Narciso de ébano

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Osvaldão foi menor abandonado, adolescente fugitivo da Febem, e agora, passados os seus trinta anos de idade, tornara-se um homem desempregado e sem perspectivas. Um cidadão exemplar do terceiro mundo. Sem que disso tivesse consciência, Osvaldão era a estatística mais bem-acabada do capitalismo globalizado e dos excluídos pelo neoliberalismo. E, além disso, negro.

Osvaldão carregou sempre o estigma de viver numa sociedade morena sem preconceitos de raça e de doce miscigenação. Seu único orgulho, adquirido em meio a mitos e tabus de uma forçada promiscuidade pela sobrevivência, era o membro viril que carregava sob as calças rotas de algodão. Troféu de pouco uso, dada a sua condição social, mas manuseado a saciedade. Já fora procurado por homens e mulheres que tinham ouvido falar do instrumento. Alguns, por curiosidade; outros, pelo desejo de consumo. Era o único capital que dispunha Osvaldão.

Tratava o membro da melhor maneira possível, venerava-o quase. Costumava exibi-lo nos finais de tarde junto às paredes da catedral da Sé, sem preocupações, sem malícias, com carinho. Empinando-o, como a um cabo de um látego de ébano, vendia seu produto como qualquer outro ambulante da região.

ALMADA, Izaias. O vidente da Rua 46: contos eróticos. Editora Mania de Livro. SP, 2001. p. 23.

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Quem lê melhora o mundo. Leia e deixe um livro em algum lugar público.

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Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas

Parágrafo único. Pode a União autorizar o plantio, a cultura e a colheita dos vegetais referidos no caput deste artigo, exclusivamente para fins medicinais ou científicos, em local e prazo predeterminados, mediante fiscalização, respeitadas as ressalvas supramencionadas. LEI Nº 11.343, DE 23 DE AGOSTO DE 2006.

O CQC resolveu entrar no debate sobre a legalização da Cannabis e foi atrás de especialistas, usuários, partidários contrários e até do ex-presidente FHC para ajudar a esclarecer o assunto. Grupo Bandeirantes de Comunicação

“Cultivar a liberdade para não colher a guerra”
Marcha-PM

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