Cozinha Circunstancial. Coluna do Paladar

A coluna Paladar é sobre cozinha de circunstância que a gente tem que enfrentar quando está em casa fazendo café da manhã, almoço e janta. Está no jornal impresso no caderno “Na Quarentena” do Estadão, no site e também aqui, na versão bruta. Neide Rigo 15 de abril de 2020

Uma dieta semanal com quantidades exatas e supostamente milagrosa, que tinha que ser variada e equilibrada, atendendo às exigências para o perfil quanto a calorias, proteínas, fibras, vitaminas e minerais, há profissionais fazendo coro a uma linha de atuação mais realista e demonstrando que relação saudável com a comida não tem a ver com a funcionalidade dos ingredientes e a ingesta de nutrientes.

Diante das circunstâncias econômicas incertas e pouco promissoras, prestar mais atenção naquilo que deveria ser a prática na cozinha cotidiana, que é conseguir aliar os hábitos e a necessidade à sustentabilidade, à economia e ao aproveitamento sem desperdícios. Para pessoas mais velhas, especialmente as que passaram por períodos de escassez e dificuldade, não há novidade alguma em ficar em casa e aproveitar de tudo até o talo. A resiliência já está incorporada nessa gente. Quem mais sofre e tenta se adaptar a essa nova realidade são os mais jovens, de uma geração que já cresceu com pai e mãe trabalhando fora, que não aprendeu a ligar um forno ou a lidar com o improviso, que depende de um repertório que não se tem.   

No dia a dia, só ou com a família em casa, tem café da manhã, almoço e jantar. E se há crianças e adolescentes, ainda tem lanche da tarde e uma boquinha antes de dormir, com direito a dois ou mais preparos a cada mesa posta.  Nem todos podem ou querem pedir comida por aplicativo, moda nesses dias, tendo como escolha se rebolar para dar conta de cozinhar de forma saudável, variada, sustentável e recorrendo o mínimo possível ao mercado.

A cozinha dinâmica e circunstancial abusa da coleção de técnicas que se conhece para usar os ingredientes congelados, armazenados, gelados e os que sobram e aparecem. Preparar a própria comida deveria ser tão natural quanto cuidar da própria higiene, mas a terceirizamos de tal forma que num momento como esse é que percebemos que não há tutorial que dê conta de programar no mínimo três refeições por dia sem repetição.

Algumas das técnicas que em qualquer época te levem a soluções mais apropriadas às circunstâncias da sua cozinha. 

Vidros com restinhos de geleia, mel ou mostarda. Faça dentro deles seu vinagrete convencional.  Junte azeite, vinagre e sal e terá um ótimo molho para salada que pode ser guardado na geladeira por dias pra servir com qualquer folha.

Folhas. As de mercado mesmo, todas podem ser refogadas no alho. Doure alho em azeite e óleo e adicione a verdura fatiada fininha (coloque uma folha em cima da outra e fatie). Mexa rapidamente até murchar, tempere com sal e pimenta-do-reino e está pronta.

Sobrou salada, verduras refogadas, picadas. Num vidro com tampa, coloque uns dois ovos, junte o tempero verde que tiver, pedaços de queijos duros ou mole, sobras de verdura, sal, pimenta e cebola, se quiser. Tampe o vidro, chacoalhe bem e frite em duas porções em frigideira antiaderente quente com 1 colher de sopa de azeite.

Azeites, óleos e gordura. Não é só azeite, óleo e manteiga que você pode usar para fritar omeletes e refogar verduras e legumes. Se você refogar ou assar pedaços mais gordos de frango, como a sobrecoxa, ou qualquer outra carne mais gordurosa, ao final do preparo pode coar e guardar a gordura que soltou e usar para fins diversos – fritar omeletes, refogar arroz etc.

Arroz. O arroz de todo dia pode acomodar aquelas sobras que você quer consumir,  mas não quer fazer um prato específico para elas. Então, acrescente cenoura picada, pedaços de batata doce, de abóbora, pimenta cambuci, folhas verdes e grãos como ervilhas cozidas.  Refogue junto com a cebola e o alho e faça o arroz como de costume.

Ervilhas, feijões, lentilhas, grão de bico. Estes grãos demoram mais para cozinhar, por isso, quando fizer, já cozinhe quantidade suficiente para congelar, já temperados ou não. Podem entrar depois numa sopa, num molho de macarrão, junto com o arroz ou na salada.  Deixe ao menos uma noite de molho para diminuir o tempo de cozimento. 

Pão.  Se está sobrando pontinhas de  pão, vá juntando na geladeira e quando tiver uma quantidade boa, deixe de molho em leite, esprema bem e junte na omelete. Ou combine com molho de tomate, fazendo um tipo de purê. Ou simplesmente torre, coloque no prato e despeje um caldo quente por cima para fazer uma açorda.

Neide Rigo deixa aqui sua receita de geleia de jabuticaba.

Molho de geleia para salada

É só pegar um vidro de geleia de qualquer sabor que tenha cerca de 1 colher (sopa) de sobra. Junte  2 colheres (sopa) de vinagre e misture bem (se for preciso, derreta a geleia com o vinagre em banho-maria). Junte 4 colheres (sopa) de azeite e sal a gosto. Tampe o vidro e chacoalhe bem para homogeneizar.  Pode multiplicar os ingredientes do molho, para usar mais de uma vez. Se for usar depois, guarde na geladeira no próprio vidro (sem o rótulo para não iludir ninguém) e sirva sobre salada de folhas.  Vale também para mostardas e mel. E se for de mel, pode juntar mostarda. E vice verso. Deixe a pimenta-do-reino para moer sobre a salada na hora de servir e faça bonito passando o molho para uma molheira ou cumbuquinha.

Deixe aqui sugestões conforme as circunstâncias que vão mudando, agora é com você.

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FABRICANTES DE PNEUS ESTÃO FUGINDO À RESPONSABILIDADE

Na revista Autoesporte, o recém-relançado Fusca, em 1993 eram 165/80R15, medida diferente da indicada pela Volkswagen no manual do proprietário, desde meados dos anos 1960, o pneu era para ser o 155/80R15, mas como essa medida não existia mais e fizessem (acertadamente) questão de adotar pneus radiais (que o Fusca nunca teve no Brasil, só diagonais). Bob SharpAutoentusiastas. 31/05/2022

O resultado foi piora no comportamento em curva, os freios terem perdido parte da potência e a velocidade por 1.000 rpm (v/1000) em todas as marchas ter aumentado (raio dinâmico 2,6% maior).

O último Fusca foi produzido com motor 1600 com dois carburadores, havia recebido diferencial mais longo (de 4,125:1 para 3,875:1, o mesmo do SP2) no ano-modelo 1984 para atender à determinação do Ministério da Indústria e Comércio dentro do Programa de Economia de Combustível (Peco). O objetivo do programa foi reduzir o consumo de combustível do país em 5%, essa mudança da relação de diferencial prejudicou aceleração e velocidade máxima.

Foto: Eduardo Mello

Foto: Eduardo Mello

O “sumiço” de medidas afeta até a popular175/70R13, já está sendo sepultada, deixando Gol, Voyage, Parati e Saveiro sem alternativa correta. Hoje o dono de Fusca “Itamar” não encontra mais a medida original 165/80R15, restando como única alternativa o diagonal Firestone F-560.

Em 2013, quando foram produzidos 3,8 milhões de veículos — recorde histórico — a produção da indústria automobilística vem caindo e hoje está em 2,12 milhões (2021). É lícito supor que a mesma ociosidade acompanhe a indústria de pneus.

Os cerca de 2 milhões proprietários de Fuscas ainda em circulação não podem se beneficiar de um pneu radial de medida correta, essencial para o bom e seguro comportamento do veículo com as características do VW.

A Pirelli, que inaugurou a era do pneu radial no Brasil em 1960, fornecendo-o como equipamento original para o FNM 2000 JK, tem na Europa a linha Collezione, pneus radiais das mesmas medidas e desenho de carros mais antigos. Esses pneus são importados pela Pirelli brasileira da fábrica da Turquia — a mais moderna do grupo e onde são fabricados os pneus de competição, F-1 inclusive — e distribuídos pela Batistinha Garage, de São Paulo.

O mais intrigante nessa questão toda é a indústria de pneus não atender uma parte considerável do mercado, fugindo à sua responsabilidade, e deixar de ganhar dinheiro com isso.

Palavras PerdidasPreconceitos, tabus alimentares e a globalização do gosto, Reuso de pneu, Pneu, Low Drifiting, Cataki, o “Tinder da reciclagem”

A Vulcan Alone: Human Exceptionalism in the Sci-fi Genre

What Ho Wee Readers, I hope you’ve all been keeping optimistic in these troubling times of ours. I know it’s difficult, and with any hope there’s not a World War been declared by the time you’re finally reading these words – but still, I think it’s wise advice to live by. Let’s try and be […]

A Vulcan Alone: Human Exceptionalism in the Sci-fi Genre

Palavras Perdidas: Anciões nativos do ártico enviaram um aviso a NASA e disseram que algo esta acontecendo com a Terra, Star Trek, Jornada ninja, Queen Amidala – Star Wars, Nave Mãe humana

Nagasari ou doce filipino com farinha de arroz, leite de coco e banana-da-terra

Tão fácil de fazer e tão a cara de Neide Rigo, que gosta desses doces asiáticos cozidos no vapor, com texturas macias ou liguentas, sabores delicados, pouco açúcar e principalmente porque são feitos com ingredientes tão nossos. terça-feira, 19 de julho de 2022

O nagasari é um doce da Indonésia embalado em folha de bananeira. Como qualquer receita tradicional, não há uma só forma de fazê-lo e embora o original fosse colorido de verde com folhas de pândano (uma erva muito usada na cozinha tailandesa para dar cor e perfumar), a maioria do que vi era branco e acho lindo assim. Hoje há cores variadas, como o azul feito com flores de clitória e até vermelho com corante. O tipo de banana também pode mudar. A banana-pão ou marmelo (saba), muito usada, pode ser substituída por banana nanica ou da terra. Eu preferi a banana-da-terra madura, firme e cozida (só até amaciar) porque,  além do sabor delicioso quando cozida, tem a cor amarelo vibrante que contrasta com o branco da massa. 

A melhor receita Rigo encontrou aqui e que interpreta abaixo. 

Nagasari ou doce indonésio de arroz com banana 

  • 12 pedaços de folhas de bananeira de 20 por 20 centímetros
  • 100 g de farinha de arroz
  • 400 ml de leite de coco
  • 50 g de polvilho ou fécula de mandioca
  • 100 ml de água
  • 75 g de açúcar
  • 1/2 colher (chá) de sal
  • 2 bananas-da-terra cortadas em rodelas (cada banana em 18 rodelas) 

Prepare as folhas de bananeira: as folhas frescas são rígidas e se rasgam facilmente quando dobradas. Para amolecê-las antes de usar, passe-as sobre uma chama ou um queimador elétrico quente. Ou ainda aqueça água em uma panela e mergulhe as folhas na água fervente por alguns segundos para amolecê-las. Certifique-se de secar as folhas com pano antes de usar. 

Coloque a farinha de arroz em uma panela e vá juntando o leite de coco aos poucos, misturando sempre para não empelotar. Mexa bem até ficar homogêneo. Leve ao fogo médio e mexa continuamente até que se transforme em uma pasta grossa. Retire a panela do fogo e reserve. À parte, misture o polvilho de mandioca com a água. Antes que o amido se sedimente, despeje rapidamente sobre a mistura de farinha de arroz, mexendo bem.  Adicione o açúcar e o sal e misture bem. A massa fica meio pegajosa.

Prepare uma panela de vapor (cuscuzeira ou cesta de vapor) com cerca de 1 xícara de água na parte de baixo. 

Coloque duas colheres de sopa da mistura de farinha de arroz no centro de uma folha de bananeira, apoie sobre a massa três rodelas de banana e dobre a folha como um pacote, deixando as dobras para baixo. Repita para fazer um total de 12 pacotes e cozinhe na parte do vapor por 25 minutos em fogo médio (despeje mais água quente caso seque). A banana pode ser cortada em fatias longitudinais e cobertas pela massa, para que fiquem no meio. 

Retire os pacotes e deixe-os esfriar até a temperatura ambiente antes de os servir. Fora da geladeira, duram de 1 a 2 dias. Mas na geladeira, podem ficar por até 1 semana. 

Rende: 12 doces

Palavras PerdidasBOLO DE ARROZ CRÚ, BOLO DE LARANJA VEGANO COM LEITE DE ARROZ INTEGRAL, Arroz Basmati com Gengibre, Lentilhas e Cebola Caramelizada, Arroz Basmati com Milho (vegana), 3 plantas comestíveis que quase toda calçada tem

BRUBAKER BOX, UM VW BEETLE FUTURISTA?

Ex-aluno do Art Center College of Design de Pasadena, Califórnia, EUA, Curtis Brubaker trabalhou no Cadillac advanced styling group (grupo avançado de estilo da Cadillac) em Detroit antes de voltar para a área de Los Angeles e montar sua própria empresa independente de design, o Brubaker Group. Ao mergulhar na cena de carros do sul da Califórnia no final dos anos 60 e início dos anos 70, ele pegou emprestados elementos das inúmeras subculturas automobilísticas de lá, incluindo bugues VW, woodies para surfe e vans personalizados, e com eles criou seu próprio veículo único que desafiava todas as categorias de veículos existentes na época, surgindo assim o Brubaker Box. Alexander Gromow, em AGFalando de Fusca & Afins02/10/2022

Foto: site motor1.com

Curtis Brubacker trabalhou em uma infinidade de projetos e invenções como o tocador de cassetes de 8 trilhas, Lear Jet, Sistema avançado de demonstração de controle de veículos, sistema de navegação de tela tátil, comandos de voz para computador, transmissão tátil háptica, menus digitais tipo pull-down, sistemas HUD (head-up displays) holográficos, botão digital tátil, bloqueio por deficiência devido a D.U.I. (dirigir sob influência), controles remotos portáteis/vestíveis, janelas curvas para estufas, pavilhão “Space” da Disney, veículo de exploração e captura de imagens anfíbio, Nitendo experience, Disney Vision, e-book, mini submarino de explorações do Discovery Chanel, etc.

Além disto ele colaborou com vários fabricantes de automóveis americanos e asiáticos.

Apenas três Box foram construídos por Curtis Brubaker, e um deles foi usado em uma série de ficção científica infantil “Esquecível” da televisão americana CBS chamada Ark II, isto antes que a empresa original de Brubaker fosse fechada.

Dois ícones da série Ark II, atrás o caminhão comando e em primeiro plano o Box customizado para participar da série. GASHETKA – TRANSPORTATION DESIGN

Em recente participação no programa do Galpin Auto Sports Extreme Customs, de Van Nuys, Los Angeles no Discovery Channel, Brubaker resumiu como foi a criação do Brubaker Box:

A foto na praia de Newport em 1969 que contribuiu para a decisão de fazer um veículo para modernizar o Kombi. Curtis Brubaker

“Era o fim da década de 60. Meu irmão tinha um VW Kombi. Estávamos todos sentados no meu escritório, olhamos para fora e, com certeza, o Kombi estava descendo a rua. Alguém o estava roubando! Eu comecei a pensar, por que esse cara está roubando um Kombi usado? E começamos a pensar em todos os garotos surfistas que estavam dirigindo essas coisas. Fizemos uma viagem até Newport Beach. Eu tirei uma foto onde havia sete ou oito deles numa rua, uma rua minúscula. Então eu verifiquei que havia um mercado ali. Não para um veículo convencional, mas para algo que atraísse mais os jovens. E assim surgiu a ideia de criar algo especial.”

Estudo estrutural do Box para a confecção de um protótipo. Curtis Brubaker

Ele era essencialmente um paralelepípedo de plástico reforçado com fibra de vidro montado num chassi de VW Beetle Tipo 1. O Box tinha apenas uma única porta corrediça no lado direito para manter a estrutura a mais simples e rígida possível. Para reduzir custos, o para-brisa foi emprestado de um AMC Hornet da American Motors Corp., enquanto o vidro traseiro era da picape Chevrolet El Camino e as lanternas traseiras, de uma picape Datsun.

Curtis Brubaker trabalhando no protótipo no início da década de 70. Curtis Brubaker

Com apenas 1.530 mm de altura, mas com um pacote semelhante ao de uma van que oferecia possibilidades intrigantes, o Box gerou um burburinho saudável no Salão Internacional de Veículos Esportivos de Los Angeles de 1972, permitindo que Brubaker atraísse US$ 160.000 em financiamento. Um espaço de produção de 12.000 metros quadrados foi alugado e planos modestos foram estabelecidos para produzir cinco veículos por mês a US$ 3.995 cada, com esperanças de aumentar para 400 por mês.

O modelo em clay do Box, visto do lado esquerdo, na época ele chamava Baja Box. Curtis Brubaker
O Brubaker Box brilhando no Salão Internacional de Veículos Esportivos de Los Angeles de 1972. Curtis Brubaker

Para a propaganda do Box foi elaborado um folheto que em suas páginas centrais apresentava uma foto que visava mostrar a universalidade dos compradores potenciais deste carro, abaixo as páginas centrais do folheto e, adiante, a tradução do seu texto:

Páginas centrais do folder do Box, detalhe para os para-choques sobre dimensionados que tinham um acabamento imitando madeira

Tradução do texto da página acima:

O BRUBAKER.

NÓS ACHAMOS QUE É ALGO PARA TODOS.

Carro? Furgão? Campista? Carro esportivo? Station Vagon? Pergunte a 10 pessoas diferentes e você obterá 10 respostas diferentes. Porque o Brubaker é todas essas coisas. Além disso, qualquer outra coisa que você possa inventar.

O que criamos é exatamente o que começamos a projetar e construir: um veículo confiável, seguro e versátil. Um veículo que você esperaria ver em uma prancheta em vez de na estrada. Como pode um fabricante novo chamar seu novo carro de confiável? Francamente, eu não posso. Então, a confiabilidade ficou por conta de uma empresa antiga: a Volkswagen.

O Brubaker é construído em torno do motor, transmissão e chassi da Volkswagen. O que o torna tão confiável quanto um VW e tão útil quanto um VW.

Mas, é claro, um olhar lhe diz que é aí que as semelhanças terminam.

Pegue a porta, por exemplo. Essa é “a porta”. Há apenas uma. E não tem nada a ver com cortar custos ou apenas tentar ser diferente. Tem a ver com segurança. Como qualquer engenheiro lhe dirá que uma porta deslizante de 1,22 m de largura significa um carro mais forte.

A maioria dos engenheiros também lhe diria que o lugar mais seguro para um tanque de combustível não é nem na frente nem atrás, mas no meio. Por baixo. E é exatamente aí onde o colocamos.

Uma vez dentro do Brubaker, você não só estará sentado bem atrás do para-brisa, mas também estará sentado sob uma barra de proteção no evento de uma capotagem integrada e rodeada por vigas tipo caixa.

E rodeado de espaço. Mais do que você encontraria em um sedã de tamanho normal. E enquanto a maioria dos bancos traseiros parecem bancos traseiros, decidimos colocar algo que se parece mais com um sofá. Quase como um que você colocaria em sua sala de estar.

O Brubaker

É confiável. É seguro. É versátil. É para todos.
E é realmente algo…

O banco traseiro do Box, um verdadeiro sofá muito confortável

Na reprodução desta capa que apresento abaixo, o grupo de personagens que aparecem na fotografia das páginas centrais, dão o seu depoimento sobre o carro. Como exemplo cito o depoimento do casal do canto superior esquerdo:

Capa do folheto do Box

Nós estávamos procurando por algo assim há muito tempo. Um carro econômico que não se parece em nada com um carro econômico. E com o Brubaker, foi isso que encontramos

Chassi com o tanque de gasolina em sua nova posição e a carroceria do Fusca azul canibalizado para doar o seu chassi, ao fundo da foto. Curtis Brubaker

“A melhor coisa que já aconteceu a um Fusca”. Mas, infelizmente, a Volkswagen discordou, e a fabricante alemã se recusou a vender novos conjuntos de chassis do VW Beetle para Brubaker, citando os problemas óbvios de responsabilidade do produto. Isso forçou a empresa a comprar VW Beetles completos no varejo para servir como veículos doadores de chassi e o projeto se tornou economicamente inviável.

Capa da edição de março de 1972 da Car and Driver

Mas há um outro fator que pode ter reforçado a negativa da Volkswagen. É que, na capa do folheto de propaganda do Box, onde havia um espaço em branco, o Curtis Brubaker decidiu mandar incluir em manuscrito: “Thing Killer”, ou seja: assassino do “A Coisa” apelido da versão moderna do Kübelwagen: o VW 181. E isto deve ter chamado a atenção da Volkswagen para o “potencial destrutivo” do Box, que tinha características que certamente agradariam muitos usuários que de outra forma comprariam um VW 181.

Mostrando um lado mais sofisticado do Brubaker Box

Um dos investidores adquiriu os moldes e iniciou outra empresa chamada AutoMecca, que oferecia a Brubaker Box em forma de kit em vários estágios de conclusão e que foi renomeado de Box para Roamer Sports Van. Aproximadamente 24 ou 25 desses kits foram vendidos; supostamente, então se você encontrar uma Brubaker Box na internet ou em uma exposição de carros, as chances são excelentes de que seja realmente um dos últimos trabalhos na forma de kit.

Fotograma de vídeo da Auto Bild

A foto de abertura já é um AutoMecca Roamer Sports Van, e para dar uma noção de proporção a foto abaixo usa uma picape Toyota Tundra:

Para finalizar esta matéria um vídeo (04:31) sobre um Box que foi restaurado e está em condições de uso:

Brubaker Box – the first minivan. AUTO BILD

It´s the coolest Bug ever. Only 13 of 30 to 50 cars build wordwide in the 70s are still on the road. One of the lucky ones who drive a Brubaker Box is Andreas Stevens from San Diego.


Fotograma do vídeo do Discovery Chanel

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A coluna “Falando de Fusca & Afins” é de exclusiva responsabilidade do seu autor.

A.I. Carr tem um club no Asphalt 9: Legends, junte-se a nós!!!

Vamos nos divertir juntos nas pistas do jogo. Nossa tag é #d74f2

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Palavras PerdidasFilmografia dos carros do cinema, Encontre seu carro de cinema favorito, Itaipu E-400: o primeiro carro elétrico brasileiro, A NASA CHEGOU NO BRASIL! FUSCA GIGANTE COM MECÂNICA V8 NA DIANTEIRA, Rolê De Natal Volks Club Mooca, Fusca híbrido

Flor de bananeira com cogumelos

Este coração é de banana são tomé, aquela roxa. Mas qualquer uma serve. Já expliquei como preparar o coração com suas flores aqui.  Basta ir desfolhando e tirando as flores. Mas, claro, você pode também fatiar o coração inteiro sem separar as flores. É que elas são especiais, tem formato interessante e absorvem o sabor dos outros ingredientes de qualquer prato com temperos marcantes. Mesmo depois de aferventadas (duas ou três vezes em água já quente com gotas de limão), ainda ficam amargas e um pouco tânicas, mas quando misturadas com outros ingredientes não percebemos nada. Ficam bem delicadas, incorporando o sabor e aumentando o volume do prato, conferindo uma textura de cogumelos ou algo assim. Por isto, desta vez, pensei em misturá-las com cogumelos, se beneficiando assim do sabor e da consistência. quinta-feira, 5 de maio de 2022

Neide Rigo refogou as cebolas em um pouco de manteiga e juntou cogumelos shitake fatiados, um pouco de shimeji desmembrados e as flores de um coração. Ela mexendo sempre, em fogo alto, até o cogumelo amolecer. Juntou um pouco de cebolinha picada, shoyu e um pouco de mirim. Assim que a cebolinha murchou, Rigo apagou o fogo e Nhac! Com arroz branco desta vez.  

Feliz dia, Professor!!!

A escola precisa mudar a forma como trata sobre os recursos hídricos nacionais. “A criança e o adolescente não podem ter o mito da abundância da água reforçado.”

“Ela é abundante na escala nacional, mas é muito escassa em locais como a região metropolitana de São Paulo”, apontou o geógrafo Wagner Costa Ribeiro, da Universidade de São Paulo. porvir

“A ideia é que o consumo consciente seja um hábito trabalhado desde a infância”, defendeu Denise Conselheiro, coordenadora do Edukatu, rede de aprendizagem sobre consumo consciente. Segundo ela, isso garante que as próximas gerações tenham essas práticas muito mais incorporadas ao seu dia a dia.

“Ninguém é tão grande que não possa aprender, nem tão pequeno que não possa ensinar”. Esopo – Projeto Água

Uma sugestão de atividade, apresentada por Wagner Costa Ribeiro, da USP, é de pedir para os alunos levarem a conta de água para escola. Na sala de aula, o professor pode comparar o consumo de cada família com a média geral da turma. A partir daí, ele consegue discutir maneiras de promover o uso racional dos recursos hídricos. No ensino médio, ele também pode acrescentar o debate sobre o modelo de gestão hídrica adotado na cidade.

Diplomas

Concordo com o com os textos que tentam demonstrar que a aquisição de um diploma – em especial mestrado e doutorado – não garante excelência, apesar de reconhecer que, de certa forma, tais manifestações podem parecer antipáticas e dar a falsa ideia de que os títulos acadêmicos são inúteis. Não, eles não são. Pelo contrário, são fundamentais para o crescimento científico. São aprofundamentos em pontos específicos do conhecimento humano e auxiliam na compreensão de infinitas questões. Orelhas de Vidro1 DE OUTUBRO DE 2022

O problema é o valor exagerado que se pode dar a eles. Imaginar que um sujeito tenha mais virtudes morais por causa de um título acadêmico é absurdo. Acreditar que esse título lhe dá mais capacidade de resolver questões outras, as quais fogem do escopo de seu estudo, também. Na área médica isso é muito comum. Médicos com formação acadêmica não são melhores (e nem piores) do que aqueles profissionais com formação básica para o atendimento aos pacientes, a não ser na área específica à qual se dedicaram.

O mesmo vai ocorrer no direito, na enfermagem, na sociologia, na filosofia, etc. Na teoria, a formação acadêmica existiria basicamente para formar professores nos cursos superiores, mas hoje se tornou uma extensão do curso superior, e visa gabaritar o sujeito para a realização de concursos.

Quando eu cursei medicina os professores ainda não tinham essa formação. Depois esses cursos foram sendo exigidos, mas a qualidade das aulas não melhorou. A arte de dar aulas é um talento que a formação acadêmica é incapaz de produzir, assim como a o talento para a pintura ou o futebol. Também não é capaz de oferecer curiosidade, cultura abrangente, abertura para o novo, posição crítica diante do mundo e (por certo) não oferece consciência de classe.

Os cursos de mestrado e doutorado oferecem classes de estatística, de teoria da ciência, de pedagogia e muitas outras coisas, além de um funil poderoso para estudar aspectos do conhecimento. Estes sujeitos tornam-se Reis e Rainhas de seus minúsculos castelos, mas por vezes alienam-se da realidade ao redor, criando uma visão unívoca do universo – uma sedução onipresente.

Não esqueçam que as figuras mais nefastas do cenário político atual são doutores em suas áreas, o que não impediu que tratassem esposas por “conges“, além de outras aberrações absurdas e inconsequentes.” Dicionarioinformal

“Moro chama cônjuge de ‘conge‘ por duas vezes e erro crasso viraliza” – (Revista Fórum, 02 de abril de 2019).

Palavras PerdidasElisa de Oliveira Flemer e o Homeschooling, Ensino superior 2022 gratuito: veja como se inscrever, Bacharelado em Ciência e Tecnologia gratuito, BRANCA ALVES DE LIMA, O Poder Que A Bunda Tem, O Espião Inglês

Quinta sem trigo. Brownie de banana verde sem leite e sem farinha

Neide Rigo trouxe muita banana verde do sítio e todos os dias faz alguma coisa com elas. No instagram, exemplos de uso podem ser encontrados facilmente no campo de busca #kitcheneidebananaverde. Quase sempre são receitas circunstanciais com o que tem em casa e de acordo com o que o momento pede. Como foi o caso desse “brownie insp.”. Na verdade, um bolo massudo que ela fez pensando no brownie, sem leite e sem farinha. Mas chame do que quiser se não o achar digno do nome. Come-sequinta-feira, 3 de setembro de 2020

Aqui, bananas verdes de três variedades diferentes (nanica, pão, são tomé) para usos diversos. Basta bem, tirar as sujidades da cascata ou na panela de pressão por comum a partir de 8 a 10 minutos até a cascata começar, rápido do preparo, se quiser mais firme, cozinhe por menos tempo. Depois basta guardar na geladeira e ir usando conforme a necessidade. Tem gente que faz purê a que chama de biomassa (“mas eu não gosto desse nome pra comida”) e congela.

Usou o chocolate cem por cento para a massa e uma barra levemente adocicada para a cobertura. Ambos da Mission Chocolate, que ganhei da chocolateira mor Arcelia Gallargo. Bom demais! 

Vamos à receita que ela criando na hora, conforme os ingredientes que tinha à mão. “Sorte que anotei tudo, se já não teria esquecido. Como gostei muito, não a quero perder. E se alguém quizer, aqui compartilho.”

Etapas:

  • Cozinhe bananas verdes conforme explicado acima e separe 500 g com casca;
  • Pique e reserve;
  • Derreta em banho de manteiga maria desligado 100 g de chocolate cem por cento e 100 g de azeite (pode substituir por óleo ou azeite);
  • No liquidificador, 3 ovos inteiros e 1 xícara de água;
  • Juntando as bananas verdes picadas e batendo até que ficasse tudo bem triturado. Misturar e religar o aparelho algumas vezes para conseguir misturar as bananas;
  • Junte 1 xícara de açúcar mascavo, 1 colher de sopa de canela e chocolate derretido com manteiga, aos poucos;
  • Continue batendo, junte 50 ml de conhaque (use outra bebida ou água se preferir), uma pitada de sal e uma colher (sopa) de fermento químico;
  • Numa tigela junte a massa com uma xícara de frutas secas e nozes misturadas e ameixa preta sem sementes;
  • Coloque numa assadeira pequena com manteiga ou misture óleo e polvilhada com polvilho;
  • Leve ao forno médio e podem assar por 40 minutos.
  • Para cobertura, derreta em banho maria desligado uma pequena barra de chocolate 90% com um pouco de água (ou leite). Espalhe por cima, espere esfriar e nhac! 

Rende uns 10 pedaços 

Palavras Perdidas: Bolo de Chocolate Sem Farinha, Banana na brasa com nozes e chocolate, Bolo do chocolate e coco low carb de frigideira, Bolo de chocolate sem glúten e sem lactose., Vegan Peanut Butter & Chocolate Soft Cookies (bolinhos de manteiga de amendoim e chocolate)

São Francisco de Assis

São Francisco de Assis nasceu em Assis, Itália, em 1182, filho de Pedro Bernardone, um rico comerciante, e Pia, de família nobre da Provença.  Na juventude, Francisco era muito rico e esbanjava dinheiro com ostentações. Os negócios de seu pai não lhe despertaram interesse, muito menos os estudos. O que ele queria mesmo era se divertir. São Boaventura, seu contemporâneo, escreveu sobre ele: “Mas, com o auxílio divino, jamais se deixou levar pelo ardor das paixões que dominavam os jovens de sua companhia”. Santuário do Caraça

sao francisco

Na juventude de Francisco, por volta de seus vinte anos, uma guerra começou entre as cidades italianas chamadas Perugia e Assis. Ele queria combater em Espoleto, entre Assis e Roma, mas caiu enfermo. Durante a doença, Francisco ouviu uma voz sobrenatural. Esta lhe pedia para ele “servir ao amor e ao Servo”. Pouco a pouco, com muita oração, Francisco sentiu em seu coração a necessidade de vender seus bens e “comprar a pérola preciosa” sobre a qual ele lera no Evangelho.

Certa vez, ao encontrar um leproso, apesar da repulsa natural, venceu sua vontade e beijou o doente. Foi um gesto movido pelo Espírito Santo. A partir desse momento, ele passou a fazer visitas e a servir aos doentes que sem encontravam nos hospitais. Aos pobres, presenteava com suas próprias roupas e também com o dinheiro que tivesse no momento.

Num dia simples, mas muito especial, num momento em que Francisco rezava sozinho na Igreja de São Damião, em Assis, ele sentiu que o crucifixo falava com ele,  repetindo por três vezes a frase que ficou famosa: “Francisco, repara minha casa, pois olhas que está em ruínas”. O santo vendeu tudo o que tinha e levou o dinheiro ao padre da Igreja de São Damião, e pediu permissão para viver com ele. Francisco tinha vinte e cinco anos.

Pedro Bernardone, ao saber o que seu filho tinha feito, foi buscá-lo indignado, levou-o para casa, bateu nele e acorrentou-o pelos pés. A mãe, porém, o libertou na ausência do marido, e o jovem retornou a São Damião. Seu pai foi de novo buscá-lo. Mandou que ele voltasse para casa ou que renunciasse à sua herança. Francisco então renunciou a toda a herança e disse: “As roupas que levo pertencem também a meu pai, tenho que devolvê-las”. Em seguida se desnudou e entregou suas roupas a seu pai, dizendo-lhe: “Até agora tu tem sido meu pai na terra, mas agora poderei dizer: ‘Pai nosso, que estais nos céus”.

Para reparar a Igreja de São Damião, Francisco pedia esmola em Assis. Terminado esse trabalho, começou reformar a Igreja de São Pedro. Depois, ele retirou-se para morar numa capela com o nome de Porciúncula. Ela fazia parte da abadia de Monte Subasio, cuidada pelos beneditinos. Ali o céu lhe mostrou o que realmente esperava dele.

O trecho do Evangelho da Missa daquele dia dizia: “Ide a pregar, dizendo: o Reino de Deus tinha chegado. Dai gratuitamente o que haveis recebido gratuitamente. Não possuas ouro, nem duas túnicas, nem sandálias…” A estas palavras, Francisco tirou suas sandálias, seu cinturão e ficou somente com a túnica.

Convidou outros a se associarem a ele na busca da perfeita santidade, insistindo para que levassem uma vida de penitência e decidiu que eles se chamariam Frades Menores. Os novos apóstolos reuniram-se em torno da pequena igreja da Porciúncula, ou Santa Maria dos Anjos, que passou a ser o berço da Ordem.

Em 1210, quando o grupo contava com doze membros, São Francisco de Assis redigiu uma regra pequena e informal, na sua maioria, os conselhos de Jesus para que possamos alcançar a perfeição, e foram a Roma apresentá-la ao Sumo Pontífice. Lá, porém, relutavam em aprovar a nova comunidade por acharem que o ideal de Francisco era muito rígido a respeito da pobreza. Por fim, porém, um cardeal afirmou: “Não podemos proibir que vivam como Cristo mandou no Evangelho”.

São Francisco de Assis manifestava seu amor a Deus por uma alegria imensa, que se expressava muitas vezes em cânticos ardorosos. A quem lhe perguntava qual a razão de tal alegria, respondia que “ela deriva da pureza do coração e da constância na oração”.

A santidade de São Francisco de Assis lhe angariou muitos discípulos e atraiu também uma jovem, filha do Conde de Sasso Rosso, Clara, de 17 anos. Desde o momento em que o ouviu pregar, compreendeu que a vida que ele indicava era a que Deus queria para ela. Francisco tornou-se seu guia e pai espiritual. Nascia assim a Ordem Segunda dos Franciscanos, a das Clarissas. Depois, Inês, irmã de Clara, a seguia no claustro; mais tarde uma terceira, Beatriz se juntou a elas.

Sua humildade não consistia simplesmente no desprezo sentimental de si mesmo, mas na convicção de que “ante os olhos de Deus o homem vale pelo que é e não mais”. Considerando-se indigno do sacerdócio, São Francisco de Assis apenas chegou a receber o diaconato. Detestava de todo coração o exibicionismo.

Certa vez, um frade lhe pediu permissão para estudar. Francisco respondeu que, se o frade repetisse com amor e devoção a oração “Glória ao Pai”, se tornaria sábio aos olhos de Deus. Ele mesmo, Francisco, era um grande exemplo da sabedoria dessa maneira adquirida.

A proximidade de Francisco com a natureza sempre foi a faceta mais conhecida deste santo. Seu amor universalista abrangia toda a Criação, e simbolizava um retorno a um estado de inocência, como Adão e Eva no Jardim do Éden.

Morreu no dia três de outubro de 1226, com menos de 45 anos, depois de escutar a leitura da Paixão do Senhor. Ele queria ser sepultado no cemitério dos criminosos, mas seus irmãos o levaram em solene procissão à Igreja de São Jorge, em Assis. Em 1230, foi secretamente trasladado à grande basílica construída pelo irmão Elias. Ele foi canonizado apenas dois anos depois da morte, em 1228, pelo Papa Gregório IX. Sua festa é celebrada em 04 de outubro.

Oração a São Francisco de Assis

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.

Onde houver ódio, que eu leve o amor;

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;

Onde houver discórdia, que eu leve a união;

Onde houver dúvida, que eu leve a fé;

Onde houver erro, que eu leve a verdade;

Onde houver desespero, que eu leve a esperança;

Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;

Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, Fazei que eu procure mais

Consolar, que ser consolado;

Compreender, que ser compreendido;

Amar, que ser amado.

Pois, é dando que se recebe,

É perdoando que se é perdoado,

E é morrendo que se vive para a vida eterna.

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Importo-me!?!

Importa o olhar?

A jornada não é fácil para ninguém.

Se der sorte…

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Beterrabas, seus talos, suas folhas

Não deveríamos desperdiçar as folhas da beterraba, uma verdura como qualquer outra, gostosa e nutritiva. Durante uma visita à Mantiqueira pra criar um prato com a Chef Anouk, Neide Rigo acabou saindo um prato com beterraba, polenta de beterraba amarela com suas folhas salteadas e truta defumada, que ficará no cardápio do Donna Pinha por um mês. Tudo o que colhemos e degustamos na Fazenda do Retiro, em Gonçalves, veio comigo. Eram beterrabas inteiras, comuns, coloridas, desbotadas, pela metade (porque degustamos). Todas folhudas. Chegaram todas murchas. Mas mergulhei tudo na água fria e no outro dia as folhas acordaram bem vivas e dispostas a irem pra panela. quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Fiz um  prato com as folhas e outro com os talos.  E também fiz como couve. Tinha algumas folhas de couve e piquei tudo junto.  Falei para o netinho Raul que tinha outro tipo de couve (acho importante que as crianças saibam o que estão comendo). Ele gostou igual. Outro dia percebi que ele comeu tudo e deixou a verdura. Antes que se acostumasse à situação, inventei uma nova forma, não de preparo, mas de apresentação.  Faço montinhos e ele pode pega com as mãos. Do blend de folhas, não sobrou nada. 

Separei as folhas das beterrabas branca e cor de laranja. Como disse, uma parte fiz como couve, junto com umas folhas de couve – mas poderia ser só folha de beterraba, que fica bom também.  

Creme de folhas de espinafre

Apenas aferventei rapidamente algumas folhas em água salgada, escorri bem e juntei a um pouco de molho branco temperado com sal, cebola e noz moscada.  Só. Ficou uma delícia. (basta procurar como fazer um molho bechamel / molho branco, misturar e ferver).  Se quiser, espalhe um pouco de pimenta do reino moída na hora quando for servir.  E nhac! 

Talos de beterraba gratinados

Usei talos de beterrabas de todas as cores. Cozinhei em água salgada até que ficassem macios, escorri, cobri com molho branco, espalhei queijo parmesão ralado por cima e levei ao forno para gratinar. Ah, juntei ainda uns galhinhos de alecrim fresco antes de levar ao forno. Ficou uma delícia. Nhac! 

Beterraba branca agridoce com folhinhas de erva doce 

Cozinhei a beterraba na pressão já cortada em pedaços, pois é muito grande. Acho que demorou uns 20  minutos. Como era super doce, pensei em fazê-la agridoce. Então foi só deixar os pedaços dourarem em um pouco de  manteiga com uma pitada de sal e, já com o fogo desligado, juntar umas gotas de limão. Juntei as folhas de erva doce, misturei e servi. Nhac! 

Salada de beterrabas coloridas 

Cozinhei as beterrabas de 3 cores em panelas separadas (podia ser tudo junto no vapor, na panela elétrica de arroz). Esperei esfriar, cortei em fatias e temperei com sal, açúcar, limão, azeite. Juntei ainda cebola roxa, uns pedacinhos de queijo de cabra e ervas do quintal (mitsuba, salsa do líbano, tagete, menta tailandesa). E também um pouco de pimenta em flocos vermelha e pimenta do reino. Nhac! 

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VW KÄFER CABRIOLÉ 1953 PARADO HÁ 43 ANOS

Após 43 anos parado o VW Käfer Cabriolé-Oval produzido no dia 19 de maio de 1953 recebeu um novo sopro de vida, praticamente abandonado, para que um dos primeiros Cabriolés fabricados pudesse ser gentilmente empurrado para fora de um celeiro no distrito sul de Bayreuth. Em 1978, este ex-proprietário ainda participou com ele de um evento de carros clássicos. Alexander GromowAutoentusiastas. 01/10/2022

A cidade que, dentre outros aspectos, é famosa pelo teatro dedicado especialmente à obra do grande compositor Richard Wagner e onde são realizados festivais anuais das suas óperas. Dr. Stephan Huttner, da cidade alemã de Bayreuth. no estado da Bavária, colecionador raiz, daqueles que põem a mão na massa na restauração de carros antigos, relata:

“Após o resgate, que foi mesmo uma grande aventura o óleo do motor foi trocado, desmontei o carburador e dei-lhe um banho no aparelho de limpeza com ultrassom, depois vieram velas e platinado novos. Com a bateria de 6 volts do meu Dickholmer² ’58 preto, que sempre removo no inverno, e com o combustível do camburão, tentei dar a partida. Em um minuto ele estava lá. Funcionando. E funcionando. E funcionando (Es läuft, und läuft, und läuft). Bem, quase funcionando, ele ainda precisa de um carinho a mais. Mas, pelo menos, o motor pegou. (…) depois de 63 anos, o motor de quatro cilindros de 30 cv é um motor de reposição que tinha sido instalado em um veículo seis anos mais velho.”

Mas a expressão “Es läuft, und läuft, und läuft” – e anda, e anda, e anda… vem de uma antiga, e muito famosa, propaganda alemã do Fusca que representava a longevidade e confiabilidade do VW Käfer.

As “bananinhas” resgatadas de seu nicho original e cuidadosamente guardadas para sua instalação futura, pois elas voltarão a indicar a direção a seguir.

A janela traseira de vidro da capota conversível com a gravação “Sekurit”

Na cor cinza prata metálico, equipado com vários extras que podiam ser encomendados naquele tempo, incluindo rádio Telefunken, sistema lava para-brisa da SWF e ainda bancos reclináveis e interior em couro vermelho  — um extra que praticamente não existia na época.

“Ficaria muito satisfeito em receber quaisquer outras informações, dicas, sugestões ou perguntas sobre o tema do Cabriolé Oval 1953.

Com minhas saudações amigas arrefecidas a ar

Dr. Stephan Huttner – sócio BFV 2056″

Agradecimento, parabéns e boa sorte para este projeto ao Dr. Stephan Huttner. São dele todas as fotos.

NOTA: Nossos leitores são convidados a dar o seu parecer, fazer suas perguntas, sugerir material e, eventualmente, correções, etc. que poderão ser incluídos em eventual revisão deste trabalho. Não há nenhum intuito de infringir direitos ou auferir quaisquer lucros com este trabalho que não seja a função de registro histórico e sua divulgação aos interessados.

Palavras Perdidas: Volkswagen ID.Buzz: nova Kombi elétrica, Fusca T87, Plágio, Ora Ballet Cat, um Fusca elétrico?!?, Para não!?!, Monte seu Fusca

HORMÔNIO DO EXERCÍCIO PROTEGE OS RINS CONTRA DANOS DO DIABETES

Liberada pelo tecido muscular durante a prática de atividade física, a irisina é a mais recente esperança dos cientistas para proteger os rins de pessoas diabéticas dos danos causados pela progressão da doença. A substância, também conhecida como hormônio do exercício, é considerada pelos cientistas como um dos principais mensageiros químicos responsáveis pela longa lista de benefícios proporcionados pela atividade física regular ao organismo humano. Mônica TarantinoAGÊNCIA FAPESP. 19 DE SETEMBRO DE 2022

Um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) não apenas confirmou os benefícios da substância aos rins como descreveu, pela primeira vez, de que maneira ela pode prevenir os estragos renais produzidos pelo diabetes. Silenciosa, a doença atinge entre 20% e 40% dos diabéticos. Ao provocar danos nos vasos sanguíneos, artérias e veias que irrigam os rins, conduz à insuficiência renal crônica.

“Nós constatamos que o exercício aeróbico está associado a um aumento da irisina muscular na circulação sanguínea e também nos rins, conferindo nefroproteção”, explica o médico José Butori Lopes de Faria, do Laboratório de Fisiopatologia Renal e Complicações do Diabetes da Faculdade de Ciências Médicas (FCM-Unicamp) e orientador de Guilherme Pedron Formigari, primeiro autor do estudo. O trabalho, publicado na revista Scientific Reports, teve apoio da FAPESP.

O primeiro passo dos pesquisadores foi induzir o diabetes em ratos com oito semanas de idade e medir indicadores de danos renais, como a presença de albumina na urina. A perda dessa proteína é sinal de que as células renais já começaram a sofrer os efeitos do diabetes. Os animais foram separados em três grupos – controle, diabéticos sedentários e diabéticos exercitados (submetidos a treinamento físico em esteira rolante por oito semanas).

“Vimos que o exercício aeróbico está associado ao aumento da irisina no tecido muscular e na circulação sanguínea, bem como ao aumento da enzima AMPK [proteína quinase ativada por monofosfato de adenosina, que atua como sensor metabólico das células] nos rins, conferindo nefroproteção”, disse Faria.

Na segunda etapa, a equipe injetou medicamentos nos roedores diabéticos e exercitados para bloquear a ação renal da irisina. A deficiência da substância coincidiu com o bloqueio dos efeitos benéficos do exercício, como a redução de albumina na urina e a menor expressão de substâncias que atuam na fibrose dos glomérulos (a unidade do rim que faz a filtragem do sangue e a eliminação dos resíduos do metabolismo). “A falta da irisina aboliu os efeitos protetores do exercício ao rim diabético”, escreveram os pesquisadores.

Mais uma prova foi feita com células tubulares renais humanas cultivadas em laboratório para saber se o tratamento com irisina seria capaz de evitar as alterações da glicose elevada. Durante o processo de filtragem feito pelos rins, os túbulos renais reabsorvem e devolvem ao sangue a água, eletrólitos e nutrientes necessários. No teste, eles foram imersos em um meio que simulava as condições do diabetes e continha o hormônio na sua forma recombinante, fabricada pela indústria.

“A resposta foi positiva. Concluímos que o exercício físico aumenta a irisina no músculo e na circulação e que, nos rins, a presença desse hormônio ativa a enzima AMPK, que bloqueia os mecanismos da fibrose renal”, explica Faria.

Em projeto anterior, também apoiado pela FAPESP, o nefrologista havia demonstrado o papel da enzima AMPK na fibrose renal, que resulta de um estado de inflamação crônica das células e faz com que percam sua função.

Neste novo trabalho, os pesquisadores avaliaram o soro humano (sangue centrifugado, sem os glóbulos vermelhos) de diabéticos exercitados e sedentários. Nas amostras de quem se manteve em atividade, a irisina encontrada protegeu o rim e reduziu a lesão das células tubulares expostas a alta concentração de glicose. “Pela primeira vez, podemos afirmar que, no diabetes, o eixo irisina/AMPK induzido pelo exercício físico protege as células renais dos efeitos da alta glicose”, concluíram os autores.

Identificada por biólogos da Universidade de Harvard (Estados Unidos) há uma década, a irisina tem sido alvo de muitos estudos que visam desvendar seus mecanismos de ação. Pesquisas com roedores já mostraram, por exemplo, que esse hormônio também é importante para a formação da memória e a proteção dos neurônios em roedores com enfermidade semelhante ao Alzheimer, entre outros benefícios (leia mais em: revistapesquisa.fapesp.br/hormonio-do-exercicio-pode-evitar-a-perda-de-memoria/).

O artigo Renal protection induced by physical exercise may be mediated by the irisin/AMPK axis in diabetic nephropathy pode ser lido em: www.nature.com/articles/s41598-022-13054-y#Ack1.

Colabore com mais informações nos enviando através do telefone e whatsapp/telegram (98) 98506-2064 ou pelo e-mail ocuboblog@gmail.com

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Tártaro: o que é, sintomas, causas e como remover

Na mitologia grega, o Tártaro é personificado por um dos deuses primordiais, nascidos a partir do Caos. As relações de Tártaro com Gaia geraram as mais terríveis bestas da mitologia grega, entre elas o poderoso Tifão. InfoEscola

Da mesma forma que Gaia é a personificação da Terra e Urano a personificação do Céu, Tártaro é a personificação do Mundo Inferior. Nele são encantradas as cavernas mais profundas e os cantos mais obscuros do reino de Hades, o mundo dos mortos, para onde todos os inimigos do Olimpo são enviados e onde são castigados por seus crimes.

O tártaro corresponde à calcificação da placa bacteriana que recobre os dentes e parte das gengivas, formando uma placa dura e amarelada aderida ao dente que pode se observar próximo à gengiva, que, se não for tratada, pode levar ao aparecimento de manchas nos dentes e favorecer a formação de cáries, gengivite e mau hálito. Marcela Lemos – Tua Saúde. dezembro de 2021

Para evitar a formação do tártaro, é preciso escovar bem os dentes e usar o fio dental regularmente, e ter uma alimentação saudável, rica em minerais e pobre em açúcar, já que o açúcar favorece a proliferação de microrganismos e, consequentemente, a formação de placas e tártaro.

É importante que o dentista seja consultado para que seja feita uma avaliação e uma limpeza, que consiste na remoção do tártaro, sua remoção em casa muitas vezes não é possível, mesmo que seja feita higienização correta da boca.

O tártaro corresponde à calcificação da placa bacteriana, o que pode ser favorecido pelos maus hábitos de higiene oral, já que pode haver acúmulo de resto de alimentos e aumento da proliferação de bactérias, associado à salivação excessiva. Além disso, a formação do tártaro pode ser influenciado pelo uso de alguns medicamentos ou por fatores que promovam a alteração do fluxo de saliva.

A remoção do tártaro feita pelo dentista durante uma consulta odontológica, é uma limpeza profunda, que inclui uma espécie de raspagem para retirada das placas, deixando os dentes mais saudáveis e livre de toda a sujeira, o dentista também remove a placa bacteriana acumulada para evitar a solidificação e formação de mais tártaro.

Uma opção caseira que ainda é bastante polêmica é o uso de bicarbonato de sódio, já que essa substância consegue penetrar a placa bacteriana e aumentar o pH, ajudando no combate às bactérias ali presentes e ajudando a remover o tártaro. Por outro lado, o uso continuado de bicarbonato de sódio não é recomendado, pois pode acabar por alterar a porosidade do dente e deixá-lo mais sensível.

A melhor forma de evitar a formação de tártaro nos dentes é manter uma boa higiene bucal, escovando os dentes sempre após as refeições e fazendo uso de fio dental, pois ajuda a evitar o acúmulo de resíduos de comida que não foram removidos por meio da escovação.

Selma Pardini

Linkedin: Selma Pardini – Dentista

Palavras Perdidas: Como tirar tártaro dos dentes (com opções caseiras), O que a saúde bucal tem a ver com a sua qualidade de vida, 10 sinais de que seu corpo está com falta de vitamina D + Bônus, Joaquim

Orange pepper. Ou tempero com casquinhas de laranja e pimenta

Das casquinhas da laranja da terra colhidas por Neide Rigo para fazer doce (veja aqui), ela fez um tempero à moda do lemon pepper, só que com zest (a película colorida) da laranja, que tirei com aquela maquininha à manivela, seu mais novo brinquedo.

Ingerdientes:

  • casquinhas secas de 5 laranjas da terra mas pode ser de outra sem veneno;
  • 1/3 de xícara de sal, 1/4 de xícara de grãos de pimenta do reino;
  • 3 colheres (chá) de cúrcuma;
  • 2 colheres (chá) de grãos de coentro;
  • 2 colheres (chá) de pimenta vermelha em flocos.

Basta triturar tudo (moedor elétrico ou manual)  e guardar em vidro pra temperar o que quiser: filé de frango, de peixe, cenouras, abóboras e outros legumes a serem assados com azeite, vinho branco, etc. Come-se24 de agosto de 2022

Palavras Perdidas: TEMPEROS EM GARRAFAS PETS, Hortas e temperos, Cúrcuma, o açafrão da terra, El bredo, Curcuma, Tayuya, BOLO DE LARANJA VEGANO COM LEITE DE ARROZ INTEGRAL, Remedios Saludables

Going in Circles…

The night after participating in a virtual political convention to choose candidates to endorse for state races, I awoke from a dream. The details remain a bit foggy, but I remember being in a car that I couldn’t steer. It was racing in never-ending circles, seemingly controlled by remote external forces. There was no clear purpose or destination in sight. Just unending circular movement in a dark, barren, asphalt-covered landscape. Voices from the Margins – 28/04/2022

It reminded me of the convention and my recent, though distant, involvement in the political process. The convention itself felt unwelcoming, focused on rules and the need to appear inclusive by making meaningful dialogue impossible. In fairness, though, I doubt there’s a way to effectively hold a Zoom meeting with 300-plus people, some of whom were seasoned political operatives with clear agendas, and many of whom were strangers and newcomers. All had different perspectives without any opportunities to connect. We were all just tiny faces and names on a screen. Those who jumped through the hoops to speak rarely seemed to care about focusing on things that would matter to the group or the state overall.

I couldn’t stay until the end, but there was one hopeful candidate with clear visions about what needed to be done – protecting clean water, building jobs through sustainable alternative energy initiatives, and supporting workers’ rights. She spoke with passion about hopeful possibilities and highlighted a successful track record for building necessary relationships to overcome political divides. Fortunately, two-thirds of the conference delegates voted to endorse her as the party candidate for state senate, the necessary threshold for approval of her candidacy.

I understand why many people are unhappy with politics and politicians. Why shouldn’t they be? I just wish more people knew at least a little more about US and global history before voting! And a little bit more about the dire situations the world is facing on every level right now from sources other than mainstream or social media. Maybe then people would be able to stand with others who stand for something positive, hopeful, and worthwhile. Until then, I fear we’ll continue going in circles as the world falls apart around us, unable to collectively act on issues that will affect generations yet to come.

car

I have noticed that community meetings are not really designed as listening sessions or opportunities to create a collective sense of dignity and belonging. Yet the choices are clear. One is the world we have now, where people are programmed to continue in a perpetual winner-take-all tug-of-war to impose their ideologies on others in two party systems that pit the 99 percent against each other for petty reasons. The other is one where the 99 percent work together to build a world where life, love, and laughter matter more than power, money, and things. Maybe then we could finally set a course forward toward a kinder, more peaceful world and steer our collective journey in the same direction…

Palavras Perdidas: TODOS PRECISAMOS DA UTOPIA, Andando de bike por ai!!!, Tempestade / Love Vigilantes, Politicamente Coenrto, TEORIA DO CAPITAL HUMANO – RESUMO, Brasil 2022