Rio 40 Graus

Fernanda Abreu – Rio 40 Graus (Videoclipe)

Rio 40 Graus – Fernanda Abreu

Rio 40 graus
Cidade maravilha
Purgatório da beleza
E do caos

Capital do sangue quente do Brasil
Capital do sangue quente
Do melhor e do pior do Brasil

Cidade sangue quente
Maravilha mutante

O Rio é uma cidade de cidades misturadas
O Rio é uma cidade de cidades camufladas
Com governos misturados, camuflados, paralelos
Sorrateiros, ocultando comandos

Comando de comando, submundo oficial
Comando de comando, submundo bandidaço
Comando de comando, submundo classe média
Comando de comando, submundo camelô
Comando de comando, submáfia manicure
Comando de comando, submáfia de boate
Comando de comando, submundo de madame
Comando de comando, submundo da TV
Submundo deputado, submáfia aposentado
Submundo de papai, submáfia da mamãe
Submundo da vovó, submáfia criancinha
Submundo dos filhinhos

Na cidade sangue quente
Na cidade maravilha mutante

Rio 40 graus
Cidade maravilha
Purgatório da beleza
E do caos

Rio 40 graus
Purgatório da beleza
E do caos

Eh! Rio 40 graus

Quem é dono desse bêco?
Quem é dono dessa rua?
De quem é esse edifício?
De quem é esse lugar?

É meu esse lugar!
Sou carioca, pô
Eu quero meu crachá!
(Sou carioca, pô!)

Canil veterinário É assaltado liberando
Cachorrada doentia atropelando
Na xinxa das esquinas de macumba violenta
Escopeta de sainha plissada
Na xinxa das esquinas de macumba gigantesca
Escopeta de shortinho algodão

Cachorrada doentia do Joá, é
Cachorrada doentia São Cristóvão
Cachorrada doentia Bonsucesso
Cachorrada doentia Madureira
Cachorrada doentia da Rocinha
Cachorrada doentia do Estácio

Na cidade sangue quente
Na cidade maravilha mutante

(Rio)
Rio 40 graus
Cidade maravilha
Purgatório da beleza
E do caos

Rio 40 graus
Purgatório da beleza
E do caos, é

A novidade cultural
Da garotada
Favelada, suburbana
Classe média marginal
É informática metralha
Sub-uzi equipadinha
Com cartucho musical
De batucada digital

Gatilho de disket
Marcação pagode, funk
De gatilho marcação
De samba-lance
Com batuque digital
Na sub-uzi musical
De batucada digital
Eh!

Meio batuque inovação
De marcação prá pagodeira
Curtição de falação
De batucada
Com cartucho sub-uzi
De batuque digital
Metralhadora musical… Oh yeah

De marcação invocação pra gritaria
De torcida da galera Funk!
De marcação invocação pra gritaria
De torcida da galera Samba!
De marcação invocação pra gritaria
De torcida da galera Tiroteio!
De gatilho digital
De sub-uzi equipadinha com cartucho musical
De contrabando militar da novidade cultural
Da garotada favelada suburbana
De shortinho, de chinelo
Sem camisa, carregando sub-uzi equipadinha
Com cartucho musical de batucada digital
(Ulalá!)

Na cidade sangue quente
Na cidade maravilha mutante

Rio 40 graus
Cidade maravilha
Purgatório da beleza
E do caos

Rio 40 graus
Purgatório da beleza
E do caos

Capital do sangue quente do Brasil
Capital do sangue quente do melhor e do pior
Do Brasil

Rio 40 graus
Cidade maravilha
Purgatório da beleza
E do caos

Rio 40 graus
Purgatório da beleza
E do caos

Composição: Fausto Fawcett / Fernanda Abreu / Allen Shamblin / Andre Young. letras

Rio, 40 Graus

No Rio de Janeiro, em um dia intenso de verão, cinco garotos pretos e pobres saem da favela onde vivem para vender amendoim pela cidade. Percorrendo os quatros cantos do Rio, eles vivem e presenciam casualidades e incidentes cariocas, verdadeiras desventuras urbanas que destrincham a realidade urbana carioca daquele período. AdoroCinema

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Um sonho

Monólogo Ao Pé do Ouvido / Banditismo Por Uma Questão de Classe

1º vez no palco do Circo Voador – RJ – Março – 1994Acervo Chico Science

Monólogo Ao Pé do Ouvido / Banditismo Por Uma Questão de Classe – Chico Science & Nação Zumbi. Vagalume

Modernizar o passado é uma evolução musical
Cadê as notas que estavam aqui
Não preciso delas!
Basta deixar tudo soando bem aos ouvidos
O medo dá origem ao mal
O homem coletivo sente a necessidade de lutar
o orgulho, a arrogância, a glória
Enche a imaginação de domínio
São demônios, os que destroem o poder bravio da humanidade
Viva Zapata! Viva Sandino! Viva Zumbi!
Antônio Conselheiro!
Todos os panteras negras
Lampião, sua imagem e semelhança
Eu tenho certeza, eles também cantaram um dia.

Há um tempo atrás se falava de bandidos
Há um tempo atrás se falava em solução
Há um tempo atrás se falava e progresso
Há um tempo atrás que eu via televisão

Galeguinho do Coque não tinha medo, não tinha
Não tinha medo da perna cabiluda
Biu do olho verde fazia sexo, fazia
Fazia sexo com seu alicate

Galeguinho do Coque não tinha medo, não tinha
Não tinha medo da perna cabiluda
Biu do olho verde fazia sexo, fazia
Fazia sexo com seu alicate

Oi sobe morro, ladeira, córrego, beco, favela
A polícia atrás deles e eles no rabo dela
Acontece hoje e acontecia no sertão
Quando um bando de macaco perseguia Lampião
E o que ele falava outros hoje ainda falam
\”Eu carrego comigo: coragem, dinheiro e bala\”
Em cada morro uma história diferente
Que a polícia mata gente inocente

E quem era inocente hoje já virou bandido
Pra poder comer um pedaço de pão todo fudido

Galeguinho do Coque não tinha medo, não tinha
Não tinha medo da perna cabiluda
Biu do olho verde fazia sexo, fazia
Fazia sexo com seu alicate

Galeguinho do Coque não tinha medo, não tinha
Não tinha medo da perna cabiluda
Biu do olho verde fazia sexo, fazia
Fazia sexo com seu alicate

Oi sobe morro, ladeira, córrego, beco, favela
A polícia atrás deles e eles no rabo dela
Acontece hoje e acontecia no sertão
Quando um bando de macaco perseguia Lampião
E o que ele falava outros hoje ainda falam
\”Eu carrego comigo: coragem, dinheiro e bala\”
Em cada morro uma história diferente
Que a polícia mata gente inocente

E quem era inocente hoje já virou bandido
Pra poder comer um pedaço de pão todo fudido

Banditismo por pura maldade
Banditismo por necessidade
Banditismo por pura maldade
Banditismo por necessidade
Banditismo por uma questão de classe!
Banditismo por uma questão de classe!
Banditismo por uma questão de classe!
Banditismo por uma questão de classe!

Na sociedade brasileira parece haver uma permeabilidade entre ordem e desordem [..] na prática da violência por parte do Estado, representante em princípio exemplar da ordem, e por parte da bandidagem, a desordem por definição. […] A percepção dessa permeabilidade […] está continuamente presente na cultura brasileira. […] a ideia de que é legítimo ao cidadão que não participa das benesses do poder agir com violência, mesmo porque o Estado age com violência para manter essas benesses com quem estão, tem validade até hoje, e está expressa em várias canções populares dos anos 90. SOUZA, Paulo Henrique Vieira de. CAMINHOS PARA UMA ANÁLISE DE CHICO SCIENCE & NAÇÃO ZUMBI

Banditismo: era chamado o tipo de movimento feito pelos Cangaceiros. Eles roubavam pela miséria, pela fome, pelos ideais de repartir os “frutos”(roubos) com o restante de seu povo. Daí a ideia de “por necessidade”, “por pura maldade” e “por uma questão de classe (social)”. Karol Almeida – Decifrando História

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