O Anjo de Auschwitz

O Anjo de Auschwitz – Filme Completo Dublado – Filme de Drama. NetMovies

Título Original: The Angel of Auschwitz

Sinopse: Esta é a história de uma parteira polonesa que, depois de ser feita prisioneira e levada para campo de Auschwitz, é recrutada pelo Dr. Mengele, médico nazista, para trabalhar no hospital com ele. Quando ela descobre os sádicos experimentos que são realizados no local, particularmente em grávidas e crianças, a parteira decide salvar o máximo de vidas conseguir. Esta é a incrível e inspiradora história de Stanislawa Leszczynska, mulher responsável por salvar mais de 3 mil bebês em partos nas piores condições possíveis e ganhar o nome de ‘O Anjo de Auschwitz’.

Estrelando: Grace Blackman | Hayley-Marie Axe | Ian Burfield | Michael McKell | Noeleen Comiskey | Sharon Lawrence | Sidney Livingstone | Steven Bush Direção: Terry Lee Coker

Anjeze-se: UM PASSADO AINDA MUITO PRESENTE, Real X-men: híbridos entre humanos e animais, Somos todos doadores, Brinquedos transplantados, Cadê os Amarildos?

Xokleng

Os índios Xokleng da TI Ibirama em Santa Catarina, são os sobreviventes de um processo brutal de colonização do sul do Brasil iniciado em meados do século passado, que quase os exterminou em sua totalidade. Apesar do extermínio de alguns subgrupos Xokleng no Estado, e do confinamento dos sobreviventes em área determinada, em 1914, o que garantiu a “paz” para os colonos e a conseqüente expansão e progresso do vale do rio Itajaí, os Xokleng continuaram lutando para sobreviver a esta invasão, mesmo após a extinção quase total dos recursos naturais de sua terra, agravada pela construção da Barragem Norte. Povos Indígenas no Brasil

Cacique ‘Camrém’, líder dos Xokleng à época do contato com E. Hoerhan. Foto de autoria provável de E. Hoerhan. Acervo Arquivo Histórico José Ferreira da Silva (AHJFS), da Fundação Cultural de Blumenau

A história do nome dos Xokleng tem provocado muitos debates. Desde seus primeiros contatos amistosos com os funcionários do Serviço de Proteção aos Índios (SPI), a partir de 1914, as denominações dadas ao grupo foram as mais variadas: “Bugres”, “Botocudos”, “Aweikoma”, “Xokleng”, “Xokrén”, “Kaingang de Santa Catarina” e “Aweikoma-Kaingang”.

Os índios Xokleng receberam vários nomes: Bugre, Botocudo, Aweikoma, Xokrén e Kaingang. Prefeitura de Jaraguá do Sul

  • Bugre = é um tempo para designar qualquer índio no sentido de selvagem e inimigo.
  • Botocudo = devido ao enfeite labial uma espécie de botoque (tembetá) usado pelos adultos (homens).
  • Aweikoma = é uma deturpação da frase destinada a convidar uma mulher para cópula (relação sexual).
  • Xokrén = significa taipa de pedra, da mesma maneira que Xokleng.
  • Kaingang = designa homem, qualquer homem.

As línguas dos Xokleng e dos Kaingang constituem o ramo meridional da família Jê.

De acordo com os índios, na TI Ibirama (SC), fala-se o “xokleng”, um idioma próximo ao kaingang. Os Xokleng dizem entender alguma coisa de kaingang, mas não o falam. Nos últimos vinte anos, o número de falantes de xokleng se reduziu bastante. A grande maioria dos jovens fala somente português. Isso se deve ao aumento de casamentos com não indígenas; às inúmeras rupturas sociais, políticas, econômicas e culturais provocadas pela construção da Barragem Norte; e à presença de escolas para indígenas com a mesma grade curricular das demais escolas públicas, que não estimulam e nem consideram as particularidades culturais.

A TI Ibirama está situada ao longo dos rios Hercílio (antigo Itajaí do Norte) e Plate, que moldam um dos vales formadores da bacia do rio Itajaí-açu, e está a cerca de 260 km a noroeste de Florianópolis e 100 a oeste de Blumenau. Localizada em quatro municípios catarinenses, cerca de 70% da área está dentro dos limites dos municípios José Boiteux e Doutor Pedrinho. Essa TI inicialmente denominada Posto Indígena Duque de Caxias, foi criada pelo chefe do governo catarinense, Adolfo Konder, em 1926, que destinou aos Xokleng uma área de 20.000 hectares. Em 1965 foi oficialmente demarcada e em 1975 recebeu o nome de Ibirama.

A população da TI Ibirama é flutuante, multiétnica, e sua configuração vem se alterando ao longo dos 84 anos de contato. O último censo feito em 1997, além do total de 1.009 pessoas vivendo na TI, contou cerca de 20 famílias Xokleng morando nas periferias das cidades de Blumenau, Joinville e Itajaí.

A presença de Kaingang e seus descendentes na TI Ibirama deve-se ao fato do SPI ter usado duas famílias Kaingang, provenientes do Paraná, para ajudar na atração e “pacificação” dos Xokleng, dando aos Kaingang o direito ao usufruto da terra. Desde então casamentos interétnicos vêm ocorrendo, e o número de mestiços Kaingang/ Xokleng tornou-se marcante. Porém, boa parte dos Kaingang e Mestiços se casou com não-índios, principalmente com funcionários do SPI e com colonos italianos; com a construção da barragem, algumas mulheres Xokleng se casaram, ou tiveram filhos, com os operários; e quando se deu início à exploração de madeira muitos não-índios se casaram com Xokleng e Kaingang para usufruir do direito de explorar e vender a madeira. Mais recentemente, vários Xokleng se casaram com mulheres Kaingang de outras terras indígenas do Paraná e Santa Catarina.

Os Cafuzos que viviam na TI Ibirama são na verdade negros remanescentes da Guerra do Contestado, sem terra, trazidos por iniciativa do então chefe do Posto Indígena, Eduardo de Silva Lima Hoerhann, a partir da segunda metade da década de 40, e usados como mão-de-obra agrícola quase escrava. Em 1991, quase todos saíram para uma terra próxima cedida pelo INCRA. Os casamentos entre Xokleng e Cafuzos foram raros.

As primeiras famílias Guarani chegaram à TI Ibirama vindas do sudoeste e das fronteiras com o Paraguai e Argentina, nos anos 50. Eles vivem social, cultural e geograficamente isolados dos outros grupos; não tiveram direito à extração da madeira e nem às indenizações pela inundação. Em 1991 metade dos Guarani migrou para o litoral. Os casamentos entre Guaranis e Xokleng foram raros.

Os censos mostram também a morte em massa dos primeiros Xokleng contatados, vítimas de grandes epidemias de gripe, febre amarela e sarampo (entre 1914, o ano do contato, e 1935 morreram dois terços dos Xokleng).

A ocupação destes territórios “tradicionais” Xokleng por imigrantes foi conflituosa; na região do vale do Itajaí, por exemplo, ocorreram vários assaltos aos colonos e o clima de insegurança dos mesmos frente a estes ataques ameaçava todo o processo de colonização.

Criança Xokleng em acampamento na floresta, em 1963
Criança Xokleng em acampamento na floresta, em 1963. Acervo SCS

Os indígenas Xokleng que se autodenominam “Laklanõ” (“gente do sol” ou “gente ligeira”) vêm lutando para preservar sua cultura, seu idioma e mitologia após processos de aculturação e ataques ao seu território. Mariana Trindade – Câmara dos Deputados

O Serviço de Proteção ao Índio (SPI), criado em 1910, serviu, em grande medida, para “pacificar” os indígenas e viabilizar a construção da estrada de ferro São Paulo-Rio Grande e a concessão de terras a colonos. Nesse processo de “pacificação”, duas famílias Kaingang contribuíram com o SPI em troca do direito ao usufruto daquelas terras. Desde então casamentos interétnicos vêm ocorrendo, e o número de mestiços Kaingang/Xokleng tornou-se um traço marcante nessas comunidades.

Ainda nesse processo de “pacificação”, o órgão indigenista reduziu o território ocupado pelos Laklaño de 40 mil hectares para 15 mil, apesar de já haver, na época do Império, lei que reconhecia o direito indígena sobre seus territórios (Lei 601, de 1850).

A comunidade indígena buscou, na Justiça, o cumprimento de um protocolo de intenções firmado com o Estado de Santa Catarina, a Funai e a União. Os indígenas ganharam em primeira instância, mas a União e o estado recorreram e o processo encontra-se no Supremo Tribunal Federal.

Apenas em 1998, foi criado um grupo de trabalho pela Funai, que reconheceu o confinamento dos indígenas em área reduzida pelo próprio Estado e constatou a necessidade de ampliação dos seus limites. Em 2003, o Ministério da Justiça publicou Portaria Declaratória, restando pendente apenas a homologação da demarcação pelo Presidente da República, a última etapa da demarcação.

Hoje, mais de dois mil indígenas de três povos, Xokleng, Guarani e Kaingang, residem na Terra Indígena Ibirama-La Klaño, com 37 mil hectares, à margem do rio Itajaí do Norte, em Santa Catarina. Estão sobrepostas sobre 10% do território a Reserva Biológica Sassafrás e a Área de Relevante Interesse Ecológico Serra da Abelha.

As tropas se deslocavam pelas trilhas à noite, em silêncio. Os homens, entre 8 e 15, evitavam até fumar para não chamar a atenção. João Fellet -Correio Braziliense

Ao localizar um acampamento, atacavam de surpresa.

“Primeiro, disparavam-se uns tiros. Depois passava-se o resto no fio do facão”, relatou Ireno Pinheiro sobre as expedições que realizava no interior de Santa Catarina até os anos 1930 para exterminar indígenas a mando de autoridades locais.

Pinheiro era um “bugreiro”, como eram conhecidos no Sul do Brasil milicianos contratados para dizimar indígenas (ou “bugres”, termo racista que vigorava na região naquela época).

O relato está no livro Os Índios Xokleng – Memória Visual, publicado em 1997 pelo antropólogo Silvio Coelho dos Santos.

“O corpo é que nem bananeira, corta macio”, prossegue o bugreiro na descrição dos ataques. “Cortavam-se as orelhas. Cada par tinha preço. Às vezes, para mostrar, a gente trazia algumas mulheres e crianças. Tinha que matar todos. Se não, algum sobrevivente fazia vingança”, completou.

“Nunca houve, e nem há, critérios seguros para se demarcar áreas indígenas, ficando a sociedade à mercê do entendimento pessoal do antropólogo que se encontra fazendo o trabalho num determinado momento”, argumentaram os deputados ao justificar o decreto.

Em 1908, o etnógrafo tcheco Albert Vojtech Fric discursou em um congresso em Viena, na Áustria, sobre o impacto da imigração europeia nas populações indígenas do Sul do Brasil.

Segundo Fric, a “colonização se processava sobre os cadáveres de centenas de índios, mortos sem compaixão pelos bugreiros, atendendo os interesses de companhias de colonização, de comerciantes de terras e do governo”.

Em 1910, durante a presidência de Nilo Peçanha, foi criado o Serviço de Proteção ao Índio (SPI), precursor da atual Funai.

Inspirado por ideais positivistas, o órgão dizia ter como objetivo “civilizar” os indígenas e incorporá-los à sociedade brasileira — postura enterrada pela Constituição de 1988, que reconheceu aos indígenas o direito de manter seus costumes e modos de vida.

As missões para aniquilar povos nativos aconteciam enquanto, na Europa, Adolf Hitler punha em marcha seu plano de exterminar os judeus.

Ou enquanto artistas brasileiros passavam a valorizar a participação indígena na formação nacional, influenciados pela Semana de Arte Moderna de 1922.

Mulheres e crianças Xokleng
Mulheres e crianças Xokleng capturadas por bugreiros e entregues a freiras em Blumenau; duas mulheres e duas crianças conseguiram fugir, voltando à floresta. Acervo SCS

Em entrevista à BBC News Brasil por telefone, Brasílio Pripra, de 63 anos e uma das principais lideranças Xokleng, chora ao falar de um massacre ocorrido em 1904 contra seus antepassados.

“As crianças foram jogadas para cima e espetadas com punhal. Naquele dia, 244 indígenas foram covardemente mortos pelo Estado”, afirma.

“Eu choro, me emociono. Sou neto de pessoas que ajudaram a trazer a comunidade ‘para fora’, a fazer o contato (com não indígenas). É por isso que luto.”

Em 1910, teve sua origem o Serviço de Proteção aos Índios. Isto aconteceu devido a uma conferência pronunciada por Alberto Vojtech Fritch no XVI Congresso Internacional de Americanistas. Viena em 1908 Fric (como era conhecido em SC), demonstrou que a colonização no Sul do Brasil se processava sobre os cadáveres de centenas de índios, mortos sem compaixão pelos bugreiros. E, finalmente solicitou que o congresso (…) “protestasse contra esses atos de barbárie para que fosse tirada essa mancha da história da moderna conquista européia na América do Sul e dado um fim para sempre, à esta caçada humana”. (Stauffer, 1960: 171).

No Brasil, esse depoimento repercutiu como uma bomba, dando a impressão de que a colonização estaria falida.

Mas para defender os colonizadores, Herman Von lhering publicou um texto no jornal “O Estado de São Paulo” de 12 de outubro de 1908, que dizia:

“Os actuais índios do Estado de São Paulo não representam um elemento de trabalho e progresso. Como também nos outros estados do Brasil, não se pode esperar trabalho sério e continuando dos índios civilizados e, como os Caingangs selvagens, são um empecilho para civilização das regiões do sertão que habitam, parece que não há outro meio, de que se possa lançar mão, senão o seu extermínio”.

Esta nota no jornal, ao invés de ajudar os colonizadores, foi na realidade o principal motivo de muitas entidades particulares e o próprio governo se postarem a favor dos indígenas.

Para completar esse quadro, Candido Marciano da Silva Rodon, por ter convivido com os índios por mais de 20 anos, defendia os silvícolas em suas inúmeras conferências . Numa delas ele diz:

“Para compreender-se quanto é injusta a acusação levantada contra eles de serem indolentes e inúteis, basta lembrar que na zona ocupada pelos expedicionários de 1907, 1908 e 1909, não havia um estabelicimento de seringa, de caucho, de poaia(erva rasteira com raízes nodosos), no qual grande parte, e as vezes todos os trabalhos, não fossem feitos por índios. Desrespeitados em suas pessoas e em suas famílias; perseguidos, caluniados, eles vivem em situação misérima: se aceitam a sociedade do branco ficam reduzidos à pior das escravidões; (…) se embrenham nas matas, são acossados e exterminados a ferro e fogo. Onde está a nossa justiça de povo culto e civilizado; onde está o nosso sentimento de equidade e de gente crescida à sombra das admiráveis instituições romanas; onde está a nossa bondade de homens formados sob os influxos da cavalaria e do catolicismo, para assim chegarmos a essa montruosa iniqüdade de só negarmos o direito à vida e à propriedade, em terras do Brasil, aos brasileiros de mais lídima naturalidade?!!!” (Rondon, 1946: 101/102).

Xoklengze-se: RE 1.017.365, Bandeirantes Modernos, Unesco disponibiliza mais de 80 filmes indígenas gratuitamente, Indígenas doam alimentos, Demarcação de terras indígenas ou a MP 886!?!, Arrendamento de terras indígenas ilegal, A Invasão do Brasil

UM PASSADO AINDA MUITO PRESENTE

Ressurge das cinzas de um passado queimado,
Livres pra matar, matadouros humanos criar.
Os monstros estão soltos nas ruas novamente,
Filhos bastardos da violência demente
.”

In: Monstros Nazistas – de Delinquentes

Você já tinha ouvido falar da história dos trigêmeos Robert, David e Eddy que, apenas aos 19 anos, tomaram conhecimento da existência uns dos outros?

Pois é. Isto aconteceu em 1980, quando Robert, ao participar de uma festa universitária numa cidade do estado de Nova York, percebeu que era sistematicamente chamado de Eddy. Naquela altura, diante da confusão, alguém lhe perguntou se ele havia nascido no dia 12 de julho de 1961 e se fora adotado. Ele, surpreso, respondeu que sim. O Sentido do SerHELOISA LIMA

A “charada” começava a ser desvendada.

Descobertos os gêmeos, a história foi parar nas capas de todos os jornais. Daí para David, o terceiro, se reconhecer naqueles rostos tão familiares, foi um passo.

E foi por absoluta obra do acaso que três gêmeos, criados por famílias diferentes, se conheceram.

O reencontro dos irmãos causou uma espécie de euforia nacional, com os rapazes transformados em celebridades mundialmente conhecidas, aparecendo nos maiores programas de televisão e abrindo um disputado restaurante, tempos depois.

Passada a sensação inicial, e alguns meses, vários observadores começaram a desconfiar que algo naquela história não cheirava bem. Os pais dos jovens estavam revoltados com a ocultação de fato tão importante para a vida dos filhos. E foram em busca de respostas na Louise Wise Adoption Agency – renomada agência de ‘serviços sociais’ fundada para conectar órfãos judeus a novas famílias – onde todos haviam sido adotados. O que ouviram foi que se acreditava que nenhum dos pais teria aceito criar as três crianças juntas. 

Oras, como poderiam supor isto se jamais fizeram tal pergunta a nenhum dos pais adotivos?

Foi então que as famílias, aos poucos, descobriram uma série de fatos inquietantes: as crianças nasceram de uma mãe solteira judia e foram colocadas em três lares diferentes (uma família de trabalhadores, uma família de classe média e uma família abastada); nenhuma delas foi informada da existência dos outros dois irmãos. 

A agência de adoção também deixou os meninos em residências que não ultrapassavam o raio de 160 quilômetros.

Pouco depois, desvelou-se a pérfida e odiosa razão desta proximidade.

As crianças foram involuntariamente envolvidas em um estudo secreto, coordenado pelo psiquiatra Peter Neubauer – emigrante austríaco que chegou aos Estados Unidos no final da Segunda Guerra – que visava “estudar” gêmeos e trigêmeos separados na primeira infância.

Importante ressaltar que esta informação jamais teve qualquer ciência ou consentimento das famílias implicadas.

No entanto, muito diferente da felicidade do reencontro inicial, a terrível verdade foi se desvelando como parte do espectro das crueldades nazistas.

Olhando para a sua posição no estudo, o trigêmeo Robert Shafran denunciou exatamente o que o público passou a enxergar.

Tratava-se de uma pura e abominável experiência nazista. E o fato de entender que eram judeus repetindo esse trauma em outros judeus foi o que mais impressionou a todos.

Contudo, a Louise Wise Services se tornara uma entidade tão poderosa que os parentes dos trigêmeos não encontraram nenhum escritório de advocacia que aceitasse representá-los em qualquer ação judicial.

O único pesquisador que concordou em depor foi um dos que, mensalmente, se dirigiam às casas dos gêmeos para aplicar testes, questionários, fazer filmagens, etc, sob a alegação de tratar-se de um acompanhamento normal para casos de adoção.

A ‘pesquisa’ durou anos e foi financiada com dinheiro público e privado.

Este senhor declarou que ficava impressionado com as semelhanças entre todos os gêmeos que analisou, da mesma forma que os demais assistentes do médico-monstro, Peter Neubauer.

Os ‘pesquisadores’ foram regularmente enviados aos lares das crianças adotadas para testá-las e, em seguida, passarem os dados ao médico e seus métodos nazistas. Nunca revelaram aos pais o verdadeiro propósito de suas visitas ou que o irmão idêntico de seu filho, muitas vezes, morava a poucos quilômetros de distância.

Foi quando se descobriu que a experiência chocante envolvia dezenas, talvez centenas, de outras crianças gêmeas.

O fato de todos os enredados nesta verdadeira história de terror – a agência de ‘serviço social’, seus ricos e influentes financiadores, cientistas, professores, universidades americanas, pais, bebês, e até mesmo o editor do jornal que divulgou a história – serem judeus, torna a coisa toda ainda mais aterradora.

Impossível não estabelecer um paralelo entre este pretenso ‘estudo’ e o caso a seguir.

O carrasco nazista Josef Mengele, conhecido como ‘Anjo da Morte”, responsável pela morte de mais de 400 mil seres humanos, se promovia como um médico que ‘estudava’ gêmeos no Instituto de Biologia da Hereditariedade e Higiene Racial em Frankfurt, comecando a trabalhar no campo de concentração de Auschwitz, em maio de 1943.

Dentre seus horripilantes ‘experimentos’ foram catalogados: gêmeos presos dentro de gaiolas; remoção de órgãos sem anestesia; morte de crianças com injeção no coração; dissecação de corpos; retirada de olhos dos gêmeos para ‘estudar’ suas reações; aplicações de substâncias para ‘tentar’ mudar suas cores (Mengele colecionou milhares de olhos nas pareces de seu laboratório); injeções de bactérias com a finalidade de provocar gangrenas, além de toda sorte de torturas e abusos que não cabe aqui continuar descrevendo.

Importante lembrar que este sádico monstro, transformado num dos criminosos de guerra mais procurados do mundo, morreu em 1979 no Brasil, São Paulo, depois de passar pela Argentina e Paraguai, vivendo de maneira tranquila e abonada, sob o nome falso de Wolfgang Gerhard, tendo contado sempre com a ajuda do Vaticano e dos milhares de nazistas que encontram-se, ainda hoje, espalhados por aí.

Em poucos anos, este outro pesadelo foi descoberto e muitas das crianças separadas nas macabras experiências norte-americanas, guiadas por carrascos, lidaram com questões de saúde mental na adolescência e na idade adulta. 

Das que foram separadas após o nascimento, por Louise Wise e Neubauer, ao menos três cometeram suicídio. Eddy Galland, um dos trigêmeos, se matou em 1995. Nem todas puderam ser identificadas, é claro.

Ninguém conseguiu, até hoje, acessar a totalidade dos registros desta horrenda experiência, que se encontra escondida e armazenada na famosa Universidade de Yale

Como ‘bom’ nazista, Neubauer (falecido em 2008) ordenou que tais dados só sejam abertos ao público em 2066.

São histórias trágicas que falam não só da arrogância de cientistas judeus que não hesitaram – pouco depois do Holocausto – em usar seres humanos como ratos de laboratório, mas, principalmente, de psicopatas que conseguiram prosperar em solo norte-americano.

A obtusa experimentação humana cresceu, primeiramente, durante a Segunda Guerra Mundial. Porém, o fato é que estes experimentos continuaram após a guerra, colocando órfãos, prisioneiros, minorias e outras populações vulneráveis, ​​em risco, sob a desculpa da decantada “descoberta científica” que jamais justificará tamanhas atrocidades.

Ainda que em 1947, um tribunal do pós-guerra tenha emitido o Código de Nuremberg, projetado exatamente para proibir futuras pesquisas antiéticas, declarando que “o consentimento voluntário do sujeito humano é absolutamente essencial”, como princípio básico, ainda assim, os pesquisadores considerados ‘de alto nível’, de ‘prestigiosas escolas médicas americanas’, seguiram em frente, na contramão da ética e do respeito pela dignidade humana.

Como foi, por exemplo, o Estudo Tuskegee, que durou 1932 até 1972, no qual o Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos deliberadamente deixou homens sul-africanos pobres com sífilis, sem tratamento – e, portanto, com alto risco de morrer de uma doença potencialmente tratável. 

Centenas desses homens morreram para que os investigadores pudessem aprender mais sobre a “história natural” da sífilis.

Ou o que ocorreu em Willowbrook, uma instituição para crianças com distúrbios emocionais em Nova York, nas quais pesquisadores injetaram deliberadamente o vírus da hepatite, de 1955 até 1970, a fim de ‘aprender’ mais sobre a doença e desenvolver uma vacina. 

Ou como em 1953, o mais impressionante dentre todos os que ‘vazaram’, projetado pelo diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), Allen Dulles, que autorizou o projeto MK-ULTRA. Este programa secreto tinha como objetivo transformar humanos desavisados ​​em cobaias para suas pesquisas sobre drogas que alteram a mente, apoiando o psicólogo Timothy Leary que defendia os benefícios do LSD e exortava todos a “ligar, sintonizar, desistir“.

MK se propôs a estudar os efeitos do controle mental desta droga e de outros psicodélicos, criados pelos próprios americanos, usando cidadãos americanos e canadenses que não sabiam que seriam ratos de laboratório.

Psicopatas estes “cientistas”? Muito provavelmente. A serviço de quem? Bora raciocinar! Continuam fazendo pesquisas maquiavélicas e sigilosas mundo afora? Sem a menor sombra de dúvidas.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS:

A história dos trigêmeos encontra-se no NETFLIXhttps://www.netflix.com/br/title/80240088

Caso Tuskegeehttps://www.youtube.com/watch?v=5H24-PHs3Us

Sobre Willowbrookhttps://www.youtube.com/watch?v=HNLyKW8fCNg&t=1376s

Projeto MK-ULTRAhttps://www.netflix.com/br/title/80059446

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