Como esfriar o seu corpo em dias quentes sem precisar de ar condicionado

Como esfriar o seu corpo em dias quentes sem precisar de ar condicionado

Em dias de verão, você pode até ter a sensação de que a sua cabeça está “pegando fogo”, mas pesquisas revelam que o tronco é a região que gera mais calor no corpo. Por isso, resfriar essa área já é meio caminho andado para diminuir a sensação de calor e se sentir um pouco mais confortável. Incrível.club 

Como esfriar o seu corpo em dias quentes sem precisar de ar condicionado

Agora, você deve estar se perguntando: resfriar o tronco? Como assim? Devo colocar uma compressa fria na região lombar? Na barriga? Na verdade, não. Pesquisadores testaram quatro “subregiões” do tronco e descobriram que resfriar a parte superior das costas melhora — significativamente — a sensação térmica geral. Isso em comparação com o resfriamento da região do abdômen, da lombar e do peitoral.

Isso significa que, para aliviar o calor, você pode fazer um resfriamento local — com uma compressa fria, por exemplo — na parte superior das costas. Não sabe como fazer? Sem problema, nós ensinamos no próximo tópico.

Como fazer uma compressa fria

Caso não tenha bolsas de gel (bolsas térmicas) para fazer a sua compressa fria, evite enrolar pedras de gelo em um pano na hora de fazer esse resfriamento local; afinal, o contato do gelo com a pele pode ser prejudicial e o derretimento pode acabar molhando a sua roupa.

Como esfriar o seu corpo em dias quentes sem precisar de ar condicionado

Um bom truque é usar pacotes de vegetais congelados, como ervilhas, ou criar uma compressa de meia de arroz.Para isso, você só precisa de arroz e uma meia de algodão (dica: utilize meias usadas sem furos, que estejam esquecidas no armário). Encha a meia com uma porção de arroz e dê um nó bem firme na ponta. Por fim, basta colocar a compressa no congelador e esperar até que fique bem gelada.

Resfriar as mãos também pode ser uma ótima ideia

Depois de fazer exercícios em dias quentes, você prefere deixar o corpo esfriar naturalmente ou gosta de molhar o rosto na torneira? A partir de agora, você provavelmente dará a resposta número 2, pois pesquisas científicas mostram que a nossa sensação térmica geral melhora, de fato, quando molhamos certas partes do corpo com água fria.

Como esfriar o seu corpo em dias quentes sem precisar de ar condicionado

Mas o interessante é que os pesquisadores analisaram quatro regiões para ver qual delas conseguia “gelar” o nosso corpo mais rapidamente: mão, pé, antebraço e panturrilha. Os dados da pesquisa mostram que, nesse caso, molhar as mãos é bem mais eficaz para resfriar o corpo como um todo e a panturrilha é a parte que menos funciona.

Então, se você se exercitou em um dia ensolarado e não tem um chuveiro por perto, saiba que mergulhar a mão em um pote ou uma bacia com água gelada pode aliviar mais rapidamente a sensação de calor.

Na falta de tecidos tecnológicos, use algodão ou linho

Outro truque bacana está relacionado à forma como nos vestimos em dias de temperaturas altas. Para deixar o corpo mais fresco, estilistas costumam indicar o uso de tecidos naturais, como algodão ou linho, pois esses materiais são mais leves e deixam o corpo “respirar” melhor. No entanto, hoje em dia, o ramo da tecnologia têxtil tem alcançado resultados extraordinários, desenvolvendo materiais capazes de superar os tecidos naturais nesse sentido.

Como esfriar o seu corpo em dias quentes sem precisar de ar condicionado

Pesquisadores da Universidade de Stanford criaram, em 2016, um tecido plástico capaz de esfriar o corpo. Sim, é isso mesmo que você leu. O mais impressionante é que o material (que combina polietileno com nanotecnologia) é dupla face e gera calor de um lado e frio do outro.

De qualquer forma, fica a dica: na falta de um tecido tecnológico capaz de resfriar o corpo, prefira utilizar tecidos naturais e leves.

Bônus: a roupa certa para te proteger em dias quentes

Quando falamos em dias quentes, pensamos logo no uso de protetor solar. Afinal, precisamos nos proteger da radiação ultravioleta, já que esse fator pode causar doenças de pele. Mas você sabia que determinadas cores de roupa dão uma proteção “extra” ao corpo? Estudos apontam que a cor pode influenciar consideravelmente o fator de proteção ultravioleta dos tecidos.

Como esfriar o seu corpo em dias quentes sem precisar de ar condicionado

Pesquisas recentes mostram que, em tecidos de poliéster ou viscose, o azul escuro protege 19% mais do que o azul claro. E a cor vermelha protege mais do que a branca, por exemplo.

Você teria mais alguma dica de como resfriar o corpo sem precisar de ar-condicionado? Conte nos comentários.

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Planeta Terra é um ser vivo !

Planeta Terra é um ser vivo !
Rubi Cósmico

O Planeta Terra é um Super Organismo vivo e consciente, que é capaz de auto-regular seus processos químicos e sua temperatura.

James Lovelock, um paradoxo, magrinho, olhos azuis-claros, voz suave e sorriso infantil, publicou um dos livros mais sombrios dos últimos anos sobre o futuro do planeta, esse homem provocou mais de 40 anos de polêmicas no mundo da ciência com sua hipótese Gaia (nome da deusa grega da Terra), segundo a qual nosso planeta seria um ser vivo, defende a ideia de que a Terra é uma espécie de simbiose (uma associação biológica favorável a todas as partes que a compõem) gigante entre todos os seres vivos e o meio mineral, um superorganismo que se conserva no estado mais favorável possível à vida por meio de mecanismos de retroação (ou seja, o efeito agindo sobre a causa). Eduardo AraiaPLANETA

Foi há quase meio século que Lovelock, na época com 42 anos, assumiu, algo por acaso, o destino de teórico da ciência – bem como o de semeador de encrencas. Ele era, então, um obscuro biofísico britânico, médico de formação, que concebera vários aparelhos engenhosos – “naqueles tempos, os cientistas fabricavam eles mesmos seus instrumentos, pois ninguém tinha dinheiro para comprá-los nas lojas”, recorda ele. Alguns desses aparelhos permitiam a detecção de substâncias em concentrações muito baixas, pelo método da cromatografia gasosa, e interessaram à Nasa, que então desenvolvia um programa de exploração de Marte. Para obter esses detectores, a agência norte-americana trouxe seu inventor, que chegou em 1961 ao Jet Propulsion Laboratory (JPL), na Califórnia, com a missão estritamente técnica de adaptar os aparelhos às exigências das naves espaciais.

A ideia de que um simples telescópio munido de um espectrofotômetro permitiria detectar a vida recolocava em questão todo o programa em curso, ao desvendar a composição química da atmosfera marciana pela análise da luz oriunda do Planeta Vermelho, poderíamos talvez perceber se essa atmosfera carrega a marca de seres que nela colhem nutrientes e nela lançam seus dejetos. Ou se, ao contrário, ali simplesmente nada acontece.

Lovelock, que quando muito jovem queria ser médico, se debruça finalmente sobre as propriedades da Terra. E verifica que sua atmosfera, de composição química tão distante do equilíbrio, permaneceu notavelmente estável ao longo das eras. Um pouco como o sangue de um ser vivo. O mesmo se observa no que diz respeito à temperatura: à escala de centenas de milhões de anos, ela exibe uma surpreendente estabilidade. A radiação solar, no entanto, aumentou um terço desde o surgimento da vida na Terra. A propriedade de conservar sua temperatura constante enquanto a do meio circundante varia, a homeotermia, é característica dos animais mais complexos.

Enfim, o raciocínio chega à terceira etapa, a mais controvertida de todas. Lovelock constata que tanto a temperatura como a composição química tendem a valores quase ótimos para a criatura viva – como se o “objetivo” do sistema fosse favorecer a vida. De fato, uma atmosfera com duas vezes mais oxigênio causaria incêndios incessantes, enquanto o oxigênio mais rarefeito acarretaria vários problemas metabólicos para os seres vivos. Segundo Lovelock, a causa é bem clara e, após publicar artigos de grande repercussão, ele resumiu esses pensamentos em 1979 em sua obra de referência: A Terra É um Ser Vivo – A Hipótese Gaia.

O planeta vivo é apenas uma metáfora? “Claro, ele não é vivo como nós ou uma bactéria, e, nesse sentido, é mesmo uma metáfora”, admite Lovelock. “Mas acho que a definição de vida dada pelos biólogos é demasiado restritiva. Afinal, falta a Gaia apenas a reprodução!”

Pode-se apostar que se, em vez de lançar mão do termo Gaia, ele tivesse batizado sua tese de “teoria biogeoquímica”, como lhe fora aconselhado, teria evitado muitos aborrecimentos e gozaria de todas as merecidas honras de grande cientista. Mas, como um Dom Quixote da ciência, o obstinado doutor recusa baixar o tom de seus escritos, não admite a retirada de uma única vírgula e se mantém em permanente disputa com seus adversários. Isso lhe valeu um estatuto original de “cientista independente”, fora das grandes instituições, inteiramente consagrado à defesa e à consolidação de sua teoria – mas não o impediu de publicar em sua carreira mais de 200 artigos, 30 dos quais na Nature, e de fazer várias descobertas importantes. Por exemplo, a do DMS, aerossóis sulfurosos emitidos pelas algas e capazes de esfriar a atmosfera oceânica. Eles constituem um bom exemplo de retroação “à moda de Gaia”: se a temperatura aumenta, as algas proliferam, produzem mais aerossóis… o que, por sua vez, faz baixar a temperatura do oceano.

Em seu último livro, A Vingança de Gaia (Editora Intrínseca), Lovelock traça um prognóstico pessimista, julgando que nosso planeta está febril e que sua saúde declina. Ele pede uma reação enérgica para salvar aquilo que ainda pode ser salvo – “fazermos as pazes com Gaia enquanto ainda somos fortes o bastante para negociar, e não quando tivermos nos tornado uma multidão dividida e vencida, em via de extinção”.

Para ilustrar a situação, ele costuma usar a metáfora de Napoleão às portas de Moscou em 1812: “Acreditamos ter vencido todas as batalhas, mas a verdade é que avançamos demais, temos demasiadas bocas para alimentar e o inverno se aproxima…” E o Protocolo de Kyoto? Nova metáfora: “É como os acordos de Munique que vivi na minha juventude. O mundo inteiro percebe o perigo que se aproxima e os políticos pronunciam belas frases e fazem de conta que estão fazendo alguma coisa.”

A humanidade representa uma grande oportunidade para Gaia, diz James Ephraim Lovelock. Será preciso ver nossa espécie como um tipo de câncer do planeta, paralisando pouco a pouco suas funções reguladoras? “A aparição da humanidade constituiu uma grande oportunidade para Gaia”, protesta o cientista. “Somos, de certa forma, seu sistema nervoso. Em todo caso, é graças a nós que ela de algum modo tomou consciência de si mesma e inclusive conseguiu se ver a partir do espaço exterior. Ela perderia muito se nos perdesse.”

O que devemos considerar, que Lovecock não considera:

Mudanças climáticas não são causadas pelo carbono na atmosfera
Lovecock é um dos pioneiros do ambientalismo manipulado
Lovecock já trabalhou para a NASA
Lovecock é membro da Royal Society – sociedade essa que é a conselheira científica para o governo britânico – e é controlada pelos Rothschilds.

Planeteze-se: Mãe Gaia, Real X-men: híbridos entre humanos e animais, Lixo, 40% de desconto., Favela Orgânica, Nenhuma gota a mais!!!, Resistência Guarani, 10 livros que ensinam as criancas cuidar do planeta, Florence Nightingale, A LEI DA ÁGUA, Minhocário.