Primeira Carta Geotécnica do Brasil

A Carta Geotécnica é um documento cartográfico que traz informações sobre as características do meio físico e problemas existentes ou esperados. É uma ferramenta que pode ser utilizada para o planejamento urbano de determinada área, definindo se ela pode ser ocupada ou como deve ser ocupada.

Carta geotécnica dos Morros de Santos e São Vicentes (SP)

No Brasil, várias regiões são afetadas por ocupação indiscriminada de encostas, zonas alagadas ou sujeitas a inundações e deslizamentos. Nos anos 70, a Casa Militar do Estado de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Defesa Civil, convidou o IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas para indicar soluções de estabilização para os frequentes e trágicos deslizamentos dos morros de Santos e São Vicente. Essa região vinha sofrendo com esses problemas desde a década de 20, provocando dezenas de vítimas fatais nos acidentes ocorridos em 1929 e 1956.

O produto final desses estudos resultou na primeira Carta Geotécnica do País, editada como Publicação IPT “Morros de Santos e São Vicente” em 1980. A Carta Geotécnica teve como objetivo orientar a Prefeitura para minimizar os custos de urbanização, os riscos de ocupação, otimizar a utilização dos espaços, melhorar as condições de segurança e contribuir para qualidade de vida da população que habitava as áreas de risco.

Este foi um trabalho inédito no País, consolidando esse tipo de instrumento como referência para os trabalhos de planejamento territorial e urbano e implantando uma nova metodologia de trabalho na área: a cartografia geotécnica.

Geoze-se: Mapa de Áreas de risco: informação para prevenção, Substituto de agrotóxico: eucalipto, Veja tudo que o Google sabe sobre você !!, Society 5.0, “A MÃE DO BRASIL É INDÍGENA”, Abelha, o ser humano mais importante do planeta, Expedição pelas Nascentes do Rio Água Preta

Mapa de Áreas de risco: informação para prevenção

Áreas de risco: informação para prevençãoIPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas

Este vídeo traz informações relevantes para identificação de riscos e prevenção de acidentes em áreas de riscos. Ele é parte do trabalho realizado pelo IPT para a Prefeitura de Mauá no âmbito do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR).

 “A ideia é que o vídeo seja difundido para todos, podendo ser usado em aulas ou qualquer outra situação pertinente. Ele é um instrumento de educação para alunos, técnicos que trabalham na área e principalmente para os moradores”, afirma o pesquisador Fabrício Araújo Mirandola, do Centro de Tecnologias Ambientais e Energéticas, o Cetae, unidade técnica do IPT que coordenou a produção do vídeo, feito em aproximadamente cinco meses.

Nosso objetivo é ensinar a autoproteção ao cidadão, levando o conhecimento para que ele faça o básico: identifique a situação de risco, deixe o local e comunique à Defesa Civil”, afirma Eduardo Soares de Macedo, pesquisador do Cetae.

A plataforma interativa reúne informações sobre áreas com alto e muito alto risco a deslizamentos de terra, inundações, enxurradas e queda de rochas, em mais de 1.600 municípios brasileiros. Elaborado pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), o mapa on-line contém uma base repleta de dados, que pode ser utilizada por gestores nacionais, estaduais e municipais, como as defesas civis e centros de monitoramentos, além da comunidade acadêmica, empresas privadas e a sociedade. Pedro Henrique Santos

A partir do sistema de busca, é possível localizar informações sobre os municípios mapeados pelo Serviço Geológico do Brasil.

“Na própria plataforma ainda é possível extrair e fazer download de dados, além de adicionar shapefiles para cruzar informações desejadas”, destacou Sandra Silva, chefe da Divisão de Geologia Aplicada. Silva e Lana explicam que recentemente um cientista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) utilizou o mapa on-line para interligar áreas de risco com uma região climatológica.

Outra possibilidade de uso é a opção de filtrar de forma ágil apenas uma determinada informação em nível estadual ou nacional. Exemplo: delimitar apenas as áreas em todo país com muito alto risco, reduzindo assim o tempo que seria necessário para baixar os dados e fazer a consistência das informações. Ou até mesmo saber se em locais onde possuem rodovias ou linhas de transmissão de energia elétrica apresentam baixa, média ou alta probabilidade de fenômenos danosos.

Desde 2011, a CPRM já mapeou 1601 municípios em 26 estados brasileiros quanto à risco alto e muito alto, realizando inclusive 142 revisitas. Já no que se refere à suscetibilidade dos fenômenos danosos foram elaboradas 492 cartas em 22 unidades da federação. Todas as publicações são enviadas para utilização das prefeituras e estão disponíveis no site (www.cprm.gov.br). Com base nestes mapeamentos elaborados pelo Serviço Geológico do Brasil, estima-se que mais de 4 milhões de pessoas vivem em áreas de risco.

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