SOBRE MACONHA

THIAGO VENTURASOBRE MACONHA

Trecho gravado no show do 4 amigos.

Rodrigo MarquesMaconha – Stand Up Comedy

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Dia Internacional da Maconha – Weed`s Day

Hoje, dia 20 de abril, grafado como 4/20 em inglês, é comemorado internacionalmente o Weed`s Day. Traduzindo, é o Dia Internacional da Maconha. Ou Pot Day, como é conhecido em outros países. A data sempre foi marcada pela realização de mobilizações, marchas e manifestações, cujas lutas se centram na descriminalização e na regulamentação da maconha a nível global. Sociedade Brasileira de Estudos da Cannabis (SBEC)

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Originária da região do norte do Afeganistão, a planta Cannabis Sativa, a maconha, é utilizada há aproximadamente 6.000 anos. O primeiro escritor a mencionar o uso do cânhamo em cordas e tecidos é Heródoto, um historiador grego que é considerado o pai da história. A fibra do cânhamo, presente no caule da maconha, foi muito utilizada nas cordas e velas dos navios gregos e romanos, e era usada também para fabricar tecidos, papel, palitos e óleo. ENTRETENIMENTOS

Há registros do uso medicinal de maconha desde a era de Assurbanípal, o último grande rei da Assíria, que morreu em 626 a.C., de acordo com relato histórico no livro Cannabinoids as therapeutic agents (Canabinoides como agentes terapêuticos), publicado em 1986 pelo bioquímico israelense Raphael Mechoulam. Também há registros no Egito antigo, na Grécia e na Roma antigas. O naturalista Plínio, o Velho (23-79 d.C.), da Roma Antiga, descreveu em detalhe o uso médico.

Da Idade Média ao século XIX os registros continuaram na Europa, na Índia e na Pérsia (atual Irã), na medicina tradicional chinesa. Com o uso generalizado, tanto do ponto de vista geográfico como em tipos de tratamentos, o surpreendente é que a partir do século XX tenha se tornado uma substância tão proibida nos países de cultura ocidental. Aconteceu por motivos principalmente políticos, com liderança norte-americana.

flor coracao vermelho São Paulo pode criar hoje o “Dia Municipal da Maconha Terapêutica”

Mas como surgiu o código 4:20? O que, dentro da cultura canábica, é um número usado para se referir ao ritual do uso da maconha, tem a origem em um mito da Califórnia. Por coincidência, um dos primeiros estados americanos a autorizar o uso medicinal (1996) e recreativo (2016) da maconha.

Segundo o jornalista Steven Hager, de uma das mais conhecidas revistas especializadas em cannabis, a High Times, o termo surgiu em 1971 na Califórnia com um grupo de adolescentes da San Rafael High School, uma espécie de confraria chamada “Os Waldos”. Eles se encontravam sempre às 4:20 pm (16:20) para fumar maconha perto de um muro, na parte externa da escola.

Em certa ocasião, os jovens, que já curtiam a erva, receberam um mapa de um trabalhador da guarda costeira que levaria a uma plantação de maconha em Point Reyes, próximo à São Francisco. Outra referência era que 4:20 era um código usado para se referir ao momento que eles deveriam se encontrar para sair em busca do tesouro nunca encontrado.

Uma outra crença comum é que 420 era a polícia da Califórnia ou o código penal para a maconha. Mas não há muitas evidências sobre essa teoria. Cannabis & Saúde

20 de abril ou 4/20: O Dia Mundial da Erva

Há também a versão de que existem 420 compostos químicos ativos na maconha, daí uma conexão óbvia entre a droga e o número. Mas esse número é, na verdade, superior a 500 – sendo mais de 100 canabinoides.

Segundo Steve Bloom, editor High Times, uma das primeiras publicações sobre a maconha nos Estados Unidos. o termo virou uma um código semiprivado, que os usuários de maconha vão encontrar por todos os lados. O número aparece até no filme Pulp Fiction, de Quentin Tarantino, no relógio de um dos personagens. BBC

Bom, seja como for, 4:20 se tornou universal símbolo da cultura canábica em todo o mundo. Em países onde o consumo adulto da Cannabis já está legalizado, festas e festivais são amplamente promovidos para celebrar o Dia da Maconha.

A promessa de contribuir para todos esses tratamentos tem gerado interesse na esfera acadêmica sobre a farmacopeia produzida pela planta Cannabis sativa. Uma busca na base de dados Pubmed revela um número quintuplicado de artigos científicos entre 2000 e 2019 sobre essa classe de substância. Na mídia, as menções também se tornaram mais e mais frequentes em anos recentes, assumindo ares de novidade apesar do histórico de uso que remonta a cerca de 2 mil anos. É por isso que a empresária Viviane Sedola, fundadora da empresa Dr. Cannabis e eleita pela High Times – revista norte-americana que defende a legalização da erva – como uma das 50 mulheres que se destacaram nessa área no mundo, qualifica a planta e seus derivados como uma novidade milenar. Em alguns países, como parte dos Estados Unidos, Uruguai e Canadá, a medida adotada foi liberar o uso medicinal da maconha – por vezes a própria erva a ser fumada –, uma decisão controversa. Nos Estados Unidos também está disponível uma profusão de preparados vendidos como suplementos alimentares, cremes para a pele, biscoitos que prometem acalmar bichos de estimação estressados ou com dor, entre outros. Maria GuimarãesRevista Pesquisa FAPESP

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Todo maconheiro é vagabundo

“Eu fumo maconha desde os 15 anos. Eu estou com 54. Então já faz 39 anos.
Eu sempre tive um relacionamento bom com a maconha, ela nunca me deixou leso demais, nem alegre demais… Ela me deixa relaxado, feliz e pronto. Rafael Bahia – Claro
Mas já que você está entrevistando um neurologista, ouça bem: o problema é a frequência. Quanto mais maconha uma pessoa usa, mais embotada ela fica. Um amigo meu teve esclerose e botou uma prótese. O coitado fica tonto que nem um louco. Então, ele usa diariamente quatro, cinco baseados. Aí já não é uso recreativo.
Eu uso recreativamente. Que nem: ontem eu fumei, anteontem também. Amanhã já não vou fumar, nem segunda, nem terça… Geralmente, fumo de dia. Ontem, por exemplo: acordei umas 10h, era sábado, não tinha o que fazer, só umas coisas que são chatas para mim: dar uma olhada em uns papéis, preparar umas aulas… Fumei um e relaxei. Aí você se perde um pouco, ri, brinca, mas acaba produzindo e resolvendo aquilo.
Mas não uso droga no exercício da profissão. A maconha te deixa tão relaxado que como você vai atender uma pessoa, sendo médico ou qualquer outra coisa, e tomar uma conduta meio embotado com o reflexo da droga? Eu vou falar: ‘Muda de Gardenal para Tegretol’? Não tem como eu realizar o procedimento médico fumado!
Quando eu era residente e tinha supervisão, fumava. Na faculdade, vixe! Metade do que eu aprendi na faculdade foi usando maconha, e muita! Mas a partir do momento que você começa a exercer a profissão, não dá.
Isso depende do tipo de trabalho. Se você é artista e vai pintar um quadro, tranquilo. Mas no ato médico é complicado, você toma decisões que refletem na continuidade da vida de uma pessoa. Se eu fosse psicanalista, seria uma boa fumar para aguentar algum paciente chato por 45 minutos! (risos) Agora, num pronto-socorro, discutindo com residente, não dá! A maconha te tira a atenção.
Já fumei muito mais do que fumo hoje. Mas também já parei de fumar. Quando fui fazer residência médica, por exemplo, porque eu tinha que produzir e ganhar meu dinheiro. Então, percebi que eu ficava lento. Tem diferença de você usar maconha para outras drogas.
Quantas pessoas bebem todo dia e nem falam? O álcool é uma droga, cujo efeito cumulativo e destrutivo é muito mais complicado que o da maconha. E ele tem uma penetração diferente, mais aceitável, não enfrenta tanto preconceito. Mas é a causa mais comum de doenças, principalmente psiquiátricas. Tanto é que você tem CID* alcoólatra, mas não tem CID maconheiro.
Já ouviu falar de overdose de maconha? A pessoa pode usar maconha de forma aditiva com outros propósitos. Tenho amigos que fumam para contrabalancear o efeito da coca. Mas pense: se eu uso recreativamente a maconha, ela não me acompanha no lado profissional; se eu uso recreativamente o álcool, ele pode piorar meu lado profissional.
Eu não percebo que o uso dela tenha me trazido efeitos colaterais de longo prazo. Não tenho perda de memória. O problema, eu disse, é a frequência, o momento e a quantidade que você usa. É como tomar um cálice de vinho e tomar três; você fumar um baseadinho e fumar três…
Hoje em dia, talvez entre os usuários de droga tenha só uma pequena porcentagem de maconheiro. Acho que a molecadinha se embala tanto mais com bolinha, com droga momentânea, que com o ritual de fumar. É tudo sintético, é tomar comprimidinho e acabou.
Se eu vou numa balada hoje, chego para um monte de moleque e peço um baseado, vão me chamar de careta. Antigamente, isso tinha um outro viés. Quando minha mãe descobriu que eu fumava, quase me deu uma surra: ‘Meu Deus, meu filho é maconheiro!’
Depois eu cheguei a ouvir paciente dizer: ‘Quem dera se meu filho usasse só maconha’.
Entendeu?”

*CID – Classificação Internacional de Doenças

4:20-se: Cannabis, I’m around., Direito ao cultivo individual ou aceita um hamburger?, O pai da maconha medicinal moderna, Doenças que podem ser tratadas com Canábis Medicinal, Leite de Mamaconha, Uma Noite de 12 Anos

Os benefícios da cannabis no tratamento da Covid

Os coronavírus são uma grande família de vírus comuns em muitas espécies diferentes de animais. Em dezembro de 2019, houve a transmissão de um novo coronavírus (SARS-CoV-2). Ele foi identificado em Wuhan na China e causou a Covid-19, sendo em seguida disseminado e transmitido de pessoa a pessoa, que apresenta um espectro clínico variando de infecções assintomáticas a quadros graves. Sechat

Não há qualquer evidência de que algum componente da Cannabis seja capaz de enfrentar o vírus. Entretanto, os fitocanabinoides podem desempenhar um papel importante no combate aos sintomas da doença, como a fatal Síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA). Cannabis e Saúde

O vírus SARS-CoV2 é transmitido por microscópicas gotículas de saliva que emitimos em cada respiração. Quando outra pessoa aspira essas gotículas, ele entra pelo sistema respiratório, onde encontra uma enzima chamada ACE2 (sigla em inglês para enzima conversora de angiotensina 2). Essa enzima é fundamental para o ciclo de vida do vírus, já que é onde se encaixa para contaminar as células.

Controlar essa porta de entrada, então, aparece como uma possibilidade de tratamento. A Cannabis, com suas já demonstradas propriedades anti-inflamatórias, como meio para tornar isso possível.

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Abaixo você pode conferir as pesquisas mais promissoras sobre a cannabis medicinal para a Covid.

Beilinson Hospital (Israel)

Segundo descobertas iniciais declaradas em uma nota do Beilinson Hospital em Petach Tikvah (Israel), o CBD “tem um impacto positivo em uma série de marcadores inflamatórios que ocorrem em pacientes com coronavírus.”

A maioria dos pacientes com Covid gravemente enfermos que receberam CBD (Canabidiol) para acalmar a inflamação receberam alta do hospital em menos de um mês, conforme mostra o teste conduzido recentemente pelo hospital israelense. Dos 11 pacientes no estudo, oito tiveram alta do hospital de 7 a 30 dias, embora os outros três participantes morreram de complicações do Covid.

Este estudo teve como objetivo, sobretudo, testar a eficácia e segurança do CBD na redução do processo inflamatório da tempestade de citocinas. O fato dos canabinoides conseguirem modular as respostas imunológicas do corpo por meio de sua interação com o sistema endocanabinoide faz com que o CBD se torne um potencial auxiliador da diminuição da inflamação pulmonar causada pela doença.

Aging-US (Albany, Nova Iorque)

estudo publicado “Em busca de estratégias preventivas: novos extratos de Cannabis sativa com alto teor de CBD modulam a expressão de ACE2 em tecidos de entrada de Covid”, publicado pela revista científica Aging-US (Albany/Nova Iorque), concluiu que extratos de cannabis com alto teor de canabidiol (CBD), podem alterar expressão gênica e inflamação geradas pela Covid. 

Os pesquisadores da Aging-US trabalharam sob uma licença da agência governamental Health Canada, desenvolvendo mais de 800 cultivares de cannabis e traçando hipóteses de como o CBD pode diminuir a expressão de ACE2 em tecidos alvo do da Covid. A ACE2 é uma enzima receptora expressa no tecido pulmonar e na mucosa oral e nasal que o SARS-CoV-2 usa para entrar em um hospedeiro humano. Uma vez que a enzima é reduzida – e isso pode acontecer quando em contato com o CBD -, a chance de infecção pelo vírus também diminui.

STERO Biotechs (Israel)

Se um paciente com um caso grave de Covid desenvolver uma tempestade de citocinas, a função imunossupressora dos canabinoides pode ser usada para combater seus efeitos prejudiciais, muitas vezes fatais. “Avaliar a segurança e eficácia de canabinoides isolados ou da Cannabis em geral, em vários estágios da infecção por Covid em ambientes clínicos, é fundamental”, avaliaram os pesquisadores da STERO Biotechs.

Mas, como as citocinas desempenham um papel crucial no combate às infecções, reduzi-las como medida preventiva ou nos estágios iniciais da infecção pode ser uma má ideia. Muitas autoridades alertam contra o uso de agentes de cannabis nos estágios iniciais da infecção. Isso porque a cannabis e canabinoides específicos como o CBD e o THC suprimem as respostas imunológicas.

Universidade de Lethbridge (Canadá)

Em parceria com a Universidade de Lethbridge, a Pathway RX e a Swysh, empresas focadas em pesquisa com cannabis, também concluíram que extratos específicos da planta mostram uma promessa como um tratamento adicional para Covid.

Como resultado, dados iniciais sugerem que 13 extratos de cannabis com alto teor de CBD anti-inflamatório podem modular a expressão de ACE2 em tecidos-alvo da Covid. Além disso, podem regular negativamente a enzima TMPRSS2, que também auxilia a entrada do vírus no corpo. 

Tais dados demonstram que essas linhagens de cannabis com alto teor de CBD têm potencial para se tornar uma adição útil e segura ao tratamento da Covid. Portanto, eles podem ser usados ​​para desenvolver tratamentos preventivos na forma de um anti-séptico bucal ou gargarejo para uso clínico e doméstico.

Medical College of Georgia (Estados Unidos)

Logo no início da pandemia, cientistas do Dental College of Georgia (DCG) e do Medical College of Georgia, demonstraram que o CBD tem a capacidade de melhorar os níveis de oxigênio e reduzir a inflamação e os danos físicos aos pulmões relacionados à síndrome do desconforto respiratório do adulto (SDRA). 

Contudo, este estudo também mostrou os mecanismos por trás desses resultados, evidenciando que o CBD normaliza os níveis de um peptídeo chamado apelina, que é conhecido por reduzir a inflamação. Os níveis deste peptídeo são baixos durante uma infecção por covid. Além disso, a cannabis medicinal pode ter efeitos positivos em alguns sintomas da doença, como dor de cabeça, problemas respiratórios e gástricos.

Além disso, extratos de cannabis de plantas inteiras também mostraram reduzir a coagulação do sangue em modelos animais; sabe-se que muitos dos efeitos sistêmicos negativos da covid parecem estar relacionados à alteração da coagulação, portanto, é possível que a cannabis possa ser útil no manejo dessas sequelas.

Universidade da Carolina do Sul (Estados Unidos)

Não apenas o CBD se mostrou eficaz no tratamento da Covid. Pesquisadores da Universidade da Carolina do Sul acreditam que o THC pode ser eficaz contra os sintomas causados ​​pelo coronavírus. Essa afirmação tem como base três estudos realizados pela universidade. Neles, ficou provado que o THC da cannabis ajudou a prevenir uma resposta mortal do sistema imunológico que causa a síndrome respiratória aguda (ARDS) e estimulou bactérias pulmonares saudáveis. Os estudos foram publicados no Frontiers in Pharmacology, no International Journal of Molecular Sciences e no British Journal of Pharmacology.

Quando os cientistas injetaram THC em ratos com SDRA, foi descoberto que a cannabis era eficaz na redução da inflamação e sintomas relacionados. Assim, ao longo dos três estudos que incluíram mais de uma dúzia de experimentos, 100% dos ratos que receberam THC sobreviveram.

“Trabalhamos com cannabis há mais de 20 anos e descobrimos que os canabinoides como o THC são altamente anti-inflamatórios”, disse o coautor do estudo, Prakash Nagarkatti. “Assim, nossos estudos levantam a sugestão empolgante de testar o THC contra a SDRA observada em pacientes com Covid.”

CannaSoul Analytics (Israel)

Os resultados do estudo parecem indicar que a combinação de terpenos e canabinoides usada é até duas vezes mais eficaz do que o corticosteroide dexametasona – um tratamento comum para inflamação – quando usado para reduzir a inflamação de Covid. O estudo foi realizado em parceria com a empresa fabricante de terpenos, Eybna.

O terpeno de Cannabis NT-VRL é uma formulação patenteada de terpenos criada por Eybna. Os terpenos usados ​​na formulação foram selecionados especificamente por suas propriedades antivirais e anti-inflamatórias.

Para o estudo, o CBD e o NT-VRL foram testados individualmente e usados ​​em conjunto, com o combo provando ser o mais eficaz nestes testes iniciais. O estudo não apenas mostra o efeito do terpeno específico de Eybna, mas também que os terpenos em geral podem ter um efeito positivo no tratamento da doença.

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CANNABIS LIVRE DA ONU

Uma votação realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU)  aprovou nesta quarta-feira, 2, a reclassificação da maconha e dos derivados da cannabis. Até então, a substância era considerada “particularmente suscetível a abusos e à produção de efeitos danosos” e “sem capacidade de produzir vantagens terapêuticas”, o que a colocava no mesmo patamar que a heroína. Agora, a Comissão de Drogas Narcóticas da ONU considera que a cannabis é uma substância com menor potencial danoso, apesar do seu controle ainda ser recomendado pela entidade, assim como a morfina. A decisão foi apoiada por 27 países, incluindo os Estados Unidos e grande parte da Europa. Enquanto isso, outras 25 nações votaram contra, incluindo o Brasil, a China, o Egito, a Rússia e a Turquia. Uma última representação se absteve do voto. Jovem Pan News

A Comissão das Nações Unidas sobre Entorpecentes (CND) da Organização das Nações Unidas (ONU) aceitou ontem (2) uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para remover a cannabis e a resina de cannabis do Anexo IV da Convenção Única de 1961 sobre Entorpecentes, que é a recomendação mais restritiva em relação a drogas. Sechat

A votação histórica que ocorreu em Viena/Áustria pode ter implicações de longo alcance para a indústria global de cannabis medicinal, variando da supervisão regulatória à pesquisa científica sobre a planta e seu uso como medicamento.

A aprovação da Recomendação 5.1 carrega um amplo significado simbólico para a cannabis medicinal, pois poderia ajudar a impulsionar os esforços de legalização da cannabis medicinal em todo o mundo, agora que o CND reconhece tacitamente a utilidade médica da droga.

“Embora a mudança não libere totalmente a planta do controle do tratado, é um passo gigantesco em direção à normalização da cannabis na medicina acima de tudo, mas também em nossas sociedades em geral”, disse ao MJBizDaily o pesquisador independente Kenzi Riboulet-Zemouli do CND Monitor.

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Maconha, o prozac dos pobres?!?

O vício na maconha é uma questão bastante relativa até mesmo para os cientistas. Segundo o biomédico Renato Filev, pesquisador do Núcleo de Neurobiologia e Transtornos Psiquiátricos da USP, o vício na cannabis, de fato, não existe, mas sim um hábito de fumá-la. João R. e Natália Eiras – SUPERINTERESSANTE

O fato do conceito de dependência ter ganhado outras facetas também dificulta dizer se há o vício. “Há diferentes níveis de dependência. O vício na maconha, entretanto, é social e individualmente menos danoso do que os de outras drogas e mais fácil de ser enfrentado, ainda que acarrete grande sofrimento, como qualquer transtorno mental grave”, diz o antropólogo Maurício Fiore. Ou seja, você pode não se tornar quimicamente dependente da maconha, mas mentalmente.

Experiências que compararam pessoas que não fumavam maconha com usuários assíduos, que consumiam cinco baseados por dia há mais de 15 anos, mostraram diferenças sutis nos resultados de memória e atenção. A mesma pesquisa mostrou que o uso excessivo e diário de álcool causa mais sequelas do que a cannabis.

.“A ilegalidade da maconha é um enorme obstáculo para a pesquisa sobre consequências do seu consumo e para a disseminação de informações aos seus consumidores”, completa Fiore. Mas já sabe-se que o usuário eventual não precisa se preocupar com um aumento grande do risco de câncer. Porém, aquele que fuma mais de um baseado por dia há mais de 15 anos deve pensar em parar.

A maconha é uma planta da família Moraceae muito utilizada em todo o planeta, sendo considerada a droga ilícita mais utilizada no mundo. Seu consumo, quando comparada com outras drogas permitidas, perde apenas para o álcool e cigarro. Brasil Escola UOL

A principal forma de administração da maconha é a inalação (fumada), método que leva a um efeito rápido no organismo. Estima-se que em cerca de meia hora a maconha atinja seus níveis máximos no sangue do usuário. Além da inalação, muitas pessoas fazem uso da maconha, ingerindo-a.

A maconha é uma planta rica em diferentes substâncias químicas, apresentando, algumas delas, propriedades medicinais e também efeitos psicotrópicos, ou seja, que causam efeitos no nosso sistema nervoso central. Estima-se que a maconha possua mais de 400 componentes, sendo 60 deles conhecidos como canabinoides, que são os compostos psicoativos dessa planta.

“Uma parcela muito pequena de usuários de maconha migram para outras drogas”, diz o biomédico Renato Filev, pesquisador do Núcleo de Neurobiologia e Transtornos Psiquiátricos da USP. A maior e única ligação entre a maconha e o crack, por exemplo, é que ambos são ilegais e são vendidos no mesmo lugar. Segundo o antropólogo Mauricio Fiore, o que faz um usuário de maconha ter acesso a drogas mais pesadas é o simples e puramente fácil acesso a elas, por estarem na “mesma prateleira do supermercado”.

A maconha pode (ainda) não curar, mas ajuda a aliviar os incômodos do tratamento de transtornos mentais e de portadores do HIV, estimulando o apetite dos pacientes. O primeiro relato médico do uso medicinal da cannabis foi há 5 mil anos, em um herbário chinês, onde a planta era indicada para combater males como a asma, doenças do aparelho reprodutor feminino, insônia e constipação intestinal. No ocidente, quem inaugurou o uso “sério” da droga foi o professor Raphael Mechoulam, da Universidade Hebraica de Jerusalém. Atualmente, os medicamentos com base na maconha estão sendo usados em pacientes de Aids, câncer e esclerose múltipla. “Estão sendo feitos os componentes da Cannabis em comprimidos e spray”, conta o biomédico Filev. “A droga, então, poderá ser usada nos tratamentos de transtornos como ansiedade, depressão, psicose, esquizofrenia e doenças neurodegenerativas”.

Proze-se: O pai da maconha medicinal moderna, A OMS removeu a maconha da categoria de drogas?, História da Maconha, Tabaco e álcool sim, Maconha não. Por que?!?, Leite de Mamaconha, Milton Friedman, Vaginóides!, Doenças que podem ser tratadas com Canábis Medicinal

A OMS removeu a maconha da categoria de drogas?

No final de julho de 2020, diversos sites espalharam a informação a respeito de uma nova classificação que teria sido anunciada pela Organização Mundial da Saúde. Sites como o Medicina News e o Diário Online afirmaram que a OMS teria removido, em seu último balanço, a maconha da categoria de drogas. A afirmação também foi bastante compartilhada nas redes sociais e em grupos do WhatsApp. Gilmar Lopes – E-farsas

No começo de julho de 2020, o site indiano de checagem de fatos Fact Crescendo entrou em contato com a Organização Mundial da Saúde, que lhe respondeu não ter tirado a maconha da categoria de drogas!

Conforme explicado pelo site Smoke Buddies, a posição da OMS em relação à maconha é que a entidade chegou a emitir um documento com recomendações para reduzir o controle internacional sobre a cannabis, mas a análise de um órgão de monitoramento das Nações Unidas concluiu que tais recomendações teria pouco impacto no controle internacional de drogas, a maioria dessas recomendações foi analisada e “vetadas” pela Organizaçao das Nações Unidas, após análise, isso foi em janeiro de 2019.

O ministro da Cidadania, Osmar Terra (MDB), tem usado informações e dados falsos ao falar sobre a possível legalização do plantio de maconha para fins medicinais e científicos em entrevistas ao longo dos últimos dois meses. Bruno Fávero – Aos Fatos

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que está com duas consultas públicas abertas sobre o assunto, foi acusada por Terra de querer forçar a legalização da droga no país.

Veja abaixo um resumo do que checamos:

1. Diferente do que diz o ministro, a Anvisa não estará contrariando a legislação se permitir o plantio de maconha para fins medicinais ou científicos. A Lei de Drogas, de 2006, já prevê essa possibilidade;

2. Também não é verdade que toda a propriedade medicinal da maconha esteja restrita ao canabidiol, uma das substâncias derivadas da planta. Existem remédios à base de THC, outro dos mais de cem canabinóides presentes na erva, e as pesquisas estão no começo;

3. É impreciso sugerir que a legislação restritiva da Suécia acabou com o problema das drogas no país. Embora os suecos apresentem consumo abaixo da média europeia de maconha e cocaína, o país tem a segunda maior taxa de mortalidade por drogas do continente e uma alta taxa de infecção por hepatite C entre usuários;

4. Também é impreciso dizer que 198 nações proíbem o plantio da maconha. A ONU só tem 193 países-membros (e mais dois observadores). Um levantamento de 2017 listava 12 países em que o cultivo era permitido. Desde então, ao menos outras 19 nações legalizaram a plantação para fins medicinais;

5. O ministro exagerou ao dizer que, em 2013, o número de auxílios-doença concedidos por dependência de álcool foi quatro vezes menor do que a soma de casos relacionados a outras drogas. Apesar de os auxílios ligados ao consumo de álcool terem, de fato, caído, eles continuavam naquele ano como a principal motivação de dependência química entre os novos beneficiários;

6. É verdade que o canabidiol pode ser produzido em laboratório. Um medicamento do tipo está na fila para ser aprovado pela FDA, agência que regula os remédios e alimentos nos EUA. Também há artigos científicos descrevendo como sintetizar o composto.

Em 2006, a dependência de álcool foi a razão de concessão de 13.760 auxílios-doença. A segunda droga que, sozinha, mais motivou benefícios foi a cocaína (2.434) e, depois, os canabinóides (275). Casos em que os beneficiados consumiram mais de uma droga ao mesmo tempo (o levantamento não especifica quais) somaram 7.295.

Em 2013, os casos relacionados ao abuso de álcool caíram 11%, para 12.123. Já os de cocaína totalizaram 8.490 benefícios, um aumento de 249% em relação a 2006. O mesmo aconteceu com o uso de múltiplas drogas, que foi para 21.688, variação de 197%.

Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a planta e seus principais componentes sejam reclassificados em tratados internacionais contra drogas. Os especialistas da entidade pedem que a maconha e o haxixe (obtido a partir da resina da cannabis) sejam removidos do Schedule IV, a categoria mais restritiva de uma convenção mundial de drogas realizada em 1961, assinada por países de todo o mundo.  ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE

O Schedule IV é a categoria reservada para substâncias particularmente nocivas e com pouco uso medicinal, nela que se enquadram as drogas mais perigosas, como como LSD ou heroína.

O documento ainda não foi oficialmente formalizado, mas já está circulando entre os defensores da substância, relata a Forbes. No pedido, os especialistas querem que a planta, o haxixe e o tetraidrocanabinol (THC) sejam todos designados no Schedule I, onde se enquadram substâncias menos danosas e com propriedades curativas ou medicinais.

“O posicionamento da maconha no tratado de 1961, sem evidências científicas, foi uma terrível injustiça. Hoje, a OMS tem a oportunidade de corrigir um erro. Espero que a política não atrapalhe a ciência”, afirmou Michael Krawitz, veterano da Força Aérea dos Estados Unidos e defensor da legalização da maconha.

ZZZze-se: História da Maconha, Fibra de “maconha” na produção têxtil, Tabaco e álcool sim, Maconha não. Por que?!?, Onde estudar maconha medicinal?!?, Cursos de saúde da UFPB: Uso medicinal da maconha, Mais pessoas estão usando maconha como um substituto ao álcool e remédios, diz estudo

Fibra de “maconha” na produção têxtil

O Congresso do país EUA aprovou a Lei da Agricultura de Cânhamo, que legaliza o plantio da planta, e a indústria local da moda já está se movimentando para substituir o algodão pela planta na produção têxtil. Débora Spitzcovsky – The Greenest Post

O cânhamo produz, por hectare, o dobro de fibras do que o algodão, demanda um décimo da água usada no seu plantio e ainda requer muito menos pesticidas e herbicidas, segundo previsões da empresa de investimentos New Frontier, o setor de cânhamo movimentará US$ 5,7 bilhões até o ano que vem.

A fibra da planta, que se difere da maconha pela composição, e que já serviu muito às fabricações de papel e de têxteis diversos, num uso milenar, até a proibição da cannabis pelos Estados Unidos, na primeira metade do século passado. Decisão que influenciou o Brasil, precisamente, em 1938, num decreto de Getúlio Vargas. Cheeba News

O cânhamo tem na sua composição menos de 0,3% de THC, o tetrahidrocanabinol, princípio psicoativo mais potente da maconha. Por outro lado, há nele maior concentração (cerca de 20%) de CBD, o canabidiol, substância testada com sucesso no tratamento de doenças. Logo, seu barato é outro. Na verdade, são outros.

Na agropecuária e na indústria têxtil (pois não esqueçamos que há uma relação estreita entre esses dois setores), o cânhamo performa como uma alternativa bastante sustentável. É cultivado em qualquer solo, não requer uso de agrotóxicos e carece de pouquíssima água. Sua fibra pode ser colhida já três meses depois de plantado, e é uma das mais fortes e duráveis, senão a mais, entre as têxteis naturais, como o algodão, o linho e a seda, e em comparação com o algodão, é considerado mais eficiente no bloqueio da radiação ultravioleta e nas funções antibacteriana, de absorção e isolamento térmico.

O mercado do cânhamo, sobre o qual ronda o espírito do crescimento, tem a ver com a indústria têxtil, mas também com a farmacoquímica, a de cosméticos, suplementos e até pet, graças às propriedades do CBD, encontrado com vantagem do caule às sementes da planta.

Em 1937 o governo dos Estados Unidos aprovou a Marihuana Tax Act), proibindo o cultivo, venda e posse de qualquer planta pertencente ao gênero Cannabis. Em 1970, a Lei de Substâncias Controladas (Controlled Substances Act) foi aprovada durante a administração do presidente Nixon, colocando a Cannabis na Lista I, reservada para as drogas mais perigosas no país. O DEA (agência americana antidrogas) mantém que o cânhamo e a maconha são a mesma planta, apesar de suas características individuais. As fibras de cânhamo foram matéria-prima das solas de sapatos e dos paraquedas usados pelas tropas norte-americanas. HempMeds Brasil

Na “Farm Bill” de 2018, o cultivo de cânhamo foi legalizado nos EUA, contudo ainda existem regras estritas para o cultivo. Na seção 12619 do Farm Bill, os produtos derivados do cânhamo também saem da sessão I da Lei de Substâncias Controladas. Ou seja, todo e qualquer canabinoide – conjunto de compostos encontrados nas diversas variedades de Cannabis – passa a ser legal. Isso se aplica por exemplo, ao canabidiol (CBD). Contudo, tal legalidade ainda se limita às plantações regulamentadas e aprovadas pela USDA – Departamento de Agricultura dos EUA. Todo e qualquer outro tipo de produção que não respeite a Farm Bill continua ilegal e sob tutela da Lei de Substâncias Controladas.

Tecelagem industrial de cânhamo

O cânhamo de fato possui uma infinidade de usos industriais, podendo ser usado na fabricação de papel, cordas ou tecidos, e tem sido usado como um tipo de plástico biodegradável, mais sustentável do que plásticos tradicionais à base de petróleo, além de oferecer um combustível alternativo na forma de biodiesel. As fibras do cânhamo podem ser usadas na fabricação de materiais de construção e isolantes térmicos, como painéis e blocos de concreto.

O cânhamo também pode ser usado como alimento, tanto para humanos quanto animais. As sementes podem ser consumidas cruas, processadas para extrair seu óleo ou moídas em forma de farinha, que pode ser usada para fazer leite de cânhamo. Na Europa é muito comum utilizar sementes de cânhamo para alimentar aves e outros animais de fazendas.

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Antes de 1800, o cânhamo foi o tecido mais utilizado para vestuário, cordas e lona. Com a facilidade criada pelo descaroçador de algodão e a proibição da cannabis sativa em 1937, o cânhamo foi esquecido. Tulypa Uniformes

– Em média, um acre de cânhamo pode produzir duas a três vezes mais fibra do que um acre de algodão.

– O cânhamo desintoxica o solo através da remoção de substâncias químicas nocivas e poluentes e enriquece   o solo com nitrogênio e oxigênio. Já o algodão exige muito do solo.

– Quase 10% de todos os produtos químicos agrícolas e 25% de inseticidas vêm da indústria do algodão, que acabam indo parar no solo, rios e riachos. O cânhamo pode ser cultivado com muito menos produtos químicos, ou muitas vezes, nenhum.

– Cânhamo precisa de um terço da água que o planto do algodão necessita.

– O cânhamo é de 3 a 8 vezes mais forte do que o algodão (dependendo de como ele é processado). Os produtos têxteis duraram mais tempo.

– O tecido de cânhamo respira muito bem, absorve a umidade, protege a pele dos raios UV e é anti-bacteriano.

Quando o Mujica (ex-presidente do Uruguai) liberou a maconha em 2013 Bastos acreditou que o consumo de maconha entre os uruguaios iria aumentar, mas a verdade é que com a legalização nada mudou quanto ao consumo.

A fibra do cânhamo, vem resgatando sua importância como matéria prima de destaque da indústria têxtil e deverá movimentar cerca de US$ 300 milhões em vendas nos Estados Unidos até 2020, segundo estimativa do relatório Hemp Business Journal, divulgado pela revista Forbes. No passado deu origem ao tecido das velas das naus que impulsionaram os portugueses à conquista do Novo Mundo e que hoje ostenta etiquetas de famosas marcas internacionais do mundo da moda, ressurge como alternativa economicamente competitiva e ambientalmente sustentável frente ao algodão e aos tecidos sintéticos.

A perspectiva é que todo o mercado de produtos que usam a cannabis como matéria prima registre um crescimento de 700% ate 2020, atingindo um total de 2,1 bilhões (R$ 6,84 bilhões). Mantida a atual fatia do segmento têxtil nesta indústria, setor deverá movimentar aproximadamente (R$ 977 milhões) dentro de três anos.


A China, que de acordo com os registros históricos cultiva o cânhamo há mais de 7 mil anos, é o maior produtor mundial da fibra, responsável por 70% do volume mundial. Dados do Observatory of Economic Complexity mostram que, em 2016, o comércio internacional de fibra de cânhamo movimentou US$ 4,27 milhões (R$ 13,9 milhões), tendo os Países Baixos como maiores exportadores do produto (25%) e a Alemanha como maior importador (37%).

Vistaze-se: Hemp Car, Como enriquecer e educar licitamente falando!?!, Quem matou o carro elétrico?, Cursos de saúde da UFPB: Uso medicinal da maconha, A VERDADE por trás da proibição da MACONHA, Snoop Dogg Lion, Vende-se Maconha, Movida a água, Milton Friedman

Como enriquecer e educar licitamente falando!?!

Economia com sistema prisional chegaria a R$ 1 bilhão, de acordo com estudo divulgado pela Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados, poderia render entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões por ano para os cofres públicos, de acordo com um estudo divulgado pela Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados. João Pedro CaleiroExame

Seria cerca de 40% do que o país arrecada hoje em impostos sobre bebidas alcoólicas e 60% da arrecadação com o tabaco.

A metodologia foi inspirada em um estudo feito em 2010 para o Instituto Cato por Jeffrey Miron, de Harvard, e Katherine Waldock, da New York University.

Portugal, que descriminalizou todas as drogas há 15 anos, é hoje o país com as menores taxas de consumo entre jovens da Europa.

“Legalização significa menos violência, menos gastos do governo e a abertura de uma nova fonte de taxação. A experiência internacional mostra que a legalização funciona”, disse Miron em entrevista para EXAME.com no ano passado.

O trabalho da Câmara usa dados de uma pesquisa sobre consumo de 2005, que estimou que 1,8% da população brasileira usa maconha mensalmente (ou 2,7 milhões de pessoas).

Tomando como base a regulação uruguaia, cada uma delas poderia comprar até 40 gramas de maconha por mês.

Com preço de US$ 1,20 o grama e cotação de R$ 3,60 por dólar, chega-se a R$ 4,20 por grama, R$ 2.073 por usuário por ano e um mercado total do tamanho de R$ 5,69 bilhões.

Mas essa é a estimativa sem aumento no consumo. Os críticos alegam que a legalização faria a demanda explodir, mas há quem aposte que o fim do fator “fruto proibido” causaria o efeito contrário.

No estado americano do Colorado, verificou-se um crescimento acima de 17% na prevalência mensal pós-legalização. Um aumento do tipo por aqui levaria o gasto anual em maconha para R$ 6,68 bilhões.A legalização da maconha também faria o país economizar o dinheiro atualmente gasto para perseguir, processar, julgar e manter presas as pessoas que usam e vendem a substância.Desde 2006, a lei já estabelece que ninguém deve ser preso por ser consumidor. No entanto, como não há uma quantidade definida para separar usuário de traficante, essa confusão continua sendo feita (com prejuízo maior para negros e pobres).“[A proibição] não consegue afastar as pessoas das drogas, apenas te dá essa ilusão e todos os efeitos colaterais horríveis: a corrupção, a polícia e a destruição de áreas e países inteiros porque você tornou algo artificialmente lucrativo ao bani-lo”, diz Russ Roberts, Ex-professor na George Mason University e pesquisador em Stanford, em manifesto sobre o tema para EXAME.com.

Tabaco e álcool sim, Maconha não. Por que?!?

O principal argumento dos proibicionistas é que drogas prejudicam o indivíduo e a sociedade e que a proibição diminui o consumo. Ambos argumentos que a priori se sustentam: psicotrópicos realmente podem “fazer mal” e em geral as drogas proibidas são menos utilizadas do que as drogas legalizadas. nicolas teixeira cabral

Contudo, isso não justifica que o álcool seja legalizado, enquanto a maconha ou o LSD são proibidos; afinal, essas drogas se mostram menos maléficas para o indivíduo do que o álcool. Além disso, a “guerra às drogas” mostra um custo social muito grande, talvez maior do que os custos sociais do aumento do consumo advindo da legalização.

No fim, parece que a manutenção da proibição de algumas drogas se funda muito mais em moralismo do que em razões objetivas. “Usar droga é errado, logo, deve ser proibido”. Seria como, p. ex., proibir o adultério.

Mas por que proibir a maconha, e não o tabaco? Uma das teorias, a qual encaro com ceticismo, é que nessa época de Nixon a maconha era uma droga típica de negros e hispânicos, e que a proibição da substância legitimaria a perseguição a esses grupos.

A proibição das drogas no século XX pode ter sido motivada por interesses econômicos, moralismo e xenofobia; esses mesmos fatores, somados ao medo de que as drogas corrompam a sociedade, sustentam a proibição até hoje.
O cigarro, assim como o café, o chá e o cacau, é uma droga ao mesmo tempo muito prazerosa e pouco entorpecente. Você pode fumar um cigarro e dirigir ou trabalhar, como faz após tomar um café. Isso não é verdade com o álcool, a maconha, a cocaína nem o LSD. Ademais, o tabaco também é socialmente estimulante, o que lhe favorece ainda mais. Antes da década de 1950, o tabaco era até utilizado como remédio para doenças respiratórias! Não fazia sentido proibir!
O álcool é menos inocente a curto prazo do que o cigarro: ele altera importantemente nossa percepção, causa mortes no trânsito, violência doméstica, brigas de rua. Eu acho que não foi proibido simplesmente porque é uma droga mais querida (assim como o cigarro e o café) pelos humanos ou pelo menos pelos humanos ocidentais (países árabes têm muito maiores restrições ao consumo de álcool). Provavelmente tem a ver com o cristianismo também.

A tendência mundial tem sido legalizar ou tolerar o consumo da maconha, que não por coincidência é a droga ilícita mais utilizada ao redor do mundo. Temos exemplos na Holanda, EUA, Uruguai, Portugal etc.

Algumas anfetaminas são apenas controladas, e não proscritas, por oferecerem potencial terapêutico importante (como para TDAH). Outros psicotrópicos também entram nessa: alguns derivados de cannabis, metilfenidato, opioides etc.

Para a Organização Mundial da Saúde, podem ser consideradas drogas as substâncias naturais ou sintéticas com capacidade de modificar uma ou mais funções do organismo . As alterações dependem das características de composição da droga, formas de uso, quantidades e tempo e também das características de quem utiliza, pois a mesma droga pode provocar diferentes efeitos em cada indivíduo. nesp
Os tipos e efeitos são os mais variados, desde as lícitas como medicamentos para dormir ou emagrecer, álcool e tabaco, até as ilícitas como a maconha, cocaína, crack, ecstasy, entre outras.

As drogas fazem parte da história da humanidade, sendo consumidas em busca de prazer, socialização, alívio de dores e da ansiedade e outras alterações do nível de consciência.

Na adolescência, uma época da vida de experimentações e transformações, o consumo é especialmente preocupante, pois estão em busca da autonomia e não aceitam bem recomendações. A dependência química e social é um risco e pode prejudicar o desenvolvimento de jovens causando danos ao seu potencial intelectual, emocional e social.
Para prevenção ao uso de álcool e outras drogas, é importante considerar o tripé: indivíduo-substância-contexto social, político e econômico.

Libertize-se: Milton Friedman, TRAFICANTES DE POLÍTICAS, 15 MIND OPENING LSD QUOTES, #LAS TÉCNICAS #’MINDFULNESS’ AYUDAN AL #ENFERMO MENTAL A SER CONSCIENTE DE SUS #EMOCIONES Y A ESCUCHAR SUS NECESIDADES, FHC LEGALIZE, TIMOTHY LEARY, MACONHA NO SENADO, RICARDO LSD BOECHAT DOIDÃO

Enquanto isso em Portugal, surto!?!

Folha de S. Paulo – 19/12/2019

Luís Fernando Tófoli, pesquisador sobr políticas de drogas, in: Folha de S. Paulo

Especialistas há muito procuram entender a relação entre doença mental e violência, e estes resultados sugerem que a percepção generalizada do público –de que os transtornos psiquiátricos deixam as pessoas mais suscetíveis à criminalidade violenta– é equivocada.

“Houve um tipo de reinstitucionalização dos pacientes com doença mental sob o pretexto de que eles são perigosos”, disse Fazel.

“Provavelmente é mais perigoso passar na frente de um bar à noite do que caminhar pelas proximidades um hospital onde os pacientes de saúde mental são liberados”, de acordo com Seena Fazel do departamento de psiquiatria da Universidade de Oxford, que conduziu o estudo. DA REUTERS – 07/09/2010, in: Folha de S. Paulo

Todos os dias, João vai com seu carrinho para a faculdade. O carro já está um tanto fragilizado, mas realiza o percurso com sucesso. Um dia, João decide subir a Serra com seu carrinho, porém a tarefa exige muito mais do automóvel do que ele estava acostumado, e por isso ele quebra. UFRGS

Imagine agora que o carrinho do João não é mais um automóvel, mas a mente dele. A faculdade é a rotina de João. E a subida da Serra é uma situação nova, que exige muito mais da mente de João do que ele estava habituado. Assim como o carro quebrou, a mente de João pode entrar em colapso ao passar por circunstâncias que desestabilizem sua psique já comprometida. Este colapso seria o que comumente se conhece por surto psicótico.

Esta é a história de João, mas poderia ser a de qualquer pessoa. O surto psicótico não discrimina; atinge a todas idades, gêneros, etnias e grupos sociais. Embora a palavra ‘surto’ já tenha se tornado uma expressão de uso corriqueiro, poucas pessoas compreendem o que ela significa de fato. “O surto psicótico ocorre, basicamente, quando uma psique já fragilizada entra em colapso, ou seja, em completo desequilíbrio”, explica o psicólogo Edílson Pastore da Clínica Pinel.

Para os psicólogos, o surto não é algo isolado; um conjunto certo de critérios caracteriza uma crise psicótica. Delírios, alucinações, comportamento desorganizado e discurso desorganizado são sintomas obrigatórios.

“Delírios são alterações do pensamento que se caracterizam por idéias que não condizem com a realidade objetiva”, enquanto que “alucinações envolvem sempre algum órgão senso-perceptivo, como a audição, a visão, o tato, o olfato e a sinestesia (sensações internas). Elas não são invenções – a pessoa realmente está vendo, ouvindo ou sentindo aquilo”. Ou seja, o primeiro ocorre na mente e o segundo atinge os sentidos.

Do ponto de vista psiquiátrico, o surto psicóticos está relacionado a uma distorção dos neurotransmissores, ou seja, das substâncias químicas produzidas pelos neurônios e que são responsáveis pelo envio de informações a outras células. “O pensamento tem um curso e um conteúdo, quando o conteúdo do pensamento está desagregado, ele perde conexão com a realidade ou então ele distorce a realidade, ele passa a ser um sintoma de surto psicótico”, explica a psiquiatra Clarissa Severino Gama do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. A dopamina é considerada um neurotransmissor chave da teoria neuroquímica da esquizofrenia e das psicoses em geral. Além dela, há uma série de outros neurotransmissores envolvidos, porém os mecanismos destes ainda não são profundamente conhecidos, estando em fase de estudos, como o glutomato e a serotonina.

Marina Ferreira & Danielle Sibonis
Reportagem realizada em Junho de 2007

Drauzio Dichava #1

Drauzio Dichava #1
O médico Drauzio Varella lançou Drauzio Dichava, uma série de vídeos em formato de documentário falando sobre o “uso recreativo e adulto da maconha” em seu canal no YouTube na última segunda-feira, 22. Isto é

“Olha, eu não fumo maconha, mas tenho uma vivência longa com a droga por causa desse trabalho que faço em cadeias. São 30 anos frequentando cadeias toda semana”.

“É uma convivência enorme com maconha, com cocaína, especialmente, já tive uma enorme vivência com o crack.”

Drauze-se: Milton Friedman, Eduardo Vilas-Bôas!!!, Canabidiol, o CBD, Hemp Church, Luto, maconha mata!!!, Cursos de saúde da UFPB: Uso medicinal da maconha, A maconha como porta de entrada, A VERDADE por trás da proibição da MACONHA, K2, Spice ou Maconha Sintética?, Coisa do cão!?!

Canabidiol, o CBD

O canabidiol, também conhecido por CBD, é um dos princípios ativos da Cannabis sativa, nome científico da maconha. Compõe até 40% dos extratos da planta e pode ser usado como medicamento para diversas doenças, que variam epilepsia severa a fibromialgia. É uma substância canabinoide (que age nos receptores canabinóides do cérebro).

Visto com desconfiança por ser feito a partir de uma planta ilegal e com efeitos psicoativos, o CBD conquistou espaço na mídia a partir de 2014, quando uma mãe ganhou, na justiça, o direito de importar a substância para o tratamento de sua filha que tinha a síndrome CDKL5, que causa epilepsia grave. Minuto Saudável

Na medicina, o canabidiol pode ser usado como anticonvulsivante, anti-inflamatório, ansiolítico e antitumoral, pode ser consumido em spray, em óleo ou fumado, mas não há um consenso de qual é mais efetivo. O óleo de CBD é o método mais usado para a administração do medicamento.
Apenas pessoas com laudos e receitas médicas podem comprar o medicamento, que é controlado. A ANVISA disponibiliza, em seu site, um cadastro para pessoas físicas. O cadastro exige diversos documentos e informações.
Você pode se cadastrar através do site da ANVISA, por e-mail (med.controlados@anvisa.gov.br) ou pelo correio.

A Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (ABRACE) conseguiu uma liminar de uma juíza federal que autoriza a produção e fornecimento do óleo de cannabis para cerca de 400 pacientes com receita médica.

Cassiano Teixeira começou bancando a produção do óleo através de doações, mas em 2015 criou uma associação de pacientes.

Cada família paga 150 reais mensais para a associação, com exceção de 30 famílias de baixa renda. Quase 400 pacientes são atendidos e há mais de 200 em uma lista de espera. Você pode entrar no site deles clicando aqui.

O CBD é um canabinoide que, assim como o THC, se liga aos receptores de canabinoides espalhados pelo corpo humano, conhecidos como CB1 e CB2. Growroom

O Canabidiol não é psicoativo, ou seja, ele não causa o famoso “barato”, e contrapõe alguns dos efeitos do THC, interagindo diretamente com ele. Pacientes informam que com o THC usado isoladamente, como na forma de dronabinol (THC sintético), os efeitos psicoativos são muito fortes, podendo causar paranoia, tontura e outros efeitos desagradáveis.
O CBD possui um efeito sedativo. Plantas com alto teor tendem a causar mais sono e relaxamento quando consumidas.

O CBD foi estudado como um potencial neuroprotetor, sendo testado como tratamento para a epilepsia de difícil tratamento, mas ainda não há evidências suficientes de sua eficácia, parece ter propriedades anti-inflamatórias, demonstrando potencial para o tratamento de diversas doenças inflamatórias, como a artrite reumatoide, a esclerose múltipla, a doença de Crohn, diabetes tipo 1, entre muitas outras.
Diferente do THC, o CBD isolado não possui efeito analgésico. Utilizado em conjunto com o THC, contudo, ele parece potencializar os efeitos do THC no combate à dor crônica, sobretudo a dor neuropática (comum em pacientes com câncer ou AIDS, por exemplo). Ao que tudo indica, o CBD e o THC em conjunto são mais eficazes do que o THC isolado no tratamento da dor.

A cannabis não bloqueia a dor como opiáceos, por exemplo. Ela parece simplesmente aumentar a capacidade do usuário em tolerar a dor, no tratamento da dor, a planta já é aceita como um analgésico pela medicina tradicional. Em estados americanos onde o uso medicinal da cannabis foi legalizado, as vendas de analgésicos a base de opiáceos caiu consideravelmente, indicando uma preferência pela cannabis por parte de muitos pacientes.

O CBD tem efeito antipsicótico. Diversas pesquisas indicaram esse efeito, inclusive estudos realizados no Brasil, na USP de Ribeirão Preto.
Pesquisas com pacientes que automedicam com cannabis identificaram um alto número de pessoas utilizando a erva para tratar problemas psiquiátricos; com ou sem acompanhamento médico. Uma pesquisa realizada na Califórnia, em 1999, identificou 660 (26,6%) pacientes automedicando problemas psiquiátricos com cannabis. Entre eles, 274 sofriam de stress pós-traumático; 162 de depressão; 73 de ansiedade; 46 de depressão neurótica; 34 de desordem bipolar; 26 de esquizofrenia; 15 de déficit de atenção; 8 de distúrbio obsessivo-compulsivo; 5 de síndrome do pânico; 17 de outras enfermidades.
É importante, portanto, ter muito cuidado e somente se medicar com acompanhamento médico.
Em diversos estudos pré-clínicos (em laboratório ou em animais, não em humanos), o CBD demonstrou forte potencial no tratamento de diferentes tipos de câncer. Centenas de estudos demonstram efeitos antitumorais e anticancerígenos por parte do Canabidiol isolado.

Faltam investimentos em estudos, não somente com o CBD, mas com a cannabis como um todo, já que diversos de seus componentes parecem agir no organismo e até potencializar os efeitos terapêuticos uns dos outros, mais conhecimento sobre esse e outros componentes pode significar uma expansão na compreensão da biologia humana e um passo à frente no tratamento de dezenas de enfermidades, e assim avançar na luta pelo direito à vida e ao tratamento de escolha de pacientes-usuários.

Vote a favor da descriminalização do cultivo da cannabis sativa para uso pessoal terapêutico, clicando aqui

Luto, maconha mata!!!

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O governo mexicano deu início ao processo de legalização total da maconha recreativa. Após uma consulta nacional no mês passado em uma série de reuniões públicas, os legisladores do México concordaram em honrar a promessa de discutir a perspectiva de legalizar a maconha.

Tudo começou após uma decisão da Suprema Corte do país, no ano passado, que declarou ser inconstitucional “proibir o uso pessoal de cannabis”, alegando que feria o direito de livre criação de personalidade. Esta decisão foi uma parte essencial do processo para que o México afrouxasse suas leis sobre maconha.

Gil Kerlikowske, ex-comissário de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA do ex-presidente Bacarack Obama, participou de uma cúpula no Senado mexicano na semana passada para debater a legalização assim como sua regulamentação: algo que ele insistiu que seria fundamental para o sucesso da legislação.

Destacando a necessidade de proteger os jovens dos riscos da maconha por meio de controle rigoroso, ele pediu às autoridades mexicanas que garantissem que as receitas arrecadadas com a tributação da cannabis fossem investidas em reabilitação de drogas, programas educacionais assim como métodos de combate a qualquer reação dos cartéis de drogas.

“Se você quer um ambiente controlado para a maconha, precisa fazer todo o possível para eliminar o mercado negro” concluiu. Portal Mundo

Onde estudar maconha medicinal?!?

A comunidade acadêmica tem se interessado pelo tema, especialmente ao acompanhar estudos estrangeiros sobre o uso da maconha no tratamento de doenças como depressão, Síndrome de Hett, Alzheimer e esclerose múltipla.

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte está abrindo o primeiro curso sobre o uso terapêutico da cannabis, além das informações sobre pesquisas recentes acerca da maconha medicinal, com foco na redução de dores crônicas e crises epiléticas, os participantes também vão aprender mais sobre a história da erva e de seu uso pela humanidade.

As inscrições podem ser feitas no Sistema Integrado de Atividades Acadêmicas da UFRN. Hipeness


Seguindo a onda de legalização da maconha para uso medicinal e recreativo, universidades pelo mundo todo estão lançando cursos especializados em seu uso medicinal, como é o caso em alguns lugares da Europa e Estados Unidos e Israel, que acaba de criar um curso de pós graduação neste mercado, que tem tudo para continuar crescendo.
Itzhak Harpaz – presidente da instituição, situada entre as cidades de Afula e Nazareth, a Max Stern Yezreel Valley College, completa: A indústria de cannabis hoje é o que a indústria cibernética fez há 10 anos e Israel precisa e pode liderar esta indústria também”. Enquanto isto, o Brasil continua perdendo tempo e dinheiro, já que em 2018 somente os Estados Unidos faturou mais de R$ 20 bilhões. Gabriela Glette


A combinação maconha e faculdade nunca foi uma novidade. Mas na Universidade do Norte do Michigan (MNU), nos EUA, a planta deixou o intervalo e as matadas de aula para virar tema de quatro anos de graduação, surgiu o curso de Química de Plantas Medicinais. Quase metade dos 50 estados norte-americanos já reconhecem o uso terapêutico da planta, sendo que oito unidades da federação legalizaram inclusive o uso recreativo. Nasceu assim um mercado bilionário, mas ainda faltam pessoas capacitadas para lidar com ele.

Somente no ano passado, no mercado legal de maconha e seus usuários movimentados U $ 6.7 bilhões somente nos EUA. A expectativa é de que o volume seja disponibilizado nos próximos anos, atingindo uma marca de U $ 44 bilhões em 2020, tanto para a revista Forbes como para o mercado de erva como a melhor oportunidade de negócios para empreendedores e investidores de startups. A Sociedade Americana de Química criou recentemente uma subdivisão que apresenta os novos lançamentos da indústria nos seus encontros nacionais. REDAÇÃO GALILEU
Reflexo disso é a consolidação e surgimento de novos cursos que visam esmiuçar e formar profissionais em diversas áreas relacionadas à maconha – de cultivo a empreendedorismo, passando por bioquímica e horticultura, conheça 10 universidades que oferecem cursos sobre maconha:

1- Oaksterdam;

2- THC University;

3- Cannabis Training University;

4- Niagara College;

5- Northern Michigan University;

6- Seattle Central College;

7- University of California/Davis;

8- The Ohio State University;

9- University of Washington;

10- Scuola Italiana Della Canapa. Maryjuana

A inteligência coletiva é fundamental no enfrentamento ao proibicionismo e e o preconceito.

O curso online “O uso médico da cannabis no tratamento da dor crônica”, oferecido pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID), Universidade Federal de São Paulo.

O curso conta com diversos recursos didáticos e interativos, como vídeos, imagens, ilustrações, entrevistas com especialistas, trabalhos científicos para download e discussão de caso clínico. É coisa de alto nível, com um time de pesquisadores que estuda essa querida planta há décadas. Hempadão

Para ter acesso ao conteúdo basta clicar neste link http://www.cebrid.com.br/curso/


O estudo foi divulgado pela Vegetation History and Archaeobotany, segundo o artigo, a maconha deve ter sua origem precisa pelos lados do Planalto do Tibete, próximo ao Lago Qinghai, uma parte especial do planeta. Hempadão
Mude conceitos, você pode e deve: VENDE-SE MACONHA, SNOOP DOGG LION, NAARA BEAUTY DRINK!!!™, MOVIDA A ÁGUA, NEVO™, MEDICINAL VIBES, VIRTUDE, INSTANTLY AGELESS™, NISE – O CORAÇÃO DA LOUCURA., KID VINIL, VIDACELL®, BECAUSE I GOT HIGH, RESERVE™, OIL, WHICH ONE TO CHOOSE HEALTHWISE?, FHC = THC, PLANTEI MACONHA?!?, Cursos de saúde da UFPB: Uso medicinal da maconha

Cursos de saúde da UFPB: Uso medicinal da maconha

A UFPB será a primeira instituição do Brasil a ministrar a disciplina em três cursos da área da saúde, os estudantes dos cursos de medicina, biomedicina e farmácia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) terão aulas sobre o uso medicinal da maconha, por meio da disciplina Sistema Endocanabinoide e Perspectivas Terapêuticas da Cannabis Sativa e Seus Derivados.


“Já faz um tempo que trabalho com pesquisa e extensão e percebi que há uma demanda enorme de profissionais de saúde, principalmente médicos, que não se sentem seguros em prescrever a medicação porque não tiveram essa formação dentro da universidade”, afirmou Katy Albuquerque, do departamento de fisiologia e patologia da UFPB e idealizadora da disciplina.
A professora destacou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já libera a importação de remédios a base de maconha para tratar pessoas com autismo, depressão, esclerose múltipla, alguns tipos de câncer etc, uma vez que muitas vezes a terapia medicamentosa tradicional não responder de forma satisfatória.


“Há uma gama enorme de doenças que pode ser tratada com a cannabis, e cada vez mais essas doenças se tornam frequentes na população”.

Poetize-se: HEMP ROLL, NAARA BEAUTY DRINK!!! (10% de DESCONTO), Inicie um abaixo-assinado, Carta de um policial nos protestos de São Paulo, VIDACELL® (10% de DESCONTO), De quem é o poder?, HEMP CAR, K2, SPICE OU MACONHA SINTÉTICA?, FIM DOS TRAFICANTES?!?, SNOOP DOGG LION, A IGREJA DE TODOS OS DEUSES, LUMINESCE™ (10% de DESCONTO), SETEMBRO AMARELO,VOCÊ NUNCA ESTEVE SOZINHO?, Hemp Church

A maconha como porta de entrada

Um dos argumentos, muito repetido nas mídias sociais, nas conversas do dia a dia e até mesmo por autoridades é a famosa frase: “A maconha é a porta de entrada para drogas mais pesadas”. Norberto Fischer


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Se alguém seguir a mesma lógica para verificar quantas pessoas haviam consumido, por exemplo, refrigerante em suas vidas antes de usar cocaína, possivelmente chegaríamos à conclusão de que a bebida doce a é porta de entrada, o que não faz nenhum sentido, assim como não faz no caso da maconha.

Anarquista

Nos últimos anos me deparei com três posicionamentos diferentes, os que defendem:

  • A completa proibição da maconha no Brasil, independente do uso, mesmo medicinal;
  • Regulamentação da planta, incluindo a descriminalização do uso recreativo;
  • Uso medicinal, mas o uso industrial e social deveriam ainda ser debatidos pela sociedade.

Hoje, por estar vivendo diariamente com a maconha medicinal no tratamento da Anny posso garantir que “a maconha é sim uma porta de ean Lefebvreentrada, mas para a qualidade de vida de muita gente, para uma vida em abundância e com saúde. Hemp Meds Brasil

“Um assunto tão delicado pede um amplo debate, consultando especialistas com posições diferenciadas. A questão da maconha medicinal, expressão bastante difundida na sociedade, não se mostra verdadeira, e os especialistas apontados por nós terão a capacidade de diferenciar o uso terapêutico do canabidiol, do uso indiscriminado e nocivo à saúde da maconha e suas 500 substâncias psicoativas”, pontuou Eduardo Girão no requerimento.

A proposta analisada na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) foi uma iniciativa da ONG Rede Brasileira de Redução de Danos e Direitos Humanos (Reduc). Os representantes da ONG informam que o texto baseia-se em legislações já em vigor nos estados norte-americanos da Califórnia, Nova York e Oregon, assim como no Uruguai. Também garantem que o texto obedece à Convenção Única sobre Entorpecentes (ratificada pelo Decreto 54.216, de 1964) e à Convenção sobre Substâncias Psicotrópicas (ratificada pelo Decreto 79.388, de 1977), tratados internacionais assinados pelo Brasil junto à Organização das Nações Unidas (ONU). senado notícias

A professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Luciana Boiteaux chamou a atenção para as dificuldades em debater sobre acesso a medicamentos derivados da cannabis, saúde e usos de substâncias que deveriam estar dentro da liberdade individual. “O Brasil é um dos países mais proibicionistas do mundo e isso faz mal à saúde. O Brasil importa o modelo da política de cannabis medicinal dos Estados Unidos e lá essa política tem passado por mudanças significativas, então, qual a dificuldade que temos em trazer esse debate para o país?”, disse. Luciana afirmou que não é só reduzir danos e impedir retrocessos, mas tentar avanços e mostrar que a política de drogas não só inclui grupo de cultivadores, mães e universitários. “É um cenário que até na América Latina o Brasil está muito atrasado”, concluiu.

Gulnar Azevedo, presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), ressaltou a importância de trabalhar para manter os avanços já conquistados na saúde pública e a relevância do SUS para a população. Gulnar aprofundou o argumento da acessibilidade aos medicamentos e saúde básica citando o caso de populações em área remota e indígenas. “Às vezes a condição financeira para comprar medicamentos não é o único problema, mas, essas pessoas também não têm nenhum acesso à assistência médica, e isso é muito grave”, disse. A médica lembra que o acesso a saúde melhorou bastante nos últimos anos, mas que infelizmente esse tempo não foi suficiente para que houvesse uma diminuição na desigualdade existente no país. Gustavo Mendelsohn de Carvalho, Julia Dias e Matheus Cruz (Agência Fiocruz de Notícias)

Jean Lefebvre – Hempadão

A maconha, além de tudo, pode ser também a porta de saida para as drogas! Existem diversos relatos de pessoas que eram viciadas em crack, cocaína, cigarro e álcool, que conseguiram se livrar do seu vício com a ajuda da cannabis, e não se pode culpar um ser humano por experimentar algo diferente, a curiosidade e necessidade de alterar a consciência, para alguns, é muito grande. Jean Lefebvre
Poetize-se: Comidinhas de Maconha, Ervas medicinais, Avaliação química, E agora???, Quase imortal!!!, Manual de Apicultura em Pequena Escala, A VERDADE por trás da proibição da MACONHA, Desenho de criança, Estupidez, Doenças degenerativas, Polícia 24 horas, Manual dos remédios tradicionais Yanomami, Suco de limão e Bicarbonato,

Eduardo Vilas-Bôas!!!

O general Eduardo Vilas-Bôas, ex-comandante do Exército e atual assessor do Gabinete de Segurança Institucional do Palácio do Planalto, está com uma doença neuromotora e corre o risco de não falar mais. Ele conheceu o uso medicinal do canabidiol e cedeu uma entrevista falando em “hipocrisia social” ao mencionar as dificuldades de quem precisa do acesso ao tratamento. Facebook – Veja a matéria completa no link: http://bit.ly/2Zzx9WW

“Eu não entendo por que ao mesmo tempo que tem gente lutando aí, defendendo a legalização da maconha, está tão difícil se obter esses medicamentos para efeito medicinal. Eu acho, de certa forma, até uma hipocrisia social e vejo a luta de algumas pessoas que dependem disso para minimizar sintomas de efeitos de algumas doenças que têm dificuldade”, disse o general com dificuldade para respirar. defesanet

Ele afirmou que vai abrir um instituto com sua filha Adriana para ajudar pessoas que sofrem com doenças incapacitantes, assim como ele. Do UOL, em São Paulo 03/08/2019 21h30
O uso da cannabis para produção do medicamentos nos Brasil é criticado pelo ministro da Cidadania, Osmar Terra. Em 23 de julho, o ministro disse que pode encerrar as atividades da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) caso o órgão aprove regras sobre cultivo de Cannabis no Brasil para o fim.


Portador de ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica), doença neuromotora degenerativa, Villas Bôas foi diagnosticado com a doença em dezembro de 2016 e, com perda dos movimentos de forma acelerada, está sob o risco de perder a fala. Respeitado por militares, pela sociedade civil e classe jurídica, o general falou sobre as consequências da depressão, doença que o assola desde 2001. Poder360

Poetize-se: FHC = THC, José Mujica maconheiro?, Scoring drugs, Quarto poder, Doenças degenerativas, Suco de limão e Bicarbonato, Vamos acabar com o domínio da Monsanto, O Coxinha – uma análise sociológica, Paulo Freire, Jesus Negão, Carmina Burana: Introduction (O Fortuna), Índice de Desenvolvimento Humano, Cadê os Amarildos?, Ricardo LSD Boechat Doidão

A VERDADE por trás da proibição da MACONHA


A produção de fake news parece coisa do século 21, mas a história da maconha revela que esta planta já sofre há quase 100 anos com um bombardeio de notícias falsas.
Boa parte das mentiras utilizadas como motivo para proibir a maconha já foram desqualificadas pela ciência, mas seguem sendo utilizadas até hoje, inclusive nos discursos políticos e médicos. Neste contexto, o questionamento de argumentos falaciosos é fundamental na luta pela legalização. O livro “Maconha: mitos e fatos” da socióloga Lynn Zimmer e do farmacologista John P. Morgan é uma ótima fonte de leitura sobre todo esse arcabouço de tolices que dizem sobre a erva.
Provavelmente o mito mais famoso sobre a maconha é história de que ela destrói neurônios.

O que é fato nesta questão dos efeitos neurológicos é que a maconha afeta a memória de curto prazo (responsável por armazenar informações de rotina do dia-a-dia), mas de forma temporária. Passado o efeito da erva, a capacidade de memorizar informações volta ao normal, sem provocar danos permanentes.

E tem aquela história, que muitos certamente já ouviram, da maconha ser porta de entrada para outras drogas. Mentira feia!

A tática mais utilizada por defensores da teoria da porta de entrada e listar usuários de maconha que passaram a usar cocaína. É tipo de conexão tão absurda como dizer que pessoas que andam de bicicleta vão despertar um desejo incontrolável de andar de moto.
Em 1937, o diretor do Departamento de Narcóticos dos EUA, Harry Anslinger (um dos maiores lobistas pela proibição da cannabis), escreveu em artigo que “inúmeros homicídios, suicídios, roubos, agressões, assaltos e invasões de residências” são relacionados a insanidade provocada pelo uso de maconha. Nesta mesma época jornais abusavam do sensacionalismo ao relatar crimes supostamente cometidos por pessoas sob efeito da maconha. Infelizmente parte da imprensa segue trabalhando da mesma forma.
O crime mais comum entre usuários da erva é fato de estarem comprando e portando algo ilegal. Carta Capital

Mude conceitos, você pode e deve: MANUAL PLANTAS AMAZÔNICAS, Funcional Obsoleto, Produtos para Consumo de Maconha, Hemp Car, Álcool, drogas e Sacklers, Como a indústria do fumo enganou as pessoas?, A onda, BEBER MENOS