O TEATRO BARROCO DE O ALEIJADINHO

Este ensaio visa a apresentar uma breve leitura do átrio do Santuário do Senhor Bom Jesus do Matosinhos, onde O Aleijadinho montou um teatro em pedra-sabão, um arquitexto – arquitetura e texto – espetacular. Parte-se do ensaio de Mário de Andrade, “O Aleijadinho”, de 1928, em que o autor sustenta que o escultor de Ouro Preto inventou a forma da arte brasileira, vazada na alquimia do sangue indígena,com a seiva africana e com a verv\ne do português. O conhecimento e o reconhecimento do barroco brasileiro e, em especial, do barroco mineiro, de que O Aleijadinho constitui a máxima expressão, deflagrou-se, no Brasil, a partir dos modernistas paulistas que, em sua viagem de 1924 pelas cidades históricas mineiras, garimpavam as raízes mais arcaicas da identidade nacional. Portal de Periódicos da FURB – SEER

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“Gênio virgem, puro e inocente, artífice exemplar e original, um dos fundadores de uma tradição artística nacional”, assim Mário de Andrade descreveu Aleijadinho, no estudo “A arte religiosa no Brasil”, publicado na Revista do Brasil, em 1920, consagrando Antônio Francisco Lisboa, cuja morte completou 200 anos em novembro de 2014, como um dos símbolos da arte e da identidade brasileiras. Patrícia Mariuzzo – Ciência e Cultura

Antônio Francisco da Costa Lisboa era filho de Manoel Francisco Lisboa e de uma escrava que se chamava Isabel (embora nenhum documento o comprove), e sobrinho de Antônio Francisco Pombal, afamado entalhador de Vila Rica. A data oficial de seu nascimento é 29 de agosto de 1730, mas também não há certeza quanto a isso. Nuovi Orizzonti Latini

De educação escolar primária, iniciou seu trabalho como escultor e entalhador ainda criança, seguindo os passos do pai e trabalhando na oficina do tio. Seu aprimoramento profissional veio de seus contatos com o abridor de cunhos e desenhista João Gomes Batista e o escultor e entalhador José Coelho de Noronha, portugueses com oficinas em Vila Rica e responsáveis por muitas obras em igrejas da região.

A doença dividiu em duas fases nítidas a obra do Aleijadinho. A fase sã, de Ouro Preto, se caracteriza pela serenidade equilibrada. Na fase do enfermo, surge um sentimento mais gótico e expressionista. O ressentimento tomou a expressão de revolta social contra a exploração da metrópole.

Os trabalhos do Aleijadinho podem ser vistos em Ouro Preto, Congonhas do Campo, Sabará e outras cidades mineiras. Observando-se os traços, as expressões das esculturas, é impossível evitar o sentimento de emoção e respeito que elas despertam. O esplendor e o requinte, as sutilezas e a suntuosidade das dezenas de estátuas, pias batismais, púlpitos, brasões, portais, fontes e crucifixos revelam que o Brasil teve um escultor e arquiteto de primeira grandeza nos tempos coloniais. Fonte: http://educacao.uol.com.br/

As informações disponíveis sobre sua história dizem que Aleijadinho começa cedo a trabalhar como artesão e a fazer serviços nas igrejas de Ouro Preto e nas de cidades vizinhas, como Mariana e São João del-Rei. Por ser filho bastardo de pai português e mãe escrava, encontra dificuldades para ser valorizado nos primeiros anos em que exerce seu ofício. Mesmo assim, suas obras ganham reconhecimento e realiza trabalhos grandes, como a fachada e a decoração da Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, concluídas nos anos 1790. Enciclopédia Itaú Cultural

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Profeta Daniel , 1800 , Aleijadinho
Reprodução Fotográfica Sérgio Guerini

No século XX, Aleijadinho, até então pouco celebrado e reconhecido no Brasil, é redescoberto por artistas modernistas, entusiasmados com sua história e sua obra. Exemplo disso é o escritor Mário de Andrade (1893-1945) e seu texto Aleijadinho, de 1928. Criticando europeus que comentaram as obras do escultor sem considerá-lo um gênio, Mário enxerga na obra de Aleijadinho uma invenção “que contém algumas das constâncias mais íntimas, mais arraigadas e mais étnicas da psicologia nacional”.

Dia do Artista de Teatro

O Dia do Artista de Teatro é comemorado anualmente em 19 de agosto no Brasil. data que homenageia os profissionais que atuam em performances teatrais, tanto os atores e diretores, como também os responsáveis pela sonoplastia, iluminação e figurino, pois todas as funções são fundamentais para o sucesso de qualquer espetáculo teatral. Calendarr

Apresentação da peça Roda Viva, no Teatro Oficina, em São Paulo

As representações teatrais acontecem no Brasil desde o século XVI, com encenações sobre temáticas religiosas, os espetáculos tinham a intenção de catequizar a população, com a vinda da família real portuguesa para o país, em 1808, os primeiros teatros começaram a surgir no Brasil. abramus
O Dia do Artista de Teatro surgiu a partir do Decreto de Lei nº 6.533, de 24 de maio de 1978, que regulamenta as profissões de artistas e de técnico em espetáculos de diversões.
A arte dramática é um objeto semiótico por natureza. O conceito do que entendemos hoje por teatro é originário do verbo grego “theastai” (ver, contemplar, olhar). Tão antiga quanto o homem, a noção de representação está vinculada ao ritual mágico e religioso primitivo. Acredita-se que o teatro nasceu no instante em que o homem primitivo colocou e tirou a máscara diante do espectador, com plena consciência do exercício de “simulação”, de “representação”, ou seja, do signo. Portal São Francisco
Tendo em seu alicerce o princípio da interdisciplinaridade, o teatro serve-se tanto da palavra enquanto signo como de outros sistemas semióticos não-verbais. Em sua essência, lida com códigos construídos a partir do gesto e da voz, responsáveis não só pela performance do espetáculo, como também pela linguagem. Gesto e voz tornam o teatro um texto da cultura. Para os semioticistas russos da década de 60, a noção de teatro como texto revela, igualmente, sua condição de sistema modelizante, ou melhor, de sistema semiótico cujos códigos de base – gesto e voz – se reportam a outros códigos como o espaço, o tempo e o movimento. A partir desses códigos se expandem outros sistemas sígnicos tais como o cenário, o movimento cênico do ator, o vestuário, a iluminação e a música entre outros. Graças à organização e combinação dos vários sistemas, legados da experiência individual ou social, da instrução e da cultura literária e artística, é que a audiência recodifica a mensagem desse texto tão antigo da cultura humana.

cenário criado por Varvara Stiepanova

Foi no Século V a.C o primeiro registro da presença de um Ator na história do teatro. Seu nome: Tespis. Ele criou o monólogo ao interpretar o deus Dionísio, na Grécia Antiga, em Atenas. Hipocritès, em grego, ou fingidor, foi à primeira expressão a definir a arte de atuar.

A precariedade e improvisação da Grécia Antiga deram lugar a uma sofisticada e influente atividade cultural nos dias de hoje: a arte de representar. A presença do Ator dá vida, brilhantismo, veracidade e sonho às artes cênicas como espelho da dimensão do humano. A ação dramática é efetivada por textos, estímulos visuais e sonoros.

A atuação individual ou coletiva com renovados recursos vocais, corporais ou emocionais mobiliza platéias do mundo inteiro ao tomarem conhecimento por intermédio do Ator dos horrores e belezas que o homem e a sociedade são capazes de construir e deixar de legado para outras gerações.

No Brasil, o primeiro ator e dramaturgo e a se destacar foi João Caetano. Carioca, nascido em 1808, interpretou clássicos de Shakespeare e Molière, além de autores brasileiros.

A razão pela qual este dia foi escolhido para a homenagem: o aniversário de morte de Federico García Lorca (1898-1936), poeta e dramaturgo espanhol reconhecido como um dos mais importantes autores teatrais da história.
O artista tinha 38 anos quando foi fuzilado pelos homens do ditador Francisco Franco, perto de Granada. Pouco antes, ele havia sido preso por ordem de um deputado católico, sob acusação de ser “mais perigoso com a caneta do que outros com o revólver”. Afinal, as ideias do “Generalíssimo” e seus seguidores poderiam ser sintetizadas pelo grito proferido pelo General Millan Astray, um dos generais do ditador, na Universidade de Salamanca: “Abaixo a inteligência! Viva a Morte!”.

(…)

O teatro deve se impor ao público e não o público ao teatro. Para isso, autores e atores devem revestir-se, a custa de sangue, de grande autoridade, porque um público de teatro é como as crianças nas escolas; adora o professor sério e austero que exige e faz justiça e enche de agulhas cruéis as cadeiras em que se sentam os professores tímidos e aduladores que não ensinam nem deixam ensinar.

Há necessidade de fazer isso para o bem do teatro. Há que manter atitudes dignas. O contrário seria matar as fantasias, a imaginação e a graça do teatro, que é sempre, sempre uma arte. Arte acima de tudo. Arte nobilíssima. E vocês, queridos atores, artistas acima de tudo. Artistas dos pés à cabeça, já que por amor e vocação subiram ao mundo fingido e doloroso do palco. Artistas por ocupação e preocupação, desde o teatro mais modesto ao mais importante se deve escrever a palavra “Arte” em salas e camarins, porque senão vamos ter que pôr a palavra “Comércio” ou alguma outra que não me atrevo a dizer. E trabalho, disciplina, sacrifício e amor.

(…). SP Escola de Teatro

Poetize-se: Pandora, Club Noir, sem fantasmas., O filho eterno, INSTANTLY AGELESS ™,OUTRO OLHAR, NAARA BEAUTY DRINK!!!, Copa fun, MEU NOME É JONAS,MAKOTA VALDINA, VANUSA SABBATH, LEI ROUANET,INSTITUTO ALANA, CIDADES DEMOCRÁTICAS, ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO

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