PENA DE MORTE

PENA DE MORTE – BEZERRA DA SILVA

Pra quê pena de morte, doutor?
Essa ideia é que me consome
Se o filho do pobre antes de nascer
Já está condenado a morrer de fome
Quando o colarinho branco
Mete o rifle sem dó nos cofres da nação
O senhor não condena ele a morte
E também não lhe chama de ladrão
Nesta hora a justiça enxerga doutor,
E protege o marajá
E se por acaso ele for condenado
Tem direito a prisão domiciliar
Pra quê pena de morte?
Pra quê pena de morte, doutor?
Essa ideia é que me consome
Erradíssimo!
Pra quê pena de morte, doutor?
Essa ideia é que me consome
Se o filho do pobre antes de nascer
Já está condenado a morrer de fome
Olha aí eu não estou lhe entendendo, doutor,
Onde é que o senhor quer chegar
Foi direito a prisão domiciliar quem deu a vida a seus filhos
Somente ele é quem pode tirar
Vê se toma um chá de “simancol”
E colabore com o meu Brasil novo
Ao invés da pena de morte
Faça uma lei pra ter pena do povo
Pra quê pena de morte?
Pra quê pena de morte, doutor?
Essa ideia é que me consome
Pra quê pena de morte, doutor?
Essa ideia é que me consome
Se o filho do pobre antes de nascer
Já está condenado a morrer de fome
Olha aí quando o colarinho branco
Mete o rifle sem dó nos cofres da nação
O senhor não condena ele a morte
E também não lhe chama de ladrão
Nesta hora a justiça enxerga doutor,
E protege o marajá
E se por acaso ele for condenado
Tem direito a prisão domiciliar
Pra quê pena de morte?
Pra quê pena de morte, doutor?
Essa ideia é que me consome
Muito erradíssimo!
Pra quê pena de morte, doutor?
Essa ideia é que me consome
Se o filho do pobre antes de nascer
Já está condenado a morrer de fome
Olha aí eu não estou lhe entendendo, doutor,
Onde é que o senhor quer chegar
Foi Deus quem deu a vida a seus filhos
Somente ele é quem pode tirar
Vê se toma um chá de “simancol”
E colabore com o meu Brasil novo
Ao invés da pena de morte
Faça uma lei pra ter pena do povo
Pra quê pena de morte?
Pra quê pena de morte, doutor?
Essa ideia é que me consome
Incontestavelmente erradíssimo!
Pra quê pena de morte, doutor?
Essa ideia é que me consome É!
Se o filho do pobre antes de nascer
Já está condenado a morrer de fome
Não vota não, não vota não!
Pra quê pena de morte, doutor?
Essa ideia é que me consome
Simbora gente!
Pra quê pena de morte, doutor?
Essa ideia é que me consome
Se o filho do pobre antes de nascer
Já está condenado a morrer de fome
Absolutamente certíssimo, certíssimo!
Pra quê pena de morte, doutor?
Essa ideia é que me consome
Tá erradíssimo!
Pra quê pena de morte, doutor?
Essa ideia é que me consome
Se o filho do pobre antes de nascer
Já está condenado a morrer de fome

Veja também: Candidato Caô Caô, Eu sou o meu Deus., PÁTRIA MADRASTA VIL, O Coxinha – uma análise sociológica, Casas de Mediação, A história de sempre?, Carta de um policial nos protestos de São Paulo, Carlos Marighella, Vitórias e Conquistas, Um país (d)e(s)ngraçado

Coletores de sementes

A não aplicabilidade do novo Código Florestal, a anistia aos desmatadores, somado a ausência de um plano de execução para o novo Código, estão sendo fortemente criticados pelas entidades da sociedade civil, por outro lado, aumentou e acelerou as discussões sobre o mercado de sementes e mudas nativas, o que influencia o trabalho da Rede de Sementes do Xingu. Axa

As principais características de um bom “mateiro”, são curiosidade inata para conhecer árvores nativas e suas espécies, disposição para acordar antes de o sol nascer, entrar na mata e ficar o dia todo colhendo e identificando sementes. O coletor primeiramente tem que gostar muito do que faz, pois terá de enfrentar a mata, de se sujar e, se expor a alguns riscos, a atividade envolve também muita pesquisa e busca de informações, isso será recorrente nos primeiros dois ou três anos de profissão, pois a variedade da flora brasileira é imensa. Leandro Costa
rede-sementes-fluxograma

Veja também: Experimento científico?, Veteranas de guerra, Território, Robin Hulk, Vamos acabar com o domínio da Monsanto, Não é Pirâmide!, Inseticida Natural contra lesmas e lagartas, Galhos e bugalhos, Por que Pinga?

Deixa eu Falar

Deixa eu Falar – Raimundos

Foi , foi , foi mal aí, véi!
Se eu falei um monte de coisa que você não gosta
Com o microfone eu tenho a faca e o queijo
Olho o jornal, eu ouço rádio, eu só ouço bosta
E na tv eu não gosto de nada que eu vejo

Uma camisa-de-força tamanho mirim
Vai ter que me explicar tintim por tintim
Por que a lei só se aplica a mim
Perigo pra sociedade é o que me dizem
E penso comigo mesmo: por que não eu
Pra cuspir o pensar e taxarem de crime?

“é inverno no inferno e nevam brasas
Por favor, escondam-se todos em suas casas
Pois o anjo caído voa com novas asas
Raimundos, Nativus, Black Alien
Quebrando a espinha de filhos da puta
Como num mergulho de águas rasas”

Liberdade de expressão!!!
Deixa eu falar, filha-da-puta!!!
Expressão!!

“a livre expressão é o que constrói uma nação
Independentemente da moeda e sua cotação”
Deixa eu falar, filha-da-puta!!!
Expressão!!

Preste atenção no que eu vou dizer
Consciência e rebeldia é o que eu preciso ter
Pois minha mente pede
Num hardcore ou reggae
A mensagem vem das ruas, não dá pra esconder
Eu tenho um segredo
Já não tenho medo
Viver não vale nada se eu não me expressar
Seja certo ou errado, de cara ou chapado
Quem é calango do cerrado nunca vai mudar

Não tem flagrante não, não tem flagrante não;
Já bolou, acendeu, virou fumaça, subiu pra cuca;
Fim do Silêncio não deixa goela;
Malandro que é malandro sempre segue o ritmo da favela.

Liberdade de expressão!!!
Deixa eu falar, filha-da-puta!!!
Expressão!!

Deixa eu falar, filha-da-puta!!!
Expressão!!

Liberdade de expressão!!!
Deixa eu falar, filha-da-puta!!!
Expressão!!

“a livre expressão é o que constrói uma nação
Independentemente da moeda e sua cotação”
Deixa eu falar, filha-da-puta!!!
Expressão!!

“de junho a junho eu nasço
Eu morro de março a março
Presencio cenas impossíveis de traduzir para o cinema
Não perco atuações e atos
Mesmo quando abaixo pra amarrar os cadarços
Espaço, espaço, eu preciso de espaço
Pra mostrar pra esses covardes seu crepúsculo de aço
Imperial, como Carlos, eu passo
Conexão nordestina
Até Niterói, morte e vida Severina
Passando por Brasília…
Reis…”

(caralho!!!)

Veja também: Carnaval é Perfeição!, FILHOS DA PROSTITUTA, Amor do pai, Deixa o menino brincar!, Blue Dragon (Dragão azul), Reputação ilibada e notável saber jurídico., Bode expiatório, Ruas de Belém

Brasil de bandidos

O juiz Ronaldo Tovani, 31 anos, substituto da comarca de Varginha, ex-promotor de justiça, concedeu liberdade provisória a um sujeito preso em flagrante por ter furtado duas galinhas e ter perguntado ao delegado: ‘desde quando furto é crime neste Brasil de bandidos?’ O magistrado lavrou então sua sentença em versos:

*No dia cinco de outubro*
*Do ano ainda fluente*
*Em Carmo da Cachoeira*
*Terra de boa gente*
*Ocorreu um fato inédito*
*Que me deixou descontente.*

*O jovem Alceu da Costa*
*Conhecido por ‘Rolinha’*
*Aproveitando a madrugada*
*Resolveu sair da linha*
*Subtraindo de outrem*
*Duas saborosas galinhas.*

*Apanhando um saco plástico*
*Que ali mesmo encontrou*
*O agente muito esperto*
*Escondeu o que furtou*
*Deixando o local do crime*
*Da maneira como entrou.*

*O senhor Gabriel Osório*
*Homem de muito tato*
*Notando que havia sido*
*A vítima do grave ato*
*Procurou a autoridade*
*Para relatar-lhe o fato.*

*Ante a notícia do crime*
*A polícia diligente*
*Tomou as dores de Osório*
*E formou seu contingente*
*Um cabo e dois soldados*
*E quem sabe até um tenente.*

*Assim é que o aparato*
*Da Polícia Militar*
*Atendendo a ordem expressa*
*Do Delegado titular*
*Não pensou em outra coisa*
*Senão em capturar.*

*E depois de algum trabalho*
*O larápio foi encontrado*
*Num bar foi capturado*
*Não esboçou reação*
*Sendo conduzido então*
*À frente do Delegado.*
*Perguntado pelo furto*
*Que havia cometido*
*Respondeu Alceu da Costa*
*Bastante extrovertido*
*Desde quando furto é crime*
*Neste Brasil de bandidos?*

*Ante tão forte argumento*
*Calou-se o delegado*
*Mas por dever do seu cargo*
*O flagrante foi lavrado*
*Recolhendo à cadeia*
*Aquele pobre coitado.**
*
*E hoje passado um mês*
*De ocorrida a prisão*
*Chega-me às mãos o inquérito*
*Que me parte o coração*
*Solto ou deixo preso*
*Esse mísero ladrão?*

*Soltá-lo é decisão*
*Que a nossa lei refuta*
*Pois todos sabem que a lei*
*É prá pobre, preto e puta…*
*Por isso peço a Deus*
*Que norteie minha conduta.*

*É muito justa a lição*
*Do pai destas Alterosas.*
*Não deve ficar na prisão*
*Quem furtou duas penosas,*
*Se lá também não estão presos*
*Pessoas bem mais charmosas.*

*Afinal não é tão grave*
*Aquilo que Alceu fez*
*Pois nunca foi do governo*
*Nem seqüestrou o Martinez*
*E muito menos do gás*
*Participou alguma vez.*

*Desta forma é que concedo*
*A esse homem da simplória*
*Com base no CPP*
*Liberdade provisória*
*Para que volte para casa*
*E passe a viver na glória.*

*Se virar homem honesto*
*E sair dessa sua trilha*
*Permaneça em Cachoeira*
*Ao lado de sua família*
*Devendo, se ao contrário,*
*Mudar-se para Brasília.*

Um juiz arretado!

Veja também: Brasileiro Reclama De Quê?, Justiça em trânsito, Estrito cumprimento do dever, Saramago, Quem é o povo?, De Quem é a Culpa?, Água mata?, O de Otário, O Combate a Corrupção nas Prefeituras do Brasil, PÁTRIA MADRASTA VIL, Orçamento doméstico

O Estado Laico

estado laico ecumenismo

Um Estado secular ou estado laico é um conceito do secularismo onde o Estado é oficialmente neutro em relação às questões religiosas, não apoiando nem se opondo a nenhuma religião. Um estado secular trata todos seus cidadãos igualmente, independente de sua escolha religiosa, e não deve dar preferência a indivíduos de certa religião. Wikipédia
todasreligioesempaz

Veja também: A onda, Signo Geek, Fátima, Semana do Consumidor, Via Láctea pelo navegador, Eu sou o meu Deus., O de Otário, Batman – O Livro dos mortos, O MISTÉRIO DO DISCO SUBMERSO NO BÁLTICO, Somos todos doadores, Faça uma Evolução, Compartilhe, Bike or die!, Ser ou não ser., Carta da Terra, Planeta dos Macacos

Estrito cumprimento do dever

“Art. 23. Não há crime quando o agente pratica o fato:

I – em estado de necessidade;
II – em legítima defesa (própria ou de terceiros);
III – em estrito cumprimento do dever legal ou no exercício regular do direito.

Parágrafo único: O agente, em qualquer das hipóteses deste artigo, responderá pelo excesso doloso ou culposo”. (CÓDIGO PENAL, BRASIL, 2011)

Quem cumpre regularmente um dever não pode, ao mesmo tempo, praticar ato ilícito, uma vez que a lei não contém contradições. (MIRABETE, 2005, p. 188-189)

O dever legal engloba qualquer obrigação direta ou indiretamente resultante de lei, (…) o agente estará protegido pela obediência hierárquica, causa de exclusão da culpabilidade, se presentes os requisitos exigidos pelo artigo 22 do Código Penal. Ana Patricia da Cunha Oliveira

A descriminante putativa segundo Maria Helena Diniz “são causas que isentam de pena aquele que pensando estar agindo legitimamente, vem a praticar um crime.”

“Art. 301. Qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito”. (CÓDIGO DE PROCESSO PENAL, 2010)

Omissão, no direito, é a conduta pela qual uma pessoa não faz algo a que seria obrigada ou para o que teria condições, classificáveis como ação (agir positivo) ou omissão (agir negativo). A conduta consistente em um nada fazer, ou seja, é a vontade livre e consciente de não agir, quando podia ou devia. No Direito Civil, a omissão pode gerar a obrigação de indenizar (arts. 186 e 927, Código Civil) e no Direito Penal, a omissão tem relevância quando o sujeito nada faz quando o direito lhe impunha tal conduta. Veja art. 13, do Código Penal. DireitoNet

“O que temos a fazer é instruir e não proibir.” (Sócrates).

Veja também: Quem é o povo?, A culpa é de quem!, Jus Navigandi, Omissão., Inside Job, Os cães, 1984!, O Combate a Corrupção nas Prefeituras do Brasil, O analfabeto político, Impostômetro, JusBrasil, Carlos Marighella

PARE ou DIMINUA?

Um advogado dirigia distraído quando, num sinal de PARE, passa sem parar, em frente a uma viatura do BOPE.
Policial: – Boa tarde. Documento do carro e habilitação.
Advogado: – Mas por que, policial?
Policial: – Não parou no sinal de PARE, ali atrás.
Advogado: – Eu diminui e como não vinha ninguém…
Policial: – Exato… Documento do carro e habilitação.
Advogado: – Você sabe qual é a diferença jurídica entre diminuir e parar?
Policial: – A diferença é que a lei diz que num sinal de PARE, deve-se parar completamente. Documento e habilitação.
Advogado: – Ou não, policial. Eu sou advogado e sei de suas limitações na interpretação de texto de lei. Proponho-lhe o seguinte: Se você conseguir me explicar a diferença legal entre diminuir e parar, eu lhe dou os documentos e você pode me multar. Senão, vou embora sem multa.
Policial: – Positivo, aceito. Pode fazer o favor de sair do veículo, Sr. Advogado? O advogado desce e então os integrantes do BOPE baixam o cacete, soco pra tudo quanto é lado, tapa, botinada… O advogado grita por socorro, e implora para pararem.
E o policial pergunta: – Quer que a gente PARE ou DIMINUA?
Advogado: – PARE!… PARE!… PARE!…
Policial: – Positivo… Documento e habilitação!

Veja também: Amigos do Freud, Advogados, Trânsito, amigo!, Monte seu Fusca, Incêndio, apenas 4° andar é salvo., A culpa é de quem!, Brasileiro Reclama De Quê?, 35 verdades ditas sobre o Brasil, pelos olhos de um Turista, Ficha Limpa!!!

Ficha Limpa!!!

votecalcanova
Lei da Ficha Limpa valerá já nas eleições de 2010
Tatiana Félix – Jornalista – 11.06.10A Lei da Ficha Limpa, que altera a Lei das Inelegibilidades (LC 64/90), proíbe que políticos com condenação na Justiça em segunda instância ou por decisões colegiadas se candidatem em eleições. De acordo com o TSE, “a nova lei prevê que candidatos com condenação criminal por órgão colegiado, ainda que caiba recurso, ficarão impedidos de obter o registro de candidatura, pois serão considerados inelegíveis”. O tempo de inelegibilidade passou de três para oito anos.Eleições-limpas1-300x209

Veja também: Cliente preferido do Brazil, Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Voto Nulo, Ferramentas de destruição em massa., A culpa é de quem!, Problemas sociais, Orçamento doméstico, Carta à Sra. “Presidenta” da República, Os cinco princípios de bem viver, Terceira Onda, Eleições, A culpa é sua!,