A maior mentira contada contra a humanidade

MANIFESTO
CARTA ABERTA DE EXPOSIÇÃO DA OMS (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE)

Você já parou para pensar no absurdo que é a proibição da maconha ao redor do mundo? Já parou para se perguntar por que tanta criminalização e perseguição a uma “simples planta”? Doctor Banz

É justamente isso. A maconha pode ser tudo, menos, uma “simples planta”. E todo mundo já sabe disso.

Hoje em dia, milhares de pessoas já se beneficiam da maconha com tratamentos medicinais. Além disso, ela gera energia, tecido, fibra, alimento e estima-se que é possível diversificá-la em mais de 20 mil produtos. Todos biodegradáveis e autossustentáveis. Perfeitos para os dias em que vivemos e nossas reais necessidades.

Com tantos benefícios e diversidade, ela só poderia se tornar um perigo eminente para as grandes corporações que logo, mostraram-se como a grande mola propulsora e uma das principais causadoras de sua proibição em boa parte do mundo.

Mas a algo bem pior por trás disso tudo e todo o esforço do lobby corporativo proibicionista perdem sua importância quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) assume toda a responsabilidade, atestando para o mundo inteiro que a maconha é uma droga letal, como fez na Convenção única de 1961, estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU).

A partir daí, a maconha passa a ser proibida no mundo inteiro, praticamente. A partir dessa mentira! Uma mentira consciente que gera um prejuízo incalculável para a humanidade e a biodiversidade de todo o planeta, até os dias atuais.

Aliás, eles sempre souberam que a maconha é muito mais do que uma droga. Uma das plantas mais versáteis de toda a flora, que poderia mudar o estilo de vida de todo o planeta.

Diante disso, tentar calcular o prejuízo à vida humana, gerado por essa mentira, seria o mesmo que somar todas as pragas, conflitos, guerras, racismo, xenofobia e mortes ao redor do mundo desde o início de nossa sociedade até a atual guerra as drogas, e não chegaríamos perto desse número. É estarrecedor.

Esse cálculo torna-se inimaginável e incalculável, quando se acrescenta mais de 60 anos de paralização de pesquisa científica. O resultado é um absurdo tão gigantesco que poderíamos dizer que essa é uma das mentiras que mais prejuízo gerou ao planeta e a todos nós. Desafiamos a você tentar fazer esse cálculo!

Não se acaba com uma doença, tomando remédio para a dor. E sim, atacando a causa. Estamos enxugando gelo.

Quando rebobinamos a fita, percebemos que todo problema em relação à maconha, tem origem nessa covarde e cruel mentira. Assinada e abalizada pela ONU e principalmente por quem quer gerir nossa saúde, a OMS.

É cruel demais. Covarde demais.
Eles têm que ser expostos.
Eles têm que assumir essa culpa!
A OMS tem que pagar por esse crime hediondo!

(Antonio Zanon)

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zanonartcontato@gmail.com

Manifesteze-se: CDB e Olímpiadas, as Cannalimpíadas!, SOBRE MACONHA, Milton Friedman, MACONHA E A VANGUARDA BRASILEIRA, Uma breve história da maconha, Maconha, o prozac dos pobres?!?, O pai da maconha medicinal moderna, Fibra de “maconha” na produção têxtil, Tabaco e álcool sim, Maconha não. Por que?!?, Vaginóides!

O Real Resiste

O Real Resiste – Arnaldo Antunes – Youtube

Conheça a história de “O Real Resiste” novo clipe de Arnaldo Antunes com imagens da Mídia NINJA – Youtube

The policeman, negro e da periferia?!?

Quem é a pessoa por trás do uniforme?!?

No período pós-Abolição, cientistas argumentavam ma visão calcada na antropometria; as afirmações demonstravam uma inferioridade dos africanos, a partir dos traços fenotípicos (cor da pele, lábios grossos, textura do cabelo), e uma capacidade degenerada de reprodução de seus descendentes, que influenciaria a composição do povo brasileiro.

Fonte: Farda & “cor”: um estudo racial nas patentes da polícia militar da Bahia. Jaime P. Ramalho Neto – Mestre em Estudos Étnicos e Africanos pela Universidade Federal da Bahia

Dia da consciência negra e dos seres humanos

A foto é capa do disco “Samba Enredo”, do Martinho da Vila.

“Saíram da África 12 milhões e meio de seres humanos. Chegaram 10 milhões e 700 mil. Morreram na travessia 1 milhão e 800 mil pessoas. Se dividir isso pelo número de dias, dá 14 cadáveres, em média, lançados ao mar todos os dias ao longo de 350 anos. Um número tão alto que, segundo depoimentos da época, isso mudou o comportamento dos cardumes de tubarões no Oceano Atlântico, que passaram a seguir os navios negreiros”. Conversa Com Bial – gshow
20 músicas para 20 de Novembro, tem música afirmativa, música combativa e música de celebração. Toca Fitas

Sandra de Sá – Olhos Coloridos (1982)
Gilberto Gil – Sarará Miolo (1979)
Martinho da Vila – Nego, Vem Cantar (1974)
Tássia Reis – Se Avexe Não (2014)
Rappin’ Hood (part. Leci Brandão) – Sou Negrão (2001)

Ellen Oléria – Zumbi (2013)
Emicida – Mufete (2015)
Emílio Santiago – Brother (1975)
Tim Maia – O Caminho do Bem (1976)
Dona Ivone Lara (part. Jorge Ben Jor) – Sorriso Negro (1981)

Wilson Simonal – Tributo a Martin Luther King (1967)
Xênia França – Respeitem Meus Cabelos, Brancos (2017)
Itamar Assumpção – Vá Cuidar da Sua Vida (1998)
Rashid – Estereótipo (2017)
Toni Tornado – Podes Crer, Amizade (1972)

Thaíde & DJ Hum (part. Paula Lima e Ieda Hills) – Sr. Tempo Bom (1996)

Daúde – Ilê Ayê (Que Bloco é Esse?) (2002)
Margareth Menezes – Raça Negra (1993)
Rincon Sapiência – A Coisa Tá Preta (2017)
Jorge Ben Jor – Negro é Lindo (1971)

“Na economia escravagista havia até um negócio paralelo, tão constrangedor que nunca recebeu grande destaque na história da escravidão: a reprodução sistemática de escravos, com objetivo de vender as crianças, da mesma forma como se comercializam animais domésticos. Era uma prática tão repulsiva que são esparsos os relatos de experiências conduzidas em Portugal, na Espanha e nos Estados Unidos. Uma delas foi registrada no palácio ducal de Vila Viçosa, sede dos duques de Bragança, a dinastia que assumiria o trono de Portugal a partir do fim da União Ibérica, em 1640, com a ascensão de dom João IV ao poder. Ao visitar o local, em 1571, o italiano Giambattista Venturino se surpreendeu com a existência ali de um centro de reprodução de escravos. Segundo ele, eram tratados da ‘mesma forma como manadas de cavalos são na Itália’, com objetivo de obter o maior número possível de crianças cativas, que seriam vendidas em seguida por preços entre trinta e quarenta escudos”. Rodrigo Casarin – UOL Entretê

Negre-se: Manuel Edmilson da Cruz, 30 Matrix indígenas, África Liberdade, Santo Padre José de Anchieta, Cultura da paz?, Bandeirantes Modernos, Te desejo Vida, O que é ser defensor dos direitos humanos, afinal?, Boas Práticas Legislativas

Os heróis anônimos que emprestaram seus corpos à luta pelos direitos civis nos EUA

A luta pelos direitos civis nos Estados Unidos partiu de pessoas comuns, como eu e você. Em 1961, indivíduos de todas as etnias decidiram protestar de forma silenciosa pelo direito dos negros a viajar de ônibus, sentados em qualquer lugar do veículo. Na época, as leis em vigor no sul do país definiam que determinados assentos em ônibus interestaduais só poderiam ser usados por pessoas brancas.

Com base na ideia de desobediência civil e protestos não violentos, surgiu o movimento que ficou conhecido como “freedom riders” ou “viajantes da liberdade”. Pessoas negras e brancas viajavam em grupos, com o objetivo de desrespeitar as leis segregacionistas e permitir que viajantes negros pudessem sentar em qualquer lugar do ônibus.

No conservador estado do Missouri, muitos destes ativistas terminaram presos. Alguns dos veículos em que os protestos ocorreram foram também alvos de ataques realizados pela Ku Klux Klan. Vivimetaliun

O site The Pop History Dig reuniu fotografias destes heróis anônimos ao serem fichados pela polícia e elas são o verdadeiro retrato da luta pelos direitos civis.

Fonte:via Fotos via The Pop History Dig

A grande Rosa Parks sendo presa no Alabama, em 1956, poucos meses após ter se recusado a ceder seu lugar em um ônibus para um passageiro branco – gesto que levou ao boicote dos ônibus pela população negra e tornou-se um marco na luta pelos direitos civis.

Para colocar em perspectiva o racismo no mundo, é importante olhar para trás e perceber há quão pouco tempo a segregação racial era legal, legitima e posta em prática em diversos países – como, por exemplo, nos Estados Unidos. Mesmo passados cem anos do fim da Guerra Civil americana, em 1865, e da abolição da escravidão, nos anos 1960 – ou seja, ontem – o país ainda separava negros de brancos em praticamente toda e qualquer instância social.

Integrantes do grupo racista Ku Klux Klan reúnem-se ao redor de uma cruz em chamas no estado da Geórgia, em 1962

Integrantes do grupo racista Ku Klux Klan reúnem-se ao redor de uma cruz em chamas no estado da Geórgia, em 1962

A própria Suprema Corte dos EUA determinou, no final do século XIX e até meados dos anos 1960, que se as raças permanecessem “separadas, mas iguais”, a segregação racial não seria considerada violação da constituição americana. Somente após muita luta – e muitas prisões, agressões e mortes – através do movimento pelos direitos civis que, em 1964 a Lei dos Direitos Civis e, no ano seguinte, a Lei dos Direitos de Voto garantiram a igualdade racial nos Estados Unidos – ao menos, na letra fria da lei. https://vivimetaliun.wordpress.com/2017/04/26/imagens-de-quando-a-segregacao-racial-era-legal-nos-eua-lembram-a-importancia-de-combater-o-racismo/

Alexandra Baldeh Loras

Alexandra Baldeh Loras é ex-consulesa da França em São Paulo e considerada hoje uma das líderes francesas mais influentes. Jornalista formada na tradicional Sciences Po, é uma ativista engajada na discussão sobre a representação da população negra na mídia e na educação e os efeitos que isso tem na construção da identidade negra, especialmente das crianças.

Inspiração é a palavra de ordem. Segundo a ex-consulesa, uma importante forma de combater o racismo é trabalhar a autoestima das crianças, resgatando narrativas sobre protagonistas negros que realizaram importantes feitos na história da humanidade. “Somos responsáveis por reconstruir e reequilibrar a história, mostrando toda a contribuição à civilização dos afrodescendentes”.

Alexandra conta que é frequente, durante recepções em eventos e jantares no Consulado, que os convidados passem direto por ela, imaginando tratar-se de uma funcionária indicando o caminho para a festa, e não da consulesa os recepcionando, conforme determina o protocolo francês. Iolanda Barros – afreaka


O racismo é muito mais forte no Brasil do que em qualquer lugar por onde passei. Aqui nós não somos minoria. Pelo contrário, somos uma maioria. Então o problema é muito mais grave. Em outros lugares do mundo a questão racial pode ser tratada com descaso, por estar relacionada a uma pequena parte da população. Mas aqui é totalmente diferente. Há quem diga que o racismo no Brasil é velado. Não é velado de jeito nenhum. Estamos num País que ainda está numa dinâmica de feudalismo que, inclusive, choca os gringos. Uma dinâmica de ricos e pobres, em que os mais abastados são servidos pelos mais pobres, sem ninguém questionar. Aliás, ninguém questiona o uniforme branco das babás por aqui, que nada tem a ver com higiene. Tem a ver, sim, com o período da escravidão, quando as mulheres escravizadas trabalhavam na casa-grande. Elas tinham que se apresentar sempre de branco, limpinhas, para se diferenciar dos negros escravizados que trabalhavam no campo. Esse uniforme já era uma questão de status. Em nenhum outro país as babás estão vestidas de branco, só no Brasil. Geledés

MC SOFFIA

“Eu já quis ser branca, minha mãe quase surtou (…) Através da minha música quero que outras crianças sejam livres. Dirigido por Renata Martins.

“Minha música fala sobre racismo, sobre as meninas aceitarem seus cabelos e sobre crianças negras. Quero muito que todas as meninas que escutam meu som passem a se aceitar mais”. Billboard

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Clipe oficial da música: Menina Pretinha

MC Soffia começou a sua carreira aos 6 anos de idade, logo após participar do projeto “O Futuro do Hip Hop”. RAP BOX Ep.80

 

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Isso é normal?

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Você entraria num avião pilotado por uma mulher que já abortou? Se o aborto for legalizado, isso será normal. WandNews

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Bolsa família

Os povos que viviam na terra chamada de Pindorama – quando chegou Cabral – se organizavam em grandes grupos, mas não chegaram a formar civilizações como aconteceu com os incas, maias e astecas, em outras regiões deste grande continente. Os daqui eram nômades e coletores. Viviam num espaço tão generoso em água e frutos que não tinham ainda encontrado necessidade de organizar cidades ou outras estruturas parecidas como já faziam os povos andinos, premidos pelo ambiente inóspito. Hoje, sabe-se que todos os povos do continente de alguma forma se conheciam e se encontravam, como prova o Caminho de Piabeiru, que sai do litoral sul de Santa Catarina até a região inca, ligando os dois oceanos. O que faz crer que outros caminhos havia e que muitos encontros de davam, não necessariamente de conquista. Enfim, as gentes viviam aqui do seu jeito e com sua organização. Essa não era uma terra vazia. Elaine Tavares

A primeira missa no Brasil foi celebrada em um Domingo, dia 26 de abril, na ilhota da Coroa Vermelha. O que Victor Meirelles representou em seu quadro de 1860 é a primeira Missa celebrada em terras continentais do Brasil, na sexta-feira, 1º de maio de 1500. Salvem a Liturgia!

O processo de colonização levou á extinção de muitas sociedades indígenas que viviam no território dominado, há estimativas sobre o número de habitantes nativos naquele tempo que variam de 1 a 10 milhões de indivíduos, estes números nos dão uma idéia da imensa quantidade de pessoas e sociedades indígenas inteiras exterminadas, seja pela ação das armas e da força, seja pelo contágio de doenças trazidas dos países europeus para as quais os índios não tinham anticorpos ou ainda, pela aplicação de políticas visando a “assimilação” dos índios à nova sociedade implantada, com forte influencia européia. Portal São Francisco
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O tupi (ou tupi-guarani) é a língua indígena brasileira, hoje extinta, pertencente ao grupo linguístico nativo tupi-guarani. Era originário dos índios tupinambá, ramo do grande povo tupi (que significa “o grande pai” ou “líder”), que viviam ao longo da costa brasileira, sendo também os primeiros habitantes nativos do país, com os quais os portugueses estabeleceram contato. A partir desta língua formaram-se dois dialetos que são considerados línguas independentes: a língua geral paulista, agora extinta, uma mistura de Tupi com o Português (que até o final do século XVIII manteve-se como a “língua brasileira”, isto é, a língua da maior parte da população do país) e o nheengatu, a língua geral da Amazônia, que até hoje é falada naquela região. Gabriele D’Annunzio Baraldi

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Ditadura da propaganda

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Luis Nassif

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Lincoln Gordon escreveu ainda ao Departamento de Estado de seu país que o sigilo da fonte era essencial, ou seja, era para manter segredo sobre o interlocutor tanto do embaixador quanto do general: Roberto Marinho. Apocalipse News

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3º opção

3º opção – Trilha Sonora Do Gueto

celular óctoc
na mão,
do zé polvim é uma arma poderosa nisso eu acredito sim
embocamo num assalto de pistola e matraca
e eu grudei logo o gerente
com a quadrada engatilhada
o meu parceiro com a matraca
dominava o salão
zé povim era mato
tudo deitado no chão
nóis achava que é o seguinte
que o baguio tava aguentado
mó engano sangue bom ,
tava memo era cercado
tinha rota
tava o goe a pm mais o gate
tava tipo aquela fita que cê viu na reportagem e eu grudado cum refém , comecei raciocinar
os motivos que fizeram eu no crime ingressar
residente do capão ,
ser humano pique jão
que não teve uma cultura
uma boa educação
morador de uma favela
que aprendeu morre por ela
nego ,né comédia não ,
sofredor que num dá guela
voltando para a real ,
eu me vi logo enquadrado
me lembrei ni um minuto
que eu tava ni um assalto
escutava gritaria
vamo pega ele já
vagabundo num tem vaga nesse mundo que deus dá
veja bem como é as coisa ninguém tinha coração
só eu e deus sabia da minha situação
eu peguei minha quadrada fui pa guerra com o sistema
só que pá é o seguinte sempre existe um dilema
a vida traiçoeira me pregou uma lição
eu só tinha 2 minutos pra vive 3 opção
se eu saisse pelo fundo eu morria assassinado
se eu vazasse pela frente pelos bico era linchado
e a 3º opção
era eu engatilhar a quadrada na cabeça
e eu mesmo me matar
só que deus tava presente
acredite eu
não me engano
em fração de 2 segundo
eu bolei aquele plano
“ai chara é o seguinte
eu só vo me entrega
quando aquele sem futuro
do datena me filma
to ligado que pu seis
eu nun valo um real
só que seis invadi
o refém vai passa mal
ele tá todo borrado ta mijado ta com medo
ta pagando até com juros
o racismo e o preconceito
derrepente” pá pá
caraio que tiroteio
fiquei com a cabeça a mil
me bateu um desespero
mais se eu sai daqui eu vo muda (2x)
parece que é hoje
quando eu da cena lembro
minha roupa cheia de sangue
eu algemado mo veneno
linchado pelos bico
com ajuda dos gambé
desacerto no crime
eu to ligado qual que é
um dia é da caça
outro do caçador
ditado que meu pai
já herdara do meu vô
quando eu era pivete
me lembro ele dizia
um homem sem moral
sempre entra numa fria
mas só que eu cresci
desandei virei ladrão
eu só tinha 18
quando eu fui pra detenção
ai choque a rua tá daquele jeito hó
mo par de mano armado nun
encherga um palmo na frente do nariz
pensa que é super ladrão
super heroi
só que ai jão
são paulo nun é hollywood
os cara ta iludido o diabo dá o pé
pra suaga até a alma
sorte que eu tenho os parceiros
lado a lado comigo
pra debater minhas loucuras
seis deve ta achando que isso é ibope
ibope é trabalha
eu encano era lok
os manos na ventana
gritava “vai morre
triagem na cadeia
se não tive proceder”
foi lá que eu conheci
a tal dá rua 10
também foi lá que eu li a história de moises
o tempo foi passando
eu fui me adaptando
e quando eu fui nota
já passara 7 ano
bem que o meu pai dizia
“filho o tempo é rei
tentei te dar o melhor me desculpe se eu falhei”
aquilo na minha mente batia tipo tyson
viver na detenção tem que ser homem de aço
o homem só é grande quando ele se ajoelha diante do senhor pra tomar puxão de orelha
naquela madrugada
não consigui dormi
fazendo um castelo
liberdade vem ni mim
o tempo foi passano
meu corpo foi cansano
o dia clariano
na seqüência eu fui deitano
mais se eu sai daqui eu vo muda
dá meu revolver enquanto cristo não vem
mais se eu sai daqui eu vo muda
mais de 15 caras lá fora diversos calibres
mais se eu sai daqui eu vo muda
quero sair do inferno e não volta mais
mais se eu sai daqui eu vo muda
vida loka o os bandido beneficente, maluco consciente
mais se eu sai daqui eu vo muda
este é um testemunho de um homem

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