Aplicativos do TSE permitem acompanhar os resultados das Eleições 2020 na sua cidade.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disponibiliza dois aplicativos que conferem ainda mais transparência ao processo eleitoral. Por meio do app Resultados, qualquer pessoa pode acompanhar e obter os resultados das eleições em sua cidade a partir dos votos já apurados. Já o Boletim na Mão disponibiliza ao cidadão uma cópia digital dos resultados das seções eleitorais, possibilitando que o eleitor atue como um fiscal das ações durante o pleito. ADENILTON PEREIRA

Eleitor poderá acompanhar apuração por meio dos apps ‘Resultados’ e ‘Boletim na Mão’ — Foto: Divulgação / TRE-BA
Eleitor poderá acompanhar apuração por meio dos apps ‘Resultados’ e ‘Boletim na Mão’ — Foto: Divulgação / TRE-BA

Os dois aplicativos podem ser instalados gratuitamente em qualquer dispositivo móvel (smartphone ou tablet), bastando apenas ter acesso às lojas Google Play e App Store. Ambos se destinam ao público em geral.

Depois da instalação do app no dispositivo móvel, basta adicionar a unidade da Federação e o município sobre o qual quer saber o resultado. Feito isso, o eleitor poderá consultar tudo sobre os candidatos que estão concorrendo aos cargos de prefeito e de vereador na cidade selecionada.

Depois de totalizados pelo TSE, os votos são transformados em arquivos e disponibilizados no aplicativo, por meio do qual qualquer um poderá buscar os resultados sem a necessidade de intermediários.

Tze-se: Eu voto em você!?!, Você Fiscal, Atlas Político, Voto Nulo, ORGULHO DO PAÍS, TIRIRICA, Candidato Caô Caô

Eu voto em você!?!

O avanço das invasões em terras indígenas, o desmatamento, o assédio a órgãos públicos como a Fundação Nacional do Índio (Funai) por ruralistas como Nabhan Garcia e a crise causada pelo novo coronavírus são alguns dos cenários que preocupam etnias em todo o país.

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) reuniu virtualmente, no dia 11, centenas de pré-candidatos indígenas e apresentou uma plataforma de apoio a candidaturas coordenada pela Mídia Ninja. O objetivo é reunir os pré-candidatos indígenas e de outros setores progressistas e apoiá-los com encontros e cursos de formação em política, ferramentas de comunicação e outras estratégias que auxiliem na construção de campanhas democráticas e diversas.

Nas eleições municipais de 2016, o número de candidatos indígenas correspondia a 0,35% do total, segundo balanço do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dos 496,9 mil candidatos à eleição daquele ano, apenas 1,7 mil eram indígenas.

A participação ativa na política é vista como uma das frentes para impedir novos retrocessos e garantir a defesa dos direitos indígenas. “Via política partidária, a gente tem uma estratégia de defender os nossos direitos que podem ser usurpados e excluídos na calada da noite”, afirma Mário Nicácio Wapichana, que concorre à vice-prefeitura do município de Bonfim, a 126 quilômetros de Boa Vista, capital de Roraima.

Em nota, a organização demonstra preocupação com o assédio de diversos partidos políticos a indígenas e pretende, por meio de reflexões e análises, evitar que possíveis candidatos sejam “vítimas de manobras politiqueiras, enganações e falsas ilusões que em muitos casos se reverteram contra nós”.

A jovem Wapichana, Ariene Susui, de 23 anos, a primeira de oito irmãos da Aldeia Truaru da Cabeceira, em Boa Vista, a concluir o ensino superior, acredita que a política eleitoral é uma das estratégias de barrar o avanço de pautas anti-indígenas nas esferas municipal, estadual e federal. “Vamos lutar com as mesmas armas”, afirma. “Se é o lugar onde as decisões são tomadas, precisamos nos organizar para chegar nesses espaços, especialmente nós, mulheres, indígenas e jovens”.

A ideia coincide com a da indígena Jozileia Daniza Jagso Kaingang, de Florianópolis. Ela se uniu a outras cinco integrantes de movimentos sociais em uma candidatura coletiva para disputar uma vaga na Câmara Municipal.

Formanda em Geografia, Jozileia Kaingang mudou-se da região oeste do estado — berço do povo Kaingang em Santa Catarina — para cursar o mestrado em Antropologia Social na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde agora cursa o doutorado. Entre 2016 e 2020, foi coordenadora pedagógica da Licenciatura Intercultural Indígena na mesma universidade.

“Quando se está dentro do espaço de poder, você consegue incidir com os seus pensamentos e conquistar pessoas que eram contrárias ou que não entendiam bem quais eram as pautas de luta dos povos indígenas”.

A parlamentar foi a primeira mulher indígena a ocupar uma cadeira no Congresso e a segunda indígena eleita após o cacique Xavante Mário Juruna, eleito com 31 mil votos pelo PDT do Rio de Janeiro em 1983. Poliana Dallabrida. De Olho nos Ruralistas

A Justiça Eleitoral tem registrado aumento no número de candidaturas indígenas em eleições nacionais. Em 2018, houve um crescimento de 56,47% de candidatos que se declararam índios ou descendentes ao realizarem o pedido de registro de candidatura. Foram 133 concorrentes ao pleito, contra 85 nas Eleições Gerais de 2014. TSE

O número de eleitos também saltou de um deputado estadual, em 2014, para uma deputada federal e um vice-presidente da República, em 2018. O general Hamilton Mourão (PRTB) integrou a chapa eleita para comandar o país, e a advogada Joenia Wapichana (REDE) conquistou uma cadeira na Câmara Federal pelo estado de Roraima.

“Nós hoje somos cerca de um milhão de pessoas que fazem parte de mais de 305 povos distintos, que falam mais de 180 línguas. E, apesar de termos sido criminosamente reduzidos em números, nós representamos uma enorme diversidade social e cultural que detém conhecimentos tradicionais, saberes e ancestrais. Nossos conhecimentos tradicionais asseguraram toda proteção aos territórios indígenas que hoje são 13% do território nacional”

Para o antropólogo Stephen Baines, chefe do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília (UnB), a mudança cultural necessária deve começar pela educação nas escolas, com a finalidade de mostrar aos estudantes que os indígenas fazem parte da sociedade brasileira. “Eles têm suas próprias culturas, que são tão válidas quanto a cultura nacional”.

Urna fraudetrônica

mais-seg-transp-e-cred


erronosistemabrazil
votoimpressoja
Urna eletrônica ou máquina de votação é a combinação de equipamentos mecânicos, eletromecânicos ou eletrônico (incluindo software, firmware e documentação necessária para controle do programa e apoiar equipamento), que é usado para definir escrutínios; expressos e contagem de votos; para relatar ou exibir resultados eleitorais; e para manter e produzir qualquer informação de trilha de auditoria. As primeiras máquinas de votação foram mecânicas, mas é cada vez mais comuns o uso de máquinas de votação eletrônicas. Wikipédia, a enciclopédia livre.

Otário A. Anonymous

Veja também: Voto Nulo, Os sentidos da política – problemas e perspectivas, Vinte centavos, Anestesia mental., , De quem é o poder?, O Combate a Corrupção nas Prefeituras do Brasil, Candidato Caô Caô, A arte de ler., Por que estamos nas ruas, Mídia Ninja, O analfabeto político, Ai meu Deus!, Multa não, ciclovia!, Bolsa ruralista, quer que desenhe?

Ficha Limpa!!!

votecalcanova
Lei da Ficha Limpa valerá já nas eleições de 2010
Tatiana Félix – Jornalista – 11.06.10A Lei da Ficha Limpa, que altera a Lei das Inelegibilidades (LC 64/90), proíbe que políticos com condenação na Justiça em segunda instância ou por decisões colegiadas se candidatem em eleições. De acordo com o TSE, “a nova lei prevê que candidatos com condenação criminal por órgão colegiado, ainda que caiba recurso, ficarão impedidos de obter o registro de candidatura, pois serão considerados inelegíveis”. O tempo de inelegibilidade passou de três para oito anos.Eleições-limpas1-300x209

Veja também: Cliente preferido do Brazil, Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Voto Nulo, Ferramentas de destruição em massa., A culpa é de quem!, Problemas sociais, Orçamento doméstico, Carta à Sra. “Presidenta” da República, Os cinco princípios de bem viver, Terceira Onda, Eleições, A culpa é sua!,