WordCamp Denver

This summer, Denver, Colorado is excited to bring you a virtual conference all about WordPress. Simply put, anyone interested in WordPress. We’ll have something for beginners, developers, and everyone in-between.

WordCamp Denver, CO

WHEN (times are approximate)
Friday & Saturday, June 26-27, 2020
Friday (3-7pm), Saturday (9am-1pm)

WHERE
Wherever you like to do your online things.

WordCamp Denver is your (free) ticket to learn more about the WordPress platform, and enjoy a fun, informative, stress-free virtual conference.

  • high-quality talks to propel you forward in your WordPress journey
  • experienced speakers sharing their knowledge of WordPress, marketing & web development
  • a few short, non-WordPress related activities to give your mind a break

5 Things to Do to Get the Most Out of WordCamp Denver

  • One: Pay Attention;
  • Two: Network;
  • Three: Pay Attention to (and Engage in) Social Media (Assista à hashtag da conferência no Twitter. Para o WordCamp Denver, siga #WCDenver ) ;
  • Four: Follow Up on Ideas and To-Do’s You Created as a Result of Attending;
  • Five: Engage with Sponsors (Visit the Virtual Hallway Track).  maddyosman

Join our group of amazing donors in supporting educational programs like charity hackathons and open source educational events, to ensure free access to supported software projects, protect the WordPress trademark, and fund a variety of programs. These programs are educational in nature and intended to increase understanding about WordPress, free software, and open source development. WordPress Foundation

Wordprezze-se: Hora do CódigoSEU COMPUTADOR FAZ ISSO! – Windows 10Google Doodle JogosOs Empregos AcabaramBishop e o “Oasis”Guia de profissões AgosCASES SEBRAE: BANCO PÉROLA, HERSELF E SUMÁSENAI: 20 cursos online sem processo seletivoFÁBRICA DE CULTURAPLANTE SUA COMIDA ORGÂNICA na cidade!Índio Educa

CORTA-JACA

CORTA-JACA (Chiquinha Gonzaga e Machado Careca) por Lysia Condé

Show de lançamento do CD “Lysia Condé”, ocorrido no dia 15 de fevereiro de 2014, na Casa da Ribeira, Natal, RN. Viabilizado por lei de incentivo municipal através do “Programa Djalma Maranhão”, Prefeitura do Natal. Lysia Condé

Corta Jaca – Chiquinha Gonzaga

Neste mundo de misérias
Quem impera
É quem é mais folgazão
É quem sabe cortar jaca
Nos requebros
De suprema, perfeição, perfeição

Ai, ai, como é bom dançar, ai!
Corta-jaca assim, assim, assim
Mexe com o pé!
Ai, ai, tem feitiço tem, ai!
Corta meu benzinho assim, assim!

Esta dança é buliçosa
Tão dengosa
Que todos querem dançar
Não há ricas baronesas
Nem marquesas
Que não saibam requebrar, requebrar

Este passo tem feitiço
Tal ouriço
Faz qualquer homem coió
Não há velho carrancudo
Nem sisudo
Que não caia em trololó, trololó

Quem me vir assim alegre
No Flamengo
Por certo se há de render
Não resiste com certeza
Com certeza
Este jeito de mexer

Um flamengo tão gostoso
Tão ruidoso
Vale bem meia-pataca
Dizem todos que na ponta
Está na ponta
Nossa dança corta-jaca, corta-jaca!

Corta-jaze-se: Bidu Sayão188RIGOLETTO, DE GIUSEPPE VERDIDinâmicos, ,Ateus, BoechatClara RosaClarice Lispector do Samba, Clara Nunes.Xibom BombomAlceu Valença – Anunciação, Aquela Paz, Cheirando Cola

Música Popular Caiçara feat. Greg News

GREG NEWS | RENDA BÁSICA

GREG NEWS | STF

GREG NEWS com Gregório Duvivier | EMPRECARIADO

Charlie Brown Jr – Música Popular Caiçara (DVD Oficial) – Radar Records Oficial

Rendeze-se: CASES SEBRAE: BANCO PÉROLA, HERSELF E SUMÁOuro verde e proteção do PlanetaGREG NEWS – MST e MineraçãoCursos online e gratuitos sobre agrofloresta, permacultura e ecodesignAs 11 ideias de negócio mais procuradas pelos brasileiros

Waldschule für kränkliche Kinder

Em 1904, surgia nas proximidades de Berlim a primeira escola ao ar livre do mundo. A Waldschule für kränkliche Kinder havia sido criada por Walter Spickendorff em conjunto com o pediatra Bernhard Bendix e o inspetor escolar Hermann Neufert, com o objetivo de atender crianças com tuberculose latente. Ainda no início do século 20, a ideia viria a se transformar em um movimento que se espalhou pela Europa e pelos Estados Unidos. Hypeness

O objetivo dessas instituições era permitir que as crianças continuassem estudando em um ambiente com menos chances de transmissão da tuberculose. Normalmente, as escolas ofereciam “salas” ao ar livre, longe de grandes centros urbanos. Algumas delas tinham paredes, enquanto outras ficavam em plena floresta.

Em comum, as escolas ofereciam áreas ao ar livre em ambientes rurais, geralmente próximos a florestas, adotavam rotinas de exercícios físicos e dietas controladas, além de oferecer revisões médicas regularmente.

Escola ao ar livre na França. Foto: CC BY-SA 4.0Thomas BRENAC

À medida que antibióticos foram se tornando mais acessíveis, a tuberculose passou a ser uma doença controlada. Ela ainda existe e, segundo a Agência Brasil, se encontra entre as 10 principais causas de morte no mundo.

No Brasil, são registrados cerca de 200 novos casos por dia. Um dos principais problemas relacionados à tuberculose no país é o abandono do tratamento, que tem uma duração de cerca de seis meses e está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Graças à melhoria das condições para tratar da doença, as escolas ao ar livre foram pouco a pouco se tornando obsoletas, mas podem voltar a inspirar arquitetos e educadores a encontrar uma solução que permita retomar o ensino com mais segurança em um mundo pós-Coronavírus.

Acreditamos no poder da INSPIRAÇÃO. Uma boa fotografia, uma grande história, uma mega iniciativa ou mesmo uma pequena invenção. Todas elas podem transformar o seu jeito de enxergar o mundo. Redação Hypeness

““Quem não quer aprender a Física observando o trânsito, lançando um foguete de plástico? Aprender Ciências e Geografia dentro de uma piscina? Aprender sobre diferentes culturas com brincadeiras temáticas no pátio? Aprender sobre sustentabilidade em um bosque?” (…) “A aprendizagem é um processo complexo: cada um de nós faz novas e diferentes conexões a cada momento. Levar os alunos para fora da sala de aula permite ampliar as possibilidades dessas conexões”, questiona Hannyni Mesquita, gestora de Educação Infantil do Colégio Positivo. ” Gazeta do Povo

“Os benefícios da aprendizagem ao ar livre foram analisados em um estudo pioneiro realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). Segundo a pesquisa, aulas em contato direto com a natureza, oferecem um contraponto à vida urbana e ajudam a desenvolver nos estudantes habilidades como trabalho em grupo e autonomia, que levam a uma maior capacidade ética e moral. “

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“Os benefícios da aprendizagem ao ar livre foram analisados em um estudo pioneiro realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). Segundo a pesquisa, aulas em contato direto com a natureza, oferecem um contraponto à vida urbana e ajudam a desenvolver nos estudantes habilidades como trabalho em grupo e autonomia, que levam a uma maior capacidade ética e moral. Um estudo realizado pela pesquisadora Amanda Lloyd, do centro de pesquisa em educação da Western Sydney University, indica que as habilidades desenvolvidas em ambiente externo permanecem com os estudantes e melhoram seu desempenho durante toda a vida acadêmica.

“A educação ao ar livre provê múltiplas oportunidades de tarefas cooperativas entre seus alunos”, aponta o estudo. “Na medida em que a vida nos grandes centros urbanos, por diferentes razões, restringe o acesso do jovem às áreas naturais, a educação pela experiência que se dá em tais locais ganha relevância para o desenvolvimento de indivíduos atentos às questões éticas.”

A educação ao ar livre, por meio de cursos no formato expedição, ainda acontece de forma tímida no Brasil. Entende-se por cursos no formato expedição, experiências educacionais contínuas, de múltiplos dias, em que alunos e instrutores se aventuram em um trajeto em área remota na natureza, de forma autossuficiente. Culturamix.com

A educação ao ar livre potencializa a apropriação de um largo conjunto de experiências que enriquecem o currículo. Sair da sala de aula para desenvolver todo um conjunto de atividades liga os alunos ao seu meio ambiente, à sua comunidade, à sociedade em geral e a eles próprios. A riqueza das experiências vividas que a educação ao ar livre proporciona pode ser relevante na aquisição de conhecimentos, na compreensão dos fenômenos estudados e no desenvolvimento das mais diversas habilidades. O governo escocês aposta decididamente nesta via e disponibiliza on-line todo um conjunto de informações bem interessantes.

Outro aspecto decorrente das experiências vividas nos cursos de educação ao ar livre, segundo relatos dos alunos adolescentes, dos alunos adultos e dos educadores, está na oportunidade de adquirir conhecimento sobre si mesmo. As experiências que abordam disciplina, esforço, superação e coragem também permitem que a pessoa se conheça melhor. Além das menções diretas ao autoconhecimento, reconhecimento dos próprios limites e sobre a autopercepção dos pontos fracos e fortes.

O método de educação ao ar livre foi o grande legado do Filósofo Sócrates, que vivia de maneira humilde, percorrendo descalço as ruas de Atenas. Tornou-se o filósofo por excelência, “amigo do saber”. Passou a ensinar em praça pública, sem cobrar pelos seus ensinamentos, ao contrário do que faziam os sofistas. Seu método consistia em fazer perguntas que conduziam o discípulo à descoberta da verdade.

Sócrates reformulou a filosofia grega, fazendo com que a busca de conhecimento, antes centrada no estudo da natureza, passasse a ocupar-se do homem e das suas ações. Tudo isso se deu de maneira espontânea, nas ruas, percorrendo os bosques, as praças, os rios. O intuito dele era fazer com que as pessoas pensassem e que, através da observação do mundo, fossem capazes de fazer sua própria analise de tudo.

Apesar de nunca ter escrito uma obra, a atividade filosófica de Sócrates está documentada nos livros do também filósofo grego Platão, que foi um dos seus discípulos. Os célebres diálogos de Platão incluem o “Êutifron”, o “Critão”, o “Fédon” e “Um Banquete”. Em todos eles, Sócrates aparece como personagem.

Acreditávamos na tecnologia como vetor saudável para solucionar problemas humanos que também poderiam distrair as crianças sem deixá-las dependentes, ledo engano. Para elas, a tecnologia não é nada emancipatória. Se para nós já é difícil desconectar, imaginem para a meninada. A tecnologia, infelizmente, tem um viés altamente alienante e abusivo quando se refere às crianças, São como ímãs do mal, visto que os motores de recomendação tendem a se ativar e vão chover vídeos similares nas telinhas. Maria Inês Vasconcelos – O Debate

Subir em árvores passou a ser tão improvável como escalar o Everest. O mundo está cheio de novas metáforas, e foi decretado o fim do quintal. Os novos hábitos das crianças digitais nos mostra que estamos perdidos num mundo tecnológico, onde o algoritmo e o dinheiro fazem a tecnologia se tornar paradoxal. Rousseau dizia que “o único hábito que se deve permitir a uma criança é o de não adquirir nenhum”.

escolaarlivre

O contato com a natureza melhora todos os marcos mais importantes de uma infância saudável – imunidade, memória, sono, capacidade de aprendizado, sociabilidade, capacidade física – e contribuiu significativamente para o bem estar integral das crianças e jovens. As evidências apontam que os benefícios são mútuos: assim como as crianças e adolescentes precisam da natureza, a natureza precisa das crianças e jovens. (Programa Criança e Natureza e Sociedade Brasileira de Pediatria, 2019) – Criança e Natureza

Diversos fatores são responsáveis pelo contexto de confinamento ao qual todos estamos sujeitos: dinâmica familiar, planejamento urbano, mobilidade, uso de eletrônicos, consumismo, desenvolvimento econômico, desigualdade social, insegurança, violência, conservação da natureza e educação. Trata-se de um cenário complexo, cujos fatores estão inter-relacionados e que variam de intensidade, dependendo da condição socioeconômica e da realidade específica de cada um. Assim, os impactos do confinamento e da falta de contato com natureza e ambientes saudáveis são mais agudos e presentes nas cidades e bairros densamente     habitados e de alta vulnerabilidade social, onde as condições para uma vida saudável e plena estão ameaçadas. Esse cenário vem se agravando nos últimos anos e é particularmente crítico quando se trata da infância e da adolescência, com indicadores que se destacam em diversos setores. Laís Fleury (Instituto Alana) e Luciana Rodrigues Silva (SBP)

Arze-se: São Paulo ganha escola de hortas para pessoas em situação de ruaVocê aprendeu errado na escolaESCOLA DO LEGISLATIVO, ESCOLA DE DEMOCRACIADedo Verde na Escola: terrários aproximam biodiversidade das criançasCASES SEBRAE: BANCO PÉROLA, HERSELF E SUMÁHome office: dicas posturaisCentro de Mídias SP

 

 

História da Maconha

Esta pesquisa não tem intenção de fazer apologia ao uso de drogas, mas de uma análise historiográfica em torno da origem da maconha no Brasil e no mundo. Sedas e Pipes

A maconha possuí seu primeiro registro em 27.000 a.C. A planta tem origem no Afeganistão e era também utilizada na Índia em rituais religiosos ou como medicamento. Na mitologia, a Cannabis era a comida preferida do deus Shiva, portanto, tomar bhang, uma bebida que contém maconha, seria uma forma de se aproximar da divindade. Na tradição Mahayana do budismo, fala-se que antes de Buda alcançar a iluminação, ficou seis dias comendo apenas uma semente de maconha por dia e nada mais. Como medicamento a planta era usada para curar prisão de ventre, cólicas menstruais, malária, reumatismos e até dores de ouvido.

Romanos e gregos usavam-na para a fabricação de tecidos, papéis, cordas, palitos e óleo. Heródoto, o pai da História, menciona a utilização do cânhamo (presente no caule da maconha), para fazer cordas e velas de navios. Inclusive, é bom mencionar o quão presente esta planta esteve na formação do Brasil, pois as velas e cordas das caravelas portuguesas que aqui chegaram também eram feitas de cânhamo, assim como muitas vestimentas dos portugueses.

O cultivo da maconha se expandiu da Índia para a Mesopotâmia, depois Oriente Médio, Ásia, Europa e África. Na renascença a maconha tornou-se um dos principais produtos agrícolas europeus, sendo pouco usada como entorpecente. Johannes Gutemberg, inventor e gráfico alemão, teve sua maior e mais famosa obra A Bíblia de Gutemberg, a primeira Bília impressa, feita com papel de cânhamo. Ironico, né?! Com a “Santa Inquisição”, os católicos passaram a condenar o uso medicinal da maconha feito por “bruxas”, estas por sua vez foram queimadas por usarem a planta no feitio de remédios.

A primeira Bília impressa da história usou Cannabis como matéria prima.

Na Bélle Époque (final do século XIX), a maconha virou moda entre os artistas e escritores franceses, mas era também utilizada como fármaco para dilatar bronquios e curar dores. Dentre os intelectuais que chapavam o coco, podemos citar: Eugene Delacroix, Victor Hugo, Charles Buadelaire, Honoré de Balzac e Alexandre Dumas. Eles se reuniam para fumar haxixe e pesquisavam sobre o efeito da droga no tratamento de doenças mentais. Nessa época o Brasil vendia cigarros de maconha em farmácias!

A maconha foi trazida para a América do Sul pelos colonizadores e as primeiras plantações foram feitas no Chile, por espanhóis. No Brasil, como já citei, além das caravelas, durante o século XVI os escravos africanos traziam-na escondida na barra dos vestidos e das tangas, para que fossem usadas em rituais de Candomblé. Outra possibilidade da cannabis ter chego até o nosso país é através dos marinheiros portugueses. Vale lembrar que a afirmativa de que a planta tenha sido trazida por africanos muitas vezes repercutiu como forma de preconceito, e nada prova que ela não possa ter sido trazida por marinheiros portugueses. Inclusive o uso de cachimbos d’àgua, principal técnica utilizada para fumar a erva até a primeira metade do século XX, teria sido introduzida pelos portugueses, estes por sua vez haviam trazido o hábito das culturas canábicas com as quais tiveram contato na Índia, principalmente na boa e velha Goa! (Imagem)

Na foto o chamado "cachimbo d'água"

Em 1783, o Império Lusitano instalou no Brasil a Real Feitoria do Linho-cânhamo (RFLC), uma importante iniciativa oficial de cultivo de cannabis com fins comerciais por causa da demanda de produtos a base de fibras. Segundo historiadores e pesquisadores estudiosos da área, há inúmeros indícios de que Portugal investiu alto na plantação de marijuana no Brasil. Para que isso ocorresse, a Coroa financiou não só a introdução, mas também a adaptação climática da espécie em Hortos de estados como o Pará, Amazônia, Maranhão, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Bahia.

No século XX, a maconha ainda era uma droga lícita e economicamente positiva, mas se tornou pouco aceita por representar as baixas classes sociais, pois a erva representava as raízes culturais do continente africano. Vale destacar que até então, colonizadores, senhores de engenho e Agentes do Império Lusitano já estavam habituados com o cultivo e uso da erva, mas o preconceito foi mais forte.

O primeiro documento proibindo o uso da maconha foi da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, em 1830. Este documento penalizava o uso da erva, mas não houve repercussão sobre o assunto. Porém, no inicio do século XX, com a industrialização e urbanização, o hábito de “puxar um” ganha adeptos, além de ex-escravos, mestiços, índios e imigrantes rurais, os moradores do meios urbanos passaram a utilizar a Cannabis, e é aí que autoridades começam a se preocupar com a repercussão da droga.

Apesar da planta ser utilizada como matéria-prima para fibra textil principalmente da elite, sua imagem ficou marcada e associada pelos pobres, negros e indígenas. No final do século XIX e inicio do XX, o processo de urbanização fez com que a população imigrante fosse vista como fonte de problema sanitário. Grupos higienistas e médicos  passaram a estudar e controlar a população através de instituições específicas. Criaram-se delegacias, Inspetoria de Entorpecentes, Tóxicos e Mistificações, que era responsável por reprimir práticas religiosas africanas ou indígenas, em geral, consideradas como feitiçaria, candomblé ou magia negra. A capital brasileira tinha que servir de modelo, e desta forma a população pobre que vivia nos centros urbanos passaram e ser perseguidas, tiveram suas casas e cortiços destruidos, passaram assim dos centros para as margens da cidade, formando as famosas favelas do Rio de Janeiro.

“Eu não fumo maconha, é coisa de preto”

Um fato curioso não confirmado: em 1924 o repudio contra a maconha piorou, e querem saber o pior? O culpado disso tudo foi um brasileiro! Durante uma reunião da Liga das Nações (antecessora da ONU), governantes estavam reunidos para discutir sobre o ópio, porém, o colega brasileiro aproveitou o momento para fazer um discurso sobre a maconha, afirmando que a droga matava mais que o ópio. Pode isso?! E foi desta forma que a maconha entrou na lista das substâncias passíveis de punição. Já com a ONU formada, em 1961, a maconha, junto com a heroína, foram consideradas as drogas mais perigosas e nocivas. Porém, são justamente os anos 60, do Movimento Hippie, que fizeram as drogas serem mais difundidas e vistas como combustível criativo.

Atualmente há inúmeras polêmicas e discussões em torno do assunto. De um lado, pessoas que apoiam sua liberação para uso terapêutico, assim como já é feito em lugares como Holanda, Bélgica, Espanha, Itália, França, Alemanha, Inglaterra e Dinamarca, Australia, Ásia, Oriente Médio, África, Estados Unidos, Canadá. Dentre movimentos representativos a favor, podemos citar o mais famoso deles: a Marcha da Maconha. De outro lado, pessoas mais conservadoras que alegam que a maconha além de ser prejudicial, pois aumenta a propensão à esquizofrenia e a doenças bronquio pulmonares, é uma porta para o uso de outras drogas.

Nos EUA, o dia 20 de abril é comemorado como o Weed Day, ou Dia da Erva, em português. A data foi criada por estudantes da San Rafael High School em 1971, e acabou evoluindo para um feriado da contracultura, sendo um dia para manifestações e eventos favoráveis à legalização. É desta data que surgiu a brincadeira de 4:20, que inunda os Facebooks atualmente: é uma referência à data 4/20 (nos EUA o mês vem antes do dia na data).

Diante disso, voltamos à eterna reflexão: ela deveria mesmo ser proíbida? Os danos à saúde existem, mas é claro que a proibição é uma decisão muito mais apoiada em política e sociedade do que em saúde. As comparações com os danos e efeitos da nicotina e do álcool já estão banalizadas, mas são pertinentes. Será que mesmo um século depois, ainda precisamos marginalizar uma substância como uma forma de segregar a baixa sociedade? Qual a sua opinião?

Nos recortes do século 19,  parte da planta consumida no Brasil vinha da Índia, especificamente da colônia portuguesa de Goa. Os portugueses também investiram na plantação da cannabis em solo brasileiro, instalando no Brasil em 1783 a Real Feitoria do Linho-Cânhamo, financiando a plantação e preparando a adaptação ao nosso solo e clima, em hortos selecionados em estados como Amazonas, Maranhão e Bahia.

A Real Feitoria do Linho Cânhamo esta localizada no Rincão de Cangussú, a instalação da empresa portuguesa em território Sul-rio-grandense buscava integrar a política sustentável do governo Pombalino. Instalando-se em região que posteriormente caracterizar-se-ia como centro da produção charqueadora, a cidade de Pelotas, colocava em confronto a elite pecuarista-charqueadora e os interesses político institucionais do governo português. Fundamentalmente pelo fato de a empresa ter sido transferido para a região do Faxinal do Courita, atual cidade de São Leopoldo, a pesquisa referente a esta primeira experiência com o linho no Rio Grande do Sul tem se efetivado como uma necessária restauração da história do estado, onde atualmente pode-se verificar que o não-povoamento das terras sulinas, disseminados em pesquisas anteriores, eram conclusões, no mínimo, insuficientes. FIBRA DE LINHO NUM PALMO DE TERRA: A OCUPAÇÃO DAS TERRAS DA FEITORIA DO LINHO CÂNHAMO – Júlio César de Oliveira. História Unicap | Recife, PE, Brasil | ISSN 2359-2370 | Universidade Católica de Pernambuco

“Linho Cânhamo: Nome que, por vezes, se atribui ao cânhamo.” Grande Enciclopédia Portuguesa Brasileira. Pg. 168 do volume XV, Biblioteca pública de São Leopoldo- Portugal. HISTÓRIAS DO VALE DO CAÍ

A prefeitura tem a sua responsabilidade, mesmo a Casa não sendo um prédio da público, era administrado pelo Museu. A saída, agora, é unir forças. Já entramos em contato com o governo do Estado, faremos com o governo federal, e precisaremos da iniciativa privada – projeta o secretário municipal de Cultura de São Leopoldo, Pedro Vasconcelos. A história da Casa do Imigrante:

1788 – Construção do prédio que abrigou a Real Feitoria do Linho Cânhamo, especializada na fabricação das cordas dos navios portugueses.

1824 – Fazenda recebe os 39 primeiros alemães a desembarcarem no Estado.

1941 – Acontece uma grande reforma quando a prefeitura assume a casa, que foi repassada pelos luteranos que administravam o local. No mesmo ano, vira sede da Escola Dr. João Daniel Hillebrand.

1976 – Transforma-se em subsede do Museu Histórico Visconde de São Leopoldo.

1984 – O local é transformado em museu.

1992 – Prédio é tombado pelo Patrimônio Histórico do Estado.

2014 – A construção é fechada para visitação por falta de infraestrutura adequada. GaúchaZH

É fato que alguns temas de nossa história são considerados tabus. Tais fragmentos de nosso cotidiano do passado são colocados de lado por uma série de motivos, e o preconceito é a principal razão. Douglas Nascimento – São Paulo Antiga

Realze-se: Fibra de “maconha” na produção têxtil, Como enriquecer e educar licitamente falando!?!, Enquanto isso em Portugal, surto!?!, Canabidiol, o CBD, Hemp Car, Cursos de saúde da UFPB: Uso medicinal da maconha

Ouro verde e proteção do Planeta

A  humilde palmeira macaúba da região do Cerrado no Brasil  é principalmente cortada como um incômodo, para limpar a terra e criar gado, nativa do Brasil, a árvore produz um suprimento constante de óleo de palma com potencial significativo para energia verde, a saber, biocombustível e uso em alimentos e cosméticos. Ação CIF

A   Macaúba é resistente à seca, cresce em pastagens que podem ao mesmo tempo ser usadas para pastagem de gado, oferecendo uma alternativa às tradicionais plantações africanas de palma de uma única colheita, que tendem a resultar em terras degradadas e desmatamento.

“Se metade das pastagens atuais no Cerrado tivesse macaúba plantada lá, o volume de óleo provavelmente seria maior que o volume obtido da palma para uso na maioria dos alimentos industrializados em todo o mundo”, observa Johannes Zimpel, diretor da Inocas.

A região do Cerrado agora abriga o primeiro projeto agroflorestal de macaúba do mundo, a palmeira que não era cultivada comercialmente no Brasil até os últimos anos e lançar um novo agronegócio ecológico não é uma tarefa simples, porêm um investimento de US$ 3 milhões do Programa de Investimento Florestal (FIP) dos Fundos de Investimento Climático (CIF), por meio do Fundo Multilateral de Investimentos do Laboratório do Banco Interamericano de Desenvolvimento (Fumin / BID) e uma parceria com uma empresa privada empresa iniciante, INOCAS.

Encontrar culturas alternativas e esquemas agroflorestais que abordem mudanças no uso da terra e práticas agrícolas, que são as duas maiores fontes de emissões do país. O Brasil tem metas ambiciosas de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 43% abaixo dos níveis de 2005 até 2030.


O projeto visa estabelecer 2.000 hectares de plantações de Macaúba que também servem como fazendas de gado, que produzirão 1.500 toneladas de frutas por ano para produzir óleo de palma, absorvendo 300.000 toneladas de equivalente de dióxido de carbono que, de outra forma, acabariam na atmosfera e ao treinar os agricultores locais sobre novas práticas em agrosilvicultura e agricultura multiuso, o projeto está melhorando os meios de subsistência e protegendo o meio ambiente.

O bioma Cerrado é um ecossistema de savana que cobre mais de 2 milhões de quilômetros quadrados. Um hotspot de biodiversidade, ele armazena 9 gigatoneladas de carbono em sua vegetação primária e hospeda 4.200 espécies. Dois terços das regiões hidrográficas do Brasil se originam lá. No entanto, a região sofre taxas mais altas de desmatamento do que a Amazônia. Quase metade da área foi convertida em pasto ou área cultivada.

No estado de Minas Gerais, onde o projeto está ocorrendo, a ênfase na limpeza de terras para gado se deve em parte porque a topografia impede o uso de máquinas agrícolas. Para os pequenos agricultores, em particular, existem poucas outras opções de vida devido à seca e à piora da fertilidade do solo, os agricultores lutam para sobreviver cortando árvores e expandindo seus pastos, aumentando o escoamento que leva à erosão, aumentando a crise climática.

A infusão inicial de dinheiro permitiu ao INOCAS começar a estabelecer árvores de macaúba, inclusive através de parcerias com um viveiro local para aumentar as taxas de germinação e crescimento, além de convencer os agricultores locais a cultivar biocombustíveis, pois estavam relutantes em experimentar as árvores, porque teriam que mudar seu gado por três anos até que as árvores crescessem o suficiente.

A equipe do INOCAS percorreu 90.000 quilômetros em estradas de terra e distribuiu um vídeo do YouTube com 100.000 visualizações. No período inicial de estabelecimento de novas plantações, por exemplo, quando as pastagens não podiam ser usadas para o gado, alguns agricultores misturavam colheitas sazonais, como abacaxi, feijão, batata doce, mandioca, abóbora, arroz, milho, melancia e amendoim.

No início de 2020, uma visão inicial de um novo uso da árvore macaúba floresceu no plantio de quase 33.000 árvores em mais de 500 hectares. Mais de 29.000 toneladas de frutas foram coletadas. É apenas o começo, mas o suficiente para mostrar o quanto é possível.

O plantio dos primeiros 2.000 hectares está previsto para ser concluído no sexto ano do projeto. Depois disso, usando seu próprio caixa, o INOCAS espera crescer 1.000 hectares por ano e angariar financiamento adicional de US $ 4 milhões para construir sua própria fábrica de processamento.

À medida que cada rebento fino se move em direção ao céu, ele envia uma mensagem. Novas indústrias podem ser criadas para resolver a crise climática e melhorar a vida humana. Às vezes, é tão simples quanto ver valor e possibilidade no que foi descartado. 

Clique aqui para baixar o  estudo de caso  e o  resumo.

Verze-seÓLEO DE COPAÍBACASES SEBRAE: BANCO PÉROLA, HERSELF E SUMÁPETER WEBBAGRO É TÓXICOANA PRIMAVESI, ENGENHEIRA AGRÔNOMA.LES AVANCHETSPROIBIDO PLANTAR!!!A ÁGUA OCULTAALIMENTO EM ATÉ 60 DIAS1ª FEIRA DE ECONOMIA SOLIDÁRIA E AGRICULTURA FAMILIAR

GREG NEWS – MST e Mineração

GREG NEWS – MST

Escola de Arte Virtual – Joao das Neves

A reforma agrária está entre tantas outras reformas que a sociedade brasileira tanto almeja para uma agenda de erradicação da miséria e da desigualdade, valorizando a função social da terra. Assegurar os direitos do trabalhador do campo é, ao mesmo tempo, defender sua dignidade enquanto brasileiro. RIBEIRO, Paulo Silvino. “O MST no Brasil”; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/sociologia/mst.htm. Acesso em 26 de maio de 2020.

Com a primeira entrega realizada na última sexta-feira (08), as Cestas Agroecológicas do MST já são um sucesso no Alto Sertão de Alagoas. A iniciativa de comercialização leva produtos dos assentamentos e acampamentos da Reforma Agrária direto para a mesa dos consumidores na cidade. As cestas já são recebidas nas cidades de Piranhas e Delmiro Gouveia. Gustavo MarinhoMST

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) anunciou a captação de R$ 1 milhão para investir numa indústria de beneficiamento de produtos agrícolas. Os recursos são oriundos do Financiamento Popular (Finapop), fundo criado pelo engenheiro e consultor Eduardo Moreira, que promete revolucionar a forma de investir, beneficiando projetos com potencial de mudar a cara do Brasil.

A Coopan possui criação própria e abatedouro para venda de carcaça suína. Também produz leite e arroz orgânico, que é um dos mais vendidos do país.

A iniciativa, segundo Moreira, serve para mostrar que o MST “não é esse bicho de sete cabeças”. Ele diz que o movimento conta com uma organização tão eficiente quanto as grandes empresas brasileiras, como a Vale e a Petrobras, o que justifica o baixo risco do investimento.

A diferença, diz ele, é que nos fundos tradicionais, o investidor não sabe exatamente para onde vai o seu dinheiro. No Finapop, os investimentos são transparentes, e a pessoa pode escolher qual projeto pretende beneficiar. A inspiração veio do banco holandês Triodos, que tem uma cartela de investimentos sustentáveis e que privilegiam a economia local. c/SUL21

GREG NEWS | MINERAÇÃO

Metaze-se: MULTIVERSO MARVEL, TERRA OCA, CASES SEBRAE: BANCO PÉROLA, HERSELF E SUMÁ, MBIRA, A GRILAGEM DE TERRAS EM 3 MINUTOS, STREET PRESIDENT, REIS DO AGRONEGÓCIO, A INVASÃO DO BRASIL, SÓ É ÍNDIO QUEM OPTA POR SER!

Xibom Bombom

Uma coisa que a Bahia tem, mas é pouco valorizada, são as canções de protesto disfarçadas de música pop o suficiente para fazer sucesso no Carnaval. Ou, pelo menos, tinha.

Em Salvador, nos anos 1990, o Carnaval era o momento mais viável e importante para lançar uma música. Tudo que você precisasse dizer tinha que estar numa canção carnavalesca. Isso denuncia muita coisa, como por exemplo a limitação de divulgação cultural em Salvador com relação a bandas novas que não ritmavam apenas axé, a exigência das gravadoras quanto ao ritmo, etc.

Mas, naquela época, não era difícil fazer música boa. Axé não era só um “prefixo de verão” com vogais narrando um amor sazonal.

Em 1999, por exemplo, “Xibom Bombom” foi o maior sucesso do grupo As Meninas, na verdade, praticamente, único sucesso de uma girlband que não durou muito. O refrão, sem sentido e pegajoso, é apenas um enfeite para a verdadeira letra da música, que começa assim:

“Analisando
Essa cadeia hereditária
Quero me livrar
Dessa situação precária

Onde o rico cada vez
Fica mais rico
E o pobre cada vez
Fica mais pobre
E o motivo todo mundo
Já conhece
É que o de cima sobe
E o de baixo desce.”

E desencadeava em:

“Mas eu só quero
Educar meus filhos
Tornar um cidadão
Com muita dignidade
Eu quero viver bem
Quero me alimentar
Com a grana que eu ganho
Não dá nem pra melar.”

Sinto muito se você leu até aqui achando que não seria um pequeno texto politizado, mas: em 1999, As Meninas cantavam a realidade de um governo FHC que fazia o pobre descer ainda mais, desde 1995. Hoje, 2017, voltamos a encenar esse quadro em que “o de cima sobe e o de baixo desce”. Por que será, não é mesmo?

Deixarei a versão original, por si só maravilhosa. E tem no Spotify.

Aos que dificilmente toleram uma “cultura inferior das massas”, bom mesmo é o comentário de Nuno Britto, no vídeo: “teoria marxista em Nuno Britto… melhor forma de aprender a luta de classes! ”.

Não existe nada mais atual.

Xibomze-se: Lá Vem o Brasil Descendo a Ladeira, O Poder Que A Bunda Tem, Clarice Lispector do Samba, Clara Nunes., Candidato Caô Caô, PENA DE MORTE, Cambalache, O Dia em que a Terra Parou, De Jobim a Hermeto, Love vigilantes, Um dia, um ladrão

Poupatempo Digital

“No momento do distanciamento social e das dificuldades que as pessoas encontram por conta da orientação de ficar em casa, a utilização do serviço digital facilita e poupa tempo. Agora, mais de 60 serviços são feitos integralmente, de forma rápida e gratuita, pelo celular. Você não precisa e não deve sair da sua casa”, disse o governador de São Paulo, João Doria. Allan GavioliInfoMoney

O aplicativo será o primeiro projeto do estado a utilizar o LoginSP, um autenticador desenvolvido para que o cidadão paulista tenha um nome de usuário e senha único para acessar os serviços do Estado.  A plataforma foi desenvolvida pela Prodesp, empresa de tecnologia do Governo de São Paulo.

O app oferecerá todos os 40 serviços já disponíveis online no portal do Poupatempo, como Atestado de Antecedentes Criminais, serviços da CDHU, Sabesp e Educação, bem como a emissão de boletos e certidões municipais, e ainda inclui mais 25 opções. Estas serão exclusivas do app, e por enquanto apenas 17 estão liberadas, incluindo solicitação de segunda via e renovação da CNH, Licenciamento de Veículos, IPVA 2020, acordo da CDHU, acesso ao Seguro Desemprego, Carteira de Trabalho, entre outros. Felipe JunqueiraCanaltech

Para baixar o app, é só buscar por Poupatempo Digital, desenvolvido pela Prodesp, na App Store ou na Play Store. Ou, de preferência, é só clicar neste link, se o seu dispositivo for um Android. O app ainda não está disponível na loja da Apple. Se optar pela busca, certifique-se de verificar o desenvolvedor antes de baixar: PRODESP – Cia de Proc. de Dados do Estado de SP. Governo de SP

Serviços e órgãos disponíveis no app

Detran-SP: Segunda via da CNH, Renovação da CNH, CNH Definitiva, Certidão de Prontuário, Consulta de Pontos, Consulta de Multas, Pesquisa de Débitos de Veículos de Terceiros, Multas de veículos, Situação do Licenciamento, Licenciamento (CRLV), Indicação de Condutor, Consulta de Centro de Formação de Condutor (CFC), Consulta de Empresa Credenciada de Vistoria (ECV), Consulta de Peças Usadas, Autenticidade de Certidões e o acompanhamento da emissão de segunda via de CNH.

– IIRGD: Acompanhamento da emissão de RG.

Secretaria de Desenvolvimento Econômico: Seguro Desemprego, Carteira de Trabalho e Intermediação de Mão-de-Obra (IMO).

Secretaria da Fazenda e Planejamento: Consulta de IPVA.

– Secretaria de Habitação – CDHU: Acordo

– Cetesb: Qualidade do Ar.

– Metrô/CPTM: Situação das linhas do Metrô/CPTM.

SABESP.

Secretaria da Educação.

Secretaria da Saúde.

Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho.

Prefeituras: Jales e Lençóis Paulista, Salto e Aguaí.

Poupeze-se: GeoSampa, Brumadinho made Japan?!?, CADTEC e Lei de Zoneamento, Governo Aberto, Iniciativas Solidárias frente ao Surto do Coronavírus, Maior encontro dos povos indígenas do Brasil será on-line, Os heróis invisíveis da vida selvagem, Google Station

Fibra de “maconha” na produção têxtil

O Congresso do país EUA aprovou a Lei da Agricultura de Cânhamo, que legaliza o plantio da planta, e a indústria local da moda já está se movimentando para substituir o algodão pela planta na produção têxtil. Débora Spitzcovsky – The Greenest Post

O cânhamo produz, por hectare, o dobro de fibras do que o algodão, demanda um décimo da água usada no seu plantio e ainda requer muito menos pesticidas e herbicidas, segundo previsões da empresa de investimentos New Frontier, o setor de cânhamo movimentará US$ 5,7 bilhões até o ano que vem.

A fibra da planta, que se difere da maconha pela composição, e que já serviu muito às fabricações de papel e de têxteis diversos, num uso milenar, até a proibição da cannabis pelos Estados Unidos, na primeira metade do século passado. Decisão que influenciou o Brasil, precisamente, em 1938, num decreto de Getúlio Vargas. Cheeba News

O cânhamo tem na sua composição menos de 0,3% de THC, o tetrahidrocanabinol, princípio psicoativo mais potente da maconha. Por outro lado, há nele maior concentração (cerca de 20%) de CBD, o canabidiol, substância testada com sucesso no tratamento de doenças. Logo, seu barato é outro. Na verdade, são outros.

Na agropecuária e na indústria têxtil (pois não esqueçamos que há uma relação estreita entre esses dois setores), o cânhamo performa como uma alternativa bastante sustentável. É cultivado em qualquer solo, não requer uso de agrotóxicos e carece de pouquíssima água. Sua fibra pode ser colhida já três meses depois de plantado, e é uma das mais fortes e duráveis, senão a mais, entre as têxteis naturais, como o algodão, o linho e a seda, e em comparação com o algodão, é considerado mais eficiente no bloqueio da radiação ultravioleta e nas funções antibacteriana, de absorção e isolamento térmico.

O mercado do cânhamo, sobre o qual ronda o espírito do crescimento, tem a ver com a indústria têxtil, mas também com a farmacoquímica, a de cosméticos, suplementos e até pet, graças às propriedades do CBD, encontrado com vantagem do caule às sementes da planta.

Em 1937 o governo dos Estados Unidos aprovou a Marihuana Tax Act), proibindo o cultivo, venda e posse de qualquer planta pertencente ao gênero Cannabis. Em 1970, a Lei de Substâncias Controladas (Controlled Substances Act) foi aprovada durante a administração do presidente Nixon, colocando a Cannabis na Lista I, reservada para as drogas mais perigosas no país. O DEA (agência americana antidrogas) mantém que o cânhamo e a maconha são a mesma planta, apesar de suas características individuais. As fibras de cânhamo foram matéria-prima das solas de sapatos e dos paraquedas usados pelas tropas norte-americanas. HempMeds Brasil

Na “Farm Bill” de 2018, o cultivo de cânhamo foi legalizado nos EUA, contudo ainda existem regras estritas para o cultivo. Na seção 12619 do Farm Bill, os produtos derivados do cânhamo também saem da sessão I da Lei de Substâncias Controladas. Ou seja, todo e qualquer canabinoide – conjunto de compostos encontrados nas diversas variedades de Cannabis – passa a ser legal. Isso se aplica por exemplo, ao canabidiol (CBD). Contudo, tal legalidade ainda se limita às plantações regulamentadas e aprovadas pela USDA – Departamento de Agricultura dos EUA. Todo e qualquer outro tipo de produção que não respeite a Farm Bill continua ilegal e sob tutela da Lei de Substâncias Controladas.

Tecelagem industrial de cânhamo

O cânhamo de fato possui uma infinidade de usos industriais, podendo ser usado na fabricação de papel, cordas ou tecidos, e tem sido usado como um tipo de plástico biodegradável, mais sustentável do que plásticos tradicionais à base de petróleo, além de oferecer um combustível alternativo na forma de biodiesel. As fibras do cânhamo podem ser usadas na fabricação de materiais de construção e isolantes térmicos, como painéis e blocos de concreto.

O cânhamo também pode ser usado como alimento, tanto para humanos quanto animais. As sementes podem ser consumidas cruas, processadas para extrair seu óleo ou moídas em forma de farinha, que pode ser usada para fazer leite de cânhamo. Na Europa é muito comum utilizar sementes de cânhamo para alimentar aves e outros animais de fazendas.

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Antes de 1800, o cânhamo foi o tecido mais utilizado para vestuário, cordas e lona. Com a facilidade criada pelo descaroçador de algodão e a proibição da cannabis sativa em 1937, o cânhamo foi esquecido. Tulypa Uniformes

– Em média, um acre de cânhamo pode produzir duas a três vezes mais fibra do que um acre de algodão.

– O cânhamo desintoxica o solo através da remoção de substâncias químicas nocivas e poluentes e enriquece   o solo com nitrogênio e oxigênio. Já o algodão exige muito do solo.

– Quase 10% de todos os produtos químicos agrícolas e 25% de inseticidas vêm da indústria do algodão, que acabam indo parar no solo, rios e riachos. O cânhamo pode ser cultivado com muito menos produtos químicos, ou muitas vezes, nenhum.

– Cânhamo precisa de um terço da água que o planto do algodão necessita.

– O cânhamo é de 3 a 8 vezes mais forte do que o algodão (dependendo de como ele é processado). Os produtos têxteis duraram mais tempo.

– O tecido de cânhamo respira muito bem, absorve a umidade, protege a pele dos raios UV e é anti-bacteriano.

Quando o Mujica (ex-presidente do Uruguai) liberou a maconha em 2013 Bastos acreditou que o consumo de maconha entre os uruguaios iria aumentar, mas a verdade é que com a legalização nada mudou quanto ao consumo.

A fibra do cânhamo, vem resgatando sua importância como matéria prima de destaque da indústria têxtil e deverá movimentar cerca de US$ 300 milhões em vendas nos Estados Unidos até 2020, segundo estimativa do relatório Hemp Business Journal, divulgado pela revista Forbes. No passado deu origem ao tecido das velas das naus que impulsionaram os portugueses à conquista do Novo Mundo e que hoje ostenta etiquetas de famosas marcas internacionais do mundo da moda, ressurge como alternativa economicamente competitiva e ambientalmente sustentável frente ao algodão e aos tecidos sintéticos.

A perspectiva é que todo o mercado de produtos que usam a cannabis como matéria prima registre um crescimento de 700% ate 2020, atingindo um total de 2,1 bilhões (R$ 6,84 bilhões). Mantida a atual fatia do segmento têxtil nesta indústria, setor deverá movimentar aproximadamente (R$ 977 milhões) dentro de três anos.


A China, que de acordo com os registros históricos cultiva o cânhamo há mais de 7 mil anos, é o maior produtor mundial da fibra, responsável por 70% do volume mundial. Dados do Observatory of Economic Complexity mostram que, em 2016, o comércio internacional de fibra de cânhamo movimentou US$ 4,27 milhões (R$ 13,9 milhões), tendo os Países Baixos como maiores exportadores do produto (25%) e a Alemanha como maior importador (37%).

Vistaze-se: Hemp Car, Como enriquecer e educar licitamente falando!?!, Quem matou o carro elétrico?, Cursos de saúde da UFPB: Uso medicinal da maconha, A VERDADE por trás da proibição da MACONHA, Snoop Dogg Lion, Vende-se Maconha, Movida a água, Milton Friedman

O intelectualismo “kitsch”

A palavra kitsch vem do alemão “kitschen”, que se refere a fazer o novo com o velho. AMARRADINHO EM VOCÊ

Para quem ainda não o conhece, o termo kitsch, de origem alemã, vem ganhando espaço em nosso vocabulário como sinônimo de cópia mal feita, vulgar e, no caso de literatura, cheia de estereótipos e chavões. No campo do intelectualismo, ele vem também marcando presença, tornando-se tão comum quanto um bom arranjo de flores de plástico em cores vivas e descombinadas. Lucia Helena Galvão Maya – Observações Matinais

Refiro-me, como exemplo, a um artigo publicado pela revista Veja na sua edição de número 256, de 15 de fevereiro deste ano. O artigo, intitulado “A vida depois da vida”, mistura neurologia, psicologia e genética para expor teorias, não oficialmente destas áreas, mas de pensadores em particular que, extrapolando totalmente seu campo de atuação, pretendem definir conceitos de natureza filosófica e até teológica com base exclusivamente na biologia. Pontua-se o artigo com adjetivos do tipo “crédulos” (sinônimo de ingênuos, segundo o Aurélio) e “fundamentalistas” atribuídos aos que acreditam na vida após a morte, enquanto se intitula o biólogo que se opõe a este conceito como integrante de uma “estirpe de cientistas”. 

Curioso é que, na edição de Galileu de novembro de 2011, o neurologista e filósofo Raymmond Tallis, certamente integrante dessa “estirpe de cientistas”, intitula como “neurobobagem” a tentativa atual de reduzir o homem a um “zumbi moral”, produto de suas atividades cerebrais, e como “pseudo-disciplinas” às que tentam explicar tudo via “funcionamento do cérebro”. E ainda dá exemplos: neurodireito, neuroestética, neurocrítica literária… e agora, a Veja acrescenta a esta curiosa lista a “neurometafísica”. 

Mais um dado sugestivo acrescentado pelo artigo em questão: 51% das pessoas, em 23 países, acreditam na imortalidade da alma; no Brasil, este percentual sobe para 72%; será que paira nesse ambiente a insinuação em off de que credulidade é sintoma de subdesenvolvimento, ou serei eu, crédula leitora, que estarei vendo fantasmas? 

Quem já teve a oportunidade de conhecer o texto do filósofo espanhol Ortega y Gasset, in “A Rebelião das Massas”, quando trata do perigo do especialista, deve lembrar o quão bem ele define este padrão de comportamento: 

“…outrora, os homens podiam dividir-se, simplesmente, em sábios e ignorantes, em mais ou menos sábios e mais ou menos ignorantes. Mas o especialista não pode ser submetido a nenhuma destas duas categorias. Não é um sábio, porque ignora formalmente o que não entra na sua especialidade; mas tampouco é um ignorante, porque é «um homem de ciência» e conhece muito bem a sua fração de universo. Devemos dizer que é um sábio ignorante, coisa sobremodo grave, pois significa que é um senhor que se comportará em todas as questões que ignora, não como um ignorante, mas com toda a petulância de quem na sua questão especial é um sábio.” 

Nesse sentido, a reportagem em questão se esmera: esbanja falácias, como a do apelo à autoridade, ao colocar como “conclusão da ciência” àquilo que foi afirmado por apenas um cientista, havendo bastante controvérsia no meio; a falácia do ônus da prova (não foi provado, não é verdadeiro: “Nos 50.000 anos do homem sobre a terra, nunca se provou…”) e até mesmo o ataque à pessoa, nivelando os “crédulos” a uma visão de um “além” estereotipado com “…cadilacs amarelos conversíveis sobre ruas de ouro”, em contraposição às “sérias e bem fundamentadas” afirmações cientificas. 

Não é necessário apurar muito o ouvido para perceber, nesta reportagem, um eco do mais puro positivismo de Augusto Comte, que, no século 19, enunciava em alta voz que o científico era o ápice evolutivo do homem, incompatível com “infantis e superadas” crenças religiosas e filosóficas. Cópia do positivismo em pleno século XXI, convenhamos, é “kitsch” na sua melhor forma. 

Em contraposição à “não comprovada” e” irracional” crença na imortalidade da alma, a reportagem desfila afirmações categóricas curiosas e “comprovadíssimas”: “O pensamento sobrenatural no adulto é resíduo dos erros conceituais da infância” (o que diria disto Jung, com seu famoso “Red Book”?); “O Universo é um caos; (…) Tudo é aleatório e casual.” (para afirmar, na sequência, que o cérebro é ordenado e ordenador, ou seja, não faz parte do universo, nem de “tudo”). De quebra, ainda ficamos sabendo que a responsabilidade pelos ataques terroristas às torres gêmeas teve como “uma das principais motivações” a crença na imortalidade da alma (para quem não sabe, o salvamento de mais de mil judeus por Oskar Schindler, na 2ª Guerra Mundial, também teve esta mesma “principal motivação”…). Não é demais lembrar a falácia do “depois disso, por causa disso”: crê na imortalidade; logo, é mais fácil que se torne terrorista (o terror do materialista Stalin e assemelhados são detalhes a serem desconsiderados). 

Por último, mas não menos importante, desfere-se a joia das joias, brindada por dois “especialistas”: “…nossos valores e crenças foram desenvolvidos para nos proteger da morte” e “O valor de uma coisa é definido por sua escassez…(…)As consequências da eternidade seriam ruins para o indivíduo e um desastre para a civilização”. Bela aplicação do “economês” ao delicado terreno dos valores humanos…isso sempre funciona bem. Ou seja, a beleza, a honra e a grandeza que brilham em um 9º sinfonia de Beethoven ou em um quadro de Rafael são resultados de seu medo à morte. Se fossem, ambos, absolutamente céticos e materialistas em suas crenças, produziriam mais…a questão é…mais de quê?

Uma coisa que pertence ao simples, quase simplório (mas não kitsch!) senso comum é o fato de que os grandes dramas da humanidade atual têm como raiz o materialismo e o egoísmo, em suas formas mais predadoras e ferozes. O “intelectualismo kitsch”, com sua pompa de nomes laureados por títulos acadêmicos justificando afirmações mais que duvidosas, é uma gota amarga na ração diária de desumanização a que todos somos submetidos. Ofende a ciência séria, a filosofia séria, o bom gosto e o bom senso em geral. Quando não há nada a dizer, cai muito bem o silêncio discreto que sempre acompanhou os bons pesquisadores, seja qual fora área a que pertençam. Virá tempo em que a inconsequência no uso das palavras, como hoje se pune o medicamento mal administrado, que agrava os males do paciente, venha a ser punida por delito de “lesa-humanidade”. Ainda correndo o risco de ser chamada de “crédula”, não deixo de acreditar que virá este dia.

kitsch-se: Princípio do ou não, Redistribuição de renda, Cursos online e conteúdos gratuitos, Centro de Mídias SP, Organizando a casa, Horas Iguais!!!, spa day by home, O Jardim do Éden e os Anunnaki, LAGARTO-TATU (Cordylus cataphractus)

8 de Maio de 1945

El monumento conmemorativo soviético de Treptower Park fue erigido entre 1946 y 1949 como un monumental lugar funerario para 5.000 soldados de la Armada Roja que murieron en batalla. El diseño fue realizado por un colectivo de artistas al que pertenecían Jakow S. Belopolski (arquitecto), Jewgeni W. Wutschetitsch (escultor), Alexander A. Gorpenko (pintor) y la ingeniera Sarra S. Valerius. Berlin.de

4.800 soldados caídos en batalla están enterrados bajo las secciones de la superficie de césped situadas más profundas; otros 200 soldados están enterrados bajo la colina sobre la que se encuentra el mausoleo. Ocho sarcófagos situados a lado y lado de las secciones de césped rectangulares simbolizan las 15 repúblicas de la antigua Unión Soviética. Los relieves representan las escenas de la “Gran Guerra Patriótica” contra la Alemania nacionalsocialista.

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O Memorial é um belo exemplo de um monumento soviético típico da época. Mesmo não havendo imagens do líder soviético na área memorial, Stalin é muito presente nas diversas citações encontradas nos painéis em ambos os lados do espaço aberto. Este memorial pode ser visto como um presente de Stalin para o grupo de soldados e suas famílias, mas também era um lembrete para os alemães orientais de que foi o Exército Vermelho que os libertou dos nazistas. Sowjetisches Ehrenmal ainda serve como um memorial vivo para os veteranos do Exército Vermelho que detêm regularmente cerimônias no local onde eles colocam grinaldas no mausoléu para honrar os seus camaradas caídos. Alemalizando

O sol se põe sobre o Treptower Park, nos arredores de Berlim, e eu observo uma estátua que faz um desenho dramático contra o horizonte. Com 12 metros de altura, ela mostra um soldado soviético segurando uma espada numa mão e uma menina alemã na outra, pisando sobre uma suástica quebrada.

A estátua marca um lugar onde estão enterrados 5 mil dos 80 mil soldados do Exército Vermelho mortos na Batalha por Berlim entre 16 de abril e 2 de maio de 1945. A proporção colossal do monumento reflete o sacrifício destes soldados. No entanto, para alguns, a estátua poderia ser chamada de Túmulo do Estuprador Desconhecido.

Setenta anos depois do fim da guerra, pesquisas ainda revelam a dimensão da violência sexual sofrida pelas alemãs nas mãos não apenas dos soviéticos, mas também de americanos, dos britânicos e dos franceses.

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Em 2008, o diário da berlinense foi transformado em um filme, chamado de Anonyma, com uma atriz alemã conhecida, Nina Hoss. O filme teve um efeito catártico na Alemanha e estimulou muitas mulheres a falarem sobre suas experiências. Entre elas estava Ingeborg Bullert (foto), hoje com 90 anos. Ela mora em Hamburgo, no norte da Alemanha. Em 1945, ela tinha 20 anos, sonhava em ser atriz e vivia com a mãe em Berlim.

Os estupros afetaram mulheres em toda Berlim. Ingeborg lembra que as mulheres entre 15 e 55 anos tinham que fazer exames para doenças sexualmente transmissíveis. ,”Você precisava do atestado médico para conseguir os cupons de comida e lembro que todos os médicos faziam estes atestados e que as salas de espera estavam cheias de mulheres.”

Há documentos que expõem um alto número de pedidos de aborto – contra a lei na época –, devido à “situação especial”.

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Uma das muitas fontes de informação sobre estes estupros é o diário mantido por um jovem oficial soviético judeu, Vladimir Gelfand, um tenente vindo da região central da Ucrânia, que, de 1941 ao fim da Guerra, pôs no papel seus relatos, apesar de os soviéticos terem proibido diários de militares.

Os manuscritos – que nunca foram publicados – mostram como a situação era difícil nos batalhões: alimentação pobre, piolhos, antissemitismo e soldados roubando botas uns dos outros.

“Se as pessoas não querem saber a verdade, estão apenas se iludindo. O mundo todo entende (que ocorreram estupros), a Rússia entende e as pessoas por trás das novas leis sobre difamar o passado, até elas entendem. Não podemos avançar sem olhar para o passado”, disse Vitaly Gelfand, filho do autor do diário, Vladimir Gelfand, não nega que muitos soldados soviéticos demonstraram bravura e sacrifício durante a guerra, mas, segundo ele, esta não é a única história.

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The Russian parliament recently passed a law that states that anyone who disparages history of Russia in World War II may have to pay fines or be imprisoned for up to five years.  Andre Marques – O Sentinela

A young historian of Moscow University of Humanities, Vera Dubina, only found out about the rapes after going to Berlin because of a scholarship. She wrote a study on the subject, but struggled to publish it.

Desmaio-se: Simulação de Estupro?!?Mulheres ou Bruxas?Mulheres ou Bruxas?Dos crimes contra a honraAs aventuras de Alice sob a terraCinquenta Tons de CinzaIndivíduos perigosos, Faça uma EvoluçãoSexo seguro!O que podemos aprender com a gripe espanhola?!?

 

A língua falada por 27 vezes mais gente do que o país que a inventou

“A língua portuguesa é falada por mais de 260 milhões de pessoas, que são as populações da CPLP, e a elas juntaria a nossa diáspora, que tem cinco milhões, mais todos os que estão pelo mundo fora a aprender português. Diria, sem ser muito arriscado, que deve andar por volta dos 270 milhões”, afirmou, em entrevista ao DN, o embaixador Luís Faro Ramos, presidente do Instituto Camões. Esther Copacabana Pereira da Silva

A presidente croata Kolinda Grabar-Kitarovic fez um discurso em português no Palácio da Ajuda, num jantar oferecido por Marcelo Rebelo de Sousa, presidente de um país que pode ter só dez milhões de habitantes, mas cuja língua é falada por 270 milhões de pessoas no mundo, a esmagadora maioria como língua materna, alguns milhões porque a estudaram, como a croata. É a sexta língua mais falada no planeta e consegue ser a mais usada no hemisfério sul, graças ao Brasil (210 milhões) mas também a Angola e Moçambique.

E apesar de estar atrás do mandarim (mil milhões) ou do hindi em termos de falantes, o português surge em terceiro lugar entre os idiomas internacionais, pois é usado por países da Europa, da América, de África, até da Ásia – Timor adotou-a como oficial e há casos especiais.

É por causa da comunidade de brasileiros de origem japonesa que Nagoya usa o português, mas foram as Descobertas dos séculos XV e XVI que primeiro levaram a língua ao país do Sol Nascente, restando lá alguns vestígios daquela que chegou a ser língua franca, tal como acontece na Indonésia. “São várias as palavras que usamos no dia-a-dia no Japão, como koppu (copo), botan (botão), pan (pão), konpeitou (confeito), diz Yuka Iwanami, da secção cultural da embaixada.

Falando da Ásia, em Goa, onde nas gerações mais velhas ainda há falantes de português, o esforço hoje é atrair os mais novos para a aprendizagem de uma língua que até à anexação pela Índia em 1961 foi a das elites. Já em Macau, onde o português é língua co-oficial segundo os termos do acordo luso-chinês que levou ao fim da administração portuguesa, o idioma tem ganho relevo pelo interesse da China no mundo lusófono.

As estatísticas sobre línguas são falíveis, pois a demografia galopante de alguns países pode mudar os números, e por outro lado há países em que um idioma pode ser oficial mas o seu nível de domínio discutível. Mesmo assim tanto os sites Ethnologue como Babbel põem em sexto lugar a língua de Camões, Eça, Pessoa, Machado de Assis, Jorge Amado, Germano Almeida, Pepetela ou Mia Couto. Leonídio Paulo Ferreira – Diário de Notícias

Portugueze-se: O Brasil corre o risco de perder até 60 diferentes línguas indígenas, Algo Parecido, Robôs do Face criam língua própria – mas calma, não é a revolução das máquinas, LITERATURA INDÍGENA: POR ONDE COMEÇAR?, O TEATRO BARROCO DE O ALEIJADINHO, Sign-IO e Roy Allela, ALFALUVA e a Unipampa, O Último Cine Drive-in, Provérbios alemães: salsichas, cervejas e pôneis, Falando sobre YouTube – Libras

IMAGINAÇÃO: o poder de criação do homem

NOVA ACRÓPOLE apresenta mais uma palestra de enorme relevância para a humanidade, onde ensina um pouco de um poder fantástico que o homem tem e pouco usa: a Imaginação. Proferida pela professora, aluna e voluntária Lúcia Helena Galvão, em 2015. ““Eu acredito na intuição e na inspiração. A imaginação é mais importante que o conhecimento. O conhecimento é limitado, enquanto a imaginação abraça o mundo inteiro, estimulando o progresso, dando à luz à evolução.” Albert Einstein Nova Acrópole é uma organização filosófica presente em mais de 50 países desde 1957, e tem por objetivo desenvolver em cada ser humano aquilo que tem de melhor, por meio da Filosofia, da Cultura e do Voluntariado. Publicado em 1 de jan. de 2018

Siga-nos: http://www.acropolis.org (Internacional) http://www.acropole.org.br (Brasil – Centro-Oeste, Norte e Nordeste, exceto Bahia) http://www.nova-acropole.org.br (Brasil – Sul, Sudeste e Bahia) http://www.facebook.com/NovaAcropoleBrasil

Dolly vai a luta

Os juízes Eduardo Rocha Penteado, da 14ª Vara Federal em Brasília, e Carlos Loverra, da 1ª Vara Federal em São Bernardo do Campo (SP), transformaram a Dolly de devedora em credora de impostos federais. Dos pedidos da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), na casa do R$ 1,7 bilhão, agora a engarrafadora de bebidas é credora de valores em torno de R$ 200 milhões em tributos federais. Emerson VoltareConjur

Marca enfrenta uma longa batalha judicial

Laerte Codonho, criador dos refrigerantes Dolly, entra com uma ação indenizatória contra os procuradores federais e estaduais que o levaram à prisão e bloquearam seus bens. Ele se diz vítima de má-fé, abuso de direito e perseguição da Coca-Cola. O empresário também contesta a dívida bilionária atribuída a suas empresas e afirma que seu propósito é estabelecer a verdade. Isto é Dinheiro

O presidente da Dolly, Laerte Codonho, afirma que foi vítima da mesma prática e que a Neoway não tem isenção para manejar informações confidenciais e gerar relatórios contra sua empresa, já que tem como acionistas ex-diretores da Ambev e da Coca-Cola, concorrentes diretos no mercado de bebidas. Isto é

Empresas de big data, que manejam e analisam grandes quantidades de dados públicos e privados, enfrentam um dilema ético em todo o mundo sobre o que podem fazer com as informações que obtêm sob contrato. Ao prestarem serviços para órgãos públicos, seu trabalho pode se confundir com pura espionagem. Documentos secretos obtidos por Edward Snowden, em 2013, mostraram que os Estados Unidos, por exemplo, usaram tecnologias de big data para espionar brasileiros. Empresas dedicadas a esse tipo de serviço utilizam computadores extremamente poderosos para analisar grandes quantidades de dados e quebrar a criptografia que garante a privacidade e a segurança das informações de quem está sob investigação. No caso da Neoway ainda não está provado que ela tenha cometido irregularidades contra a Dolly. Vicente Vilardaga

Uma marca 100% nacional no mercado de refrigerantes desde 1987, a Dolly destaca-se pela qualidade de seus produtos e, principalmente, por ser a pioneira no mercado de refrigerantes dietéticos no Brasil, conquistando o respeito e credibilidade do consumidor brasileiro ao se consagrar um sucesso no mercado de refrigerantes, em 2003.

O Ministério da Agricultura proibia a fabricação de refrigerantes com edulcorantes sintéticos, o Ministério da Saúde liberava todos os outros produtos dietéticos, desde gelatinas até chocolates e afins. Esta situação só foi alterada em 1987, quando Laerte Codonho, fundador da Dolly – após testar exaustivamente a fórmula do Diet Dolly juntamente à sua equipe de pesquisas e ter o seu registro negado pelo Governo Federal – impetrou ação judicial contra a lei que proibia a produção dos refrigerantes dietéticos. 

Dollyze-se: Edson Novaes (Yes, its me – Compartilhe), Dior to door by folha, Semana de Global do Empreendedorismo, , 1ª Arena de Inovação da cidade de São Paulo, Como monetizar seu blog, Com empreender

Uma pandemia simulada?!?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou em 28 de fevereiro de 2020:

Em 21 de fevereiro de 2020, a Comissão Nacional de Saúde da China informou que 36.157 pacientes foram designados como curados e receberam alta do hospital, as pessoas receberam tratamento e estão se recuperando da infecção pelo vírus. Michel Chossudovsky

De acordo com a Administração Nacional de Produtos Médicos da China, os hospitais estão usando o Favilavir, um medicamento antiviral, “como um tratamento para o coronavírus com efeitos colaterais mínimos”.

The Economist relata que “o coronavírus espalha o racismo contra e entre os étnicos chineses”

Liderados pela desinformação da mídia, há outra dimensão. Pânico nas bolsas de valores. O medo do Coronavírus provocou a queda dos mercados financeiros em todo o mundo.

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Em 18 de outubro de 2019, o Johns Hopkins Center for Health Security, Baltimore realizou uma simulação cuidadosamente projetada de uma epidemia de coronavírus chamada nCoV-2019. A simulação foi realizada apenas 2 meses antes do surto de COVID-19.



No Evento 201 Simulação de uma pandemia de coronavírus, um colapso de 15% dos mercados financeiros foi “simulado”. Não foi “previsto” de acordo com os organizadores e patrocinadores do evento, que incluiu a Fundação Bill e Melinda Gates, bem como o Fórum Econômico Mundial.

Coronavirus Epidemic: WHO Declares a “Fake” Global Public Health Emergency

A simulação realizada em outubro, intitulada nCoV-2019, foi realizada apenas 2 meses antes do surto de COVID-19. O que deve ser entendido é que os patrocinadores do “exercício de simulação” de John Hopkins são atores poderosos e conhecedores, respectivamente, nas áreas de “Saúde Global” (Fundação B. e M. Gates) e “Economia Global” (WEF).

O Johns Hopkins Center for Health Security, em parceria com o Fórum Econômico Mundial e a Fundação Bill e Melinda Gates, sediou o Evento 201, um exercício de pandemia de alto nível em 18 de outubro de 2019, em Nova York, NY. O exercício ilustrou áreas em que parcerias público-privadas serão necessárias durante a resposta a uma pandemia severa, a fim de diminuir as conseqüências econômicas e sociais em larga escala.

Recentemente, o Center for Health Security recebeu perguntas sobre se esse exercício de pandemia previu o atual novo surto de coronavírus na China. Para deixar claro, o Center for Health Security e os parceiros não fizeram uma previsão durante o exercício de mesa. Para o cenário, modelamos uma pandemia fictícia de coronavírus, mas declaramos explicitamente que não era uma previsão. Em vez disso, o exercício serviu para destacar os desafios de preparação e resposta que provavelmente surgiriam em uma pandemia muito grave. Agora não estamos prevendo que o surto do nCoV-2019 matará 65 milhões de pessoas.

Muitas publicações, além disso, assinalam que o novo coronavírus que assola a China teria sido criado pelos Estados Unidos e mostram como supostas provas algumas patentes antigas, mencionando o próprio Bill Gates como dono de uma delas. A AFP verificou essas postagens e você pode conferir a checagem em português e espanhol.

Em comunicados à imprensa publicados durante o encontro, o Centro para a Segurança de Saúde explicou que o Evento 201 era “um exercício multimídia de pandemia do qual participaram líderes governamentais, da política, de saúde pública e empresas globais que pertencem a indústrias-chave na resposta a pandemias e para que as economias e as sociedades se mantenham ativas durante um surto intercontinental grave e de transmissão rápida”.

De acordo com a descrição fornecida no vídeo do evento, o vírus fictício usado no exercício foi denominado Síndrome Pulmonar Associada ao Coronavírus (CAPS, na sigla em inglês). A história criada para a simulação relata que o vírus, que se espalhou pelo mundo, começou no Brasil, onde foi transmitido de porcos para humanos, provocando sintomas respiratórios que iam desde leves gripes a pneumonias severas.

El evento 201 simula un brote de un nuevo coronavirus zoonótico transmitido de murciélagos a cerdos a personas que eventualmente se vuelve eficientemente transmisible de persona a persona, lo que lleva a una pandemia severa. El patógeno y la enfermedad que causa se basan en gran medida en el SARS, pero es más transmisible en la comunidad por personas con síntomas leves. Beatriz Talegón

La enfermedad comienza en granjas porcinas en Brasil, de manera silenciosa y lenta al principio, pero luego comienza a propagarse más rápidamente en entornos de atención médica. Cuando comienza a extenderse eficientemente de persona a persona en los barrios de bajos ingresos y densamente poblados de algunas de las megaciudades de América del Sur, la epidemia explota. Primero se exporta por transporte aéreo a Portugal, Estados Unidos y China y luego a muchos otros países. Aunque al principio algunos países pueden controlarlo, continúa extendiéndose y reintroduciéndose, y finalmente ningún país puede mantener el control.

No hay posibilidad de que haya una vacuna disponible en el primer año. Existe un medicamento antiviral ficticio que puede ayudar a los enfermos pero no limitar significativamente la propagación de la enfermedad.

Como toda la población humana es susceptible, durante los primeros meses de la pandemia, el número acumulado de casos aumenta exponencialmente, duplicándose cada semana. Y a medida que se acumulan los casos y las muertes, las consecuencias económicas y sociales se vuelven cada vez más graves.

El escenario termina a los 18 meses con 65 millones de muertes. En ese momento la pandemia comienza a disminuir debido a la disminución del número de personas susceptibles. La pandemia continuará hasta que haya una vacuna efectiva o hasta que el 80-90% de la población mundial haya estado expuesta. A partir de ese momento, es probable que sea una enfermedad infantil endémica. Diário 16

O objetivo da simulação não era provocar medo, eles esperavam que isso servisse como uma experiência de aprendizado, destacando tanto o impacto potencial de uma pandemia quanto as lacunas atuais na preparação para esse tipo de problema, foi criada uma lista de sete ações que os líderes dos setores públicos e privados podem executar para ficarem prontos caso um cenário semelhante ao do Event 201 aconteça. Olhar Digital

Notificação de casos de doença pelo coronavírus 2019 (COVID-19). Plataforma IVIS

Simulize-se: Simulação de Estupro?!?, Simulador Solar, IMPRESSORA BRAILE FEITA EM LEGO, FAZENDA SOLAR, Projeto oferece coleta de lixo orgânico por assinatura e devolve adubo ou hortaliças,

Gripe Espanhola

É UM CRIME gritar “fogo!” num teatro cheio, mas também deveria ser um crime gritar “está tudo ok, fiquem sentados e assistam à peça!” num teatro que está sendo consumido por chamas. As pessoas precisam saber do risco.

A Organização Mundial da Saúde declarou que a Europa agora é o epicentro do vírus, e não a Ásia. Isso porque a China foi muito eficaz e organizada em suas medidas de contenção, e a Coreia do Sul também reagiu rapidamente para providenciar muitos testes e identificar casos logo, antes que a doença se espalhasse ainda mais. Japão, Taiwan, Singapura, Tailândia e Hong Kong foram ainda mais preparados.

O gráfico mostra a taxa de mortalidade pelo surto de gripe espanhola de 1918 em duas cidades dos EUA. Saint Louis imediatamente fechou todos os espaços públicos após descobrir que a doença tinha chegado. Enquanto isso, a Filadélfia decidiu realizar uma grande festa de rua. Andrew Fishman

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Gráfico: Proceedings of the National Academy of Sciences. Intercept Brasil

No Brasil, estabelecimentos foram fechados, aglomerações foram proibidas. Fiéis foram desaconselhados até a ir a missas. “Muita gente adoeceu, em grandes e pequenas cidades. Houve lugares em que mais da metade da população ficou doente e não havia quem cuidasse dos infectados”, afirma ao TAB a historiadora Christiane Maria Cruz de Souza, doutora em História das Ciências da Saúde e autora do livro “A Gripe Espanhola na Bahia” (Editora Fiocruz). Edison Veiga

Passageiros a bordo do navio Demerara, que saiu de Liverpool, Inglaterra, em 14 de setembro de 1918, foram os primeiros a carregar a doença. A embarcação fez escalas em Lisboa e, já no Brasil, em Recife e Salvador, até aportar no Rio de Janeiro, então capital do País. Altamente contagiosa — e sem medicamentos ou vacina —, a gripe se alastrou. “O que se tratava eram os sintomas: dor de cabeça, febre, coriza, essas coisas, esperando que o organismo reagisse à doença, ministrava-se tônicos para fortalecer o organismo, incentivada uma boa alimentação, ambientes arejados e que o doente não ficasse próximo das pessoas sãs.”

As orientações e os conselhos eram muito similares aos atuais: lavar as mãos, evitar aglomerações, preferir locais arejados, evitar apertos de mão e abraços. 

Uma das versões da invenção da caipirinha, o famoso drinque brasileiro, remonta ao período. Segundo acredita e difunde o Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), a bebida teria sido criada no interior paulista como um remédio popular para os doentes de gripe espanhola, seria uma adaptação da receita de xarope feito com limão, alho e mel — o acréscimo de álcool em remédio caseiro era comum porque se dizia que “acelerava o processo terapêutico”. Posteriormente, a retirada do alho e do mel — e o acréscimo do açúcar e do gelo — fizeram nascer o drinque mundialmente conhecido.

Nas palavras de um jornal da época: “a desordem dos espíritos causa a desordem das coisas”. 

A epidemia da gripe espanhola teve, em São Paulo, os primeiros casos registrados em 16 de outubro e os últimos em 19 de dezembro de 1918. Em pouco mais de dois meses foram notificados 116.777 infectados (22,32% da população da capital), sendo 86.366 apenas no mês de novembro. Em apenas três dias, entre 29 e 31 de outubro, 14.066 pessoas adoeceram”, conta a historiadora Monica Musatti Cytrynowicz, autora do livro “Do Lazareto dos Variolosos ao Instituto de Infectologia Emilio Ribas: 130 Anos de História da Saúde Pública no Brasil” (Editora Narrativa Um). Aliás, é provável que o número seja superior aos oficiais: a médica Rita Barradas Barata calcula que tenham sido 350 mil os casos na capital paulista, o que significa dois terços da população.

“A inexistência de leis trabalhistas que garantissem a convalescença remunerada, a jornada de até 16 horas no chão de fábrica e os parcos salários — mesmo após as reivindicações da grande greve de 1917 — fizeram de operários gripados a grande parcela de vítimas da epidemia na cidade de São Paulo: trabalhavam enfermos sob o risco de condenar suas famílias à absoluta miséria”, escreveu Anna Ribeiro.

“Um dos maiores problemas foi a contaminação dos médicos e enfermeiros, o que dificultava ainda mais o atendimento. No Hospital de Isolamento, atual Instituto de Infectologia Emílio Ribas, quase todos tiveram a gripe, excetuando-se, além do diretor, o cozinheiro, o jardineiro chefe e dois serventes”, diz Cytrynowicz.

“Foram então criados, além do hospital da Hospedaria e da enfermaria especial da Santa Casa, cerca de 40 hospitais provisórios na capital para receber os doentes de gripe, em espaços cedidos por entidades como clubes — entre eles o Paulistano e o Palestra Itália — e escolas, destacando-se o Grupo Escolar da Barra Funda (com 500 leitos) Colégio Diocesano (com 400), Mackenzie (400), Salesianos (300), Ginásio do Carmo (300) e Santa Inês (250). Além dos hospitais, foram criados 44 Postos de Socorros e 83 farmácias foram autorizadas a distribuir receitas gratuitas aviadas por conta do governo”, enumera a pesquisadora.

Eleito presidente da República pela segunda vez, o político Francisco de Paula Rodrigues Alves (1848-1919) foi uma das mais ilustres vítimas: morreu antes de assumir seu mandato. Edison Veiga – TAB, de Bled (Eslovênia)

Dezenove-se:

Henry Thoreau

Henry David Thoreau nasceu em Concord, Massachusetts, Estados Unidos, no dia 12 de julho de 1817 e faleceu em Concord, Estados Unidos, no dia 6 de maio de 1862. Criado em uma família de protestantes franceses, graduou-se em Literatura Clássica e Línguas, na universidade de Harvard em 1837. foi um escritor norte-americano, autor da obra “Desobediência Civil”, uma espécie de manual do anarquismo pacífico, que influenciou Gandhi, Martin Luther King e Nelson Mandela. Dilva Frazão

O que atrai Thoreau no transcendentalismo não é o activismo social, é o desejo e a necessidade de cada pessoa se cultivar. Ele, aliás, não encarava com bons olhos os reformadores, propondo-lhes sempre que examinassem as suas próprias existências antes de se pronunciarem sobre as dos outros. É certo que em Walden o autor se expõe como exemplo de uma possível vida vivida «com simplicidade e inteligência»; mas longe dele prescrever um qualquer programa. Segundo Thoreau, só a disciplina individual, o crescimento intelectual e a evolução espiritual podiam constituir métodos para uma transformação em profundidade, não requerendo esta membros inscritos ou convenções. Porque, para Thoreau, a verdadeira transformação é pessoal, interior, totalmente individual, correspondendo à descoberta da divindade em cada pessoa como elemento indissociável da natureza. Júlio Henriques – Antígona