Xokleng

Os índios Xokleng da TI Ibirama em Santa Catarina, são os sobreviventes de um processo brutal de colonização do sul do Brasil iniciado em meados do século passado, que quase os exterminou em sua totalidade. Apesar do extermínio de alguns subgrupos Xokleng no Estado, e do confinamento dos sobreviventes em área determinada, em 1914, o que garantiu a “paz” para os colonos e a conseqüente expansão e progresso do vale do rio Itajaí, os Xokleng continuaram lutando para sobreviver a esta invasão, mesmo após a extinção quase total dos recursos naturais de sua terra, agravada pela construção da Barragem Norte. Povos Indígenas no Brasil

Cacique ‘Camrém’, líder dos Xokleng à época do contato com E. Hoerhan. Foto de autoria provável de E. Hoerhan. Acervo Arquivo Histórico José Ferreira da Silva (AHJFS), da Fundação Cultural de Blumenau

A história do nome dos Xokleng tem provocado muitos debates. Desde seus primeiros contatos amistosos com os funcionários do Serviço de Proteção aos Índios (SPI), a partir de 1914, as denominações dadas ao grupo foram as mais variadas: “Bugres”, “Botocudos”, “Aweikoma”, “Xokleng”, “Xokrén”, “Kaingang de Santa Catarina” e “Aweikoma-Kaingang”.

Os índios Xokleng receberam vários nomes: Bugre, Botocudo, Aweikoma, Xokrén e Kaingang. Prefeitura de Jaraguá do Sul

  • Bugre = é um tempo para designar qualquer índio no sentido de selvagem e inimigo.
  • Botocudo = devido ao enfeite labial uma espécie de botoque (tembetá) usado pelos adultos (homens).
  • Aweikoma = é uma deturpação da frase destinada a convidar uma mulher para cópula (relação sexual).
  • Xokrén = significa taipa de pedra, da mesma maneira que Xokleng.
  • Kaingang = designa homem, qualquer homem.

As línguas dos Xokleng e dos Kaingang constituem o ramo meridional da família Jê.

De acordo com os índios, na TI Ibirama (SC), fala-se o “xokleng”, um idioma próximo ao kaingang. Os Xokleng dizem entender alguma coisa de kaingang, mas não o falam. Nos últimos vinte anos, o número de falantes de xokleng se reduziu bastante. A grande maioria dos jovens fala somente português. Isso se deve ao aumento de casamentos com não indígenas; às inúmeras rupturas sociais, políticas, econômicas e culturais provocadas pela construção da Barragem Norte; e à presença de escolas para indígenas com a mesma grade curricular das demais escolas públicas, que não estimulam e nem consideram as particularidades culturais.

A TI Ibirama está situada ao longo dos rios Hercílio (antigo Itajaí do Norte) e Plate, que moldam um dos vales formadores da bacia do rio Itajaí-açu, e está a cerca de 260 km a noroeste de Florianópolis e 100 a oeste de Blumenau. Localizada em quatro municípios catarinenses, cerca de 70% da área está dentro dos limites dos municípios José Boiteux e Doutor Pedrinho. Essa TI inicialmente denominada Posto Indígena Duque de Caxias, foi criada pelo chefe do governo catarinense, Adolfo Konder, em 1926, que destinou aos Xokleng uma área de 20.000 hectares. Em 1965 foi oficialmente demarcada e em 1975 recebeu o nome de Ibirama.

A população da TI Ibirama é flutuante, multiétnica, e sua configuração vem se alterando ao longo dos 84 anos de contato. O último censo feito em 1997, além do total de 1.009 pessoas vivendo na TI, contou cerca de 20 famílias Xokleng morando nas periferias das cidades de Blumenau, Joinville e Itajaí.

A presença de Kaingang e seus descendentes na TI Ibirama deve-se ao fato do SPI ter usado duas famílias Kaingang, provenientes do Paraná, para ajudar na atração e “pacificação” dos Xokleng, dando aos Kaingang o direito ao usufruto da terra. Desde então casamentos interétnicos vêm ocorrendo, e o número de mestiços Kaingang/ Xokleng tornou-se marcante. Porém, boa parte dos Kaingang e Mestiços se casou com não-índios, principalmente com funcionários do SPI e com colonos italianos; com a construção da barragem, algumas mulheres Xokleng se casaram, ou tiveram filhos, com os operários; e quando se deu início à exploração de madeira muitos não-índios se casaram com Xokleng e Kaingang para usufruir do direito de explorar e vender a madeira. Mais recentemente, vários Xokleng se casaram com mulheres Kaingang de outras terras indígenas do Paraná e Santa Catarina.

Os Cafuzos que viviam na TI Ibirama são na verdade negros remanescentes da Guerra do Contestado, sem terra, trazidos por iniciativa do então chefe do Posto Indígena, Eduardo de Silva Lima Hoerhann, a partir da segunda metade da década de 40, e usados como mão-de-obra agrícola quase escrava. Em 1991, quase todos saíram para uma terra próxima cedida pelo INCRA. Os casamentos entre Xokleng e Cafuzos foram raros.

As primeiras famílias Guarani chegaram à TI Ibirama vindas do sudoeste e das fronteiras com o Paraguai e Argentina, nos anos 50. Eles vivem social, cultural e geograficamente isolados dos outros grupos; não tiveram direito à extração da madeira e nem às indenizações pela inundação. Em 1991 metade dos Guarani migrou para o litoral. Os casamentos entre Guaranis e Xokleng foram raros.

Os censos mostram também a morte em massa dos primeiros Xokleng contatados, vítimas de grandes epidemias de gripe, febre amarela e sarampo (entre 1914, o ano do contato, e 1935 morreram dois terços dos Xokleng).

A ocupação destes territórios “tradicionais” Xokleng por imigrantes foi conflituosa; na região do vale do Itajaí, por exemplo, ocorreram vários assaltos aos colonos e o clima de insegurança dos mesmos frente a estes ataques ameaçava todo o processo de colonização.

Criança Xokleng em acampamento na floresta, em 1963
Criança Xokleng em acampamento na floresta, em 1963. Acervo SCS

Os indígenas Xokleng que se autodenominam “Laklanõ” (“gente do sol” ou “gente ligeira”) vêm lutando para preservar sua cultura, seu idioma e mitologia após processos de aculturação e ataques ao seu território. Mariana Trindade – Câmara dos Deputados

O Serviço de Proteção ao Índio (SPI), criado em 1910, serviu, em grande medida, para “pacificar” os indígenas e viabilizar a construção da estrada de ferro São Paulo-Rio Grande e a concessão de terras a colonos. Nesse processo de “pacificação”, duas famílias Kaingang contribuíram com o SPI em troca do direito ao usufruto daquelas terras. Desde então casamentos interétnicos vêm ocorrendo, e o número de mestiços Kaingang/Xokleng tornou-se um traço marcante nessas comunidades.

Ainda nesse processo de “pacificação”, o órgão indigenista reduziu o território ocupado pelos Laklaño de 40 mil hectares para 15 mil, apesar de já haver, na época do Império, lei que reconhecia o direito indígena sobre seus territórios (Lei 601, de 1850).

A comunidade indígena buscou, na Justiça, o cumprimento de um protocolo de intenções firmado com o Estado de Santa Catarina, a Funai e a União. Os indígenas ganharam em primeira instância, mas a União e o estado recorreram e o processo encontra-se no Supremo Tribunal Federal.

Apenas em 1998, foi criado um grupo de trabalho pela Funai, que reconheceu o confinamento dos indígenas em área reduzida pelo próprio Estado e constatou a necessidade de ampliação dos seus limites. Em 2003, o Ministério da Justiça publicou Portaria Declaratória, restando pendente apenas a homologação da demarcação pelo Presidente da República, a última etapa da demarcação.

Hoje, mais de dois mil indígenas de três povos, Xokleng, Guarani e Kaingang, residem na Terra Indígena Ibirama-La Klaño, com 37 mil hectares, à margem do rio Itajaí do Norte, em Santa Catarina. Estão sobrepostas sobre 10% do território a Reserva Biológica Sassafrás e a Área de Relevante Interesse Ecológico Serra da Abelha.

As tropas se deslocavam pelas trilhas à noite, em silêncio. Os homens, entre 8 e 15, evitavam até fumar para não chamar a atenção. João Fellet -Correio Braziliense

Ao localizar um acampamento, atacavam de surpresa.

“Primeiro, disparavam-se uns tiros. Depois passava-se o resto no fio do facão”, relatou Ireno Pinheiro sobre as expedições que realizava no interior de Santa Catarina até os anos 1930 para exterminar indígenas a mando de autoridades locais.

Pinheiro era um “bugreiro”, como eram conhecidos no Sul do Brasil milicianos contratados para dizimar indígenas (ou “bugres”, termo racista que vigorava na região naquela época).

O relato está no livro Os Índios Xokleng – Memória Visual, publicado em 1997 pelo antropólogo Silvio Coelho dos Santos.

“O corpo é que nem bananeira, corta macio”, prossegue o bugreiro na descrição dos ataques. “Cortavam-se as orelhas. Cada par tinha preço. Às vezes, para mostrar, a gente trazia algumas mulheres e crianças. Tinha que matar todos. Se não, algum sobrevivente fazia vingança”, completou.

“Nunca houve, e nem há, critérios seguros para se demarcar áreas indígenas, ficando a sociedade à mercê do entendimento pessoal do antropólogo que se encontra fazendo o trabalho num determinado momento”, argumentaram os deputados ao justificar o decreto.

Em 1908, o etnógrafo tcheco Albert Vojtech Fric discursou em um congresso em Viena, na Áustria, sobre o impacto da imigração europeia nas populações indígenas do Sul do Brasil.

Segundo Fric, a “colonização se processava sobre os cadáveres de centenas de índios, mortos sem compaixão pelos bugreiros, atendendo os interesses de companhias de colonização, de comerciantes de terras e do governo”.

Em 1910, durante a presidência de Nilo Peçanha, foi criado o Serviço de Proteção ao Índio (SPI), precursor da atual Funai.

Inspirado por ideais positivistas, o órgão dizia ter como objetivo “civilizar” os indígenas e incorporá-los à sociedade brasileira — postura enterrada pela Constituição de 1988, que reconheceu aos indígenas o direito de manter seus costumes e modos de vida.

As missões para aniquilar povos nativos aconteciam enquanto, na Europa, Adolf Hitler punha em marcha seu plano de exterminar os judeus.

Ou enquanto artistas brasileiros passavam a valorizar a participação indígena na formação nacional, influenciados pela Semana de Arte Moderna de 1922.

Mulheres e crianças Xokleng
Mulheres e crianças Xokleng capturadas por bugreiros e entregues a freiras em Blumenau; duas mulheres e duas crianças conseguiram fugir, voltando à floresta. Acervo SCS

Em entrevista à BBC News Brasil por telefone, Brasílio Pripra, de 63 anos e uma das principais lideranças Xokleng, chora ao falar de um massacre ocorrido em 1904 contra seus antepassados.

“As crianças foram jogadas para cima e espetadas com punhal. Naquele dia, 244 indígenas foram covardemente mortos pelo Estado”, afirma.

“Eu choro, me emociono. Sou neto de pessoas que ajudaram a trazer a comunidade ‘para fora’, a fazer o contato (com não indígenas). É por isso que luto.”

Em 1910, teve sua origem o Serviço de Proteção aos Índios. Isto aconteceu devido a uma conferência pronunciada por Alberto Vojtech Fritch no XVI Congresso Internacional de Americanistas. Viena em 1908 Fric (como era conhecido em SC), demonstrou que a colonização no Sul do Brasil se processava sobre os cadáveres de centenas de índios, mortos sem compaixão pelos bugreiros. E, finalmente solicitou que o congresso (…) “protestasse contra esses atos de barbárie para que fosse tirada essa mancha da história da moderna conquista européia na América do Sul e dado um fim para sempre, à esta caçada humana”. (Stauffer, 1960: 171).

No Brasil, esse depoimento repercutiu como uma bomba, dando a impressão de que a colonização estaria falida.

Mas para defender os colonizadores, Herman Von lhering publicou um texto no jornal “O Estado de São Paulo” de 12 de outubro de 1908, que dizia:

“Os actuais índios do Estado de São Paulo não representam um elemento de trabalho e progresso. Como também nos outros estados do Brasil, não se pode esperar trabalho sério e continuando dos índios civilizados e, como os Caingangs selvagens, são um empecilho para civilização das regiões do sertão que habitam, parece que não há outro meio, de que se possa lançar mão, senão o seu extermínio”.

Esta nota no jornal, ao invés de ajudar os colonizadores, foi na realidade o principal motivo de muitas entidades particulares e o próprio governo se postarem a favor dos indígenas.

Para completar esse quadro, Candido Marciano da Silva Rodon, por ter convivido com os índios por mais de 20 anos, defendia os silvícolas em suas inúmeras conferências . Numa delas ele diz:

“Para compreender-se quanto é injusta a acusação levantada contra eles de serem indolentes e inúteis, basta lembrar que na zona ocupada pelos expedicionários de 1907, 1908 e 1909, não havia um estabelicimento de seringa, de caucho, de poaia(erva rasteira com raízes nodosos), no qual grande parte, e as vezes todos os trabalhos, não fossem feitos por índios. Desrespeitados em suas pessoas e em suas famílias; perseguidos, caluniados, eles vivem em situação misérima: se aceitam a sociedade do branco ficam reduzidos à pior das escravidões; (…) se embrenham nas matas, são acossados e exterminados a ferro e fogo. Onde está a nossa justiça de povo culto e civilizado; onde está o nosso sentimento de equidade e de gente crescida à sombra das admiráveis instituições romanas; onde está a nossa bondade de homens formados sob os influxos da cavalaria e do catolicismo, para assim chegarmos a essa montruosa iniqüdade de só negarmos o direito à vida e à propriedade, em terras do Brasil, aos brasileiros de mais lídima naturalidade?!!!” (Rondon, 1946: 101/102).

Xoklengze-se: RE 1.017.365, Bandeirantes Modernos, Unesco disponibiliza mais de 80 filmes indígenas gratuitamente, Indígenas doam alimentos, Demarcação de terras indígenas ou a MP 886!?!, Arrendamento de terras indígenas ilegal, A Invasão do Brasil

As chuvas de agosto (News)

Contribuição: Laura

Após um período prolongado de tempo seco e quente predominando na maior parte do Brasil, o mês de agosto termina com a chuva retornando à diversas áreas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. Climatempo

A passagem de uma frente fria aliada ao fluxo de umidade que vem da Amazônia, voltam a espalhar chuva desde o Rio Grande do Sul e Santa Catarina a partir da próxima quarta-feira (25), e até o Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, sul de Goiás, São PauloRio De Janeiro e centro-sul de Minas Gerais entre os dias 27 e 31 de agosto.

Até o momento, a chuva mais intensa fica restrita à região Sul do país, e a frente fria aos poucos vai perdendo intensidade conforme avança para o Brasil Central. Mas, pelo menos o sistema já traz chuva para todas as áreas mencionadas anteriormente, e a umidade chega a aumentar até mesmo em áreas do norte de Goiás, sul do Pará, Tocantins e interior da Bahia.

Uma massa de ar quente e seco tem predominado no estado de São Paulo desde a última terça-feira (17), mantendo o céu claro, as temperaturas acima da média para a época do ano e o ar extremamente seco em todo o estado. Maria Clara Sassaki – Climatempo

 As mudanças no Clima não respeitam calendário, e na próxima quarta-feira (25), os modelos meteorológicos indicam temperatura entre 34°C e 35°C para a capital paulista, e esta pode ser a maior temperatura máxima de 2021, ou seja, o dia mais quente do ano em pleno inverno. Lembrando que o recorde anual de temperatura máxima foi em 30/01/2021 (verão), quando fez 34,1°C na estação Mirante de Santana, localizada na Zona Norte da cidade. (Fonte: Inmet)

Na terça, 24 de agosto, a circulação de ventos, desde a superfície até a média atmosfera, vão favorecer a formação de nuvens carregadas, por isso é alto o risco para temporais no centro-sul do Rio Grande do Sul. André C. – Climatempo

Na quarta-feira um novo sistema de baixa pressão atmosférica se forma e dá origem a um ciclone extratropical, que vai organizar uma nova frente fria durante a madrugada de quinta-feira. 

No Rio Grande do Sul, o alerta é para temporais entre terça e quarta. Na quinta, a chuva forte avança para Santa Catarina e Paraná.

A semana vai terminar com temperaturas baixas em praticamente toda Região Sul do Brasil. Para a madrugada de sexta-feira, 27 de agosto, já há expectativa de geada na região da Campanha.

Chuveze-se: Forte chuva causa estragos inimagináveis na Alemanha e Bélgica, Bolinhos de Chuva, Reuso de água na Semana do Químico, DUBAI CRIA PRIMEIRA TEMPESTADE ARTIFICIAL, Tempestade / Love Vigilantes, Lionel Messi abriu as portas para o frio.

Borba Gato, em chamas.

O monumento, inaugurado em 1963, exalta o bandeirante acusado de homicídios e estupro de indígenas. Yahoo Notícias

No dia em que são realizadas manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), um grupo de 15 pessoas ateou fogo em uma estátua em homenagem ao bandeirante Borba Gato na avenida Santo Amaro, zona sul de São Paulo. Jovem Pan

“Manuel de Borba Gato fez fama e fortuna na segunda metade do século 18 percorrendo os sertões brasileiros à caça de indígenas para escravizar. Era também um fugitivo da lei e contrabandista de ouro”, conta o historiador Laurentino Gomes.

“Era também fugitivo da Lei e contrabandista de ouro, acusado de matar dom Rodrigo de Castelo, fidalgo português administrador-geral das Minas”, diz o jornalista, autor da trilogias 1808, 1822 e 1889.

Borba Gato foi um dos mais importantes representantes das bandeiras expedições custeadas pela Coroa portuguesa para ocupar e explorar territórios no interior do Brasil.

“Em 28 de agosto de 1682, Borba Gato tinha se acobertado com seu bando na região do Rio das Velhas, em Minas Gerais. Em troca da localização das minas, o rei de Portugal não apenas anistiou o bandeirante como lhe cumulou cargos e honrarias. Num piscar de olhos, Borba Gato deixou de ser um criminoso fugido da lei e foi imediatamente promovido a fidalgo e guarda-mor das Minas de Caetés”, explicou o escritor em uma publicação feita no ano passado no Twitter.

O monumento aparenta não ter sofrido grande dano. Uma bandeira com os dizeres “Revolução Periférica” também foi estendida no local. Ontem (23),  o coletivo  divulgou um vídeo perguntando: “Você sabe quem foi Borba Gato?” em seu instagram.

Obra do escultor Júlio Guerra, que nasceu no bairro, a estátua faz homenagem ao bandeirante Borba Gato e foi inaugurada em 1963. São 10 metros de altura em concreto, com peso de 20 toneladas. Correio 24 horas

Assinada pelo artista plástico Júlio Guerra (1912-2001), a escultura com 13 metros de altura (incluindo o pedestal) levou seis anos para ficar pronta. 

Este não foi o primeiro ato contra o monumento. Em 2016, a estátua de Borba Gato foi atacada com um banho de tinta.

Grupo incendeia estátua de Borba Gato, na zona sul de São Paulo

Os bombeiros chegaram ao local por volta das 14h e deram início ao combate às chamas. “O fogo foi controlado em poucos minutos, mas a estátua ficou chamuscada e com algumas rachaduras na perna”, disse a fotojornalista Thais Haliski, que estava no local no momento do início das chamas. Brasil de Fato

Ze-se: Direito dos bandeirantes e para que servem as leis., Cãolho math, Ausonia Donato, entre outras., Um Caranguejo Elétrico, Bandeirantes Modernos, Cavalo louco, I AMazonia, Joaquim, O Brasil visto do Céu, O último Tanaru, Nenhuma gota a mais!!!

Barra Enérgica de 5 mil

Você sabe o que é uma “pemmican”? Essa palavra deriva do termo “cree pimîhkân”, em si derivado da palavra pimî, ou “gordura”. A pemmican era uma mistura concentrada de gordura e proteína composta principalmente de carne seca de bisão, alce ou veado. VIVIMETALIUN

O mantimento era popular entre exploradores do Ártico e da Antártica – por exemplo, era a comida preferida de Robert Peary, conforme relatado no livro “Robert Peary,”. Peary pode ter sido a primeira pessoa a chegar ao Polo Norte, em 1909.

Evidências arqueológicas sugerem que esse “café da manhã dos campeões” existia desde pelo menos 2800 aC, nessa época, caçadores antigos que perseguiam bisões nas Grandes Planícies da América do Norte misturavam sua carne, sua gordura e sua medula em barrinhas densas em energia com uma excelente vida útil, uma única barrinha era válida por anos e podia conter até 3.500 calorias.

“A pemmican é uma barra de energia indígena antiga legítima”, disse Shane Chartrand, cozinheiro da Enoch Cree Nation, uma reserva indígena de Alberta, no Canadá.

O livro de receitas de Chartrand contém instruções para fazer uma pemmican à base de salmão. Aparentemente, não é um alimento delicioso, mas sim estimado por seu valor nutritivo.

A maioria usa carne de bisão, enquanto algumas versões optam por carne de veado ou peixe. Outros ingredientes possíveis são cerejas ou bagas secas. Por fim, há quem cozinhasse a mistura em um ensopado conhecido como rubaboo (prato tradicionalmente feito de ervilhas e/ou milho, com gordura de urso ou porco e engrossado com farinha).

Nos anos 1770, a pemmican se tornou um alimento desejado por comerciantes de peles que estavam expandindo seus negócios no Canadá, à época controlado pelos britânicos. Os viajantes precisavam de muitas calorias para remar suas canoas cheias de mercadorias, e a pemmican era uma refeição muito mais adequada do que suas dietas comuns dominadas por milho.

Aos poucos, uma comunidade de caçadores de bisão descendentes de viajantes franceses e suas esposas indígenas, os Métis, passaram a dominar o comércio de pemmican. No início dos anos 1800, o produto era tão cobiçado que uma verdadeira guerra, conhecida como “Pemmican War” ou “Guerra Pemmican”, estourou entre comerciantes de pele, colonos e os Métis.

No fim das contas, a popularidade da pemmican foi o que causou seu fim: na década de 1880, a caça excessiva levou à quase extinção do bisão-americano, tornando o produto escasso.

RECEITA

A receita abaixo foi inspirada na original, disponível em FirstNations.org.

Ingredientes

1 xícara de carne seca (bisão, carne de veado ou simplesmente bife)

1/3 de xícara de frutas secas

2 colheres de sopa de banha (não substitua por manteiga)

Opcional: açúcar a gosto

Modo de fazer

O primeiro passo é escolher a carne – melhor que seja magra. Você deve cortá-la em tiras contra a fibra (pode esfriá-la no freezer por uma hora antes para tornar essa tarefa mais fácil), e em seguida colocá-la em um forno pré-aquecido no fogo mais baixo, geralmente em torno de 75 graus Celsius.

O objetivo é secar a carne. Lembre-se de que ela vai encolher à medida que seca – por exemplo, cerca de 680 a 900 gramas de carne crua renderão cerca de 1,5 a 2 xícaras quando secas.

Dependendo da espessura da peça original, pode levar até 12 horas para a carne secar completamente. Você saberá que ela está pronta quando estiver com aparência seca, mas ainda assim flexível.

Comprar carne seca pronta pode parecer um bom atalho, mas a carne seca comercial vem com conservantes como nitratos que alteram negativamente o sabor final, além de ser cortada a favor da fibra e portanto mais difícil de moer até virar pó (o que você terá que fazer em breve).

Depois de secar a carne, é hora de secar as frutas escolhidas. É melhor que seja uma baga. Os ingredientes tradicionais eram frutos da Prunus virginiana e da Amelanchier alnifolia, provavelmente complicados de se achar. Mirtilos, cranberries, oxicoco e outras bagas devem funcionar.

Para secá-las, use um desidratador de alimentos ou um forno em fogo baixo. Dependendo do equipamento, o tempo para secar as bagas pode variar muito, de várias horas a um dia inteiro. Se você estiver usando um forno, corte ou fure a casca das frutas para permitir que o suco evapore. Você saberá que elas estão prontas quando estiverem completamente secas, sem suco.

Agora vem a banha. Se você não tiver banha de porco sobrando na geladeira, pode comprá-la (procure opções não hidrogenadas, pois muitas banhas comerciais levam conservantes prejudiciais) ou fazê-la. Para fazer uma banha de alta qualidade, encomende gordura no açougue local. Não, ninguém deve achar estranho – pessoas fazem e usam banha de porco por várias razões, e vender gordura não é tão incomum assim.

Primeiro refrigere a gordura no freezer e depois corte-a em cubos pequenos. Coloque esses cubos em uma panela com ¼ de xícara de água em fogo baixo. O processo normalmente leva de duas a quatro horas. Mexa a panela ocasionalmente. Você saberá que está pronto quando a maioria dos cubos tiver liquidificado. Filtre quaisquer resíduos e coloque o líquido em um recipiente hermético. Deixe em temperatura ambiente até que comece a endurecer e depois guarde na geladeira.

Chegou o momento de moer a carne e as frutas secas. Você pode usar um processador de alimentos ou, se quiser experimentar algo mais semelhante ao método tradicional de batê-las com uma pedra, usar as mãos e um pilão.

Misture os pós em uma tigela. Derreta e acrescente duas colheres de sopa de banha. Mexa tudo até que a mistura fique grudenta o suficiente para formar bolinhos. Você pode adicionar mais uma colher de sopa de banha se notar que a mistura continua ainda muito “poeirenta”. Se quiser adicionar açúcar, coloque cerca de uma colher de sopa.

Forme bolinhos com a massa final e deixe secar. O resultado pode não ser lindo, mas aparência não impede as pessoas de comerem as barras energéticas atuais, não é mesmo? E, se tiver saco para fazer esse processo todo, nos diga o que você achou! fonte:via [AtlasObscura]

Muvuca

Em projetos de recuperação ambiental, a mistura de sementes nativas e de adubação verde tem conseguido colocar muito mais árvores por hectares com a metade do custo do plantio de mudas.

Com o uso de muvuca de sementes, as árvores crescem junto com os arbustos e ervas. Quando as plantas de crescimento mais rápido e vida mais curta morrem, deixam a matéria orgânica para enriquecer o solo. Kapua – Facebook
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Repost @arvoreagua

#muvuca #plantio #floresta #reflorestamento #RecomposicaoVegetal #agrofloresta #agroecologia #cultivoIndigena #TecnicaIndigena #semente #sementes #arvore #arvores

“Vamos seguir resistindo”: recado dos povos da floresta

“Vamos seguir resistindo”. Essa é a principal mensagem que a campanha #PovosDaFloresta pretende passar. Por meio de um vídeo veiculado na internet, TV e cinemas, 25 lideranças indígenas, quilombolas e ribeirinhas tentam chamar atenção para a luta pela proteção ambiental e em defesa dos direitos dessas comunidades. A iniciativa é do Instituto Socioambiental (ISA), que completa 25 anos neste ano. MARINA ROSSI

“Se a floresta, ou a natureza de maneira geral, é nosso passaporte enquanto país para algum futuro, os povos que vivem nela são seus verdadeiros guardiões”, diz André Villas-Bôas, secretário-executivo do ISA. “Temos que valorizar a enorme contribuição dessas comunidades para o equilíbrio ecológico do planeta”. El País Brasil

Crianças brincam em aldeia dentro da Terra Indígena Yanomami, onde vivem 25.000 índios. ALEX ALMEIDA – Nosso Futuro Roubado

Dia do Índi(o)gena!!!

O dia 19 de abril é conhecido no Brasil todo como o “Dia do Índio”, sua origem remete a um protesto dos povos indígenas do continente americano, quando o Congresso Indigenista Interamericano, realizado em Patzcuaro, que aconteceu entre os dias 14 e 24 de abril de 1940, organizado no México se propôs a debater medidas para proteger os índios no território, foram definidas algumas medidas genéricas a serem tomadas em favor da defesa dos povos indígenas:
– “respeito à igualdade de direitos e oportunidades para todos os grupos da população da América”;

– “respeito por valores positivos de sua identidade histórica e cultural a fim de melhorar situação econômica”;

– “adoção do indigenismo como política de Estado”;

– “o Dia do Aborígene Americano em 19 de abril”.

Somente em 1943 foi instituído decreto-lei (art. 180 da Constituição) instituído pelo presidente Getúlio Vargas, que finalmente estabeleceu a data comemorativa. O responsável por convencê-lo foi o general Marechal Rondon – que tinha origem indígena por seus bisavós e chegou a criar, em 1910, o Serviço de Proteção ao Índio – que depois viria a se tornar a atual Funai (Fundação Nacional do Índio). BCC

Veja também: FELIZ DIA DO ÍNDIO!!!, Trator, Índias, Meio o quê?, Ferramentas de destruição em massa., Plante uma árvore, Dicas de uma árvore, Bandeirantes Modernos, A casa dos outros, O povo da caixa, 22 de todos os dias, Território, Catastrofe natural?, Halloween Saci!

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Índio? No Brazil? Nunca existiu?!?

MUDE CONCEITOS, VOCÊ PODE E DEVE: Existe Água em SP, Um grande contador de histórias, Quando será anova crise hídrica?!?, ÍNDIOS, POEMA, POESIA E SONETO, GHOST WRITER, NAARA BEAUTY DRINK!!, HUNGU, INICIE UM ABAIXO-ASSINADO, Existe Guarani em SP, Expedição pelas nascentes do Rio Saracura, Expedição pelas nascentes dos Guarani do Jaraguá, Expedição pelas nascentes do Rio Água Preta, Mutirão na lagoa da Aldeia Itakupe no Jaraguá

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30 Matrix indígenas

Uma lista com 30 documentários sobre diferentes culturas indígenas, realidades e conflitos. Renata Tupinamb

1 – Huicholes: The Last Peyote Guardians, 20
Produção e Direção: Hernán Vilchez – Produção: Paola Stefani – Direção de Fotografia: José Andrés Solórzano
Um documentário sobre o Povo Huichol, autodenominam-se Wixárika no México, conhecidos como guardiões do Peyote. Eles lutam em defesa do território sagrado e medicina ancestral que estão ameaçados por empresas de mineração.
2 – Le peuple invisible, 2007.
O Povo Invisível é um documentário de Richard Desjardins e Robert Monderie. É sobre o povo Algonquin no Canadá. Revela como a harmonia em que viviam foi quebrada com a chegada dos europeus no século 16, mudanças no modo de vida tradicional, miséria e invisibilidade nos dias atuais.
3 – Republica Guarani, 1981.
Importante documentário de Sylvio Back, sobre evangelização e mudanças radicais na vida dos indígenas do Povo Guarani.
4 – Vale dos Esquecidos,2012.
Direção: Maria Raduan. Duração: 72min.
Esse documentário se passa na região do Mato Grosso, ele fala sobre disputas de terra, conflitos com posseiros, grileiros, indígenas, fazendeiros, invasão de terras indígenas.
5 – VIDA KAINGANG, 2014.
A vida de indígenas da etnia Kaingang da Terra Indígena do Apucaraninha, na divisa entre os municípios de Londrina e Tamarana, no norte do Paraná. Direção: Nelson Akira Ishikawa. Fotografia: Luiz Carlos S. Monobi
5 – Presente dos Antigos, 2009.
O documentário sobre o Povo Xacriabá em Minas Gerais, depois de muitos conflitos por posse de terra, a busca pelo resgate das práticas tradicionais e beleza de seus grafismos.
Autor e Diretor: Rafael Otávio Fares Ferreira
Co-produção: Rafael Otávio Fares Ferreira | Cinco em Ponto | Rede Minas
6 – Terra dos índios, 1978.
Interessante documentário do cineasta Zelito Vianna sobre conflitos de terra. Depoimentos raríssimos do líder guarani, Marçal de Souza Tupã e outras lideranças.
7 – Índio Cidadão ?, 2014.
O diretor Rodrigo Siqueira, mostra neste documentário as lutas do movimento indígena brasileiro, da constituinte (1987/88) até os dias atuais, com depoimentos de importantes lideranças que fizeram e fazem parte do processo de conquista dos direitos indígenas.
8 – 500 Almas, 2004.
Dirigido por Joel Pizzini, produzido pela Mixer e distribuído pela RioFilmes. Um olhar poético sobre os indígenas do Povo Guató, que chegaram a ser dado como extintos nos anos 60. O assassinato do líder Celso Guató, em 1982, na luta pela demarcação na Ilha Ínsua, fronteira com a Bolívia. Uma forte crítica à violência do processo de colonização. O encontro de indígenas Guató no Mato Grosso do Sul e outros momentos marcante na história do povo.
9 – Do Bugre ao Terena, 2012.
Dirigido por Aline Espíndola e Cristiano Navarro.
Produzido com o apoio do Edital de Apoio à Produção de Documentários Etnográficos sobre o Patrimônio Cultural Imaterial (Etnodoc). Mostra a realidade de indígenas Terena em contexto urbano, o cotidiano de preconceitos e conquistas.
10 – La pequeña semilla en el asfalto, 2009.
Direção:Pedro Daniel Lopez. Mostra como Dolores Santiz, Pascuala Díaz, Floriano Enrique “Ronyk” e Flavio Jiménez, e os diferentes grupos étnicos em Chiapas no México, deixam a comunidade onde nasceram e vão para a cidade. Os conflitos, busca pelo reconhecimento étnico e novas identidades.
13 – Ditsowo Tsirik – El camino de la semilla, 2012.
A jornada de um povo que resistiu na conquista espanhola, a luta para provar que suas histórias não são mitos, mas a história viva de sua gente.Depoimentos de quatro indígenas Bribri-Cabecares da Costa Rica sobre a resistência em Talamanca.
14 – Índios Munduruku: Tecendo a Resistência, 2014.
Dirigido por Nayana Fernandez. O documentário sobre a vida em uma aldeia do Povo Munduruku, resistência e articulação contra as barragens hidrelétricas em seu território sagrado..
15 – Indígenas Digitais, 2010.
Dirigido por Sebastian Gerlic. Documentário sobre inclusão digital indígena que retrata a apropriação que os indígenas fazem das tecnologias, tornando-se e“ciberativistas” e “etnojornalistas” das próprias realidades.
16 – JE SUIS L’ENGRAIS DE MA TERRE, 2012.
Um documentário de Luis Miranda, sobre a luta do Povo Pataxó Hã hã hãe em Pau Brasil na Bahia.
17- Borum-Krenak, 2013.
Dirigido por Adriana Jacobsen. Fala da história desconhecida do Povo Krenak em Minas Gerais que sobreviveu à Vale do Rio Doce. Grupos nômades, que se autodenominavam “borum” (o ser), passaram a ser chamados de “botocudos” pelos portugueses.
18 – Kangwaa – Cantando para Nhanderú,
Direção: Felipe Scapino e Toninho Macedo. Sobre música e vida de indígenas do tronco tupi-guarani das aldeias Bananal, Nhamandu Mirim e Piaçaguera do Litoral Sul e São Paulo.
19 – CANELA RAMKOKAMEKRA – A ARTE DO MITO, 2002.
Um documentário do antropólogo e professor Rafael Pessoa São Paio – IN MEMORIAM
O documentário feito na aldeia Escalvado, dos indígenas Canela, retrata o cotidiano, suas atividades domésticas, seus rituais e história do contato.
20 – Tupinambá – O Retorno da Terra, 2015.
Documentário de Daniela Fernandes Alarcon, sobre a luta do povo indígena Tupinambá, que habita o sul da Bahia (Brasil), retomadas, cultura e conflitos.
21 – Estratégia Xavante, 2007.
Dirigido por Belisario Franca. O documentário narra a estratégia de um cacique Xavante, que em 1973, propôs o envio de oito meninos para serem criados por famílias não indígenas na cidade de Ribeirão Preto, em São Paulo. Conhecendo a cultura do inimigo para melhor combatê-lo e, consequentemente, preservar a autonomia do povo.
22 – Xukuru Ororubá, 2008.
Dirigido por Marcilia Barros. Mostra o processo de luta e resistência de um povo guerreiro, o povo Xukuru.
23 – Mbaraká – A palavra que age
Sobre os cantos dos Guarani Kaiowá e sua relação com a luta pela terra. Documentário de Spency Pimentel.
24 – Promessa Pankararu, 2009.
Produzido pela Associação SOS Comunidade Indígena Pankararu (São Paulo). Diretores: Marcos Alexandre dos Santos Albuquerque & Maria das Dores Conceição Pereira do Pardo. Sobre cultura e religiosidade do Povo Pankararu.
25 – Karai Ha’egui Kunhã Karai ‘ete, 2014.
Dirigido pelo indígena do povo Nhandeva Alberto Alvares. Em homenagem os anciãos indígenas Alcindo Moreira e Rosa Moreira.
26 – A mata é que mostra nossa comida (N?n ã t? ?g v?j?n n?m t?), 2010.
Dirigido por Rafael Devos, é um documentário sobre a Cultura Kaingang. Projeto Documentário Cultura Material dos Coletivos Indígenas na Bacia Hidrográfica do Lago Guaíba / Porto Alegre. Elaboração e Coordenação: Núcleo de Políticas Públicas para os Povos Indígenas / Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Segurança Urbana / Prefeitura Municipal de Porto Alegre / NPPPI/SMDHSU
Produção: Ocuspocus Imagens
27 – Kohixoti Kipaé – dança da ema
Sinopse: Um adulto terena passa conhecimento de sua cultura para a criança. E é reproduzido a dança da Ema, ritual de alegria.
28 – INANI E BANU – IMAGENS DA MULHER HUNI KUIN
Sinopse:O documentário Inani e Banu — Imagens da mulher huni-kuin, contemplado pelo VII Armando Carreirão de Cinema do FUNCINE em 2012, tem como enfoque a mulher Huni-Kuin: sua voz e imagem. A criação partiu da pesquisa sobre a divisão tradicional das mulheres Huni-Kuin nas categorias inani e banu, ou seja, as referências femininas da onça e do gavião, enquanto organização das famílias e do casamento.
29 – Segredos da Tribo
Sinopse: Dirigido por José Padilha (Ônibus 174 e Tropa de Elite 1 e 2), Segredos da Tribo é um longa-metragem documental sobre os estudos antropológicos feitos com os Yanomami desde os anos 60, ele mostra denuncias de abuso sexual e outras coisas feitas por alguns antropólogos na região.
30 – Indígenas Kariri Xocó Lutam pela Terra: Direito Sagrado
Redação Yandê

Suicídio indígena

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) divulgou um relatório, em setembro do ano passado, no qual denuncia o aumento do número de suicídios entre indígenas no Brasil.

Segundo a antropóloga responsável pela elaboração do documento, Lúcia Helena Rangel, o racismo, as pressões sociais e as limitações de território, motivadas por conflitos de terra, são as principais causas para os suicídios. Xapuri


A estranha história do homem que abandona sua família para viver em uma canoa é o enredo de um dos escritos mais misteriosos do mineiro Guimarães Rosa. Batizado de “A terceira margem do rio”, o conto revela uma vida feita nem do lado de lá, tampouco do lado de cá. Se faz na via do meio num processo de dor, frustração e morte.

“Acredito que o motivo foi falta de perspectiva de vida. Não tem terra, não tem espaço para plantar, nem emprego. Isso é causa de sofrimento. É muito duro saber que um jovem se mata por falta de justiça social para os indígenas”, reflete Ara, que é uma das lideranças da Aldeia Jaraguá que abriga indígenas guaranis na zona norte de São Paulo.

A morte voluntária que surge como uma alternativa para essa vida do meio não é novidade entre os povos indígenas. Revista Trip

“Eu não posso fazer afirmações categóricas – para isso eu teria que aprofundar a análise de dados –, mas os dois estados estão em regiões de fronteiras. O Alto Solimões faz fronteira com a Colômbia, e o Mato Grosso do Sul, com o Paraguai. Nessas duas regiões têmtráfico de drogas intenso, contrabando e tudo que é ilícito, ou seja, essas duas regiões são espaços de entrada e saída de tudo que é ilícito. Também é comum nessas duas regiões a tentativa do Estado brasileiro de tornar todos os indígenas em não-indígenas. Todas as ações do Estado não são para respeitar as comunidades, mas fazer com que elas tenham os desejos e expectativas que são dominantes na sociedade brasileira”, diz. CIMI
Laurent Durieux observa com bons olhos a mobilização que acontece dentro e fora do Brasil para preservar os direitos de diferentes etnias. “Muitos grupos internacionais estão entrando em contato com os indígenas e existe uma mobilização para apoiá-los. Muitos de lá também pedem apoio de fora. O momento é de crise, cultural, da multiculturalidade, e também ambiental. Muitas pessoas estão sensíveis com essas questões”, avalia. rfi
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Vamos juntos!!!

Em 2015 mataram o Watu (Rio Doce), que é uma fonte de vida e energia sagrada para os Borum [Burum], o povo indígena Krenak.

Em 2019 matam nosso Paraopeba, que banha a aldeia Naô Xohã , do povo indígena Pataxó Hã-Hã-Hãe. Xapuri

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O Silêncio

O Silêncio – Sabedoria Indígena

“Nós os índios, conhecemos o silêncio. Não temos medo dele.
Na verdade, para nós ele é mais poderoso do que as palavras.
Nossos ancestrais foram educados nas maneiras do silêncio e eles
nos transmitiram esse conhecimento.
“Observa, escuta, e logo atua”, nos diziam.
Esta é a maneira correta de viver.
Observa os animais para ver como cuidam se seus filhotes.
Observa os anciões para ver como se comportam.
Observa o homem branco para ver o que querem.
Sempre observa primeiro, com o coração e a mente quietos,
e então aprenderás.
Quanto tiveres observado o suficiente, então poderás atuar.
Com vocês, brancos, é o contrário. Vocês aprendem falando.
Dão prêmios às crianças que falam mais na escola.
Em suas festas, todos tratam de falar.
No trabalho estão sempre tendo reuniões nas quais todos interrompem a todos,
e todos falam cinco, dez, cem vezes.
E chamam isso de “resolver um problema”.
Quando estão numa habitação e há silêncio, ficam nervosos.
Precisam preencher o espaço com sons.
Então, falam compulsivamente, mesmo antes de saber o que vão dizer.
Vocês gostam de discutir.
Nem sequer permitem que o outro termine uma frase.
Sempre interrompem.
Para nós isso é muito desrespeitoso e muito estúpido, inclusive.
Se começas a falar, eu não vou te interromper.
Te escutarei.
Talvez deixe de escutá-lo se não gostar do que estás dizendo.
Mas não vou interromper-te.
Quando terminares, tomarei minha decisão sobre o que disseste,
mas não te direi se não estou de acordo, a menos que seja importante.
Do contrário, simplesmente ficarei calado e me afastarei.
Terás dito o que preciso saber.
Não há mais nada a dizer.
Mas isso não é suficiente para a maioria de vocês.
Deveríamos pensar nas suas palavras como se fossem sementes.
Deveriam plantá-las, e permiti-las crescer em silêncio.
Nossos ancestrais nos ensinaram que a terra está sempre nos falando,
e que devemos ficar em silêncio para escutá-la.
Existem muitas vozes além das nossas.
Muitas vozes.
Só vamos escutá-las em silêncio.”

Fonte: Messenger Lite

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Emergencia Lingüística

Las palabras de las lenguas indígenas pueden tener significados culturales que se pueden perder en las traducciones y entender estas sutiles diferencias puede cambiar la opinión de una persona sobre la manera en la que las poblaciones indígenas comprendían el mundo.

Según Bill Walker, gobernador de Alaska, existe una “emergencia lingüística” en Alaska. Un informe a principios de año revelaba que las 20 lenguas indígenas de la región podrían desaparecer para finales de siglo si el estado no hace nada al respecto. Magnet

UNESCO Mapa das Línguas em Risco de Extinção

A atualização do Atlas das Línguas em Perigo no Mundo, apresentado pela UNESCO na véspera do Dia Internacional da Língua Materna (21 de fevereiro), cerca de 200 línguas são faladas por menos de 10 pessoas e outras 178 por entre 10 e 50 pessoas.

Os dados indicam que em 6000 línguas existentes atualmente, mais de 200 desapareceram nas últimas três gerações, 538 estão em situação crítica, 502 gravemente em perigo, 631 definitivamente em perigo e 607 em situação insegura. GlobalVoicesGlobalVoices

Enxergue mais: Curupira, Instituto Pindorama, voluntariado., CONTRA TODOS OS MALES, NAARA BEAUTY DRINK!!!, BOAS IDÉIAS QUE TODOS OS PAÍSES DEVERIAM ADOTAR, Touché Turtle, Robin Hulk, Árvores?, Biblioteca Web, DIA DA ÁRVORE, Neil Armstrong, COMENDO RECIFE, INSTANTLY AGELESS ™, Hein? hã?, Ferramentas de destruição em massa., MANJERICÃO, BRINCANDO DE LÓGICA, VIDACELL®, RORSCHACH, ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA HÍDRICA, PLANETA DOS MACACOS, UM MAR DE INFORMAÇÕES!!!, RESERVE™, Não Foi Acidente, Princípio do ou não, Museu Virtual

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Frans Krajcberg

O artista polonês Frans Krajcberg amou o Brasil como poucos. Brasileiros, inclusive. Foi um dos europeus – como Pierre Vergé e Margaret Mee – que adotaram nosso país como pátria. Amou e defendeu a naturezae os indígenas, seus povos originais, com sua arte. Amou a Amazônia e, em 1978, fez uma viagem pelo Rio Negro com amigos – o artista Sepp Baendereck e o critico de arte Pierre Restany, que resultou na criação do Manifesto do Rio Negro ou Manifesto do Naturalismo Natural. Conexão Planeta

A trajetória do artista brasileiro Frans Krajcberg, que completou 94 anos em 2015, aborda três questões essenciais, do ponto de vista do autor:

1. A doação do Sítio Natura e de seus bens, como seu mais importante Manifesto;

2. A experiência do último conjunto de expedições à Amazônia, de 1984 a 1988, que o autor denomina de Ciclo Juruena, e seu impacto na vida e obra do artista; e,

3. O desafio de Como criar a Expressão Brasileira, em que o autor sugere quatro medidas: 1. Elaborar o catálogo raisonée do artista; 2. Ampliar o debate sobre a vida e obra do artista; 3. Criar a escola de arte para jovens, tal qual proposto por José Zanine Caldas e Frans Krajcberg na década de 1970; e, 4. Divulgar a vida e obra do artista para a população da Amazônia, onde é bastante desconhecido, apesar de defende-la veementemente, e por ser a região de onde se origina sua matéria prima e inspiração. envolverde
O grito de Frans Krajcberg (1921 – 2017) foi semelhante a essa linguagem primitiva, na medida em que denunciou a violência do homem contra a natureza e expunha a dor das florestas devastadas. eCycle

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O mel do passado

Desde o início de 2016, começamos a gravar um doc, na aldeia Tekoa Ytu, sobre as abelhas nativas sem ferrão a partir da construção de um meliponário dentro da aldeia.

O documentário, bem educativo, faz a apresentação de algumas espécies na aldeia, um alerta sobre o risco que elas correm – e consequentemente nós também -, e um resgate importante na cultura Guarani.

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Martírio

Em uma analogia que faz Ailton Krenak quando “o mercado acorda de mau humor e quer comer uma montanha”, os Kaiowa e Guarani possuem uma precisa análise da situação em que se encontram e procuram traçar estratégias de autonomia e liberdade. Como enfrentar o capitalismo que também é responsável pela destruição cultural, além da física e outras dimensões que afligem os indígenas? Carta Capital

Mídia Ninja – Filme

Cultura Indígena e Fantasia

Na formação cultural, os índios contribuíram com o vocabulário, o qual possui inúmeros termos de origem indígena, como pindorama, anhanguera, ibirapitanga, Itamaracá, entre outros. Com o folclore, permaneceram as lenda como o curupira, o saci-pererê, o boitatá, a iara, dentre outros. Toda Matéria

Recentemente, alguns artistas brasileiros estão se empenhando em apresentar trabalhos que destacam as Culturas Indígenas da nossa terra. FrancéliaCultura BR

Literaturas que valorizam as diferenças e a diversidade cultural dos povos indígenas são ótimas pedidas para abordar os conteúdos exigidos pela lei 11.645, que obriga o ensino da história e da cultura indígena nas escolas de Ensino Fundamental e Médio das redes pública e privada de todo Brasil. Mariana Queen – 15 livros sobre histórias indígenas e o Folclore brasileiro. Educar Para Crescer

Especialista em Literatura Indígena, Janice Thiel selecionou, a pedido de Carta Educação, 10 obras escritas por índios e não-índios, para trabalhar a temática indígena. JANICE CRISTINE THIÉL – Dez obras para conhecer a Literatura Indígena.  Carta Educação

Roní Wasiry Guará é oriundo do povo maraguá e conta numa narrativa emocionada, o passado e o presente da vida dos índios de sua tribo, uma das poucas de origem Aruak no Baixo Amazonas. FRANCÉLIA PEREIRA – Pindorama – A historia antes do Brasil

Os três títulos são assinados por novas promessas da literatura amazonense: Mário Bentes, Jan Santos e Leila Plácido, lançados pela Lendari, selo editorial dedicado à literatura fantástica, realismo mágico e ficção científica. Kickante

A formação da cultura brasileira, em seus vários aspectos, resultou da integração de elementos das culturas: indígena, do português colonizador, do negro africano, como também dos diversos imigrantes. Toda Matéria

A escrita é uma conquista recente para a maioria dos 230 povos indígenas que habitam nosso país desde tempos imemoriais. Detentores que são de um conhecimento ancestral aprendido pelos sons das palavras dos avôs e avós antigos estes povos sempre priorizaram a fala, a palavra, a oralidade como instrumento de transmissão da tradição obrigando as novas gerações a exercitarem a memória, guardiã das histórias vividas e criadas. Daniel Munduruku – Overmundo

Enxergue mais: CURUPIRAEJU ORENDIVEVIDACELL®, HINO NACIONAL EM DIALETO TICUNA, O BRASIL CORRE O RISCO DE PERDER ATÉ 60 DIFERENTES LÍNGUAS INDÍGENASEMOCIONARIOPEIXE-BOI MARINHOGOVERNO ABERTOPERFEIÇÃONAARA BEAUTY DRINK!!!OUTROS OLHOSCARTA DA TERRAJEUNESSE, VERDADE OU MENTIRA?QUE PAÍS É ESSE?LUMINESCE™ CELLULAR REJUVENATION SERUMKIERU, UM JOGO DE COMBATE ENTRE SAMURAIS INSPIRADO EM SAMURAI JACK

Eu sou Guarani Kaiowá

eusouguaranikaiowa

Tupã então criou a humanidade (de acordo com a maioria dos mitos Guaranis, eles foram, naturalmente, a primeira raça criada, com todas as outras civilizações nascidas deles) em uma cerimônia elaborada, formando estátuas de argila do homem e da mulher com uma mistura de vários elementos da natureza. Depois de soprar vida nas formas humanas, deixou-os com os espíritos do bem e do mal e partiu. O Panteão do Folclore Brasileiro – Non Plus RPG

Indios do Xingu - Yawalapiti
Indios do Xingu – Yawalapiti

Enxergue mais: DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOSEMVThe wall, O mar de Aral virou areia., Território, Índias, LUMINESCE™ CELLULAR REJUVENATION SERUMQue País É Esse?, Brô Mc´s, Todo Dia Era Dia de Índio, De que lado você esta?, Reputação ilibada e notável saber jurídico., Cadê os Amarildos?, Águas de março, Vergonha de ser brasileiro, Cama, mesa e banho!