O Brasil visto do Céu

Com oito mil quilômetros de extensão, a costa brasileira é famosa por ser a maior do mundo. A diversidade das paisagens, do clima e da cultura, no entanto, impressiona mais do que sua imensidão.

Um olhar mais atento basta para se perceber que a terra é muito mais complexa, que não cabe em um só cartão postal.


Realizada com a brasileira Gullane e a francesa Gedeon Programmes, O Brasil visto do céu, série documental em cinco episódios mostra a beleza das paisagens e a diversidade de culturas durante expedições aéreas, terrestres e marítimas. Coprodução: TV Brasil

Veja também: Índias, Trator, O último Tanaru, Ferramentas de destruição em massa., Plante uma árvore, Dicas de uma árvore, Bandeirantes Modernos, A casa dos outros, O povo da caixa, 22 de todos os dias, Território, Catastrofe natural?,, Halloween Saci!, Não existem índios no Brasil, Brazil, o filme

Graviola

cha-das-folhas-de-graviola

Um chá cheio de benefícios é o feito das folhas de graviola, fruto originario das Antilhas, presente no solo norte/nordestino do Brasil e em outros países tropicais, chamado de jaca do Pará é uma fruta deliciosa e refrescante, rica em vitaminas e fibras que fazem bem ao organismo. NAYLA GEORGIA

O chá das folhas de graviola combatem células cancerígenas, testes em animais puderam comprovar que o princípio ativo acepitamina é anticancerígeno, porém não pôde ser sintetizado pelos laboratórios.

graviola-acetogenina-cancer

Veja também: Comer faz bem, Eu sou Guarani Kaiowá, Adoro essa parte da anatomia femimina., Sintomas Câncer de Mama, Legalize Já, Doenças degenerativas, Dia Mundial do Meio Ambiente., O Amaranto Inca Kiwicha invade plantações de soja transgênica da Monsanto nos Estados Unidos, Curupira, Remédio caseiro para controle de pulgas, Algumas frases desses dias.

Halloween Saci!

flocorediasaci
chaveshulkO saci-pererê retratado por Monteiro Lobato em 1917 era chifrudo e tinha dentes pontudos para sugar o sangue de cavalos. O Dia do Saci nasceu na década passada como uma resposta à crescente popularização do Halloween, que é uma mistureba com elementos dos antigos celtas, de romanos, de irlandeses e ingleses da Idade Média e dos primeiros séculos de tradição cristã.  –  Super Interessante

santaceiatartarugajpg

saci

Enxergue mais: Curupira, Instituto Pindorama, voluntariado.CONTRA TODOS OS MALESNAARA BEAUTY DRINK!!!BOAS IDÉIAS QUE TODOS OS PAÍSES DEVERIAM ADOTARTouché Turtle, Robin Hulk, Árvores?,  EMV, Biblioteca Web, DIA DA ÁRVORE, Neil ArmstrongCOMENDO RECIFEINSTANTLY AGELESS ™, Hein? hã?, Ferramentas de destruição em massa.MANJERICÃOBRINCANDO DE LÓGICAVIDACELL®RORSCHACHENSAIO SOBRE A CEGUEIRA HÍDRICAPLANETA DOS MACACOSUM MAR DE INFORMAÇÕES!!!RESERVE™Não Foi Acidente, Princípio do ou não, Museu Virtual

Norte Nordeste Me Veste

Norte Nordeste Me Veste – Mc RAPadura

O nordeste é poesia,
Deus quando fez o mundo
Fez tudo com primazia,
Formando o céu e a terra
Cobertos com fantasia.
Para o sul deu a riqueza,
Para o planalto a beleza
E ao nordeste a poesia.
(trecho de patativa do assaré).

Rasgo de leste a oeste como peste do sul ao sudeste
Sou rap agreste norte-nordeste epiderme veste
Arranco roupas das verdades poucas das imagens foscas
Partindo pratos e bocas com tapas mato essas moscas
Toma! eu meto lacres com backs derramo frases ataques
Atiro charques nas bases dos meus sotaques
Oxe! querem entupir nossos fones a repetirem nomes
Reproduzindo seus clones se afastem dos microfones
Trazem um nível baixo, para singles fracos, astros de cadastros
Não sigo seus rastros, negados padrastos
Cidade negada como madrasta, enteados já não arrasta
Esses órfãos com precatas, basta! ninguém mais empata
Meto meu chapéu de palha sigo pra batalha
Com força agarro a enxada se crava em minhas mortalhas
Tive que correr mais que vocês pra alcançar minha vez
Garra com nitidez rigidez me fez monstro camponês
Exerce influência, tendência, em vivência em crenças destinos
Se assumam são clandestinos se negam não nordestinos
Vergonha do que são, produção sem expressão própria
Se afastem da criação morrerão por que são cópias
Não vejo cabra da peste só carioca e paulista
Só frestyleiro em nordeste não querem ser repentistas
Rejeitam xilogravura o cordel que é literatura
Quem não tem cultura jamais vai saber o que é rapadura
Foram nossas mãos que levantaram os concretos os prédios
Os tetos os manifestos, não quero mais intermédios
Eu quero acesso direto às rádios palcos abertos
Inovar em projetos protestos arremesso fetos
Escuta! a cidade só existe por que viemos antes
Na dor desses retirantes com suor e sangue imigrante
Rapadura eu venho do engenho rasgo os canaviais
Meto o norte nordeste o povo no topo dos festivais, toma!

Refrão:

Êha! ei! nortista agarra essa causa que trouxeste
Nordestino agarra a cultura que te veste
Eu digo norte vocês dizem nordeste
Norte nordeste norte nordeste
Êha! hei! nortista agarra essa causa que trouxeste
Nordestino agarra a cultura que te veste
Eu digo norte vocês dizem nordeste
Norte nordeste norte nordeste

Poesia:

Minhas irmãs, meus irmãos, oxe! se assumam como realmente são
Não deixem que suas matrizes, que suas raizes morram por falta de irrigação
Ser nortista & nordestino meus conterrâneos num é ser seco nem litorâneo
É ter em nossas mãos um destino nunca clandestino para os desfechos metropolitanos.

Devasto as galerias tão frias cuspo grafias em vias
Espalho crias nas linhas trilhas discografias
Arrasto lp’s, ep’s cds, dvds
Cachês, clichês, surdez, vocês? não desta vez!
Esmago boicotes com estrofes em portes cortes nos flogs
Poetas pobres em montes dão choques em hip pops
Versos ferozes em vozes dão mortes aos tops blogs
Repente forte do norte sacode em trotes galopes
Meto a fita embolada do engenho em bilhetes de states
Dou breaks em fakes enfeites cacete nas mix tapes
Bloqueio esses eixos os deixo sem alimentação
Alheios fazem feio nos meios de comunicação
Essas rádios que não divulgam os trabalhos criados em nossos estados
Ouvintes abitolados é o que produz
Contratos que pagam eventos forçados com pratos sobre enlatados
Plágios sairão entalados com esse cuscuz
Ao extremo venho ao terreno me empenho em trampo agrônomo
Espremo tudo que tenho do engenho a um campo autônomo
Juntos fazemos demos oxigênios anônimos
E não gêmeos fenômenos homogêneos homônimos
Caros exteriores agrários são os criadores
Diários com seus labores contrários a importação
São raros nossos autores amparo pra agricultores
Calcários pra pensadores preparo pra incitação
Sou côco e faço cocada embolada bolo na hora
Minha fala é a bala de agora é de aurora e de alvorada
Cortando o céu da estrada do nada eu faço de tudo
Com a enxada aro esse mundo e no estudo faço morada
Sou doce lá dos engenhos e venho com essa doçura
Contenho poesia pura a fartura de rima tenho
Desenho nossa cultura por cima e não por de baixo
Não sabe o que é cabra macho? me apresento rapadura
Espanco suas calças largas com vagas para calouros
Estranha o som do gonzaga a minha sandália de couro
Que esmaga cigarras besouros mata nos criadouros
Meu povo o maior tesouro amor regional duradouro
Recito os ribeirinhos o mara – baixo em vivência
Um norte com essência não enxerga essa concorrência
São tão iguais ouvi vários e achei que era só um
Se no nordeste num tem grupo bom
Não tem em lugar nenhum, toma!

Refrão:

Êha! ei! nortista agarra essa causa que trouxeste
Nordestino agarra a cultura que te veste
Eu digo norte vocês dizem nordeste
Norte nordeste norte nordeste

Êha! ei! nortista agarra essa causa que trouxeste
Nordestino agarra a cultura que te veste
Eu digo norte vocês dizem nordeste
Norte nordeste norte nordeste.

Veja também: RAPadura (Norte Nordeste me Veste), Cidadão, Marvel, Inside Job, Via Láctea pelo navegador, Carta da Terra, Brasileiro Reclama De Quê?, A onda

Cidadão

Cidadão – Zé Ramalho

Tá vendo aquele edifício moço
Ajudei a levantar
Foi um tempo de aflição
Eram quatro condução
Duas prá ir, duas prá voltar
Hoje depois dele pronto
Olho prá cima e fico tonto
Mas me vem um cidadão
E me diz desconfiado
“Tu tá aí admirado?
Ou tá querendo roubar?”
Meu domingo tá perdido
Vou prá casa entristecido
Dá vontade de beber
E prá aumentar meu tédio
Eu nem posso olhar pro prédio
Que eu ajudei a fazer…

Tá vendo aquele colégio moço
Eu também trabalhei lá
Lá eu quase me arrebento
Fiz a massa, pus cimento
Ajudei a rebocar
Minha filha inocente
Vem prá mim toda contente
“Pai vou me matricular”
Mas me diz um cidadão:
“Criança de pé no chão
Aqui não pode estudar”
Essa dor doeu mais forte
Por que é que eu deixei o norte
Eu me pus a me dizer
Lá a seca castigava
Mas o pouco que eu plantava
Tinha direito a comer…

Tá vendo aquela igreja moço
Onde o padre diz amém
Pus o sino e o badalo
Enchi minha mão de calo
Lá eu trabalhei também
Lá foi que valeu a pena
Tem quermesse, tem novena
E o padre me deixa entrar
Foi lá que Cristo me disse:
“Rapaz deixe de tolice
Não se deixe amedrontar
Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio, fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asa
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar
Fui eu quem criou a terra
Enchi o rio, fiz a serra
Não deixei nada faltar
Hoje o homem criou asas
E na maioria das casas
Eu também não posso entrar”

Hié! Hié! Hié! Hié!
Hié! Oh! Oh! Oh!

Veja também: Na trave!, Carta de um policial nos protestos de São Paulo, Batman – O Livro dos mortos, Mão Santa, Assédio moral (bullying, manipulação perversa, terrorismo psicológico)., Brasileiro Reclama De Quê?, Candidato Caô Caô, Miniusina de energia, Omissão.