“Índio” usa celular? E você, come pipoca?

Katumirim – Instagram

A história da pipoca pelo mundo, começa com indícios comprovam que o milho foi domesticado no México, pela primeira vez, a 9.000 anos atrás. Em 1948 e 1950, pesquisadores descobriram resquícios arqueológicos de pipoca na Bat Cave, centro-oeste do Novo México, e seu tamanho variava de 5 cm até menos de 1 cm. Provavelmente consumidos 3600 anos antes de Cristo, comprovando a teoria de que os mexicanos conheciam a pipoca há milhares de anos. Emílio do Clube da Pipoca

Os antigos indígenas norte-americanos cultivavam o milho, que era chamado mahiz — e que depois passou a se chamar maize (Maíz) —, e o introduziram aos ingleses quando eles chegaram à América nos séculos XVI e XVII. Acredita-se que esses nativos teriam descoberto que os grãos de milho estouravam quando atirados no fogo ou na areia quente. Na época da história da pipoca, ela não era apenas um alimento importante, mas usada também pelos indígenas norte-americanos e astecas para fazer guirlandas com as quais as mulheres se enfeitavam para as danças rituais.

Uma dos primeiros carrinhos de pipoqueiro da história, foi criado por Charles Cretors, em Chicago, no anos de 1880. Após o nascimento das primeiras pipoqueiras, a pipoca se popularizou rapidamente.

A pipoca passou a ser vendida em feiras e circos, bem como em mercados e quitandas. Quando surgiram as “imagens falantes”, os cinemas, não era permitida a venda de pipoca nesses locais porque fazia muita sujeira, mas o público acabava trazendo sua própria pipoca, comprada de vendedores ambulantes. Então, os cinemas logo perceberam que era um bom negócio e passaram a oferecê-la nas suas salas. O primeiro a fazer isso foi Glen W. Dickson, que espertamente instalou uma máquina de pipoca no hall de entrada de uma de seus cinemas.

Em algumas culturas americanas, o milho era uma fonte de alimento tão importante que acreditavam que esse alimento teria uma forte vinculação às divindades que organizavam o seu mundo. De acordo com antigas tradições, o grão de milho armazenava um espírito dentro de si. Com isso, assim que o grão era aquecido no fogo, esse espírito se irritava até estourar. Essa seria uma explicação mítica para o processo de transformação do milho em pipoca. Rainer Gonçalves Sousa – História do Mundo

Na verdade, todo grão de milho armazena dentro de si uma ínfima quantidade de água. Assim, quando aquecida, essa água se transforma em vapor e exerce uma pressão que provoca o estouro do milho. Do ponto de vista nutricional, a pipoca, quando não leva muito sal e manteiga, pode ser uma fonte de alimentação com baixas calorias rica em proteínasferro e fibras.

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Leite de aveia

O leite de aveia é uma das bebidas vegetais mais utilizadas por quem adere ao estilo de vida vegano, que exclui alimentos de origem animal. Também é uma ótima alternativa para aqueles que possuem intolerância ao leite animal e seus derivados (queijos, iogurtes, etc).

Ele é frequentemente encontrado a preços mais baixos do que outras opções semelhantes — como leite de soja, de amêndoas e castanhas — e apresenta incontáveis benefícios à saúde. Afinal, a aveia faz parte do grupo de cereais integrais e é rica em fibras, proteínas e vitaminas. Pitacos e Achados

aveia é um cereal altamente benéfico. Está relacionado ao bom funcionamento intestinal, à diminuição e manutenção dos níveis de colesterol total e LDL-colesterol. Além de proporcionar mais saciedade, é rico em cálcio, ferro, proteínas, carboidratos e vitaminas. Pitacos e Achados

Neste caso, o destaque fica por conta das betaglucanas, que ajudam no processo de digestão, da fitomelatonina, que acalma e permite uma boa noite de sono, além do selênio que melhora o trabalho do fígado na eliminação de toxinas. Pitacos e Achados

Outra vantagem é a facilidade das receitas que ensinam como fazer leite de aveia por conta própria. O processo é muito simples, é só bater os flocos de aveia com água no liquidificador e adicionar um ingrediente adocicado. Procure o passo a passo mais detalhado se você quiser fazer em casa.

A aveia por si só é um alimento muito versátil e pode se apresentar de diversas maneiras.

A farinha de aveia, por exemplo, passa por um processo de moagem da parte interna do grão. Por isso, ela é uma boa opção para substituir a farinha de trigo branca nas receitas de bolo.

Já o farelo de aveia, obtido através da casca do grão e o que tem mais fibras, fica excelente em preparos como panqueca de banana, mingau ou apenas como acompanhamento em cima de frutas e iogurte.

O líquido de aveia, por sua vez, é ótimo para substituir a opção tradicional nas receitas que vão leite e serve também para engrossar os alimentos mais ralos. Isso porque a aveia é um espessante natural e fica ainda mais grossa em cozimento.

Ou seja, há como fazer leite de aveia funcionar em inúmeras receitas diferentes, desde vitaminas e batidas até estrogonofe e molhos brancos (fazendo as vezes do creme de leite). E, é claro, dá para tomá-lo “puro”, apenas com a mistura de café, achocolatado, canela, chantilly e outros.

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Gasto do Exército com cerveja seria suficiente para bancar a alimentação de um soldado brasileiro por mais de 10 anos

Após a notícia, que viralizou em janeiro, dos gastos de R$ 15 milhões do governo federal com leite condensado, agora é a vez da picanha e da cerveja compradas pelas Forças Armadas. Natasha Werneck*/Estado de Minas

Levantamento feito por deputados federais do PSB no orçamento federal aponta que os comandos das Forças Armadas adquiriram, por meio de licitação, cerca de 80 mil unidades de cerveja e mais de 700 mil quilos de picanha. Foi constatado ainda o superfaturamento desses produtos em mais de 60%.

O valor estabelecido pela empresa Licita Web Comércio Eireli, vencedora do pregão eletrônico nº 006/2020 do 38º Batalhão de Infantaria para a compra de 3,5 mil garrafas de cerveja das marcas Heineken e Stella Artois, seria suficiente para bancar a alimentação de um soldado brasileiro por mais de 10 anos. Essa comparação com a compra de cerveja mostra o abismo entre as condições de vida de militares de alta e baixa patente no Brasil. Daniel Giovanaz – Brasil de Fato

A compra está descrita em uma representação protocolada por parlamentares do PSB na Procuradoria Geral da República (PGR) no início do mês. Além das cervejas especiais, o documento mostra que 714,7 mil quilos de picanha foram solicitados por militares do Exército e da Marinha em 2020, com sobrepreço de até 60%.

Segundo o levantamento, foram compradas 500 garrafas da cerveja Stella Artois, no valor de R$ 9,05; 3 mil garrafas de Heineken, por R$ 9,80; 3.050 garrafas de Eisenbahn pelo preço unitário de R$ 5,99.

Além disso, os parlamentares apontaram o superfaturamento das bebidas. No documento, eles apontam que a compra de 1.008 latas de Bohemia Puro Malte de 350ml foram adquiridas pelas Forças Armadas pelo preço unitário de R$ 4,33. No entanto, em levantamento feito nos supermercados a mesma cerveja foi encontrada pelo preço de R$ 2,59, constatando um sobrepreço de 67%.

Já as garrafas da mesma bebida de 600ml foram compradas pelo governo federal por R$ 7,29, enquanto na pesquisa de mercado ela podia ser encontrada por R$ 5,79.

Quanto às carnes bovinas, os parlamentares destacaram, especialmente, o alto custo da picanha, comprada por R$ 118,25, o quilo. Os deputados destacaram que “não é possível conceber que agentes públicos possam estar se deleitando com banquetes e bebidas alcoólicas às custas dos cofres públicos”.

Com base nos dados levantados, o grupo apresentou denúncia à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o governo federal. No documento, os parlamentares afirmam que as compras revelam “o uso de recursos com ostentação e superfaturamento” e a “falta de zelo e responsabilidade com o dinheiro público” por parte das Forças Armadas.

A denúncia é assinada pelos deputados Vilson da Fetaemg (MG), Elias Vaz (GO), Alessandro Molon (RJ), Denis Bezerra (CE), Lídice da Mata (BA), Camilo Capiberibe (AP) e Bira do Pindaré (MA).

“A associação de 700 mil quilogramas de picanha e 80 mil itens de cerveja em compras públicas não parece ser um exemplo de gestão alinhada ao Princípio da Moralidade Pública. As quantidades citadas, entretanto, demonstram a falta de bom senso, ética, respeito e parcimônia na execução orçamentária. Para nós, trata-se de um comportamento ilegal e imoral por parte desses gestores, especialmente em um ano de pandemia e crise econômica”, afirmam os parlamentares.

O Ministério da Defesa e as Forças Armadas reiteram seu compromisso com a transparência e a seriedade com o interesse e a administração dos bens públicos. Eventuais irregularidades são apuradas com rigor.

Destaca-se, ainda, que, ao contrário dos civis, os militares não recebem qualquer auxílio alimentação. Diante disso, as Forças Armadas são responsáveis por prover a alimentação balanceada de 370 mil militares da ativa em 1.600 organizações espalhadas por todo o País. O valor da etapa diária por militar, incluindo as três refeições, é de R$ 9,00.

“Com esses recursos [R$ 9,00 por militar] são adquiridos os gêneros alimentícios necessários para as refeições diárias (café da manhã, almoço e jantar)”, afirmou o Ministério da Defesa, em nota divulgada no final de janeiro. “O efetivo de militares da ativa é de 370 mil homens e mulheres, que diariamente realizam suas refeições, em 1.600 organizações militares espalhadas por todo o País.”

A soma do preço das cervejas Heineken e Stella no pregão, R$ 33.925, seria suficiente para custear, portanto, as três refeições de um militar por 3.769 dias.

Um dos casos em que essa insatisfação veio à tona foi em 1980, quando o então capitão do Exército e hoje presidente da República, Jair Bolsonaro, planejou explodir bombas em quartéis por melhores salários – o plano foi revelado pela revista Veja. Bolsonaro foi punido com 15 dias de prisão disciplinar e acabou absolvido em 1988, mas o episódio foi decisivo para sua entrada na política.

???ze-se: Quem você serve?!?, Massacre de Nanquim, e/ou O Estupro de Nanquim, Nós contra eles?!?, 8 de Maio de 1945, Reputação ilibada e notável saber jurídico.

Autumn recipe

I made a list of my favorite recipes for autumn. I love the nature in the fall. I love foraging mushrooms and cooking them.

Boletus cream soup

Enjoy! Happy cooking! Cooking Without Limits

Enjoyze-se: Cogumelos mágicos para a dor crônica, Cogumelo depre, Cogumelos transformam resíduos agrícolas tóxicos em ração animal, 8 alimentos entre os mais ricos em vitamina D, DIETA DETOX: Alimentos

Dia do Nordestino

Dia do Nordestino é comemorado anualmente em 8 de outubro, no Brasil. Calendarr

Esta data homenageia a cultura nordestina e a diversidade folclórica típica da região Nordeste do Brasil. O povo nordestino é um grande tesouro da cultura nacional, um dos maiores traços da identidade do Brasil.

O Nordeste brasileiro é conhecido pelas belíssimas paisagens naturais, culinária, artesanatos, musicalidade e danças que atraem turistas do mundo todo.

A criação desta data é uma homenagem ao centenário do poeta popular, compositor e cantor cearense Antônio Gonçalves da Silva, conhecido como Patativa do Assaré (1909 – 2002).

O Dia do Nordestino foi oficializado com a lei nº 14.952, de 13 de julho de 2009, na cidade de São Paulo, região com a maior concentração de nordestino em todo o país (com exceção do próprio Nordeste, obviamente).

A imagem que tem sido designada ao Nordeste é a de região problema, atrasada e subdesenvolvida. “Essa imagem historicamente atribuída ao nordestino tem relação direta com o papel histórico que essa região desempenha na divisão regional do trabalho dentro do desenvolvimento capitalista”. A professora do Departamento de Serviço Social da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Evelyne Medeiros, sobre o assunto.

Doutora em Serviço Social, a professora estudou a questão social no Nordeste brasileiro. aponta que o Brasil integra as regiões, mas integra de forma desigual. Segundo ela, é a forma que o capitalismo se desenvolve internamente no país, e faz uma analogia quanto a dependência do Brasil em relação a outros países, que internamente, se manifesta com a desigualdade entre as regiões. “A relação de dependência que acontece externamente se reproduz também internamente através dessa divisão regional do trabalho e dessa integração desintegradora das regiões.”  Júlia Vasconcelos – Brasil de Fato – Recife (PE)

Por aqui é assim… é assim, temos um jeito de falar bem diferente, típico da nossa região e nem a internet escapa disso.

Para ela, o papel desempenhado pela região é fundamental para a produção de riqueza, na transferência de matéria prima e recursos naturais, para o Brasil, sobretudo na exportação e reprodução de força de trabalho barata para outras regiões e para a manutenção das elites locais.

“Não fosse assim, não teríamos uma produção incessante de pobreza e desigualdades, ao mesmo tempo em que se alcança patamares nunca vistos de riqueza no país, mas riquezas essas que são cada vez mais acumuladas privadamente por poucas famílias bilionárias. A pandemia, inclusive, escancara isso”, aponta.

Em um dia para se pensar o que significa ser nordestino e o que representa uma data como o Dia do Nordestino, Evelyne diz que o sentimento é contraditório.

“A nossa história não é harmônica, é uma história atravessada por conflitos. Dentro dessa contradição do sentimento de ser nordestina nesse momento histórico, há uma sensação que é a necessidade de rememorar e de tornar vivo o processo de resistência do qual nós fomos e somos protagonistas. É saber que há esse potencial de luta e que isso, uma hora ou outra, deve romper esse limbo que a história está nos colocando”.

Evelyne finaliza dizendo que, embora massacrada e ameaçada, a memória da resistência anda viva.

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A torre de bambu que pode extrair até 75 litros de água por dia “do nada”

Uma nova invenção de baixa tecnologia poderia matar a sede de milhões de africanos sedentos absorvendo a água da atmosfera. Pensando pra Frente

Na África há muita luta para encontrar água potável para seu povo. Milhões de aldeões passam de 4 a 6 horas por dia procurando água, e na maioria das vezes ela nem está limpa.

Uma organização sem fins lucrativos criou uma estrutura de bambu barata e rápida de montar que ajudará a trazer água limpa “do nada” para os africanos.

O arquiteto Arturo Vittori desenvolveu o projeto Warka Water, uma estrutura de bambu projetada para coletar água potável do ar. Fernanda DrumondCASACOR

A invenção deles é o Warka Water Tower, que é projetada para coletar até 75 litros de água por dia da atmosfera. Esta estrutura passiva de fácil manutenção depende apenas da gravidade, condensação e evaporação.

A Warka Water Tower é uma torre de 30 pés de altura feita de materiais locais, naturais e biodegradáveis. Possui uma malha laranja resistente à água no interior que coleta a névoa da atmosfera.

Vapor de água atmosférico da chuva, neblina ou orvalho, condensa-se contra a superfície fria da malha, formando gotículas de água líquida. Um toldo de tecido sombreia a parte inferior da torre para evitar que a água coletada evapore. O desempenho é dependente do tempo, mas a torre tem a capacidade de fornecer 100 litros de água por dia.

A torre de água “Warka” tem o nome da árvore Warka. Esta figueira gigante é encontrada na Etiópia e é sagrada porque fornece sombra, comida e um local de reunião para os africanos.

A Warka Water foi projetada para ser de propriedade e operada pelos moradores, um fator chave, que facilita o sucesso do projeto. A torre não apenas fornece um recurso fundamental para a vida, mas também cria um lugar social para a comunidade, onde as pessoas podem se reunir à sombra de suas copas.

No total, o custo para montar uma torre fica entre US $ 500 e US $ 1.000 – menos de um quarto do custo do vaso sanitário desenvolvido por Bill Gates, que custa cerca de US $ 2.200 para instalar e mais para manter. Como seu design é basicamente paramétrico, a torre Warka pode ser facilmente adaptada e implementada em várias situações diferentes.

Com o baixo custo e materiais prontamente disponíveis para fazê-los, esperançosamente mais africanos terão acesso a água potável em um futuro muito próximo.

Warka Water foi apresentada ao mundo durante a Bienal de Veneza em 2012. A equipe por trás do projeto vem, desde então, desenvolvendo uma série de protótipos experimentais e  adicionais, instalando sua primeira torre piloto em uma vila rural no sul da Etiópia, em maio de 2015, que continua sendo monitorada. Lá, Arturo testemunhou aldeões vivendo no meio ambiente, muitas vezes sem água corrente, eletricidade, banheiro ou chuveiro. A população precisava caminhar longos percursos até a fonte de água, lagos desprotegidos frequentemente contaminados.

O projeto Warka Water busca ajudar diferentes comunidades isoladas em lugares como o Haiti, Madagascar, Colômbia, Brasil, Índia, Sumba e Camarões, entre outros. Essa expansão não apenas estimulou a experimentação com outros materiais locais [inclusive as folhas de palmeira], mas também levou a uma série de projetos adicionais, que buscam resolver outras questões importantes. A iniciativa desenvolveu um sistema modular chamado W-solar, que transforma qualquer torre Warka em uma fonte de eletricidade, adicionando painéis solares para fornecer iluminação e energia para recarregar dispositivos móveis. Enquanto isso, a W-garden propõe um sistema que usa a água coletada para a produção de alimentos e W-Wc para a melhoria do saneamento e higiene.

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RUSSA ENSINA RECEITA DO STROGONOFF RUSSO ORIGINAL | O MELHOR ESTROGONOFE DO MUNDO!

RUSSA ENSINA RECEITA DO STROGONOFF RUSSO ORIGINAL | O MELHOR ESTROGONOFE DO MUNDO!Olga Do Brasil

Descubra a receita real e original do strogonoff russo diretamente de uma russa que fala português! Você vai se surpreender!

Ingredientes para 1 pessoa:

Carne – 150 g

Cebola – 0,5 un

Nata – 50 g

Farinha – uma colher de chá

Pasta de tomate – meia colher de chá

Água quente – 50 ml

Sal

Pimenta preta

Para purê de batata:

Batata;

Manteiga;

Leite.

Bom apetite, meus queridos!

Strogonoffze-se: Sua comida no Brasil, Troque lixo por comida!?!, PLANTE SUA COMIDA ORGÂNICA na cidade!, Comida japonesa vegana, Comida colorida

Frutas brasileiras estrangeiras

Maçã, laranja e até jaca…você sabia que essas frutas tão clássicas da nossa rotina não são brasileiras? Com clima tropical e dividido em 5 regiões, nosso país produz frutas de sabores bem diferentes e, o melhor, cheias de propriedades medicinais. Conquiste sua vida

O remédio está na natureza. O melhor ainda é consumir espécies nativas que crescem facilmente no nosso solo sem precisar de agrotóxicos que fazem mal à saúde”, diz a nutricionista Érica Moreira, que separou dez opções nacionais para levar direto para a sua cesta de frutas.

GOIABA: Rica em vitamina C, ajuda na imunidade, no antienvelhecimento celular e na cicatrização. Só com uma unidade dela você ultrapassa a sua necessidade diária de vitamina C. Tem propriedades antitumorais pela quantidade de licopeno, um potente fitoquímico, e é rica em vitamina A, o que ajuda na saúde da pele, cabelos, unhas e olhos. Também ajuda a neutralizar a pressão arterial por ser rica em potássio, consequentemente reduzindo o risco de infarto e de derrames.

ABACAXI: É muito conhecido por ser uma fruta que auxilia na digestão e isso acontece porque ele possui uma enzima chamada bromelina, que auxilia na quebra de proteína. Ele também é rico em cálcio e magnésio, dois minerais que são fundamentais para a formação de massa óssea. Doenças inflamatórias como eczema, dermatite, psoríase, acne e rosácea se beneficiam com o consumo do abacaxi por a fruta ter propriedades anti-inflamatórias.

MARACUJÁ: Fortalece o sistema imunológico por ser rico em vitamina A, C e ferro. Também é rico em vitamina B3, que protege a mucosa do estômago, e em potássio, o que contribui para regulação da pressão arterial, da contração muscular e do bom funcionamento dos rins. Estudos apontam que o consumo regular da fruta diminui risco de Parkinson, infertilidade, artrite e depressão. Além disso, é bem conhecido pelas propriedades calmantes que está na flor do maracujá.

PEQUI: Muito utilizado na culinária mineira e goiana como um complemento para o frango, ele é excelente para a saúde do coração por ser rico em gordura monoinsaturada – a mesma que está presente no azeite e diminui as taxas de colesterol. Melhora a pressão arterial por ser rico em potássio e é excelente para artrite e inflamações musculares. Um estudo feito com atletas mostrou que o consumo de pequi reduziu processos inflamatórios nas articulações e nos músculos.

CACAU: Ele tem vários fitoquímicos que o colocam como alimento funcional e como um potente antioxidante. É considerado um antidepressivo natural por ser rico em triptofano, substância que se converte em serotonina trazendo uma sensação de bem-estar e melhora no humor. Auxilia na boa saúde do coração devido a grande quantidade de polifenóis presentes neste superalimento.

GUARANÁ: Ele é muito conhecido como estimulante e tem efeito 4 a 7 vezes mais forte que o da cafeína. Também é considerado um excelente termogênico, ou seja, utiliza a gordura como fonte de energia. O guaraná ainda é rico em B3, que auxilia no controle de colesterol, e em selênio, um ótimo antioxidante.

MANDACARU: A fruta desse cacto é fonte de proteína e de gordura monoinsaturada (sementes). Ela tem alta concentração de fibras favorecendo o bom funcionamento do intestino, é fonte de vitamina C e também neutraliza os metais pesados.

PITOMBA: A fruta é fonte de vitamina C, A, Ferro e cálcio: uma combinação de nutrientes que estimula o sistema imunológico.

Bem vinda minha linda

Primavera – Tim Maia

Quando o inverno chegar
Eu quero estar junto a ti
Pode o outono voltar
Eu quero estar junto a ti

Porque (é primavera)
Te amo (é primavera)
Te amo, meu amor

Trago esta rosa (para te dar)
Trago esta rosa (para te dar)
Trago esta rosa (para te dar)

Meu amor
Hoje o céu está tão lindo (vai chuva)
Hoje o céu está tão lindo (vai chuva)

Hoje o céu está tão lindo (vai chuva)
Hoje o céu está tão lindo (vai chuva)

Composição: Cassiano / Silvio Rochael

Primavereze-se: Primavera indígena, Salada De Macarrão Primavera Com Um Vinagrete De Ervas Cítricas., Plantas Que Espantam Insetos, Les Avanchets

Larica. Truques para não extrapolar.

Não tem jeito, o assunto larica sempre surge quando a galera da Doctor Banz se reúne pra uma sesh. E de fato, sempre tem alguém que precisa maneirar na comilança e um outro que chega a passar mal de tanto comer.

Já falamos aqui sobre a variedade THCV encontrada em algumas strains que agem como inibidores de apetite, mas enquanto essa tecnologia não chega tão facilmente ao nosso alcance decidimos reunir algumas ideias para BURLAR A LARICA.

O porquê de maneirar nesse tipo de alimentação é muito particular, já que para muitos laricar é um verbo obrigatório pós mente feita, mas não podemos deixar de afirmar que, às vezes, perdemos o limite e acabamos extrapolando na alimentação.

1- Beba muita água

Um estudo realizado pela Universidade Virginia Tech nos Estados Unidos, divulgou que beber água faz com que o estômago fique dilatado, trazendo temporariamente a sensação de saciedade.

2- Coma antes de fumar

Caso seja um momento especial do seu dia… porque não se preparar um pouquinho mais? Comer antes do ritual fumaçonico é uma bela jogada pra na hora que a fome bater: Epa! Acabei de comer, impossível ser fome!


3- Frutas geladas

Certamente nada melhor do que comer com vontade e ainda sentir o gosto acentuado da sua fruta predileta. A dica é: escolha uma fruta de sua preferência, corte em pedaços e reserve na geladeira. Só não esqueça de maneirar, tudo é equilíbrio.

4- Pratique alguma atividade

Desde uma simples corrida até uma partida de cartas o importante é focar em outro assunto. Aproveite esse momento para relaxar rindo de algo, se exercitando ou realizando alguma tarefa produtiva. Use o efeito com foco em alguma ação.

Enfim, já usaram um desses truques? Nos ajudem a aumentar essa lista!

Banzai!

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Fries car

Você não sabe como descartar o óleo vegetal e acaba juntando potes de óleo usados ou até mesmo jogando no ralo contaminando águas, ecossistemas aquáticos e o solo, impermeabilizando a área? Saiba que é possível  que esse óleo se torne um ótimo combustível para o seu carro, barato e pouco poluente. Engenharia Hoje – 23/02/2021

O ecologista Paulo Roberto Lenhardt, residente no Rio Grande do Sul, foi pioneiro na instalação de um sistema que permite ao motor a diesel funcionar à base de óleo vegetal. Ele começou a reciclar o óleo vegetal utilizado e adaptou a sua S10, motor MWM 2.8 turbo, para funcionar com esse produto que seria futuramente descartado.

Essa ideia vai além da questão ambiental e sanitária provocados pela destinação inadequada do óleo vegetal. O óleo de cozinha usado, é uma importante matéria-prima para um biocombustível de eficiência que pode ser comparada com a do diesel comum.

Carro Movido a Óleo de Cozinha

O inventor viajou o mundo buscando alguns exemplos de uso de óleo vegetal nos carros. Essa ideia está ligada aos princípios do Instituto Morro da Cutia de Agroecologia, em que faz parte, que é promover o desenvolvimento rural sustentável, por meio da agroecologia, e da educação ambiental, atuando regional, nacional e internacionalmente.

Entre os benefícios da utilização do combustível a base de óleo vegetal, os ambientalistas destacam a redução de até 75% de emissão de gases estufa, se comparado aos combustíveis fósseis. Além da alta disponibilidade de óleos vegetais no Brasil também, o que também torna positiva a utilização desse óleo como combustível. Outro benefício que pode ser citado é a possibilidade de auto-suficiência de cada cidadão.

Rio grande do sul - óleo de cozinha- carro

Um outro ponto a favor desse biocombustível é que ele lubrifica o motor,  tendendo a aumentar sua vida útil , inclusive dificultando que a bomba injetora acabe ficando entupida.

Dentre os benefícios para quem usa um carro com combustível à base do óleo de cozinha, os ambientalistas destacam a redução de até 75% de emissão de gases do efeito estufa. Valdemar Medeiros – Click Petróleo e Gás

Oleoze-se: Campanha recolhe óleo de fritura para fabricação de biodiesel, Óleo de Copaíba, Motor elétrico para carros que pode ser instalado nas rodas dos veículos, Hemp Car, Por que os jovens já não querem comprar carro nem casa própria?, O carro flutuante, Fiat 147 a álcool, 40 anos., Patinhos, versão combustível!, Empoderamento dos recursos, Movida a água

Dia do voluntário, você é!?!

O Dia Nacional do Voluntariado foi instituído pela Lei de Nº 7.352, de 28 de agosto de 1985. Desde então, tornou-se um dia especial ao reconhecer e destacar o trabalho de pessoas que, motivadas por valores de participação e solidariedade, doam seu tempo, trabalho e talento, de maneira espontânea e não remunerada para causas de interesse social e comunitário. SILVIA NACCACHEObservatório do Terceiro Setor

É importante dedicar um tempo para agradecer. Nunca perca a chance de entregar uma mensagem de agradecimento aos voluntários.

Os voluntários têm apenas um limite de tempo para doar, e as organizações da sociedade civil e projetos precisam informar seus voluntários o quanto as suas contribuições são significativas e que o tempo destinado, doado, e seu trabalho árduo são expressivos e pertinentes.

Já que o voluntariado traz tantos benefícios, entre eles inclusive a felicidade, já que fazer o bem faz bem, lembre-se: comemorar o Dia Nacional do Voluntariado é também momento de voluntariar e convidar mais pessoas para se engajarem e participarem. É preciso descomplicar, mostrar caminhos e multiplicar inspiração e ação.

Whatsapp

Voluntarize-se: Setembro Amarelo, Um Homem Chamado Ove, Dia Internacional do Voluntário, Voluntário

Os guardiões das florestas

As taxas de desmatamento na América Latina e no Caribe são significativamente mais baixas em áreas indígenas e de comunidades tradicionais onde os governos reconhecem formalmente os direitos territoriais coletivos. Melhorar a segurança da posse desses territórios é uma maneira eficiente e econômica de reduzir as emissões de carbono. Natasha OlsenCiclo Vivo

Essa é uma das principais conclusões do novo relatório Povos indígenas e comunidades tradicionais e a governança florestal, da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Fundo para o Desenvolvimento dos Povos Indígenas da América Latina e do Caribe (FILAC).

Com base em uma revisão de mais de 300 estudos publicados nas últimas duas décadas, o documento revela pela primeira vez até que ponto a ciência tem mostrado que os povos indígenas e comunidades tradicionais em geral têm sido melhores guardiões de suas florestas em comparação com os responsáveis pelas demais florestas da região.

“Os povos indígenas e comunidades tradicionais, e as florestas em seus territórios, desempenham um papel vital na ação climática global e regional e na luta contra a pobreza, a fome e a desnutrição. Seus territórios contêm cerca de um terço de todo o carbono armazenado nas florestas da América Latina e do Caribe e 14% do carbono armazenado nas florestas tropicais do mundo”, disse o representante regional da FAO, Julio Berdegué.

Os melhores resultados foram observados nos territórios de povos indígenas com títulos legais coletivos reconhecidos: entre 2000 e 2012, as taxas de desmatamento nesses territórios na Amazônia boliviana, brasileira e colombiana foram apenas da metade a um terço das de outras florestas com características ecológicas semelhantes.

O documento afirma a importância de revitalizar culturas e conhecimentos tradicionais, fortalecendo a governança territorial e apoiando organizações de povos indígenas e tradicionais, reconhecendo o papel fundamental da juventude indígena e das mulheres indígenas.

Os territórios coletivos titulados evitaram entre 42,8 e 59,7 milhões de toneladas métricas (MtC) de emissões de CO2 a cada ano nesses três países; essas emissões combinadas são equivalentes a tirar de circulação entre 9 e 12,6 milhões de veículos durante um ano.

“Quase metade (45%) das florestas intactas da bacia amazônica é encontrada em territórios indígenas”, disse Myrna Cunningham, presidente da FILAC. “A evidência de seu papel vital na proteção da floresta é cristalina: enquanto a área de floresta intacta diminuiu apenas 4,9% entre 2000 e 2016 nas áreas indígenas da região, nas áreas não indígenas diminuiu 11,2%. Isso deixa claro porque sua voz e visão devem ser levadas em consideração em todas as iniciativas e estruturas globais relacionadas às mudanças climáticas, biodiversidade e silvicultura, entre muitos outros temas”.

“Quando o processo de demarcação é feito respeitando o mapeamento tradicional indígena, a apropriação daquela terra por seu povo é fortalecida – os limites vão sendo definidos conjuntamente, e com isso são desenvolvidos mecanismos de proteção dessa área. Há séculos, para os povos indígenas, não era essencial o papel escrito, mas agora é importante que contem com um documento respaldando sua posse sobre o território, para que possam negociar com o Estado e organizações privadas. O documento obriga que sejam feitos protocolos de consulta prévia, por exemplo. Ele dá às comunidades um poder que é válido no mundo ocidental, perante as normas ocidentais.” Agência Pública

A primeira recomendação se refere ao reconhecimento do direito à terra – que foi feito de distintas formas por diversos governos da região – e tem a ver com marcos legislativos, procedimentos para a demarcação e mecanismos para a governança dessas áreas.

A segunda medida que o relatório propõe tem a ver com a compensação pelos serviços ambientais. Obviamente, esse é um enfoque bastante ocidental, porque, para os povos indígenas, a terra e os serviços ambientais não têm preço, é o que herdamos de nossos ancestrais. Mas o que o relatório fez foi documentar algumas experiências na região que demonstram que, à medida que os povos indígenas se articulam com a economia de mercado, necessitam de recursos financeiros para complementar sua alimentação, suas necessidades. Então, a compensação pelo serviço que prestam ao proteger as florestas ajuda a suprir as necessidades materiais que foram geradas nas comunidades como resultado de sua articulação com o resto da sociedade. Há evidências de que essa compensação ajuda a fortalecer os mecanismos de controle e a apropriação sobre a terra não somente pelos povos indígenas, mas pelo restante da população que se beneficia da água de um rio protegido, por exemplo.

O terceiro mecanismo que o relatório recomenda tem a ver com as práticas de manejo tradicional que os povos indígenas desenvolveram para cuidar das florestas, e que devem ser utilizadas, apoiadas e financiadas para que ajudem a reduzir o desmatamento e a proteger a mata.

Já o quarto ponto está relacionado ao fortalecimento das organizações locais, pois tudo isso que o relatório menciona não é possível se as redes comunitárias indígenas estiverem afrouxadas. É importante fortalecer os modos de governança próprios das comunidades, pois elas sustentam os conhecimentos tradicionais e permitem sua transmissão de uma geração a outra – como proteger a água, as florestas, quais cantos ensinar às crianças para proteger o rio, por exemplo. A ideia é que o fortalecimento organizativo de base e territorial contribui para que todas as outras medidas sejam bem-sucedidas.

O conhecimento indígena é resultado do que as comunidades vêm acumulando e desenvolvendo ao longo de gerações para manter as florestas na situação em que estão atualmente. Esse conhecimento combina elementos tangíveis e intangíveis que devem ser levados em conta.

“No entanto, reconhecer esses territórios como indígenas não é caro. O relatório traz alguns dados que mostram que, neste processo, se ganha mais do que se investe.”

“O que temos visto nos Estados Unidos nos últimos meses é o ressurgimento da supremacia branca, e o que se observa no Brasil é uma expressão desse sentimento. Gostaria de pensar que isso acontece apenas no Brasil, mas não é verdade: são milhões de pessoas no mundo que pensam ser superiores aos indígenas, negros e outros grupos e que querem impor sua visão de mundo, cultura e modelo econômico. Do ponto de vista dos povos indígenas e comunidades afrodescendentes, o que se vê é um contramovimento a isso, de maior equilíbrio em relação à natureza, mais tolerante e intercultural. Essa situação é muito complexa, e vocês estão em um dos lugares onde isso se reflete de forma tão descarada e sem-vergonha – é preciso dizer. Não é uma situação única, mas, pela dimensão do Brasil e pelo que representa para a Amazônia, é assustador.”

Guardeze-se: Os maiores guardiões de sementes do Brasil, Copaíba do Brazil!?!, Os heróis invisíveis da vida selvagem, “Vamos seguir resistindo”: recado dos povos da floresta, Mobilização Munduruku

Reuso de água na Semana do Químico

Palestra Reuso de água Semana do Químico CRQ 06/2021Jamur Gerloff

A reutilização ou o reuso de água ou o uso de águas residuárias não é um conceito novo e tem sido praticado em todo o mundo há muitos anos. Cetesb – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo

Existem relatos de sua prática na Grécia Antiga, com a disposição de esgotos e sua utilização na irrigação. No entanto, a demanda crescente por água tem feito do reuso planejado da água um tema atual e de grande importância.

Neste sentido, deve-se considerar o reuso de água como parte de uma atividade mais abrangente que é o uso racional ou eficiente da água, o qual compreende também o controle de perdas e desperdícios, e a minimização da produção de efluentes e do consumo de água.

Dentro dessa ótica, os esgotos tratados têm um papel fundamental no planejamento e na gestão sustentável dos recursos hídricos como um substituto para o uso de águas destinadas a fins agrícolas e de irrigação, entre outros.

As águas de chuva são encaradas pela legislação brasileira hoje como esgoto, pois ela usualmente vai dos telhados, e dos pisos para as bocas de lobo aonde, como “solvente universal”, vai carreando todo tipo de impurezas, dissolvidas, suspensas, ou Simplesmente arrastadas mecanicamente, para um córrego que vai acabar dando num rio que por sua vez vai acabar suprindo uma captação para Tratamento de Água Potável. Claro que essa água sofreu um processo natural de diluição e autodepuração, ao longo de seu percurso hídrico, nem sempre suficiente para realmente depurá-la.

Reuze-se: Método Kabyle, Water Crisis in Pakistan, O mar de Aral virou areia., Tapetes do fundo do mar e reflexão sobre preservação dos oceanos, Ranking da poluição plástica nos oceanos

A chocante monotonia das prateleiras de supermercados

Indústria de alimentos vende ilusão de variedade. Mas há 7 mil plantas comestíveis na Terra, e 90% do que consumimos vêm de apenas 15 espécies. Sabores e aromas artificiais imperam. Contudo, há como reinventar a cozinha da biodiversidade”, escreve Ricardo Abramovay, professor Sênior do Instituto de Energia e Ambiente da USP, em artigo publicado por Outras Palavras, 15-10-2020. Instituto Humanitas Unisinos

Quando você vai ao supermercado, a quantidade de cores, formatos, marcas, desenhos, fotos e alternativas é desconcertante. À primeira vista, suas chances de escolha, para as refeições que tem pela frente, são cada vez maiores. Ricardo AbramovayOutras Palavras

Mas, na verdade, a palavra mais marcante do padrão alimentar contemporâneo é monotonia. E isso representa uma tripla ameaça: à saúde, à segurança alimentar e aos serviços ecossistêmicos dos quais todos dependemos.

Estado Mundial das Plantas e dos Fungos, relatório recém-publicado pelo britânico Kew Royal Botanic Gardens, instituição prestigiosa, dirigida pelo pesquisador brasileiro Alexandre Antonelli, ajuda a responder a esta pergunta.

O estudo mostra que as plantas comestíveis catalogadas globalmente pela ciência chegam ao impressionante número de 7.039. Destas, 417 são consideradas cultiváveis. As descobertas de novas plantas não cessam. Só em 2019, os botânicos registraram 1.942 novas plantas e 1.866 fungos que ainda não conheciam. No Brasil, duas novas espécies de mandioca selvagem foram catalogadas.

A Organização Mundial da Saúde, a Organização Mundial da Saúde Animal e a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação estão trabalhando juntas em torno da noção de One Health (algo como “a saúde é uma só”). Mas, como mostra um trabalho recente de pesquisadores da Fondation Nationale des Sciences Politiques, multiplicam-se as iniciativas que procuram compreender e elaborar políticas juntando padrões de consumo alimentar, produção agropecuária, saúde humana e meio ambiente.

Para o Brasil, esta unidade é um trunfo e um imenso desafio. O trunfo está no fato de sermos o país mais megadiverso do planeta, apesar do abalo em nossa reputação global — derivado do avanço da destruição na Amazônia, no Pantanal, no Cerrado e do descaso das atuais políticas governamentais em preservar estes patrimônios universais pelos quais os brasileiros deveriam ser responsáveis.

Mais de 820 milhões de pessoas passam fome e cerca de 2 bilhões encontram-se em situação de insegurança alimentar moderada ou grave em todo mundo (FAO/ONU, 2019). Dados sobre concentração da terra na América Latina mostram que 1% das propriedades concentram mais de 50% da área agricultável (OXFAM, 2016). No Brasil, o último Censo Agropecuário evidencia o mesmo padrão de concentração, e as mulheres constituem apenas 18,7% dos produtores rurais do país. Mais de 90% da produção agrícola brasileira é feita de soja e milho, destinados em sua maioria para a China (PORTO e GRISA, 2020). A diversidade dos alimentos a que as populações têm acesso é cada vez menor. Existem mais de 14 mil espécies plantas comestíveis na terra e, no entanto, apenas três proporcionam 60% das calorias consumidas (LANCET, 2019) e 90% do que consumimos vem de apenas 15 espécies (ABRAMOVAY, 2020) A comercialização de alimentos é também altamente concentrada por grandes empresas transnacionais. Comunicação Conferência SSAN

A atenção especial às mulheres se deve à sua importância para a garantia da soberania alimentar. São elas que reconhecidamente realizam a maior parte do trabalho de proteção das sementes crioulas, o cultivo de hortas e plantas medicinais, o cuidado dos quintais produtivos e o manejo dos animais de pequeno porte. A despeito disso, as mulheres rurais e suas crianças estão entre os mais afetados pela fome. Higiene Alimentar – Vol.30 – nº 260/261 – Setembro/Outubro de 2016

É necessário produzir mais alimentos, porém, é crucial que isto aconteça sem gerar maiores impactos ao meio ambiente. Portanto, adotar medidas que garantam a sustentabilidade da produção de alimentos e a preservação dos recursos naturais é o
novo desafio para o setor, conforme conclusão do relatório da FAO. No entanto, é necessário, também, uma alteração nos sistemas alimentares, haja vista que um terço de todo alimento produzido no mundo, é perdido ou desperdiçado. Afinal, mudanças para reduzir tais perdas, além de melhorar a eficiência do sistema, diminuirá ainda a pressão sobre os recursos naturais.

No Brasil, quarto maior fornecedor de alimentos do mundo e responsável por atender 40% do aumento necessário na produção mundial de alimentos, o desperdício é uma triste
realidade. Estimativas do Programa das Nações Unidas para o meio ambiente (PNUMA), apontam que 10% da produção se perdem nas plantações, 50% na distribuição, transporte
e abastecimento e 40% da comercialização até o consumo. Antes de buscar novas técnicas e tecnologias para aumento de produtividade é imprescindível que se trate deste mal, presente em todos os elos da cadeia agroalimentar.

Supereze-se: Os maiores guardiões de sementes do Brasil, Indígenas doam alimentos, Vamos plantar água? , Grude na Tela Rural, Como aprendemos a comer plantas tóxicas sem ajuda da ciência, A primeira palavra, Quintais produtivos