Geração Uber

Ter carro era sinônimo de liberdade e ferramenta de sedução — o garoto motorizado já saía com vantagem na hora da conquista. Pois esse rito de passagem para a vida adulta caiu em desuso. Tanto os millennials quanto a geração que vem depois deles, os Zs, gente nascida após 1980, torcem o nariz para o carro, em geral, e o próprio, em particular. Duda Monteiro de Barros, Matheus Deccache – veja

Por não terem a posse de bens de alto valor como modelo de sucesso, os jovens da Geração Y também estão mudando o comportamento em relação à propriedade. O “privado” passa a não ter tanta importância quando o objetivo é acumular experiências, dando espaço à colaboração e ao compartilhamento. TRÂNSITO DINÂMICO

A atitude combina com sua visão de mundo, na qual se privilegiam experiências em vez de bens materiais e se coloca a proteção do meio ambiente acima de tudo.

Dados do Detran-SP, apontam que a emissão da 1ª carteira de habilitação apresentou quedas consecutivas, desde 2014 até agora. Emily Nery – Auto Esporte

Não significa que dirigir deixou de ser algo interessante ou, no mínimo, curioso para os jovens adultos. Mas, cercados de opções mais fáceis e baratas, assumir a direção de um veículo deixou de ser uma prioridade, passando a estar em segundo ou terceiro plano para os mais novos. uaaau

A diferença entre os objetivos de cada grupo, de acordo com a época em que nasceu e foi criado, é explicada pela doutora em psicologia e psicóloga clínica, Vanessa Cardoso.

“Outra questão estrutural no mundo é o fato de que sai caro ter um carro, hoje. Os jovens acabam optando por investir seu dinheiro em outras coisas, como viagens e marcas de luxo, por exemplo. O carro não representa mais um objeto de desejo para esses jovens e, consequentemente, a CNH vai ‘no mesmo embalo’”, explica.

Talvez o mais famoso dos motivos, os aplicativos de transporte aparecem como figura essencial na mudança de percepção sobre o tema. Com um mundo de possibilidades que cabem na palma da mão e por um preço muito mais acessível do que a própria CNH, por exemplo, a tecnologia mudou a forma de viver do público mais jovem.

De acordo com o presidente da Feneauto, exemplos como o de Aghata são cada vez mais comuns. “Isso ajuda a diminuir ainda mais a procura por aulas, derrubando a margem de faturamento e forçando muitas autoescolas a reduzirem o número de funcionários e a frota de veículos”, disse Prado, ele mesmo dono de um centro de formação de condutores. Por esse e outros motivos, as autoescolas vivem um momento de incertezas”, admite o presidente da Federação Nacional das Autoescolas e Centro de Formação de Condutores (Feneauto), Wagner Prado. Agência Brasil

Outras alternativas também facilitam esse desapego à ideia do veículo próprio e não faltam soluções mais baratas e, até mesmo, mais práticas para chegar até onde se deseja.

Memedroid

A geração que prefere fazer um intercâmbio no exterior a ganhar um carro, teve a experiência de conviver com cidades muito diferentes das que seus pais construíram, na qual o carro era fundamental para locomoção. Eles viram pessoas caminhando para chegar ao trabalho, pegando a bicicleta para ir ao cinema ou usando o metrô para voltar da balada.

Geze-se: Jovens chineses minimalistas!, Por que os jovens já não querem comprar carro nem casa própria?, Os Jovens, o Suicídio e a Automutilação, 5 acessórios que brasileiro adora, mas não deveria instalar no carro, juiz, mas não Deus!

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