que se chama “Qual você prefere?”

Brasil necesita cambiar sus elecciones y reorientar sus apuestas. Continuar invirtiendo miles de millones en el modelo agrícola actual que transforma los bosques en pastizales y desiertos verdes de monocultivo de granos envenenados, solo agrava las crisis sociales, ambientales y climáticas.

¿La solución? ¡Sí, existe! Fortalecer la agricultura familiar y la agroecología, sistemas que producen alimentos reales en alianza con la naturaleza, libres de venenos y generadores de empleo e ingresos para las personas. Y eso es lo que trato de mostrar en esta tira, realizada a pedido de Greenpeace Brasil, que se llama “¿Cuál prefieres?”

Wichze-se: Agro será mesmo?, 1ª Feira de Economia Solidária e Agricultura Familiar, OURO VERDE E PROTEÇÃO DO PLANETA, Prefeitura e Segurança alimentar, Projeto Horta Educativa, As MELHORES PLANTAS pra HORTA

MICÉLIO: O Plástico do Futuro?

MICÉLIO: O Plástico do Futuro?Elementar

Cientistas estão criando o plástico do futuro a partir do Micélio, e o que eles estão fazendo com esse material é incrível. Mas será que vamos conseguir substituir todo o plástico?

De início, o plástico surgiu como um substituto pro marfim, um material retirado das presas de elefantes selvagens. O primeiro plástico totalmente sintético foi inventado em 1907 por Leo Baekeland, ele se chamava baquelite e, além de ser um bom isolante, era durável, resistente ao calor e oferecia possibilidades infinitas de aplicação. Mas, foi só durante a Segunda Guerra Mundial que a indústria do plástico realmente cresceu.

O plástico passou a ser usado nas engrenagens dos veículos, em cabos de paraquedas, nos pneus dos carros… enfim, o material foi descoberto quase como um milagre durante a guerra. O problema é que depois de colocar o plástico num pedestal, a geração do pós-guerra começou a enxergar ele mais como uma maldição do que como um indício de sucesso.

Em uma rápida pesquisa no Google ele nos informa que em média, o plástico demora 500 anos pra se decompor, podendo variar de acordo com o tipo e uso. E como a descoberta do material em si tem pouco mais de 100 anos, é provável que o primeiro plástico da história ainda esteja por ai, e vai continuar por um bom tempo.

A situação é tão assustadora que pode ser encontrado plástico até no nosso estômago, um estudo concluiu que é como se estivéssemos comendo cerca de um cartão de crédito por semana.

Pesquisadores de todo o mundo já perceberam o problema, por isso estão procurando materiais alternativos pro plástico, ou pelo menos pra algumas das intermináveis aplicações dele, e foi exatamente nessa busca que descobriram os cogumelos. Mas, o interesse dos pesquisadores não tá na parte que você usa pra fazer sopa, o foco é no micélio, que é basicamente a raiz do fungo.

Fungoze-se: A chocante monotonia das prateleiras de supermercados, Fortalecer a imunidade é importante: saiba o que comer e o que evitar, Concreto verde e parede viva, Cogumelos mágicos para a dor crônica, Cogumelos transformam resíduos agrícolas tóxicos em ração animal, Saúde no pé

Ademar Vieira, amazonense e suas tirinhas!!!

Vieira’s stories are really touching, and explore really difficult themes of parenting, social injustice, economic inequality, the difficulties of quarantine, and death itself, especially in the face of the current pandemic. They’re truly realistic and heartbreaking, so set up some tissues beside you—it may squeeze a tear or two. Bored Panda

Instagram: Ademar Vieira

Os desenhos de Ademar Vieira, que já rodaram o mundo, contam histórias que dispensam qualquer tipo de legenda, normalmente falando sobre injustiças sociais, desigualdade e problemas comuns do dia a dia. Leonardo Ambrosio – Mistério do Mundo

Looking at the stories, it’s no surprise that Vieira worked as a screenwriter. But what’s surprising is how talented he is at illustrating these narratives without using a single word. The fact that his silent narratives express a whole world of emotions, themes, and ideas is remarkable.

Ademar fez muito sucesso com seus desenhos que tratavam do tema da quarentena, que tocam de assuntos super delicados com uma destreza ímpar.

Por conta do sucesso de seus desenhos na Internet, o amazonense foi entrevistado pelo portal europeu ‘BoredPanda‘, onde teve seus desenhos compartilhados. “Eu comecei a fazer os desenhos de forma despretensiosa, somente como uma forma de exorcizar meus demônios durante uma fase bem difícil que eu estava vivendo no começo de 2020. E quando eu postei as tirinhas, eu percebi que muitas pessoas se identificaram com elas. Eu recebei um grande feedback e então continuei a expor as coisas que eu estava sentindo, e a audiência foi ficando maior. Quando me recuperei, estávamos na pandemia do coronavírus, o que significa que todo mundo estava vivendo uma fase ruim. Então em continuei expondo os problemas das pessoas ao redor do planeta.

Ademar gave Bored Panda an exclusive interview about his works and background in general. “I started making the strips unpretentiously, just as a way to exorcise my demons during a very difficult phase that I was going through in early 2020 and when I posted, I realized that many people identified with them themselves. I received good feedback and then I continued to expose the things I was feeling and the audience got bigger. When I recovered from the bad phase, we were in the coronavirus pandemic, meaning everyone was going through a bad phase, so I continued to explore the problems people around the world were going through. Now I have used the strips to express my opinions on some issues that I consider relevant, whether personal, social, or political.”

Uma de suas tirinhas mais compartilhadas entre os portais estrangeiros está a história intitulada “Mãe”, que fala sobre um dos piores problemas do nosso país na atualidade, a falta de cuidado e preservação com a nossa Floresta Amazônica.

“Hoje, no meu país, há notícias diárias sobre os incêndios provocados na Amazônia e no Pantanal, duas de nossas maiores reservas de biodiversidade. Isso nos afeta, mas não da mesma forma que afeta os animais. Talvez, por meio da arte, possamos ver as coisas por outra perspectiva”, disse o autor.

“I couldn’t believe it when a comic strip of mine went viral in Latin America in June this year. I received 100 thousand likes and gained 20 thousand followers in one week. Famous people and profiles came to talk to me and congratulate me and that left me in the clouds, but it also brought the weight of responsibility. Now, I was no longer making strips just for me and my friends, people from different countries were also seeing me. I was very happy that the public showed me a path to be followed as an artist and I want to follow that path to see what else is good.”

Inteligência artificial e estimulação elétrica para aprimorar funções cerebrais

Um novo estudo da Universidade de Minnesota (EUA) combinou inteligência artificial e estimulação elétrica para aprimorar determinadas funções cerebrais. A análise contou com 12 pacientes, que receberam — cirurgicamente — centenas de minúsculos eletrodos. Nathan VieiraCanaltech

Pinterest

Os pesquisadores localizaram uma região do cérebro chamada de cápsula interna, responsável pelo controle cognitivo, ou seja: permitir que a pessoa mude a atenção de uma tarefa para outra. Com isso, a equipe pretende desenvolver um tratamento contra doenças mentais, como a depressão, ajudando pacientes que simplesmente não conseguem se livrar de pensamentos negativos.

algoritmo de machine learning ajudou a equipe a isolar as habilidades de controle cognitivo dos pacientes de sua atividade cerebral e de suas ações. “O sistema pode ler a atividade cerebral, decodificar quando um paciente está tendo dificuldade e aplicar uma pequena estimulação elétrica ao cérebro para impulsioná-lo a superar essa dificuldade”, contam os pesquisadores.

Os participantes do ensaio relatam, ainda, que a ansiedade melhorou quando o sistema entrou em ação, principalmente devido ao fato de que tinham mais controle cognitivo, o que proporcionou facilidade em mudar de foco. O estudo está disponível aquiFuturism

150 demissões em um segundo

Você será demitido por um algoritmo. Parece uma profecia de mau agouro, mas esse é o destino que aguarda a maior parte das pessoas empregadas neste agitado primeiro terço do século XXI: ser contratadas e despedidas por máquinas, sem nenhuma intermediação humana. É possível que muitas delas passem por esse ciclo de destruição criativa em várias ocasiões ao longo de trajetórias de trabalho que prometem ser agitadas. É o fim do emprego para a vida toda, que era comum até o final do século XX. MIQUEL ECHARRIEl País

Animación despido

Em agosto, a Xsolla, filial russa de uma empresa de software e serviços interativos com sede em Los Angeles, fez uma reestruturação inovadora de sua equipe, atraindo a atenção de veículos de comunicação do mundo todo. Sem prévio aviso, ela decidiu demitir 150 dos 450 funcionários de seus escritórios em Perm e Moscou, seguindo apenas a recomendação de um algoritmo de eficiência no trabalho que os considerou “improdutivos” e “pouco comprometidos” com os objetivos da empresa.

Nem o impacto da pandemia nem as tão citadas “razões estruturais”. Desta vez, a causa alegada para justificar as demissões em massa foi o julgamento frio de um programa de inteligência artificial alimentado com big data. A medida foi tão drástica e incomum que o diretor-executivo e fundador da empresa, Alexander Agapitov, apressou-se em declarar à edição russa da Forbes que não concordava totalmente com o veredicto da máquina, mas era obrigado a acatá-lo devido aos protocolos internos pactuados com sua assembleia de acionistas. Ele até se ofereceu para ajudar os trabalhadores demitidos a encontrar novos empregos o mais rápido possível porque, em sua opinião, eles são, na maioria, “bons profissionais”.

O caso da Xsolla é um dos muitos exemplos de empresas modernas com vocação disruptiva que estão incorporando a inteligência artificial ao seu processo de tomada de decisões. O que é relativamente novo é que as funções que a máquina assumiu nesta ocasião são nada menos do que as da diretoria-geral de operações e das divisões de recursos humanos e gestão de talentos.

Em ‘Tempos Modernos’ (1936), Charles Chaplin já alertava para os perigos das máquinas no trabalho.GETTY IMAGES

O que não esperávamos era que as máquinas fossem se transformar em nossos chefes.

Stephen Normandin passou quase quatro anos em Phoenix, Arizona, entregando pacotes como motorista contratado para a Amazon.com . Então, um dia, ele recebeu um e-mail automático. Os algoritmos que o rastreavam decidiram que ele não estava fazendo seu trabalho corretamente. iG

Na Amazon , as máquinas costumam ser o chefe — contratando, avaliando e demitindo milhões de pessoas com pouca ou nenhuma supervisão humana.

Jeff Bezos, fundador da Amazon e da Blue Origin.JIM WATSON (AFP)

Durante anos, a empresa usou algoritmos para gerenciar os milhões de comerciantes terceirizados em seu mercado on-line, gerando reclamações de que os vendedores eram cancelados após serem falsamente acusados de vender produtos falsificados e aumentar os preços.

Em entrevista à CNBC, Jeff Bezos afirmou que as únicas decisões empresariais que é imprescindível deixar nas mãos de seres humanos são “as estratégicas”. As demais, as decisões “cotidianas”, por mais importantes que sejam, devem ser tomadas preferivelmente por algoritmos de inteligência artificial, porque eles agem “levando em conta todas as informações relevantes e sem interferências emocionais”.

Memedroid

Cada vez mais, a empresa está cedendo sua operação de recursos humanos também para máquinas, usando software não apenas para gerenciar funcionários em seus depósitos, mas para supervisionar motoristas contratados, empresas de entrega independentes e até mesmo o desempenho de seus funcionários de escritório.

Pessoas familiarizadas com a estratégia dizem que o fundador da Amazon, Jeff Bezos , acredita que as máquinas tomam decisões com mais rapidez e precisão do que as pessoas, reduzindo custos e dando à empresa uma vantagem competitiva.

A Amazon sabe que delegar trabalho a máquinas levaria a erros e a manchetes prejudiciais, disseram esses ex-gerentes, mas decidiu que era mais barato confiar nos algoritmos do que pagar pessoas para investigar decisões erradas, desde que os motoristas pudessem ser substituídos facilmente.

O que é claramente inaceitável, segundo Fabián Nevado, especialista em direito trabalhista e assessor do Sindicato dos Jornalistas da Catalunha, “é que nem os chefes de área nem os departamentos de recursos humanos assumam a responsabilidade por essa demissão, que se escondam atrás de algoritmos e outras inovações tecnológicas para fugir da responsabilidade e desumanizar ainda mais as relações trabalhistas”.

Memedroid

Os departamentos de recursos humanos desaparecerão a médio prazo caso se consolide a ideia de que a gestão de talentos (contratações, demissões, aumentos salariais, processos disciplinares, incentivos…) pode ser deixada completamente nas mãos das máquinas. “Muitos chefes de área também correrão perigo, principalmente aqueles cujo salário depende de sua capacidade para fiscalizar os trabalhadores sob sua responsabilidade.” Em um mundo de empresários inovadores, tecnologia de gestão de última geração e força de trabalho intercambiável, sobram os capatazes.

A União Geral dos Trabalhadores da Espanha aponta, em seu documento de trabalho Las Relaciones Algorítmicas en las Relaciones Laborales (“As Relações Algorítmicas nas Relações Trabalhistas”), que a barreira contra os algoritmos que demitem pessoas tem de ser uma regulamentação clara que exija, em primeiro lugar, a revelação dos critérios utilizados pela inteligência artificial. “É preciso aplicar o princípio da precaução”, diz o chefe de digitalização do sindicato, José Varela. Porque os algoritmos, como qualquer produto da inteligência humana, cometem erros. Além disso, não se preocupam se suas decisões terão um impacto negativo sobre “a segurança das pessoas ou seus direitos fundamentais”. Ou seja, se um algoritmo vai nos demitir, vamos exigir que ele nos demonstre, em primeiro lugar, que sabe o que está fazendo.

Memedroid

As máquinas hoje podem aprovar pedidos de empréstimo e até decidir se alguém merece liberdade condicional ou deve ficar atrás das grades.

Os legisladores estudaram o assunto, mas demoraram a promulgar regras para prevenir danos.

Prefeitura de SP demite três servidores que se recusaram a tomar vacina

A prefeitura de São Paulo demitiu três funcionários comissionados que se recusaram a tomar vacina contra a Covid-19. Marcos Rocha – Conexão Política

De acordo com o órgão, será feito um levantamento sobre o esquema vacinal com base no cruzamento de dados entre a folha de servidores e o registro das doses aplicadas pela Secretaria Municipal de Saúde.

Desde agosto um decreto municipal exige que todos os funcionários de autarquias, fundações e da administração devem receber a substância, e para ingressar na sede do Executivo, tem sido necessária a apresentação da carteira de vacinação.

“A comprovação da vacina é uma medida que tem como objetivo garantir a segurança dos funcionários e da população imunizada”, declarou, em nota, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

BHAZ

O governo de Jair Bolsonaro publicou uma portaria nesta 2ª feira (1º.nov.2021) proibindo a demissão de trabalhadores que decidiram não se vacinar contra a covid-19. Para o Executivo, a medida é uma “prática discriminatória”. A portaria que proíbe a demissão de pessoas não vacinadas contra a covid-19 é assinada pelo ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, e foi publicada em uma edição extra do Diário Oficial da União. Eis a íntegra (PDF – 1 MB). Poder360

“Ao empregador é proibido, na contratação ou na manutenção do emprego do trabalhador, exigir quaisquer documentos discriminatórios ou obstativos para a contratação, especialmente comprovante de vacinação, certidão negativa de reclamatória trabalhista, teste, exame, perícia, laudo, atestado ou declaração relativos à esterilização ou a estado de gravidez”, diz a portaria.

O texto entra em vigor nesta 2ª feira (1º.nov) e considera como “prática discriminatória a obrigatoriedade de certificado de vacinação em processos seletivos de admissão de trabalhadores, assim como a demissão por justa causa de empregado em razão da não apresentação de certificado de vacinação”.

A portaria determina ainda o ressarcimento dos trabalhadores que tiverem a relação de trabalho rompida por “ato discriminatório”. Segundo o texto, esses trabalhadores têm direito à reparação por dano moral e podem escolher um dos seguintes mecanismos de compensação:

– reintegração com ressarcimento integral de todo o período de afastamento, mediante pagamento das remunerações devidas, corrigidas monetariamente e acrescidas de juros legais; percepção, em dobro, da remuneração do período de afastamento, corrigida monetariamente e acrescida dos juros legais.

– percepção, em dobro, da remuneração do período de afastamento, corrigida monetariamente e acrescida dos juros legais.

Para o ministro, o Brasil fez um “grande esforço” na vacinação contra a covid-19, mas a decisão de se vacinar é pessoal. Ele fala que a Constituição e a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) não exigem a vacinação e garantem o livre arbítrio.

Facebook

A portaria do Ministério do Trabalho foi publicada poucos dias depois de a prefeitura de São Paulo demitir 3 servidores comissionados que se recusaram a tomar a vacina contra covid-19. Estados como Ceará e Pernambuco também decidiram punir os não imunizados ou exigir a vacinação dos servidores públicos. Empresas também têm avaliado a situação e determinado os próprios protocolos sanitários.

Livreze-se: Código de defesa do usuário do serviço público da Prefeitura de São Paulo, Operação Baixas Temperaturas, Mapa de Áreas de risco: informação para prevenção, Iniciativas Solidárias frente ao Surto do Coronavírus, Assédio moral (bullying, manipulação perversa, terrorismo psicológico)., Governo Aberto

João Elon Musk Gurgel

João Augusto Conrado do Amaral Gurgel era, de fato, um visionário. O engenheiro que, em 1969, fundou a primeira fabricante de automóveis 100% nacional também foi pioneiro na seara dos elétricos.

O engenheiro ainda desenvolveu soluções arrojadas, como o “plasteel”, que mesclava plástico e aço para a construção do chassi de seus veículos. César TizoAutoo

Elon Musk o excêntrico fundador e CEO da Tesla Motors nasceu em 28 de junho de 1971. Aos 3 anos de idade em 1974 ele provavelmente não tinha muito ideia do que se passava no mundo, do choque do petróleo de 1973 e provavelmente, no máximo, brincava de carrinho de plástico! WILLIAM ALVESbugg

Gurgel começou produzindo karts e minicarros para crianças no começo dos anos 60, quando tinha uma empresa de luminosos. O primeiro modelo de carro foi o bugue Ipanema e utilizava, motor Volkswagen.

Engana-se quem pensa que os carros elétricos são novidade, ou mesmo invenção da norte-americana Tesla. Os primeiros modelos foram apresentados por volta de 1830 na Escócia, e no final do século XIX os motores elétricos eram a forma preferida de propulsão automotiva, já que eram mais fáceis de operar e proporcionavam uma viagem mais confortável do que os veículos à combustão na época. (Que nem é tão nova, considerando que o primeiro híbrido operacional saiu da mente de Ferdinand Porsche, em 1900). Rafael RiguesOlhar Digital

João Augusto do Amaral Gurgel apresentando o Itaipu no Programa Silvio Santos – Reparação Automotiva

Os carros elétricos foram introduzidos no mercado quase juntos com os carros com motor a combustão, em 1886, e ficaram no mercado até 1915, quando a Ford lançou o modelo T. Em 1974 o fabricante de veículos Gurgel lançou seu projeto de carro elétrico, o primeiro da América Latina. Amaral Gurgel não acreditava no Pro-álcool, Gurgel achava que as terras férteis deveriam produzir alimentos e que não fazia sentido subsidiar o álcool enquanto o Brasil exportava gasolina barata. Para ele, a energia do futuro era a elétrica. Carro Brasil

Em 1974, a Gurgel Motores apresentou no Salão de São Paulo daquele ano o Itaipu, um minicarro capacidade para dois passageiros que foi o primeiro automóvel elétrico desenvolvido na América Latina. Apesar da proposta interessante, o conceito não ganhou produção em série. Mas acabou servindo de base para o E-400, um utilitário produzido entre os anos de 1981 e 1982 e que foi o primeiro carro elétrico produzido em série no Brasil. Evandro Enoshita – Motor Show

O nome era mais uma homenagem ao Brasil: Itaipu E150, referente a usina hidrelétrica no Paraná. O carrinho minimalista de apenas dois lugares e design geométrico teve 27 protótipos produzidos. Pesava 460 kg, sendo 320 kg apenas das baterias.

Com design geométrico, trapezoidal, e capacidade para apenas duas pessoas, o Gurgel Itaipu E150 tinha 2,65 m de comprimento e 1,40 m de largura. WebMotors

Gurgel Itaipu Open Door
Gurgel queria vender o Itaipu E150 pelo mesmo preço do Volkswagen Fusca 1300. Crédito: Commons/ Wikimedia

A velocidade máxima dos primeiros modelos chegava a 30 km/h – os últimos atingiam 60 km/h. Apesar da previsão de começar a ser produzido em série a partir de dezembro de 1975 – com a expansão da fábrica de Rio Claro –, o Itaipu sofreu naquela época com problemas que são uma grande questão para os veículos elétricos atuais: peso das baterias, autonomia e durabilidade.

Gurgel 800

Apesar da proposta interessante pra época, o conceito não ganhou produção em série. O Pró-álcoo (link externo) foi a alternativa escolhida no país para fugir da dependência dos fósseis naquele momento. Marcelo Gauto – epbr

Mais tarde, em 1980, Gurgel ainda apostaria no Itaipu E400, um furgão também elétrico que fez parte da frota de empresas brasileiras de eletricidade, mas também durou pouco.

Oferecido nas carrocerias furgão e picape e com capacidade para 400 kg (E-400) e 500 kg (E-500) de carga, tinha uma carroceria em fibra de vidro de linhas bem arredondadas e estava equipado com um motor elétrico de apenas 13,6 cv, que combinado a um câmbio de quatro marchas de origem Volkswagen permitia ao E-400 atingir os 80 km/l. Além da baixa velocidade máxima se comparado aos carros com motores a combustão, tinha outro problema comum aos elétricos daqueles tempos: a combinação de pequena autonomia (127 km no uso urbano) e a demora na recarga das oito baterias de chumbo-ácido, que variava entre seis e oito horas.

A fabricante ainda investiu no desenvolvimento para ter baterias mais eficazes, mais leves, com mais autonomia e com um tempo de recarga menor. Mas não houve muito apoio do governo federal e a Gurgel acabou desistindo dos eletrificados.

As baterias da época eram feitas de chumbo-ácido, não de íons de lítio como as atuais. Se essas mais modernas já enfrentam problemas como peso, autonomia e tempo de recarga, podemos imaginar como a fabricante teve enormes barreiras para criar um carro elétrico eficiente há quase 50 anos.

Mas a narrativa começa 20 anos antes. Em 1949, João Augusto Conrado do Amaral Gurgel se formava na Escola Politécnica de São Paulo. Seu projeto de conclusão da graduação era um carro popular que atendesse as necessidades brasileiras. Raphael Panaro – Auto Esporte

Uol Carros

O nome era sugestivo: Tião. Reza a lenda que seu orientador jogou um balde de água fria na ideia mirabolante falando que “carro não é algo que se fabrica, carro se compra”. Gurgel apresentou uma proposta de guindaste para finalizar seus estudos. A ideia do automóvel, no entanto, nunca saiu de seu imaginário.

A Gurgel pediu concordata em 1993, após o rompimento de acordos com os governos de SP e Ceará que previam a construção de uma nova fábrica, e da abertura do mercado automotivo promovida pelo então presidente Fernando Collor de Mello.

Nos anos 90, o governo federal facilitou a vida de empresas estrangeiras que quisessem se expandir no País e concedeu isenção de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Waldick Junior – em tempo

O registro da marca Gurgel encontrava-se expirado no INPI desde 2003. Em 2004, o empresário Paulo Emílio Freire Lemos, pelo valor de R$ 850,00, resgistrou para si a marca Gurgel e o antigo logo. A família Gurgel não foi consultada e por isso decidiu mover uma ação judicial contra o empresário. Meu Véio V8

Pinterest

O empresário montou em 1969, na Avenida do Cursino, em São Paulo a fábrica de carros que levava o seu nome (depois, com outra denominação, mudou para a cidade de Rio Claro 1973). A montadora produziu aproximadamente 43 mil veículos genuinamente brasileiros durante seus 27 anos de existência.

Nesses seus 27 anos, cerca de 4 mil carros foram exportados para mais de 40 países e fizeram a empresa se tornar multinacional. Mesmo assim, João Gurgel dizia que a marca não era multinacional, e sim “muitonacional”, pois o capital era 100% brasileiro. Lucas Rotelli Raulino – Portal de Pinhal


Embora não tenham feito sucesso, impossível chamar E150 e E400 de fracassos da indústria. Gurgel (falecido em 2009) desbravou mares que ninguém sonhava em navegar – especialmente no Brasil. O engenheiro, lá nos idos das décadas de 1970 e 1980, antevia os futuros movimentos do mercado. Não à toa, em 2020, vemos cada vez mais fabricantes investindo em produtos elétricos em nosso país.

Gurgel Itaipu Elétricobrum1010

Gurzel-se: GURGEL MOTORES: O LEGADO, NIKOLA TESLA e um SEGREDO!, Motor de papelão, Copia e cola, Itaipu E-400: o primeiro carro elétrico brasileiro

Unimals, as criaturas virtuais que usam IA para evoluir seus corpos e vencer obstáculos

Pesquisadores da Universidade Stanford, nos EUA, desenvolveram criaturas virtuais que evoluem seus corpos para vencer obstáculos e resolver problemas. Os “unimals” (abreviação de animais universais) foram utilizados para demonstrar que a evolução da inteligência depende da configuração dos corpos. Gustavo MinariCanaltech

They look like half-formed crabs made of sausages—or perhaps Thing, the disembodied hand from The Addams Family. But these “unimals” (short for “universal animals”) could in fact help researchers develop more general-purpose intelligence in machines. Will Douglas Heaven – MIT Technology Review

Em um ambiente digital, esses pequenos seres compostos por uma cabeça e membros articulados sofreram mutações para se adaptarem à paisagem, sugerindo novas maneiras de otimização para sistemas avançados de inteligência artificial (IA), que podem ser implantados em robôs no futuro.

The unimals that perform the best are then selected and mutations are introduced, and the resulting offspring are placed back in the environment, where they learn the same tasks from scratch. The process repeats hundreds of times: evolve and learn, evolve and learn.

Embodied Intelligence via Learning and EvolutionAgrim Gupta

Embodied Intelligence via Learning and EvolutionAgrim Gupta31.580 visualizações3 de fev. de 2021Results from our paper

Embodied Intelligence via Learning and Evolution“.

The intertwined processes of learning and evolution in complex environmental niches have resulted in a remarkable diversity of morphological forms. Moreover, many aspects of animal intelligence are deeply embodied in these evolved morphologies. However, the principles governing relations between environmental complexity, evolved morphology, and the learnability of intelligent control, remain elusive, partially due to the substantial challenge of performing large-scale {\it in silico} experiments on evolution and learning.

We introduce Deep Evolutionary Reinforcement Learning (DERL): a novel computational framework which can evolve diverse agent morphologies to learn challenging locomotion and manipulation tasks in complex environments using only low level egocentric sensory information. Leveraging DERL we demonstrate several relations between environmental complexity, morphological intelligence and the learnability of control.

First, environmental complexity fosters the evolution of morphological intelligence as quantified by the ability of a morphology to facilitate the learning of novel tasks. Second, evolution rapidly selects morphologies that learn faster, thereby enabling behaviors learned late in the lifetime of early ancestors to be expressed early in the lifetime of their descendants. In agents that learn and evolve in complex environments, this result constitutes the first demonstration of a long-conjectured morphological Baldwin effect. Third, our experiments suggest a mechanistic basis for both the Baldwin effect and the emergence of morphological intelligence through the evolution of morphologies that are more physically stable and energy efficient, and can therefore facilitate learning and control.

“Se os pesquisadores querem recriar a inteligência nas máquinas, pode estar faltando algo. Na biologia, a inteligência surge de mentes e corpos trabalhando juntos. Aspectos dos planos corporais, como o número e a forma dos membros, determinam o que os animais podem fazer e aprender”, explica o estudante de ciência da computação Agrim Gupta, autor principal do estudo.

Wrapping AIs in bodies that are adapted to specific tasks could make it easier for them to learn a wide range of new skills. “One thing every single intelligent animal on the planet has in common in a body,“ says Bongard. “Embodiment is our only hope of making machines that are both smart and safe.“

Para testar a capacidade de evolução dos unimais, os pesquisadores desenvolveram uma técnica chamada DERL (Deep Evolutionary Reinforcement Learning) — Aprendizado por Reforço Evolutivo Profundo, em tradução livre. Na primeira parte dos testes, eles foram treinados para completar uma tarefa simples, como caminhar por diferentes tipos de terreno ou mover um objeto em um ambiente virtual.

Os cientistas também testaram se os unimais podiam se adaptar a uma tarefa que não tinham visto antes. Aqueles que evoluíram em ambientes mais complexos, contendo obstáculos ou terreno irregular, foram mais rápidos no aprendizado de novas habilidades, como rolar uma bola em vez de empurrar uma caixa.

The mutations unimals are subjected to involve adding or removing limbs, or changing the length or flexibility of limbs. The number of possible body configurations is vast: there are 10^18 unique variations with 10 limbs or fewer. Over time, the unimals’ bodies adapt to different tasks.

“Já se sabe que certos órgãos aceleram o aprendizado. Este trabalho mostra que um corpo adequado também pode acelerar as mudanças no cérebro do robô, com inteligência e morfologia caminhando na mesma direção. Os unimais com corpos evoluídos mais bem-sucedidos resolveram tarefas mais rápido do que suas gerações anteriores”, acrescenta Gupta.

“Após os experimentos, descobrimos que a evolução seleciona rapidamente morfologias que aprendem mais rápido, permitindo assim que os comportamentos aprendidos no final da vida dos primeiros ancestrais sejam expressos no início da vida de seus descendentes e assim por diante”, lembra Gupta.

Stanford researchers evolve embodied AI agentsStanford

A team of researchers at Stanford wondered: Does embodiment matter for the evolution of intelligence? And if so, how might computer scientists make use of embodiment to create smarter AIs? To answer these questions, they created a computer-simulated playground where arthropod-like agents dubbed “unimals” (short for “universal animals”) learn and are subjected to mutations and natural selection.

Para os cientistas, o desenvolvimento cognitivo atrelado à evolução física dos unimais pode mudar a maneira como os pesquisadores desenvolverão a próxima geração dos sistemas de inteligência artificial, com robôs capazes de aprender a realizar várias tarefas no mundo real.

“Os humanos não sabem necessariamente como projetar corpos de robôs para tarefas estranhas, como rastejar por um reator nuclear para extrair resíduos, fornecer ajuda em desastres após um terremoto, ou fazer tarefas domésticas, como lavar pratos e dobrar roupas. Talvez a única maneira de avançar seja permitir que a evolução natural faça isso”, encerra a professora de física Surya Ganguli, coatora do estudo. Stanford University

“I find this exciting because it shows how deeply body shape and intelligence are connected,” says Gupta.

Gupta’s unimals are part of a broad shift in how researchers are thinking about AI. Instead of training AIs on specific tasks, such as playing Go or analyzing a medical scan, researchers are starting to drop bots into virtual sandboxes—such as POETOpenAI’s virtual hide-and-seek arena, and DeepMind’s virtual playground XLand—and getting them to learn how to solve multiple tasks in ever-changing, open-ended training dojos. Instead of mastering a single challenge, AIs trained in this way learn general skills.

For Gupta, free-form exploration will be key for the next generation of AIs. “We need truly open-ended environments to create intelligent agents,” he says.

Unimalze-se: Biobots, Drone inseto, Atlas, 10 anos depois!?!, 10 fatos sobre inteligência artificial, Uncanny Valley, Vídeo simula ação de robô-soldadoRobôs do Face criam língua própria – mas calma, não é a revolução das máquinasComo Fazer um Robô

Brasil surgindo com a primeira telha de concreto que capta energia solar

Eternit, companhia especializada no fornecimento de matérias-primas, produtos e soluções para o setor de construção civil, desenvolveu a linha Tégula Solar, uma telha feita de concreto com células fotovoltaicas incorporadas na superfície. FERNANDA DRUMOND – Casa e Jardim

Aprovada e registrada pelo Inmetro desde 2019, uma telha mede 36,5 cm por 47,5 cm e possui uma potência de 9,16 watts, o que representa uma capacidade mensal de produção de 1,15 Kwh, com vida útil útil estimada em 20 anos. A estimativa é que o investimento seja recuperado entre 4 e 5 anos.

De acordo com Luiz Antonio Lopes, responsável pela área de Desenvolvimento de Novos Negócios da Eternit, em média, uma cobertura de 30% a 40% do telhado com telha solar é capaz de fornecer toda a energia de uma casa.

O produto é o resultado de um novo posicionamento da empresa que vem em busca de solução e tendências trazidas pelo mercado, como sustentabilidade e o aproveitamento da área útil do telhado. O próximo passo é a produção e a comercialização da versão de fibrocimento e ondulada dos captadores de energia solar. A ideia é que a telha seja usada em galpões, indústrias, comércios, moradias populares e qualquer construção com platibanda.

Neste primeiro momento, as telhas foram vendidas apenas para clientes da Eternit selecionados no estado de São Paulo e próximos à unidade fabril, em Atibaia. A seleção foi feita pela equipe técnica e comercial do fabricante. Monique de Carvalho – Só Notícia Boa

“Queremos democratizar o acesso à energia elétrica originada a partir de fontes renováveis no Brasil, através de uma tecnologia revolucionária que pode gerar retornos sobre o investimento em um período de 3 a 5 anos”, disse o presidente do Grupo Eternit, Luís Augusto Barbosa.

Telhaze-se: Telhas de grafeno, Abelhas nos telhados de Paris, Nos telhados de Hong Kong, Telha elétrica, Reuso de água na Semana do Químico, CopenHill, a usina de lixo.

Moda e sustentabilidade

Segundo um estudo, são produzidas uma estimativa de 150 bilhões de peças ao ano pela indústria da moda global. Cerca de 30% desses produtos nunca foram vendidos. Logo, o meio ambiente sofre com as consequências de mais de 12,8 mil toneladas de roupas enviadas para aterros sanitários, anualmente. Pitacos e Achados

Nem sempre o descarte de roupas e outros dejetos produzidos pela indústria da moda, são enviados para aterros. Eles podem ser deixados na própria natureza sem nem um tratamento específico, prejudicando ainda mais o meio ambiente ou encaminhados para lixões, que é ainda mais prejudicial.

A moda sustentável visa diminuir os impactos ecológicos, usando técnicas que não agridem o meio ambiente e garantem a roupa muita qualidade, evitando o descarte exacerbado e o consumo descontrolado. Este tipo de produção também se preocupa com o ambiente de trabalho em que as pessoas estão inseridas. Afinal, mesmo que estejamos em pleno século XXI, a escravidão moderna ainda existe, vitimando inúmeras pessoas que trocam sua mão de obra por necessidades básicas que são essenciais para a vida humana.

Os brechós são uma excelente opção para evitar o descarte desnecessário de roupas. Assim como tornar possível para todos os públicos modelos de qualidade por um valor que cabe no bolso da maioria.

Os brechós geram um impacto positivo direto na natureza. Afinal, as roupas que antes seriam descartadas, agora voltaram para o mercado, diminuindo uma porcentagem significativa da quantidade de resíduos em lixões, aterros e até mesmo na natureza. E é claro, como a compra de roupas novas diminui, a  demanda em fábricas também cai, reduzindo por consequência os impactos ambientais. E o melhor, a maioria das roupas disponibilizadas em brechós costumam ser de bastante qualidade, por resistirem mais de um dono. Logo, em grande parte elas são produzidas de forma consciente a sociedade e a natureza.

Toda marca que preserva o bem-estar da natureza e do meio social tem algumas características em sua maneira de produção e até mesmo posicionamento perante o mercado que fazem toda a diferença. Infelizmente muitas marcas vêm se pintando de verde, ou seja, praticando um termo chamado de greenwashing. Também conhecido como banho verde, este termo é relacionado com empresas que dizem ter consciência perante a natureza, fazendo o possível para reduzir os impactos ambientais que a sua empresa gera, no entanto, não passam de meras palavras que só servem para promover sua marca perante a mídia.

A ONU (Organização das Nações Unidas) e seus membros, entre eles o Brasil, estão trabalhando, desde 2015, para atingir os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável). São 17 metas ambiciosas e interconectadas que abordam os principais desafios para o desenvolvimento sustentável enfrentados pelas pessoas em todo o mundo. Autossustentável

O ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) 12 é o que busca assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis. Nele está previsto, até 2030, a implementação do Plano Decenal de Programas sobre Produção e Consumo Sustentáveis; alcançar a gestão sustentável e o uso eficiente dos recursos naturais; reduzir substancialmente a geração de resíduos por meio da prevenção, redução, reciclagem e reuso; incentivar as empresas a adotar práticas sustentáveis e garantir que as pessoas tenham informação relevante e conscientização para o desenvolvimento sustentável e estilos de vida em harmonia com a natureza; entre outros.

Susze-se: ‘Black Mirror’, da Moda?!?, Concurso de Moda Inclusiva, Uma camiseta do ramones incomoda muita gente, Estante comoda., Novos negócios com potencial de ganhos milionários

Brasil lança bateria à base de nióbio com tecnologia que recarrega carros elétricos em até 6 minutos

A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) em parceria com a CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração), formalizaram um acordo para desenvolver e fabricar baterias à base de nióbio para veículos elétricos. Uma das vantagens da tecnologia brasileira é o carregamento de carros elétricos em até seis minutos. Paulo NogueiraClick Petróleo e Gás

Esse projeto é fruto de quase quatro anos de pesquisa no Japão, em parceria com o conglomerado de tecnologia da Toshiba.

O país é o maior detentor do minério em todo o mundo. Cerca de 90% das reservas de nióbio do planeta estão em terras brasileiras, de acordo com o Governo Federal.

Segundo a Volkswagen, o material será usado inicialmente nos ônibus elétricos produzidos pela própria empresa, já que esses veículos maiores contam com trajetos preestabelecidos e necessitam de carregamento rápido. A Toshiba já atua no desenvolvimento das novas células de bateria, ou seja, das pilhas, que devem ficar prontas neste ano.

A VW afirmou também que irá começar os testes somente no ano que vem e prevê ainda que um modelo funcional de veículo elétrico com uso de baterias à base de nióbio esteja pronto até o final de 2022.

“Seguimos investindo para impulsionar e desenvolver novas tecnologias para eletrificação. Em uma das frentes de desenvolvimento de tecnologias para baterias elétricas automotivas com Nióbio, mais de 5 mil células devem ser testadas e homologadas durante o ano de 2021, estando disponíveis no mercado até 2023. Para isso, a busca por parceiros tecnológicos resultou no investimento de R$ 1,8 milhão em um laboratório do Senai, em Curitiba. Nesse caso, o foco é estudar o potencial do nióbio e o uso da nanotecnologia para a aplicação em baterias de íons-lítio mais seguras, com recarga mais rápida e maior estabilidade”, comunicou a companhia mineira. Mercado1Minuto

A multinacional informou que no momento as pesquisas para utilidade do nióbio em baterias veiculares estão concentradas para atender frotas comerciais.

nióbio é um elemento químico, identificado através do símbolo Nb e número atômico 41 e massa atômica 92,9 u.

Elemento de transição, o nióbio compõe o grupo 5 da classificação periódica dos elementos. O metal foi descoberto em 1801 pelo químico inglês Charles Hatchett, mas foi só em meados do século XX que o elemento começou a ganhar maior evidência.

nióbio é encontrado em minérios, como a columbita e tantalita, diferentemente de outros elementos encontrados de forma abundante na natureza.

O nióbio é um metal usado para dar liga e resistência ao aço, muito utilizado na indústria para a produção de supercondutores — canais que conduzem eletricidade sem resistência. As baterias de lítio tradicionais apresentam um polo negativo chamado ânodo, que usa o carbono para transferir energia. Nas que serão desenvolvidas pela VWCO e pela CBMM, o carbono será trocado por óxido de nióbio, o que aumenta a transferência de eletricidade, reduz o tempo de recarga e proporciona maior segurança e durabilidade para as células das baterias. Izadora Del Bianco – Revista Oeste

As principais vantagens do nióbio são a alta condutividade térmica e elétrica, a ductilidade, maleabilidade e a alta resistência ao calor, ao desgaste e à corrosão, essas características proporcionam ao metal a capacidade de aprimorar as propriedades de materiais, fazendo deles mais eficientes.

Em 1965, o governo federal autorizou a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), em parceria com o governo americano, a explorar as reservas de nióbio encontradas no solo brasileiro.

Anos depois, a CBMM foi adquirindo a parte que cabia aos americanos e conquistou a controladoria mundial da comercialização do nióbio.

A empresa de Araxá também tem interesse no grafeno (nanomaterial composto apenas por carbono), que mostrou sinergias com o nióbio. Com a combinação dos dois elementos, a ideia da CBMM é ser um fornecedor global de placas utilizadas na fabricação de baterias recarregáveis. No ano passado, a empresa de metalurgia e tecnologia brasileira comprou 26% do capital de uma startup de Singapura que já tem estudos avançados de aplicações do grafeno, que é melhor condutor de calor que o diamante e 200 vezes mais forte que o aço, entre outras propriedades.

A Declaração de Paris projeta uma frota global de 100 milhões de VEs em 2050.

Braze-se: Baterias de cânhamo, BATERIA ULTRA QUICK, Carro elétrico e a drogar da bateria, Novos negócios com potencial de ganhos milionários, O eVTOL da EMBRAER