Guernica

Guernica é uma das obras mais famosas de Pablo Picasso, que pertence ao movimento artístico das vanguardas europeias, o cubismo. O quadro do pintor cubista retrata o horror do bombardeio da cidade de Guernica durante a Guerra Civil Espanhola. A história por trás dessa obra e o evento retratado fazem dessa pintura uma denúncia contra o horror que aconteceu alguns anos antes da Segunda Guerra Mundial.  Culturalizando

Pablo Picasso nasceu no ano de 1881 na Espanha, porém o espanhol passou a maior parte de sua vida vivendo na França. Ele é considerado o fundador do movimento artístico cubismo. Pablo Picasso estudou na Escola de Belas Artes da Espanha e também conseguiu entrar na Academia Real de Belas Artes. Suas obras foram expostas em algumas edições da Exposição Universal de Paris.

Esse bombardeio de Guernica ocorre no contexto histórico da Guerra Civil Espanhola. De um lado estava pessoas do espectro político da esquerda como comunista, lenistas e até mesmo os anarquistas e do outro lado estava a direita, liderada por Francisco Franco.

Nesse conflito deu pra perceber como seria uma segunda grande guerra no campo político. Viu-se nesse conflito a atitude de “pagar pra ver” das democracias italiana e britânica, o engajamento feroz dos estado fascista na Itália e do nazismo na Alemanha, que também aconteceria na Segunda Guerra Mundial.

Nas eleições que aconteceram em 1936, a Frente Popular, que era de esquerda, conseguiu a maioria das vagas nas eleições, porém, a direita e a extrema direita fascista não ficaram contentes com esse resultado e armaram um golpe político que foi mal sucedido. Isso provocou uma insurreição militar em 1936 que levou a população camponesa e os revolucionários a lutarem contra esses militares que queriam se perpetuar no poder na Espanha.

O lado direito, os chamados nacionalistas, do conflito recebeu o apoio dos nazistas e fascistas italianos, que enviaram armas e aviões para ajudar. E na lado esquerdo, os republicanos, que sofre de uma divisão política interna e da falta de militares para combater, já que estes foram lutar ao lado dos nacionalistas. Francisco Franco leva para a luta ao lado dos nacionalistas as tropas marroquinas.

Os países europeus como a França e o Reino Unido não ajudam os republicanos, pois veem esse conflito como uma revolução comunista. Porém a Itália sob o regime fascista e a Alemanha nazista participam ativamente dessa guerra, alguns dizem que nesse momento podemos ver o poderio militar desses dois países, além desses dois estarem testando as armas que usariam depois na Segunda Guerra Mundial.

Essa guerra foi marcada por massacres de ambos os lados do conflito, e o bombardeio de Guernica é um exemplo da crueldade que foi a Guerra Civil Espanhola.

O governo republicano espanhol, na figura de Francisco Largo Caballero, encomenda um mural para Pablo Picasso, que será exibido no pavilhão espanhol na Exposição Universal de Paris em 1937.

O artista hesita em fazer esse mural, num primeiro momento, mas acaba aceitando a encomenda e começa a trabalhar nessa obra. Porém, Picasso fica sabendo sobre o bombardeio de Guernica e decide fazer um mural de contestação política contra o fascismo que estava tomando conta da Espanha.

Neste bombardeio a Guernica, a maioria da população que se encontrava nesse lugar eram de mulheres e crianças, pois os homens estavam participando dos conflitos em outros lugares.

Um relato de um sobrevivente, que saiu nos jornais Times e The Bew York Times, chamou a atenção do artista. Então ele resolveu chamar a obra de Guernica, e durante sua confecção ele deixava as pessoas verem o andamento do seu trabalho nesse mural.

Pablo Picasso fez questão da sua obra ser o mais fosca possível, sem nenhum tipo de brilho, por isso ele usou uma tinta especial para esse trabalho. O artista queria denunciar o que os militares estavam fazendo em seu país natal, a Espanha.

Guernize-se: Cinismo e Arte, Os Estoicos e a arte de viver, Coleção de arte japonesa de Van Gogh, para download, Estocolmo, Arte ou Metrô!!!, Arte mecaniza vida?, Ilustração ou obra de arte?!?, (Arte) Contemporânea – Surrealismo

Dia Internacional dos Direitos Humanos

No dia 10 de dezembro de 1948, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu a Declaração Universal dos Direitos Humanos no Palais de Chaillot, em Paris, França, é considerado o documento mais traduzido da história moderna, a Declaração foi criada para servir como uma base para os direitos humanos em todo o mundo, como “o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações”. Julia Di Spagna – Guia do Estudante

Durante a Segunda Guerra Mundial, milhões de pessoas foram mortas, enfrentaram situações precárias, fome e tiveram diversos direitos violados. Para evitar tragédias dessa magnitude, líderes de mais de 50 países se reuniram para criar uma organização que tivesse como premissa garantir a paz mundial.A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH) foi proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em Paris, por meio da Resolução 217 A (III), estabelecendo a proteção universal dos direitos humanos.
A Secretaria Nacional de Proteção Global (SNPG), do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos – (MMFDH), defende valores que são as raízes para o bem comum, a paz e a inclusão, reafirmando o compromisso de proteger os direitos de todas as pessoas, buscando sua universalização, em linha com a DUDH de 1948.

Em Portugal, a Assembleia da República reconheceu a grande importância da Declaração Universal dos Direitos do Homem ao aprovar, em 1998, a Resolução que vigora até hoje, na qual deixou instituído que o dia 10 de dezembro deveria ser considerado o Dia Nacional dos Direitos Humanos. Calendarr
O dia 10 de dezembro é também marcado pelo entrega do Prémio Nobel da Paz.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos é considerada o documento mais traduzido da história moderna. Está disponível em mais de 360 línguas, e novas traduções ainda estão em fase de elaboração. Amarolina Ribeiro – Brasil Escola

Mensagem oficial da alta-comissária para os direitos humanos das Nações Unidas:

Este foi um ano de grande ativismo – particularmente por parte dos jovens. É especialmente apropriado que, neste ano, nós destaquemos o Dia Internacional dos Direitos Humanos durante a Conferência da ONU em Madri para defender a justiça climática. Estamos em dívida de gratidão com os milhões de crianças, adolescentes e jovens adultos que estiveram se levantando e se manifestando cada vez mais alto em relação à crise enfrentada pelo nosso planeta.

Com razão, esses jovens estão apontando que o que está em jogo é o futuro deles e daqueles que ainda não nasceram. São eles que terão que enfrentar todas as consequências das ações ou a falta delas por parte de gerações mais velhas, que hoje administram governos e empresas e que são responsáveis por tomar decisões de seus países, regiões e do mundo como um todo.

Não se pode, obviamente, deixar que os jovens sozinhos enfrentem a emergência climática, ou até mesmo as tantas outras crises de direitos humanos que têm causado hoje turbulência simultânea em diversos países ao redor do mundo. Todos devemos permanecer juntos, em solidariedade, e agir com princípio e urgência.

Nós podemos e devemos defender cuidadosamente os princípios universais de direitos humanos que promovem a paz, justiça e o desenvolvimento sustentável. Um mundo com menos direitos humanos é um mundo que caminha para trás em direção a um passado sombrio, quando os poderosos podiam atacar os oprimidos com pouca ou nenhuma restrição moral ou legal.

Contudo, entre os muitos desafios de direitos humanos que surgiram ao longo das duas primeiras décadas do século XXI, a emergência climática global representa, talvez, a maior ameaça mundial aos direitos humanos que enfrentamos desde que testemunhamos a Segunda Guerra Mundial. Do direito à vida, à saúde, à comida, à água e ao abrigo, aos nossos direitos de sermos livres de discriminação, ao desenvolvimento e à autodeterminação, os impactos dessa crise já podem ser sentidos.

Nós temos o dever de garantir que a voz dos jovens seja ouvida. A Declaração Internacional de Direitos Humanos adotada pela Assembleia Geral da ONU em 10 de dezembro de 1948 foi um acordo assinado pelos Estados-membros para proteger os direitos humanos de todos – e isso inclui tornar possível que as gerações futuras defendam a dignidade, a igualdade e os direitos humanos.

Todos os seres humanos têm o direito de participar de decisões que têm impacto nas suas vidas. Para garantir que tomadas de decisão sejam mais efetivas, construindo maior confiança e harmonia em suas nações, os líderes de todas as sociedades devem ouvir seus povos – e agir de acordo com as suas necessidades e demandas.

Alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet. Foto: ONU/Jean Marc Ferré.

Alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet. Foto: ONU/Jean Marc Ferré.

Nada resume esses objetivos – que são o fio condutor do sistema internacional dos direitos humanos – de maneira mais clara e sucinta do que o Artigo 1 da Declaração Universal, que afirma de maneira corajosa e correta que “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. Eles são dotados de razão e consciência, e devem agir em conjunto em espírito de irmandade”.

Nenhum país, nenhuma comunidade será poupada pelas mudanças climáticas, à medida que elas se intensificam. Já é possível ver comunidades mais vulneráveis sofrendo terríveis danos. Pessoas estão perdendo suas casas, meios de subsistência – e vidas. A desigualdade está se aprofundando, e mais pessoas estão sendo forçadas a se deslocar. Devemos agir com rapidez e com princípio, para garantir que menos danos afetem os seres humanos e nosso mundo.

Danos climáticos não serão travados por fronteiras – e reações baseadas em um nacionalismo hostil, ou considerações financeiras de curto prazo, não irão apenas falhar: elas vão destruir o nosso mundo. As lutas por justiça climática e direitos humanos não são uma disputa política. Não se trata de uma discussão de direita ou esquerda: trata-se de direitos – e erros.

Não é apenas a preocupação em relação à alta velocidade da crise climática que está levando milhões de pessoas a se levantarem e exigirem ações. Em todas as regiões, pessoas estão encontrando suas próprias vozes para falar sobre desigualdade e instituições repressivas. Me sinto inspirada pela coragem, clareza e princípios de todas essas pessoas, algumas muito jovens, que estão se levantando pela paz, com o objetivo de corrigir os erros de nossa era e criar maior liberdade e justiça. Eles são a expressão viva dos direitos humanos.

Políticos de todos os lugares devem ouvir esses chamados. E, como resposta, precisam desenvolver políticas mais efetivas e com princípios.

Nós temos o direito de vivermos livres sem qualquer tipo de discriminação. Nós temos o direito de ter acesso à educação, saúde, oportunidades econômicas e um padrão de vida decente. Nós – todos nós – temos o direito de participar de decisões que afetam nossas vidas. Isso é sobre nosso futuro, nossos meios de subsistência, nossas liberdades, nossa segurança e nosso ambiente. E não é somente nosso futuro, mas também o futuro das nossas crianças, nossos netos e bisnetos.

Precisamos nos mobilizar ao redor do mundo – de maneira pacífica e poderosa – para avançar em um mundo com direitos, dignidade e escolhas para todos.

Aqueles que tomam decisões entenderam essa visão com clareza em 1948. Será que entendem isso agora? Eu peço aos líderes mundiais que demonstrem uma verdadeira liderança e visão de longo prazo, deixando de lado os interesses políticos nacionais estreitos, para o bem de todos, inclusive deles mesmos e de todos seus descendentes.

Humanize-se: O que é ser defensor dos direitos humanos, afinal?, Dia Internacional dos Direitos Humanos, Principais aspectos dos Direitos Humanos, Direitos Humanos?!? Vai lá!!!, Ouvidoria Municipal de Direitos Humanos, DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DAS ÁRVORES, A gente sempre soube., Barulho D’água, Jeguatá: Caderno de Viagem

Rockefeller

A Comunicação Empresarial surgiu nos Estados Unidos, em 1906. Naquele ano, em Nova Iorque, Ivy Lee decidiu deixar o jornalismo de lado para montar o primeiro escritório de Relações Públicas do mundo, mudou de atividade com o objetivo de recuperar a credibilidade perdida pelo poderoso empresário John D. Rockfeller. Cláudio Amaral

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“Crises são criadas pelos governos para manter as pessoas em um perpétuo estado de desequilíbrio físico, mental e emocional. Confundirão e desmoralizarão à população para evitar que decidam seu próprio destino.”

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Rockefeller, além de um grande filantropo, foi o inventor das Assessorias de Imprensa, tudo isso tinha um grande objetivo, além de “fazer o bem para o próximo”: melhorar sua imagem, corroída por políticas monopolistas detratórias, junto à sociedade. Um Pouco de Prosa

historychannelrockefeller

No dia 20 de abril, na cidade mineira de Ludlow, Colorado, um grupo de pessoas inocentes foram cruelmente assassinadas por seguranças armados que faziam a proteção das minas de carvão. Ao todo, duas mulheres, doze crianças e seis mineiros. Revoltados, mineiros armados destruíram as instalações das minas e o que encontravam pela frente. Mais pessoas viriam a morrer. O levante se prolongou por uma dezena de dias e inflamou a indignação americana. A causa única era que as empresas mineradoras operavam como universos autônomos, com suas próprias leis e polícia. Tudo o que estivesse associado à palavra sindicato era considerado maldito por se constituir numa ameaça à propriedade privada. Francisco Viana

ludlow29

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O pai da propaganda

heil hitlerSieg Heil!, Heil Hitler!, Heil mein Führer!
august landmesse
anders-breivik
hitlergenuinodirceu
vargas pt
Punho-fechado-lula

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Memória dos Campos

Em 1945, Alfred Hitchcock ficou em choque. O “mestre do suspense” ficou tão horrorizado ao ver as imagens da chegada das tropas aliadas aos campos de concentração, no fim da Segunda Guerra Mundial, que ficou uma semana sem conseguir voltar aos estúdios. Em seguida, empenhou-se na produção do filme, que editaria as imagens chocantes para mostrar aos alemães a dimensão dos horrores do Holocausto. Folha Social

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