MACONHA E A VANGUARDA BRASILEIRA

MACONHA E A VANGUARDA BRASILEIRA – EDUARDO BUENO

A história da maconha no Brasil lançou seus primeiros fumos em abril de 1500, quando a frota cabralina ancorou por aqui, com suas velas e cordames feitos de… cânhamo. Sagrada para os africanos que a trouxeram para o Brasil e logo adotada pelos indígenas, a maconha passou a ser vista como “a erva do diabo” pela classe média branca, que logo tratou de criminalizar e proibir o comércio e o uso da outrora medicinal Cannabis. O que talvez você não saiba é que o Brasil foi o líder mundial no movimento de criminalização da antiga “erva santa”, comparando-a com o ópio, mesmo ciente de que a abstinência da erva não matava ninguém. Essa e outras histórias – tanto bad como good vibe – serão explicadas por Eduardo Bueno aqui e agora, e você sabe que ele não se esquece de nada. Portanto, recoste-se e relaxe para viajar nessa história que pode fluir como sonho – e como pesadelo, se a repressão bater à porta.

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Dia Internacional da Maconha – Weed`s Day

Hoje, dia 20 de abril, grafado como 4/20 em inglês, é comemorado internacionalmente o Weed`s Day. Traduzindo, é o Dia Internacional da Maconha. Ou Pot Day, como é conhecido em outros países. A data sempre foi marcada pela realização de mobilizações, marchas e manifestações, cujas lutas se centram na descriminalização e na regulamentação da maconha a nível global. Sociedade Brasileira de Estudos da Cannabis (SBEC)

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Originária da região do norte do Afeganistão, a planta Cannabis Sativa, a maconha, é utilizada há aproximadamente 6.000 anos. O primeiro escritor a mencionar o uso do cânhamo em cordas e tecidos é Heródoto, um historiador grego que é considerado o pai da história. A fibra do cânhamo, presente no caule da maconha, foi muito utilizada nas cordas e velas dos navios gregos e romanos, e era usada também para fabricar tecidos, papel, palitos e óleo. ENTRETENIMENTOS

Há registros do uso medicinal de maconha desde a era de Assurbanípal, o último grande rei da Assíria, que morreu em 626 a.C., de acordo com relato histórico no livro Cannabinoids as therapeutic agents (Canabinoides como agentes terapêuticos), publicado em 1986 pelo bioquímico israelense Raphael Mechoulam. Também há registros no Egito antigo, na Grécia e na Roma antigas. O naturalista Plínio, o Velho (23-79 d.C.), da Roma Antiga, descreveu em detalhe o uso médico.

Da Idade Média ao século XIX os registros continuaram na Europa, na Índia e na Pérsia (atual Irã), na medicina tradicional chinesa. Com o uso generalizado, tanto do ponto de vista geográfico como em tipos de tratamentos, o surpreendente é que a partir do século XX tenha se tornado uma substância tão proibida nos países de cultura ocidental. Aconteceu por motivos principalmente políticos, com liderança norte-americana.

flor coracao vermelho São Paulo pode criar hoje o “Dia Municipal da Maconha Terapêutica”

Mas como surgiu o código 4:20? O que, dentro da cultura canábica, é um número usado para se referir ao ritual do uso da maconha, tem a origem em um mito da Califórnia. Por coincidência, um dos primeiros estados americanos a autorizar o uso medicinal (1996) e recreativo (2016) da maconha.

Segundo o jornalista Steven Hager, de uma das mais conhecidas revistas especializadas em cannabis, a High Times, o termo surgiu em 1971 na Califórnia com um grupo de adolescentes da San Rafael High School, uma espécie de confraria chamada “Os Waldos”. Eles se encontravam sempre às 4:20 pm (16:20) para fumar maconha perto de um muro, na parte externa da escola.

Em certa ocasião, os jovens, que já curtiam a erva, receberam um mapa de um trabalhador da guarda costeira que levaria a uma plantação de maconha em Point Reyes, próximo à São Francisco. Outra referência era que 4:20 era um código usado para se referir ao momento que eles deveriam se encontrar para sair em busca do tesouro nunca encontrado.

Uma outra crença comum é que 420 era a polícia da Califórnia ou o código penal para a maconha. Mas não há muitas evidências sobre essa teoria. Cannabis & Saúde

20 de abril ou 4/20: O Dia Mundial da Erva

Há também a versão de que existem 420 compostos químicos ativos na maconha, daí uma conexão óbvia entre a droga e o número. Mas esse número é, na verdade, superior a 500 – sendo mais de 100 canabinoides.

Segundo Steve Bloom, editor High Times, uma das primeiras publicações sobre a maconha nos Estados Unidos. o termo virou uma um código semiprivado, que os usuários de maconha vão encontrar por todos os lados. O número aparece até no filme Pulp Fiction, de Quentin Tarantino, no relógio de um dos personagens. BBC

Bom, seja como for, 4:20 se tornou universal símbolo da cultura canábica em todo o mundo. Em países onde o consumo adulto da Cannabis já está legalizado, festas e festivais são amplamente promovidos para celebrar o Dia da Maconha.

A promessa de contribuir para todos esses tratamentos tem gerado interesse na esfera acadêmica sobre a farmacopeia produzida pela planta Cannabis sativa. Uma busca na base de dados Pubmed revela um número quintuplicado de artigos científicos entre 2000 e 2019 sobre essa classe de substância. Na mídia, as menções também se tornaram mais e mais frequentes em anos recentes, assumindo ares de novidade apesar do histórico de uso que remonta a cerca de 2 mil anos. É por isso que a empresária Viviane Sedola, fundadora da empresa Dr. Cannabis e eleita pela High Times – revista norte-americana que defende a legalização da erva – como uma das 50 mulheres que se destacaram nessa área no mundo, qualifica a planta e seus derivados como uma novidade milenar. Em alguns países, como parte dos Estados Unidos, Uruguai e Canadá, a medida adotada foi liberar o uso medicinal da maconha – por vezes a própria erva a ser fumada –, uma decisão controversa. Nos Estados Unidos também está disponível uma profusão de preparados vendidos como suplementos alimentares, cremes para a pele, biscoitos que prometem acalmar bichos de estimação estressados ou com dor, entre outros. Maria GuimarãesRevista Pesquisa FAPESP

4:20-se: CANNABIS LIVRE DA ONU, A OMS removeu a maconha da categoria de drogas?, História da Maconha, Contrapropaganda sobre a Cannabis, Milton Friedman, Fibra de “maconha” na produção têxtil, Como enriquecer e educar licitamente falando!?!, Tabaco e álcool sim, Maconha não. Por que?!?, Luto, maconha mata!!!, Canadá Legalize

Os benefícios da cannabis no tratamento da Covid

Os coronavírus são uma grande família de vírus comuns em muitas espécies diferentes de animais. Em dezembro de 2019, houve a transmissão de um novo coronavírus (SARS-CoV-2). Ele foi identificado em Wuhan na China e causou a Covid-19, sendo em seguida disseminado e transmitido de pessoa a pessoa, que apresenta um espectro clínico variando de infecções assintomáticas a quadros graves. Sechat

Não há qualquer evidência de que algum componente da Cannabis seja capaz de enfrentar o vírus. Entretanto, os fitocanabinoides podem desempenhar um papel importante no combate aos sintomas da doença, como a fatal Síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA). Cannabis e Saúde

O vírus SARS-CoV2 é transmitido por microscópicas gotículas de saliva que emitimos em cada respiração. Quando outra pessoa aspira essas gotículas, ele entra pelo sistema respiratório, onde encontra uma enzima chamada ACE2 (sigla em inglês para enzima conversora de angiotensina 2). Essa enzima é fundamental para o ciclo de vida do vírus, já que é onde se encaixa para contaminar as células.

Controlar essa porta de entrada, então, aparece como uma possibilidade de tratamento. A Cannabis, com suas já demonstradas propriedades anti-inflamatórias, como meio para tornar isso possível.

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Abaixo você pode conferir as pesquisas mais promissoras sobre a cannabis medicinal para a Covid.

Beilinson Hospital (Israel)

Segundo descobertas iniciais declaradas em uma nota do Beilinson Hospital em Petach Tikvah (Israel), o CBD “tem um impacto positivo em uma série de marcadores inflamatórios que ocorrem em pacientes com coronavírus.”

A maioria dos pacientes com Covid gravemente enfermos que receberam CBD (Canabidiol) para acalmar a inflamação receberam alta do hospital em menos de um mês, conforme mostra o teste conduzido recentemente pelo hospital israelense. Dos 11 pacientes no estudo, oito tiveram alta do hospital de 7 a 30 dias, embora os outros três participantes morreram de complicações do Covid.

Este estudo teve como objetivo, sobretudo, testar a eficácia e segurança do CBD na redução do processo inflamatório da tempestade de citocinas. O fato dos canabinoides conseguirem modular as respostas imunológicas do corpo por meio de sua interação com o sistema endocanabinoide faz com que o CBD se torne um potencial auxiliador da diminuição da inflamação pulmonar causada pela doença.

Aging-US (Albany, Nova Iorque)

estudo publicado “Em busca de estratégias preventivas: novos extratos de Cannabis sativa com alto teor de CBD modulam a expressão de ACE2 em tecidos de entrada de Covid”, publicado pela revista científica Aging-US (Albany/Nova Iorque), concluiu que extratos de cannabis com alto teor de canabidiol (CBD), podem alterar expressão gênica e inflamação geradas pela Covid. 

Os pesquisadores da Aging-US trabalharam sob uma licença da agência governamental Health Canada, desenvolvendo mais de 800 cultivares de cannabis e traçando hipóteses de como o CBD pode diminuir a expressão de ACE2 em tecidos alvo do da Covid. A ACE2 é uma enzima receptora expressa no tecido pulmonar e na mucosa oral e nasal que o SARS-CoV-2 usa para entrar em um hospedeiro humano. Uma vez que a enzima é reduzida – e isso pode acontecer quando em contato com o CBD -, a chance de infecção pelo vírus também diminui.

STERO Biotechs (Israel)

Se um paciente com um caso grave de Covid desenvolver uma tempestade de citocinas, a função imunossupressora dos canabinoides pode ser usada para combater seus efeitos prejudiciais, muitas vezes fatais. “Avaliar a segurança e eficácia de canabinoides isolados ou da Cannabis em geral, em vários estágios da infecção por Covid em ambientes clínicos, é fundamental”, avaliaram os pesquisadores da STERO Biotechs.

Mas, como as citocinas desempenham um papel crucial no combate às infecções, reduzi-las como medida preventiva ou nos estágios iniciais da infecção pode ser uma má ideia. Muitas autoridades alertam contra o uso de agentes de cannabis nos estágios iniciais da infecção. Isso porque a cannabis e canabinoides específicos como o CBD e o THC suprimem as respostas imunológicas.

Universidade de Lethbridge (Canadá)

Em parceria com a Universidade de Lethbridge, a Pathway RX e a Swysh, empresas focadas em pesquisa com cannabis, também concluíram que extratos específicos da planta mostram uma promessa como um tratamento adicional para Covid.

Como resultado, dados iniciais sugerem que 13 extratos de cannabis com alto teor de CBD anti-inflamatório podem modular a expressão de ACE2 em tecidos-alvo da Covid. Além disso, podem regular negativamente a enzima TMPRSS2, que também auxilia a entrada do vírus no corpo. 

Tais dados demonstram que essas linhagens de cannabis com alto teor de CBD têm potencial para se tornar uma adição útil e segura ao tratamento da Covid. Portanto, eles podem ser usados ​​para desenvolver tratamentos preventivos na forma de um anti-séptico bucal ou gargarejo para uso clínico e doméstico.

Medical College of Georgia (Estados Unidos)

Logo no início da pandemia, cientistas do Dental College of Georgia (DCG) e do Medical College of Georgia, demonstraram que o CBD tem a capacidade de melhorar os níveis de oxigênio e reduzir a inflamação e os danos físicos aos pulmões relacionados à síndrome do desconforto respiratório do adulto (SDRA). 

Contudo, este estudo também mostrou os mecanismos por trás desses resultados, evidenciando que o CBD normaliza os níveis de um peptídeo chamado apelina, que é conhecido por reduzir a inflamação. Os níveis deste peptídeo são baixos durante uma infecção por covid. Além disso, a cannabis medicinal pode ter efeitos positivos em alguns sintomas da doença, como dor de cabeça, problemas respiratórios e gástricos.

Além disso, extratos de cannabis de plantas inteiras também mostraram reduzir a coagulação do sangue em modelos animais; sabe-se que muitos dos efeitos sistêmicos negativos da covid parecem estar relacionados à alteração da coagulação, portanto, é possível que a cannabis possa ser útil no manejo dessas sequelas.

Universidade da Carolina do Sul (Estados Unidos)

Não apenas o CBD se mostrou eficaz no tratamento da Covid. Pesquisadores da Universidade da Carolina do Sul acreditam que o THC pode ser eficaz contra os sintomas causados ​​pelo coronavírus. Essa afirmação tem como base três estudos realizados pela universidade. Neles, ficou provado que o THC da cannabis ajudou a prevenir uma resposta mortal do sistema imunológico que causa a síndrome respiratória aguda (ARDS) e estimulou bactérias pulmonares saudáveis. Os estudos foram publicados no Frontiers in Pharmacology, no International Journal of Molecular Sciences e no British Journal of Pharmacology.

Quando os cientistas injetaram THC em ratos com SDRA, foi descoberto que a cannabis era eficaz na redução da inflamação e sintomas relacionados. Assim, ao longo dos três estudos que incluíram mais de uma dúzia de experimentos, 100% dos ratos que receberam THC sobreviveram.

“Trabalhamos com cannabis há mais de 20 anos e descobrimos que os canabinoides como o THC são altamente anti-inflamatórios”, disse o coautor do estudo, Prakash Nagarkatti. “Assim, nossos estudos levantam a sugestão empolgante de testar o THC contra a SDRA observada em pacientes com Covid.”

CannaSoul Analytics (Israel)

Os resultados do estudo parecem indicar que a combinação de terpenos e canabinoides usada é até duas vezes mais eficaz do que o corticosteroide dexametasona – um tratamento comum para inflamação – quando usado para reduzir a inflamação de Covid. O estudo foi realizado em parceria com a empresa fabricante de terpenos, Eybna.

O terpeno de Cannabis NT-VRL é uma formulação patenteada de terpenos criada por Eybna. Os terpenos usados ​​na formulação foram selecionados especificamente por suas propriedades antivirais e anti-inflamatórias.

Para o estudo, o CBD e o NT-VRL foram testados individualmente e usados ​​em conjunto, com o combo provando ser o mais eficaz nestes testes iniciais. O estudo não apenas mostra o efeito do terpeno específico de Eybna, mas também que os terpenos em geral podem ter um efeito positivo no tratamento da doença.

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O pai da maconha medicinal moderna

Os primeiros registros sobre o uso da maconha com fins medicinais são atribuídos ao imperador ShenNeng da China, 2737 AC, que prescrevia chá de maconha para o tratamento da gota, reumatismo, malária e, por incrível que pareça, memória fraca.  AMA+ME

No começo do século 20, com a proibição gradual da maconha nos EUA, o mundo moderno deu as costas para as pesquisas com a planta sagrada e poderosa usada por médicos, xamãs e druidas por três mil anos. A Pen-T’sao Ching, a mais antiga farmacopeia existente, registra o uso da cannabis na China por volta de 2700 A.C. para tratar dores reumáticas, constipação, transtornos reprodutivos femininos (como endometriose) e malária. De maneira similar, o pai da cirurgia chinesa, Hua Tuo, desenvolveu um componente anestésico de vinho e maconha durante o século 1 A.C. Registros parecidos estão em documentos e relatos da Índia, Oriente Médio, África e até Europa, onde em 1838, William Brooke O’Shaughnessy, um médico irlandês, publicou – após experimentos com animais e humanos – um livro intitulado On the Preparations of the Indian Hemp, or Gunjan. No Tibete, em 6 A.C., a cannabis era usada em rituais budistas tântricos para “facilitar a meditação”, enquanto assírios a usavam como incenso. VICE

O psiquiatra paranaense José Alexandre Crippa, com apenas 47 anos, chefia uma das maiores referências de estudo em sua área, o Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto, está entre os poucos profissionais no mundo que comprovaram a eficácia do composto no tratamento da epilepsia, doença que atinge cerca de 600 000 brasileiros. Thaís Botelho

O canabidiol, uma das 480 substâncias derivadas da Cannabis sativa, a maconha, encontrado sobretudo no caule e nas flores, compõe cerca de 1% da planta da maconha. Ele não é psicoativo nem tóxico. Não altera o raciocínio, não produz lapsos de memória nem perda cognitiva, tampouco causa dependência. VEJA de 19 de setembro de 2018, edição nº 2600

O canabidiol age nas áreas onde há maior concentração de receptores dos chamados canabinoides, que são o hipocampo (região ligada à memória), a amígdala (ligada à ansiedade e ao stress), o córtex cerebral (da cognição) e o cerebelo (da coordenação motora).

O canabidiol aplacou sintomas, como os delírios, as alucinações e os problemas de coordenação. Além disso, a substância não provocou as reações adversas típicas dos antipsicóticos, como tremores no corpo e sonolência.

O cientista também considerado o pai da Cannabis medicinal, o israelense Raphael Mechoulam, químico orgânico israelense e professor de química medicinal na Universidade Hebraica de Jerusalém, fez descobertas inovadoras em torno da estrutura dos compostos de cannabis CBD e THC em 1963 e 1964, seguidos de testes clínicos com CBD publicados em 1980. Sechat

Em 1980, uma equipe de investigadores da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo publicou um estudo que deveria mudar a vida de 50 milhões de epiléticos pelo mundo.

As descobertas da investigação, realizada em parceria com a Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel, eram, no mínimo, encorajadoras. Os pesquisadores administraram doses diárias de 300 miligramas de canabidiol, o componente não-psicoativo mais importante da maconha, para um grupo de oito pacientes epiléticos. Quatro meses depois do começo do tratamento, quatro deles pararam de ter convulsões e três outros viram a frequência de seus ataques diminuir.

O senhor de 85 anos mora numa casa pequena, sóbria mas elegante, no oeste de Jerusalém, onde o prédio de mármore e as árvores no jardim da frente fazem você esquecer que Israel está em alerta militar permanente. Todo dia ele dirige seu Peugeot prata pelos arredores da cidade, onde passou as últimas cinco décadas decifrando os mistérios químicos da maconha, principalmente o modo como o corpo humano interage com os compostos encontrados na planta. Raphie, como seus colegas o chamam, isolou e especificou a estrutura molecular dos “canabinoides”, os compostos químicos da maconha. Em particular, decifrou o tetraidrocanabinol (THC), a molécula responsável pelo barato da cannabis, e o canabidiol, o principal composto não-psicoativo da planta que carrega várias qualidade medicinais.

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Piauí autoriza produção de óleo de canabidiol

Se o Brasil passou a aceitar a importação de produtos à base de Canabidiol para tratamento de saúde, deve também permitir o plantio da maconha para o mesmo fim, pois o contrário privilegiaria apenas quem tem condições de comprar substâncias caras do exterior. Assim entendeu o juiz federal Walter Nunes da Silva Junior, da 2ª Vara Federal do Rio Grande do Norte, ao conceder salvo-conduto para uma idosa importar sementes e cultivar cannabis para tratar o mal de Parkinson. Diario do Centro do Mundo
Piauí autoriza produção de óleo de canabidiol, substância presente na maconha. Expectativa é que a produção possa atender a 150 pessoas que precisam do óleo para tratar doenças como epilepsia. Estado é o 1° do país a adotar a medida. Carlos Rocha, G1 PI
“A proposta inicial é que se trabalhe com 150 pacientes para iniciar o projeto. A ideia é que em até seis meses se consiga produzir o extrato”, disse o neurologista Francisco Alencar.
“Não precisa de autorização da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], a não ser que haja uma produção mais ampla”, completou Francisco Guedes, da Fapepi.
As Universidades Federal e Estadual, assim como o Centro Integrado de Reabilitação (Ceir), estão à frente das pesquisas relacionadas à produção do composto que é de fundamental importância para muitas pessoas, especialmente crianças, que necessitam dele para melhorar a qualidade de vida ou mesmo para sobreviver.
O uso do composto, assim como de outros derivados da planta cannabis sativa, foi discutido em Teresina, em março de 2017, durante o Simpósio sobre o Uso Medicinal dos Canabinoides, que contou com a participação da Defensoria Pública, na pessoa do defensor público Rogério Newton de Carvalho Sousa, que é o titular do Núcleo Especializado da Saúde da instituição. Ângela Ferry
A pesquisa, que foi iniciada no primeiro semestre de 2017, é um investimento do Estado que visa uma melhora na qualidade de vida das pessoas que sofrem com convulsões e epilepsias, como afirma o governador Wellington Dias. “Adotamos na rede de saúde do Piauí, pacientes que fazem uso do medicamento, de forma gratuita. Antes importávamos o canabidiol da Califórnia e de Israel, o que gerava um custo muito elevado e, a partir da autorização da produção, o Piauí passa a produzir seu próprio produto, com um investimento de cerca de 1 milhão de reais”, pontua.  Smoke Buddies
O Laboratório de Análises Toxicológicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) divulgou as instruções de um serviço gratuito e inédito no país de análise de óleos artesanais que deve dar mais segurança aos pacientes que recorrem à produção clandestina. Agora, eles podem levar seu produto ao laboratório e saberem exatamente os teores de CBD e THC. “É uma ferramenta para monitoramento farmacêutico da terapia”, diz a toxicologista Virgínia Carvalho, responsável pelo projeto de extensão, batizado de Farmacannabis. Tarso Araújo

 

Produtos para Consumo de Maconha

O Supremo pode até não ter se decidido ainda a discussão sobre a descriminalização do uso das drogas, mas o consumo da maconha já é liberado há algum tempo no Brasil. “A realidade é que nas regiões ricas da cidade a maconha já é legalizada”, diz Zé Gabriel, proprietário da Inca Headshop, uma loja de artefatos para fumar, inaugurada há um mês na Vila Madalena. “Só é proibida na periferia”. MARINA ROSSI – Além da Mídia

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Marcelo Evangelista Meneses, sócio da marca Bem Bolado Brasil, é outro empreendedor do ramo. O crescimento do mercado das head shops no Brasil tem duas razões principais: o fato de o brasileiro querer se livrar da indústria do cigarro e comprar o próprio tabaco; e a tendência de se assumir como consumidor de maconha. “A questão agora não é mais se a maconha vai ser ou não legalizada”, diz Meneses. “Mas sim, quando ela será”. El País

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Em 1994, após conhecer e ficar fascinado pelas lojas de adeptos ao fumo na Holanda, Alexandre Perroud cria a primeira Head Shop do Brasil, a ULTRA420.

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Sonhada e desejada por amigos que cultivam os mesmos interesses, a Bem Bolado nasceu em 2010. Bem Bolado Brasil

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“Se a pessoa pode consumir, é preciso ter ao menos uma fonte legítima do acesso [à droga]”. Para o ministro, “a vida privada é o espaço que vai da religião aos hábitos pessoas e em linhas de princípio ninguém tem nada com isso”, ministro Luís Roberto Barroso. MARINA ROSSI – El País

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Um dos maiores exemplos da relação entre maconha legal e sociedade já está em sua 4ª década de legalização com uma aprovação de mais de 70% de sua população. Estes e outros dados estão no compilado de pesquisas da ONG Transnational Institute e provam que a iniciativa dá MUITO certo. Smoke Buddies

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Empenhado em ajudar o usuário de cannabis desde a data de sua fundação, em 2002, o Growroom lança mais uma novidade para os cultivadores de primeira viagem. O e-book Guia de Cultivo Básico é mais um passo para levar o conhecimento do cultivo da cannabis a todas as pessoas que queiram e precisam plantar sua própria maconha.

Quer um argumento adicional para considerar uma mudança na atual política sobre drogas? Então vale analisar o impacto econômico da legalização da maconha para fins recreativos. Por exemplo, o Estado do Colorado, nos Estados Unidos, desde que legalizou a maconha não sabe o que fazer com tanto dinheiro. A maconha está gerando uma onda de novas empresas de tecnologia. O Vale do Silício já está atuando fortemente no ramo. Folha de S.Paulo – 

3* EXPOCANNABIS  URUGUAY SIEMBRA 2016 *  ENCONTRO  DE  CANNABIS  E  CÂNHAMO  DO  URUGUAI: USOS  MEDICINAIS, TERAPÊUTICOS  E  INDUSTRIAIS.

A publicidade está jogando alto, muito alto na legalização da droga. Camisetas, sedas e todos os tipos de produtos para explorar um mercado. E a qualidade? É garantida? Os consumidores não têm nenhuma maneira de saber que uma marca de maconha de uma celebridade é diferente do que eles poderiam comprar num saquinho plástico a partir de um traficante de drogas das esquinas. 

Investidores do país já se animaram com a notícia de que, em 2017 o Canadá irá legalizar o consumo da maconha, o que resultou em uma verdadeira “corrida do ouro” neste mercado muito rentável. Segundo estimativas, ele poderá girar em torno de US$ 3,08 bilhões e US$ 3,85 bilhões. 

O cantor acaba de anunciar que sua marca, a Willie’s Reserve, será vendida livremente nos estados do Colorado, Washington e outros locais que liberaram o uso da maconha para fins recreativos.

“Tudo isto é inspirado na minha própria experiência de toda uma vida de menstruações difíceis e do fato que a cannabis era, literalmente, a única coisa que me aliviava”, disse a Whoopi Goldberg

A lei

“A Constituição garante a liberdade de manifestação do pensamento. Não é crime defender a legalização do uso de maconha, desde que se respeite o limite da razoabilidade. Se tais acessórios e objetos transmitirem a ideia de que a criminalização é ilegítima, não há apologia a crime”, diz o advogado Gamil Föppel, mestre em Direito Penal, doutor em Direito Penal Econômico, e integrante da comissão de juristas nomeada pelo Senado Federal para a reforma do Código Penal e da Lei de Execuções Penais.

Não há como prever, muitas vezes, como o público reagirá a uma campanha publicitária. Nem sempre as ações de marketing saem como o planejado, seguindo à risca o roteiro pensado. Às vezes é falta de sorte da marca, mas em outras tantas é falta de bom senso mesmo. exame.com.br

 À primeira vista, sexo, drogas e rock and roll têm pouco a ver com religião. Mas, na prática, as coisas estão bem conectadas. Um novo estudo da Universidade de Utah, em Salt Lake City, nos Estados Unidos comprovou que transar, se drogar, ouvir música e rezar ativam as mesmas regiões do cérebro. Pâmela Carbonari – Brasil Post

 Em 2013, os eleitores de Colorado e Washington decidiram votar pela liberação da maconha, para uso tanto recreativo quanto medicinal. Do lado latino, os olhos do mundo se voltaram para o Uruguai que durante todo o ano de 2013 realizou assembleias populares para construir um consenso em torno da regulamentação da maconha e de sua comercialização, controlada pelo Estado. Revista Forum

 

Um garoto de classe média pode passar a vida inteira sem ser abordado por um policial, mas se isso vier a acontecer e for pego por porte de qualquer tipo de droga, terá rapidamente um advogado constituído pela família para evitar que durma sequer uma noite na delegacia. Revista Forum (outra maconha)

“A ideia por trás dessas iniciativas é isolar os usuários de cannabis, que correspondem a 80% do uso de drogas atualmente consideradas ilegais, do acesso aos traficantes. Porque a pessoa chega para comprar uma droga e encontra outras drogas acessíveis e, com isso, você corta parte desse fim. Além disso, há a questão da violência social do tráfico, da repressão ao tráfico e algumas das injustiças do sistema de justiça criminal que muitas vezes penaliza usuários pobres como traficantes, porque não são capazes de conseguir uma boa defesa. Brasil247
A despeito de ter uma imagem internacional de um país moderninho, o Brasil tem o péssimo hábito de ser sempre um dos últimos do planeta a tomar decisões de caráter libertário. Foi assim com o fim da escravidão e até com a aprovação do divórcio. Tem sido assim com o aborto e a legalização da maconha. Renato Rovai, na Revista Fórum

Observe maisFHC = THCJOSÉ MUJICA MACONHEIRO?VENDE-SE MACONHACOMIDINHAS DE MACONHAO PODER DA MACONHANAARA BEAUTY DRINK!!!MACONHA FAZ MAL.PROPRIEDADES CURATIVAS DO LIMÃOLUMINESCE™ CELLULAR REJUVENATION SERUMBE MY EYES APPQUEM MATOU O CARRO ELÉTRICO?INSTANTLY AGELESS ™TUMBLER VW BUG CONCEPTÍNDIO EDUCAVIDACELL®DEPRESSÃO MASCULINAREMÉDIO QUE CURA QUALQUER DOENÇASISTEMA NACIONAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS SOBRE DROGASRESERVE™A HISTÓRIA DO JARDINEIRO DE OXALÁLEGALIZE JÁSUPERNATURAL

José Mujica maconheiro?

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O Uruguai criou polêmica em todo o mundo ao se tornar o primeiro país a legalizar a maconha. Essa foi a solução encontrada pelo presidente José Mujica para combater a violência e o narcotráfico. Jornal da Band

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Chico Lopes solto depois de pagar fiança de R$ 300. (Senado Federal)

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Legalize Já

Legalize Já – Planet Hemp

(Riff Principal)
Digo foda-se as leis e todas regras
Eu não me agrego a nenhuma delas
Me chamam de marginal só por fumar minha erva
Porque isso tanto os interessa
Já está provado cientificamente
O verdadeiro poder , que ela age sobre a mente
Querem nos limitar de ir mais além
É muito fácil criticar sem se informar
Se informe antes de falar e legalize ganja

(Refrão)
Legalize já, legalize já
Porque uma erva natural não pode te prejudicar

(Riff Principal)
O álcool mata bancado pelo código penal
Onde quem fuma maconha é que é marginal
E por que não legalizar ? e por que não legalizar ?
Estão ganhando dinheiro e vendo o povo se matar
Tendo que viver escondido no submundo
Tratado como pilantra, safado, vagabundo
Só por fumar uma erva fumada em todo mundo
É mais que seguro proibir que é um absurdo
Aí provoca um tráfico que te mata em um segundo
A polícia de um lado e o usuário do outro
Eles vivem numa boa e o povo no esgoto
E se diga não às drogas, mas saiba o que está dizendo
Eles põe campanha na tevê e por trás vão te fudendo
Este é o planet hemp alertando pro chegado
Pra você tomar cuidado com os porcos fardados
Não falo por falar eu procuro me informar
É por isso que eu digo legalize ganja
São dez mil anos de uso
sem se quer uma morte
Se me chamar de otario
fala se se fode
PlanetHemp-Usuario-620

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