Thomas Malthus ou Thanos

A Teoria Malthusiana, ou Malthusianismo, foi elaborada por Thomas Robert Malthus no ano de 1798 e defendia que a população cresceria em ritmo acelerado, superando a oferta de alimentos, o que resultaria em problemas como a fome e a miséria. Malthus, pastor da Igreja Anglicana e professor de História Moderna, escreveu uma das mais importantes obras sobre o crescimento demográfico: Ensaio sobre o Princípio da População. Rafaela Sousa – Mundo Educação

Revolução Industrial, no século XVIII, trouxe grandes mudanças ao cenário mundial, como o acelerado crescimento populacional, visto que a industrialização transformou as relações entre o homem e o meio,  aumento no ritmo da produção, modernização do campo e das práticas agropecuárias e transformou as relações de trabalho, fazendo com que as pessoas deixassem o meio rural e seguissem para o meio urbano à procura de oferta de emprego, iniciando o processo de urbanização. As tecnologias aplicadas à medicina também influenciaram o crescimento populacional o que possibilitou maior acesso a vacinas e medicamentos, aumentando a expectativa de vida e diminuindo as taxas de mortalidade infantil.

A Grã-Bretanha, precursora da Revolução Industrial, tinha um contingente populacional com pouco mais de 5 milhões de habitantes por volta de 1750. Meio século depois, a população já passava dos 20 milhões, fenômeno observado em todo o mundo. desde então, teorias demográficas passaram a ser elaboradas na tentativa de se fazer um estudo sobre a dinâmica do crescimento da população.

Por que Malthus ainda está errado

Thomas Malthus (1766-1834), nascido no Reino Unido, o  filósofo e cientista iluminista via as modificações ocasionadas pela revolução Industrial dentro da Inglaterra, sua maior obra é “Um Ensaio sobre o Princípio da População” o colocou como o pai dos estudos da população, a demografia. O cientista via que a maior parte da população campesina passou a trabalhar em indústrias e se movimentar para os centros urbanos, assim começava a se formar o capitalismo industrial. Guariento Portal

Na obra Ensaio sobre o Princípio da População, Malthus é evidente seu pessimismo quanto ao desenvolvimento humano, que acreditava que a pobreza fazia parte do destino da humanidade, baseado na premissa de que a população possuía potencial de crescimento ilimitado, ao contrário da produção de alimentos, o resultado seria uma população mundial faminta, vivendo em situação de miséria, o que causaria uma desestruturação na vida social, portanto, o aumento da população seria a causa, e a miséria, a consequência.

A fome e a miséria são realidades no mundo todo*
Malthus, pautado na sua formação religiosa, acreditava na necessidade de um controle de natalidade, que chamou de “controle moral”, concepido por meio da abstinência sexual ou adiamento de casamentos, vale ressaltar que esse controle foi sugerido apenas para a população mais pobre, era necessário forçar a população mais carente a diminuir o número de filhos.

A queda da taxa de mortalidade e o aumento da taxa de natalidade, onde passou-se a morrer menos pessoas e a nascer cada vez mais, criaria um perfeito paradoxo, uma vez que os recursos da Terra são obviamente escassos. Matematicamente, Malthus concluiu que a população crescia em progressão geométrica, enquanto a produção de alimentos vinha em progressão aritmética, ele via o controle populacional como a melhor saída para que a curva de crescimento da população diminuísse.

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A análise do crescimento populacional gerada em um espaço geográfico limitado, com uma população predominantemente rural no qual atribuiu a todo o mundo a mesma dinâmica, não previu que a Revolução Industrial seria capaz de mudar todo o cenário mundial, inserindo no meio rural novas técnicas, as quais impulsionariam a produção agrícola e consequentemente aumentariam a oferta de alimentos. A população não cresceu em ritmo de progressão geométrica, portanto, não dobrou a cada 25 anos. A modernização tecnológica conseguiu ampliar o desenvolvimento do cultivo das terras, fazendo com que a produção de alimentos fosse suficiente, chegando então a uma progressão geométrica, assim, a fome e a miséria não poderiam ser atribuídas à incapacidade produtiva de alimentos, como Malthus acreditava, mas sim a sua má distribuição.

O tratado de 1798, Um ensaio sobre o princípio da população , do economista político inglês Malthus, segundo Michael Shermer por seu lado positivo do livro, inspirou Charles Darwin e Alfred Russel Wallace a trabalhar a mecânica da seleção natural com base na observação de Malthus de que as populações tendem a aumentar geometricamente, enquanto as reservas de alimentos crescem aritmeticamente, levando à competição por recursos escassos e ao sucesso reprodutivo diferencial, o motor da evolução.

No lado negativo da contabilidade estão as políticas derivadas da crença na inevitabilidade de um colapso malthusiano, o seu cenário influenciou os formuladores de políticas a adotarem o darwinismo social e a eugenia, resultando em medidas draconianas para restringir o tamanho da família de determinadas populações, incluindo esterilizações forçadas. Scientific American 314, 5, 72 (maio de 2016)

Outras teorias demográficas surgiram, reavivando, reformulando ou refutando a teoria malthusiana, entre as  principais temos a Teoria Reformista e a Teoria Neomalthusiana.

Teoria Neomalthusiana foi desenvolvida no início do século 20, demonstrava receio em relação ao crescimento acelerado da população nos países desenvolvidos, visto que, para eles, esse crescimento causaria impacto direto na renda per capita do país e diferentemente da Teoria Malthusiana, a Teoria Neomalthusiana era a favor do uso de anticoncepcionais, com ideias alarmistas, afirmando que, se o crescimento populacional não fosse contido, os recursos naturais na Terra seriam esgotados.

A Teoria Reformista apoiada pelos reformistas, os principais críticos à Teoria Neomalthusiana, seguia caminho oposto às ideias de Malthus, na qual o aumento das taxas de natalidade era resultado do subdesenvolvimento, e não a causa. De acordo com essa teoria, a pobreza existia porque havia deficit na educação, saúde e saneamento básico. Se o acesso às políticas públicas para a educação e atendimento médico fossem eficazes, o controle do crescimento populacional seria possível.

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As ideias da Teoria Malthusiana não contavam com a Revolução Verde que simplesmente fez crescer ainda mais a produção de alimentos, eliminando a possibilidade de crescimento por progressão aritmética. Thanos, com o poder das Joias do Infinito poderia simplesmente dobrar os recursos do Universo para que jamais houvesse fome, ao invés de matar metade de toda a vida. Uma nova variável, a pobreza, ao invés de alimentos, levaria a uma dificuldade maior do desenvolvimento de uma nação devido ao aumento populacional , em outras palavras, quanto mais a população crescesse, mas a pobreza e a criminalidade se inflaria na humanidade.

Em seu livro A evolução de tudo (Harper, 2015), o biólogo evolucionista e jornalista Matt Ridley resume a política de forma sucinta: “Melhor ser cruel para ser gentil.” A crença de que “os que estavam no poder sabiam melhor o que era bom para os vulneráveis ​​e fracos” levou diretamente a ações legais baseadas em questionável ciência malthusiana. Por exemplo, a Lei dos Pobres Ingleses, implementada pela rainha Elizabeth I em 1601 para fornecer comida aos pobres, foi severamente restringida pela Lei de Emenda à Lei dos Pobres de 1834, baseada no raciocínio malthusiano de que ajudar os pobres apenas os encoraja a ter mais filhos e, assim, exacerba. pobreza. O governo britânico teve uma atitude malthusiana semelhante durante a fome irlandesa da batata na década de 1840, observa Ridley, argumentando que a fome, nas palavras do secretário assistente do Tesouro Charles Trevelyan, era um “mecanismo eficaz para reduzir a população excedente.

Pensamos na eugenia e na esterilização forçada como um programa nazista de direita implementado na década de 1930 na Alemanha. No entanto, como o economista da Universidade de Princeton, Thomas Leonard, documenta em seu livro Illiberal Reformers (Princeton University Press, 2016) e o ex  editor do New York Times Adam Cohen nos lembra em seu livro Imbeciles (Penguin, 2016), a febre da eugenia varreu a América no início do século XX, culminando no caso da Suprema Corte de 1927, Buck v. Bell , no qual os juízes legalizaram a esterilização de cidadãos “indesejáveis”. O tribunal incluiu progressistas proeminentes Louis Brandeis e Oliver Wendell Holmes Jr., o último dos quais decidiu: “Três gerações de imbecis são suficientes”. O resultado: esterilização de cerca de 70.000 americanos.

Thanos detinha um senso de igualdade entre as criaturas que desejava destruir, enquanto as Teorias Malthusiana e Neomalthusiana, por óbvio, eram destinadas aos mais pobres e vulneráveis. Afinal, cientificamente são os que mais são afetados por políticas de controle de natalidade. Já Thanos não decidia por si mesmo quem viveria e quem morreria. Isso ficaria a cargo do Destino. Seu modus operandi era simplesmente dividir a população do planeta dominado ao meio, e assim metade deles era dizimado, enquanto a outra viveria para contar a história.

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Thanos mostra, através do poder da Joia da Realidade, as consequências do descontrole populacional em Titã, sua Terra Natal. cena de Vingadores: Guerra Infinita (2018)

A solução para a superpopulação não é forçar as pessoas a terem menos filhos, e sim por meio de governança democrática, livre comércio, acesso ao controle de natalidade e educação e empoderamento econômico das mulheres, para tirar as nações mais pobres da pobreza. Políticas de controle de natalidade não seriam viáveis, e vendo o fim de seu planeta, o tempo não estava a favor. Por isso, Thanos sai em busca das Joias do Infinito para que, apenas em um estalar de dedos consiga trazer um equilíbrio para o Universo, o equilíbrio entre a escassez e a sobrevivência da vida.

Os países mais ricos com maior segurança alimentar têm as menores taxas de fertilidade, enquanto os países com maior insegurança alimentar têm as maiores taxas de fertilidade. A China, lar de um sétimo da população atual até o fim do século passado detinha a Política do Filho Único, uma clássica forma de colocar as ideias de controle populacional em prática. A eugenia perpetrada pelo nazismo durante os eventos da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) também bebe da fonte de Malthus. No fim das contas, o Titã Louco do mundo cinematográfico da Marvel é bem mais humano do que poderia se imaginar.

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Mas que dogs


“Onde houver ódio que eu leve amor”


“Ele disse: ‘Mas, mãe, é só um beijo! A minha escola não tem gás há dois dias. Não era isso que o prefeito deveria estar vendo?'”, afirma a Camila Motta, 30 anos, a ideia do cartaz veio do menino, sem nenhuma interferência de adultos. Lola Ferreira – UOL Entretê

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The Who – My Generation

The Who – My Generation

People try to put us down
(Talkin’ ‘bout my generation)
Just because we get around
(Talkin’ ‘bout my generation)
Things they do look awful cold
(Talkin’ ‘bout my generation)
Hope I die before I get old
(Talkin’ ‘bout my generation)

It’s my generation
It’s my generation, baby

Why don’t you all fade away
(Talkin’ ‘bout my generation)
And don’t try to dig what we all say
(Talkin’ ‘bout my generation)
I’m not trying to cause a big sensation
(Talkin’ ‘bout my generation)
Just talkin’ ‘bout my generation
(Talkin’ ‘bout my generation)

It’s my generation
It’s my generation, baby

Why don’t you all fade away
(Talkin’ ‘bout my generation)
And don’t try to dig what we all say
(Talkin’ ‘bout my generation)
I’m not trying to cause a big sensation
(Talkin’ ‘bout my generation)
Just talkin’ ‘bout my generation
(Talkin’ ‘bout my generation)

It’s my generation
It’s my generation, baby

My, my, my, my generation

People try to put us down
(Talkin’ ‘bout my generation)
Just because we get around
(Talkin’ ‘bout my generation)
Things they do look awful cold
(Talkin’ ‘bout my generation)
Hope I die before I get old
(Talkin’ ‘bout my generation)

It’s my generation
It’s my generation, baby

Talking ‘bout my generation (my generation)
Talking ‘bout my generation (my generation)
Talking ‘bout my generation (my generation)
Talking ‘bout my generation (my generation)

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Horrible Histories

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A culpa é de quem!

O povo é a polícia e a polícia é povo, a polícia nada mais é que aqueles, pagos e uniformizados, para fazer aquilo que é dever de todos nós. Sir Robert Peel (Pai do policiamento moderno do Reino Unido/1828)


politicosvermes

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