Kobra, personalidade do ano em Nova York


The Braves of 9/11. Bravos do 11 de Setembro 2001 – 780 Third AvenueA escolha de Eduardo Kobra foi chancelada pelo guia cultura Time Out. De acordo com a publicação, Nova York se transformou numa cidade mais viva graças ao talento do paulistano. Kobra enfeitou a Big Apple com suas cores e figuras como Michael Jackson, Madre Teresa de Calcutá e Mahatma Gandhi.

O artista paulistano possui 19 murais na cidade norte-americana. O último de sua autoria homenageia um personagem fundamental da cultura novaiorquina, Jean-Michel Basquiat.

. “A base do meu trabalho é o respeito. Antes de chegar, eu faço uma pesquisa sobre o lugar e sobre a arte pública ali existente. Só depois vou para o muro. Pintar é a parte mais fácil”. Vivimetaliun

“A publicação apelida Kobra de pregador da arte de rua (‘street-art preacher’, no original em inglês) por ter tornado a cidade de Nova York mais vibrante ao longo do ano com 19 murais gigantes.“Se uma pessoa olhar para minhas obras e se tornar realmente consciente de que todos os tipos de violência precisam acabar, como também todos os tipos de agressão e racismo, eu fiz uma grande conquista com o meu trabalho”, confidencia Kobra ao guia norte-americano.” Gazeta do Povo


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#escadariadasbailarinas. São Paulo – Brasil/Edson Novaes

O que é ser defensor dos direitos humanos, afinal?

O fato é que ser defensor dos direitos humanos não é algo que se aprende na escola ou faculdade; é algo que se aprende com a vida.

Eleanor Roosevelt (1884-1962) foi a força impulsionadora em 1948 na criação da carta de liberdades, seu legado: A Declaração Universal dos Direitos Humanos. Uma citação celebre da humanitária é:

“Faça o que seu coração acha certo, pois de qualquer forma você será criticado. Você será condenado quer faça ou não.” Diário da Inclusao

A ética dos direitos humanos é a ética que vê no outro um ser merecedor de igual consideração e profundo respeito, dotado do direito de desenvolver as potencialidades humanas, de forma livre, autônoma e plena. É a ética orientada pela afirmação da dignidade e pela prevenção ao sofrimento humano.

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MORADOR DE RUA CUIDA DE 11 CÃES

Morador de rua cuida de 10 cães

Rogério é um morador de rua que vive numa carroça coberta com 10 cães, entre eles, alguns encontrados em condições extremas – espancados pelos antigos donos, jogados pela janela de um caminhão, doentes, abandonados e esfomeados, largados ao léu, amarrados em  postes etc. 

Vive de doações de ração, remédio e comida. Os cães são muito bem tratados, mas dependem do amor e do carinho que o Rogério tem por eles, e da caridade daqueles que o conhecem e admiram.

Ele fica próximo a pontos de ônibus na avenida Georges Corbusier, após a rua Jequitibás (região do Jabaquara, em São Paulo), os cães não atrapalham ninguém, são super-educados e simpáticos (todos castrado(a)s) e passam boa parte do dia dentro da carroça.

Ele é muito querido pelos comerciantes da região, mas o problema é durante a madrugada, quando bêbados no volante, e garotos usuários de droga na região, tem sido uma constante ameaça. Rogério já foi espancado por jovens drogados e chegaram a jogar álcool nele enquanto dormia com os cães dentro da carroça, por sorte não tiveram tempo de acender o fósforo, pois um dos cães latiu e o avisou do perigo. 
                  
Ele é um exemplo de como uma pessoa pode se doar. Alguém na condição dele, poderia ter escolhido outros caminhos, mas Rogério demonstrou coragem e decidiu perseverar. Além de ser uma pessoa de muito valor, faz caridade prá deixar muito bacana por aí no chinelo. Sua presença ilumina os lugares por onde passa, mas ele já está cansado e também não é mais tão jovem assim.
Assim, é diante de tudo isso peço que ajudem a divulgar esta história para que o Rogério possa conseguir uma oportunidade que lhe propicie melhores condições de moradia e de vida, em qualquer cidade, para que ele possa cuidar não somente dos seus, mas de outros tantos cães abandonados por esse Brasil, e que precisam de muitos cuidados e de carinho. Já lhe ofereceram abrigo, mas desde que os cães ficassem para trás, e o Rogério recusou, pois para ele, estes cães são como filhos; são sua familia.
                                                                                        
Outro dia ele estava levando todos os cães para um pet shop para tomar banho – eram 11 cachorrinhos felizes – eram originalmente 10, mas agora apareceu mais um, um fox paulistinha que eu não conheci porque no momento que conversamos estava no banho. Ele disse que havia passado remédio contra pulgas nos cachorros, e que o tal remédio é meio melado, e então teve que dar banho em toda a tropa. Perguntei quanto ele iria gastar para dar banho em toda aquela tropa de cachorros,  e ele, sorrindo como sempre, disse que a moça do pet shop o ajudava e não cobrava nada. Santa alma! Aí eu perguntei a ele – e você? Onde toma banho? E ele me respondeu que tomava banho no posto de gasolina da esquina, banho frio, gelado mesmo. Disse que como era nordestino, estava acostumado.

As vezes faltam palavras que possam definir a grandeza de uma alma como esta, que mesmo não tendo quase nada para si, dá o pouco que tem para minorar o sofrimento desses pobres animais de rua. Muito mais importante dos que as aparências, a riqueza, e o poder ostentado pelas pessoas, são suas atitudes e seus valores éticos e espirituais.

São muitas as agressões que ele e os cachorros vêm sofrendo, e que vão desde assalto e espancamento, até atentados contra a  vida como esfaqueamento e atropelamento. Enfim, é muito sofrimento para alguém que luta tanto. Na região todos o conhecem e apreciam, tanto que na última vez que uma turma veio bater nele porque queriam roubar suas coisas, o dono de um bar próximo saiu para enfrentar os safados e começou a dar tiros, colocando todos em fuga. Assim, mesmo, o Rogério passou dois dias no hospital por conta dos machucados recebidos, e se não fosse pela intervenção do dono do bar, os cachorros já seriam órfãos.

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