Cânhamo: e a descontaminação de solos

Cientistas de todo o mundo se dedicam a comprovar a capacidade do cânhamo de limpar solos contaminados. The Green Hub

O maior acidente nuclear da história aconteceu em 1986, na usina de Chernobyl, em Pripiat, no norte da Ucrânia.

Anos depois, grandes áreas no entorno da cidade abandonada foram cobertas de pés de cânhamo, com o objetivo de descontaminar o solo. Pois é, além dos inúmeros usos industriais que sempre citamos por aqui, o cânhamo ainda é eficaz para a fitorremediação (fito = planta e remediação = corrigir), método que utiliza plantas e comunidades microbianas para degradar, extrair, conter ou imobilizar contaminantes do solo e da água.

Várias plantas foram utilizadas em Chernobyl por sua capacidade de absorver contaminantes específicos – duas variedades de brássicas para remover cromo, chumbo, cobre e níquel, milho para absorver chumbo (vários estudos demonstraram a excelente capacidade de absorção de chumbo desta importante cultura) e, mais recentemente, girassol e cânhamo.

Em 1990, apenas quatro anos após a explosão inicial, a administração soviética da época solicitou que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) avaliasse a situação ambiental. Na área de exclusão de 30 km ao redor de Chernobyl, foram encontradas no solo altas concentrações de vários metais tóxicos, incluindo chumbo, césio-137, estrôncio-90 e plutônio, bem como nos tecidos de plantas e animais. DaBoa Brasil

Em resposta, foi decidido que seria realizado um esforço conjunto para reduzir a contaminação do solo por meio do uso de plantas benéficas. Esse processo, conhecido como fitorremediação, foi implementado quase que imediatamente.

A iniciativa de utilizar o cânhamo para retirar elementos tóxicos do solo da chamada zona de exclusão – região no entorno de Chernobyl onde o acesso é restrito e não se pode cultivar – foi da empresa americana de biotecnologia Phytotech, em parceria com a Academia Ucraniana de Ciências Agrárias. Após o plantio, realizado em 1999, eles informaram ter obtido fibra de cânhamo limpa, apesar de a planta permanecer rica em césio – elemento químico radioativo.

Neste experimento, os restos contaminados do cânhamo foram queimados em um incinerador lacrado, nos quais ficaram as cinzas com elementos radioativos. O resultado apontou a capacidade da planta de extrair cerca de 1% do césio do solo. Pode parecer pouco, mas os pesquisadores consideraram a conclusão positiva, já que a técnica poderia ser associada a outras, ajudando na recuperação da área.

Assim como na Ucrânia, áreas rurais na vizinha Bielo-Rússia foram afetadas pelo incidente de Chernobyl. As autoridades locais também consideraram o uso de cânhamo como descontaminante.

Com base na experiência de Chernobyl, a Associação Flecha Verde, que reúne moradores de Palomares, na província de Almería, na Espanha, apresentou um projeto para uso do cânhamo, com o objetivo de limpeza do solo da região. As terras de Palomares foram atingidas por quatro bombas nucleares, em 1966, quando dois aviões da força aérea dos Estados Unidos colidiram no ar durante uma manobra de abastecimento. Até hoje, uma superfície de 40 hectares de terra está contaminada com plutônio procedente das bombas.

São nessas áreas em que a Associação Palomares Flecha Verde pretende intervir, uma organização recém-criada e farta com o passar dos anos e décadas, onde ninguém tenha feito algo contra a poluição causada por um dos maiores acidentes nucleares do mundo. Um estudo do governo espanhol, realizado em 2008, encontrou meio quilo de plutônio em 50.000 metros cúbicos de terra. E agora, uma plantação de cannabis poderia acabar com toda essa contaminação. Smoke Buddies

No sul da Itália, agricultores da cidade de Taranto, na região de Puglia, têm uma história parecida para contar. Cerca de 100 fazendeiros são responsáveis pelo plantio de 300 hectares de cânhamo, que abastecem toda uma indústria baseada na planta, já consolidada por lá.

Segundo reportagem do Slate, as plantações de cânhamo cresceram de 3 para 300 hectares na cidade de Taranto – mais precisamente na região de Puglia, onde cerca de 100 fazendeiros dedicam-se a este tipo de cultivo.

Tradição em Puglia, a criação de gado para fabricação de carnes e laticínios está proibida na região graças à contaminação por substâncias tóxicas, como níquel e chumbo.

“Nós nos encontramos numa encruzilhada e tivemos que decidir entre sair ou ficar”, declarou o fazendeiro Vincenzo Fornaro. “Decidimos permanecer para defender nossa terra.”

Mais do que fomentar um crescente mercado – onde prosperam empresas como a CannaPuglia – o cultivo de cânhamo na região tem o objetivo de ajudar a descontaminar o solo da região, poluído por resquícios de metais pesados oriundos da maior fábrica de aço da Europa. Marijuana

O cânhamo está sendo usado em larga escala para auxiliar na descontaminação de alguns dos solos mais poluídos da Europa. A usina siderúrgica Ilva, a maior de seu tipo na Europa, envenenou o solo local, plantas, animais e residentes humanos durante décadas com suas emissões tóxicas. Dentro de um raio de 20 km da fábrica, o pasto de gado é proibido.

A presença de níquel e chumbo fez com que atividades tradicionais da área, como a criação de gado, fossem suspensas. Os moradores se uniram e encontraram no cânhamo o caminho para recuperar suas terras.

Desde 2012, quando a extensão da crise se tornou aparente, os agricultores plantaram milhões de plantas de cannabis em um esforço para descontaminar o solo. Cerca de 100 agricultores estão cultivando cânhamo, e o movimento já provou ser um estímulo econômico. Uma nova fábrica de processamento de cânhamo foi inaugurada para converter a colheita

O estado norte-americano da Pensilvânia foi o local escolhido por cientistas para comprovar, de uma vez por todas, as propriedades do cânhamo para fitorremediação. Eles investigaram a capacidade da Cannabis sativa L. – nome científico do cânhamo – de crescer de forma sustentável e limpar solos de minas de carvão abandonadas na Pensilvânia.

Foram plantadas seis variedades diferentes de cânhamo, em diferentes tipos de solo, contaminados ou não. Os pesquisadores analisaram a presença ​​de metais pesados nas plantas e no solo. A conclusão deles revelou que o solo tinha níveis significativamente mais altos de substâncias tóxicas antes do plantio. Este estudo fez ainda outra descoberta positiva: o canabidiol (CBD) – um dos principais elementos da cannabis utilizado para fins medicinais – produzido a partir do cânhamo plantado em solo contaminado, não apresentou sinais de contaminação.

Isso significa, a princípio, que seria possível descontaminar o solo e produzir CBD seguro ao mesmo tempo.

Em 2002, outra análise foi conduzida por pesquisadores da Universidade de Wuppertal, na Alemanha. Eles destacaram a capacidade do cânhamo para crescer em solo contaminado, sem que suas fibras ou o hurd – interior do caule e das hastes da planta – sejam prejudicados. O mesmo estudo apontou a capacidade do cânhamo de extrair metais pesados, óleo e diesel do solo.

Desde o devastador acidente na usina nuclear de Fukushima Dai-ichi em 2011, tem havido pedidos para que o Japão implemente a fitorremediação de cânhamo. No entanto, devido à Lei de Controle de Cannabis imposta à lei japonesa pelas potências ocupantes dos EUA em 1948, o cânhamo só pode ser cultivado sob licença – e estas são altamente restritas e difíceis de obter.

No Japão, optaram pelo milho para absorver metais pesados do reator de Fukushima, porque sua legislação os impedia de recorrer ao uso da cannabis.

Poucos meses depois do incidente, os residentes de Fukushima começaram a plantar milhões de girassóis, bem como mostarda e amaranto do campo, na tentativa de absorver o césio e outras toxinas do solo. A Agência de Exploração Aeroespacial do Japão também iniciou um projeto experimental envolvendo girassóis em 2011, e vários projetos desde então investigaram algas, trigo sarraceno e espinafre por sua capacidade de absorção.

Conheça estudos que destacam o poder de fitorremediação do cânhamo:

Há uma extensa pesquisa sobre a capacidade da cannabis de atuar como agente fitorremediador. Um estudo italiano publicado na Plant and Soil em 2003 mostrou que o cânhamo tinha a capacidade de absorver cádmio, cromo e níquel do solo, e que altas concentrações dos metais pesados tinham pouco efeito na morfologia da planta.

Em 2005, um estudo alemão publicado na Biologia Plantarum concluiu que o cânhamo não foi afetado por concentrações de cádmio na raiz de até 800 mg/kg, mas que as concentrações de folha e caule de 50 – 100 mg/kg “tiveram um forte efeito na viabilidade da planta e vitalidade”. Este estudo também observou que o pH do solo afetou a taxa de absorção de cádmio.

No entanto, em 2009, outro estudo chinês mostrou que a concentração de cádmio era 25-29,5 vezes maior nas raízes do cânhamo em comparação com os brotos, “sugerindo que a planta pode ser classificada como excludente de Cd”.

Em 2010, um estudo chinês investigou oito cultivos, incluindo o cânhamo, por sua capacidade de absorver zinco. O zinco é um metal pesado benéfico em pequenas quantidades, mas potencialmente fitotóxico em concentrações mais altas.

Em 2012, um estudo romeno investigou a segurança nutricional de sementes de cânhamo produzidas a partir de plantas cultivadas em solos contendo cádmio, magnésio, ferro e vários outros metais. O estudo descobriu que cinco cepas distintas de cânhamo romeno desenvolveram perfis nutricionais diferentes de acordo com a absorção de vários metais no solo.

Mais recentemente, um estudo paquistanês publicado em 2015 identificou vários genes no cânhamo associados à tolerância a metais pesados, incluindo níquel, cádmio e cobre. Esses resultados podem auxiliar no desenvolvimento de variedades transgênicas de cânhamo com maior capacidade de absorção de metais.

Em 2017, a University of Virginia anunciou uma colaboração com uma empresa de biotecnologia conhecida como 22nd Century, que “desenvolveu plantas de cânhamo que são particularmente adequadas para uso em fitorremediação”.

A Phytotech, a empresa de biotecnologia envolvida com a empresa de Chernobyl, usou “plantas especialmente selecionadas e projetadas”, embora pareça haver pouca informação disponível sobre o desenvolvimento das variedades de cânhamo utilizadas.

Assim, mesmo que o cânhamo usado para remover o cádmio do solo contaminado seja inseguro para consumo, sua fibra ainda pode ser útil para aplicações têxteis e de construção. Além disso, a biomassa do cânhamo pode ser usada em uma série de outras aplicações industriais, como biocombustível.

O cânhamo é eficiente para a fitorremediação e o plantio ainda resulta em matéria-prima para uma indústria rica e variada. Além disso, a planta requer menos cuidados para o cultivo em comparação, por exemplo, aos girassóis, espécie cuja capacidade de descontaminação do solo também é reconhecida.

Como uma ferramenta comprovada e valiosa na luta para reparar os danos causados ​​pelo homem aos nossos solos e ecossistemas, a cannabis pode beneficiar centenas de milhares de locais em todo o mundo. Estima-se que somente nos EUA haja 30.000 locais que precisam de fitorremediação.

Então, com tantas comprovações científicas e casos de sucesso, por que ainda não estamos usando o cânhamo em todo o mundo para descontaminar solos?

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Plástico de cânhamo

A criação do plástico totalmente sintético, feito à base de petróleo, carvão e gás natural, segundo a revista Super Interessante, aconteceu em 1907 e com um bom propósito: substituir o marfim, a matéria que forma nos dentes dos elefantes, moldado desde o século XVII. Hoje, o impacto da produção e descarte do plástico ao meio ambiente, coloca às empresas e cidadãos o papel vital de repensar atitudes e maneiras de reduzir o uso do material. The Green Hub

O Cânhamo tem um crescimento rápido e baixo custo para produzir.  Seu cultivo é um dos mais diversamente aplicados e sustentáveis do mundo.  Além disso, o Brasil possui enorme potencial agrícola e condições climáticas favoráveis para tornar o país um grande exportador da matéria.

Ao ser fabricado com cânhamo, o plástico se torna um item biodegradável e não tóxico, o que o torna mais seguro para a saúde das pessoas e do meio ambiente. Enquanto uma sacola plástica convencional levará séculos para se degradar na natureza, o bioplástico levará de três a seis meses. Naturalmente, isso significa que o bioplástico de cânhamo não é ideal para utensílios de longo prazo, mas é perfeito para os de uso único.

Infográfico da Sana Packaging traduzido pela The Green Hub

A empresa Sana Packaging produz embalagens feitas 100% a partir do bioplástico de cânhamo, plástico oceânico recuperado e outros materiais que visam reduzir o impacto do plástico tradicional no mundo.

A versatilidade da planta é outro ponto positivo. Sua semente, caule e folha podem ser aproveitados e transformados em matéria-prima para diversos setores: construção civil, alimentício, vestuário, biocombustível, pet, cosmético, entre tantos outros. O plástico, no entanto, é feito a partir do caule e fibras, tal como papel, tecidos, cordas e materiais de construção.

A empresa LEGO, que possui seis décadas de história em plástico, agora está investindo milhões de dólares para eliminar esse material. A estimativa é que em 2030, 60 bilhões de peças que a empresa fabrica a cada ano serão totalmente substituídas por cânhamo, uma variedade da Cannabis sativa. Sechat

Outra empresa, a australiana Zeoform, está trabalhando há anos no avanço das tecnologias de cânhamo biodegradáveis. Ela conta que desenvolveu um novo tipo de plástico feito inteiramente com cânhamo. Este material pode ser injetado ou moldado em produtos sem fim que vão desde botões até móveis de casa e até mesmo tijolos de brinquedo.

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Uma breve história da maconha

Maconha, a droga mais polêmica do mundo possuí seu primeiro registro em 27.000 a.C. A planta tem origem no Afeganistão e era também utilizada na Índia em rituais religiosos ou como medicamento. Na mitologia, a Cannabis era a comida preferida do deus Shiva, portanto, tomar bhang, uma bebida que contém maconha, seria uma forma de se aproximar da divindade.

Na tradição Mahayana do budismo, fala-se que antes de Buda alcançar a iluminação, ficou seis dias comendo apenas uma semente de maconha por dia e nada mais. Como medicamento a planta era usada para curar prisão de ventre, cólicas menstruais, malária, reumatismos e até dores de ouvido. Psicodelia.org

Romanos e gregos usavam-na para a fabricação de tecidos, papéis, cordas, palitos e óleo. Heródoto, o pai da História, menciona a utilização do cânhamo (presente no caule da maconha), para fazer cordas e velas de navios. Inclusive, é bom mencionar o quão presente esta planta esteve na formação do Brasil, pois as velas e cordas das caravelas portuguesas que aqui chegaram também eram feitas de cânhamo, assim como muitas vestimentas dos portugueses. 

O cultivo da maconha se expandiu da Índia para a Mesopotâmia, depois Oriente Médio, Ásia, Europa e África. Na renascença a maconha tornou-se um dos principais produtos agrícolas europeus, sendo pouco usada como entorpecente.

Johannes Gutemberg, inventor e gráfico alemão, teve sua maior e mais famosa obra A Bíblia de Gutemberg, a primeira Bília impressa, feita com papel de cânhamo. Ironico, né?! Com a “Santa Inquisição”, os católicos passaram a condenar o uso medicinal da maconha feito por “bruxas”, estas por sua vez foram queimadas por usarem a planta no feitio de remédios. 

Esta pesquisa não tem intenção de fazer apologia ao uso de drogas, mas de uma análise historiográfica em torno da origem da maconha no Brasil e no mundo.

Smoothie vegan de café da manhã com alto teor de proteína

Reúna seus suprimentos: sementes de abóbora, sementes de cânhamo, amêndoa ou leite de soja (escolha soja para obter 6g de proteína a mais), banana (use congelada para obter uma textura mais espessa), espinafre bebê e pedaços de manga congelados.

Reúna seus suprimentos: sementes de abóbora, sementes de cânhamo, amêndoa ou leite de soja (escolha soja para obter 6g de proteína a mais), banana (use congelada para obter uma textura mais espessa), espinafre bebê e pedaços de manga congelados.

No seu liquidificador (ou copo grande, se estiver usando um liquidificador de imersão), comece espalhando o espinafre bebê, seguido da banana, da manga e depois das sementes.

No seu liquidificador (ou copo grande, se estiver usando um liquidificador de imersão), comece espalhando o espinafre bebê, seguido da banana, da manga e depois das sementes.

Adições opcionais: adicione um par de tâmaras macias sem caroço para um toque de doçura natural. Para um grande impulso de proteína, adicione uma colher de pó de proteína vegetal de baunilha.

Pegue um canudo e divirta-se!

Despeje seu smoothie em um copo e cubra com uma pitada de sementes de abóbora e / ou cânhamo.

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CANNABIS LIVRE DA ONU

Uma votação realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU)  aprovou nesta quarta-feira, 2, a reclassificação da maconha e dos derivados da cannabis. Até então, a substância era considerada “particularmente suscetível a abusos e à produção de efeitos danosos” e “sem capacidade de produzir vantagens terapêuticas”, o que a colocava no mesmo patamar que a heroína. Agora, a Comissão de Drogas Narcóticas da ONU considera que a cannabis é uma substância com menor potencial danoso, apesar do seu controle ainda ser recomendado pela entidade, assim como a morfina. A decisão foi apoiada por 27 países, incluindo os Estados Unidos e grande parte da Europa. Enquanto isso, outras 25 nações votaram contra, incluindo o Brasil, a China, o Egito, a Rússia e a Turquia. Uma última representação se absteve do voto. Jovem Pan News

A Comissão das Nações Unidas sobre Entorpecentes (CND) da Organização das Nações Unidas (ONU) aceitou ontem (2) uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para remover a cannabis e a resina de cannabis do Anexo IV da Convenção Única de 1961 sobre Entorpecentes, que é a recomendação mais restritiva em relação a drogas. Sechat

A votação histórica que ocorreu em Viena/Áustria pode ter implicações de longo alcance para a indústria global de cannabis medicinal, variando da supervisão regulatória à pesquisa científica sobre a planta e seu uso como medicamento.

A aprovação da Recomendação 5.1 carrega um amplo significado simbólico para a cannabis medicinal, pois poderia ajudar a impulsionar os esforços de legalização da cannabis medicinal em todo o mundo, agora que o CND reconhece tacitamente a utilidade médica da droga.

“Embora a mudança não libere totalmente a planta do controle do tratado, é um passo gigantesco em direção à normalização da cannabis na medicina acima de tudo, mas também em nossas sociedades em geral”, disse ao MJBizDaily o pesquisador independente Kenzi Riboulet-Zemouli do CND Monitor.

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Invista na cannabis ativa

Nos últimos anos, a cannabis tornou-se uma indústria de US $ 9,7 bilhões, e deverá atingir quase US $ 25 bilhões em 2021. Nos EUA, a maconha é legal em oito estados, além do Distrito de Columbia, para uso recreativo, e 29 estados mais DC para uso medicinal. O índice de estoque de cannabis (sim, existe) aumentou 88,8% em 2016 e 91,8% em 2017. The GreenHub

E se é para apoiar a causa, ganhar algum dinheiro ou ambos, muitos de nós agora queremos colocar o nosso dinheiro onde está o mercado mais promissor da atualidade.

Em qualquer mercado que envolva commodities, quem produz a matéria-prima normalmente fica com as menores margens de lucro. Para recuperar o investimento e ganhar algum dinheiro, o agricultor, o pecuarista, o minerador e o pescador precisam produzir e vender grandes volumes. Com a cannabis não é diferente. Nos locais onde é permitido plantá-la, o preço da erva in natura vem caindo consistentemente, principalmente porque a demanda pelo produto legal não acompanha o crescimento da oferta, cada vez maior. Essa foi uma das primeiras lições que aprendi quando comecei a acompanhar esse universo mais de perto. As melhores oportunidades estão nas atividades que agregam valor aos insumos e entregam produtos mais sofisticados aos consumidores: remédios, concentrados, comestíveis, cosméticos etc. Ricardo Amorim

Aqui no Brasil, o plantio de cannabis segue proibido, mas a dinâmica é a mesma. Os negócios mais atrativos para investidores e lucrativos para seus donos estão na indústria, não na agricultura (a afirmação aqui é um tanto óbvia, mas no mundo da cannabis ainda há uma tendência de supervalorização do cultivo). Nesse contexto, avalio como extremamente positivo o anúncio feito pela brasileira Entourage Phytolab na semana passada. A startup de biotecnologia, com sede em Valinhos (SP), desenvolveu uma fórmula que dobra o potencial de absorção do canabidiol (CBD) pelos pacientes. Na prática, significa que o mesmo efeito terapêutico pode ser obtido com metade da dose, tornando o tratamento mais barato e mais eficiente.

A cannabis é, sem dúvida, uma oportunidade de investimento emocionante. Mas, como com qualquer coisa, você deve fazer sua pesquisa primeiro. Certifique-se de examinar completamente todas as empresas em potencial e ficar em cima do que está ocorrendo em termos de legislação. Comece por “paper trading” – escrevendo o que e quando você compraria e venderia.

“A quantidade de informações por aí é esmagadora – como é a quantidade de desinformação”, disse William Petruski, vice-presidente de vendas da Arcview. “Em qualquer estratégia de investimento, a informação é rei. E neste vertical, mais do que qualquer outro”.

Só pra deixar claro e evitar confusão: no Brasil, o porte e a comercialização da maconha é ilegal. Mas isso não te impede de investir lá fora (vou falar mais sobre aqui embaixo). Luis Ottoniseudinheiro

Aliás, até 2022, a expectativa é que esse mercado movimente US$ 23 bilhões só nos EUA, segundo estima a “Arcview Market Research”. No mundo, o valor deve chegar aos US$ 57 bilhões em 2027, segundo a “Forbes”. As razões que devem levar a esse “boom” estão ligadas a uma tendência na flexibilização das regulamentações, tornando esse mercado mais comum e promissor.

O setor funciona da seguinte forma:

  • Plantadores: Essas empresas, como é o caso da Canopy Growth, cultivam a maconha geralmente em estufas, colhem e distribuem os produtos aos consumidores finais.
  • Empresas de biotecnologia – Focam no desenvolvimento de drogas que têm como base a cannabis. Esse é o caso da GW Pharmaceuticals, por exemplo.
  • Fornecedores de produtos e serviços – Essas empresas fornecem equipamentos aos plantadores que facilitam no processo de desenvolvimento dos produtos e na experiência do usuário. Esse é o caso da empresa Scotts Miracle -Gro, por exemplo.

Já para a especialista em direito e processo penal, Anna Julia Menezes, da Vilela, Silva Gomes & Miranda Advogados, o investidor deve ficar atento aos riscos desse tipo de aplicação. “Se algo der errado, você não terá a ajuda da CVM, já que a aplicação foi feita sobre regra de outro país”, explica. 

Portanto, além de monitorar o desempenho das empresas que pretende aplicar, é necessário ficar de olho na legislação do país (e no caso dos EUA, no estado) em que a empresa possui sede.

Comoditize-se : Vende-se Maconha, Fibra de “maconha” na produção têxtil, Produtos para Consumo de Maconha, Como enriquecer e educar licitamente falando!?!, Cachimbo da Paz, VIDACELL®

A OMS removeu a maconha da categoria de drogas?

No final de julho de 2020, diversos sites espalharam a informação a respeito de uma nova classificação que teria sido anunciada pela Organização Mundial da Saúde. Sites como o Medicina News e o Diário Online afirmaram que a OMS teria removido, em seu último balanço, a maconha da categoria de drogas. A afirmação também foi bastante compartilhada nas redes sociais e em grupos do WhatsApp. Gilmar Lopes – E-farsas

No começo de julho de 2020, o site indiano de checagem de fatos Fact Crescendo entrou em contato com a Organização Mundial da Saúde, que lhe respondeu não ter tirado a maconha da categoria de drogas!

Conforme explicado pelo site Smoke Buddies, a posição da OMS em relação à maconha é que a entidade chegou a emitir um documento com recomendações para reduzir o controle internacional sobre a cannabis, mas a análise de um órgão de monitoramento das Nações Unidas concluiu que tais recomendações teria pouco impacto no controle internacional de drogas, a maioria dessas recomendações foi analisada e “vetadas” pela Organizaçao das Nações Unidas, após análise, isso foi em janeiro de 2019.

O ministro da Cidadania, Osmar Terra (MDB), tem usado informações e dados falsos ao falar sobre a possível legalização do plantio de maconha para fins medicinais e científicos em entrevistas ao longo dos últimos dois meses. Bruno Fávero – Aos Fatos

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que está com duas consultas públicas abertas sobre o assunto, foi acusada por Terra de querer forçar a legalização da droga no país.

Veja abaixo um resumo do que checamos:

1. Diferente do que diz o ministro, a Anvisa não estará contrariando a legislação se permitir o plantio de maconha para fins medicinais ou científicos. A Lei de Drogas, de 2006, já prevê essa possibilidade;

2. Também não é verdade que toda a propriedade medicinal da maconha esteja restrita ao canabidiol, uma das substâncias derivadas da planta. Existem remédios à base de THC, outro dos mais de cem canabinóides presentes na erva, e as pesquisas estão no começo;

3. É impreciso sugerir que a legislação restritiva da Suécia acabou com o problema das drogas no país. Embora os suecos apresentem consumo abaixo da média europeia de maconha e cocaína, o país tem a segunda maior taxa de mortalidade por drogas do continente e uma alta taxa de infecção por hepatite C entre usuários;

4. Também é impreciso dizer que 198 nações proíbem o plantio da maconha. A ONU só tem 193 países-membros (e mais dois observadores). Um levantamento de 2017 listava 12 países em que o cultivo era permitido. Desde então, ao menos outras 19 nações legalizaram a plantação para fins medicinais;

5. O ministro exagerou ao dizer que, em 2013, o número de auxílios-doença concedidos por dependência de álcool foi quatro vezes menor do que a soma de casos relacionados a outras drogas. Apesar de os auxílios ligados ao consumo de álcool terem, de fato, caído, eles continuavam naquele ano como a principal motivação de dependência química entre os novos beneficiários;

6. É verdade que o canabidiol pode ser produzido em laboratório. Um medicamento do tipo está na fila para ser aprovado pela FDA, agência que regula os remédios e alimentos nos EUA. Também há artigos científicos descrevendo como sintetizar o composto.

Em 2006, a dependência de álcool foi a razão de concessão de 13.760 auxílios-doença. A segunda droga que, sozinha, mais motivou benefícios foi a cocaína (2.434) e, depois, os canabinóides (275). Casos em que os beneficiados consumiram mais de uma droga ao mesmo tempo (o levantamento não especifica quais) somaram 7.295.

Em 2013, os casos relacionados ao abuso de álcool caíram 11%, para 12.123. Já os de cocaína totalizaram 8.490 benefícios, um aumento de 249% em relação a 2006. O mesmo aconteceu com o uso de múltiplas drogas, que foi para 21.688, variação de 197%.

Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a planta e seus principais componentes sejam reclassificados em tratados internacionais contra drogas. Os especialistas da entidade pedem que a maconha e o haxixe (obtido a partir da resina da cannabis) sejam removidos do Schedule IV, a categoria mais restritiva de uma convenção mundial de drogas realizada em 1961, assinada por países de todo o mundo.  ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE

O Schedule IV é a categoria reservada para substâncias particularmente nocivas e com pouco uso medicinal, nela que se enquadram as drogas mais perigosas, como como LSD ou heroína.

O documento ainda não foi oficialmente formalizado, mas já está circulando entre os defensores da substância, relata a Forbes. No pedido, os especialistas querem que a planta, o haxixe e o tetraidrocanabinol (THC) sejam todos designados no Schedule I, onde se enquadram substâncias menos danosas e com propriedades curativas ou medicinais.

“O posicionamento da maconha no tratado de 1961, sem evidências científicas, foi uma terrível injustiça. Hoje, a OMS tem a oportunidade de corrigir um erro. Espero que a política não atrapalhe a ciência”, afirmou Michael Krawitz, veterano da Força Aérea dos Estados Unidos e defensor da legalização da maconha.

ZZZze-se: História da Maconha, Fibra de “maconha” na produção têxtil, Tabaco e álcool sim, Maconha não. Por que?!?, Onde estudar maconha medicinal?!?, Cursos de saúde da UFPB: Uso medicinal da maconha, Mais pessoas estão usando maconha como um substituto ao álcool e remédios, diz estudo

Medical Hemp

A primeira autorização sanitária para venda de produto não medicamentoso a base de cannabis foi concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).  O produto se trata de um fitofármaco, com quantidade de THC de até 0,2%. Cannabis é o nome científico das plantas de maconha e o canabidiol é um elemento presente nessas plantas, que é utilizado em alguns tipos de medicamento. Jonas Valente – Repórter Agência Brasil

Quanto a medicamentos a base de cannabis, a Anvisa já havia autorizado o registro em 2016. O primeiro remédio registrado no Brasil foi o Mevatyl, indicado para o tratamento de adultos que tenham espasmos relacionados à esclerose múltipla.

Segundo a agência reguladora, a inclusão não altera as regras para importação de medicamentos com canabidiol ou outros extratos da maconha.

Fitofármaco derivado da Cannabis tem diversas aplicações terapêuticas e foi desenvolvido em parceria entre a USP e indústria farmacêutica do Paraná e custa R$ 2.143 com desconto, um fármaco de origem vegetal, sem indicação clínica pré-definida, significa que pode ser receitado para qualquer condição em que o CBD seja considerado potencialmente benéfico para o paciente.

Fabricado pelo laboratório Prati-Donaduzzi, no Paraná, o produto foi liberado para comercialização pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 22 de abril, e os primeiros lotes foram entregues ao mercado às vésperas do Dia das Mães, 10 de maio, já que a venda está condicionada à apresentação de receituário tipo B (azul), de numeração controlada, a exemplo do que já ocorre com calmantes, antidepressivos e outras substâncias psicoativas, que atuam sobre o sistema nervoso central. Cannabis & Saúde

O primeiro extrato de canabidiol desenvolvido no Brasil já chegou às farmácias do Brasil. O produto é a uma parceria entre indústria farmacêutica e cientistas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP). A solução oral possui 20o mg/ml de CBD e está sendo vendida por R$ 2.143 um frasco de 30 ml mais a seringa dosadora. Este é o valor com desconto, já que o preço real do produto é de R$ 2.500.

Medhempze-se: Leite de Mamaconha, Vende-se Maconha, Doenças que podem ser tratadas com Canábis Medicinal, Fibra de “maconha” na produção têxtil, Canabidiol, o CBD, Ausonia Donato, entre outras., Onde estudar maconha medicinal?!?, Capital Cultural, Uma Noite de 12 Anos

Fibra de “maconha” na produção têxtil

O Congresso do país EUA aprovou a Lei da Agricultura de Cânhamo, que legaliza o plantio da planta, e a indústria local da moda já está se movimentando para substituir o algodão pela planta na produção têxtil. Débora Spitzcovsky – The Greenest Post

O cânhamo produz, por hectare, o dobro de fibras do que o algodão, demanda um décimo da água usada no seu plantio e ainda requer muito menos pesticidas e herbicidas, segundo previsões da empresa de investimentos New Frontier, o setor de cânhamo movimentará US$ 5,7 bilhões até o ano que vem.

A fibra da planta, que se difere da maconha pela composição, e que já serviu muito às fabricações de papel e de têxteis diversos, num uso milenar, até a proibição da cannabis pelos Estados Unidos, na primeira metade do século passado. Decisão que influenciou o Brasil, precisamente, em 1938, num decreto de Getúlio Vargas. Cheeba News

O cânhamo tem na sua composição menos de 0,3% de THC, o tetrahidrocanabinol, princípio psicoativo mais potente da maconha. Por outro lado, há nele maior concentração (cerca de 20%) de CBD, o canabidiol, substância testada com sucesso no tratamento de doenças. Logo, seu barato é outro. Na verdade, são outros.

Na agropecuária e na indústria têxtil (pois não esqueçamos que há uma relação estreita entre esses dois setores), o cânhamo performa como uma alternativa bastante sustentável. É cultivado em qualquer solo, não requer uso de agrotóxicos e carece de pouquíssima água. Sua fibra pode ser colhida já três meses depois de plantado, e é uma das mais fortes e duráveis, senão a mais, entre as têxteis naturais, como o algodão, o linho e a seda, e em comparação com o algodão, é considerado mais eficiente no bloqueio da radiação ultravioleta e nas funções antibacteriana, de absorção e isolamento térmico.

O mercado do cânhamo, sobre o qual ronda o espírito do crescimento, tem a ver com a indústria têxtil, mas também com a farmacoquímica, a de cosméticos, suplementos e até pet, graças às propriedades do CBD, encontrado com vantagem do caule às sementes da planta.

Em 1937 o governo dos Estados Unidos aprovou a Marihuana Tax Act), proibindo o cultivo, venda e posse de qualquer planta pertencente ao gênero Cannabis. Em 1970, a Lei de Substâncias Controladas (Controlled Substances Act) foi aprovada durante a administração do presidente Nixon, colocando a Cannabis na Lista I, reservada para as drogas mais perigosas no país. O DEA (agência americana antidrogas) mantém que o cânhamo e a maconha são a mesma planta, apesar de suas características individuais. As fibras de cânhamo foram matéria-prima das solas de sapatos e dos paraquedas usados pelas tropas norte-americanas. HempMeds Brasil

Na “Farm Bill” de 2018, o cultivo de cânhamo foi legalizado nos EUA, contudo ainda existem regras estritas para o cultivo. Na seção 12619 do Farm Bill, os produtos derivados do cânhamo também saem da sessão I da Lei de Substâncias Controladas. Ou seja, todo e qualquer canabinoide – conjunto de compostos encontrados nas diversas variedades de Cannabis – passa a ser legal. Isso se aplica por exemplo, ao canabidiol (CBD). Contudo, tal legalidade ainda se limita às plantações regulamentadas e aprovadas pela USDA – Departamento de Agricultura dos EUA. Todo e qualquer outro tipo de produção que não respeite a Farm Bill continua ilegal e sob tutela da Lei de Substâncias Controladas.

Tecelagem industrial de cânhamo

O cânhamo de fato possui uma infinidade de usos industriais, podendo ser usado na fabricação de papel, cordas ou tecidos, e tem sido usado como um tipo de plástico biodegradável, mais sustentável do que plásticos tradicionais à base de petróleo, além de oferecer um combustível alternativo na forma de biodiesel. As fibras do cânhamo podem ser usadas na fabricação de materiais de construção e isolantes térmicos, como painéis e blocos de concreto.

O cânhamo também pode ser usado como alimento, tanto para humanos quanto animais. As sementes podem ser consumidas cruas, processadas para extrair seu óleo ou moídas em forma de farinha, que pode ser usada para fazer leite de cânhamo. Na Europa é muito comum utilizar sementes de cânhamo para alimentar aves e outros animais de fazendas.

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Antes de 1800, o cânhamo foi o tecido mais utilizado para vestuário, cordas e lona. Com a facilidade criada pelo descaroçador de algodão e a proibição da cannabis sativa em 1937, o cânhamo foi esquecido. Tulypa Uniformes

– Em média, um acre de cânhamo pode produzir duas a três vezes mais fibra do que um acre de algodão.

– O cânhamo desintoxica o solo através da remoção de substâncias químicas nocivas e poluentes e enriquece   o solo com nitrogênio e oxigênio. Já o algodão exige muito do solo.

– Quase 10% de todos os produtos químicos agrícolas e 25% de inseticidas vêm da indústria do algodão, que acabam indo parar no solo, rios e riachos. O cânhamo pode ser cultivado com muito menos produtos químicos, ou muitas vezes, nenhum.

– Cânhamo precisa de um terço da água que o planto do algodão necessita.

– O cânhamo é de 3 a 8 vezes mais forte do que o algodão (dependendo de como ele é processado). Os produtos têxteis duraram mais tempo.

– O tecido de cânhamo respira muito bem, absorve a umidade, protege a pele dos raios UV e é anti-bacteriano.

Quando o Mujica (ex-presidente do Uruguai) liberou a maconha em 2013 Bastos acreditou que o consumo de maconha entre os uruguaios iria aumentar, mas a verdade é que com a legalização nada mudou quanto ao consumo.

A fibra do cânhamo, vem resgatando sua importância como matéria prima de destaque da indústria têxtil e deverá movimentar cerca de US$ 300 milhões em vendas nos Estados Unidos até 2020, segundo estimativa do relatório Hemp Business Journal, divulgado pela revista Forbes. No passado deu origem ao tecido das velas das naus que impulsionaram os portugueses à conquista do Novo Mundo e que hoje ostenta etiquetas de famosas marcas internacionais do mundo da moda, ressurge como alternativa economicamente competitiva e ambientalmente sustentável frente ao algodão e aos tecidos sintéticos.

A perspectiva é que todo o mercado de produtos que usam a cannabis como matéria prima registre um crescimento de 700% ate 2020, atingindo um total de 2,1 bilhões (R$ 6,84 bilhões). Mantida a atual fatia do segmento têxtil nesta indústria, setor deverá movimentar aproximadamente (R$ 977 milhões) dentro de três anos.


A China, que de acordo com os registros históricos cultiva o cânhamo há mais de 7 mil anos, é o maior produtor mundial da fibra, responsável por 70% do volume mundial. Dados do Observatory of Economic Complexity mostram que, em 2016, o comércio internacional de fibra de cânhamo movimentou US$ 4,27 milhões (R$ 13,9 milhões), tendo os Países Baixos como maiores exportadores do produto (25%) e a Alemanha como maior importador (37%).

Vistaze-se: Hemp Car, Como enriquecer e educar licitamente falando!?!, Quem matou o carro elétrico?, Cursos de saúde da UFPB: Uso medicinal da maconha, A VERDADE por trás da proibição da MACONHA, Snoop Dogg Lion, Vende-se Maconha, Movida a água, Milton Friedman

Como enriquecer e educar licitamente falando!?!

Economia com sistema prisional chegaria a R$ 1 bilhão, de acordo com estudo divulgado pela Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados, poderia render entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões por ano para os cofres públicos, de acordo com um estudo divulgado pela Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados. João Pedro CaleiroExame

Seria cerca de 40% do que o país arrecada hoje em impostos sobre bebidas alcoólicas e 60% da arrecadação com o tabaco.

A metodologia foi inspirada em um estudo feito em 2010 para o Instituto Cato por Jeffrey Miron, de Harvard, e Katherine Waldock, da New York University.

Portugal, que descriminalizou todas as drogas há 15 anos, é hoje o país com as menores taxas de consumo entre jovens da Europa.

“Legalização significa menos violência, menos gastos do governo e a abertura de uma nova fonte de taxação. A experiência internacional mostra que a legalização funciona”, disse Miron em entrevista para EXAME.com no ano passado.

O trabalho da Câmara usa dados de uma pesquisa sobre consumo de 2005, que estimou que 1,8% da população brasileira usa maconha mensalmente (ou 2,7 milhões de pessoas).

Tomando como base a regulação uruguaia, cada uma delas poderia comprar até 40 gramas de maconha por mês.

Com preço de US$ 1,20 o grama e cotação de R$ 3,60 por dólar, chega-se a R$ 4,20 por grama, R$ 2.073 por usuário por ano e um mercado total do tamanho de R$ 5,69 bilhões.

Mas essa é a estimativa sem aumento no consumo. Os críticos alegam que a legalização faria a demanda explodir, mas há quem aposte que o fim do fator “fruto proibido” causaria o efeito contrário.

No estado americano do Colorado, verificou-se um crescimento acima de 17% na prevalência mensal pós-legalização. Um aumento do tipo por aqui levaria o gasto anual em maconha para R$ 6,68 bilhões.A legalização da maconha também faria o país economizar o dinheiro atualmente gasto para perseguir, processar, julgar e manter presas as pessoas que usam e vendem a substância.Desde 2006, a lei já estabelece que ninguém deve ser preso por ser consumidor. No entanto, como não há uma quantidade definida para separar usuário de traficante, essa confusão continua sendo feita (com prejuízo maior para negros e pobres).“[A proibição] não consegue afastar as pessoas das drogas, apenas te dá essa ilusão e todos os efeitos colaterais horríveis: a corrupção, a polícia e a destruição de áreas e países inteiros porque você tornou algo artificialmente lucrativo ao bani-lo”, diz Russ Roberts, Ex-professor na George Mason University e pesquisador em Stanford, em manifesto sobre o tema para EXAME.com.

Tabaco e álcool sim, Maconha não. Por que?!?

O principal argumento dos proibicionistas é que drogas prejudicam o indivíduo e a sociedade e que a proibição diminui o consumo. Ambos argumentos que a priori se sustentam: psicotrópicos realmente podem “fazer mal” e em geral as drogas proibidas são menos utilizadas do que as drogas legalizadas. nicolas teixeira cabral

Contudo, isso não justifica que o álcool seja legalizado, enquanto a maconha ou o LSD são proibidos; afinal, essas drogas se mostram menos maléficas para o indivíduo do que o álcool. Além disso, a “guerra às drogas” mostra um custo social muito grande, talvez maior do que os custos sociais do aumento do consumo advindo da legalização.

No fim, parece que a manutenção da proibição de algumas drogas se funda muito mais em moralismo do que em razões objetivas. “Usar droga é errado, logo, deve ser proibido”. Seria como, p. ex., proibir o adultério.

Mas por que proibir a maconha, e não o tabaco? Uma das teorias, a qual encaro com ceticismo, é que nessa época de Nixon a maconha era uma droga típica de negros e hispânicos, e que a proibição da substância legitimaria a perseguição a esses grupos.

A proibição das drogas no século XX pode ter sido motivada por interesses econômicos, moralismo e xenofobia; esses mesmos fatores, somados ao medo de que as drogas corrompam a sociedade, sustentam a proibição até hoje.
O cigarro, assim como o café, o chá e o cacau, é uma droga ao mesmo tempo muito prazerosa e pouco entorpecente. Você pode fumar um cigarro e dirigir ou trabalhar, como faz após tomar um café. Isso não é verdade com o álcool, a maconha, a cocaína nem o LSD. Ademais, o tabaco também é socialmente estimulante, o que lhe favorece ainda mais. Antes da década de 1950, o tabaco era até utilizado como remédio para doenças respiratórias! Não fazia sentido proibir!
O álcool é menos inocente a curto prazo do que o cigarro: ele altera importantemente nossa percepção, causa mortes no trânsito, violência doméstica, brigas de rua. Eu acho que não foi proibido simplesmente porque é uma droga mais querida (assim como o cigarro e o café) pelos humanos ou pelo menos pelos humanos ocidentais (países árabes têm muito maiores restrições ao consumo de álcool). Provavelmente tem a ver com o cristianismo também.

A tendência mundial tem sido legalizar ou tolerar o consumo da maconha, que não por coincidência é a droga ilícita mais utilizada ao redor do mundo. Temos exemplos na Holanda, EUA, Uruguai, Portugal etc.

Algumas anfetaminas são apenas controladas, e não proscritas, por oferecerem potencial terapêutico importante (como para TDAH). Outros psicotrópicos também entram nessa: alguns derivados de cannabis, metilfenidato, opioides etc.

Para a Organização Mundial da Saúde, podem ser consideradas drogas as substâncias naturais ou sintéticas com capacidade de modificar uma ou mais funções do organismo . As alterações dependem das características de composição da droga, formas de uso, quantidades e tempo e também das características de quem utiliza, pois a mesma droga pode provocar diferentes efeitos em cada indivíduo. nesp
Os tipos e efeitos são os mais variados, desde as lícitas como medicamentos para dormir ou emagrecer, álcool e tabaco, até as ilícitas como a maconha, cocaína, crack, ecstasy, entre outras.

As drogas fazem parte da história da humanidade, sendo consumidas em busca de prazer, socialização, alívio de dores e da ansiedade e outras alterações do nível de consciência.

Na adolescência, uma época da vida de experimentações e transformações, o consumo é especialmente preocupante, pois estão em busca da autonomia e não aceitam bem recomendações. A dependência química e social é um risco e pode prejudicar o desenvolvimento de jovens causando danos ao seu potencial intelectual, emocional e social.
Para prevenção ao uso de álcool e outras drogas, é importante considerar o tripé: indivíduo-substância-contexto social, político e econômico.

Libertize-se: Milton Friedman, TRAFICANTES DE POLÍTICAS, 15 MIND OPENING LSD QUOTES, #LAS TÉCNICAS #’MINDFULNESS’ AYUDAN AL #ENFERMO MENTAL A SER CONSCIENTE DE SUS #EMOCIONES Y A ESCUCHAR SUS NECESIDADES, FHC LEGALIZE, TIMOTHY LEARY, MACONHA NO SENADO, RICARDO LSD BOECHAT DOIDÃO

Luto, maconha mata!!!

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O governo mexicano deu início ao processo de legalização total da maconha recreativa. Após uma consulta nacional no mês passado em uma série de reuniões públicas, os legisladores do México concordaram em honrar a promessa de discutir a perspectiva de legalizar a maconha.

Tudo começou após uma decisão da Suprema Corte do país, no ano passado, que declarou ser inconstitucional “proibir o uso pessoal de cannabis”, alegando que feria o direito de livre criação de personalidade. Esta decisão foi uma parte essencial do processo para que o México afrouxasse suas leis sobre maconha.

Gil Kerlikowske, ex-comissário de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA do ex-presidente Bacarack Obama, participou de uma cúpula no Senado mexicano na semana passada para debater a legalização assim como sua regulamentação: algo que ele insistiu que seria fundamental para o sucesso da legislação.

Destacando a necessidade de proteger os jovens dos riscos da maconha por meio de controle rigoroso, ele pediu às autoridades mexicanas que garantissem que as receitas arrecadadas com a tributação da cannabis fossem investidas em reabilitação de drogas, programas educacionais assim como métodos de combate a qualquer reação dos cartéis de drogas.

“Se você quer um ambiente controlado para a maconha, precisa fazer todo o possível para eliminar o mercado negro” concluiu. Portal Mundo

Onde estudar maconha medicinal?!?

A comunidade acadêmica tem se interessado pelo tema, especialmente ao acompanhar estudos estrangeiros sobre o uso da maconha no tratamento de doenças como depressão, Síndrome de Hett, Alzheimer e esclerose múltipla.

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte está abrindo o primeiro curso sobre o uso terapêutico da cannabis, além das informações sobre pesquisas recentes acerca da maconha medicinal, com foco na redução de dores crônicas e crises epiléticas, os participantes também vão aprender mais sobre a história da erva e de seu uso pela humanidade.

As inscrições podem ser feitas no Sistema Integrado de Atividades Acadêmicas da UFRN. Hipeness


Seguindo a onda de legalização da maconha para uso medicinal e recreativo, universidades pelo mundo todo estão lançando cursos especializados em seu uso medicinal, como é o caso em alguns lugares da Europa e Estados Unidos e Israel, que acaba de criar um curso de pós graduação neste mercado, que tem tudo para continuar crescendo.
Itzhak Harpaz – presidente da instituição, situada entre as cidades de Afula e Nazareth, a Max Stern Yezreel Valley College, completa: A indústria de cannabis hoje é o que a indústria cibernética fez há 10 anos e Israel precisa e pode liderar esta indústria também”. Enquanto isto, o Brasil continua perdendo tempo e dinheiro, já que em 2018 somente os Estados Unidos faturou mais de R$ 20 bilhões. Gabriela Glette


A combinação maconha e faculdade nunca foi uma novidade. Mas na Universidade do Norte do Michigan (MNU), nos EUA, a planta deixou o intervalo e as matadas de aula para virar tema de quatro anos de graduação, surgiu o curso de Química de Plantas Medicinais. Quase metade dos 50 estados norte-americanos já reconhecem o uso terapêutico da planta, sendo que oito unidades da federação legalizaram inclusive o uso recreativo. Nasceu assim um mercado bilionário, mas ainda faltam pessoas capacitadas para lidar com ele.

Somente no ano passado, no mercado legal de maconha e seus usuários movimentados U $ 6.7 bilhões somente nos EUA. A expectativa é de que o volume seja disponibilizado nos próximos anos, atingindo uma marca de U $ 44 bilhões em 2020, tanto para a revista Forbes como para o mercado de erva como a melhor oportunidade de negócios para empreendedores e investidores de startups. A Sociedade Americana de Química criou recentemente uma subdivisão que apresenta os novos lançamentos da indústria nos seus encontros nacionais. REDAÇÃO GALILEU
Reflexo disso é a consolidação e surgimento de novos cursos que visam esmiuçar e formar profissionais em diversas áreas relacionadas à maconha – de cultivo a empreendedorismo, passando por bioquímica e horticultura, conheça 10 universidades que oferecem cursos sobre maconha:

1- Oaksterdam;

2- THC University;

3- Cannabis Training University;

4- Niagara College;

5- Northern Michigan University;

6- Seattle Central College;

7- University of California/Davis;

8- The Ohio State University;

9- University of Washington;

10- Scuola Italiana Della Canapa. Maryjuana

A inteligência coletiva é fundamental no enfrentamento ao proibicionismo e e o preconceito.

O curso online “O uso médico da cannabis no tratamento da dor crônica”, oferecido pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID), Universidade Federal de São Paulo.

O curso conta com diversos recursos didáticos e interativos, como vídeos, imagens, ilustrações, entrevistas com especialistas, trabalhos científicos para download e discussão de caso clínico. É coisa de alto nível, com um time de pesquisadores que estuda essa querida planta há décadas. Hempadão

Para ter acesso ao conteúdo basta clicar neste link http://www.cebrid.com.br/curso/


O estudo foi divulgado pela Vegetation History and Archaeobotany, segundo o artigo, a maconha deve ter sua origem precisa pelos lados do Planalto do Tibete, próximo ao Lago Qinghai, uma parte especial do planeta. Hempadão
Mude conceitos, você pode e deve: VENDE-SE MACONHA, SNOOP DOGG LION, NAARA BEAUTY DRINK!!!™, MOVIDA A ÁGUA, NEVO™, MEDICINAL VIBES, VIRTUDE, INSTANTLY AGELESS™, NISE – O CORAÇÃO DA LOUCURA., KID VINIL, VIDACELL®, BECAUSE I GOT HIGH, RESERVE™, OIL, WHICH ONE TO CHOOSE HEALTHWISE?, FHC = THC, PLANTEI MACONHA?!?, Cursos de saúde da UFPB: Uso medicinal da maconha

Cursos de saúde da UFPB: Uso medicinal da maconha

A UFPB será a primeira instituição do Brasil a ministrar a disciplina em três cursos da área da saúde, os estudantes dos cursos de medicina, biomedicina e farmácia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) terão aulas sobre o uso medicinal da maconha, por meio da disciplina Sistema Endocanabinoide e Perspectivas Terapêuticas da Cannabis Sativa e Seus Derivados.


“Já faz um tempo que trabalho com pesquisa e extensão e percebi que há uma demanda enorme de profissionais de saúde, principalmente médicos, que não se sentem seguros em prescrever a medicação porque não tiveram essa formação dentro da universidade”, afirmou Katy Albuquerque, do departamento de fisiologia e patologia da UFPB e idealizadora da disciplina.
A professora destacou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já libera a importação de remédios a base de maconha para tratar pessoas com autismo, depressão, esclerose múltipla, alguns tipos de câncer etc, uma vez que muitas vezes a terapia medicamentosa tradicional não responder de forma satisfatória.


“Há uma gama enorme de doenças que pode ser tratada com a cannabis, e cada vez mais essas doenças se tornam frequentes na população”.

Poetize-se: HEMP ROLL, NAARA BEAUTY DRINK!!! (10% de DESCONTO), Inicie um abaixo-assinado, Carta de um policial nos protestos de São Paulo, VIDACELL® (10% de DESCONTO), De quem é o poder?, HEMP CAR, K2, SPICE OU MACONHA SINTÉTICA?, FIM DOS TRAFICANTES?!?, SNOOP DOGG LION, A IGREJA DE TODOS OS DEUSES, LUMINESCE™ (10% de DESCONTO), SETEMBRO AMARELO,VOCÊ NUNCA ESTEVE SOZINHO?, Hemp Church

A maconha como porta de entrada

Um dos argumentos, muito repetido nas mídias sociais, nas conversas do dia a dia e até mesmo por autoridades é a famosa frase: “A maconha é a porta de entrada para drogas mais pesadas”. Norberto Fischer


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Se alguém seguir a mesma lógica para verificar quantas pessoas haviam consumido, por exemplo, refrigerante em suas vidas antes de usar cocaína, possivelmente chegaríamos à conclusão de que a bebida doce a é porta de entrada, o que não faz nenhum sentido, assim como não faz no caso da maconha.

Anarquista

Nos últimos anos me deparei com três posicionamentos diferentes, os que defendem:

  • A completa proibição da maconha no Brasil, independente do uso, mesmo medicinal;
  • Regulamentação da planta, incluindo a descriminalização do uso recreativo;
  • Uso medicinal, mas o uso industrial e social deveriam ainda ser debatidos pela sociedade.

Hoje, por estar vivendo diariamente com a maconha medicinal no tratamento da Anny posso garantir que “a maconha é sim uma porta de ean Lefebvreentrada, mas para a qualidade de vida de muita gente, para uma vida em abundância e com saúde. Hemp Meds Brasil

“Um assunto tão delicado pede um amplo debate, consultando especialistas com posições diferenciadas. A questão da maconha medicinal, expressão bastante difundida na sociedade, não se mostra verdadeira, e os especialistas apontados por nós terão a capacidade de diferenciar o uso terapêutico do canabidiol, do uso indiscriminado e nocivo à saúde da maconha e suas 500 substâncias psicoativas”, pontuou Eduardo Girão no requerimento.

A proposta analisada na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) foi uma iniciativa da ONG Rede Brasileira de Redução de Danos e Direitos Humanos (Reduc). Os representantes da ONG informam que o texto baseia-se em legislações já em vigor nos estados norte-americanos da Califórnia, Nova York e Oregon, assim como no Uruguai. Também garantem que o texto obedece à Convenção Única sobre Entorpecentes (ratificada pelo Decreto 54.216, de 1964) e à Convenção sobre Substâncias Psicotrópicas (ratificada pelo Decreto 79.388, de 1977), tratados internacionais assinados pelo Brasil junto à Organização das Nações Unidas (ONU). senado notícias

A professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Luciana Boiteaux chamou a atenção para as dificuldades em debater sobre acesso a medicamentos derivados da cannabis, saúde e usos de substâncias que deveriam estar dentro da liberdade individual. “O Brasil é um dos países mais proibicionistas do mundo e isso faz mal à saúde. O Brasil importa o modelo da política de cannabis medicinal dos Estados Unidos e lá essa política tem passado por mudanças significativas, então, qual a dificuldade que temos em trazer esse debate para o país?”, disse. Luciana afirmou que não é só reduzir danos e impedir retrocessos, mas tentar avanços e mostrar que a política de drogas não só inclui grupo de cultivadores, mães e universitários. “É um cenário que até na América Latina o Brasil está muito atrasado”, concluiu.

Gulnar Azevedo, presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), ressaltou a importância de trabalhar para manter os avanços já conquistados na saúde pública e a relevância do SUS para a população. Gulnar aprofundou o argumento da acessibilidade aos medicamentos e saúde básica citando o caso de populações em área remota e indígenas. “Às vezes a condição financeira para comprar medicamentos não é o único problema, mas, essas pessoas também não têm nenhum acesso à assistência médica, e isso é muito grave”, disse. A médica lembra que o acesso a saúde melhorou bastante nos últimos anos, mas que infelizmente esse tempo não foi suficiente para que houvesse uma diminuição na desigualdade existente no país. Gustavo Mendelsohn de Carvalho, Julia Dias e Matheus Cruz (Agência Fiocruz de Notícias)

Jean Lefebvre – Hempadão

A maconha, além de tudo, pode ser também a porta de saida para as drogas! Existem diversos relatos de pessoas que eram viciadas em crack, cocaína, cigarro e álcool, que conseguiram se livrar do seu vício com a ajuda da cannabis, e não se pode culpar um ser humano por experimentar algo diferente, a curiosidade e necessidade de alterar a consciência, para alguns, é muito grande. Jean Lefebvre
Poetize-se: Comidinhas de Maconha, Ervas medicinais, Avaliação química, E agora???, Quase imortal!!!, Manual de Apicultura em Pequena Escala, A VERDADE por trás da proibição da MACONHA, Desenho de criança, Estupidez, Doenças degenerativas, Polícia 24 horas, Manual dos remédios tradicionais Yanomami, Suco de limão e Bicarbonato,

A VERDADE por trás da proibição da MACONHA


A produção de fake news parece coisa do século 21, mas a história da maconha revela que esta planta já sofre há quase 100 anos com um bombardeio de notícias falsas.
Boa parte das mentiras utilizadas como motivo para proibir a maconha já foram desqualificadas pela ciência, mas seguem sendo utilizadas até hoje, inclusive nos discursos políticos e médicos. Neste contexto, o questionamento de argumentos falaciosos é fundamental na luta pela legalização. O livro “Maconha: mitos e fatos” da socióloga Lynn Zimmer e do farmacologista John P. Morgan é uma ótima fonte de leitura sobre todo esse arcabouço de tolices que dizem sobre a erva.
Provavelmente o mito mais famoso sobre a maconha é história de que ela destrói neurônios.

O que é fato nesta questão dos efeitos neurológicos é que a maconha afeta a memória de curto prazo (responsável por armazenar informações de rotina do dia-a-dia), mas de forma temporária. Passado o efeito da erva, a capacidade de memorizar informações volta ao normal, sem provocar danos permanentes.

E tem aquela história, que muitos certamente já ouviram, da maconha ser porta de entrada para outras drogas. Mentira feia!

A tática mais utilizada por defensores da teoria da porta de entrada e listar usuários de maconha que passaram a usar cocaína. É tipo de conexão tão absurda como dizer que pessoas que andam de bicicleta vão despertar um desejo incontrolável de andar de moto.
Em 1937, o diretor do Departamento de Narcóticos dos EUA, Harry Anslinger (um dos maiores lobistas pela proibição da cannabis), escreveu em artigo que “inúmeros homicídios, suicídios, roubos, agressões, assaltos e invasões de residências” são relacionados a insanidade provocada pelo uso de maconha. Nesta mesma época jornais abusavam do sensacionalismo ao relatar crimes supostamente cometidos por pessoas sob efeito da maconha. Infelizmente parte da imprensa segue trabalhando da mesma forma.
O crime mais comum entre usuários da erva é fato de estarem comprando e portando algo ilegal. Carta Capital

Mude conceitos, você pode e deve: MANUAL PLANTAS AMAZÔNICAS, Funcional Obsoleto, Produtos para Consumo de Maconha, Hemp Car, Álcool, drogas e Sacklers, Como a indústria do fumo enganou as pessoas?, A onda, BEBER MENOS

Canadá Legalize

O Canadá foi o primeiro do G7, e segundo do mundo, a liberar uso recreativo e medicinal da droga em nível nacional. O mercado da maconha legalizada para uso recreativo deve gerar receita de até US$ 4,3 bilhões em seu primeiro ano, o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, escreveu em um tuíte em 19 de junho de 2018 :

“É fácil demais para nossas crianças conseguirem maconha – e para criminosos lucrarem em cima. Hoje, mudamos isso. Nosso plano para legalizar e regulamentar a maconha acabou de ser aprovado no Senado”. Camilo Rocha

O Canadá se tornou nesta quarta-feira (17/10) o segundo país do mundo a legalizar o uso da maconha para fins recreativos, depois do Uruguai, que adotou a medida em 2013. As primeiras vendas foram realizadas na província de Terra Nova e Labrador, no leste do país.

Os consumidores canadenses de maconha receberam outra boa notícia: horas antes da abertura de pontos de venda, um funcionário do governo federal comunicou via agências de notícias que o Canadá perdoará todas as pessoas com condenações por posse de até 30 gramas de maconha – o novo limite legal. Além da posse de até 30 gramas, cada usuário pode cultivar até quatro pés de maconha em casa.

O Canadá permite o uso medicinal da maconha desde 2001, e o governo do primeiro-ministro Justin Trudeau passou dois anos trabalhando para expandir a legislação e incluir o uso recreativo. Nordeste1

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O primeiro argumento em defesa da reforma se baseou no fato de que a proibição não havia conseguido diminuir o consumo da droga e, ao contrário de proteger a saúde das pessoas, estava apenas aumentando seus riscos, colocando em contato com violência em potencial e fazendo que as substâncias consumidas não tivessem qualquer controle sanitário de qualidade. O primeiro-ministro não desconsiderou os danos potenciais do consumo de maconha, especialmente para o cérebro no período de desenvolvimento, um dos objetivos principais da política é tornar mais difícil que crianças e jovens façam uso da substância. O segundo argumento é que a proibição da maconha leva milhões de dólares para organizações criminosas e a legalização é uma forma de fechar parte da torneira que financia outras atividades ilegais e aumenta a violência. Gabriel Santos Elias

Quase uma tonelada de maconha (900 kg) desapareceu de dentro do 1º DP (Sé), na Liberdade (região central). O sumiço, registrado como furto no distrito, aconteceu no dia 17 de agosto, constatou que 50 sacos de maconha haviam sido furtados. A droga, de acordo com a Polícia Civil, havia sido apreendida no dia 6 de outubro do ano passado. Outros 33 sacos, com o mesmo tipo de droga, foram deixados no local, sendo que dois deles estavam “violados”, diz o boletim de ocorrência. Jornal Flit Paralisante

Mude conceitos, você pode e deve: PHOTOSHOP CC 2018 E MAQUETE ELETRÔNICA 3DS MAX 2018 E VRAY: FREE, CURSOS NA USP, LUMINESCE™(10% de DESCONTO)GREGORY HOUSE M. D.VENDE-SE MACONHAGHOST WRITER, NAARA BEAUTY DRINK!!!(10% de DESCONTO), MAIS PESSOAS ESTÃO USANDO MACONHA COMO UM SUBSTITUTO AO ÁLCOOL E REMÉDIOS, DIZ ESTUDOInicie um abaixo-assinado, PRIMEIRO SATÉLITE 100% DESENVOLVIDO PELA INDÚSTRIA NACIONAL, INSTANTLY AGELESS ™ (10% de DESCONTO)CARRINHO DE CONTROLE REMOTO, SIMPLES E RÁPIDO, ANDROID 2016 – DESENVOLVIMENTO DE APPS (GRATUITO)COMIDINHAS DE MACONHA

Editado via celular. (em construção)

Hemp Church

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Obras de arte de Kenny Scharf e Okuda San Miguel adornam o interior da Igreja Internacional de Cannabis em Denver. CréditoCréditoMarc Piscotty / Getty Images

“Being an elevationist [the term they’ve coined for the theology of the new church] means being an explorer,” Lee begins. “Our spiritual journey is one of self-discovery, not one of dogma. We believe there is no one-path solution to life’s big questions. This is simply a supportive place for each one of us to find a pathway to our own spirituality, whatever that may be.” Think of it like the pick ’n’ mix of belief. There is no doctrine, no creed, no scripture or book. Simply choose bits of whatever world religions work for you, or make something up yourself, mix it all together, and see if it tastes good. “There are as many pathways to being an elevationist as there are elevationists,” Lee says. Spirituality shouldn’t be a prescription; it should be an adventure. It’s about seeking, not being told what to find. The Guardian

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VÍDEO: Nesta igreja, não fumar maconha é pecado. – PlayGround BR

“Estamos construindo uma comunidade de voluntários, e o ponto comum é que eles usam cannabis para influenciar positivamente suas vidas, e eles usam cannabis para fins espirituais”, disse Berke. De Jacey Fortin – New York Times

“Se alguém está fumando em nossa igreja, Deus os abençoe”, disse Levin. “Esta é uma igreja para mostrar um modo de vida adequado, um modo amoroso de viver a vida. Somos chamados ‘cannataerianos’ ”. Bill Levin, fundador da igreja. Weedfinder

Mude conceitos, você pode e deveHEMP ROLL, NAARA BEAUTY DRINK!!! (10% de DESCONTO)Inicie um abaixo-assinadoCarta de um policial nos protestos de São Paulo,  VIDACELL® (10% de DESCONTO)De quem é o poder?HEMP CARK2, SPICE OU MACONHA SINTÉTICA?FIM DOS TRAFICANTES?!?SNOOP DOGG LIONA IGREJA DE TODOS OS DEUSES, LUMINESCE™  (10% de DESCONTO)SETEMBRO AMARELO,VOCÊ NUNCA ESTEVE SOZINHO?