“Vamos seguir resistindo”: recado dos povos da floresta

“Vamos seguir resistindo”. Essa é a principal mensagem que a campanha #PovosDaFloresta pretende passar. Por meio de um vídeo veiculado na internet, TV e cinemas, 25 lideranças indígenas, quilombolas e ribeirinhas tentam chamar atenção para a luta pela proteção ambiental e em defesa dos direitos dessas comunidades. A iniciativa é do Instituto Socioambiental (ISA), que completa 25 anos neste ano. MARINA ROSSI

“Se a floresta, ou a natureza de maneira geral, é nosso passaporte enquanto país para algum futuro, os povos que vivem nela são seus verdadeiros guardiões”, diz André Villas-Bôas, secretário-executivo do ISA. “Temos que valorizar a enorme contribuição dessas comunidades para o equilíbrio ecológico do planeta”. El País Brasil

Crianças brincam em aldeia dentro da Terra Indígena Yanomami, onde vivem 25.000 índios. ALEX ALMEIDA – Nosso Futuro Roubado

Manual dos remédios tradicionais Yanomami

Os Yanomami são indígenas caçadores-agricultores que habitam o Brasil e a Venezuela. Redação CicloVivo

O Instituto Socioambiental (ISA) é uma organização u, sem fins lucrativos, que possui um vasto acervo relativo a povos indígenas, populações tradicionais e meio ambiente. Há artigos, livros, notícias e materiais audiovisuais -, isto para citar alguns dos materiais que podem ser encontrados. Entre tantas pérolas, está o manual dos remédios dos Yanomami.

O material é resultado de um longo trabalho de pesquisadores Yanomami. Jovens deste povo estão sendo formados para produzir pesquisas que ajudem a fortalecer seus conhecimentos tradicionais e dialogar com outros conhecimentos indígenas e não indígenas. O manual se inspirou na pesquisa do antropólogo Bruce Albert e do botânico William Milliken, realizada entre 1992 e 1994, que apresenta um extenso levantamento das plantas medicinais usadas pelos Yanomami para curar diferentes doenças.
Publicado em 2015, são mais de 200 páginas de conhecimento que não deve ser perdido. O livro apresenta as plantas em ordem alfabética e também por agrupamentos de remédios em função dos males a serem tratados. Veja aqui como fazer o download do manual dos remédios dos Yanomami. CicloVivo

Enxergue mais: CONTRA TODOS OS MALES, RELATÓRIO FIGUEIREDO, A INVASÃO DO BRASIL, EXPERIMENTO CIENTÍFICO?, GRAVIOLA, THE LONE RANGER, ÍNDIO EDUCA, NO CAPÃO REDONDO, NINGUÉM SONHA EM SER MÉDICO, REMÉDIO QUE CURA QUALQUER DOENÇA, VIDACELL®, UTILIDADES DA ASPIRINA PARA A SUA BELEZA., HINO NACIONAL EM DIALETO TICUNA, PLANKTON INVASION, UM MAR DE INFORMAÇÕES!!!, RESERVE™, TERRA SEM MALES, SUCO DE LIMÃO E BICARBONATO, MEDICINA TRADICIONAL YANOMAMI ON-LINE

Ensaio sobre a cegueira hídrica

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1. O abastecimento do precioso líquido será feito de modo a atender apenas às necessidades mais elementares, como a preparação de alimentos, tomar uma breve ducha e escovar os dentes. Para descarregar a privada, fazer a limpeza da casa e dar banho no cachorro, o jeito será contar com a água das chuvas.
2. Restaurantes serão obrigados a baixar as portas. Não haverá água para lavar tanta louça. Outros estabelecimentos podem vir a ser obrigados a restringir o uso de seus banheiros.
3. Empresas que dependem do uso intensivo de água começarão a se preparar para sair de São Paulo, já que não há previsão para o término da crise. Vão em busca de melhores condições hídricas.
4. Depois do colapso do Sistema Alto Tietê, que abastece a zona leste de São Paulo, a água potável passou a ser um bem raro e caro. Bandidos já fazem sequestros-relâmpagos de caminhões-pipa cheios, a fim de vender a carga em condomínios fechados. Uma carga de 15 mil litros de água pode facilmente ser repassada por R$ 2.500.
5. O tráfico de água campeia. Em Itu, durante o apogeu da falta d’água, em setembro de 2014, quadrilhas comercializavam a água que deveria ser distribuída gratuitamente à população. É previsível que o mesmo ocorra por aqui.
6. Todos os 50 mil poços em funcionamento na cidade de São Paulo serão “confiscados”, mesmo os localizados em terrenos privados. Só o Estado estará autorizado a explorá-los.
7. Moradores de casas humildes terão de ir trabalhar sem tomar banho e com a mesma roupa do dia anterior. Quando eles chegaram em casa, não havia água; quando saíram, a água ainda não havia voltado. E a caixa d´água nem chegou a encher por causa da redução da pressão.
8. Haverá creches que interromperão os serviços por falta de água, gerando um efeito cascata. Se as crianças não puderem ir para a creche, a mãe terá de faltar no emprego.
9. Começarão os pedidos de socorro por parte de idosos, acamados, e de gente com deficiência de mobilidade, que não conseguirão colocar uma lata enorme de água na cabeça e levá-la para casa.
10. Surgirão aqui e ali focos de desidratação, atingindo principalmente indivíduos de terceira idade e crianças até 4 anos, mais vulneráveis.
11. Já se esperam protestos. Em Itu, vizinho de São Paulo, até donas de casa colocaram fogo nas ruas. “Aqui em São Paulo, vai haver um escalonamento de manifestações e de violência porque a água mexe com a questão da dignidade. Quantos dias nós aguentamos sem poder dar descarga?”, pergunta Marussia Whately. A tropa de choque da PM dará show de truculência, como sempre. Conta D’Água

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LEI Nº 9.433, DE 8 DE JANEIRO DE 1997, institui a Política Nacional de Recursos Hídricos.

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