Takanakuy

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Não tem nada melhor do que resolver os conflitos do ano antes dele o mesmo se encerrar, não é mesmo? Afinal, ninguém quer um início com pendências. E existem diversas formas de se acertar com as pessoas que lhe fizeram mal. Alguns conversam, outros mandam presentes, mas no Peru as coisas são diferentes. Lá, eles participam do Takanakuy. Você sabe o que é essa celebração? MeuCâmbio

O evento que ocorre todo dia 25 de dezembro não priva ninguém de participar. Tanto homens, como mulheres e crianças, podem ir ao campo de luta dar um fim nos problemas anuais. Nas lutas masculinas, as ações mais comuns são os socos. Já nas nas femininas, os chutes e pontapés são os golpes mais tradicionais.

Takanakuy, que significa “quando o sangue está fervendo”, é uma tradição indígena que vem dos Chumbivilcas, uma comunidade próxima a Cuzco. O evento é tão importante, que requer uma preparação para participar e assistí-lo, incluindo vestimentas típicas. Muitos dos lutadores utilizam máscaras de esqui coloridas e penduram bichos de pelúcia em cima da cabeça, com o objetivo de intimidar o oponente. As mulheres, têm o costume de trançar os cabelos e colocarem suas melhores saias e chapéus para assistir o confronto.

Não pense que porque a luta livre é realizada na praça de touro local, que não existem regras. No Takanakuy é preciso abraçar o adversário antes da briga, e não é permitido agredir o oponente quando ele está caído: a luta só é válida enquanto ambos encontram-se em pé. Caso o lutador descumpra com o regulamento, não sairá impune, mas castigado, sendo supervisionado por árbitros, que geralmente são as autoridades locais. Algo interessante do Takanakuy, é que apesar do evento ser um confronto agressivo, o índice de lesão é baixo, e, reza a lenda, que você sai sangrando, porém, com as desavenças resolvidas, pode até voltar a ser amigo do oponente.

Visto de fora, o Takanakuy até parece uma exposição irracional à violência, porém, esse é um patrimônio cultural do povo chumbivilcas. Para eles, é uma maneira de eliminar as energias negativas e resolver as desavenças de uma forma honrosa e limpa, uma vez a que as pessoas se prontifiquem a participar do evento.

Quechua for “when the blood is boiling,” Takanakuy is an annual fighting festival in the remote Andean village of Santo Tomás, in Chumbivilcas, Peru. In this Christmastime tradition, community members settle the year’s conflicts – from property disputes to family quarrels – through hand-to-hand combat. The practice is thought to have its origins in the colonial period, and is deeply imbued with code and ritual; it is both a space to resolve questions of honor, and a chance to show off physical strength in front of the community. Nicolas Villaume – American Quarterly

Each year, community members are selected as cargudos, responsible for organizing a series of dances, parades and ceremonies connected to Takanakuy. The festivities include a procession to honor baby Jesus. 

The fighting occurs in an open space. Referees use a whip to maintain the ring of spectators, which often tightens as the fight intensifies. 

The fight ends when one person is on the ground, although the referee can stop the action earlier if necessary. Takanakuy always ends with a handshake and, sometimes, a smile.

Takanakuyze-se: Conemo, Fortalecer a imunidade é importante: saiba o que comer e o que evitar, Felipe Guamán Poma de Ayala, O Tradutor, Leche de tigre

Madre Teresa de Calcutá

Madre Teresa de Calcutá (1910-1997) foi uma missionária católica macedônia, famosa por seu trabalho de ajuda às populações carentes do Terceiro Mundo. Dilva Frazão – ebiografia

Logo cedo descobriu sua vocação religiosa. Com dezoito anos entrou para a Casa das Irmãs de Nossa Senhora do Loreto. Criou a Congregação Missionárias da Caridade.

Dedicou toda sua vida aos pobres. Em 1979 recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Foi Beatificada pela igreja católica em 2003 e canonizada em 2016.

Agnes Gonxha Bojaxhiu é o nome de nascimento de Madre Teresa de Calcutá. Ela nasceu no dia 26 de agosto de 1910, em Üsküp, cidade que fazia parte do Império Otomano, mas que atualmente se chama Skopje, atual capital da Macedônia do Norte, nação que surgiu depois do desmembramento da Iugoslávia. Mundo Educação

A congregação Missionárias da Caridade foi fundada por Madre Teresa de Calcutá em 1950 e atualmente está em mais de 100 países.

Os pais de Madre Teresa eram descendentes de albaneses e chamavam-se Nikola Bojaxhiu e Dranafile Bojaxhiu. O pai era um empreendedor de sucesso que trabalhava com diferentes negócios, enquanto a mãe era dona de casa e cuidava do lar e dos três filhos: Agnes, Aga e Lazar.

A família de Teresa era muito católica e, desde a infância, ela se envolveu com assuntos da igreja. Essa aproximação de Teresa com a religião aumentou consideravelmente depois que seu pai faleceu em 1919.

Foi educada numa escola pública da atual Croácia. Ingressou na Congregação Mariana. Com o consentimento dos pais, no dia 29 de Setembro de 1928, entrou para a Casa das Irmãs de Nossa Senhora de Loreto, em Dublin, Irlanda.

O seu sonho era ir para a Índia, onde faria um trabalho missionário com os pobres. Em 24 de maio de 1931, fez votos de pobreza, castidade e obediência, recebendo o nome de Teresa.

Em 1937, ela professou os votos de pobreza, castidade e obediência e, assim, recebeu o título de “madre”. Seguiu trabalhando na Saint Mary’s High School (a escola administrada pelas Irmãs de Nossa Senhora de Loreto) até 1948. No entanto, ela decidiu abandonar o convento e a escola na qual lecionava para ajudar os pobres de Calcutá de maneira voluntária e independente.

Da Irlanda, Irmã Teresa partiu para Índia. Foi enviada para Darjeeling, local onde as Irmãs de Loreto possuíam um colégio.

Madre Teresa alegou que decidiu abandonar a ordem em que esteve por quase vinte anos porque teria recebido um chamado para trabalhar entre os pobres na Índia. A pobreza na Índia era muito grande, e o contexto do país era de fome e violência, uma vez que, entre 1943 e 1944, a Índia Britânica tinha registrado a morte de milhões de pessoas pela fome. A violência, por sua vez, estava relacionada com o acirramento de ânimos entre hindus e muçulmanos.

De Darjeeling a Irmã Teresa foi para “Calcutá” onde passa a ensinar História e Geografia no Colégio de Santa Maria, da Congregação de Nossa Senhora do Loreto.. Mais tarde foi nomeada diretora.

Em setembro de 1946 durante uma viagem de trem, ouviu um chamado interior que a fez decidir abandonar o noviciado e se dedicar aos necessitados.

Depois de apresentar seu plano, recebeu a autorização do Papa Pio XII, no dia 12 de Abril de 1948. Embora deixando a congregação de Nossa Senhora de Loreto, a Irmã Teresa continuava religiosa sob a obediência do arcebispo de Calcutá. Só em 08 de Agosto de 1948 ela deixou o colégio de Santa Maria.

Madre Teresa dirigiu-se para Patna, para fazer um breve curso de enfermagem. Em 21 de dezembro obtém a nacionalidade indiana. Data em que a irmã reuniu um grupo de cinco crianças, num bairro pobre e começou a dar aula.

Pouco a pouco, o grupo foi aumentando. Dez dias depois eram cerca de cinquenta crianças. Tendo abandonado o hábito da Congregação de Loreto, a Irmã Teresa usava um sari branco (roupa indiana), debruado de azul e colocava no ombro uma pequena cruz.

As missionárias visitavam os abrigos levando, mais que donativos, palavras amigas e as mãos sempre prestáveis para qualquer trabalho.

Em 19 de março de 1949, as vocações começaram a surgir entre as suas antigas alunas do colégio. A primeira foi Shubashini. Filha de uma rica família, disposta a colocar sua vida ao serviço dos pobres.

Outras voluntárias foram se juntando ao trabalho missionário. Mais tarde chamadas de “Missionárias da Caridade”. Em 1949, a constituição da irmandade, começou a ser redigida.

A Congregação de Madre Teresa, foi aprovada pela Santa Sé em 07 de outubro de 1950. Em agosto de 1952, é aberto o lar infantil Sishi Bavan (Casa da Esperança) e inaugurado o “Lar para Moribundos”, em Kalighat, auxiliando pobres, doentes e famintos.

A partir dessa data, a sua Congregação começa a expandir-se pela Índia e por várias partes do mundo. Em 1963, em reconhecimento a seu apostolado, o governo indiano concede-lhe a medalha “Senhor do Lótus”.

Em outubro de 1979 a Madre Teresa de Calcutá recebeu o Prêmio Nobel da Paz.

No mesmo ano, João Paulo II recebeu a Madre, em audiência privada e a nomeia “embaixadora” do Papa em todas as nações.

Muitas universidades lhe conferiram o título “Honoris Causa”. Em 1980, recebe a ordem “Distinguished Public Service Award” nos EUA. Em 1983, estando em Roma, sofre o primeiro grave ataque do coração. Tinha 73 anos.

Em setembro de 1985, foi reeleita Superiora das Missionárias da Caridade. Nesse mesmo ano, recebeu do Presidente Reagan, na Casa Branca, a Medalha Presidencial da Liberdade, a mais alta condecoração do país.

Em agosto de 1987, viajou para a União Soviética quando foi condecorada com a Medalha de ouro do Comitê Soviético da Paz. Em agosto de 1989, realiza um dos seus sonhos, abrir uma casa na sua Albânia, sua terra natal.

Em setembro de 1989, sofre o seu segundo ataque do coração e recebe um marca-passo. Em 1990, pede ao Papa para ser substituída no seu cargo, mas volta a ser reeleita por mais seis anos, até 1996.

Madre Teresa de Calcutá faleceu no dia 05 de setembro de 1997, depois de sofrer uma parada cardíaca. Seu corpo foi transladado ao Estádio Netaji, onde o cardeal Ângelo Sodano, Secretário de Estado do Vaticano, celebrou a Missa de corpo presente.

O mesmo veículo que, em 1948, transportara o corpo do Mahatma Gandhi foi utilizado para realizar o cortejo fúnebre da “Mãe dos pobres”. Em 19 de outubro de 2003 Madre Teresa de Calcutá é beatificada pelo Papa João Paulo II. No dia 4 de setembro de 2016 foi canonizada, pelo Papa Francisco.

Frases da Madre Teresa de Calcutá

  • “Não devemos permitir que alguém saia da nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz.”
  • “É fácil amar os que estão longe, mas nem sempre é fácil amar os que vivem ao nosso lado.”
  • “Temos que ir a procura das pessoas, porque podem ter fome de pão ou de amizade.”
  • “Quem julga as pessoas não tem tempo para amá-las.”
  • “Enquanto estiver vivo, sinta-se vivo.”

Há quem critique a gestão das doações realizadas para as ações de caridade dela e houve até quem a denunciasse por corrupção financeira. Por fim, as relações de amizade que Madre Teresa tinha como Jean-Claude Duvalier, o ditador haitiano conhecido como Baby Doc, também renderam críticas.

Calcutaze-se: Kobra, personalidade do ano em Nova York, Papas Reformadores, Noel ou Jesus?!?, Tornar-se adulto…, As discípulas de Jesus

Não Podíamos Ter Figos Sem Vespas.

O mutualismo, uma forma de simbiose, é uma interação entre dois indivíduos que beneficia ambos – e está disseminado por todo o reino animal. LIZ LANGLEY

Um beija-flor-roxo, nativo do norte da América do Sul, alimenta-se de uma flor.
 FOTOGRAFIA DE ALEX SABERI, NAT GEO IMAGE COLLECTION

É bem conhecido que os polinizadores fornecem os nossos alimentos favoritos, desde morangos a sementes de girassol. Mas menos familiar é o que impulsiona a polinização: o mutualismo.

Trata-se de uma interação entre dois indivíduos da mesma espécie, ou de espécies diferentes, que beneficia ambos. O mutualismo é uma forma de simbiose, que é uma relação próxima e persistente entre dois organismos de espécies diferentes, mas não é necessariamente uma relação em que se entreajudam. Os outros tipos de simbiose incluem parasitismo, comensalismo e amensalismo.

Quando os polinizadores, como abelhas, borboletas e beija-flores, bebem o néctar das flores, também apanham o pólen – os espermatozoides da planta – e espalham esta substância por outras flores, ajudando a planta a reproduzir-se. Quando os polinizadores, como abelhas, borboletas e beija-flores, bebem o néctar das flores, também apanham o pólen – os espermatozoides da planta – e espalham esta substância por outras flores, ajudando a planta a reproduzir-se. O polinizador obtém uma refeição e a planta procria.

É uma estratégia tão bem-sucedida que a polinização envolve 170 mil espécies de plantas e 200 mil animais, contribuindo para 35% da produção mundial de alimentos.

As abelhas também são favorecidas por algumas flores. As flores da orquídea conhecida por erva-abelha, por exemplo, imitam a aparência das abelhas fêmea.

Como estas orquídeas também se conseguem autofertilizar, conseguem sobreviver sem o seu parceiro mutualista, sendo portanto um exemplo de mutualismo facultativo.

Labroides dimidiatus, ou peixe-limpador, é famoso por conseguir as suas refeições através da limpeza de parasitas da boca e guelras de peixes maiores – peixes que visitam propositadamente as suas “estações de limpeza” – nos recifes de coral do Indo-Pacífico, mas possuem outras fontes de alimento, como crustáceos, e esta também é uma relação de mutualismo facultativo.

Porém, no caso dos figos e das vespas-do-figo, ambos precisam um do outro para completar o seu ciclo de vida. A isto chama-se mutualismo obrigatório. Existem cerca de 750 espécies de figos, e cada uma tem uma vespa específica para a polinizar.

O ciclo de vida começa quando uma vespa fêmea perfura um figo, que não é uma fruta, mas sim um cacho de pequenas flores invertidas que estão envoltas numa casca dura. A vespa põe os seus ovos dentro do figo e morre. Quando as larvas eclodem, as larvas dos machos ainda sem asas fertilizam as fêmeas. As vespas fêmea crescem e visitam outros figos, levando consigo o pólen dos figos anteriores para completar o ciclo de vida.

Quando os animais comem frutas e cospem ou defecam as sementes, obtêm nutrição e uma variedade de plantas têm a possibilidades de florescer, denominados como os dispersores de sementes, são considerados mutualistas difusos.

O mutualismo especializado acontece quando um ou ambos os organismos têm uma relação mais exclusiva, como uma espécie de ave, a phainopepla do sudoeste dos EUA e do México, que dispersa as sementes de visco do deserto, uma planta parasita.

As acácias da América Central, por exemplo, podem ter desenvolvido espinhos ocos para as formigas de acácia viverem.

As formigas, por sua vez, podem ter desenvolvido comportamentos defensivos – formam “enxames” e picam – para proteger a árvore dos herbívoros.

Os organismos com relações mutualistas podem passar por uma coevolução onde duas espécies desenvolvem novos traços em resposta às necessidades uma da outra.

É tentador antropomorfizar os mutualismos como favores entre amigos, mas trata-se apenas de duas espécies que tentam responder às suas necessidades. E também pode ser uma relação com um equilíbrio precário.

“Isto é realmente matéria-prima para algumas trocas evolutivas muito interessantes entre parceiros”, diz Judith Bronstein, ecologista e bióloga evolucionista da Universidade do Arizona, em Tucson.

Which one do you prefer?!?

Instagram: ademar__vieira

Brazil needs to change its choices and redirect its bets. Continuing to invest billions in the current agricultural model that transforms forests into pastures and into green deserts of poisoned grain monoculture, only aggravates the social, environmental and climate crises.

The solution? Yes, it exists! Strengthen family farming and agroecology, systems that produce real food in partnership with nature, free from poisons and generating jobs and income for people. That’s what I try to show in this strip, made at the request of @greenpeacebrasil , which is called “Which one do you prefer?”

O Brasil precisa mudar suas escolhas e redirecionar suas apostas. Continuar investindo bilhões no atual modelo agropecuário que transforma florestas em pasto e em desertos verdes de monocultura de grãos envenenados, só agrava as crises, social, ambiental e climática.

A solução? Sim, ela existe! Fortalecer a agricultura familiar e a agroecologia, sistemas que produzem comida de verdade em parceria com a natureza, livre de venenos e gerando emprego e renda para as pessoas. É isso que tento mostrar nessa tirinha, feita a pedido do Greenpeace Brasil, que se chama “Qual você prefere?”

Brasil necesita cambiar sus elecciones y reorientar sus apuestas. Continuar invirtiendo miles de millones en el modelo agrícola actual que transforma los bosques en pastizales y desiertos verdes de monocultivo de granos envenenados, solo agrava las crisis sociales, ambientales y climáticas.

¿La solución? ¡Sí, existe! Fortalecer la agricultura familiar y la agroecología, sistemas que producen alimentos reales en alianza con la naturaleza, libres de venenos y generadores de empleo e ingresos para las personas. Y eso es lo que trato de mostrar en esta tira, realizada a pedido de Greenpeace Brasil, que se llama “¿Cuál prefieres?”

Wichze-se: Agro será mesmo?, 1ª Feira de Economia Solidária e Agricultura Familiar, OURO VERDE E PROTEÇÃO DO PLANETA, Prefeitura e Segurança alimentar, Projeto Horta Educativa, As MELHORES PLANTAS pra HORTA

MICÉLIO: O Plástico do Futuro?

MICÉLIO: O Plástico do Futuro?Elementar

Cientistas estão criando o plástico do futuro a partir do Micélio, e o que eles estão fazendo com esse material é incrível. Mas será que vamos conseguir substituir todo o plástico?

De início, o plástico surgiu como um substituto pro marfim, um material retirado das presas de elefantes selvagens. O primeiro plástico totalmente sintético foi inventado em 1907 por Leo Baekeland, ele se chamava baquelite e, além de ser um bom isolante, era durável, resistente ao calor e oferecia possibilidades infinitas de aplicação. Mas, foi só durante a Segunda Guerra Mundial que a indústria do plástico realmente cresceu.

O plástico passou a ser usado nas engrenagens dos veículos, em cabos de paraquedas, nos pneus dos carros… enfim, o material foi descoberto quase como um milagre durante a guerra. O problema é que depois de colocar o plástico num pedestal, a geração do pós-guerra começou a enxergar ele mais como uma maldição do que como um indício de sucesso.

Em uma rápida pesquisa no Google ele nos informa que em média, o plástico demora 500 anos pra se decompor, podendo variar de acordo com o tipo e uso. E como a descoberta do material em si tem pouco mais de 100 anos, é provável que o primeiro plástico da história ainda esteja por ai, e vai continuar por um bom tempo.

A situação é tão assustadora que pode ser encontrado plástico até no nosso estômago, um estudo concluiu que é como se estivéssemos comendo cerca de um cartão de crédito por semana.

Pesquisadores de todo o mundo já perceberam o problema, por isso estão procurando materiais alternativos pro plástico, ou pelo menos pra algumas das intermináveis aplicações dele, e foi exatamente nessa busca que descobriram os cogumelos. Mas, o interesse dos pesquisadores não tá na parte que você usa pra fazer sopa, o foco é no micélio, que é basicamente a raiz do fungo.

Fungoze-se: A chocante monotonia das prateleiras de supermercados, Fortalecer a imunidade é importante: saiba o que comer e o que evitar, Concreto verde e parede viva, Cogumelos mágicos para a dor crônica, Cogumelos transformam resíduos agrícolas tóxicos em ração animal, Saúde no pé

Proibido tirar de giro e chamar no grau. Sujeito a cacete.

“Praticamente” em todas as regiões de São Paulo essas faixas foram vistas, inclusive em vias importantes de acesso a “grandes favelas” (comunidades), como Heliópolis e Parelheiros, na zona sul da capital, e Jaçanã, na zona norte. Em todas essas regiões o crime é monopolizado pelo PCC, maior facção criminosa do país. Danilo Verpa e Rogério Pagnan

Assim como na Grande São Paulo, os moradores desses bairros informam que elas foram colocadas nessas vias para aviso aos infratores, que são punidos em eventual desobediência. As punições geralmente ganham publicidade para conseguir o efeito dissuasório.

Os moradores do bairro Parque Alexandra, em Cotia, colocaram faixas em várias ruas alertando sobre o risco de dar ‘cacete’ em quem fizesse barulho ou desse ‘grau’ com moto na comunidade, o mesmo foi feito no Jardim Nova Cotia, em uma travessa da Rua Nova Odessa, moradores penduraram uma faixa com os mesmos dizeres. Cotia e Cia

Normalmente, essas faixas começam a aparecer quando se aproxima o fim de ano, época em que alguns motociclistas se reúnem para fazer barulhos com seus veículos.

No final de 2020, faixas semelhantes também foram instaladas na região do Morro do Macaco. “Está extremamente proibido tirar moto de giro e dar pipoco aqui na nossa comunidade”, dizia uma delas. Algumas das faixas foram afixicadas nas ruas Pelicano, Canários e Contemplação.

Nas festas de fim de ano grupos de motociclistas promovem ‘rolezinhos’ e tiram a paz de moradores de comunidades cotianas, para tentar coibir a prática, moradores do Morro do Macaco decidiram colocar  faixas pedindo para que motociclistas não perturbem na noite de reveillon “Está extremamente proibido tirar moto de giro e da pipoco aqui na nossa comunidade” diz uma delas.

“Tirar de giro” é a manobra realizada por motociclista que provoca a explosão do escapamento, barulho que se assem elha a disparos de arma de fogo. “Chamar no grau”, por sua vez, é empinar a roda da frente da moto para se exibir.

“Quero dizer que essas faixas são, sim, para serem respeitadas, entendeu, mano? Quem está colocando é a comunidade, é o crime, em prol da população”, diz o rapaz, fazendo, segundo ele mesmo, uma retratação de uma postagem anterior em que aparece “tirando de giro” e desrespeitando uma dessas faixas.

“Porque quem vier a fazer isso daí vai ser pego para exemplo, como eu estou sendo”, diz ele. Em seguida, é espancado por um homem com chutes, socos e cotoveladas.

O caso vem sendo investigado pela Polícia Civil, que quer descobrir quem colocou as faixas. Em alguns pontos, esses avisos visuais foram removidos por ordem da polícia.

A polícia também diz, em nota, que “a Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) do município investiga outros locais na cidade em que possam existir faixas, no intuito de “apurar” “eventuais” crimes existentes por trás de tal comportamento”.

Caceze-se: Motoqueira Fantasma, Luiz Gonzaga Leite, o Guarda Luizinho!, PARE ou DIMINUA?, Moro, nem tanto., É ao morrerem que se tornam santos.

Ademar Vieira, amazonense e suas tirinhas!!!

Vieira’s stories are really touching, and explore really difficult themes of parenting, social injustice, economic inequality, the difficulties of quarantine, and death itself, especially in the face of the current pandemic. They’re truly realistic and heartbreaking, so set up some tissues beside you—it may squeeze a tear or two. Bored Panda

Instagram: Ademar Vieira

Os desenhos de Ademar Vieira, que já rodaram o mundo, contam histórias que dispensam qualquer tipo de legenda, normalmente falando sobre injustiças sociais, desigualdade e problemas comuns do dia a dia. Leonardo Ambrosio – Mistério do Mundo

Looking at the stories, it’s no surprise that Vieira worked as a screenwriter. But what’s surprising is how talented he is at illustrating these narratives without using a single word. The fact that his silent narratives express a whole world of emotions, themes, and ideas is remarkable.

Ademar fez muito sucesso com seus desenhos que tratavam do tema da quarentena, que tocam de assuntos super delicados com uma destreza ímpar.

Por conta do sucesso de seus desenhos na Internet, o amazonense foi entrevistado pelo portal europeu ‘BoredPanda‘, onde teve seus desenhos compartilhados. “Eu comecei a fazer os desenhos de forma despretensiosa, somente como uma forma de exorcizar meus demônios durante uma fase bem difícil que eu estava vivendo no começo de 2020. E quando eu postei as tirinhas, eu percebi que muitas pessoas se identificaram com elas. Eu recebei um grande feedback e então continuei a expor as coisas que eu estava sentindo, e a audiência foi ficando maior. Quando me recuperei, estávamos na pandemia do coronavírus, o que significa que todo mundo estava vivendo uma fase ruim. Então em continuei expondo os problemas das pessoas ao redor do planeta.

Ademar gave Bored Panda an exclusive interview about his works and background in general. “I started making the strips unpretentiously, just as a way to exorcise my demons during a very difficult phase that I was going through in early 2020 and when I posted, I realized that many people identified with them themselves. I received good feedback and then I continued to expose the things I was feeling and the audience got bigger. When I recovered from the bad phase, we were in the coronavirus pandemic, meaning everyone was going through a bad phase, so I continued to explore the problems people around the world were going through. Now I have used the strips to express my opinions on some issues that I consider relevant, whether personal, social, or political.”

Uma de suas tirinhas mais compartilhadas entre os portais estrangeiros está a história intitulada “Mãe”, que fala sobre um dos piores problemas do nosso país na atualidade, a falta de cuidado e preservação com a nossa Floresta Amazônica.

“Hoje, no meu país, há notícias diárias sobre os incêndios provocados na Amazônia e no Pantanal, duas de nossas maiores reservas de biodiversidade. Isso nos afeta, mas não da mesma forma que afeta os animais. Talvez, por meio da arte, possamos ver as coisas por outra perspectiva”, disse o autor.

“I couldn’t believe it when a comic strip of mine went viral in Latin America in June this year. I received 100 thousand likes and gained 20 thousand followers in one week. Famous people and profiles came to talk to me and congratulate me and that left me in the clouds, but it also brought the weight of responsibility. Now, I was no longer making strips just for me and my friends, people from different countries were also seeing me. I was very happy that the public showed me a path to be followed as an artist and I want to follow that path to see what else is good.”

El bredo

Se você nunca ouviu falar do bredo saiba que já deve ter passado por ele, ou até arrancado um tufo numa limpeza de jardim. Ele faz parte do grupo de vegetais classificados atualmente como PANCs, Plantas Alimentícias Não Convencionais.  Rachel Bonino – Sacola Brasileira

O bredo – ou caruru ou amaranto, escolha o seu nome preferido – é um arbusto rústico que pertence à família das Amaranthus spp. (Amaranthaceae), que é enorme, e inclui plantas super diversas em formato, cor e tamanho. A que estou falando aqui é a variedade Amaranthus viridis L, bem comum de se encontrar em todo o Brasil.

Nas pontas dos galhos, crescem bastões cheios de sementes. Nas variedades plantadas nos Andes, costuma-se separar os grãos e torrá-los. Você já deve ter visto saquinhos com estas sementes de bredo em lojas naturebas, mas o nome mais adotados nas embalagens é amaranto, mesmo.

Apesar a fartura e disponibilidade no Brasil, o bredo é apenas consumido fresco no Nordeste. As folhas refogadas no óleo viram acompanhamento nas refeições. 

Em Pernambuco, é ingrediente tradicional das comidas da Semana Santa. Depois de refogado, recebe leite de coco para virar acompanhamento do peixe da refeição, que ainda pode ser ladeado por quibebe de jerimum e vatapá.

Na culinária suas folhas e sementes (amaranto) são comestíveis, principalmente as folhas tenras no preparo de refogados, pesto no preparo de bolinhos verdes. Seus galhos inteiros (folhas, caules e inflorescências) são usados no preparo de sucos verdes, com grandes ganhos terapêuticos: resistência, superação e prosperidade são suas energias de ordem!

A segunda forma, ideal para o consumo de TODOS OS ALIMENTOS DO REINO VEGETAL: consumir integrado (como tempero) com o suco fresco do limão, que além de tornar os minerais de cada planta mais bio-disponíveis para assimilação e mineralização do organismo, será na forma de citratos, que são sais solúveis em água e agentes alcalinizantes do metabolismo, que portanto protegerão o sistema renal evitando formações de cálculos. 

Mesmo sem ter uma personalidade marcante no paladar, o bredo tem seu segredo: é rico em ferro e potássio, uma arma poderosa no combate à anemia. Também já foram estudadas suas propriedades contra infeções nos rins e seu potencial para aumentar a lactação em mulheres recém paridas.

A folha do bredo pode ser consumida de forma fresca, seca e pode também se misturar com outros ingredientes. Muitas mulheres não sabem, mas o chá de bredo é uma ótima dica para quem tem a menstruação desregulada e além de ajudar no controle desse ciclo, melhora também o humor.  

Vale salientar que o bredo é bom para a visão, para o tratamento da osteoporose, da anemia, para estimular a imunidade e o metabolismo. Além de que é indicado para tratar inflamações da bexiga, as doenças do estômago e a prisão do ventre. Prefeitura de Paulista

Além de suas muitas propriedades nutricionais, o caruru também pode ser usado como uma erva medicinal. Eficaz no tratamento de infecções, problemas hepáticos, catarro da bexiga, afecções do fígado e hidropsia, é ainda um excelente lactígeno, aumentando a produção de leite pelas glândulas mamárias, tornando seu consumo muito benéfico para mulheres grávidas, ou em fase de amamentação. Além disso, a planta é, devido ao elevado teor de cálcio (média de 455 mg/100 gramas da planta fresca), muito útil na formação dos ossos e dentes.

Outro dado curioso: originário da América Central e do Sul, o bredo já era cultivado por civilizações antigas, como a dos maias.

Nativa das Américas naturalizada na Europa Meridional a partir do contato com os Maias do México. Apresenta ampla distribuição nas regiões subtropicais e temperadas do mundo. Na Itália, por exemplo, encontrei caruru nas sarjetas de Roma, Nápoles e na região da Toscana… No Brasil, principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, apresenta grande vigor de crescimento. Conceição TrucomDoce Limão

Classificação científica

Reino: Plantae

Divisão: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Caryophyllales

Família: Amaranthaceae

Gênero: Amaranthus

Contudo há que ressaltar que as variedades mais vermelhas, roxas e com espinhos são as menos indicadas para consumo humano. Até podem, mas sem exagerar na quantidade e na frequência, porque poderão ser nefro-tóxicas, ou seja, inadequadas ao bom funcionamento dos rins. A primeira forma de se preservar é evitar tais variedades de caruru: as vermelhas e com espinhos.

Breze-se:

Lashon hará

Lashon hará (maledicência) é uma observação negativa verdadeira sobre outra pessoa. A Torá nos proíbe de fazer tal declaração ou de dar ouvidos a ela. Chabad.org

Os sábios nos ensinam que um judeu que fala lashon hará peca tão gravemente como um assassino, um adúltero ou um idólatra. Na época do Bet Hamicdash um judeu que falasse lashon hará era punido com tsaráat.

A lashom hara, fofoca, malidicencia, poderia também causar um sério dano a quem cometia tal ato, a tsaraat, o que nós chamamos de lepra vulgarmente. A Tsaráat aflige, progressivamente, a casa, as roupas e a pele da pessoa, a menos que purifique a sua forma de falar.Uma terrivel maldição espiritual toma conta da vida da pessoa que cometeu lashom hara. Analisando as escrituras

A palavra “lepra”, no original hebraico, é “tsaráat”. Ela significa mais coisas do que apenas uma doença física. Se você observar em Levítico 13: 2-28, verá a Bíblia lidando com o diagnóstico de, pelo menos, 21 aflições da pele, que são expressas por um termo que inclui tudo, o termo lepra. Se falasse de uma doença caracterizada pela brancura, conforme Êxodo 4:6, caracterizada por inchações, tumores ou manchas que desfigurassem a pele, provavelmente, seria lepra. Então, é claro que a descrição desses dois capítulos, provavelmente, incluía outras doenças da pele, além da lepra ou da hanseníase, conhecida hoje.

“Que diferença faz umas poucas palavras?”

D’us quer que todos os judeus vivam em paz uns com os outros. Julivan Santos – Bnei Noach

É muito difícil, e às vezes quase impossível, fazer teshuvá por haver falado lashon hará. Para fazer teshuvá, a pessoa deve sentir-se arrependida por haver falado lashon hará e decidir nunca mais repetir este falha. Mas não é suficiente. Ela deve também dirigir-se à pessoa sobre a qual falou e desculpar-se. É muito difícil procurar um parente ou amigo e dizer: “Falei lashon hará sobre você; por favor, perdoe-me!”

Nos textos sagrados do judaísmo existem termos que não são facilmente traduzíveis. Isto é o que acontece com a palavra teshuvá que é traduzida como arrependimento, mas na realidade se trata de uma ideia mais complexa e profunda. Conceitos

Durante o tempo de teshuvá é necessário adotar uma postura espiritual baseada no remorso e no arrependimento pelos pecados cometidos. Em outras palavras, os danos causados devem ser reparados para não serem cometidos novamente. Pode-se dizer que neste processo de introspecção há um julgamento sobre si mesmo. Não se trata de uma simples autocensura, mas de pensar em suas próprias ações com o objetivo de aliviar o espírito. Neste diálogo interior existe, por sua vez, um diálogo com Deus.

Para um fiel católico, quando se realiza uma ação indevida ou um pecado é necessário obter o perdão de Deus. Assim, através do sacramento da confissão, os fiéis confessam seus pecados e por meio da ação do Espírito Santo, o sacerdote lhe concede o perdão pelos pecados cometidos.

No entanto, o pedido de perdão só faz sentido quando existe a vontade de não cometer o mesmo erro novamente. Em outras palavras, só existe validade quando há um propósito sincero de arrependimento pelos pecados cometidos.

A palavra “teshuvá” vem da raiz hebraica “shub” que significa “voltar-se, retornar”. A palavra “teshuvá” significa literalmente “resposta, volta, retorno” e aponta para ideia de “voltar a um lugar” assim como tem também o sentido de “resposta”. A raiz “shub” está presente em toda a Escritura, mas a palavra “teshuvá” aparece somente na Brit Hadasha! Mário Moreno – Shemaysrael

Lashon hara [also known as leshon ha-ra or loshen horoh] [is] scandal-mongering. Lashon hara is considered to be prohibited by the Bible on the basis of Leviticus 19:16, “You shall not go up and down as a slanderer [in some translations: talebearer] among your people,” and is frequently condemned in the Book of Proverbs. My Jewish Learning

The rabbis [of classical Judaism in late antiquity], in inveighing against it, often resorted to hyperbolic language, e.g. in saying that slander, talebearing, and evil talk were worse than the three cardinal sins of murder, immorality, and idolatry. 

The most thorough discussion of the halachic and moral aspects of lashon hara is in Israel Meir Kagan’s Hafetz Hayyim.

O lashom hara esta presente no oitavo mandamento, “não levantarás falso testemunho contra teu próximo” e vemos também que Jesus nos ensinou a não fazermos ao próximo o que não queremos que façam a nós, e ainda nos disse que da mesma forma que perdoamos, somos perdoados. Mas devido a pouca importância que se da a este pecado, ele parece supérfluo, banal.

A teshuvá completa pela grave falha de lashon hará é muito difícil. Por isso, devemos ser cuidadosos para evitar este pecado.

Teshuváze-se: Essênios, eventos externos, Rivers Of Babylon by Boney M., A FÁBULA DO PORCO ESPINHO, Judas e a PNL, Insensatez, A igreja de todos os Deuses, LEIS DA GRATIDÃO

OS ETERNOS DA MARVEL ESTÃO NA BÍBLIA

OS ETERNOS DA MARVEL ESTÃO NA BÍBLIAMundo Cópia

Seres celestiais vistos e adorados como deuses vêm ao mundo dos humanos, há milhares de anos, trazendo consigo conhecimento, tecnologia e até desenvolvendo uma “raça superior”.

Marvel? Não, tô falando de Bíblia e literatura judaica.

A trama mistura referências ao livro de Gênesis, da Bíblia, e à obra “ERAM OS DEUSES ASTRONAUTAS?”, de Erich von Däniken, para contar a história dos Eternos, seres quase invencíveis criados pelos Celestiais, divindades por trás de toda a criação do universo, para caçarem os Deviantes, criaturas que se espalharam pela terra ainda na aurora do homem. A Hora

Dirigido por Chloé Zhao, vencedora do Oscar por “Nomadland”, o filme conta com elenco de peso – a equipe de dez eternos é liderada por nomes como Angelina Jolie (Thena), Salma Hayek (Ajak) e Richard Madden (Ikaris), de “Game of Thrones” – e aproveita o fato de que, ainda que importantes para as histórias em quadrinhos, os personagens são poucos conhecidos pelo grande público para realizar mudanças que contribuem com a história.

Na comparação com o material original, há diversas mudanças de gênero e de etnia que colaboram muito para o resultado final e o objetivo apresentado desde o início: construir uma jornada de desconstrução religiosa.

Por estarem na terra há mais de sete mil anos, estas divindades estão diretamente relacionadas com os eventos da história. Além, é claro, que a própria dinâmica entre Eternos e Deviantes ser uma clara referência ao duelo entre anjos e demônios proposto pela tradição judaico-cristã.

Eterneze-se: Multiverso MARVEL, Marvel, Aquaman é Indígena, 20 comics para quem entende a loucura do mundo de hoje, Thomas Malthus ou Thanos

5 mil anos sem destruir

Cientistas que trabalham no Peru pesquisaram camadas de solo em busca de evidências fósseis microscópicas de impacto humano. Eles descobriram que as florestas não foram “desmatadas, cultivadas ou de outra forma significativamente alteradas na Pré-História”. Victoria Gill – BBC News

Não é de hoje que as populações nativas indígenas e os povos originários do Brasil são os melhores guardiões das florestas, da fauna e da flora local: um estudo liderado por cientista do Smithsonian Tropical Research Institute em Balboa, no Panamá, revelou que por mais de 5 mil anos os povos indígenas viveram na Amazônia em perfeita harmonia com a natureza – sem destruir biomas e “sem causar perdas ou distúrbios detectáveis de espécies”. Buscando evidências fósseis microscópicas em pesquisa nas mais diversas camadas do solo amazônico – voltando, assim, no tempo em milhares de anos – os cientistas não encontraram qualquer evidência de impacto humano sobre as florestas. Vitor Paiva – Hypeness

Dolores Piperno, do Smithsonian Tropical Research Institute em Balboa, no Panamá, que liderou o estudo, disse que as evidências podem influenciar o debate moderno sobre conservação — revelando como as pessoas poderiam viver na Amazônia enquanto preservam sua biodiversidade.

Piperno disse à BBC News que as novas descobertas fornecem evidências de que o uso da floresta tropical pela população indígena “foi sustentável, não causando perdas ou distúrbios detectáveis de espécies, ao longo de milênios”.

Cientistas afirmam que suas descobertas também ressaltam o valor do conhecimento indígena para ajudar a preservar a biodiversidade da Amazônia, por exemplo, orientando a seleção das melhores espécies para replantio e restauração.

“Os povos indígenas têm um conhecimento tremendo sobre sua floresta e seu meio ambiente”, disse Piperno, “e isso precisa ser incluído em nossos planos de conservação.”

ISA lança manual sobre plantas indígenas com download gratuito

A natureza possui muitas das respostas que procuramos no mundo material, e ninguém melhor para conhecer os potenciais curativos das plantas e vegetais do que os indígenas. Pensando pra Frente

O ISA (Instituto Socioambiental), em parceria com o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, acaba de lançar o “Manual de Etnobotânica – Plantas, Artefatos e Conhecimentos Indígenas“.

O material reúne os conhecimentos indígenas às informações científicas sobre as plantas e seus usos – medicinais ou não.

A publicação baseia-se em um longo programa de colaboração entre o ISA e pesquisadores indígenas na região do Tiquié, no Amazonas, iniciado em 2005, que resultou numa ampla gama de publicações e materiais educacionais relacionados ao manejo ambiental, gestão territorial, cultura, história e tecnologia.

O manual faz parte do treinamento em pesquisa e intercâmbio de conhecimentos em etnobotânica com povos indígenas da região do Alto Rio Negro, no noroeste amazônico, realizado em 2016, e tem o objetivo de apoiar a pesquisa indígena colaborativa, intercultural e interdisciplinar.

O material apresenta, entre outros tópicos, a etnoecologia, a etnobotânica e a biodiversidade do noroeste amazônico, e ensina a coletar amostras, reconhecer espécies, classificá-las e cultivá-las.

O “Manual de Etnobotânica – Plantas, Artefatos e Conhecimentos Indígenas” está disponível para download gratuito. Baixe o seu!

Indize-se: Manual dos remédios tradicionais Yanomami, MANUAL PARA A VIDA, Manual sobre os usos de plantas amazônicas, Manual de agricultura urbana, Manual de Apicultura em Pequena Escala