Córnea feita de células-tronco “reprogramadas”

Uma paciente japonesa na faixa dos 40 anos tornou-se a primeira pessoa no mundo a ter sua córnea tratada usando células-tronco. Vivimetalium

O oftalmologista envolvido no transplante, Kohki Nishida, da Universidade de Osaka (Japão), divulgou a notícia em uma coletiva de imprensa no último dia 29 de agosto, e afirmou que a paciente tem uma doença em que as células da córnea são perdidas, que torna a visão borrada e pode levar à cegueira.

A equipe criou uma camada de células-tronco a partir de células-tronco pluripotentes induzidas (iPS), ou seja, células de adultos que ganham pluripotência, uma característica de célula embrionária e podem se transformar em outros tipos de células, como células da córnea.

O Japão tem sido pioneiro na melhoria do uso clínico de células iPS, que foram descobertas pelo pesquisador Shinya Yamanaka, da Universidade de Kyoto. Esta descoberta lhe rendeu o Prêmio Nobel da medicina em 2012.

Pesquisadores japoneses também têm usado as células iPS para tratar danos na coluna cervical, mal de Parkinson e outras doenças da visão. O Ministro da Saúde japonês deu autorização a Nishida para que ele experimentasse o procedimento em quatro pacientes. Ele está planejando o próximo transplante para o segundo semestre de 2019 e espera que o procedimento esteja disponível para todos os pacientes em até cinco anos. Fonte: via[Nature]

A superfície ocular, principalmente a córnea e a conjuntiva, são sensíveis a danos externos como queimaduras e infecções, que podem levar a cegueira, situação que outrora era considerada irreversível. Hospital dos Olhos de Sergipe

Atualmente, o transplante de células-tronco da córnea (transplante de células do limbo) pode ser uma alternativa para restabelecer a visão. Essas células atuam principalmente na regeneração do epitélio da córnea.

Comitês de ética e especialistas na área da saúde afirmam que no caso de doenças da retina, por exemplo, ainda não há garantia de que os tratamentos com célula-tronco não trazem riscos de efeitos colaterais (como desenvolvimento de tumores). Muitos desses tratamentos ainda estão em fase experimental e devem ser realizados exclusivamente no ambiente de pesquisa. Fonte: Revista Veja Bem

Hyeonji Kim e seus colegas da Universidade Pohang de Ciência e Tecnologia, na Coreia do Sul usaram uma biotinta pra evitar rejeição e agilizar a fila de quem precisa de um transplante. CCB

Kim usou estroma decelularizado e células-tronco de córneas naturais para criar uma biotinta, que pode ser usada para fabricar as córneas artificiais em uma impressora 3D.

Como essa córnea artificial é inteiramente feita com a biotinta derivada de tecido da própria córnea, ela é biocompatível.

Corneze-se: Lei Brasileira de Inclusão das Pessoas com Deficiência, CÉLULAS-TRONCO NEURAIS CONTROLAM SEU PRÓPRIO DESTINO.