Roda Viva – Ailton Krenak – 19/04/2021

Roda Viva | Ailton Krenak | 19/04/2021

No Roda Viva, a jornalista Vera Magalhães recebe o ambientalista e escritor Ailton Krenak. Considerado uma das maiores lideranças indígenas do Brasil,

Ailton Krenak é filósofo, escritor, poeta e jornalista. Se dedica à defesa dos direitos indígenas desde a década de 80. Fundou a ONG Núcleo de Cultura Indígena, organizou a Aliança dos Povos da Floresta e é doutor honoris causa pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em Minas Gerais.

Krenak nasceu na região do Vale do Rio Doce, uma área profundamente afetada pela atividade de mineração, uma das maiores ameaças aos povos indígenas, que também sofrem com as invasões das terras demarcadas e com a exploração da madeira. #RodaViva

Krenakze-se: Ailton Krenak: próxima missão do capitalismo é se livrar de metade da população do planeta, 20 ideias para girar o mundo – Ailton Krenak, Ailton Krenak, CONSTELAÇÕES INDÍGENAS, Society 5.0, Martírio

Maior encontro dos povos indígenas do Brasil será on-line

O Acampamento Terra Livre é o evento em que povos indígenas de todo o País se reúnem para fortalecer a luta e a resistência do movimento indígena.

Esse ano, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) convoca uma mobilização virtual para realizar a 16ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL). Diante da nova ameaça causada pela pandemia da covid-19, do crescimento das invasões nos territórios indígenas, do aumento de assassinatos e criminalização de lideranças, o formato virtual do encontro pretende alertar sobre a real possibilidade de um novo genocídio e denuncia o descaso do Governo Bolsonaro em garantir a proteção de nossos povos ancestrais.

A programação do evento terá início na segunda-feira, dia 27, a partir das 9h, e transmitirá encontros, reuniões, lives, pajelança, cantos, danças tradicionais, mostra de filmes indígenas, debates entre mulheres de diferentes etnias, além de mesas com grandes lideranças, indigenistas, antropólogos e outras interações que conectam povos de todo o Brasil no ambiente online.

Nos painéis de discussões, os temas variam entre “Saúde indígena e o racismo institucional”, “Os povos indígenas em tempos de Coronavírus”, “Agenda LGBTQ + Indígenas”, “Enfrentamento às mudanças climáticas, aumento do desmatamento e o impacto no pós-pandemia”, “Direitos Indígenas, violações e  autoritarismos”, “Os processos migratórios dos povos indígenas no Acre e a covid-19”, “Histórias sobre as primeiras retomadas no sul do Brasil”, “Mesa internacional”, entre muitos outros.

Em tempos em que o isolamento social incentiva as criminosas invasões de madeireiros, garimpeiros, missionários e grileiros nas Terras Indígenas, quando a violência e os ataques aos territórios só aumentam e o governo federal acintosamente desarticula instituições importantes na defesa dos povos, como IBAMA e FUNAI; a APIB e a MNI (Mobilização Nacional Indígena) convocam a sociedade brasileira para participar do ATL 2020, que representa a luta e a resistência dos indígenas do Brasil.

“O alerta está dado, a luta indígena é urgente e a sociedade precisa apoiar essa causa, que é de todos nós”, convida Sônia Guajajara, coordenadora da APIB.

O evento é organizado pela APIB e suas organizações de base junto à MNI  – e as organizações que a compõem.

Serviço:

Data: de 27 a 30 de abril de 2020

Onde: nas redes sociais da APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil)

A programação será hospedada no site http://apib.info/

Contato à imprensa:

Yaponã Bone: (99) 98126 4090

Caio Mota: (65) 99686 6289

Canais:

Youtube: https://bit.ly/2VQtwvd

Instagram: @apiboficial

Facebook: https://www.facebook.com/apiboficial/

Hashtags: #ATL2020 #SangueIndigenaNenhumaGotaMais #AbrilVermelho #ATLOnline #ATLEmRedes #ResistenciaIndigenaOnline

Livreze-se: Sangue Indígena: no more blood!, Nave Mãe humana, Reza a terra, SÓ É ÍNDIO QUEM OPTA POR SER!, Terra sem males, Comida de gente, Índias, Bandeirantes Modernos, Existe água em SP, O rapaz comprou um passarinho por $10 reais

RE 1.017.365

Em abril, o STF reconheceu a repercussão geral do Recurso Extraordinário (RE) 1.017.365, caso que discute uma reintegração de posse movida contra o povo Xokleng, em Santa Catarina. Por isso, no prazo de um ano, a Suprema Corte poderá dar uma solução definitiva aos conflitos envolvendo terras indígenas no país, e garantir um respiro às comunidades que se encontram, atualmente, pressionadas por poderosos setores econômicos.

Por este motivo, no 15º Acampamento Terra Livre (ATL), os povos indígenas decidiram realizar uma vigília em frente ao STF, para chamar a atenção à luta por justiça histórica e em defesa de seus direitos originários.

Entenda do que se trata esse julgamento e o que está em jogo. Mobilização Nacional Indígena


No limite, o que está em jogo é o reconhecimento ou a negação do direito mais fundamental aos povos indígenas: o direito à terra. Há, em síntese, duas teses principais que se encontram atualmente em disputa: de um lado, a chamada “teoria do indigenato”, uma tradição legislativa que vem desde o período colonial e que reconhece o direito dos povos indígenas sobre suas terras como um direito originário – ou seja, anterior ao próprio Estado. A Constituição Federal de 1988 segue essa tradição e garante aos indígenas “os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam”. Do outro lado, há uma interpretação mais restritiva, que pretende restringir os direitos dos povos indígenas às suas terras ao reinterpretar a Constituição com base na tese do “marco temporal”.


A tese do marco temporal defende uma interpretação mais restritiva dos direitos constitucionais dos povos indígenas. Nessa interpretação, defendida por ruralistas e setores interessados na exploração dos territórios indígenas, os povos só teriam direito à demarcação das terras que estivessem sob sua posse no dia 5 de outubro de 1988, ou que estivessem sob disputa física ou judicial.Na avaliação de indigenistas, juristas, lideranças indígenas e do Ministério Público Federal (MPF), essa é uma tese perversa, pois legaliza e legitima as violências a que os povos foram submetidos até a promulgação da Constituição de 1988. Além disso, essa posição ignora o fato de que, até 1988, os povos indígenas eram tutelados pelo Estado e não tinham autonomia para lutar, judicialmente, por seus direitos.

Na origem, o juízo considerou que houve tumulto no exercício da posse da área da reserva pela presença da reserva biológica pela presença dos índios na região, e ressaltou, na sentença, que não há elementos que permitam inferir que as terras sejam tradicionalmente ocupadas pelos índios, ao observar que quem ocupa a área, para fins de preservação ambiental, é a parte autora (Fatma).

No RE, a Funai alega que a decisão, que foi mantida pelo TRF, ofende o artigo 5º (incisos XXXV, LIV e LV) e o artigo 231 – sobre o reconhecimento da posse e usufruto de terras tradicionalmente ocupadas pelos índios – da CF/88. A fundação sustenta que a área em questão já foi reconhecida como de tradicional ocupação indígena, tendo sido afastada a interpretação do artigo 231 da CF/88 pelo TRF da 4ª região, privilegiando o direito de posse daquele que consta como proprietário no registro de imóveis em detrimento do direito originário dos índios. Migalhas

O relator do caso, ministro Edson Fachin, defendeu a ampla participação de todos os setores interessados no tema, dada a importância da matéria. Tal participação pode se dar partir da figura do amicus curiae – termo em latim que significa “amigo da corte” e que permite que pessoas, entidades ou órgãos com interesse e conhecimento sobre o tema contribuam subsidiando o tribunal. Por esse caminho, comunidades e organizações indígenas deverão estar habilitadas a contribuir com o processo. CIMI – CONSELHO INDIGENISTA MISSIONÁRIO

Poetize-se: Radio Yandê, Parabéns Néstle, Adriana Plens e o Tanque Grande, Mão Santa, O papel da lareira, Trator, 30 Matrix indígenas, Território, O Brasil visto do Céu, Mapa da indecência, Conhecimento Ancestral, Bolsa ruralista, quer que desenhe?, Coletores de sementes, Mapa dos ecossistemas intactos da Terra, Biblioteca Web, Princípio do ou não, Árvores?

Sangue Indígena: no more blood!

A demarcação de terras indígenas é um direito constitucional dos povos originários, reconhecido no Brasil desde 1988. No entanto mais de 400 territórios continuam por demarcar devido aos grandes interesses da indústria de exploração de minério, das madeireiras e do chamado agronegócio, levando a confrontos violentos entre os latifundiários e os indígenas, que acabam muitas vezes feridos ou mortos.

As florestas brasileiras são preciosas para manter a temperatura do planeta abaixo dos 1.5o C e as comunidades indígenas e tradicionais são uma peça chave para travar as alterações climáticas, pois através das suas tradições e culturas mantêm os ecossistemas em que habitam vivos e saudáveis.


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Arrendamento de terras indígenas ilegal

O Estado fez um levantamento inédito sobre as terras indígenas que hoje são alvo desse tipo de atividade irregular. Segundo dados fornecidos pela Fundação Nacional do Índio (Funai), por meio da Lei de Acesso à Informação, atualmente, 22 terras indígenas do País possuem áreas arrendadas para produtores. As negociações clandestinas entre produtores e indígenas incluem desde o pagamento de mensalidades para os índios, até a divisão da produção colhida ou vendida. André Borges – O Estado de S. Paulo09 Dezembro 2018, 05h00
As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios são bens da União, conforme o art. 20, XI, da Constituição Federal, sendo que os silvícolas possuem apenas o usufruto da terra, sendo vedada qualquer forma de disposição, alienação ou arrendamento. O Estatuto do Índio também define que as terras indígenas não poderão ser objeto de arrendamento ou qualquer ato ou negócio jurídico que restrinja o pleno exercício da posse direta pela comunidade indígena. Dessa forma, o arrendamento de terras indígenas é prática ilegal. Comunicação Social da Polícia Federal em Chapecó/SC

A Funai disse que tem procurado enfrentar essas situações para retirar os produtores externos das terras. Nos casos em que os povos indígenas manifestam interesse em continuar produzindo o que quer que seja, a fundação declarou que “tem organizado processos de transição que possam contribuir para que os povos indígenas se apropriem das técnicas e se capitalizem” para seguirem independentes. Racismo Ambiental

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MEDICINA TRADICIONAL YANOMAMI ON-LINE

“Quando alguém na aldeia adoece a aplicação dos remédios extraídos da floresta é feita em conjunto com a ação do xamã. O conhecimento sobre estes remédios era mantido e repassado tradicionalmente pelas mulheres idosas, que os aplicavam em complemento e em acordo com o trabalho de cura dos xamãs”.

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Kami Yamaki Urihipë, Nossa Terra-Floresta é uma entidade viva, um ser da natureza que nos dá a comida e a cura. O manual de remédios tradicionais yanomamis vêm mostrar um pouco dessa riqueza que é nossa, brasileira. GreenMe.com.br

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Aqui você poderá fazer o download do Manual de Medicina Yanomami

Os Yanomami são um dos maiores povos indígenas no Brasil. Atualmente são 22 mil pessoas que vivem nos estados do Amazonas e Roraima, no norte do País e nas regiões venezuelanas fronteiriças com o Brasil.

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“A terra-floresta só pode morrer se for destruída pelos brancos. Então, os riachos sumirão, a terra ficará friável, as árvores secarão e as pedras das montanhas racharão com o calor.

Os espíritos xapiripë, que moram nas serras e ficam brincando na floresta, acabarão fugindo. Seus pais, os xamãs, não poderão mais chamá-los para nos proteger.

A terra-floresta se tornará seca e vazia. Os xamãs não poderão mais deter as fumaças-epidemias e os seres maléficos que nos adoecem. Assim, todos morrerão.” GreenMe.com.br

Enxergue mais: CONTRA TODOS OS MALESRELATÓRIO FIGUEIREDOA INVASÃO DO BRASILEMVEXPERIMENTO CIENTÍFICO?GRAVIOLATHE LONE RANGERINSTANTLY AGELESS ™ÍNDIO EDUCANO CAPÃO REDONDO, NINGUÉM SONHA EM SER MÉDICOREMÉDIO QUE CURA QUALQUER DOENÇA, VIDACELL®UTILIDADES DA ASPIRINA PARA A SUA BELEZA.HINO NACIONAL EM DIALETO TICUNAPLANKTON INVASIONUM MAR DE INFORMAÇÕES!!!RESERVE™TERRA SEM MALESSUCO DE LIMÃO E BICARBONATO

 

A Invasão do Brasil

A Invasão do Brasil: um olhar poético sobre os povos indígenas, em exposição fotográfica. Mônica Nunes – Conexão Planeta.

Em 14 imagens deslumbrantes, o fotógrafo indigenista Renato Soares revela a cultura e a beleza dos povos de várias etnias na exposição A Invasão do Brasil, na Biblioteca Alceu Amoroso Lima, em São Paulo, de 15 a 30 de abril. A mostra, que faz parte das celebrações pelo mês em que se celebra o dia dos índios (19).

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“A ideia não é fazer grandes exposições em galerias, mas priorizar as áreas públicas, ir para as periferias. Queremos mostrar que existem personagens – que chamamos de índios –, que têm família como qualquer um de nós. Com esse trabalho, os índios ‘invadem’ os espaços públicos, mostrando o que têm de mais lúdico. Não é, portanto, uma invasão agressiva, mas uma invasão poética”.

O projeto da exposição, que tem o apoio da Prefeitura de São Paulo, começa na biblioteca Alceu Amoroso Lima, mas contempla a utilização não só de bibliotecas, mas também de parque urbanos, praças e espaços públicos (a programação ainda não está definida), com o intuito de disseminar a cultura ancestral dos povos indígenas, que aqui viviam antes da chegada de Cabral. É como se os índios iniciassem uma retomada pacífica (e artística) de seu território.

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As fotos revelam a riquíssima diversidade cultural e étnica desses povos. Lá estão a dança do Toré dos Pankararu, as flautas Uruá do Alto Xingu, os cantos no pátio circular das aldeias Krahô, a conversa em torno da fogueira e os rituais fúnebres dos Bororo Orientais e os ritos femininos das Yamurikumã, entre outras riquezas.

Nos anos 80 o fotógrafo indigenista Renato Soares descobriu sua paixão pelos índios. E, depois de muito viajar para tribos e conhecer mais a sua cultura – sentindo-se sempre muito à vontade na companhia de quaisquer etnias -, decidiu dedicar-se ao registro de seu cotidiano para torna-lo mais próximo do público, como também chamar a atenção deste para sua importância e fragilidade diante da voracidade da nossa civilização. Criou, então, o projeto Ameríndios do Brasil, que “resgata, por meio da imagem, esse personagem que se encontra enraizado em nossa alma, seus rituais que atravessaram o tempo e suas histórias que nos levam a um mundo, por vezes, ainda muito desconhecido”, ressalta ele.

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O projeto prevê o registro fotográfico das 305 etnias brasileiras – são 270 línguas diferentes! – em todo o Brasil. “É o trabalho de uma vida inteira”, destaca o fotógrafo e documentarista que já chegou a passar um ano imerso na cultura de algumas tribos, e hoje mergulha em sua cultura por três a quatro meses, longe da família e de São Paulo, onde vive.

Também faz parte de sua missão com os índios conscientizar os brasileiros sobre a importância de protegê-los e preservá-los e nunca explorá-los. Por isso, ele respeita seu direito de uso de imagem. Assim, 30% do valor de tudo que comercializa – relacionado aos índios – é deles. “É uma forma de reconhecer seus direitos e fazer com que a fotografia tenha valor agregado. Dessa forma, ela ganha atuação social já que ajuda as comunidades”, finaliza.

Indios do Xingu - Yawalapiti
Indios do Xingu – Yawalapiti

Anote:
A Invasão do Brasil, de Renato Soares
Data: 15 a 30/4/2016 – Grátis
Horário: 2a. a 6a., das 10h às 19h / Sábados, das 9h às 16h.
Local: Biblioteca Alceu Amoroso Lima – Avenida Henrique Schaumann, 777, São Paulo/SP.

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