Borba Gato deve cair

Por quais estátuas os sinos do nosso luto dobram, e por quais não? Thiagio AmparoGeledés

Foi sem choro que Hilter, na Alemanha, Franco, na Espanha, Hussein, no Iraque, foram arrancados dos panteões públicos. Ao ver que por aqui ainda choram a morte das figuras engessadas de Leopold II, na Bélgica, Colston, na Inglaterra, e Borba Gato, no Brasil, a ponto de compará-las a imagens religiosas destruídas em guerras entre católicos e protestantes no século 16, nos resta a dúvida àqueles que sofrem de luto.

O que nelas ainda consideram sacrossanto, senão a supremacia colonial que, em vida, utilizaram para dizimar centenas e que, em morte, enaltecemos com vergonha insincera?

África do Sul, 9 de março de 2015. No centro da praça central da Universidade da Cidade do Cabo jaz uma escultura em bronze do colonizador britânico Cecil John Rhodes. Nela, um dos principais arquitetos da segregação sul-africana se senta em uma cadeira, com as mãos no rosto, impávido e sereno.

Naquele dia, o estudante Chumani Maxwele sujaria a estátua aos gritos solitários de “Onde estão nossos heróis e ancestrais?”. Levou 1 mês de protestos com milhares de jovens no movimento #RhodesMustFall (em português, RhodesDeveCair) até que a estátua de Rhodes seria retirada, sob aplausos de uma multidão de estudantes, e choro dos que ainda sentem falta do apartheid colonial.

Aqui, argumento que não é nas sociedades europeias que devemos nos inspirar para entender o que se passa ou que ainda há de se passar no Brasil. É da fonte de sociedades desiguais e pós-coloniais como a nossa que deveríamos beber. Da fonte de uma juventude indignada com a persistência da segregação de fato na África do Sul pós-apartheid. Da fonte de manifestantes antirracistas que, diante do monumento do general confederado Robert Lee, batalharam contra supremacistas da Ku Klux Klan em Charlottesville nos EUA em 2017.

Descolonizar a nossa história passa por arrancar de seu pedestal os assassinos que chamamos de heróis, para, enfim, fazer das suas cinzas um futuro que valha a todos.

Cidades são locais de memória e nosso direito a elas passa por poder dar novos sentidos àqueles que outrora esculpimos em pedra. Não se apaga a história, escrita com a caneta dos vencedores.

Do ponto de vista epistêmico, é um debate diferente da liberdade, na minha visão quase total, da veiculação ou não de filmes ou livros. No caso de estátuas, questiona-se quem merece um pedestal público.

Escolha não está entre depredar monumentos ou deixá-los intocáveis. Podemos, ao invés disso, ter a maturidade de escolher não elogiar genocidas em nosso espaço público e botar monumentos ao chão. Civilidade essa que é, aliás, infinitamente superior à das figuras neles representadas. Seja para pô-los em museus, para colocá-los em cemitérios de esculturas, para resignificá-los, quando o valor artístico permite, seja para destruí-los, quando este valor for pífio.

No livro “Written in Stone: Public Monuments in Changing Societies”’, republicado em 2018, Levinson detalha comissões estabelecidas na cidade de NY em 2018 e na universidade de Yale em 2016 que fizeram, mesmo com resultados modestos, justamente isso: detalharam quais princípios devem servir de base para analisar, caso a caso, a representação da história no espaço público. Por exemplo, nas redondezas de um Monumento às Bandeiras, dado o seu valor artístico, pode-se incorporar um monumento em memória ao genocídio indígena, preservando assim a obra, mas resignificando-a.

Tal como Lee, Colston e Leopold II, Borba Gato deve cair. Defender que se trata de revisionismo histórico ignora que é a própria heroicização dos bandeirantes, e não as matanças que cometiam, que configura revisionismo. Era extermínio antes, e o é hoje.

Borba Gato é em si produto do revisionismo da imagem de bandeirantes, revisionismo esse que mal tem um século. Em “Brasil: Uma Biografia”, historiadoras Schwarcz e Starling apontam que a imagem de bandeirantes como “destemidos exploradores” somente viria a ser reciclada no começo do século 20.

Se é a imagem revisionista de herói que se quer preservar em Borba Gato, pergunto: o que perderemos se a enterrarmos junto com a feiura da obra, senão o mito fundador da pujança sudestina construída sobre os ossos de indígenas dizimados, estes sim relegados ao esquecimento?

Desconheço da tolerância liberal que, iliberalmente, torna assassinos em santos e usa do poder do estado para vigiar 24h a versão oficial da história.

Choro, ao invés, pelos monumentos que não erguemos. Não erguemos monumentos para os milhares de corpos escravizados encontrados no centro do Rio de Janeiro em 2018 durante obras de transporte público. Sob o cemitério de pretos novos se construiu uma linha de trem. Não erguemos monumentos para os Yanomani massacrados ontem em 1993 e hoje em 2020 pelo garimpo ilegal. Não erguemos os monumentos para quem a história relegou a condição de perdedores. É por estes e estas que o sino do meu luto dobra.

Caize-se: Borba Gato, em chamas., Levante indígena, gente branca, 365 NUS, The Rarámuri or Tarahumara, Felipe Guamán Poma de Ayala, Brincadeira meio idiota., Makota Valdina, TODOS PRECISAMOS DA UTOPIA, Conselhos para escrever bem!, Observar e Absorver

10 tipos de vinagre para usar no dia a dia

vinagre é um ingrediente clássico e tradicional. Ele é antigo, versátil e indispensável. É usado na culinária e também cumpre um importante papel na saúde, na beleza e na limpeza.

1. Vinagre de álcool

O vinagre de álcool a partir da fermentação de álcool etílico proveniente da cana-de-açúcar. Naturalmente ele é transparente, ou seja, puro. É assim que ele pode ser usado para a limpeza doméstica. Mas também existem opções coloridas e aromatizadas com ervas e frutas. O vinagre de álcool é mais usado para fazer conservas, higienizar vegetais e temperar carnes.

2. Vinagre de arroz

Esse vinagre é obtido a partir da fermentação do arroz. O resultado é um composto sem sódio, e rico em aminoácidos e antioxidantes. É um vinagre bastante comum na culinária oriental, e pode ser feito com diferentes tipos de arroz. Seu sabor é levemente agridoce.

3. Vinagre balsâmico

Esse vinagre é feito a partir da uva, que é uma fruta rica em antioxidantes. Ele é um vinagre escuro e adocicado, e tem uma versão cremosa ótima para vários pratos, desde saladas, passando por carnes, molhos e até sobremesas. Não serve para limpeza.

4. Vinagre branco

O vinagre branco é feito a partir de cereais. Assim como o vinagre de álcool, é uma boa opção para limpeza doméstica, bem como para desinfetar vegetais e, claro, para temperar alimentos, como todos os outros tipos.

5. Vinagre de frutas

Também é possível fazer vinagre a partir da fermentação de vários tipos de frutas, como tangerina, abacaxi, maracujá, laranja, kiwi, manga, jabuticaba e framboesa. É usado como tempero, e uma opção que fornece bons nutrientes para a saúde.

6. Vinagre de sidra

Esse vinagre também é de fruta, mas feito exclusivamente do suco fermentado da maçã, que é a sidra. Ele é um dos menos ácidos e conhecido por ser rico em antioxidantes, assim como a maçã. Ele é usado para preparos diversos, como molhos, saladas, pratos agridoces e conservas. Seu sabor delicado funciona perfeitamente em picles, saladas e molhos para carne, principalmente de porco.

7. Vinagre orgânico

Esse vinagre pode ser feito de diferentes frutas, mas o que diferencia dos demais é que suas matérias-primas provêm da agricultura livre de agrotóxicos e sustentável.

8. Vinagre de vinho

Feito a partir do vinho tinto ou branco, esse é um vinagre mais usado para tempero de carnes, e precisa levar em conta seu poder de alterar a cor dos alimentos. Aliás, por isso, e também pelo aroma, não é recomendado para limpeza doméstica. Ele é rico em antioxidantes e tem um sabor frutado. Este vinagre é adocicado e frutado e pode ser utilizado em molhos vinagretes e molhos com sabores potentes.

9. Vinagre aromatizado

O vinagre aromatizado pode ter em sua composição especiarias, ervas, frutas e outros condimentos. Seu uso é mais frequente em molhos de saladas e também sobremesas.

10. Vinagre de malte

O vinagre de malte é produzido com malte de cevada fermentada. Após a produção da cerveja, faz-se este vinagre que é muito popular na Inglaterra. Vinagre de malte é utilizado no peixe com batata frita, prato tradicional da Inglaterra

Qual o melhor vinagre para usar na limpeza?

Basicamente, não há restrição de vinagre para usar na limpeza, exceto, é claro, o balsâmico cremoso. Mas, o recomendado é que dê preferência para os mais neutros e claros, só para evitar manchas em tecidos ou superfícies brancas, e para evitar que o aroma dele nos ambientes seja de comida.

O que faz esse produto ser bom para a limpeza é que todos os tipos são fermentados e resultam na produção de ácido acético, que é o nome científico do vinagre misturado com água. Esse ácido tem ação contra micro-organismos, como fungos e bactérias, e por isso serve como um desinfetante leve, tanto para alimentos quanto para superfícies e machucados no corpo.

Corredores ecológicos urbanos & Brent’s Bee Corridor

A seven-mile long “bee corridor” is being planted in a bid to boost the number of pollinating insects. The wildflower meadows will be put in place in 22 of Brent Council’s parks in north London. BBC

O conselho municipal de Brent, distrito de Londres, na Inglaterra, está plantando flores silvestres em parques e espaços verdes. A ideia é construir um espaço propício para atrair polinizadores, especialmente as abelhas. SÃO PAULO SÃO

Um estudo recente mostrou uma queda enorme no número de insetos polinizadores em todo o Reino Unido desde os anos 80. Os pesquisadores acreditam que a perda de habitats tem desempenhado um papel importante nisso, com mais de 97% dos prados de flores silvestres tendo desaparecido desde a Segunda Guerra Mundial. Muitas borboletas, abelhas, libélulas e mariposas confiam nestas flores para prosperar.

Segundo a IPBES (Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos), desde a década de 80 houve 82% de declínio de animais mamíferos silvestres em todo mundo. Denise Maldonado – Mundo Certo

Além de beneficiar as abelhas, o projeto vai criar uma explosão de cores para a população. A meta é inaugurar o corredor para polinizadores até o verão, que na Europa tem início em 21 de junho. Aliás, a ideia de criar um verdadeiro “corredor de abelhas” já não é de hoje. Há pouco mais de um ano, a organização sem fins lucrativos National Park City lançou uma campanha (#WildflowersForLondoners) de financiamento coletivo para alastrar flores pela capital da Inglaterra, veja aqui: https://chuffed.org/project/grow-the-nationalparkcity. BBC News

A swarm of bee facts

  • There are about 250 species of bees;
  • Bees can fly as far as five miles (8km) for food, however the average distance is less than half a mile from the hive. They use the position of the sun to navigate;
  • They have a top speed of about 15-20mph (21-28 kmph) when flying to a food source;
  • The honey bee has five eyes, two large compound eyes and three smaller ocelli eyes in the centre of its head;
  • In the height of summer, there are an average of 35,000-40,000 bees in a hive, in the winter this drops to about 5,000;
  • Other than honey, bees also produce beeswax, bee bread and royal jelly. Source: British Beekeepers Association

Estes .

Se quer fazer parte deste movimento e criar o seu santuário de flores, habitats artificiais, pensados para ajudar as populações locais de abelhas, normalmente compostos por uma mistura de três tipos de espécies nativas de flores, cultivadas sem recurso a fertilizantes ou químicos, veja aqui a lista de flores prediletas das abelhas. No entanto, informe-se sempre sobre as espécies nativas da sua região. Be The Story

De acordo com o Journal of Insect Conservation, algumas das melhores flores silvestres para plantar no seu santuário para abelhas são:

Abelha a polinizar flor
  • Silene vulgaris, chamada Bermim, Erva-cucubalus, Erva-traqueira ou Orelha-de-Boi;
  • Geranium sp., conhecida como Gerânio;
  • Veronica chamaedrys, as Verónicas, de cor azul;
  • Ranunculus acris, ou Ranúnculo;
  • Viola arvensis, mais conhecida por Amor-Perfeito;
  • Crepis capillaris, com os nomes comuns Almeirão-branco, Almeiroa ou Barba-de-falcão;
  • Taraxacum adamii, o Dente-de-Leão (ou O-Teu-Pai-É-Careca, como é conhecido por vezes entre os mais novos);
  • Convolvulus arvensis, uma flor bastante comum e conhecida por nomes tão diversos como Corriola, Corriola-campestre, Corriola-mansa ou ainda Verdeselha ou Verdisela;
  • Centaurea sp., que abrange várias subespécies de flores conhecidas por Cardos.

Lembre-se que outras espécies de flores, silvestres ou não, bem como ervas aromáticas, são também amigas das abelhas! É o caso da lavanda, a sálvia, os coentros, o tomilho, a calêndula, a papoila ou o girassol.

A Associação Brasileira de Estudos das Abelhas (A.B.E.L.H.A.), com apoio do Instituto Biológico de São Paulo, lançou em 2017 o e-book “Biodiversidade em ação: conservando espécies nativas – Corredores ecológicos urbanos… seguindo a trilha da jataí em São Paulo”, das pesquisadoras Isabel Cruz Alves, Marilda Cortopassi-Laurino e Vera Lucia Imperatriz-Fonseca.

Aobra é um guia prático para orientar cidadãos de centros urbanos que queiram promover corredores de plantas destinados a conservar a biodiversidade local, denominados corredores ecológicos urbanos, compostos por vegetações de diferentes características (arbustos, árvores) que fazem a conexão entre áreas naturais ou seminaturais, auxiliando na sobrevivência de muitas espécies, isoladas umas das outras pelas construções urbanas.

“Essas áreas verdes possibilitam a sobrevivência dos animais que as polinizam e os que dispersam suas sementes, num ciclo de ajuda mútua bom para todos”, explica Isabel Cruz Alves, que concebeu e organizou a obra.

Um dos caminho é por meio da conservação da abelha jataí (Tetragonisca angustula), uma espécie sem ferrão inofensiva ao homem, por isso mesmo, ideal para áreas urbanas, e que são excelentes polinizadoras. O livro traz detalhes sobre as abelhas e ensina como identificar e proteger ninhos de jataís.

“Biodiversidade em ação: conservando espécies nativas” é a terceira publicação lançada pela A.B.E.L.H.A. neste ano. Ele foi precedido por “A história natural ilustrada de um polinizador: a abelha mamangava Xylocopa frontalis” e pela versão em português de “Soja e Abelhas”, publicado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Beezze-se: O Elo Perdido (2019), The Bee Is The Most Important Of The Planet, As abelhas-azuis, Protea, Abelha, o ser humano mais importante do planeta, Abelha Mãe, O Jardim do Éden e os Anunnaki, Abelhas nos telhados de Paris, Manual de Apicultura em Pequena Escala

Gripe Espanhola

É UM CRIME gritar “fogo!” num teatro cheio, mas também deveria ser um crime gritar “está tudo ok, fiquem sentados e assistam à peça!” num teatro que está sendo consumido por chamas. As pessoas precisam saber do risco.

A Organização Mundial da Saúde declarou que a Europa agora é o epicentro do vírus, e não a Ásia. Isso porque a China foi muito eficaz e organizada em suas medidas de contenção, e a Coreia do Sul também reagiu rapidamente para providenciar muitos testes e identificar casos logo, antes que a doença se espalhasse ainda mais. Japão, Taiwan, Singapura, Tailândia e Hong Kong foram ainda mais preparados.

O gráfico mostra a taxa de mortalidade pelo surto de gripe espanhola de 1918 em duas cidades dos EUA. Saint Louis imediatamente fechou todos os espaços públicos após descobrir que a doença tinha chegado. Enquanto isso, a Filadélfia decidiu realizar uma grande festa de rua. Andrew Fishman

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Gráfico: Proceedings of the National Academy of Sciences. Intercept Brasil

No Brasil, estabelecimentos foram fechados, aglomerações foram proibidas. Fiéis foram desaconselhados até a ir a missas. “Muita gente adoeceu, em grandes e pequenas cidades. Houve lugares em que mais da metade da população ficou doente e não havia quem cuidasse dos infectados”, afirma ao TAB a historiadora Christiane Maria Cruz de Souza, doutora em História das Ciências da Saúde e autora do livro “A Gripe Espanhola na Bahia” (Editora Fiocruz). Edison Veiga

Passageiros a bordo do navio Demerara, que saiu de Liverpool, Inglaterra, em 14 de setembro de 1918, foram os primeiros a carregar a doença. A embarcação fez escalas em Lisboa e, já no Brasil, em Recife e Salvador, até aportar no Rio de Janeiro, então capital do País. Altamente contagiosa — e sem medicamentos ou vacina —, a gripe se alastrou. “O que se tratava eram os sintomas: dor de cabeça, febre, coriza, essas coisas, esperando que o organismo reagisse à doença, ministrava-se tônicos para fortalecer o organismo, incentivada uma boa alimentação, ambientes arejados e que o doente não ficasse próximo das pessoas sãs.”

As orientações e os conselhos eram muito similares aos atuais: lavar as mãos, evitar aglomerações, preferir locais arejados, evitar apertos de mão e abraços. 

Uma das versões da invenção da caipirinha, o famoso drinque brasileiro, remonta ao período. Segundo acredita e difunde o Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), a bebida teria sido criada no interior paulista como um remédio popular para os doentes de gripe espanhola, seria uma adaptação da receita de xarope feito com limão, alho e mel — o acréscimo de álcool em remédio caseiro era comum porque se dizia que “acelerava o processo terapêutico”. Posteriormente, a retirada do alho e do mel — e o acréscimo do açúcar e do gelo — fizeram nascer o drinque mundialmente conhecido.

Nas palavras de um jornal da época: “a desordem dos espíritos causa a desordem das coisas”. 

A epidemia da gripe espanhola teve, em São Paulo, os primeiros casos registrados em 16 de outubro e os últimos em 19 de dezembro de 1918. Em pouco mais de dois meses foram notificados 116.777 infectados (22,32% da população da capital), sendo 86.366 apenas no mês de novembro. Em apenas três dias, entre 29 e 31 de outubro, 14.066 pessoas adoeceram”, conta a historiadora Monica Musatti Cytrynowicz, autora do livro “Do Lazareto dos Variolosos ao Instituto de Infectologia Emilio Ribas: 130 Anos de História da Saúde Pública no Brasil” (Editora Narrativa Um). Aliás, é provável que o número seja superior aos oficiais: a médica Rita Barradas Barata calcula que tenham sido 350 mil os casos na capital paulista, o que significa dois terços da população.

“A inexistência de leis trabalhistas que garantissem a convalescença remunerada, a jornada de até 16 horas no chão de fábrica e os parcos salários — mesmo após as reivindicações da grande greve de 1917 — fizeram de operários gripados a grande parcela de vítimas da epidemia na cidade de São Paulo: trabalhavam enfermos sob o risco de condenar suas famílias à absoluta miséria”, escreveu Anna Ribeiro.

“Um dos maiores problemas foi a contaminação dos médicos e enfermeiros, o que dificultava ainda mais o atendimento. No Hospital de Isolamento, atual Instituto de Infectologia Emílio Ribas, quase todos tiveram a gripe, excetuando-se, além do diretor, o cozinheiro, o jardineiro chefe e dois serventes”, diz Cytrynowicz.

“Foram então criados, além do hospital da Hospedaria e da enfermaria especial da Santa Casa, cerca de 40 hospitais provisórios na capital para receber os doentes de gripe, em espaços cedidos por entidades como clubes — entre eles o Paulistano e o Palestra Itália — e escolas, destacando-se o Grupo Escolar da Barra Funda (com 500 leitos) Colégio Diocesano (com 400), Mackenzie (400), Salesianos (300), Ginásio do Carmo (300) e Santa Inês (250). Além dos hospitais, foram criados 44 Postos de Socorros e 83 farmácias foram autorizadas a distribuir receitas gratuitas aviadas por conta do governo”, enumera a pesquisadora.

Eleito presidente da República pela segunda vez, o político Francisco de Paula Rodrigues Alves (1848-1919) foi uma das mais ilustres vítimas: morreu antes de assumir seu mandato. Edison Veiga – TAB, de Bled (Eslovênia)

Dezenove-se:

Primeiras fotos eróticas coloridas da humanidade

Os daguerreótipos eram fotografados originalmente em preto e branco e a coloração era feita à mão, com pincéis, surgiram e começaram a ser comercializados, em 1839, as primeiras imagens eróticas passaram a ser clicadas. O processo se tornou muito popular em países como França e Inglaterra, que souberam bem como usar a nova técnica em prol de suas vidas sexuais. Hypeness

A primeira fotografia colorida de objetos reais, “Paisagem do Sul da França” (método dicromato) – Louis Ducos du Oron em 1877, o ano. oUtRas Imagens

Enxergue mais: PIN-UP400 NUDES, EMVWELLCOME BOXERVILLE (ADULTO)EVOLUSEXSEXO ORAL, É ASSIM QUE SE FAZ!VIDACELL®SEXO SEGURO!, O BRASIL CORRE O RISCO DE PERDER ATÉ 60 DIFERENTES LÍNGUAS INDÍGENAS, INSTANTLY AGELESS ™TURA SATANAPEIXE-BOI MARINHORAPE MEAI WEIWEI: NEVER SORRYNAARA BEAUTY DRINK!!!OUTROS OLHOSCOMEÇOU O CARNAVAL!JEUNESSE, VERDADE OU MENTIRA?SANTA BUCETALUMINESCE™ CELLULAR REJUVENATION SERUMSINTOMAS CÂNCER DE MAMA,

Vanusa Sabbath

VanusaSabbath-plagio1973

A maioria das pessoas atualmente só se lembra de Vanusa por sua desastrada interpretação do Hino Nacional. Portal Bedelho

A cantora, primeira no cenário musical brasileiro, foi linha de frente e chegou a cantar em inglês um som progressivo. Conexão Jornalismo

Vanusa 1973- Vanusa (Completo) – YouTube

O site Plus55.com noticiou recentemente uma incrível semelhança entre a música “What To Do”, de Vanusa, e “Sabbath Bloody Sabbath”, do Black Sabbath, a cantora disse que não vai processar a banda. O SUL – REDE PAMPA DE COMUNICAÇÃO – RS – BRASIL.

O trabalho do Black Sabbath saiu em dezembro daquele ano, enquanto a faixa “What To Do“, única música em inglês do álbum “Vanusa”, foi divulgada 4 meses antes. 9dades

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Horrible Histories

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http://vimeo.com/101143821

Veja também: V de Vingança, Relatório Figueiredo, PLANKTON INVASION, Terceira Onda, Eustácio Bagge, Evolusex, O pai da propaganda, Bumblebee era um Fusca???, Comida para o espírito, A história de sempre?, A história das coisas, Aniversário da revolução de 1964, Ilha das Flores, A guerra do vintém, Curupira, Por que Pinga?, O tempo no espaço, Steve’n’Seagulls, Rebeldia, Entre a merda e a repressão, Gente inteligente, Estupidez, Couro de livro, Instalando livros

Seven Ages of Rock

Sete Eras Rock

Documentário de sete episódios que conta a história do Rock’n Roll explorando épocas e vertentes chaves da história da música: do estouro do electric blues britânico ao indie rock contemporâneo, passando pelo rock psicodélico do fim dos anos 60, a explosão do punk de 70 e a ascensão do grunge. As Aventuras de um Educador Chinês no Brasil

http://vimeo.com/22970324

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Veja também: Rape Me, Capa de disco com gatos., O brinquedo mais inútil do mundo, Saudação ao Sol, Falando sobre Pato Fu, Pin-up, Ouro de tolo, Symphony Of Destruction, Canceriano Sem Lar

Viabilidade???

Nos laboratórios da empresa Enerkem, a equipe descobriu que a nova tecnologia que utiliza os resíduos é mais viável que a produção de combustível convencional, gastando menos dinheiro e menos energia nos processos de elaboração. De acordo com o site Vida Más Verde, a produção já foi patenteada e não expõe a riscos de contaminação nem o meio ambiente, nem o pessoal envolvido nos processos. CicloVivo

Se depender de um ambicioso projeto da Nissan, os prédios comerciais do Japão vão começar a ser abastecidos com os carros elétricos durante os horários de pico de consumo, quando a tarifa é mais cara. Chamado de “Vehicle-to-Building”, o plano conecta os carros estacionados à fiação do prédio, e, após o fornecimento, os automóveis podem ser usados normalmente, uma vez que o sistema devolve a mesma eletricidade às baterias. Gabriel Felix

As calçadas dos estabelecimentos da cidade-luz estão prestes a receber toldos que utilizam os raios solares para gerar energia, a fim de aquecer os clientes no inverno. Reduzindo gastos e diminuindo os impactos no meio ambiente, estes equipamentos inovadores também são capazes de “sugar” a fumaça dos cigarros acesos nos fumódromos de bares, restaurantes e dos tradicionais cafés parisienses. CicloVivo

O inventor brasileiro Antonio Bossolan é o responsável pela criação da “Turbina eólica de eixo vertical”, que é capaz de aproveitar até dez vezes mais a energia dos ventos que passam por ela. A inspiração surgiu pela necessidade de tornar os sistemas eólicos mais eficientes. CicloVivo

O professor aposentado Michael Buck juntou diversos materiais reciclados para erguer sua própria casa, uma pequena toca segura e confortável na cidade de Oxfordshire, na Inglaterra. Na construção, o professor gastou apenas 150 libras (o equivalente a 575 reais), apostando seu tempo livre e sua criatividade para erguer a nova residência, localizada em meio a uma área verde do município britânico. CicloVivo
cabelopentearvore

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A guerra do vintém

A guerra do vintém

Exploradas por militantes republicanos, manifestações contra taxa sobre transporte urbano tumultuam capital do Império e deixam mortos e feridos pelas ruas.
José Murilo de Carvalho

No dia 28 de dezembro de 1879, a capital do Império viu algo inédito desde 1863, quando o Brasil rompeu relações com a Inglaterra por conta da Questão Christie: a multidão protestando na rua. A manifestação aconteceu no campo de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, em frente ao palácio imperial. Cerca de cinco mil pessoas, lideradas por um militante republicano, o médico e jornalista Lopes Trovão, reuniram-se para entregar a d. Pedro II uma petição solicitando a revogação de uma taxa de 20 réis, um vintém, sobre o transporte urbano, ou seja, bondes puxados a burro. O vintém era moeda de cobre, a de menor valor da época. A polícia não permitiu que a multidão se aproximasse do palácio. Enquanto os manifestantes se retiravam, o imperador mandou dizer que receberia uma comissão para negociar.
(…)
O novo imposto e a taxa atingiram diretamente duas categorias, os funcionários públicos e os usuários de bondes. Em 1870, a capital tinha 192 mil habitantes na área urbana, dos quais 11 mil funcionários públicos, entre civis, militares e eclesiásticos, já que naquela época o catolicismo era a religião oficial do Estado. Havia quatro grandes companhias de ferro-carris urbanos, ou de bondes, como ficaram conhecidos: a Botanical Garden Co., que cobria a zona sul, saindo da rua Gonçalves Dias, a Cia. de São Cristóvão, concentrada na zona norte, com ponto final no Largo de São Francisco, a Ferro-carril de Vila Isabel, que partia da Praça Tiradentes, e a Cia. de Carris Urbanos, que atendia ao centro, incluindo a zona portuária.
(…)
Desse clima de insatisfação, tiraram vantagem os agitadores republicanos. Ao que parece, na demonstração de São Cristóvão estavam presentes, sobretudo, pessoas de melhor situação social, certamente muitos funcionários públicos. Na do dia 1º, teria entrado em ação a massa dos usuários mais pobres, acrescida da tropa barra-pesada do centro e da zona portuária. Não por acaso, os líderes do movimento perderam o controle da multidão nesse dia.

Embora legal, a taxa do vintém era profundamente impolítica, como se dizia na época. O ministro fora alertado para as possíveis reações. Mas Afonso Celso era tão competente quanto teimoso. Pagou por isso alto preço em 1880, como pagaria em 1889, por ocasião da proclamação da República. A reação da polícia foi infeliz em 28 de dezembro, ao não negociar a audiência com o imperador, e imprudente em 1º de janeiro. A do Exército, simplesmente desastrada.
(…)
Mas a revolta não foi republicana, afirmaram seus próprios líderes. Muitos interesses feridos nela se fundiram, de grandes e de políticos, de gente miúda e de simples cidadãos. Uma grande explosão social, detonada por um pobre vintém.

José Murilo de Carvalho é professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), membro da Academia Brasileira de Letras, do IHGB e da Academia Brasileira de Ciências e autor de D. Pedro II: ser ou não ser. São Paulo: Cia. das Letras, 2007.

Veja também: Impostômetro, Pneu, Vasos e flores, Cantar, Mata Atlântica, Miniusina de energia, Água mata?, Efeito Borboleta, DECLARAÇÃO IRPF 2012, Se sentindo só? Anúncios de solteiros., Todo Dia Era Dia de Índio

V de Vingança

“Não importa o indivíduo, e sim a idéia.”

“Não são as pessoas que deviam temer os seus governos, e sim os governos que deviam temer suas pessoas.”

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Inglaterra, 5 de novembro de 1605. Treze jovens conspiradores católicos tentaram explodir o palácio de Westminster, colocaram 36 barris de pólvora no porão do parlamento Inglês na esperança de explodir o prédio juntamente com o Rei James I e todo o parlamento inglês, e assim acabar com a contínua opressão aos católicos, mantida por James I, e colocar no trono Elizabeth, a filha dele, como a fantoche de um novo governo, mais tolerante. Mas a drástica medida não agradou a todos os católicos, e aparentemente o plano vazou, e assim o mercenário Guy Fawkes foi preso em um túnel abaixo do parlamento antes que pudesse completar sua missão, tendo sido torturado até divulgar o nome de todos os conspiradores. Lord Salisbury, então primeiro-ministro, usou essa traição como pretexto pra aumentar ainda mais a perseguição a TODOS os católicos.
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Nesta mesma noite foi acesa uma fogueira para comemorar o desmantelamento do plano e a segurança do Rei, este dia ficou conhecido como a “noite da fogueira”, e é comemorado com fogos de artifício.

Veja também: Terceira Onda, Inside Job, Rotina, Saindo da Matrix, Warner Bros. Pictures, Anonymous, Museu Virtual, Sua segurança?, Os cães, 1984!, O Combate a Corrupção nas Prefeituras do Brasil, Carlos Marighella, A culpa é de quem!, Symphony Of Destruction

Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura de Paz – UMAPAZ

A UMAPAZ , Departamento de Educação Ambiental da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) da Prefeitura do Município de São Paulo, opera por meio de uma rede de parcerias. Foi concebida em 2005 e iniciou suas atividades em janeiro de 2006. Em 2009, como departamento, passou a coordenar também a Escola Municipal de Jardinagem, a Divisão de Astronomia e Astrofísica e o Programa A3P.


UMAPAZ is the Environmental Education Department of the Municipal Secretariat for Environment of Sao Paulo City Hall, and it functions through a network of partnerships. Created in 2005, it started operating in January, 2006. In 2009, it also became coordinator to the Municipal School of Gardening, the Astronomy and Astrophisics Division and the A3P Programme.

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FORDISMO??

Revolução em Dagenham (Made in Dagenham). Nigel Cole, Inglaterra, 2010. Roteiro William Ivory.
Título na França: We Want Sex Equality
Elenco: Sally Hawkins, Daniel Mays, Bob Hoskins, Miranda Richardson, Rosamund Pike, Jaime Winstone, Geraldine James, Andrea Riseborough, Andrew Lincoln, Rupert Graves, Richard Schiff, Lorraine Stanley, Nicola Duffett, Matthew Aubrey, Roger Lloyd-Pack, Sian Scott, Robbie Kay, Marcus Hutton e Danny Huston

O filme mostra a vida da operária inglesa Rita O’Grady (Sally Hawkins), mãe de família, que de repente se vê envolvida na luta por direitos trabalhistas e femininos, deixando em segundo plano seu papel de esposa e mãe, relata uma história real, que aconteceu em 1968 e deve um impacto importantíssimo na história das relações trabalhistas e na vida das mulheres da Inglaterra, com influência sobre diversos outros países. 50 Anos de Filmes

“Não são privilégios: são direitos”. (Rita O’Grady)

A operária que assume a militância das 187 mulheres em busca de igualdade salarial com os homens na década de 60, fez a Ford Motor’s de Dagenham (Londres) fechar suas portas por tempo indeterminado. Cine Resenhas, Blog 2001 Vídeo

A ministra do Emprego era Barbara Castle (Miranda Richardson) em 1968, uma das grandes lideranças do Partido Trabalhista, quarta mulher a participar de um gabinete ministerial da Grã-Bretanha. 50 Anos de Filmes

Sandie Shaw interpreta a música título “Made In Dagenham”. A cantora trabalhou na fábrica da Ford em Dagenham muitos anos antes dos fatos acontecidos no filme. By Star Filmes

8marorigem

Revolução em Dagenham – Sara Holmes – Youtube

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