Piauí autoriza produção de óleo de canabidiol

Se o Brasil passou a aceitar a importação de produtos à base de Canabidiol para tratamento de saúde, deve também permitir o plantio da maconha para o mesmo fim, pois o contrário privilegiaria apenas quem tem condições de comprar substâncias caras do exterior. Assim entendeu o juiz federal Walter Nunes da Silva Junior, da 2ª Vara Federal do Rio Grande do Norte, ao conceder salvo-conduto para uma idosa importar sementes e cultivar cannabis para tratar o mal de Parkinson. Diario do Centro do Mundo
Piauí autoriza produção de óleo de canabidiol, substância presente na maconha. Expectativa é que a produção possa atender a 150 pessoas que precisam do óleo para tratar doenças como epilepsia. Estado é o 1° do país a adotar a medida. Carlos Rocha, G1 PI
“A proposta inicial é que se trabalhe com 150 pacientes para iniciar o projeto. A ideia é que em até seis meses se consiga produzir o extrato”, disse o neurologista Francisco Alencar.
“Não precisa de autorização da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], a não ser que haja uma produção mais ampla”, completou Francisco Guedes, da Fapepi.
As Universidades Federal e Estadual, assim como o Centro Integrado de Reabilitação (Ceir), estão à frente das pesquisas relacionadas à produção do composto que é de fundamental importância para muitas pessoas, especialmente crianças, que necessitam dele para melhorar a qualidade de vida ou mesmo para sobreviver.
O uso do composto, assim como de outros derivados da planta cannabis sativa, foi discutido em Teresina, em março de 2017, durante o Simpósio sobre o Uso Medicinal dos Canabinoides, que contou com a participação da Defensoria Pública, na pessoa do defensor público Rogério Newton de Carvalho Sousa, que é o titular do Núcleo Especializado da Saúde da instituição. Ângela Ferry
A pesquisa, que foi iniciada no primeiro semestre de 2017, é um investimento do Estado que visa uma melhora na qualidade de vida das pessoas que sofrem com convulsões e epilepsias, como afirma o governador Wellington Dias. “Adotamos na rede de saúde do Piauí, pacientes que fazem uso do medicamento, de forma gratuita. Antes importávamos o canabidiol da Califórnia e de Israel, o que gerava um custo muito elevado e, a partir da autorização da produção, o Piauí passa a produzir seu próprio produto, com um investimento de cerca de 1 milhão de reais”, pontua.  Smoke Buddies
O Laboratório de Análises Toxicológicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) divulgou as instruções de um serviço gratuito e inédito no país de análise de óleos artesanais que deve dar mais segurança aos pacientes que recorrem à produção clandestina. Agora, eles podem levar seu produto ao laboratório e saberem exatamente os teores de CBD e THC. “É uma ferramenta para monitoramento farmacêutico da terapia”, diz a toxicologista Virgínia Carvalho, responsável pelo projeto de extensão, batizado de Farmacannabis. Tarso Araújo

 

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