Vídeo simula ação de robô-soldado

Em função disso, a ‘Corridor Digital’, estúdio de produção de Los Angeles especializado em efeitos visuais, fez uma montagem impressionante simulando a ação de um robô-soldado, desenvolvido com inteligência artificial do Pentágono, em um cenário de batalha fictício com soldados humanos. Apesar de se tratar de uma brincadeira cheia de efeitos especiais, nos dá a entender que, em breve, a intervenção humana em conflitos de guerra se tornará completamente desnecessária. Matheus Luque

Só no ano de 2019, diversos projetos envolvendo diferentes robôs entraram em ação, como o robô pizzaiolo, o robô cozinheiro e o robô carregador.

Runzer-se: Robôs do Face criam língua própria – mas calma, não é a revolução das máquinas, Como Fazer um Robô, A evolução dos robôs., Robô em busca de liberdade, Nikola Tesla

10 anos, Gratidão!!!

Diga o artigo que gostou e mais e vou escolher a resposta mais interessante para presentear, divirta-se.

Gratidão, tenho uma enorme preocupação em cuidar para que todos dia você possa ter algo interessante para pensar.

Esse espaço pertencem a ti, deixe seu comentário de como podemos melhorar.

Namastê: Dinas Miguel, Eles eram muitos cavalos, Pavê de Chocolate com Calda de Frutas Vermelhas, UM DIA VESTIDOS DE MENINA, A INVEJA É UMA MERDA, Timo

Icons Unmasked

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A coleção de ilustrações Icons Unmasked do ilustrador Alex Solis é uma série de desenhos onde ele mistura ícones pop brincando que na verdade uns são os “alter egos” de outros. Que alguns personagens são outros desmascarados.

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Unmaskedze-se: Inacreditáveis ilusões de ótica com tinta e maquiagemIlustrador desmascara os personagens de filmes, games e animaçõesKay Pike and Lianne MoseleyMotoqueiro Fantasma Cósmico ganha capa variantes em diversos títulos da Marvel ComicsMarvel

Ensinamentos Secretos e vida de Manly P. Hall

“Verum sine mendacio, certum et verissimum: Quod est inferius est sicut quod est superius, et quod est superius est sicut quod est inferius”  (É verdade, sem mentira, certo e muito verdadeiro: O que está embaixo é como o que está em cima e o que está em cima é como o que está embaixo). Mitch HorowitzThoth

The late nineteenth and early twentieth centuries saw an explosion of spiritual teachers and impresarios dealing in “secret wisdom.” Their ranks included hacks and frauds – as well as more than a few genuine scholars of esoteric traditions. Most have vanished from memory, their writings a historical footnote. Media Monarchy

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Enquanto trabalhava como funcionário de uma empresa bancária de Wall Street – o “evento excepcional” envolvendo “testemunhar um homem deprimido sobre as perdas de investimento que lhe custaram a vida” – Hall, então com 28 anos, publicou uma das mais completas e complexas obra de todos os tempos para catalogar a sabedoria esotérica da antiguidade, The Secret Teachings of All Ages (Os Ensinamentos Secretos de Todas as Eras), esta obra de Hall é quase impossível de se classificar. Escrito e compilado em uma escala alexandrina, suas centenas de registros brilham uma rara luz sobre alguns dos aspectos mais fascinantes e pouco compreendidos dos mitos, das religiões, do misticismo, ocultismo e da filosofia. (A obra completa esta acessível AQUI)

A sua publicação inicial de 1928 surpreende pelos assuntos tratados: matemática pitagórica; alquimia; doutrina (ocultismo) hermética; o funcionamento da Kabalah; a geometria sagrada do antigo Egito; os mitos dos nativos peles vermelhas norte americanos; o uso de criptogramas; uma análise do Tarô; os símbolos dos Rosacruzes; o esoterismo dos dramas shakespearianos – estes são apenas alguns dos tópicos abordados por Manly P. Hall.

Em 1922, com apenas 21 anos, Hall escreveu uma gema luminescente sobre as escolas misteriosas da Antiguidade, “Initiates of the Flame” (Iniciados da Chama), onde expõe apaixonadamente e em detalhes os ritos egípcios, os mitos Arthurianos e os segredos da alquimia, entre outros assuntos.. Embora breve, se vê nele o esboço do que se tornaria The Secret Teachings of All Ages.

Depois de publicar seu magnum opus, Hall abriu um campus em 1934 no bairro Griffith Park de Los Angeles chamado The Philosophical Research Society (PRS), onde passou o resto de sua vida ensinando, escrevendo e acumulando uma notável biblioteca sobre esoterismo, nessa propriedade autônoma projetada em um pastiche de estilos maia, egípcio e art deco. Respeitado por aqueles nos círculos de filosofia, teosofia e psicologia, incluindo Carl Jung , que, ao escrever Psicologia e Alquimia, havia emprestado material de Coleção particular de Hall. The Manly P. Hall Archive

Para Hall, o próprio ato de escrever The Secret Teachings of All Ages foi uma tentativa de formular uma resposta ética à época em que ele viveu. Enquanto o livro às vezes é especulativo e algumas de suas fontes são limitadas pelas restrições de sua época, é o único códice para idéias esotéricas que trata seu assunto com total seriedade. Trabalhos contemporâneos, como The Golden Bough , consideravam as tradições religiosas indígenas como superstição – peças de museu interessantes dignas de estudo antropológico, mas sem relevância direta para nossas vidas atuais. 

Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Por seus frutos os conhecereis. Porventura colhem-se uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo” – Mateus 7:15-19

“Quem anda com os sábios será sábio; mas o companheiro dos tolos sofre MUITA aflição” – Provérbios 13, 20

Não vos enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes” – 1 Coríntios 15, 33

In 1973 (47 years after writing The Secret Teachings of All Ages), Hall was recognized as a 33º Mason (the highest honor conferred by the Supreme Council of the Scottish Rite), at a ceremony held at PRS on December 8th, despite never being initiated into the physical craft.

From this site you can download and read issues from a complete PDF archive of Mr. Hall’s Journals (published 1923-1990). The site also offers his lively Contributors’ Bulletins, a list of his book titles including their topics, and all article titles in his Journal runs: The All-Seeing Eye (1923-1931), Horizon (1941-1958), and PRS Journal (1958-1990). Also presented are all of his monthly Letters to Students, dated May 1934-July 1941.

From this site you can download and read issues from a complete PDF archive of Mr. Hall’s Journals (published 1923-1990). The site also offers his lively Contributors’ Bulletins, a list of his book titles including their topics, and all article titles in his Journal runs: The All-Seeing Eye (1923-1931), Horizon (1941-1958), and PRS Journal (1958-1990). Also presented are all of his monthly Letters to Students, dated May 1934-July 1941. Alan HarrisManly P. Hall: Resources and Inspirations

Manly P. Hall Quotes

Manlyze-se: Carl Jung, para você!, AS BABUCHAS DE ABU KASEM, O intelectualismo “kitsch”, Nise – O Coração da Loucura, I, pet goat II, Eu sou o meu Deus., The Rarámuri or Tarahumara, Henry Thoreau, Michael Aboya, SIGNOS, ORIXÁS E PLANETAS, Santa manopla, Thanos

Tornar-se adulto…

DOCE E AGRIDOCE:   CLICHÉ  Perdigota é uma perdiz nova que se utili...

Papai Noel foi contratado para distribuir brinquedos na festa de Natal dos trabalhadores. Ao ver o ministro do Trabalho, expôs-lhe a situação:

— Ministro, nossa profissão ainda não foi regulamentada. Faça alguma coisa por nós.

 — Como, se você e seus colegas só trabalham alguns dias por ano?

— Perdão, mas ainda que fosse um dia apenas, é trabalho regular, e em condições desfavoráveis. Ser Papai Noel na Europa é fácil, aqui o senhor não faz ideia. Além disso, passamos o ano inteiro à espera do Natal, com capacidade ociosa.

O ministro prometeu estudar o caso, mas acabou indeferindo a petição, com fundamento em parecer da assessoria, segundo o qual Papai Noel não existe. Carlos Drummond de Andrade, in Contos plausíveisElilson BatistaRapadura Cult

Eggtimer the Temple is Man Shostik MeMe
por isso nunca vou deixar de ser criança, ok? abraços prus adultos!

“Quando um idiota faz alguma coisa de que se envergonha, diz que está apenas cumprindo seu dever.” George Bernard Shaw, in: Elilson BatistaRapadura Cult

Linda Boa tarde. Se puder está aqui a tarde!

“Tem um não em todo sim.”Guimarães Rosa, in Buriti

Adulteze-se: We did just fine, Miguelitos façam alguma coisa!, Milton Friedman, O Exterminador do Futuro: Gênesis, Os cegos do castelo, El Chavo del Ocho, Charles M. Schulz desenhando Charlie Brown, Ilustrador desmascara os personagens de filmes, games e animações, A ÚLTIMA SACANAGEM DO CRIADOR CONTRA NÓS, Jeunesse, Verdade Ou Mentira?

CAMAZOTZ, O BATMAN DO MUNDO MAIA

2.500 anos antes da DC Comics sequer existir, as pessoas já cultuavam um homem vestindo uma cabeça de morcego, que vivia da noite, com orelhas pontudas e uma capa que formava asas, esse era um deus ligado à morte e aos sacrifícios. Trata-se de Camazotz, o deus-morcego dos maias. ANDRÉ NOGUEIRA

Seu nome significa morcego da morte, pois seus atributos remetem a características do mundo das sombras, da noite e da escuridão, não há indícios de que os criadores do Batman teriam se inspirado na mitologia mexicana para criarem o álter ego de Bruce Wayne.

Em 2014, comemorou-se o 75º aniversário do herói da DC, o Batman. Um designer mexicano, Christian Pacheco, inspirado na confluência entre o mito maia e a figura do herói morcego, criou uma nova roupa ao herói que chamou a atenção nas redes sociais.

Reprodução gráfica estilística de Camazotz

Camazotz era associado a um deus assassino. Nas poucas descrições conhecidas (representações em pedra, alguns códices maias e o livro Popol Vuh) ele é associado a uma criatura da noite, o mestre dos mistérios que ataca aqueles que invadem o submundo.

Seu culto remete a 200 a.C., provavelmente entre os zapotecas de Oaxaca, cuja cultura material já apresenta um deus híbrido entre homem e morcego e onde o animal já é associado à noite e ao ato sacrificial. Depois, a figura será apropriada pelo panteão quiche, comunidade maia guatemalteca, que aproximou Camazotz ao deus Zotzilaha Chamalcan, associado ao fogo.

Os templos para sua adoração, em formato de ferradura e apontados ao Oriente, possuíam altares feitos de ouro em que se cultuava o deus e seu poder de poder curar qualquer doença e cortar facilmente o fio da vida que nos conecta com nossas almas.

Uma das principais obras conhecidas dos maias, o Popol Vuh (uma narrativa mítica dos ciclos do tempo, permeada de mitologias, conselhos éticos e descrições da comunidade) descreve Camazotz e sua ligação com o mundo sóbrio das profundezas (o Xibalbá).

Nele, Camazotz é um nome associado aos monstros em forma de morcegos encontrados pelos gêmeos Hunahpú e Ixbalanque em sua travessia e julgamento no submundo, os gêmeos são atacados por morcegos monstruosos acompanhados pela figura de um homem-morcego chamado Camazotz.

MEAVE Batman 75 00

A Warner Entertainment convidou 33 artistas mexicanos para comemorar os 75 anos do Batman com uma intervenção artística no busto da armadura usada no filme Dark Knight Rises. Essas obras de arte seriam exibidas no MUMEDI, o museu mexicano de design e depois seriam leiloadas. Felipe TofaniPristina.org

A peça abaixo é a criada por Gabriel Martínez Meave e foi produzida usando um estilo pessoal da caligrafia gótica. Os textos que aparecem sobre a armadura são em latim e inglês e são frases de vários filmes do Batman.

Ready Player One

No caso de Jogador Nº 1, o nerd padrão é Wade Watts (Tye Sheridan) que com seu avatar Parzival descobre a primeira chave para um super easter egg deixado pelo trilionário James Halliday (Mark Rylance) em sua grande criação: o OASIS. Esse sistema é um universo de realidade virtual que já não é apenas um jogo no ano de 2044, pois é onde a maioria da população passa a maior parte do tempo e realiza o grosso das atividades econômicas do mundo. MARCOS VIEIRAInfinitividades

O espectador está vendo não apenas uma cena de ação intensa e alucinante, mas sim uma cena que, além dessas características, conta com a presença de itens icônicos de filmes e desenhos que a maioria das pessoas cresceu assistindo. Mais que isso, esse itens são usados de forma fiel ao material fonte. Em outras palavras, mais do que uma série de referências soltas, é como se estivéssemos assistindo a um grande mashup da cultura pop dos últimos 50 ou 60 anos.

“Algumas pessoas podem ler Guerra e Paz e sair achando que se trata apenas de uma simples aventura. Outras podem ler os ingredientes em uma embalagem de chiclete e desvendar os segredos do Universo.” James Donovan Halliday

Em suma, Jogador Nº 1 foi feito sob medida para explodir a cabeça dos nerds de plantão. Steven Spielberg mostra que ainda tem seu “toque mágico” ao transformar um roteiro medíocre em uma experiência cinematográfica altamente satisfatória. O diretor usa com maestria centenas de referências à cultura pop para montar um greatest hits tanto de sua cinematografia quanto da infância e juventude das muitas pessoas que cresceram nas salas de cinema ou na frente da TV.

Readze-se: Top 50 Cover Songs from Movies, Contagion, O Último Cine Drive-in, PK, A pele que habito, 12 Monkeys, Idiocracy, The Martian, Repo man, Philip K. Dick, 30 Matrix indígenas

Adorable Circle Of Life

Savage. Menacing. Ruthless. Predators get a pretty bad rap. Sure, they prey on helpless animals that never stand a chance. But behind those jagged teeth, powerful jaws and razor-sharp claws, every predator has a softer side. Maybe even an adorable one.

Everyone has compassion for the cute bunny or lamb. But what about their predators who are working hard for their meal? Capturing their prey is life or death for them. Just think about the last time you had to hunt for food while hangry. You can understand, right?

It’s time to give the predators a break. Because in the end, both predators and their prey play a role. Let’s celebrate all animals who complete the Adorable Circle of Life.

Animais em 3D do Google

A nova funcionalidade foi anunciada pela empresa na sua conferência Google I/O de 2019, mas ganhou a atenção das pessoas justamente no início do isolamento social no Brasil, no final de março. Desde então, a popularidade dos animais em 3D diminuiu, mas voltou agora em julho, com quatro meses de quarentena. terra

A ferramenta de Realidade Aumentada (AR) chamou a atenção de usuários do Twitter, no sábado 28/03/2020, que desconheciam a novidade apresentada pela Google em 2019 durante a conferência anual Google I/O. O recurso permite, a partir da pesquisa por animais como cachorro, leão e tigre no buscador, visualizar modelos em 3D das figuras enquanto elas rugem, nadam, voam e emitem seus sons típicos, com uma pesquisa simples, é possível ver animais, planetas e até mesmo o esqueleto humano em 3D.. Clara Fabro – TechTudo

A tecnologia do Google permite, ainda, transportar os animais em 3D para a sala de sua casa com a opção “veja no seu espaço”, se o seu celular tiver suporte à tecnologia de Realidade Aumentada do Google. Confira a seguir a lista de animais disponíveis em 3D, mas, até o momento, apenas alguns deles que podem ser observados em realidade aumentada são: aligátor americano, urso, gato, cachorro, guepardo, lobo, pato, águia, pinguim, panda, cabra, ouriço-terrestre, cavalo, pônei, leão, tigre, arara, polvo, tubarão, guaxinim, cobra e tartaruga. Segundo o site de tecnologia 9To5Google, não existe, por enquanto, nenhuma lista oficial do Google com os animais que podem ser vistos em 3D.

Todos os smartphones com Android 7 ou superior e iPhones com iOS 11 ou superior possuem suporte para a ferramenta de observação em 3D da busca do Google. O problema é que nem todos podem utilizar do recurso “Ver no seu espaço”, já que uma outra tecnologia é necessária para isso, a ARCore, que é a plataforma para a Realidade Aumentada do Google, também é necessário que o celular tenha CPU com capacidade o suficiente para rodar todas as variações de imagem em tempo real.

A compreensão ambiental é o que permite ao ARCore identificar superfícies planas. A tecnologia consegue fazer isso procurando aglomerados de pontos-chave (os feature points) que parecem estar em um horizonte comum, como o chão ou uma mesa. O sistema detecta o tamanho e a localização de superfícies, disponibilizando os dados para o aplicativo, que pode então inserir objetos virtuais nos planos. Raquel Freire

Como ver animais em 3D pelo Google no celular

  • Abra o aplicativo de buscas do Google para celular
  • Pesquise o nome do animal que você quer visualizar (por exemplo, tigre)
  • Role os resultados de pesquisa para baixo até encontrar o modelo em 3D do animal
  • Toque em “Veja em 3D”
  • Quando o animal em 3D aparecer, toque em “Veja no seu espaço”
  • O aplicativo vai pedir para você apontar a câmera para o chão. Isso serve para a ferramenta de realidade aumentada se ambientar. Em alguns segundos, o animal deve aparecer na sua tela como se estivesse parado à sua frente
  • Você pode tirar fotos ou filmar o animal, inclusive com uma pessoa junto como se estivesse com ele

3dze-se: Photoshop CC 2018 e Maquete Eletrônica 3Ds Max 2018 e Vray: Free, Como desenhar um Buraco em 3D (Drawing 3D Hole), WORKSHOP DE ESCULTURA PARA INICIANTES, 2 mil livros sobre permacultura e bioconstrução, LITERATURA INDÍGENA: POR ONDE COMEÇAR?, Memória Quântica made in Rusnet, Painéis solares em Curitiba recebe destaque internacional, Córnea feita de células-tronco “reprogramadas”

Thomas Malthus ou Thanos

A Teoria Malthusiana, ou Malthusianismo, foi elaborada por Thomas Robert Malthus no ano de 1798 e defendia que a população cresceria em ritmo acelerado, superando a oferta de alimentos, o que resultaria em problemas como a fome e a miséria. Malthus, pastor da Igreja Anglicana e professor de História Moderna, escreveu uma das mais importantes obras sobre o crescimento demográfico: Ensaio sobre o Princípio da População. Rafaela Sousa – Mundo Educação

Revolução Industrial, no século XVIII, trouxe grandes mudanças ao cenário mundial, como o acelerado crescimento populacional, visto que a industrialização transformou as relações entre o homem e o meio,  aumento no ritmo da produção, modernização do campo e das práticas agropecuárias e transformou as relações de trabalho, fazendo com que as pessoas deixassem o meio rural e seguissem para o meio urbano à procura de oferta de emprego, iniciando o processo de urbanização. As tecnologias aplicadas à medicina também influenciaram o crescimento populacional o que possibilitou maior acesso a vacinas e medicamentos, aumentando a expectativa de vida e diminuindo as taxas de mortalidade infantil.

A Grã-Bretanha, precursora da Revolução Industrial, tinha um contingente populacional com pouco mais de 5 milhões de habitantes por volta de 1750. Meio século depois, a população já passava dos 20 milhões, fenômeno observado em todo o mundo. desde então, teorias demográficas passaram a ser elaboradas na tentativa de se fazer um estudo sobre a dinâmica do crescimento da população.

Por que Malthus ainda está errado

Thomas Malthus (1766-1834), nascido no Reino Unido, o  filósofo e cientista iluminista via as modificações ocasionadas pela revolução Industrial dentro da Inglaterra, sua maior obra é “Um Ensaio sobre o Princípio da População” o colocou como o pai dos estudos da população, a demografia. O cientista via que a maior parte da população campesina passou a trabalhar em indústrias e se movimentar para os centros urbanos, assim começava a se formar o capitalismo industrial. Guariento Portal

Na obra Ensaio sobre o Princípio da População, Malthus é evidente seu pessimismo quanto ao desenvolvimento humano, que acreditava que a pobreza fazia parte do destino da humanidade, baseado na premissa de que a população possuía potencial de crescimento ilimitado, ao contrário da produção de alimentos, o resultado seria uma população mundial faminta, vivendo em situação de miséria, o que causaria uma desestruturação na vida social, portanto, o aumento da população seria a causa, e a miséria, a consequência.

A fome e a miséria são realidades no mundo todo*
Malthus, pautado na sua formação religiosa, acreditava na necessidade de um controle de natalidade, que chamou de “controle moral”, concepido por meio da abstinência sexual ou adiamento de casamentos, vale ressaltar que esse controle foi sugerido apenas para a população mais pobre, era necessário forçar a população mais carente a diminuir o número de filhos.

A queda da taxa de mortalidade e o aumento da taxa de natalidade, onde passou-se a morrer menos pessoas e a nascer cada vez mais, criaria um perfeito paradoxo, uma vez que os recursos da Terra são obviamente escassos. Matematicamente, Malthus concluiu que a população crescia em progressão geométrica, enquanto a produção de alimentos vinha em progressão aritmética, ele via o controle populacional como a melhor saída para que a curva de crescimento da população diminuísse.

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A análise do crescimento populacional gerada em um espaço geográfico limitado, com uma população predominantemente rural no qual atribuiu a todo o mundo a mesma dinâmica, não previu que a Revolução Industrial seria capaz de mudar todo o cenário mundial, inserindo no meio rural novas técnicas, as quais impulsionariam a produção agrícola e consequentemente aumentariam a oferta de alimentos. A população não cresceu em ritmo de progressão geométrica, portanto, não dobrou a cada 25 anos. A modernização tecnológica conseguiu ampliar o desenvolvimento do cultivo das terras, fazendo com que a produção de alimentos fosse suficiente, chegando então a uma progressão geométrica, assim, a fome e a miséria não poderiam ser atribuídas à incapacidade produtiva de alimentos, como Malthus acreditava, mas sim a sua má distribuição.

O tratado de 1798, Um ensaio sobre o princípio da população , do economista político inglês Malthus, segundo Michael Shermer por seu lado positivo do livro, inspirou Charles Darwin e Alfred Russel Wallace a trabalhar a mecânica da seleção natural com base na observação de Malthus de que as populações tendem a aumentar geometricamente, enquanto as reservas de alimentos crescem aritmeticamente, levando à competição por recursos escassos e ao sucesso reprodutivo diferencial, o motor da evolução.

No lado negativo da contabilidade estão as políticas derivadas da crença na inevitabilidade de um colapso malthusiano, o seu cenário influenciou os formuladores de políticas a adotarem o darwinismo social e a eugenia, resultando em medidas draconianas para restringir o tamanho da família de determinadas populações, incluindo esterilizações forçadas. Scientific American 314, 5, 72 (maio de 2016)

Outras teorias demográficas surgiram, reavivando, reformulando ou refutando a teoria malthusiana, entre as  principais temos a Teoria Reformista e a Teoria Neomalthusiana.

Teoria Neomalthusiana foi desenvolvida no início do século 20, demonstrava receio em relação ao crescimento acelerado da população nos países desenvolvidos, visto que, para eles, esse crescimento causaria impacto direto na renda per capita do país e diferentemente da Teoria Malthusiana, a Teoria Neomalthusiana era a favor do uso de anticoncepcionais, com ideias alarmistas, afirmando que, se o crescimento populacional não fosse contido, os recursos naturais na Terra seriam esgotados.

A Teoria Reformista apoiada pelos reformistas, os principais críticos à Teoria Neomalthusiana, seguia caminho oposto às ideias de Malthus, na qual o aumento das taxas de natalidade era resultado do subdesenvolvimento, e não a causa. De acordo com essa teoria, a pobreza existia porque havia deficit na educação, saúde e saneamento básico. Se o acesso às políticas públicas para a educação e atendimento médico fossem eficazes, o controle do crescimento populacional seria possível.

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As ideias da Teoria Malthusiana não contavam com a Revolução Verde que simplesmente fez crescer ainda mais a produção de alimentos, eliminando a possibilidade de crescimento por progressão aritmética. Thanos, com o poder das Joias do Infinito poderia simplesmente dobrar os recursos do Universo para que jamais houvesse fome, ao invés de matar metade de toda a vida. Uma nova variável, a pobreza, ao invés de alimentos, levaria a uma dificuldade maior do desenvolvimento de uma nação devido ao aumento populacional , em outras palavras, quanto mais a população crescesse, mas a pobreza e a criminalidade se inflaria na humanidade.

Em seu livro A evolução de tudo (Harper, 2015), o biólogo evolucionista e jornalista Matt Ridley resume a política de forma sucinta: “Melhor ser cruel para ser gentil.” A crença de que “os que estavam no poder sabiam melhor o que era bom para os vulneráveis ​​e fracos” levou diretamente a ações legais baseadas em questionável ciência malthusiana. Por exemplo, a Lei dos Pobres Ingleses, implementada pela rainha Elizabeth I em 1601 para fornecer comida aos pobres, foi severamente restringida pela Lei de Emenda à Lei dos Pobres de 1834, baseada no raciocínio malthusiano de que ajudar os pobres apenas os encoraja a ter mais filhos e, assim, exacerba. pobreza. O governo britânico teve uma atitude malthusiana semelhante durante a fome irlandesa da batata na década de 1840, observa Ridley, argumentando que a fome, nas palavras do secretário assistente do Tesouro Charles Trevelyan, era um “mecanismo eficaz para reduzir a população excedente.

Pensamos na eugenia e na esterilização forçada como um programa nazista de direita implementado na década de 1930 na Alemanha. No entanto, como o economista da Universidade de Princeton, Thomas Leonard, documenta em seu livro Illiberal Reformers (Princeton University Press, 2016) e o ex  editor do New York Times Adam Cohen nos lembra em seu livro Imbeciles (Penguin, 2016), a febre da eugenia varreu a América no início do século XX, culminando no caso da Suprema Corte de 1927, Buck v. Bell , no qual os juízes legalizaram a esterilização de cidadãos “indesejáveis”. O tribunal incluiu progressistas proeminentes Louis Brandeis e Oliver Wendell Holmes Jr., o último dos quais decidiu: “Três gerações de imbecis são suficientes”. O resultado: esterilização de cerca de 70.000 americanos.

Thanos detinha um senso de igualdade entre as criaturas que desejava destruir, enquanto as Teorias Malthusiana e Neomalthusiana, por óbvio, eram destinadas aos mais pobres e vulneráveis. Afinal, cientificamente são os que mais são afetados por políticas de controle de natalidade. Já Thanos não decidia por si mesmo quem viveria e quem morreria. Isso ficaria a cargo do Destino. Seu modus operandi era simplesmente dividir a população do planeta dominado ao meio, e assim metade deles era dizimado, enquanto a outra viveria para contar a história.

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Thanos mostra, através do poder da Joia da Realidade, as consequências do descontrole populacional em Titã, sua Terra Natal. cena de Vingadores: Guerra Infinita (2018)

A solução para a superpopulação não é forçar as pessoas a terem menos filhos, e sim por meio de governança democrática, livre comércio, acesso ao controle de natalidade e educação e empoderamento econômico das mulheres, para tirar as nações mais pobres da pobreza. Políticas de controle de natalidade não seriam viáveis, e vendo o fim de seu planeta, o tempo não estava a favor. Por isso, Thanos sai em busca das Joias do Infinito para que, apenas em um estalar de dedos consiga trazer um equilíbrio para o Universo, o equilíbrio entre a escassez e a sobrevivência da vida.

Os países mais ricos com maior segurança alimentar têm as menores taxas de fertilidade, enquanto os países com maior insegurança alimentar têm as maiores taxas de fertilidade. A China, lar de um sétimo da população atual até o fim do século passado detinha a Política do Filho Único, uma clássica forma de colocar as ideias de controle populacional em prática. A eugenia perpetrada pelo nazismo durante os eventos da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) também bebe da fonte de Malthus. No fim das contas, o Titã Louco do mundo cinematográfico da Marvel é bem mais humano do que poderia se imaginar.

Thanoze-se: Música Popular Caiçara feat. Greg NewsTeoria do Caos e Sistemas de InformaçãoA Teoria do Estado RelacionalA Teoria de TudoXibom BombomO intelectualismo “kitsch”Tabaco e álcool sim, Maconha não. Por que?!?The Family: Democracia Ameaçadaracunho, Saúde financeira: 5 dicas para equilibrar as finançasSanta manopla, ThanosMultiverso MARVELGREG NEWS – MST e Mineração

Cartilha feita em parceria com o E-farsas ensina como reconhecer uma notícia falsa!

Cartilha feita em parceria com o E-farsas ensina como reconhecer uma notícia falsa!

O físico e ilustrador Newton Gonzales, em parceria com o E-farsas, elaborou uma cartilha ilustrada explicando de forma simples como reconhecer uma fake news!

O resultado de um estudo feito em parceria com o E-farsas, com dados do Nexo Jornal, da agência de Notícias Reuters Brasil e da Afp Checamos de alguns passos que devemos seguir para descobrir se uma notícia compartilhada na web é verdadeira ou falsa.

A cartilha ilustrada pode ser baixada no blog Nebulosa Bar e distribuída à vontade (pra você compartilhar discretamente no grupo da família no WhatsApp) e foi feita com base nos 18 anos de experiência que o E-farsas tem no assunto!

Entre em contato com o E-farsas

(11) 96075-5663 – t.me/efarsas

E-farzes-se: Veneno ecológico para matar ratos., VENENO ECOLÓGICO PARA MATAR RATOS.Santa manopla, ThanosFAKE X DISCERNIMENTO e CARTA 7 de PlatãoAMAZÔNIA E AS FAKE NEWS, OS INIMIGOS DE BOLSONARO, PT E PSDB, PRIVATIZAÇÃO E O CROCODILO DO FIDELPapai Noel dos Correios. + Fake NewsFake News JournalMatrix 4: ???Arango, cura câncer?!?

Akai Koudan Zillion Dublado

Nome Original: Zillion (Tradução)

Tipo: Anime

Author: Akira Watanabe

Tempo de duração: 21Min.

A história se passa no planeta Maris no ano de 2387. Nessa época, os Nozas começou a genocidamente matar todos os seres humanos, a fim de pôr ovos e se reproduzir no planeta. Três armas misteriosas apelidado de “Zillion Weapon System” aparecem e três adolescentes (JJ, Champ e Apple) são escolhidos para utilizá-las como os cavaleiros brancos, a fim de lutar contra os Nozas. Animes Online BZ

Zillion-se: Akai Kōdan Zillion, Pin-up, Desenho de criança, Koenigsegg and Pinchcliffe Grand Prix, Piratas do Tietê vão invandir os cinemas, Dinâmicos, 13 Reasons Why: trilha sonora da série, Rick and Morty

Resuscitation

Como você poderá ver ao baixar o Resuscitation, o app te apresenta um caso de um paciente doente que chega ou no pronto socorro ou em uma ambulância. Você é o médico que atende o paciente, e deve coletar a anamnese, realizar o exame físico, solicitar exames, aplicar as medicações necessárias, pensar nos diagnósticos diferenciais, identificar o diagnóstico correto e encaminhar o paciente para o local correto de tratamento imediato. Fernando CarbonieriAcademia Médica

De forma interativa, você monitoriza o paciente, inicia a ressuscitação volêmica, administra a ventilação necessária ao caso, drena o tórax, obtém exames radiológicos ( com as imagens para avaliar) e eletrocardiograma, glicemia capilar, e muitas outras ações necessárias ao correto follow-up do paciente.

O jogo é um simulador extremamente técnico,Resuscitation!”, disponível para iOS, que outros profissionais da saúde seriam incapazes (ou praticamente incapazes) de atingir o objetivo, pois mesmo para médicos experientes pode ser bastante difícil acertar 100% do caso em questão.

Os tópicos incluem medicina de emergência, emergência pré-hospitalar, neurologia, trauma, psiquiatria, ginecologia clínica, obstetrícia, pediatria, geriatria e tantos outros casos.

Resuscitation!

Você ganha ponto a cada atitude crítica acertada e atitudes “bônus” que ajudariam o seu paciente ou na definição do diagnóstico correto; não marca pontos para as atitudes neutras; perde pontos para atitudes desnecessárias e perde uma quantidade maior de pontos para atitudes que fariam mal ao paciente. Com base na pontuação você ganha uma medalha como Estudante, Residente, Especialista em treinamento, Preceptor ou Médico Atendente, também o aplicativo sempre traz a discussão do caso, pontuando os erros mais comuns e as dicas para não errar no follow-up e diagnóstico para aquele tipo de caso.

Resuscitation gives you a case presentation of a patient who is ill, and you play the role of the health care provider. You are in control and can take a history, perform a physical exam, develop a differential diagnosis and administer therapy to treat the patient’s underlying problem. You can place the patient on a monitor, start IV’s, perform procedures, administer medications, obtain radiology studies, EKGs, and a LOT more. App Store

Resuscitation! é um simulador virtual de pacientes criado pela empresa EM Gladiators, projetado por um médico de emergência e usa uma abordagem baseada em sistemas através de casos de pacientes virtuais. Hi Doctor Blog

O aplicativo é gratuito e vem com cinco casos livres para conquistar. Existem outros casos disponíveis para comprar para expandir a longevidade do jogo, que podem ser adquiridos por alguns dólares extras. Atualmente, Resuscitation! pode ser encontrado na Apple App Store para dispositivos iOS e Google Play Store para dispositivos Android.

Jogos Médicos - Resuscitation

Medical Joyworks, desenvolveu outras aplicações, como Clinical Sense e Prognosis: Your diagnosis, semelhantes a Resuscitation! na medida em que são dois programas de cenários clínicos simulados. Todo o conteúdo desses jogos é apoiado por periódicos recentes revisados por pares. Há também uma lista de referências disponíveis no final de cada caso. A interface destes últimos jogos citados não é tão atraente ou roda tão suave quanto a de Resuscitation!, mas são facilmente gerenciáveis. Enquanto que a maioria dos casos em Resuscitation! tendem a ter uma predileção por atendimento de emergência, existem várias especialidades além de emergência que são selecionáveis ​​com esses outros aplicativos. Há também significativamente mais cenários para escolher (mais de 500 no Prognosis: Your diagnosis). Physicians Practice

Resuscitation-se: Halloween games, A QUARTA PAREDE!, Deixa o menino brincar!, Apps que cuidam do seu pet, Jogo Anti-Dengue, KIERU, UM JOGO DE COMBATE ENTRE SAMURAIS INSPIRADO EM SAMURAI JACK, COMO BRINCAM AS CRIANÇAS COM AUTISMO, Humans, Cursos online e conteúdos gratuitos

A Terceira Margem do Rio

A Terceira Margem do RioGuimarães Rosa

Nosso pai era homem cumpridor, ordeiro, positivo; e sido assim desde mocinho e menino, pelo que testemunharam as diversas sensatas pessoas, quando indaguei a informação. Do que eu mesmo me alembro, ele não figurava mais estúrdio nem mais triste do que os outros, conhecidos nossos. Só quieto. Nossa mãe era quem regia, e que ralhava no diário com a gente — minha irmã, meu irmão e eu. Mas se deu que, certo dia, nosso pai mandou fazer para si uma canoa. Projeto Releituras – Arnaldo Nogueira Jr

Era a sério. Encomendou a canoa especial, de pau de vinhático, pequena, mal com a tabuinha da popa, como para caber justo o remador. Mas teve de ser toda fabricada, escolhida forte e arqueada em rijo, própria para dever durar na água por uns vinte ou trinta anos. Nossa mãe jurou muito contra a idéia. Seria que, ele, que nessas artes não vadiava, se ia propor agora para pescarias e caçadas? Nosso pai nada não dizia. Nossa casa, no tempo, ainda era mais próxima do rio, obra de nem quarto de légua: o rio por aí se estendendo grande, fundo, calado que sempre. Largo, de não se poder ver a forma da outra beira. E esquecer não posso, do dia em que a canoa ficou pronta.Sem alegria nem cuidado, nosso pai encalcou o chapéu e decidiu um adeus para a gente. Nem falou outras palavras, não pegou matula e trouxa, não fez a alguma recomendação. Nossa mãe, a gente achou que ela ia esbravejar, mas persistiu somente alva de pálida, mascou o beiço e bramou: — “Cê vai, ocê fique, você nunca volte!” Nosso pai suspendeu a resposta. Espiou manso para mim, me acenando de vir também, por uns passos. Temi a ira de nossa mãe, mas obedeci, de vez de jeito. O rumo daquilo me animava, chega que um propósito perguntei: — “Pai, o senhor me leva junto, nessa sua canoa?” Ele só retornou o olhar em mim, e me botou a bênção, com gesto me mandando para trás. Fiz que vim, mas ainda virei, na grota do mato, para saber. Nosso pai entrou na canoa e desamarrou, pelo remar. E a canoa saiu se indo — a sombra dela por igual, feito um jacaré, comprida longa.Nosso pai não voltou. Ele não tinha ido a nenhuma parte. Só executava a invenção de se permanecer naqueles espaços do rio, de meio a meio, sempre dentro da canoa, para dela não saltar, nunca mais. A estranheza dessa verdade deu para. estarrecer de todo a gente. Aquilo que não havia, acontecia. Os parentes, vizinhos e conhecidos nossos, se reuniram, tomaram juntamente conselho.Nossa mãe, vergonhosa, se portou com muita cordura; por isso, todos pensaram de nosso pai a razão em que não queriam falar: doideira. Só uns achavam o entanto de poder também ser pagamento de promessa; ou que, nosso pai, quem sabe, por escrúpulo de estar com alguma feia doença, que seja, a lepra, se desertava para outra sina de existir, perto e longe de sua família dele. As vozes das notícias se dando pelas certas pessoas — passadores, moradores das beiras, até do afastado da outra banda — descrevendo que nosso pai nunca se surgia a tomar terra, em ponto nem canto, de dia nem de noite, da forma como cursava no rio, solto solitariamente. Então, pois, nossa mãe e os aparentados nossos, assentaram: que o mantimento que tivesse, ocultado na canoa, se gastava; e, ele, ou desembarcava e viajava s’embora, para jamais, o que ao menos se condizia mais correto, ou se arrependia, por uma vez, para casa.No que num engano. Eu mesmo cumpria de trazer para ele, cada dia, um tanto de comida furtada: a idéia que senti, logo na primeira noite, quando o pessoal nosso experimentou de acender fogueiras em beirada do rio, enquanto que, no alumiado delas, se rezava e se chamava. Depois, no seguinte, apareci, com rapadura, broa de pão, cacho de bananas. Enxerguei nosso pai, no enfim de uma hora, tão custosa para sobrevir: só assim, ele no ao-longe, sentado no fundo da canoa, suspendida no liso do rio. Me viu, não remou para cá, não fez sinal. Mostrei o de comer, depositei num oco de pedra do barranco, a salvo de bicho mexer e a seco de chuva e orvalho. Isso, que fiz, e refiz, sempre, tempos a fora. Surpresa que mais tarde tive: que nossa mãe sabia desse meu encargo, só se encobrindo de não saber; ela mesma deixava, facilitado, sobra de coisas, para o meu conseguir. Nossa mãe muito não se demonstrava.Mandou vir o tio nosso, irmão dela, para auxiliar na fazenda e nos negócios. Mandou vir o mestre, para nós, os meninos. Incumbiu ao padre que um dia se revestisse, em praia de margem, para esconjurar e clamar a nosso pai o ‘dever de desistir da tristonha teima. De outra, por arranjo dela, para medo, vieram os dois soldados. Tudo o que não valeu de nada. Nosso pai passava ao largo, avistado ou diluso, cruzando na canoa, sem deixar ninguém se chegar à pega ou à fala. Mesmo quando foi, não faz muito, dos homens do jornal, que trouxeram a lancha e tencionavam tirar retrato dele, não venceram: nosso pai se desaparecia para a outra banda, aproava a canoa no brejão, de léguas, que há, por entre juncos e mato, e só ele conhecesse, a palmos, a escuridão, daquele.A gente teve de se acostumar com aquilo. Às penas, que, com aquilo, a gente mesmo nunca se acostumou, em si, na verdade. Tiro por mim, que, no que queria, e no que não queria, só com nosso pai me achava: assunto que jogava para trás meus pensamentos. O severo que era, de não se entender, de maneira nenhuma, como ele agüentava. De dia e de noite, com sol ou aguaceiros, calor, sereno, e nas friagens terríveis de meio-do-ano, sem arrumo, só com o chapéu velho na cabeça, por todas as semanas, e meses, e os anos — sem fazer conta do se-ir do viver. Não pojava em nenhuma das duas beiras, nem nas ilhas e croas do rio, não pisou mais em chão nem capim. Por certo, ao menos, que, para dormir seu tanto, ele fizesse amarração da canoa, em alguma ponta-de-ilha, no esconso. Mas não armava um foguinho em praia, nem dispunha de sua luz feita, nunca mais riscou um fósforo. O que consumia de comer, era só um quase; mesmo do que a gente depositava, no entre as raízes da gameleira, ou na lapinha de pedra do barranco, ele recolhia pouco, nem o bastável. Não adoecia? E a constante força dos braços, para ter tento na canoa, resistido, mesmo na demasia das enchentes, no subimento, aí quando no lanço da correnteza enorme do rio tudo rola o perigoso, aqueles corpos de bichos mortos e paus-de-árvore descendo — de espanto de esbarro. E nunca falou mais palavra, com pessoa alguma. Nós, também, não falávamos mais nele. Só se pensava. Não, de nosso pai não se podia ter esquecimento; e, se, por um pouco, a gente fazia que esquecia, era só para se despertar de novo, de repente, com a memória, no passo de outros sobressaltos.Minha irmã se casou; nossa mãe não quis festa. A gente imaginava nele, quando se comia uma comida mais gostosa; assim como, no gasalhado da noite, no desamparo dessas noites de muita chuva, fria, forte, nosso pai só com a mão e uma cabaça para ir esvaziando a canoa da água do temporal. Às vezes, algum conhecido nosso achava que eu ia ficando mais parecido com nosso pai. Mas eu sabia que ele agora virara cabeludo, barbudo, de unhas grandes, mal e magro, ficado preto de sol e dos pêlos, com o aspecto de bicho, conforme quase nu, mesmo dispondo das peças de roupas que a gente de tempos em tempos fornecia.Nem queria saber de nós; não tinha afeto? Mas, por afeto mesmo, de respeito, sempre que às vezes me louvavam, por causa de algum meu bom procedimento, eu falava: — “Foi pai que um dia me ensinou a fazer assim…”; o que não era o certo, exato; mas, que era mentira por verdade. Sendo que, se ele não se lembrava mais, nem queria saber da gente, por que, então, não subia ou descia o rio, para outras paragens, longe, no não-encontrável? Só ele soubesse. Mas minha irmã teve menino, ela mesma entestou que queria mostrar para ele o neto. Viemos, todos, no barranco, foi num dia bonito, minha irmã de vestido branco, que tinha sido o do casamento, ela erguia nos braços a criancinha, o marido dela segurou, para defender os dois, o guarda-sol. A gente chamou, esperou. Nosso pai não apareceu. Minha irmã chorou, nós todos aí choramos, abraçados.Minha irmã se mudou, com o marido, para longe daqui. Meu irmão resolveu e se foi, para uma cidade. Os tempos mudavam, no devagar depressa dos tempos. Nossa mãe terminou indo também, de uma vez, residir com minha irmã, ela estava envelhecida. Eu fiquei aqui, de resto. Eu nunca podia querer me casar. Eu permaneci, com as bagagens da vida. Nosso pai carecia de mim, eu sei — na vagação, no rio no ermo — sem dar razão de seu feito. Seja que, quando eu quis mesmo saber, e firme indaguei, me diz-que-disseram: que constava que nosso pai, alguma vez, tivesse revelado a explicação, ao homem que para ele aprontara a canoa. Mas, agora, esse homem já tinha morrido, ninguém soubesse, fizesse recordação, de nada mais. Só as falsas conversas, sem senso, como por ocasião, no começo, na vinda das primeiras cheias do rio, com chuvas que não estiavam, todos temeram o fim-do-mundo, diziam: que nosso pai fosse o avisado que nem Noé, que, por tanto, a canoa ele tinha antecipado; pois agora me entrelembro. Meu pai, eu não podia malsinar. E apontavam já em mim uns primeiros cabelos brancos.Sou homem de tristes palavras. De que era que eu tinha tanta, tanta culpa? Se o meu pai, sempre fazendo ausência: e o rio-rio-rio, o rio — pondo perpétuo. Eu sofria já o começo de velhice — esta vida era só o demoramento. Eu mesmo tinha achaques, ânsias, cá de baixo, cansaços, perrenguice de reumatismo. E ele? Por quê? Devia de padecer demais. De tão idoso, não ia, mais dia menos dia, fraquejar do vigor, deixar que a canoa emborcasse, ou que bubuiasse sem pulso, na levada do rio, para se despenhar horas abaixo, em tororoma e no tombo da cachoeira, brava, com o fervimento e morte. Apertava o coração. Ele estava lá, sem a minha tranqüilidade. Sou o culpado do que nem sei, de dor em aberto, no meu foro. Soubesse — se as coisas fossem outras. E fui tomando idéia.Sem fazer véspera. Sou doido? Não. Na nossa casa, a palavra doido não se falava, nunca mais se falou, os anos todos, não se condenava ninguém de doido. Ninguém é doido. Ou, então, todos. Só fiz, que fui lá. Com um lenço, para o aceno ser mais. Eu estava muito no meu sentido. Esperei. Ao por fim, ele apareceu, aí e lá, o vulto. Estava ali, sentado à popa. Estava ali, de grito. Chamei, umas quantas vezes. E falei, o que me urgia, jurado e declarado, tive que reforçar a voz: — “Pai, o senhor está velho, já fez o seu tanto… Agora, o senhor vem, não carece mais… O senhor vem, e eu, agora mesmo, quando que seja, a ambas vontades, eu tomo o seu lugar, do senhor, na canoa!…” E, assim dizendo, meu coração bateu no compasso do mais certo.Ele me escutou. Ficou em pé. Manejou remo n’água, proava para cá, concordado. E eu tremi, profundo, de repente: porque, antes, ele tinha levantado o braço e feito um saudar de gesto — o primeiro, depois de tamanhos anos decorridos! E eu não podia… Por pavor, arrepiados os cabelos, corri, fugi, me tirei de lá, num procedimento desatinado. Porquanto que ele me pareceu vir: da parte de além. E estou pedindo, pedindo, pedindo um perdão.Sofri o grave frio dos medos, adoeci. Sei que ninguém soube mais dele. Sou homem, depois desse falimento? Sou o que não foi, o que vai ficar calado. Sei que agora é tarde, e temo abreviar com a vida, nos rasos do mundo. Mas, então, ao menos, que, no artigo da morte, peguem em mim, e me depositem também numa canoinha de nada, nessa água que não pára, de longas beiras: e, eu, rio abaixo, rio a fora, rio a dentro — o rio.

Texto extraído do livro “Primeiras Estórias”, Editora Nova Fronteira – Rio de Janeiro, 1988, pág. 32, cuja compra e leitura recomendamos.

Tudo sobre o autor e sua obra em “
Biografias“.


A casa onde o escritor nasceu e cresceu, em Cordisburgo, interior de Minas Gerais, foi transformada, em 1974, em um museu e está aberta para a visitação do público. Além da própria construção, o visitante poderá encontrar artigos pessoais do escritor como peças do vestuário, livros, manuscritos, correspondências e documentos. Rebeca Fuks – Cultural Genialhttps://youtu.be/aye0VPN9B1YO filme dirigido por Nelson Pereira dos Santos, lançado em 1994, o longa metragem foi indicado ao prêmio Urso de Ouro no Festival de Berlim. O elenco é composto por grandes nomes como Ilya São Paulo, Sonjia Saurin, Maria Ribeiro, Barbara Brant e Chico Dias.https://youtu.be/c4psxfwA_A8O pesquisador professor doutor José Miguel Wisnik dedicou uma palestra a reflexão proporcionada pela leitura do conto A terceira margem do rio, de Guimarães Rosa. A aula quatro da série Grandes Cursos Cultura na TV apresenta uma leitura cautelosa e demorada da narrativa breve, ajudando o leitor a desvendar alguns dos mistérios centrais do conto.
Roze-se: Henry Thoreau, Dia Nacional do Samba, Clarice, Clarices, Tapera Taperá, Cultura Indígena e Fantasia, A Rainha de Maio, A arte de ler., Jesus era Peripatético.