Poesia

Liberdade para as palavras

Verdades e mentiras são a mesma coisa

Uma buscando se firmar na outra

Na entrelinhas descubro sentimentos

Que só percebo após a leitura

Pois no momento de cinzar o papel

A vida se desenha no papel

Minha vida, misturada com a de outros

Coisas, a vida que habita o mundo

O meu mundo

Uma poesia me sopra a orelha

Para no papel deixar sua marca

O registro dos meus cismos

Cataclismo de pensamentos e tormentos

Nas palavras que me escondo

Acabou me entregando

Numa transparência que cega o Sol

O criador que é a cria da sua criação

A poesia me recuperando

Toda vez que a leio

É como me olhar no espelho

Curso de Escrita Criativa com Michel Yakini – Biblioteca Brito Broca, mar/abr de 2018. Palavras Perdidas

Feliz dia da poesia.

Dia Mundial da Não-Violência

Esta data foi criada pela ONU (Organização das Nações Unidas), em homenagem à figura de Mahatma Gandhi, um dos principais representantes na luta pelo pacifismo e no respeito dos direitos humanos e da justiça. Calendarr

Nações Unidas

A luta de Gandhi tinha como base quatro principais pensamentos: o amor, a verdade, a não-violência e a não-cooperação.

Gandze-se: Henry Thoreau, DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DAS ÁRVORES, Tudo isso, Algumas frases desses dias., É ao morrerem que se tornam santos., A gente sempre soube.

Os homens preferem a calma bruta da escravidão

“O grande inquisidor” é uma criação literária especialíssima de Dostoievski, inserida em “Os Irmãos Karamazov”. O genial escritor russo criou, dentro desta obra imortal, um capítulo especial sob o formato de uma lenda antiga, dedicado à denúncia da manipulação religiosa feita pela Igreja Católica durante a “Santa Inquisição”. Carlos Russo Jr.Espaço Literário Marcel Proust

A lenda é prometeica pois ao fincar os pés no passado, permitiu tanto ontem como hoje antever o futuro manipulável da sociedade de massas. A religiosidade utilitária aponta tanto para as recusas de liberdade real nas sociedades modernas e pós-modernas, quanto para formas tão somente exteriores das denominadas “democracias representativas”.

Ao mesmo tempo, este capítulo essencial de “Irmãos Karamazovi”, prenuncia profético os regimes totalitários do século XX e que ensaiam sua retomada no século XXI, como o controle do pensamento através de mentiras, do medo e de montagem de “histórias”. Antecipa também o prazer brutal imbecilizadas e dominadas das Danças de Nuremberg nazista, das massas ensandecidas na “Revolução Cultural” chinesa, assim como no Estádio de Moscou stalinista.

Nos dias de hoje segue sendo um sinal de alerta para as recusas de liberdade, para a invasão das privacidades, para as parvoíces hipócritas, para as mentiras, que “viralizadas” milhares e milhões de vezes, passam a ser são tidas como verdades.

Para o Inquisidor os homens conhecerão a felicidade somente quando um reino perfeitamente regulado for estabelecido sobre a terra, sob os auspícios dos milagres, da autoridade da Igreja e da “mano militari” e do pão.

Ao Inquisidor também se incorpora a ideia de um Falso Messias, um Anticristo, daquele que também viveu no deserto, alimentou-se de gafanhoto e mel e ofereceu a Cristo a tríplice tentação: os milagres, o pão e a autoridade, dos quais seriam decorrentes as Igrejas e o Estado.

Logo, as Igrejas punitivistas são as principais responsáveis por privarem os homens de sua liberdade essencial, interpondo entre Deus e a agonia da alma individual, a segurança da absolvição e dos mistérios dos rituais.

De um lado teremos o Inquisidor que era a seu modo autoritário um “progressista”, dado que tinha uma crença radical no progresso humano através de meios materiais, a qual aliava uma crença na razão pragmática.

De outro, um Cristo dostoiévskiano que não é um beato, um santo, mas humano, profundamente humano, parafraseando Nietzsche. Pois Dostoiévski, além do Inquisidor, também traçou o retrato de “seu Cristo” na lenda.

Os famintos, desiludidos, os desesperados “nos procurarão e depositarão sua liberdade a nossos pés dizendo: ‘reduzi-nos à escravidão, mas alimentai-nos’. Compreenderão que a liberdade e o pão da terra à vontade para cada um são irreconciliáveis, pois jamais saberão reparti-lo entre si. A impotência para a liberdade ocorre por serem fracos, depravados, nulos e revoltados. As multidões sendo fracas e, embora depravadas e revoltosas, tornar-se-ão dóceis.”

“Para dispor da liberdade dos homens é preciso dar-lhes paz de consciência… nisto Tu tinhas razão porque o segredo da existência humana consiste não somente em viver, mas ainda em encontrar um motivo pelo qual viver. Sem uma ideia nítida de sua finalidade, prefere o homem a ela renunciar e se destruirá embora cercado por montes de pão. Esqueceste-Te de que o homem prefere a paz e até mesmo a morte à liberdade de discernir o bem do mal? Não há nada de mais sedutor para o homem que o livre-arbítrio, mas também, nada de mais doloroso.”

O HOMEM BICENTENÁRIO

Em 2005, uma família americana compra um novo utensílio doméstico: o robô chamado Andrew (Robin Williams), para realizar tarefas domésticas simples. Entretanto, aos poucos o robô começa a apresentar traços característicos de um ser humano, como curiosidade, inteligência e personalidade própria. Começa, então, o início da saga de Andrew em busca de liberdade e de se tornar, na medida do possível, humano.

 O Homem Bicentenário

Este filme de ficção-científica é baseado em uma história do consagrado escritor Isaac Asimov. filmow

A obra original fala sobre os medos e angústias da existência humana e foi adaptada para o cinema.

E dentro dessa situação, a reflexão filosófica é direcionada para a discussão sobre a questão do uso das funções que nos caracterizam como seres humanos: se temos que ter necessariamente uma alma, ou se bastariam apenas de componentes físicos, como os de um computador, ou seja, o importante é a estrutura física da pessoa humana ou seve-se levar em contar o íntimo, as sensibilidades, as imperfeições e aspectos que o diferencia dos demais seres, com suas singularidades. Prof. Esp. Francisco das C. M. dos Santos

Bize-se: Um anticorpo de Gaia para o vírus ser humano, 9 criptomoedas para movimentar o mercado em maio, 10 fatos sobre inteligência artificial, Repo man, Indústria 4.0 ou Quarta Revolução Industrial. Como Fazer um Robô, A evolução dos robôs., O mito da caverna

TODOS PRECISAMOS DA UTOPIA

Imagem Movimento Frank Zappa

“Quero a utopia, quero tudo e mais;
Quero a felicidade nos olhos de um pai;
Quero a alegria muita gente feliz,
Quero que a justiça reine em meu país.
Quero a liberdade, quero o vinho e o pão;
Quero ser amizade, quero amor, prazer;
Quero nossa cidade sempre ensolarada, 
Os meninos e o povo no poder, eu quero ver.

In: Coração Civil – de Milton Nascimento

A palavra “utopia” tem origem grega e é formada pelo u (prefixo de negação) e topos (lugar), representando, assim, o ‘não-lugar’ ou ‘o lugar que não existe’. O termo foi cunhado pelo humanista inglês Thomas More que, em 1516, chamou sua história de uma imaginária viagem até uma ilha idealmente governada chamada Utopia. HELOISA LIMAO sentido do ser

Esta Utopia apresentava uma realidade exemplar, justa e sem falhas. No livro, ela resultava em um sistema político ideal, uma sociedade perfeita com indivíduos bons que criavam e viviam em uma comunidade igualitária, harmoniosa e feliz. Diante da ameaça de censura política e religiosa, o autor resolveu colocar a ação em um mundo fictício, na desconhecida ilha Utopia, onde a liberdade era o bem mais precioso a ser resguardado.

E o que é liberdade para mim?

Primeiro, é uma bela palavra que emociona. Porque sempre penso que todos deveriam ter a liberdade de pensar, de escolher, de amar e de percorrer todas estas possibilidades tão fantásticas.

Assim, me entristece ver que para que pouquíssimos sejam “felizes”, uma esmagadora maioria seja alijada de uma vida mais plena, feliz e ‘utópica’.

Muitos filósofos já escreveram sobre a liberdade da mesma forma como falamos dela – a de fazer o que gostamos, de trabalhar naquilo que apreciamos, de escolher o homem ou a mulher com a qual queremos nos relacionar, de decidir em paz entre ler um livro, comprar uma bicicleta ou casar.

Se fôssemos verdadeiramente livres, o que faríamos com essa liberdade? Certamente a usaríamos para nos expressarmos, nos relacionarmos e para fazermos o que honestamente desejamos. Sem subjugar ninguém e sem mostrar submissão a quem quer que fosse.

Ser o que se quer“. A frase é curta, mas traduz uma perspectiva difícil. A liberdade deveria ser a maior prerrogativa de todo ser independente e que tivesse vontade de superar seus obstáculos.

No mundo criado por Georges Orwell, no sempre tão atual livro 1984, as pessoas são condicionadas a pensar que “a liberdade é escravidão“. Como agora, em pleno século XXI, ainda o são.

No entanto, sem a autoridade sábia e benevolente de uma verdadeira e solidária comunidade, a ideia de liberdade estará sempre baseada nos dogmas de uma determinada classe social, naquilo que a família ‘crê’, nas doutrinas religiosas, nos programas de televisão, nas exigências do mercado de trabalho ou no projeto político e sombrio do momento. Ou seja: em tudo aquilo que não inclua uma coletividade desinteressada.

E foi pensando em todas estas questões que me vi inspirada a contar a história de uma comunidade que há tempos conheci: Užupis.

Lá nos idos de 1995, um grupo de artistas e intelectuais residentes da cidade de Vilnius, capital da Lituânia, construiu e levantou uma estátua de Frank Zappa. Dois anos depois, no ‘dia dos insetos’ – primeiro de abril de 1997 – o bairro boêmio da cidade se declarou uma República Independente, contando, naquela altura, com um ‘exército’ de 17 homens.

Pouco depois, foram criadas quatro bandeiras nacionais (uma para cada estação do ano) assim como elaborada uma constituição que logo mais explicarei.

Passados mais de vinte anos, a ‘república’ ainda não foi invadida e permanece como um glorioso hino à liberdade.

O nome Užupis quer dizer “do outro lado do rio” que, no caso, é o Rio Vilnia, o mesmo que deu nome à Vilnius.

Esta área por muito tempo ficou isolada do restante da cidade por conta deste rio que formava uma divisória natural. Até que, no século XVI, alguns moradores da cidade resolveram construir duas pontes e ali passaram a viver.

Durante muitos anos a região foi povoada por judeus que foram perseguidos em tempos de guerras e mortos durante a ocupação nazista. Depois de alguns anos, passou a ser habitada por marginais, mendigos, desabrigados em geral, prostitutas e, posteriormente, também por artistas e boêmios.

Até março de 1990 tratava-se de um território absolutamente abandonado. Logo depois, essas mesmas pessoas revitalizaram todo aquele espaço pintando paredes, criando e fixando esculturas modernas, promovendo encontros culturais e musicais, dentre outras atividades artísticas. E tudo isso se desenrolou sem nenhum tipo de interferência política, justamente por tratar-se de uma zona totalmente negligenciada pela administração local.

Naquela altura, alguns artistas escolheram o trabalho de Frank Zappa (cantor, guitarrista e produtor da vanguarda norte-americana) como representante da “Republika” e começaram a coletar assinaturas para sua fundação. Apesar da total irrelevância de Zappa para a Lituânia, as pessoas aceitaram a ideia e deram uma enorme demonstração de apoio que deixou as autoridades muito perplexas.

E foi assim que, em 1997, Užupis declarou a sua independência.

Inicialmente levada como uma brincadeira, a ação foi ficando séria – o que levou à eleição de um ‘presidente’, à criação de uma moeda própria, uma bandeira e um hino nacional. Hoje, conta com representantes em vários países do mundo (incluindo o Brasil). Atualmente, além de residências, bares, restaurantes e lojas, possui feiras e exposições de arte ao ar livre.

A história de Užupis é um conto bizarro e, ao mesmo tempo, estranhamente encorajador acerca do que pode acontecer quando um grupo de libertadores encontra um espaço para edificar seus projetos.

Perguntei a um artista local se a concepção de Užupis inicialmente era a de um espaço, um estado ou um estilo de vida.

Tentamos ainda perseguir uma certa utopia“, explicou. “Reconhecendo que a implementação de todas as utopias anteriores foi uma experiência miserável, não buscamos mudar o mundo, mas simplesmente torná-lo mais agradável. Queremos criar um pequeno país onde possamos ser bons. Onde se pode aposentar-se e desaparecer. ‘Escapar’, em algum momento da vida. Uma vez passada a ponte sobre o rio, encontramo-nos em segurança no nosso país mítico. Se todos nós somos uma espécie de exilados, então, em certo sentido, Užupis é uma metáfora.

O espírito de Zappa nos persuadiu a declarar a independência do resto de Vilnius“, completou.

Sua constituição (traduzida em diversas línguas) é muito bonita e feliz para não ser compartilhada. Veja:

1. Homens e Mulheres têm o direito de viver nas margens do rio Vilnia e o rio Vilnia tem o direito de correr por entre todos eles.
2. Homens e Mulheres têm direito à água quente, ao aquecimento no inverno e a um telhado.
3. Homens e Mulheres têm o direito de morrer, não sendo, no entanto, uma obrigação.
4. Homens e Mulheres têm o direito de cometer erros.
5. Homens e Mulheres têm o direito de ser únicos.
6. Homens e Mulheres têm o direito de amar.
7. Homens e Mulheres têm o direito de não ser amados, mas não necessariamente.
8. Homens e Mulheres têm o direito de ser medíocres e desconhecidos.
9. Homens e Mulheres têm o direito de caminhar lentamente.
10. Homens e Mulheres têm o direito de amar e cuidar de um gato.
11. Homens e Mulheres têm o direito de cuidar de um cão até que um deles morra.
12. Um cão tem o direito de ser cão.
13. Um gato não é obrigado a amar o seu dono, mas deve ajudar em tempos de necessidade.
14. Algumas vezes, Homens e Mulheres, têm o direito de não ter consciência de seus deveres.
15. Homens e Mulheres têm o direito de estar em dúvida, mas isso não é uma obrigação.
16. Homens e Mulheres têm o direito de serem felizes.
17. Homens e Mulheres têm o direito de serem infelizes.
18. Homens e Mulheres têm o direito de ficar em silêncio.
19. Homens e Mulheres têm o direito de ter fé.
20. Ninguém tem o direito à violência.
21. Homens e Mulheres têm o direito de apreciar a sua insignificância.
22. Ninguém tem o direito de ter desígnios sobre a eternidade.
23. Homens e Mulheres têm o direito de compreender tudo.
24. Homens e Mulheres têm o direito de não compreender nada.
25. Homens e Mulheres têm o direito de ter qualquer nacionalidade.
26. Homens e Mulheres têm o direito de celebrar ou não celebrar o seu aniversário.
27. Homens e Mulheres devem lembrar-se do seu nome.
28. Homens e Mulheres podem partilhar o que possuem.
29. Ninguém pode partilhar o que não possui.
30. Homens e Mulheres têm o direito de ter irmãos, irmãs e pais.
31. Homens e Mulheres podem ser independentes.
32. Cada um é responsável pela sua liberdade.
33. Homens e Mulheres têm o direito de chorar.
34. Homens e Mulheres têm o direito de ser mal interpretados.
35. Ninguém tem o direito de culpar outra pessoa.
36. Homens e Mulheres têm o direito de ser um indivíduo.
37. Homens e Mulheres têm o direito de não ter direitos.
38. Homens e Mulheres têm o direito de não ter medo.
39. Não se anulem;
40. Não retruquem;
41. Não se rendam.

Infelizmente, Frank Zappa morreu dois anos antes de ter a chance de ver, no centro da cidade antiga de Vilnius, a estátua em sua homenagem erguida.

Mas nós todos continuamos vivos para refletirmos sobre este peculiar exemplo. Possível, desde que construído a partir do que genuinamente temos. E junto a quem verdadeiramente confiamos e amamos.

Afinal, o mundo é muito desconfortável para a maioria das pessoas – ainda que haja espaço e condições para todos viverem em equilíbrio.

Todos sonham com um lugar onde possam viver em paz, onde se possa manter o sentimento de harmonia, que é a unidade entre homens e alegria.

Então, deve haver um pequeno pedaço de terra onde a vida, desta forma, seja possível, não?

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George Orwell, 1984 e Revolução dos Bichos

George Orwell | 1984 | Revolução dos Bichos | Filosofia e LiteraturaSUPERLEITURAS

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A bailarina Baderna

A bailarina Baderna e a história de resistência por trás dessa palavra.

A etmologia ou a origem de um termo, gíria ou expressão pode ir muito além de meras premissas linguísticas, e revelar traços culturais, sociais e até mesmo econômicos sobre um país, uma época ou uma pessoa.

Marietta Baderna nasceu na cidade de Castel San Giovanni, província de Piacenza, no norte da Itália, em 1828. Filha de Antônio Baderna, médico e músico nas horas vagas, rapidamente seu destino artístico se traçou, com dedicação especial ao balé, estreando aos 12 anos nos palcos suas sapatilhas. Rapidamente Baderna passaria a fazer parte da companhia de dança do teatro Scala, de Milão e, aos 21 já se destacava como “prima ballerina assoluta” (ou primeira bailarina absoluta) com sucesso por toda a Itália, participando de diversas turnês em outros países europeus.

Rapidamente o sucesso de Baderna, e principalmente a reconhecível presença da cultura negra em sua dança, fez com que a crítica conservadora, os empresários e a pudica sociedade imperial atacassem a bailarina com furor equivalente ao que sua dança provocava no povo – que passava a se reconhecer numa fina e “elevada” forma de expressão artística. Baderna começou a ser posta em papeis menos importantes, ao fundo do palco, ou mesmo a ser banida de espetáculos, e cada vez que percebiam o boicote, os baderneiros tratavam de se expressar ruidosamente. Se, em sua chegada aos palcos brasileiros, os jornais da época utilizavam seu nome como sinônimo de elegância, com seu sucesso popular a palavra baderna passou a ser utilizada para significar bagunça, desordem e depravação. Vivimetaliun

O sequestro de seu nome, no entanto, pode ser visto ao fim de tudo como um involuntário tributo às avessas. Os baderneiros podem ser vistos hoje em muitos casos também e ainda como sinônimos de resistência contra tal sinistra dança conservadora e elitista – se valendo do que a imprensa insiste em chamar de baderna para atacar a hipocrisia vigente que esconde o massacre contra tudo que a bailarina, com seu corpo, afirmava enquanto força: a cultura negra, a sexualidade, o feminino, o popular. Maria Baderna se diluiu como artista na força transformadora da dança enquanto gesto, enquanto corpo em movimento, para se transformar em uma palavra mal apropriada e mal criada, mas que, revista em sua origem, se revela com um sentido paralelo profundo em potencial, de resistência e liberdade.
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Reeditado. Editado via celular.

África Liberdade

Em 1821, foi o grito por liberdade do soldado negro condenado à forca Francisco José das Chagas uma das possíveis razões do nome atual do bairro. CECÍLIA GARCIA
No período pós-abolição, que tem seu início em 1888, a população negra vivia em casas e cortiços no centro da cidade; era naquela região que homens e mulheres sem acesso a direitos básicos como moradia conseguiam trabalho. Segundo a historiadora Cláudia Rosalina Adão no livro A Luta Contra o Racismo do Brasil, tanto a vinda de operários imigrantes como também os chamados trabalhos de melhoramentos da cidade – políticas de Estado para embranquecer e europeizar o centro – empurraram a comunidade pobre e também a negra para as periferias da cidade. Cidades Educadoras
O nome correto da Igreja de Santa Cruz, também conhecida por Igreja das Almas e localizada no ponto central do bairro, é Igreja da Santa Cruz dos Enforcados, pois era exatamente naquele local onde senhores e seus capangas cometiam a punição mais severa contras os negros.
A missão da pesquisadora Patrícia Oliveira é encontrar a memória trágica dos negros até a virada do século XX na maior cidade do país. Encontrar porque esses locais não por acaso foram apagados, apontando assim as histórias negligenciadas, as pessoas indesejadas, e formando o caldo daquilo que pode ainda ser a base de reparações históricas. CAROL SCORCE, da Carta EducaçãoGeledes

A estação do metrô Liberdade mudou de nome , se chama Japão Liberdade . O bairro da liberdade era originalmente um bairro de negros , muito antes da chegada da comunidade nipônica, se chamava Largo da Forca, pois era palco de execução de escravos negros fugitivos e condenados à pena de morte. Foi, aliás, por causa de um negro que a praça e o bairro foram chamados de Liberdade. Em 1821, um soldado chamado Chaguinha, condenado à morte por liderar uma rebelião por pagamento de soldo, sobreviveu a duas tentativas de enforcamento, ao que o público atribuía a um milagre e passava a gritar “liberdade” – só foi morto após o carrasco usar um laço de vaqueiro. Chaguinha, então, se tornou um santo padroeiro do bairro e protetor da Capela dos Aflitos, onde esteve antes de ser levado à forca, e da Igreja Santa Cruz dos Enforcados, construída décadas mais tarde em frente à praça, que abrigava organizações de ex-escravos e seus descendentes . Neste bairro também foi instalado à Frente Negra Brasileira , o Paulistano da Glória, e o cemitério dos escravos . Os imigrantes japoneses chegaram no bairro em 1912. O nome Liberdade é foi uma resposta à opressão. Miriam S. Ramos (WhatsApp)

Observe mais: MULTIVERSO MARVEL, LUMINESCE™, OUTROS VIAJANTES DO TEMPO, SAUDAÇÃO AO SOL, RESERVE™, CANCERIANO SEM LAR, AUSTRALIA DAY, NAARA BEAUTY DRINK!!!, EM BUSCA DA VERDADE, LIVROS QUE ENSINAM AS CRIANCAS CUIDAR DO PLANETA, INSTANTLY AGELESS ™, 11 INGREDIENTES QUE AJUDAM PERDER PESO, MARIANA OU PARIS? A DOR É A MESMA…, VIDACELL®, NAVE TIERRA, HO’OPONOPONO, EMV, ROBÔ EM BUSCA DE LIBERDADE, A INVASÃO DO BRASIL

Olhar sem ver: sistema prisional

http://justificando.cartacapital.com.br/2017/10/17/olhar-sem-ver-estrategias-de-operadores-do-direito-para-defender-o-superencarceramento/

Já somos, de acordo com o International Centre for Prison Studies – ICPS, a terceira população mundial em pessoas presas, sendo que muitos outros países, incluindo os EUA e China (os dois países com maior população prisional), têm reduzido o número de presos nos últimos anos (2011 a 2014). Temos 41% de presos provisórios, sendo que após julgamento cerca de 40% são considerados inocentes ou condenados a penas restritivas de direito. Assim, não se equivoquem, superlotação no Brasil não é uma questão de poucas vagas, mas sim de superencarceramento. Ou seja, adotamos abusivamente o uso da pena privativa de liberdade, estamos viciados numa falsa solução que só faz agravar o problema.

Editado via celular.

Malucos de Estrada: a reconfiguração do movimento hippie no Brasil

Sonhos, arte, poesia, cooperação, liberdade, revolução, desapego, igualdade, lutas… Sentimentos e ações que muitas vezes reprimimos em razão dos padrões sociais pré-estabelecidos, mas que são vividos intensamente por homens e mulheres que botaram uma mochila nas costas e o pé na estrada. Bernardo Sommer – Despertar Coletivo

Os ‘malucos de estrada’ são os protagonistas/atores sociais de uma expressão cultural brasileira que apresenta características singulares, comportando uma cosmovisão, práticas, estilos de vida, fazeres e saberes que conferem suas matizes características. hypeness

Rafael Lage, fotógrafo e artesão, é o diretor do longa metragem Malucos de Estrada – Cultura de BR

Vídeo: Malucos de Estrada – A reconfiguração do movimento “hippie” no Brasil. Coletivo Beleza da Margem – Vimeo

O filme dialoga com os problemas enfrentados por quem busca essa forma de vida, com o tempo, percebemos que não bastava denunciar a violência do Estado, pois ela, em sua raiz, era fruto do preconceito e do enorme desconhecimento da sociedade sobre quem são estas pessoas.

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1°Mutirão Digital de Educação Financeira e Renegociação de Dívidas

O PROCON Paulistano realiza o primeiro mutirão digital de educação financeira em São Paulo. A iniciativa, executada em parceria com a SENACON (Secretaria Nacional do Consumidor), tem como objetivo incentivar a renegociação de dívidas de consumidores com instituições financeiras por meio da plataforma www.consumidor.gov.br e difundir a educação para o consumo de produtos e serviços financeiros.

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), criada pelo Decreto nº 7.738, de 28 de maio de 2012, integra o Ministério da Justiça e tem suas atribuições estabelecidas no art. 106 do Código de Defesa do Consumidor e no art. 3º do Decreto n° 2.181/97.

O Boletim Sindec é uma publicação que tem entre seus principais objetivos permitir à sociedade o acesso a informações sobre as empresas mais demandadas nos órgãos públicos de defesa do consumidor e os principais problemas apresentados, de forma a orientar o consumidor na escolha de produtos e serviços. RANKINGS – PROCON Paulistano

Serviços prestados no 1º Mutirão Digital

Palestras e Oficinas de Educação Financeira – 05 a 11 de novembro

Onde: Faculdade Damásio

Endereço: Rua da Gloria, 195, Liberdade

Horário: Das 14 às 16h30

Quem pode participar: Consumidores com dívidas ou interessados em aprofundar os conhecimentos em educação financeira

Atendimento a consumidores

Nos dias 5 e 11 de novembro, das 14h às 17h, os consumidores com dificuldade de acesso aos canais digitais contarão com atendimento presencial na Faculdade Damásio, localizada na Rua da Gloria, 195, Liberdade – São Paulo.

 O Diretor do PROCON Paulistano, Dr. Ricardo Ferrari Nogueira, assinalou ser “essencial difundir a utilização do site consumidor.gov.br no Município de São Paulo para promover a harmonização das relações de consumo”.

O aplicativo Rio Feiras está disponível para smartphones, permitindo aos usuários interagir e avaliar as 159 feiras fixas da cidade, além de outras 21 móveis. De acordo com a Secretaria municipal de Ordem Pública (Seop), as informações registradas no aplicativo servirão de parâmetro para a fiscalização e o monitoramento da situação das feiras, mas não vão gerar autuações, já que isso é de responsabilidade da fiscalização feita diariamente nos pontos de venda. Rafaella Barros – Extra

 O Consumidor.gov.br é uma plataforma pública de interação que, pela Internet, permite comunicação direta entre consumidores e fornecedores em prol da solução consensual de conflitos de consumo, a participação das empresas é voluntária e só permitida àquelas que aderem formalmente ao serviço, mediante assinatura de termo no qual se comprometem a conhecer, analisar e investir todos os esforços disponíveis para a solução dos problemas apresentados, em, no máximo, 10 diasAssociação Brasileira de Ouvidores/Ombudsman

Enxergue mais: PROCON DIVULGA LISTAS DE EMPRESASIMPOSTÔMETROA TERRA A GASTAREDUFINNAARA BEAUTY DRINK!!!PLANKTON INVASIONCONSULTA CPFEMVLICITAÇÕESBE MY EYES APPINSTANTLY AGELESS ™SEMANA DO CONSUMIDORECONOMIA DE MERCADOPOR QUE CONSTRUIR UMA POLÍTICA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL E CULTURA DE PAZ PARA A CIDADE DE SÃO PAULO?VIDACELL®JUIZ, MAS NÃO DEUS!VLIBRASOITAVO ANJORESERVE™RECLAME AQUIPIADA SEM SABOR!