Cortina de Fumaça (2010)

Cortina de Fumaça (2010)Rodrigo Mac Niven

Primeiro documentário brasileiro que levantou a discussão da política de drogas no Brasil e no mundo, com participação de vários profissionais das mais diversas áreas de autuação. O filme, gravado em diversos países do mundo, discute a relação histórica da humanidade com as drogas, o uso industrial e medicinal da maconha e a política de guerra nas grandes cidades, em particular no Rio de Janeiro. O documentário teve papel fundamental no movimento político brasileiro relacionado ao tema e viajou o mundo em dezenas de festivais de cinema. Foi eleito, ao lado de Food Inc, Ilha das Flores e The Corporation, como um dos 11 documentários que podem mudar a sua visão de mundo.

Fumaze-se: Ilha das Flores, Milton Friedman, Elisaldo Carlini, DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DAS ÁRVORES, MACONHA E A VANGUARDA BRASILEIRA, TODOS PRECISAMOS DA UTOPIA, Dia Internacional da Maconha – Weed`s Day, Legaliza essa porcaria, FHC = THC, Contrapropaganda sobre a Cannabis

4ª às 20

4ª às 20: Um show para entendedores #2Nando Viana

Nando Viana e o Patrick Maia temos uma noite onde o tema é única e exclusivamente a Maconha. A gente fala sobre a história da erva, sobre o preconceito, da incoerência que é sua proibição, além de incentivar os outros usuários a saírem do armário verde e se posicionarem.

4ª às 20: Um show para entendedores.

420ze-se: Piada sem sabor!, Ivo Holanda de Barros, Comedia dell’arte, Mikey Chanel, As árvores que se recusam a morrer!. O Poder Que A Bunda Tem, Brasil termina Parapan em 1º lugar e faz a melhor campanha da história

MACONHA E A VANGUARDA BRASILEIRA

MACONHA E A VANGUARDA BRASILEIRA – EDUARDO BUENO

A história da maconha no Brasil lançou seus primeiros fumos em abril de 1500, quando a frota cabralina ancorou por aqui, com suas velas e cordames feitos de… cânhamo. Sagrada para os africanos que a trouxeram para o Brasil e logo adotada pelos indígenas, a maconha passou a ser vista como “a erva do diabo” pela classe média branca, que logo tratou de criminalizar e proibir o comércio e o uso da outrora medicinal Cannabis. O que talvez você não saiba é que o Brasil foi o líder mundial no movimento de criminalização da antiga “erva santa”, comparando-a com o ópio, mesmo ciente de que a abstinência da erva não matava ninguém. Essa e outras histórias – tanto bad como good vibe – serão explicadas por Eduardo Bueno aqui e agora, e você sabe que ele não se esquece de nada. Portanto, recoste-se e relaxe para viajar nessa história que pode fluir como sonho – e como pesadelo, se a repressão bater à porta.

Buenoze_se: Flash na Biblioteca, Uma breve história da maconha, Dia Internacional da Maconha – Weed`s Day, Maconha, o prozac dos pobres?!?, História da Maconha, ÓLEO DE MACONHA NEWS E O INCENSO, O pai da maconha medicinal moderna, Fibra de “maconha” na produção têxtil, Tabaco e álcool sim, Maconha não. Por que?!?, Milton Friedman

Todo maconheiro é vagabundo

“Eu fumo maconha desde os 15 anos. Eu estou com 54. Então já faz 39 anos.
Eu sempre tive um relacionamento bom com a maconha, ela nunca me deixou leso demais, nem alegre demais… Ela me deixa relaxado, feliz e pronto. Rafael Bahia – Claro
Mas já que você está entrevistando um neurologista, ouça bem: o problema é a frequência. Quanto mais maconha uma pessoa usa, mais embotada ela fica. Um amigo meu teve esclerose e botou uma prótese. O coitado fica tonto que nem um louco. Então, ele usa diariamente quatro, cinco baseados. Aí já não é uso recreativo.
Eu uso recreativamente. Que nem: ontem eu fumei, anteontem também. Amanhã já não vou fumar, nem segunda, nem terça… Geralmente, fumo de dia. Ontem, por exemplo: acordei umas 10h, era sábado, não tinha o que fazer, só umas coisas que são chatas para mim: dar uma olhada em uns papéis, preparar umas aulas… Fumei um e relaxei. Aí você se perde um pouco, ri, brinca, mas acaba produzindo e resolvendo aquilo.
Mas não uso droga no exercício da profissão. A maconha te deixa tão relaxado que como você vai atender uma pessoa, sendo médico ou qualquer outra coisa, e tomar uma conduta meio embotado com o reflexo da droga? Eu vou falar: ‘Muda de Gardenal para Tegretol’? Não tem como eu realizar o procedimento médico fumado!
Quando eu era residente e tinha supervisão, fumava. Na faculdade, vixe! Metade do que eu aprendi na faculdade foi usando maconha, e muita! Mas a partir do momento que você começa a exercer a profissão, não dá.
Isso depende do tipo de trabalho. Se você é artista e vai pintar um quadro, tranquilo. Mas no ato médico é complicado, você toma decisões que refletem na continuidade da vida de uma pessoa. Se eu fosse psicanalista, seria uma boa fumar para aguentar algum paciente chato por 45 minutos! (risos) Agora, num pronto-socorro, discutindo com residente, não dá! A maconha te tira a atenção.
Já fumei muito mais do que fumo hoje. Mas também já parei de fumar. Quando fui fazer residência médica, por exemplo, porque eu tinha que produzir e ganhar meu dinheiro. Então, percebi que eu ficava lento. Tem diferença de você usar maconha para outras drogas.
Quantas pessoas bebem todo dia e nem falam? O álcool é uma droga, cujo efeito cumulativo e destrutivo é muito mais complicado que o da maconha. E ele tem uma penetração diferente, mais aceitável, não enfrenta tanto preconceito. Mas é a causa mais comum de doenças, principalmente psiquiátricas. Tanto é que você tem CID* alcoólatra, mas não tem CID maconheiro.
Já ouviu falar de overdose de maconha? A pessoa pode usar maconha de forma aditiva com outros propósitos. Tenho amigos que fumam para contrabalancear o efeito da coca. Mas pense: se eu uso recreativamente a maconha, ela não me acompanha no lado profissional; se eu uso recreativamente o álcool, ele pode piorar meu lado profissional.
Eu não percebo que o uso dela tenha me trazido efeitos colaterais de longo prazo. Não tenho perda de memória. O problema, eu disse, é a frequência, o momento e a quantidade que você usa. É como tomar um cálice de vinho e tomar três; você fumar um baseadinho e fumar três…
Hoje em dia, talvez entre os usuários de droga tenha só uma pequena porcentagem de maconheiro. Acho que a molecadinha se embala tanto mais com bolinha, com droga momentânea, que com o ritual de fumar. É tudo sintético, é tomar comprimidinho e acabou.
Se eu vou numa balada hoje, chego para um monte de moleque e peço um baseado, vão me chamar de careta. Antigamente, isso tinha um outro viés. Quando minha mãe descobriu que eu fumava, quase me deu uma surra: ‘Meu Deus, meu filho é maconheiro!’
Depois eu cheguei a ouvir paciente dizer: ‘Quem dera se meu filho usasse só maconha’.
Entendeu?”

*CID – Classificação Internacional de Doenças

4:20-se: Cannabis, I’m around., Direito ao cultivo individual ou aceita um hamburger?, O pai da maconha medicinal moderna, Doenças que podem ser tratadas com Canábis Medicinal, Leite de Mamaconha, Uma Noite de 12 Anos

Os benefícios da cannabis no tratamento da Covid

Os coronavírus são uma grande família de vírus comuns em muitas espécies diferentes de animais. Em dezembro de 2019, houve a transmissão de um novo coronavírus (SARS-CoV-2). Ele foi identificado em Wuhan na China e causou a Covid-19, sendo em seguida disseminado e transmitido de pessoa a pessoa, que apresenta um espectro clínico variando de infecções assintomáticas a quadros graves. Sechat

Não há qualquer evidência de que algum componente da Cannabis seja capaz de enfrentar o vírus. Entretanto, os fitocanabinoides podem desempenhar um papel importante no combate aos sintomas da doença, como a fatal Síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA). Cannabis e Saúde

O vírus SARS-CoV2 é transmitido por microscópicas gotículas de saliva que emitimos em cada respiração. Quando outra pessoa aspira essas gotículas, ele entra pelo sistema respiratório, onde encontra uma enzima chamada ACE2 (sigla em inglês para enzima conversora de angiotensina 2). Essa enzima é fundamental para o ciclo de vida do vírus, já que é onde se encaixa para contaminar as células.

Controlar essa porta de entrada, então, aparece como uma possibilidade de tratamento. A Cannabis, com suas já demonstradas propriedades anti-inflamatórias, como meio para tornar isso possível.

cannabis-medicinal-tratamento-covid

Abaixo você pode conferir as pesquisas mais promissoras sobre a cannabis medicinal para a Covid.

Beilinson Hospital (Israel)

Segundo descobertas iniciais declaradas em uma nota do Beilinson Hospital em Petach Tikvah (Israel), o CBD “tem um impacto positivo em uma série de marcadores inflamatórios que ocorrem em pacientes com coronavírus.”

A maioria dos pacientes com Covid gravemente enfermos que receberam CBD (Canabidiol) para acalmar a inflamação receberam alta do hospital em menos de um mês, conforme mostra o teste conduzido recentemente pelo hospital israelense. Dos 11 pacientes no estudo, oito tiveram alta do hospital de 7 a 30 dias, embora os outros três participantes morreram de complicações do Covid.

Este estudo teve como objetivo, sobretudo, testar a eficácia e segurança do CBD na redução do processo inflamatório da tempestade de citocinas. O fato dos canabinoides conseguirem modular as respostas imunológicas do corpo por meio de sua interação com o sistema endocanabinoide faz com que o CBD se torne um potencial auxiliador da diminuição da inflamação pulmonar causada pela doença.

Aging-US (Albany, Nova Iorque)

estudo publicado “Em busca de estratégias preventivas: novos extratos de Cannabis sativa com alto teor de CBD modulam a expressão de ACE2 em tecidos de entrada de Covid”, publicado pela revista científica Aging-US (Albany/Nova Iorque), concluiu que extratos de cannabis com alto teor de canabidiol (CBD), podem alterar expressão gênica e inflamação geradas pela Covid. 

Os pesquisadores da Aging-US trabalharam sob uma licença da agência governamental Health Canada, desenvolvendo mais de 800 cultivares de cannabis e traçando hipóteses de como o CBD pode diminuir a expressão de ACE2 em tecidos alvo do da Covid. A ACE2 é uma enzima receptora expressa no tecido pulmonar e na mucosa oral e nasal que o SARS-CoV-2 usa para entrar em um hospedeiro humano. Uma vez que a enzima é reduzida – e isso pode acontecer quando em contato com o CBD -, a chance de infecção pelo vírus também diminui.

STERO Biotechs (Israel)

Se um paciente com um caso grave de Covid desenvolver uma tempestade de citocinas, a função imunossupressora dos canabinoides pode ser usada para combater seus efeitos prejudiciais, muitas vezes fatais. “Avaliar a segurança e eficácia de canabinoides isolados ou da Cannabis em geral, em vários estágios da infecção por Covid em ambientes clínicos, é fundamental”, avaliaram os pesquisadores da STERO Biotechs.

Mas, como as citocinas desempenham um papel crucial no combate às infecções, reduzi-las como medida preventiva ou nos estágios iniciais da infecção pode ser uma má ideia. Muitas autoridades alertam contra o uso de agentes de cannabis nos estágios iniciais da infecção. Isso porque a cannabis e canabinoides específicos como o CBD e o THC suprimem as respostas imunológicas.

Universidade de Lethbridge (Canadá)

Em parceria com a Universidade de Lethbridge, a Pathway RX e a Swysh, empresas focadas em pesquisa com cannabis, também concluíram que extratos específicos da planta mostram uma promessa como um tratamento adicional para Covid.

Como resultado, dados iniciais sugerem que 13 extratos de cannabis com alto teor de CBD anti-inflamatório podem modular a expressão de ACE2 em tecidos-alvo da Covid. Além disso, podem regular negativamente a enzima TMPRSS2, que também auxilia a entrada do vírus no corpo. 

Tais dados demonstram que essas linhagens de cannabis com alto teor de CBD têm potencial para se tornar uma adição útil e segura ao tratamento da Covid. Portanto, eles podem ser usados ​​para desenvolver tratamentos preventivos na forma de um anti-séptico bucal ou gargarejo para uso clínico e doméstico.

Medical College of Georgia (Estados Unidos)

Logo no início da pandemia, cientistas do Dental College of Georgia (DCG) e do Medical College of Georgia, demonstraram que o CBD tem a capacidade de melhorar os níveis de oxigênio e reduzir a inflamação e os danos físicos aos pulmões relacionados à síndrome do desconforto respiratório do adulto (SDRA). 

Contudo, este estudo também mostrou os mecanismos por trás desses resultados, evidenciando que o CBD normaliza os níveis de um peptídeo chamado apelina, que é conhecido por reduzir a inflamação. Os níveis deste peptídeo são baixos durante uma infecção por covid. Além disso, a cannabis medicinal pode ter efeitos positivos em alguns sintomas da doença, como dor de cabeça, problemas respiratórios e gástricos.

Além disso, extratos de cannabis de plantas inteiras também mostraram reduzir a coagulação do sangue em modelos animais; sabe-se que muitos dos efeitos sistêmicos negativos da covid parecem estar relacionados à alteração da coagulação, portanto, é possível que a cannabis possa ser útil no manejo dessas sequelas.

Universidade da Carolina do Sul (Estados Unidos)

Não apenas o CBD se mostrou eficaz no tratamento da Covid. Pesquisadores da Universidade da Carolina do Sul acreditam que o THC pode ser eficaz contra os sintomas causados ​​pelo coronavírus. Essa afirmação tem como base três estudos realizados pela universidade. Neles, ficou provado que o THC da cannabis ajudou a prevenir uma resposta mortal do sistema imunológico que causa a síndrome respiratória aguda (ARDS) e estimulou bactérias pulmonares saudáveis. Os estudos foram publicados no Frontiers in Pharmacology, no International Journal of Molecular Sciences e no British Journal of Pharmacology.

Quando os cientistas injetaram THC em ratos com SDRA, foi descoberto que a cannabis era eficaz na redução da inflamação e sintomas relacionados. Assim, ao longo dos três estudos que incluíram mais de uma dúzia de experimentos, 100% dos ratos que receberam THC sobreviveram.

“Trabalhamos com cannabis há mais de 20 anos e descobrimos que os canabinoides como o THC são altamente anti-inflamatórios”, disse o coautor do estudo, Prakash Nagarkatti. “Assim, nossos estudos levantam a sugestão empolgante de testar o THC contra a SDRA observada em pacientes com Covid.”

CannaSoul Analytics (Israel)

Os resultados do estudo parecem indicar que a combinação de terpenos e canabinoides usada é até duas vezes mais eficaz do que o corticosteroide dexametasona – um tratamento comum para inflamação – quando usado para reduzir a inflamação de Covid. O estudo foi realizado em parceria com a empresa fabricante de terpenos, Eybna.

O terpeno de Cannabis NT-VRL é uma formulação patenteada de terpenos criada por Eybna. Os terpenos usados ​​na formulação foram selecionados especificamente por suas propriedades antivirais e anti-inflamatórias.

Para o estudo, o CBD e o NT-VRL foram testados individualmente e usados ​​em conjunto, com o combo provando ser o mais eficaz nestes testes iniciais. O estudo não apenas mostra o efeito do terpeno específico de Eybna, mas também que os terpenos em geral podem ter um efeito positivo no tratamento da doença.

Ze-se: Cannabis é promissora no combate à Covid-19, Invista na cannabis ativa, Contrapropaganda sobre a Cannabis, Maconha, o prozac dos pobres?!?, Elisaldo Carlini, Vaginóides!, Direito ao cultivo individual ou aceita um hamburger?, Óleo de Marijuana

Maconha, o prozac dos pobres?!?

O vício na maconha é uma questão bastante relativa até mesmo para os cientistas. Segundo o biomédico Renato Filev, pesquisador do Núcleo de Neurobiologia e Transtornos Psiquiátricos da USP, o vício na cannabis, de fato, não existe, mas sim um hábito de fumá-la. João R. e Natália Eiras – SUPERINTERESSANTE

O fato do conceito de dependência ter ganhado outras facetas também dificulta dizer se há o vício. “Há diferentes níveis de dependência. O vício na maconha, entretanto, é social e individualmente menos danoso do que os de outras drogas e mais fácil de ser enfrentado, ainda que acarrete grande sofrimento, como qualquer transtorno mental grave”, diz o antropólogo Maurício Fiore. Ou seja, você pode não se tornar quimicamente dependente da maconha, mas mentalmente.

Experiências que compararam pessoas que não fumavam maconha com usuários assíduos, que consumiam cinco baseados por dia há mais de 15 anos, mostraram diferenças sutis nos resultados de memória e atenção. A mesma pesquisa mostrou que o uso excessivo e diário de álcool causa mais sequelas do que a cannabis.

.“A ilegalidade da maconha é um enorme obstáculo para a pesquisa sobre consequências do seu consumo e para a disseminação de informações aos seus consumidores”, completa Fiore. Mas já sabe-se que o usuário eventual não precisa se preocupar com um aumento grande do risco de câncer. Porém, aquele que fuma mais de um baseado por dia há mais de 15 anos deve pensar em parar.

A maconha é uma planta da família Moraceae muito utilizada em todo o planeta, sendo considerada a droga ilícita mais utilizada no mundo. Seu consumo, quando comparada com outras drogas permitidas, perde apenas para o álcool e cigarro. Brasil Escola UOL

A principal forma de administração da maconha é a inalação (fumada), método que leva a um efeito rápido no organismo. Estima-se que em cerca de meia hora a maconha atinja seus níveis máximos no sangue do usuário. Além da inalação, muitas pessoas fazem uso da maconha, ingerindo-a.

A maconha é uma planta rica em diferentes substâncias químicas, apresentando, algumas delas, propriedades medicinais e também efeitos psicotrópicos, ou seja, que causam efeitos no nosso sistema nervoso central. Estima-se que a maconha possua mais de 400 componentes, sendo 60 deles conhecidos como canabinoides, que são os compostos psicoativos dessa planta.

“Uma parcela muito pequena de usuários de maconha migram para outras drogas”, diz o biomédico Renato Filev, pesquisador do Núcleo de Neurobiologia e Transtornos Psiquiátricos da USP. A maior e única ligação entre a maconha e o crack, por exemplo, é que ambos são ilegais e são vendidos no mesmo lugar. Segundo o antropólogo Mauricio Fiore, o que faz um usuário de maconha ter acesso a drogas mais pesadas é o simples e puramente fácil acesso a elas, por estarem na “mesma prateleira do supermercado”.

A maconha pode (ainda) não curar, mas ajuda a aliviar os incômodos do tratamento de transtornos mentais e de portadores do HIV, estimulando o apetite dos pacientes. O primeiro relato médico do uso medicinal da cannabis foi há 5 mil anos, em um herbário chinês, onde a planta era indicada para combater males como a asma, doenças do aparelho reprodutor feminino, insônia e constipação intestinal. No ocidente, quem inaugurou o uso “sério” da droga foi o professor Raphael Mechoulam, da Universidade Hebraica de Jerusalém. Atualmente, os medicamentos com base na maconha estão sendo usados em pacientes de Aids, câncer e esclerose múltipla. “Estão sendo feitos os componentes da Cannabis em comprimidos e spray”, conta o biomédico Filev. “A droga, então, poderá ser usada nos tratamentos de transtornos como ansiedade, depressão, psicose, esquizofrenia e doenças neurodegenerativas”.

Proze-se: O pai da maconha medicinal moderna, A OMS removeu a maconha da categoria de drogas?, História da Maconha, Tabaco e álcool sim, Maconha não. Por que?!?, Leite de Mamaconha, Milton Friedman, Vaginóides!, Doenças que podem ser tratadas com Canábis Medicinal

Canabidiol, o CBD

O canabidiol, também conhecido por CBD, é um dos princípios ativos da Cannabis sativa, nome científico da maconha. Compõe até 40% dos extratos da planta e pode ser usado como medicamento para diversas doenças, que variam epilepsia severa a fibromialgia. É uma substância canabinoide (que age nos receptores canabinóides do cérebro).

Visto com desconfiança por ser feito a partir de uma planta ilegal e com efeitos psicoativos, o CBD conquistou espaço na mídia a partir de 2014, quando uma mãe ganhou, na justiça, o direito de importar a substância para o tratamento de sua filha que tinha a síndrome CDKL5, que causa epilepsia grave. Minuto Saudável

Na medicina, o canabidiol pode ser usado como anticonvulsivante, anti-inflamatório, ansiolítico e antitumoral, pode ser consumido em spray, em óleo ou fumado, mas não há um consenso de qual é mais efetivo. O óleo de CBD é o método mais usado para a administração do medicamento.
Apenas pessoas com laudos e receitas médicas podem comprar o medicamento, que é controlado. A ANVISA disponibiliza, em seu site, um cadastro para pessoas físicas. O cadastro exige diversos documentos e informações.
Você pode se cadastrar através do site da ANVISA, por e-mail (med.controlados@anvisa.gov.br) ou pelo correio.

A Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (ABRACE) conseguiu uma liminar de uma juíza federal que autoriza a produção e fornecimento do óleo de cannabis para cerca de 400 pacientes com receita médica.

Cassiano Teixeira começou bancando a produção do óleo através de doações, mas em 2015 criou uma associação de pacientes.

Cada família paga 150 reais mensais para a associação, com exceção de 30 famílias de baixa renda. Quase 400 pacientes são atendidos e há mais de 200 em uma lista de espera. Você pode entrar no site deles clicando aqui.

O CBD é um canabinoide que, assim como o THC, se liga aos receptores de canabinoides espalhados pelo corpo humano, conhecidos como CB1 e CB2. Growroom

O Canabidiol não é psicoativo, ou seja, ele não causa o famoso “barato”, e contrapõe alguns dos efeitos do THC, interagindo diretamente com ele. Pacientes informam que com o THC usado isoladamente, como na forma de dronabinol (THC sintético), os efeitos psicoativos são muito fortes, podendo causar paranoia, tontura e outros efeitos desagradáveis.
O CBD possui um efeito sedativo. Plantas com alto teor tendem a causar mais sono e relaxamento quando consumidas.

O CBD foi estudado como um potencial neuroprotetor, sendo testado como tratamento para a epilepsia de difícil tratamento, mas ainda não há evidências suficientes de sua eficácia, parece ter propriedades anti-inflamatórias, demonstrando potencial para o tratamento de diversas doenças inflamatórias, como a artrite reumatoide, a esclerose múltipla, a doença de Crohn, diabetes tipo 1, entre muitas outras.
Diferente do THC, o CBD isolado não possui efeito analgésico. Utilizado em conjunto com o THC, contudo, ele parece potencializar os efeitos do THC no combate à dor crônica, sobretudo a dor neuropática (comum em pacientes com câncer ou AIDS, por exemplo). Ao que tudo indica, o CBD e o THC em conjunto são mais eficazes do que o THC isolado no tratamento da dor.

A cannabis não bloqueia a dor como opiáceos, por exemplo. Ela parece simplesmente aumentar a capacidade do usuário em tolerar a dor, no tratamento da dor, a planta já é aceita como um analgésico pela medicina tradicional. Em estados americanos onde o uso medicinal da cannabis foi legalizado, as vendas de analgésicos a base de opiáceos caiu consideravelmente, indicando uma preferência pela cannabis por parte de muitos pacientes.

O CBD tem efeito antipsicótico. Diversas pesquisas indicaram esse efeito, inclusive estudos realizados no Brasil, na USP de Ribeirão Preto.
Pesquisas com pacientes que automedicam com cannabis identificaram um alto número de pessoas utilizando a erva para tratar problemas psiquiátricos; com ou sem acompanhamento médico. Uma pesquisa realizada na Califórnia, em 1999, identificou 660 (26,6%) pacientes automedicando problemas psiquiátricos com cannabis. Entre eles, 274 sofriam de stress pós-traumático; 162 de depressão; 73 de ansiedade; 46 de depressão neurótica; 34 de desordem bipolar; 26 de esquizofrenia; 15 de déficit de atenção; 8 de distúrbio obsessivo-compulsivo; 5 de síndrome do pânico; 17 de outras enfermidades.
É importante, portanto, ter muito cuidado e somente se medicar com acompanhamento médico.
Em diversos estudos pré-clínicos (em laboratório ou em animais, não em humanos), o CBD demonstrou forte potencial no tratamento de diferentes tipos de câncer. Centenas de estudos demonstram efeitos antitumorais e anticancerígenos por parte do Canabidiol isolado.

Faltam investimentos em estudos, não somente com o CBD, mas com a cannabis como um todo, já que diversos de seus componentes parecem agir no organismo e até potencializar os efeitos terapêuticos uns dos outros, mais conhecimento sobre esse e outros componentes pode significar uma expansão na compreensão da biologia humana e um passo à frente no tratamento de dezenas de enfermidades, e assim avançar na luta pelo direito à vida e ao tratamento de escolha de pacientes-usuários.

Vote a favor da descriminalização do cultivo da cannabis sativa para uso pessoal terapêutico, clicando aqui

Onde estudar maconha medicinal?!?

A comunidade acadêmica tem se interessado pelo tema, especialmente ao acompanhar estudos estrangeiros sobre o uso da maconha no tratamento de doenças como depressão, Síndrome de Hett, Alzheimer e esclerose múltipla.

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte está abrindo o primeiro curso sobre o uso terapêutico da cannabis, além das informações sobre pesquisas recentes acerca da maconha medicinal, com foco na redução de dores crônicas e crises epiléticas, os participantes também vão aprender mais sobre a história da erva e de seu uso pela humanidade.

As inscrições podem ser feitas no Sistema Integrado de Atividades Acadêmicas da UFRN. Hipeness


Seguindo a onda de legalização da maconha para uso medicinal e recreativo, universidades pelo mundo todo estão lançando cursos especializados em seu uso medicinal, como é o caso em alguns lugares da Europa e Estados Unidos e Israel, que acaba de criar um curso de pós graduação neste mercado, que tem tudo para continuar crescendo.
Itzhak Harpaz – presidente da instituição, situada entre as cidades de Afula e Nazareth, a Max Stern Yezreel Valley College, completa: A indústria de cannabis hoje é o que a indústria cibernética fez há 10 anos e Israel precisa e pode liderar esta indústria também”. Enquanto isto, o Brasil continua perdendo tempo e dinheiro, já que em 2018 somente os Estados Unidos faturou mais de R$ 20 bilhões. Gabriela Glette


A combinação maconha e faculdade nunca foi uma novidade. Mas na Universidade do Norte do Michigan (MNU), nos EUA, a planta deixou o intervalo e as matadas de aula para virar tema de quatro anos de graduação, surgiu o curso de Química de Plantas Medicinais. Quase metade dos 50 estados norte-americanos já reconhecem o uso terapêutico da planta, sendo que oito unidades da federação legalizaram inclusive o uso recreativo. Nasceu assim um mercado bilionário, mas ainda faltam pessoas capacitadas para lidar com ele.

Somente no ano passado, no mercado legal de maconha e seus usuários movimentados U $ 6.7 bilhões somente nos EUA. A expectativa é de que o volume seja disponibilizado nos próximos anos, atingindo uma marca de U $ 44 bilhões em 2020, tanto para a revista Forbes como para o mercado de erva como a melhor oportunidade de negócios para empreendedores e investidores de startups. A Sociedade Americana de Química criou recentemente uma subdivisão que apresenta os novos lançamentos da indústria nos seus encontros nacionais. REDAÇÃO GALILEU
Reflexo disso é a consolidação e surgimento de novos cursos que visam esmiuçar e formar profissionais em diversas áreas relacionadas à maconha – de cultivo a empreendedorismo, passando por bioquímica e horticultura, conheça 10 universidades que oferecem cursos sobre maconha:

1- Oaksterdam;

2- THC University;

3- Cannabis Training University;

4- Niagara College;

5- Northern Michigan University;

6- Seattle Central College;

7- University of California/Davis;

8- The Ohio State University;

9- University of Washington;

10- Scuola Italiana Della Canapa. Maryjuana

A inteligência coletiva é fundamental no enfrentamento ao proibicionismo e e o preconceito.

O curso online “O uso médico da cannabis no tratamento da dor crônica”, oferecido pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID), Universidade Federal de São Paulo.

O curso conta com diversos recursos didáticos e interativos, como vídeos, imagens, ilustrações, entrevistas com especialistas, trabalhos científicos para download e discussão de caso clínico. É coisa de alto nível, com um time de pesquisadores que estuda essa querida planta há décadas. Hempadão

Para ter acesso ao conteúdo basta clicar neste link http://www.cebrid.com.br/curso/


O estudo foi divulgado pela Vegetation History and Archaeobotany, segundo o artigo, a maconha deve ter sua origem precisa pelos lados do Planalto do Tibete, próximo ao Lago Qinghai, uma parte especial do planeta. Hempadão
Mude conceitos, você pode e deve: VENDE-SE MACONHA, SNOOP DOGG LION, NAARA BEAUTY DRINK!!!™, MOVIDA A ÁGUA, NEVO™, MEDICINAL VIBES, VIRTUDE, INSTANTLY AGELESS™, NISE – O CORAÇÃO DA LOUCURA., KID VINIL, VIDACELL®, BECAUSE I GOT HIGH, RESERVE™, OIL, WHICH ONE TO CHOOSE HEALTHWISE?, FHC = THC, PLANTEI MACONHA?!?, Cursos de saúde da UFPB: Uso medicinal da maconha

Eduardo Vilas-Bôas!!!

O general Eduardo Vilas-Bôas, ex-comandante do Exército e atual assessor do Gabinete de Segurança Institucional do Palácio do Planalto, está com uma doença neuromotora e corre o risco de não falar mais. Ele conheceu o uso medicinal do canabidiol e cedeu uma entrevista falando em “hipocrisia social” ao mencionar as dificuldades de quem precisa do acesso ao tratamento. Facebook – Veja a matéria completa no link: http://bit.ly/2Zzx9WW

“Eu não entendo por que ao mesmo tempo que tem gente lutando aí, defendendo a legalização da maconha, está tão difícil se obter esses medicamentos para efeito medicinal. Eu acho, de certa forma, até uma hipocrisia social e vejo a luta de algumas pessoas que dependem disso para minimizar sintomas de efeitos de algumas doenças que têm dificuldade”, disse o general com dificuldade para respirar. defesanet

Ele afirmou que vai abrir um instituto com sua filha Adriana para ajudar pessoas que sofrem com doenças incapacitantes, assim como ele. Do UOL, em São Paulo 03/08/2019 21h30
O uso da cannabis para produção do medicamentos nos Brasil é criticado pelo ministro da Cidadania, Osmar Terra. Em 23 de julho, o ministro disse que pode encerrar as atividades da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) caso o órgão aprove regras sobre cultivo de Cannabis no Brasil para o fim.


Portador de ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica), doença neuromotora degenerativa, Villas Bôas foi diagnosticado com a doença em dezembro de 2016 e, com perda dos movimentos de forma acelerada, está sob o risco de perder a fala. Respeitado por militares, pela sociedade civil e classe jurídica, o general falou sobre as consequências da depressão, doença que o assola desde 2001. Poder360

Poetize-se: FHC = THC, José Mujica maconheiro?, Scoring drugs, Quarto poder, Doenças degenerativas, Suco de limão e Bicarbonato, Vamos acabar com o domínio da Monsanto, O Coxinha – uma análise sociológica, Paulo Freire, Jesus Negão, Carmina Burana: Introduction (O Fortuna), Índice de Desenvolvimento Humano, Cadê os Amarildos?, Ricardo LSD Boechat Doidão