Clarissa Pinkola Estés

Clarissa Pinkola Estés (27 January 1945) is an American poet, psychoanalyst and post-trauma specialist who was raised in now nearly vanished oral and ethnic traditions. She is a first-generation American who grew up in a rural village, population 600, near the Great Lakes.

Dr. C.P. Estés’ is a lifelong activist in service of the voiceless; as a post-trauma recovery specialist and psychoanalyst of 48 years clinical practice with the persons traumatized by war, exilos and torture victims; and as a journalist covering stories of human suffering and hope.

Estés is Managing Editor for TheModeratevoice.com, a news and political blog where she also writes on issues of culture, soul, and politics. Her columns on issues of social justice, spirituality and culture are archived under her signature title: El Rio Debajo del Rio (“The River Underneath the River”) on the National Catholic Reporter website.

She is controversial for proposing that both assimilation and holding to ethnic traditions are the ways to contribute to a creative culture and to a soul-based civility.

Estés’ Guadalupe Foundation funds literacy projects, including in Queens, New York City, in Madagascar – providing printed local folktales, healthcare and hygiene information for people in their own language. These texts are then used for learning to read and write.

“As artist-in-residence in schools, I find whereas children used to dream bear, wolf, tiger as both friends and foes, and often… now, so so many children are dreaming Machine; gigantic stomping splints and walking piers of glittering mutant metal … . ” – from essay “Wild Wolf/ Wild Soul” in Comeback Wolves, eds G. Wockner, L. Prichett

Burguesia (Version me)

Burguesia – Cazuza

A burguesia fede
A burguesia quer ficar (“mais”) rica
Enquanto houver burguesia
Não vai haver poesia (haverá democracia)

A burguesia não tem charme nem é discreta
Com suas perucas de cabelos de boneca
A burguesia quer ser sócia do Country
A burguesia quer ir a New York fazer compras

Pobre de mim que vim do seio da burguesia
Sou rico mas não sou mesquinho
Eu também cheiro mal
Eu também cheiro mal

A burguesia tá acabando com a Barra
Afunda barcos cheios de crianças
E dormem tranqüilos
E dormem tranqüilos

Os guardanapos estão sempre limpos
As empregadas, uniformizadas
São caboclos querendo ser ingleses
São caboclos querendo ser ingleses

A burguesia fede
A burguesia quer ficar rica
Enquanto houver burguesia
Não vai haver poesia

A burguesia não repara na dor
Da vendedora de chicletes
A burguesia só olha pra si
A burguesia só olha pra si
A burguesia é a direita, é a guerra

A burguesia fede
A burguesia quer ficar rica
Enquanto houver burguesia
Não vai haver poesia

As pessoas vão ver que estão sendo roubadas
Vai haver uma revolução
Ao contrário da de 64
O Brasil é medroso
Vamos pegar o dinheiro roubado da burguesia
Vamos pra rua
Vamos pra rua
Vamos pra rua
Vamos pra rua
Pra rua, pra rua

Vamos acabar com a burguesia
Vamos dinamitar a burguesia
Vamos pôr a burguesia na cadeia
Numa fazenda de trabalhos forçados
Eu sou burguês, mas eu sou artista
Estou do lado do povo, do povo

A burguesia fede – fede, fede, fede
A burguesia quer ficar rica
Enquanto houver burguesia
Não vai haver poesia

Porcos num chiqueiro
São mais dignos que um burguês
Mas também existe o bom burguês
Que vive do seu trabalho honestamente
Mas este quer construir um país
E não abandoná-lo com uma pasta de dólares
O bom burguês é como o operário
É o médico que cobra menos pra quem não tem
E se interessa por seu povo
Em seres humanos vivendo como bichos
Tentando te enforcar na janela do carro
No sinal, no sinal
No sinal, no sinal

A burguesia fede
A burguesia quer ficar (“mais”) rica
Enquanto houver burguesia
Não vai haver poesia (haverá democracia)

Veja também: Candelária, No Capão Redondo, ninguém sonha em ser médico, Mídia estão de luto, E agora???, Fumaça Louca, PENA DE MORTE, Aniversário da revolução de 1964, Exu tranca-copa, Presidente FDP, O bom moço do Brasil, O Coxinha – uma análise sociológica, O analfabeto político

Eco-grafite

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Receita da Zupi Mag

3 chumaços de musgo;
700 ml de água morna;
2 colheres de gel hidroretentor (encontrado em lojas de plantas);
1 colher de suco de limão ou vinagre branco;
1 xícara de leite.

O musgo deve ser esfarelado e jogado na água. Em seguida, adicione o gel hidroretentor para plantio. Em outro recipiente, misture o suco de limão ou vinagre com o leite. Deixe a mistura descansar por dez minutos.
Após esse tempo, misture todos os ingredientes e bata no liquidificador até ficar com a consistência de um mingau. Feito isso, basta colocar a substância em um balde e utilizar na madeira ou concreto áspero. Para conservar, umedeça semanalmente.
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Receita do Casinha pra viver

5 punhados de musgo limpo;
1 lata de cerveja;
1 colher de açúcar;
1/2 copo de iogurte natural ou 1/2 copo de soro de leite coalhado.

Misture todos os ingredientes e bata no liquidificador até que fique com uma consistência cremosa. Em seguida, transfira a substância para um recipiente plástico.
Utilize estêncil para desenhar a imagem ou escrever a palavrada desejada. O blog ressalta que esse tipo de arte precisa ser cuidada. Regue o musgo, frequentemente, com água e fertilizante para gramados.

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Veja também: Hortas e temperos, Inseticida Natural contra lesmas e lagartas, Pneu, Café com Dengue., eco4planet, Carta da Terra, Você é o que você come., Plante uma árvore, Manual de Apicultura em Pequena Escala

Fumaça Louca

Fumaça Louca – Ventania

oh oh oh oh oh oh oh oh oh… oh oh oh oh oh oh oh oh ohhhh

Quantas noites sem durmir olhando da minha janela
Luzes da cidade viajo o pensamento
Madrugada adentro enquanto muitos dormem
Quando os loucos atearam fogo aceleraram a mente
Viajaram na fumaça louca
Que passando a todos foi de boca em boca
No silêncio sinto esta fumaça me lavar o rosto
Maquinar meu cérebro fazendo louco
Me indagando a noite pela lucidez
Como posso eu parar na noite pra dar mais um trago
Se eu vivo esta lucidez tão louco
Só por mais um pouco eu vou pirar de vez
São os olhos de um poeta louco que contempla a noite
Na palavra certa de um pensamento
Só por um momento de inspiraçao
Quantas noites sem durmir olhando da minha janela
Luzes da cidade viajo o pensamento
Madrugada a dentro enquanto muitos dormem

oh oh oh oh oh oh oh oh oh… oh oh oh oh oh oh oh oh ohhhh

Quantas noites sem durmir olhando da minha janela
Luzes da cidade viajo o pensamento
Madrugada adentro enquanto muitos dormem
Quando os loucos atearam fogo aceleraram a mente
Viajaram na fumaça louca
Que passando a todos foi de boca em boca
No silêncio sinto esta fumaça me lavar o rosto
Maquinar meu cerebro fazendo louco
Me indagando a noite pela lucidez
Como posso eu parar na noite pra dar mais um trago
Se eu vivo esta lucidez tão louco
Só por mais um pouco eu vou pirar de vez
São os olhos de um poeta louco que contempla a noite
Na palavra certa de um pensamaneto
Só por um momento de inspiraçao
Quantas noites sem durmir olhando da minha janela
Luzes da cidade viajo o pensamento
Madrugada adentro enquanto muitos dormem….

oh oh oh oh oh oh oh oh oh… oh oh oh oh oh oh oh oh ohhhh
ventania

Veja também: FHC = THC, Só Pra Variar, Doenças degenerativas, Banana, A importância do Doutorado, Repo man, O Livro de Eli, A indústria farmacêutica está fora de controle?, DIA DA ÁRVORE, Ruas de Belém, Eu sou o meu Deus., Me lave por favor!, O dízimo da educação!

Aquela Paz, Cheirando Cola

Cheirando Cola – Charlie Brown Jr.

Quero jogar um videogame, e estou aqui cheirando cola
Sou o lixo do mundo, a sociedade me ignora
Com os olhos de quem quer ter uma oportunidade
Com os olhos de quem quer ter uma vida de verdade
(2X)

Quem tem a mente limitada
Evoluir leva mais tempo
Segurança me segue na loja do departamento
Achei que fosse um cidadão
Mas eu sou só um elemento
Exposto a qualquer sol, exposto a qualquer tempo

Ah! Mantenha a calma
Em quem acreditar?
Será que devo confiar?
Em quem posso acreditar?
Será que essa porra um dia vai mudar?
Eu já vi muita coisa, já ouviu muita coisa, deixa pra lá…
Mas diz aí, os gringo tão mandando no Brasil
O construtor milionário inglês, o rico português
O Brasil virou freguês do gringo-americano, há 500 anos, nós entramos pelo cano

Os senhores da guerra são a banalização da vida, irmão
E o fim da esperança de milhares de pessoas oprimidas

Charlie Brown Jr.
Santos!

Veja também: Quinta-Feira, Ouro de tolo, Que País É Esse?, Minha Alma (A Paz Que Eu Nao Quero), Ser ou não ser., Omissão., Água mata?, V de vingança, Miniusina de energia, Outras formas, Pedal sinalizado, Saudação ao Sol, Sobre quem?

Carlos Marighella

Mil Faces de Um Homem Leal (Marighella) – Racionais Mc’s

A postos para o seu general
Mil faces de um homem leal (2x)

Protetor das multidões
Encarnações de célebres malandros
De cérebros brilhantes
Reuniram-se no céu
O destino de um fiel, se é o céu o que Deus quer
Tô somado, é o que é, assim foi escrito
Mártir, Mito ou Maldito sonhador
Bandido da minha cor
Um novo messias
Se o povo domina ou não
Se poucos sabiam ler
E eu morrer em vão
Leso e louco sem saber
Coisas do brasil, super-herói, mulato
Defensor dos fracos, assaltante nato
Ouçam, é foto e é fato a planos cruéis
Tramam 30 fariseus contra moisés, morô
Reaja ao revés, seja alvo de inveja
Irmão, esquina de velas pra cima de um rebelde
Que ousou lutar, honrou a raça
Honrou a causa que adotou,
Aplauso é pra poucos
Revolução no Brasil tem um nome
Vejam o homem
Sei que esse era um homem também
A imagem e o gesto
Lutar por amor
Indigesto como o sequestro do embaixador

O resto é flor, se tem festa eu vou
Eu peço, leia os meus versos, e o protesto é show
Presta atenção que o sucesso em excesso é cão
Que se habilita a lutar, fome grita horrível
A todo ouvido sensível que evita escutar
Acredita lutar, quanto custa ligar?
Cidade chama vida que esvai
Clama por socorro, quem ouvirá?
Crianças, velhos e cachorros sem temor
Clara meu eterno amor, sara minhas dores
Pra não dizer que eu não falei das flores

Da Bahia de São Salvador brasil
Capoeira mata um mata mil, porque
Me fez hábil como um cão
Sábio como um monge
Antirreflexo de longe
Homem complexo sim
Confesso que queria
Ver Davi matar Golias
Nos trevos e cancelas
Becos e vielas
Guetos e favelas
Quero ver você trocar de igual
Subir os degraus, precipício
Ê vida difícil, ô povo feliz

Quem samba fica,
Quem não samba, camba
Chegou, salve geral da mansão dos bamba
Não se faz revolução sem um fuga na mão
Sem justiça não há paz, é escravidão…

Revolução no Brasil tem um nome…

A postos para o seu general
Mil faces de um homem leal (2x)

Marighella

Essa noite em São Paulo um anjo vai morrer
Por mim, por você, por ter coragem em dizer
racionaismc

Veja também: Regiane Ishii, Ana Primavesi, Engenheira agrônoma., Makota Valdina, Carta da Terra, Saramago, Bandeirantes Modernos, Incêndio, apenas 4° andar é salvo., Problemas sociais, Arena, Ficha Limpa!!!, Rotina, Mini-Manual do Guerrilheiro Urbano, Carlos Marighella, Polícia 24 horas, Brasileiro Reclama De Quê?