Estupidez sem monopólio

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Ensaio sobre a cegueira hídrica

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1. O abastecimento do precioso líquido será feito de modo a atender apenas às necessidades mais elementares, como a preparação de alimentos, tomar uma breve ducha e escovar os dentes. Para descarregar a privada, fazer a limpeza da casa e dar banho no cachorro, o jeito será contar com a água das chuvas.
2. Restaurantes serão obrigados a baixar as portas. Não haverá água para lavar tanta louça. Outros estabelecimentos podem vir a ser obrigados a restringir o uso de seus banheiros.
3. Empresas que dependem do uso intensivo de água começarão a se preparar para sair de São Paulo, já que não há previsão para o término da crise. Vão em busca de melhores condições hídricas.
4. Depois do colapso do Sistema Alto Tietê, que abastece a zona leste de São Paulo, a água potável passou a ser um bem raro e caro. Bandidos já fazem sequestros-relâmpagos de caminhões-pipa cheios, a fim de vender a carga em condomínios fechados. Uma carga de 15 mil litros de água pode facilmente ser repassada por R$ 2.500.
5. O tráfico de água campeia. Em Itu, durante o apogeu da falta d’água, em setembro de 2014, quadrilhas comercializavam a água que deveria ser distribuída gratuitamente à população. É previsível que o mesmo ocorra por aqui.
6. Todos os 50 mil poços em funcionamento na cidade de São Paulo serão “confiscados”, mesmo os localizados em terrenos privados. Só o Estado estará autorizado a explorá-los.
7. Moradores de casas humildes terão de ir trabalhar sem tomar banho e com a mesma roupa do dia anterior. Quando eles chegaram em casa, não havia água; quando saíram, a água ainda não havia voltado. E a caixa d´água nem chegou a encher por causa da redução da pressão.
8. Haverá creches que interromperão os serviços por falta de água, gerando um efeito cascata. Se as crianças não puderem ir para a creche, a mãe terá de faltar no emprego.
9. Começarão os pedidos de socorro por parte de idosos, acamados, e de gente com deficiência de mobilidade, que não conseguirão colocar uma lata enorme de água na cabeça e levá-la para casa.
10. Surgirão aqui e ali focos de desidratação, atingindo principalmente indivíduos de terceira idade e crianças até 4 anos, mais vulneráveis.
11. Já se esperam protestos. Em Itu, vizinho de São Paulo, até donas de casa colocaram fogo nas ruas. “Aqui em São Paulo, vai haver um escalonamento de manifestações e de violência porque a água mexe com a questão da dignidade. Quantos dias nós aguentamos sem poder dar descarga?”, pergunta Marussia Whately. A tropa de choque da PM dará show de truculência, como sempre. Conta D’Água

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LEI Nº 9.433, DE 8 DE JANEIRO DE 1997, institui a Política Nacional de Recursos Hídricos.

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Vergonha alheia!!!

Os caídos que se levantem!

Os que estão perdidos que lutem!

Quem reconhece a situação como pode calar-se?

Os vencidos de agora serão os vencedores de amanhã.

E o “hoje” nascerá do “jamais”.

(Elogio da dialética, Bertolt Brecht)
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DESAPARECIDOS?! PRESENTES! AHORA Y SIEMPRE!!

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A guerra do vintém

A guerra do vintém

Exploradas por militantes republicanos, manifestações contra taxa sobre transporte urbano tumultuam capital do Império e deixam mortos e feridos pelas ruas.
José Murilo de Carvalho

No dia 28 de dezembro de 1879, a capital do Império viu algo inédito desde 1863, quando o Brasil rompeu relações com a Inglaterra por conta da Questão Christie: a multidão protestando na rua. A manifestação aconteceu no campo de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, em frente ao palácio imperial. Cerca de cinco mil pessoas, lideradas por um militante republicano, o médico e jornalista Lopes Trovão, reuniram-se para entregar a d. Pedro II uma petição solicitando a revogação de uma taxa de 20 réis, um vintém, sobre o transporte urbano, ou seja, bondes puxados a burro. O vintém era moeda de cobre, a de menor valor da época. A polícia não permitiu que a multidão se aproximasse do palácio. Enquanto os manifestantes se retiravam, o imperador mandou dizer que receberia uma comissão para negociar.
(…)
O novo imposto e a taxa atingiram diretamente duas categorias, os funcionários públicos e os usuários de bondes. Em 1870, a capital tinha 192 mil habitantes na área urbana, dos quais 11 mil funcionários públicos, entre civis, militares e eclesiásticos, já que naquela época o catolicismo era a religião oficial do Estado. Havia quatro grandes companhias de ferro-carris urbanos, ou de bondes, como ficaram conhecidos: a Botanical Garden Co., que cobria a zona sul, saindo da rua Gonçalves Dias, a Cia. de São Cristóvão, concentrada na zona norte, com ponto final no Largo de São Francisco, a Ferro-carril de Vila Isabel, que partia da Praça Tiradentes, e a Cia. de Carris Urbanos, que atendia ao centro, incluindo a zona portuária.
(…)
Desse clima de insatisfação, tiraram vantagem os agitadores republicanos. Ao que parece, na demonstração de São Cristóvão estavam presentes, sobretudo, pessoas de melhor situação social, certamente muitos funcionários públicos. Na do dia 1º, teria entrado em ação a massa dos usuários mais pobres, acrescida da tropa barra-pesada do centro e da zona portuária. Não por acaso, os líderes do movimento perderam o controle da multidão nesse dia.

Embora legal, a taxa do vintém era profundamente impolítica, como se dizia na época. O ministro fora alertado para as possíveis reações. Mas Afonso Celso era tão competente quanto teimoso. Pagou por isso alto preço em 1880, como pagaria em 1889, por ocasião da proclamação da República. A reação da polícia foi infeliz em 28 de dezembro, ao não negociar a audiência com o imperador, e imprudente em 1º de janeiro. A do Exército, simplesmente desastrada.
(…)
Mas a revolta não foi republicana, afirmaram seus próprios líderes. Muitos interesses feridos nela se fundiram, de grandes e de políticos, de gente miúda e de simples cidadãos. Uma grande explosão social, detonada por um pobre vintém.

José Murilo de Carvalho é professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), membro da Academia Brasileira de Letras, do IHGB e da Academia Brasileira de Ciências e autor de D. Pedro II: ser ou não ser. São Paulo: Cia. das Letras, 2007.

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