Xokleng

Os índios Xokleng da TI Ibirama em Santa Catarina, são os sobreviventes de um processo brutal de colonização do sul do Brasil iniciado em meados do século passado, que quase os exterminou em sua totalidade. Apesar do extermínio de alguns subgrupos Xokleng no Estado, e do confinamento dos sobreviventes em área determinada, em 1914, o que garantiu a “paz” para os colonos e a conseqüente expansão e progresso do vale do rio Itajaí, os Xokleng continuaram lutando para sobreviver a esta invasão, mesmo após a extinção quase total dos recursos naturais de sua terra, agravada pela construção da Barragem Norte. Povos Indígenas no Brasil

Cacique ‘Camrém’, líder dos Xokleng à época do contato com E. Hoerhan. Foto de autoria provável de E. Hoerhan. Acervo Arquivo Histórico José Ferreira da Silva (AHJFS), da Fundação Cultural de Blumenau

A história do nome dos Xokleng tem provocado muitos debates. Desde seus primeiros contatos amistosos com os funcionários do Serviço de Proteção aos Índios (SPI), a partir de 1914, as denominações dadas ao grupo foram as mais variadas: “Bugres”, “Botocudos”, “Aweikoma”, “Xokleng”, “Xokrén”, “Kaingang de Santa Catarina” e “Aweikoma-Kaingang”.

Os índios Xokleng receberam vários nomes: Bugre, Botocudo, Aweikoma, Xokrén e Kaingang. Prefeitura de Jaraguá do Sul

  • Bugre = é um tempo para designar qualquer índio no sentido de selvagem e inimigo.
  • Botocudo = devido ao enfeite labial uma espécie de botoque (tembetá) usado pelos adultos (homens).
  • Aweikoma = é uma deturpação da frase destinada a convidar uma mulher para cópula (relação sexual).
  • Xokrén = significa taipa de pedra, da mesma maneira que Xokleng.
  • Kaingang = designa homem, qualquer homem.

As línguas dos Xokleng e dos Kaingang constituem o ramo meridional da família Jê.

De acordo com os índios, na TI Ibirama (SC), fala-se o “xokleng”, um idioma próximo ao kaingang. Os Xokleng dizem entender alguma coisa de kaingang, mas não o falam. Nos últimos vinte anos, o número de falantes de xokleng se reduziu bastante. A grande maioria dos jovens fala somente português. Isso se deve ao aumento de casamentos com não indígenas; às inúmeras rupturas sociais, políticas, econômicas e culturais provocadas pela construção da Barragem Norte; e à presença de escolas para indígenas com a mesma grade curricular das demais escolas públicas, que não estimulam e nem consideram as particularidades culturais.

A TI Ibirama está situada ao longo dos rios Hercílio (antigo Itajaí do Norte) e Plate, que moldam um dos vales formadores da bacia do rio Itajaí-açu, e está a cerca de 260 km a noroeste de Florianópolis e 100 a oeste de Blumenau. Localizada em quatro municípios catarinenses, cerca de 70% da área está dentro dos limites dos municípios José Boiteux e Doutor Pedrinho. Essa TI inicialmente denominada Posto Indígena Duque de Caxias, foi criada pelo chefe do governo catarinense, Adolfo Konder, em 1926, que destinou aos Xokleng uma área de 20.000 hectares. Em 1965 foi oficialmente demarcada e em 1975 recebeu o nome de Ibirama.

A população da TI Ibirama é flutuante, multiétnica, e sua configuração vem se alterando ao longo dos 84 anos de contato. O último censo feito em 1997, além do total de 1.009 pessoas vivendo na TI, contou cerca de 20 famílias Xokleng morando nas periferias das cidades de Blumenau, Joinville e Itajaí.

A presença de Kaingang e seus descendentes na TI Ibirama deve-se ao fato do SPI ter usado duas famílias Kaingang, provenientes do Paraná, para ajudar na atração e “pacificação” dos Xokleng, dando aos Kaingang o direito ao usufruto da terra. Desde então casamentos interétnicos vêm ocorrendo, e o número de mestiços Kaingang/ Xokleng tornou-se marcante. Porém, boa parte dos Kaingang e Mestiços se casou com não-índios, principalmente com funcionários do SPI e com colonos italianos; com a construção da barragem, algumas mulheres Xokleng se casaram, ou tiveram filhos, com os operários; e quando se deu início à exploração de madeira muitos não-índios se casaram com Xokleng e Kaingang para usufruir do direito de explorar e vender a madeira. Mais recentemente, vários Xokleng se casaram com mulheres Kaingang de outras terras indígenas do Paraná e Santa Catarina.

Os Cafuzos que viviam na TI Ibirama são na verdade negros remanescentes da Guerra do Contestado, sem terra, trazidos por iniciativa do então chefe do Posto Indígena, Eduardo de Silva Lima Hoerhann, a partir da segunda metade da década de 40, e usados como mão-de-obra agrícola quase escrava. Em 1991, quase todos saíram para uma terra próxima cedida pelo INCRA. Os casamentos entre Xokleng e Cafuzos foram raros.

As primeiras famílias Guarani chegaram à TI Ibirama vindas do sudoeste e das fronteiras com o Paraguai e Argentina, nos anos 50. Eles vivem social, cultural e geograficamente isolados dos outros grupos; não tiveram direito à extração da madeira e nem às indenizações pela inundação. Em 1991 metade dos Guarani migrou para o litoral. Os casamentos entre Guaranis e Xokleng foram raros.

Os censos mostram também a morte em massa dos primeiros Xokleng contatados, vítimas de grandes epidemias de gripe, febre amarela e sarampo (entre 1914, o ano do contato, e 1935 morreram dois terços dos Xokleng).

A ocupação destes territórios “tradicionais” Xokleng por imigrantes foi conflituosa; na região do vale do Itajaí, por exemplo, ocorreram vários assaltos aos colonos e o clima de insegurança dos mesmos frente a estes ataques ameaçava todo o processo de colonização.

Criança Xokleng em acampamento na floresta, em 1963
Criança Xokleng em acampamento na floresta, em 1963. Acervo SCS

Os indígenas Xokleng que se autodenominam “Laklanõ” (“gente do sol” ou “gente ligeira”) vêm lutando para preservar sua cultura, seu idioma e mitologia após processos de aculturação e ataques ao seu território. Mariana Trindade – Câmara dos Deputados

O Serviço de Proteção ao Índio (SPI), criado em 1910, serviu, em grande medida, para “pacificar” os indígenas e viabilizar a construção da estrada de ferro São Paulo-Rio Grande e a concessão de terras a colonos. Nesse processo de “pacificação”, duas famílias Kaingang contribuíram com o SPI em troca do direito ao usufruto daquelas terras. Desde então casamentos interétnicos vêm ocorrendo, e o número de mestiços Kaingang/Xokleng tornou-se um traço marcante nessas comunidades.

Ainda nesse processo de “pacificação”, o órgão indigenista reduziu o território ocupado pelos Laklaño de 40 mil hectares para 15 mil, apesar de já haver, na época do Império, lei que reconhecia o direito indígena sobre seus territórios (Lei 601, de 1850).

A comunidade indígena buscou, na Justiça, o cumprimento de um protocolo de intenções firmado com o Estado de Santa Catarina, a Funai e a União. Os indígenas ganharam em primeira instância, mas a União e o estado recorreram e o processo encontra-se no Supremo Tribunal Federal.

Apenas em 1998, foi criado um grupo de trabalho pela Funai, que reconheceu o confinamento dos indígenas em área reduzida pelo próprio Estado e constatou a necessidade de ampliação dos seus limites. Em 2003, o Ministério da Justiça publicou Portaria Declaratória, restando pendente apenas a homologação da demarcação pelo Presidente da República, a última etapa da demarcação.

Hoje, mais de dois mil indígenas de três povos, Xokleng, Guarani e Kaingang, residem na Terra Indígena Ibirama-La Klaño, com 37 mil hectares, à margem do rio Itajaí do Norte, em Santa Catarina. Estão sobrepostas sobre 10% do território a Reserva Biológica Sassafrás e a Área de Relevante Interesse Ecológico Serra da Abelha.

As tropas se deslocavam pelas trilhas à noite, em silêncio. Os homens, entre 8 e 15, evitavam até fumar para não chamar a atenção. João Fellet -Correio Braziliense

Ao localizar um acampamento, atacavam de surpresa.

“Primeiro, disparavam-se uns tiros. Depois passava-se o resto no fio do facão”, relatou Ireno Pinheiro sobre as expedições que realizava no interior de Santa Catarina até os anos 1930 para exterminar indígenas a mando de autoridades locais.

Pinheiro era um “bugreiro”, como eram conhecidos no Sul do Brasil milicianos contratados para dizimar indígenas (ou “bugres”, termo racista que vigorava na região naquela época).

O relato está no livro Os Índios Xokleng – Memória Visual, publicado em 1997 pelo antropólogo Silvio Coelho dos Santos.

“O corpo é que nem bananeira, corta macio”, prossegue o bugreiro na descrição dos ataques. “Cortavam-se as orelhas. Cada par tinha preço. Às vezes, para mostrar, a gente trazia algumas mulheres e crianças. Tinha que matar todos. Se não, algum sobrevivente fazia vingança”, completou.

“Nunca houve, e nem há, critérios seguros para se demarcar áreas indígenas, ficando a sociedade à mercê do entendimento pessoal do antropólogo que se encontra fazendo o trabalho num determinado momento”, argumentaram os deputados ao justificar o decreto.

Em 1908, o etnógrafo tcheco Albert Vojtech Fric discursou em um congresso em Viena, na Áustria, sobre o impacto da imigração europeia nas populações indígenas do Sul do Brasil.

Segundo Fric, a “colonização se processava sobre os cadáveres de centenas de índios, mortos sem compaixão pelos bugreiros, atendendo os interesses de companhias de colonização, de comerciantes de terras e do governo”.

Em 1910, durante a presidência de Nilo Peçanha, foi criado o Serviço de Proteção ao Índio (SPI), precursor da atual Funai.

Inspirado por ideais positivistas, o órgão dizia ter como objetivo “civilizar” os indígenas e incorporá-los à sociedade brasileira — postura enterrada pela Constituição de 1988, que reconheceu aos indígenas o direito de manter seus costumes e modos de vida.

As missões para aniquilar povos nativos aconteciam enquanto, na Europa, Adolf Hitler punha em marcha seu plano de exterminar os judeus.

Ou enquanto artistas brasileiros passavam a valorizar a participação indígena na formação nacional, influenciados pela Semana de Arte Moderna de 1922.

Mulheres e crianças Xokleng
Mulheres e crianças Xokleng capturadas por bugreiros e entregues a freiras em Blumenau; duas mulheres e duas crianças conseguiram fugir, voltando à floresta. Acervo SCS

Em entrevista à BBC News Brasil por telefone, Brasílio Pripra, de 63 anos e uma das principais lideranças Xokleng, chora ao falar de um massacre ocorrido em 1904 contra seus antepassados.

“As crianças foram jogadas para cima e espetadas com punhal. Naquele dia, 244 indígenas foram covardemente mortos pelo Estado”, afirma.

“Eu choro, me emociono. Sou neto de pessoas que ajudaram a trazer a comunidade ‘para fora’, a fazer o contato (com não indígenas). É por isso que luto.”

Em 1910, teve sua origem o Serviço de Proteção aos Índios. Isto aconteceu devido a uma conferência pronunciada por Alberto Vojtech Fritch no XVI Congresso Internacional de Americanistas. Viena em 1908 Fric (como era conhecido em SC), demonstrou que a colonização no Sul do Brasil se processava sobre os cadáveres de centenas de índios, mortos sem compaixão pelos bugreiros. E, finalmente solicitou que o congresso (…) “protestasse contra esses atos de barbárie para que fosse tirada essa mancha da história da moderna conquista européia na América do Sul e dado um fim para sempre, à esta caçada humana”. (Stauffer, 1960: 171).

No Brasil, esse depoimento repercutiu como uma bomba, dando a impressão de que a colonização estaria falida.

Mas para defender os colonizadores, Herman Von lhering publicou um texto no jornal “O Estado de São Paulo” de 12 de outubro de 1908, que dizia:

“Os actuais índios do Estado de São Paulo não representam um elemento de trabalho e progresso. Como também nos outros estados do Brasil, não se pode esperar trabalho sério e continuando dos índios civilizados e, como os Caingangs selvagens, são um empecilho para civilização das regiões do sertão que habitam, parece que não há outro meio, de que se possa lançar mão, senão o seu extermínio”.

Esta nota no jornal, ao invés de ajudar os colonizadores, foi na realidade o principal motivo de muitas entidades particulares e o próprio governo se postarem a favor dos indígenas.

Para completar esse quadro, Candido Marciano da Silva Rodon, por ter convivido com os índios por mais de 20 anos, defendia os silvícolas em suas inúmeras conferências . Numa delas ele diz:

“Para compreender-se quanto é injusta a acusação levantada contra eles de serem indolentes e inúteis, basta lembrar que na zona ocupada pelos expedicionários de 1907, 1908 e 1909, não havia um estabelicimento de seringa, de caucho, de poaia(erva rasteira com raízes nodosos), no qual grande parte, e as vezes todos os trabalhos, não fossem feitos por índios. Desrespeitados em suas pessoas e em suas famílias; perseguidos, caluniados, eles vivem em situação misérima: se aceitam a sociedade do branco ficam reduzidos à pior das escravidões; (…) se embrenham nas matas, são acossados e exterminados a ferro e fogo. Onde está a nossa justiça de povo culto e civilizado; onde está o nosso sentimento de equidade e de gente crescida à sombra das admiráveis instituições romanas; onde está a nossa bondade de homens formados sob os influxos da cavalaria e do catolicismo, para assim chegarmos a essa montruosa iniqüdade de só negarmos o direito à vida e à propriedade, em terras do Brasil, aos brasileiros de mais lídima naturalidade?!!!” (Rondon, 1946: 101/102).

Xoklengze-se: RE 1.017.365, Bandeirantes Modernos, Unesco disponibiliza mais de 80 filmes indígenas gratuitamente, Indígenas doam alimentos, Demarcação de terras indígenas ou a MP 886!?!, Arrendamento de terras indígenas ilegal, A Invasão do Brasil

Aldeia360

O projeto em realidade virtual, que poderá ser acessado por meio do link Aldeia360 – disponível somente a partir do dia 19 de abril -, tem como um de seus propósitos compartilhar a realidade dos Guarani, para estabelecer o espaço de arte e cultura entre comunidade, artistas e público em geral, proporcionando visita virtual em 360° neste local sagrado e ainda pouco conhecido de nossa população. CicloVivo

Tekoa Itakupe

No momento em que a pandemia de Covid-19 assola o planeta e coloca os povos indígenas como grupo de risco, o “Aldeia360” nos transporta virtualmente por celular, computador ou headset de realidade virtual, para a terra indígena Jaraguá, localizada no noroeste da cidade de São Paulo. Em um ambiente tão marcado por concreto e urbanismo, no Pico do Jaraguá, um importante ponto turístico, estão localizados mais de 1000 indígenas Guarani Mbya, que através de sua cultura e atividades mantém o modo de viver tradicional, mesmo dentro da maior metrópole do país. Com uma grande reserva de Mata Atlântica no local, que compõe o chamado Cinturão Verde da Cidade, por lá se dividem diversas aldeias desse grupo pertencente à família linguística tupi-guarani, que atualmente estão espalhados pelo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Para os Guarani, o conceito de “cultura” é entendido pela palavra “nhandereko” (em português, “nosso modo de viver”) e é justamente uma experiência imersiva neste universo que é possível viver dentro do “Aldeia360”.

“O povo indígena resiste a São Paulo. Eu sempre falo muito isso. Muita gente, quando escuta que na cidade existem aldeias indígenas, não acreditam ou já começam a ter alguma atitude preconceituosa. Para nós, estar aqui, é uma demonstração da resistência Guarani. Aqui as crianças já nascem com essa cultura, já praticam os costumes, falam a língua e eu agradeço a Nhaderu (Deus Guarani) por colocar pessoas no nosso caminho para ajudar a divulgar nosso modo de vida, nossa realidade”, conta a Cacica da Tekoa Itakupe, Geni Para Yry.

Aldeiaze-se: Cuaracy Ra’Angaba – O céu Tupi Guarani, Guarani Kaiowa, Os Guarani convocam povo de SP para proteger Terra Indígena Jaraguá, Resistência Guarani, Mapa Guarani Digital – Lançamento, AGUYJEVETE

CONSTELAÇÕES INDÍGENAS

“Para nós, o sol e a lua são irmãos gêmeos que deram origem de tudo. É o princípio de tudo, assim temos que conhecer a origem, que é o mito do sol e da lua”, comenta Kerexu Yxapyry (Eunice Antunes), líder indígena da etnia Mbiá Guarani, que vive no Sul do país. Leyberson Pedrosa – EBC

A observação do céu esteve na base do conhecimento de todas as sociedades antigas, pois elas foram profundamente influenciadas pela confiante precisão do desdobramento cíclico de certos fenômenos celestes, tais como o dia-noite, as fases da Lua e as estações do ano. O indígena brasileiro também percebeu que as atividades de pesca, caça, coleta e lavoura obedecem a flutuações sazonais. Assim, ele procurou entender essas flutuações cíclicas e utilizou-as, principalmente, para a sua subsistência. Germano Bruno Afonso

A Etnoastronomia nos ensina que existem tantos seres no céu quanto os povos humanos podem observar, cada cultura tem um modo único de olhar o céu. JOSEANE PEREIRA – Aventuras na Historia

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A observação do céu noturno e a utilização dos astros como forma de orientação no tempo e no espaço são partes dos conhecimentos de diversas civilizações do mundo inteiro. Povos como os Indígenas Guarani e os Aborígenes Australianos já utilizavam as estrelas para projetarem constelações e a associarem à passagem do tempo, épocas de plantio e colheita, períodos de chuvas e estiagem, calor e frio ou mesmo a mal presságios. Espaço Ciência

A visão indígena do Universo deve ser considerada no contexto dos seus valores culturais e conhecimentos ambientais. Esse conhecimento local se refere às praticas e representações que são mantidas e desenvolvidas por povos com longo tempo de interação com o meio natural. O conjunto de entendimentos, interpretações e significados
faz parte de uma complexidade cultural que envolve linguagem, sistemas de nomes e classificação, utilização de recursos naturais, rituais e espiritualidade.


Em 1612, o missionário capuchinho francês Claude d’Abbeville passou quatro meses com os Tupinambá do Maranhão, perto da Linha do Equador. No seu livro “Histoire de la Mission de Pères Capucins en l’Isle de Maragnan et terres circonvoisins”, publicado em Paris, em 1614, considerado uma das mais importantes fontes da etnografia dos Tupi, ele registrou o nome de cerca de 30 estrelas e constelações conhecidas pelos índios da ilha. Infelizmente, ele identificou apenas algumas delas.

Abaixo, listaremos algumas constelações indígenas que estão visíveis no céu. Você pode instalar algum aplicativo em seu celular para observar melhor. Algumas sugestões são o SkyMap, Star Walk 2, SkyView,  SkySafari e Stellarium. Depois compartilhe conosco o que você conseguiu observar, por meio de fotos, desenhos e descrições. Confira as constelações:

Via Láctea indios

Tapi’i rapé – Via Láctea

Tapi’i rapé significa Caminho da Anta, e era assim que os índios brasileiros conheciam os braços da Via Láctea. Seu nome (Caminho da Anta) pode até soar estranho, mas a Via Láctea, que é a maneira que conhecemos, também tem sua estranheza, afinal significa Caminho do Leite. De qualquer forma, tanto a cultura grega quanto a indígena sul-americana viam os braços da nossa Galáxia como caminhos (de alguma coisa). Para os povos indígenas, a Via Láctea também representa a morada dos deuses. Galeria do Meteorito

A Constelação do Veado ou Cervo do Pantanal – Guaxu (guarani)

A constelação do Veado é conhecida principalmente pelas etnias de índios brasileiros que habitam na região sul do Brasil, tendo em vista que para as etnias da região norte ela fica muito próxima da linha do horizonte.


Na segunda quinzena de março, o Veado surge ao anoitecer, no lado Leste, indica uma estação de transição entre o calor e o frio para os índios do sul do Brasil e entre a chuva e a seca para os índios do norte do Brasil.

Quando aparece totalmente no céu, anuncia a chegada do Equinócio de Outono no Hemisfério Sul, uma estação de transição entre o calor e o frio. Esse evento marca o Tempo Velho, que vai do início do outono até o início da primavera, para os índios Guarani.

A constelação do Veado fica na região do céu limitada pelas constelações ocidentais Vela (Vela) e Crux (Cruzeiro do Sul). Ela é formada utilizando, também, estrelas da constelação Carina (Carina) e Centaurus (Centauro).

Se você olhar na direção Sul, a partir das 18h, vai conseguir enxergar algumas estrelas que compõem esta constelação, que inclui algumas das que formam o que nós conhecemos como Cruzeiro do Sul e a Falsa Cruz, composta por estrelas das constelações Carina e Vela.

A Constelação do Homem Velho – Tuivaé (tupi) – Tuya’i (guarani)

Em relação à constelação do Homem Velho, d’Abbeville relatou: “Tuivaé, Homem Velho, é como chamam outra constelação formada de muitas estrelas, semelhante a um homem velho pegando um bastão”.


Na segunda quinzena de dezembro, quando o Homem Velho (Tuya, em guarani) surge totalmente ao anoitecer, no lado Leste, indica o início do verão para os índios do sul do Brasil e o início da estação chuvosa para os índios do norte do Brasil.


A constelação do Homem Velho é formada pelas constelações ocidentais Taurus e Orion.
Conta o mito que essa constelação representa um homem cuja esposa estava interessada no seu irmão. Para ficar com o cunhado, a esposa matou o marido, cortando-lhe a perna. Os deuses ficaram com pena do marido e o transformaram em uma constelação.


A constelação do Homem Velho contém três outras constelações indígenas, cujos nomes em guarani são: Eixu (as Pleiades), Tapi’i rainhykã (as Hyades, incluindo Aldebaran) e Joykexo (O Cinturão de Orion).


Eixu significa ninho de abelhas. Essa constelação marca o início de ano, quando surge pela primeira vez no lado oeste, antes do nascer do Sol (nascer helíaco das Plêiades), na primeira quinzena de junho. Segundo d’Abbeville, os Tupinambá conheciam muito bem o aglomerado estelar das Plêiades e o denominavam Eixu (Vespeiro). Quando elas apareciam afirmavam que as chuvas iam chegar, como chegavam, efetivamente, poucos dias depois. Como a constelação Eixu aparecia alguns dias antes das chuvas e desaparecia no fim
para tornar a reaparecer em igual época, eles reconheciam perfeitamente o intervalo de tempo decorrido de um ano a outro.


Tapi’i rainhykã significa a queixada da anta e anunciava que as chuvas estavam chegando, para os Tupinambá. Joykexo representa uma linda mulher, símbolo da fertilidade, servindo como orientação geográfica, pois essa constelação nasce no ponto cardeal leste e se põe no ponto cardeal oeste. Joykexo também representa o caminho dos mortos.

Na primeira quinzena de dezembro, quando ela surge totalmente no céu, anuncia a chegada do solstício de Verão. Este evento marca o meio do Tempo Novo para os índios Guarani. 

Para encontrar a parte desta constelação que estará visível, olhe na direção Noroeste a partir das 18h. Fazem parte dela estrelas das constelações ocidentais de Órion e Touro.

A Constelação da EmaLandutim (tupi) – Guirá Nhandu (guarani).

Em relação à constelação da Ema, d’Abbeville relatou: “Os Tupinambá conhecem uma constelação denominada Iandutim, ou Avestruz Branca, formada de estrelas muito grandes e brilhantes, algumas das quais representam um bico. Dizem os maranhenses que ela procura devorar duas outras estrelas que lhes estão juntas e às quais denominam uirá-upiá”. Ele chamou de Avestruz Branca a constelação da Ema, no entanto, a avestruz
(Struthio Camelus Australis) não é uma ave brasileira. A ema parece com a
avestruz, mas é menor e de família diferente.


Na segunda quinzena de junho, quando a Ema (Guirá Nhandu, em guarani) surge totalmente ao anoitecer, no lado leste, indica o início do inverno para os índios do sul do Brasil e o início da estação seca para os índios do norte do Brasil.

Quando ela surge totalmente no céu, anuncia a chegada do solstício de inverno. Esse evento marca o meio do Tempo Velho para os índios Guarani.

Para encontrar algumas estrelas que compõem essa constelação, basta olhar para a direção Sudeste a partir das 19h.  Fazem parte da constelação da Ema alguns astros que integram as constelações ocidentais do Cruzeiro do Sul e do Escorpião.

A Constelação da Anta do NorteTapi’i (guarani)

A constelação da Anta do Norte é conhecida principalmente pelas etnias de índios brasileiros que habitam na região norte do Brasil, tendo em vista que para as etnias da região sul ela fica muito próxima da linha do horizonte. Ela fica totalmente na Via Láctea, que participa muito nas definições de seu contorno, fornecendo uma imagem impressionante dessa constelação. Existem outras constelações representando uma Anta (Tapi’i, em guarani) na Via Láctea, por isso chamamos essa constelação de Anta do Norte. A Via Láctea é chamada de Caminho da Anta devido, principalmente, à constelação da Anta do Norte.


Na segunda quinzena de setembro, a Anta do Norte surge ao anoitecer, no lado Leste, indica uma estação de transição entre o frio e calor para os índios do sul do Brasil e entre a seca e a chuva para os índios do norte do Brasil.

A Constelação da Queixada da Anta – Tapi’i Rainhykã (tupi)

constelação de Tapi’i Rainhykã, que significa Queixada da Anta também simbolizava o início das chuvas para os tupinambás, no norte do país. Ela ocupa o espaço no firmamento que conhecemos como Hyades.

A Constelação da CobraMboi / Mboi Tatá (tupi)

A constelação que conhecemos como Scorpius é vista como uma cobra pelos índios, e é chamada de Mboi (cobra em guarani) ou Mboi Tatá (Cobra de fogo), popularmente conhecida como Boi Tatá (que por sua vez não tem nada a ver com boi), e sua cabeça começa com a estrela Antares.

Mboi Tatá é uma cobra de fogo de olhos brilhantes, que devora os olhos dos outros animais para que os seus se tornem cada vez mais reluzentes. Assim como Ema, Mboi também simbolizava o início do inverno e da estação seca.

A Constelação do Vespeiro – PlêiadesEixu (guarani)

Eixu significa “ninho de abelhas” ou “vespeiro” em guarani, e marca o início do ano, quando surge pela primeira vez no lado leste, antes do nascer do Sol (nascer helíaco das Plêiades). na primeira quinzena de junho. Segundo d”Abbeville, os índios conheciam muito bem a constelação de Eixu, e quando ela chegava, eles comemoravam a chegada da chuva, que vinha logo depois. Era com essa constelação que eles contavam os anos.

A Constelação de Joykexo

Joykexo representa uma linda mulher, símbolo da fertilidade na cultura indígena. Essa constelação servia como orientação geográfica, pois ela nasce exatamente no leste, e se põe exatamente à oeste. Joykexo, além de ser o símbolo da fertilidade, também representa o caminho dos mortos. Joykexo é representada pelas estrelas que formam o Cinturão de Orion,

A Constelação da CanoaYar Ragapaw (tenetehara)

constelação da Canoa (Yar Ragapaw em tenetehara, idioma dos índios da etnia Tembé) indica exatamente a posição do ponto cardeal norte. A constelação da Canoa se encontra da região das constelações ocidentais Ursa Maior e Leão Menor, e era conhecida principalmente pelos índios do norte e nordeste do Brasil, uma vez que ela se encontra muito baixa no céu quando vista a partir do sul do país. Portanto, quando ela surgia para os índios do norte e nordeste em meados de março, indicava tempo de chuvas.

A Constelação da Cobra GrandeMboi Guassu (tupi)

Segundo a mitologia indígena, a Cobra Grande (Mboi Guassu) acordou faminta e saiu em busca de alimentos, comendo os olhos dos animais e das pessoas que encontrava, e posteriormente se tornou a Mboi Tatá, que já é outra constelação. A constelação de Mboi Guassu é vista em Taipi’i rapé (Via Láctea).

A Constelação da OnçaYai (tukano)

constelação da Onça (Yai no idioma tukano) está dividida em cinco pequenas constelações, que seriam Yai siõkhã (estrela que ilumina a onça), Yai useka poari (bigode), Yai duhpoa (cabeça), Yai ohpu (corpo) e Yai pihkorõ (rabo).

Yai fica na região do céu onde encontramos as constelações de Cassiopéia, Andrômeda e Perseus. Infelizmente ainda não encontramos uma ilustração que mostrasse tal constelação, por isso, a imagem da constelação é apenas uma especulação de sua forma. Por outro lado, a região do céu está correta.

A Constelação Caminho da Cruz ou Grande RelógioWirar Kamy (tenetehara)

A primeira constelação Wirar Kamy é o Caminho da Cruz, que representa um grande relógio/calendário para os índios do Brasil, pois ela começa a ser visível no mês de março, deitada no horizonte com a parte de cima apontando para o leste, indicando o ápice da estação das chuvas e o fim da semeadura. Os rios ficam altos fazendo a pesca mais difícil, os frutos silvestres se tornam raros, e as doenças tropicais como malária se proliferam, e por isso, essa é considerada a época mais difícil para os índios.

Passados três meses, o cruzeiro se encontra bem alto no céu de junho, indicando o início do período da seca, fartura de colheitas, fartura de banhos de rios, pescas, agradecimentos aos deuses e iniciação das moças da aldeia. Já em setembro, quando a constelação de Wirar Kamy se aproxima do horizonte oeste no início da noite, indica o ápice da estação seca e o início do plantio para o próximo ano.

A Constelação A Cruz dos MortosWirar Kamy (tenetehara)

A segunda constelação Wirar Kamy dos índios tenetehara é conhecida também como A Cruz dos Mortos. Ela se localiza na região do céu que conhecemos como Constelação de Orion, O Caçador. As estrelas conhecidas popularmente como Três Marias e a Nebulosa de Órion (M42) compõem essa constelação indígena. Ela nasce exatamente no ponto cardeal leste e se põe exatamente à oeste, percorrendo a linha equatorial, caminho dos mortos pela cultura indígena.

A Constelação da SiriemaAzim (tenetehara)

Quando Azim aparece na região alta do céu noturno, ela também indica o início da estação da seca, no mês de junho e julho. Ela encontra-se abaixo de Wiranu (constelação da Ema), onde encontramos as constelações ocidentais Coroa Austral, Telescópio, Sagitário e Escorpião. Um fato interessante dessa constelação é que algumas partes que a constituem (como o bico), são na verdade manchas claras e escuras da Via Láctea.

Siriema possui um penacho em sua cabeça, e os índios Tembé dizem que na constelação, a Siriema carrega seus dois ovinhos para que a Ema, a comedora de ovos, não os devore.

A Constelação do Beija-FlorMainamy (tenehara)

Conta a lenda que o chefe dos beija-flores (Mainamy) vê um lugar chamado Karu-Peahary, que era um lugar seco e sem água. E assim, a deusa Mayra com todos os beija-flores fez um poço para saciar a sede de Mainamy, que é representado pela região que encontramos a constelação ocidental de Corvo. Ela se encontra muito alto no céu entre o norte e o sul, e surge no mês de maio, ficando visível até setembro, época de festas nas aldeias Tembé-Tenetehara, que são comemoradas com banhos de rio e a Festa da Moça, que é um ritual de passagem das jovens e dos jovens índios para a vida adulta.

A Constelação do JabutiZauxihu Ragapaw (tenetehara)

constelação Zauxihu Ragapaw se encontra no lado norte do céu, ocupando a região que conhecemos como Coroa Boreal. A medida que o Jabuti vai percorrendo o céu noturno, entre maio e agosto, significa que os índios estão enfrentando o final da época das chuvas.

Observatório situado no município de Garopaba, em Santa Catarina

Pode-se dizer que existem dois tipos principais de constelação indígena: uma
relacionada ao clima, à fauna e à flora do lugar, conhecida pela maioria da comunidade e que regula o cotidiano da aldeia; a outra está relacionada aos espíritos indígenas, sendo conhecida, em geral, apenas pelos pajés e é mais difícil de visualizar. Os guaranis, por exemplo, chamam de Nhanderu a mancha escura que aparece perto da constelação ocidental do Cisne. O Deus Maior Guarani aparece sentado em seu banco sagrado, utilizando seu cocar divino e segurando o Sol e a Lua em suas mãos. Ele anuncia a primavera. Germano Afonso – SCIENTIFIC AMERICAN BRASIL

Consteleze-se: Desmatamento astronômico Amazônia, Astronauta, ERAM OS DEUSES ASTRONAUTAS??, Dia do Índi(o)gena!!!, Feliz dia do índio!!!, DIA INTERNACIONAL DOS POVOS INDÍGENAS, Todo Dia Era Dia de Índio, Ailton Krenak: próxima missão do capitalismo é se livrar de metade da população do planeta, Brô Mc´s

Bom dia, tudo bem? 08 de novembro

[5/11 12:22] Edson Novaes: Estamos nos organizando para um ato nesse próximo domingo dia 8 de novembro, onde vamos reivindicar e nos manifestar contra esse governo que segue contrariando suas próprias leis, essas que estão dentro da Constituição Federal.

Nossa voz será:

  • Contra o Marco temporal
  • Contra Privatização do sus
  • Pela demarcação definitiva de nosso território
  • Cobrança de atenção da SESAI, e demais necessidades básicas para todas as comunidades Guarani, em especial aldeia na cidade de Tapirai que sofre descaso com saneamento, e rede elétrica.

No mesmo dia e horário terá um chamado de repúdio do julgamento de Mari ferrer

Onde nós também reivindicaremos o respeito total a todas as mulheres, e exigiremos uma postura melhor da própria legislação, onde não pode haver contradições.

Questões de moradias e respeito ao nosso território.
Respeito à diversidade cultural

Nosso tema é:
“União de Povos”
Rezar juntos para harmonia de vida!

Um ato simbólico da diversidade cultural, com nossa água sagrada lavando a estátua do Anhanguera, limpando esse espírito que traz tristes lembranças para nosso povo.

Terá uma apresentação do Circo Social dos parentes de diversas partes de AbyaAyla (América) que residem em uma das maiores ocupações do continente, Ouvidor 63

Juntemos essa energia espiritual com a vitória dos parentes da Bolívia nas conquistas políticas.

Em força ao grande ato do povo Chileno, que lutou para uma nova constituição.

A força manifestações das mulheres na Polônia.

E solidariedade a todo ato de coragem durante esses meses de pandemia em todas as partes do planeta, com lutas raciais de povos buscando seus direitos.

Juntos rezaremos em prol de todos nossos parentes, aqueles partiram desse plano e os que estão em vida lutando, de todos os povos originários.

E continuarmos caminhando com Nhanderu, protegendo nosso nhandereko, nossa fauna e flora.

Não queremos mais guerras.

Nosso luto virou luta
Nenhuma gota de sangue a mais
Nenhuma árvore a menos
Respeite nossos Rios

Domingo 8/11 a partir das 13h no vão do MASP

Aguyjevete

A natureza clama por socorro e nós precisamos urgente ouvi lá
Estamos compartilhando um texto com todos, para juntos espalharmos uma mensagem de paz entre as nações, rezarmos juntos de alguma forma seja próximos ou não


Então

Que essas palavras possam chegar ao maior número de pessoas em todo canto desse planeta e ouvirmos a msg que nossa mãe terra está nos enviando

Mapa Guarani Digital – Lançamento

Índio? No Brazil? Nunca existiu?!?

MUDE CONCEITOS, VOCÊ PODE E DEVE: Existe Água em SP, Um grande contador de histórias, Quando será anova crise hídrica?!?, ÍNDIOS, POEMA, POESIA E SONETO, GHOST WRITER, NAARA BEAUTY DRINK!!, HUNGU, INICIE UM ABAIXO-ASSINADO, Existe Guarani em SP, Expedição pelas nascentes do Rio Saracura, Expedição pelas nascentes dos Guarani do Jaraguá, Expedição pelas nascentes do Rio Água Preta, Mutirão na lagoa da Aldeia Itakupe no Jaraguá

Editado via celular

Brasilis

Multidão – Brasilis

“Brasilis” é o single de lançamento da Multidão, que conta a história do Brasil em ritmo de marcha-rancho e frevo.

Mude conceitos, você pode e deve: DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS, NEVO™, TERRA SEM MALES, O mar de Aral virou areia., Território, Índias, LUMINESCE™, Que País É Esse?, Brô Mc´s, Todo Dia Era Dia de Índio, De que lado você esta?, Reputação ilibada e notável saber jurídico., Cadê os Amarildos?, Águas de março, BOLSA FAMÍLIA, Cama, mesa e banho!

Jeguatá: Caderno de Viagem

Mbyá Jeguatá (Caminhar Guarani) Trilha ecosófica, vivência junto a cosmo-ontologia Guarani, seu saber, arte e culinária.

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Pensado como um caderno de notas, o site remonta a viagem que os artistas Ana Carvalho, Fernando Ancil e os cineastas indígenas Ariel Kuaray Ortega e Patrícia Ferreira Para Yxapy fizeram de Koenju à aldeia Pindó Poty, na Argentina, buscando seguir os traços do tradicional caminhar Guarani, tanto na sua dimensão mítica, em busca da “terra sem males”, quanto cotidiana, quando praticada para visitar parentes, trocar sementes de plantio e matéria-prima para a confecção de artesanatos ou ainda para buscar novos territórios onde erguer suas aldeias. No caminho, passaram por antigas ruínas jesuíticas e outras aldeias Guarani cercadas pelo universo do agronegócio, remetendo, ao mesmo tempo, às histórias antiga e recente de desterro e resistência dessa população. “Procuramos entender quais eram os limites entre esses territórios [Guarani e não indígena], tanto físicos quanto simbólicos. Marcella Affonso – Itaú Cultural

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Nós caminhamos. Para nós Mbya… Para nós, a terra não tem dono, quem a criou foi Nhanderu. Por muito tempo pensamos que continuaria assim. Nhanderu criou a terra e nos criou… nós somos filhos da terra e fomos criados para andar livremente por ela. Pelo menos era assim que pensávamos. Desde os tempos antigos, nossos antepassados faziam essas andanças, mudando-se de um lugar para outro. Quando não gostavam de um lugar, tinham a liberdade de se mudar para outro. Jeguatá: Caderno de Viagem

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Para refazerem a ancestral caminhada da Jeguatá e remontarem a história antiga e recente de desterro desses indígenas, Ana e Ancil partiram da aldeia Koenju, no sítio histórico de São Miguel das Missões, no Rio Grande do Sul, e foram até a aldeia Kunhã Piru, na província de Misiones, Argentina. No trajeto, passaram por ruínas jesuíticas e outras aldeias Guarani, sempre acompanhados das lideranças Mbya-Guarani Patrícia Ferreira Pará Yxapy e Ariel Kuaray Ortega, cineastas formados pelo projeto Vídeo nas Aldeias, com quem Ana e Ancil trabalham desde 2008. Livre Opinião

Mude conceitos, você pode e deve:  DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOSNEVO™TERRA SEM MALESO mar de Aral virou areia.TerritórioÍndiasLUMINESCE™Que País É Esse?Brô Mc´sTodo Dia Era Dia de ÍndioDe que lado você esta?Reputação ilibada e notável saber jurídico.Cadê os Amarildos?Águas de marçoBOLSA FAMÍLIACama, mesa e banho!

Encontro Estadual de Mulheres Indígenas

Um encontro pensado para mulheres indígenas e organizado por mulheres indígenas, a ser sitiado na Terra Indigena do Jaraguá no Estado de São Paulo se faz de extrema importância, para pensar em visibilizar os protagonismos das mulheres indígenas diante da cultura, da ancestralidade, das diferentes lutas, da manutenção da vida, das necessidades e demandas específicas dessas mulheres. Promovendo trocas de saberes, de cura, de educação e tradições culturais. Fortalecendo da cultura, dos costumes, das tradições e alimentando uma rede de apoio, união e interculturalidade.

A hora é agora! Contribua com

MULHERES INDÍGENAS LUTAR É RESISTIR
ESTA CAMPANHA IRÁ RECEBER TODAS CONTRIBUIÇÕES EM 25/08/2018.

O Encontro Estadual de Mulheres Indígenas de São Paulo, sob o título: Mulheres Indígenas, Lutar é Resistir! O encontro acontecerá na Terra Indígena do Jaraguá do dia 01-04 de setembro. No dia 05 de setembro, estaremos em marcha no dia Internacional das Mulheres Indígenas. Chegada prevista das comitivas para o dia 31 de agosto, e partida prevista para o dia 06 de setembro, apos uma reunião de balanço e de encaminhamentos das demandas e especificidades das mulheres indigenas. Existe Água em SP

Nosso Muito Obrigada!

Mude conceitos, você pode e deve: SÓ É ÍNDIO QUEM OPTA POR SER!REIS DO AGRONEGÓCIOCOMENDO RECIFESETEMBRO VERMELHONAARA BEAUTY DRINK!!!™PLANKTON INVASIONEVOLUSEXEMV™BE MY EYES APPINSTANTLY AGELESS ™THE STREET STOREÍNDIO EDUCAPOR QUE CONSTRUIR UMA POLÍTICA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL E CULTURA DE PAZ PARA A CIDADE DE SÃO PAULO?VIDACELL®400 NUDESRESERVE™HO’OPONOPONORAPE MEA INVASÃO DO BRASIL

Cultura Indígena e Fantasia

Na formação cultural, os índios contribuíram com o vocabulário, o qual possui inúmeros termos de origem indígena, como pindorama, anhanguera, ibirapitanga, Itamaracá, entre outros. Com o folclore, permaneceram as lenda como o curupira, o saci-pererê, o boitatá, a iara, dentre outros. Toda Matéria

Recentemente, alguns artistas brasileiros estão se empenhando em apresentar trabalhos que destacam as Culturas Indígenas da nossa terra. FrancéliaCultura BR

Literaturas que valorizam as diferenças e a diversidade cultural dos povos indígenas são ótimas pedidas para abordar os conteúdos exigidos pela lei 11.645, que obriga o ensino da história e da cultura indígena nas escolas de Ensino Fundamental e Médio das redes pública e privada de todo Brasil. Mariana Queen – 15 livros sobre histórias indígenas e o Folclore brasileiro. Educar Para Crescer

Especialista em Literatura Indígena, Janice Thiel selecionou, a pedido de Carta Educação, 10 obras escritas por índios e não-índios, para trabalhar a temática indígena. JANICE CRISTINE THIÉL – Dez obras para conhecer a Literatura Indígena.  Carta Educação

Roní Wasiry Guará é oriundo do povo maraguá e conta numa narrativa emocionada, o passado e o presente da vida dos índios de sua tribo, uma das poucas de origem Aruak no Baixo Amazonas. FRANCÉLIA PEREIRA – Pindorama – A historia antes do Brasil

Os três títulos são assinados por novas promessas da literatura amazonense: Mário Bentes, Jan Santos e Leila Plácido, lançados pela Lendari, selo editorial dedicado à literatura fantástica, realismo mágico e ficção científica. Kickante

A formação da cultura brasileira, em seus vários aspectos, resultou da integração de elementos das culturas: indígena, do português colonizador, do negro africano, como também dos diversos imigrantes. Toda Matéria

A escrita é uma conquista recente para a maioria dos 230 povos indígenas que habitam nosso país desde tempos imemoriais. Detentores que são de um conhecimento ancestral aprendido pelos sons das palavras dos avôs e avós antigos estes povos sempre priorizaram a fala, a palavra, a oralidade como instrumento de transmissão da tradição obrigando as novas gerações a exercitarem a memória, guardiã das histórias vividas e criadas. Daniel Munduruku – Overmundo

Enxergue mais: CURUPIRAEJU ORENDIVEVIDACELL®, HINO NACIONAL EM DIALETO TICUNA, O BRASIL CORRE O RISCO DE PERDER ATÉ 60 DIFERENTES LÍNGUAS INDÍGENASEMOCIONARIOPEIXE-BOI MARINHOGOVERNO ABERTOPERFEIÇÃONAARA BEAUTY DRINK!!!OUTROS OLHOSCARTA DA TERRAJEUNESSE, VERDADE OU MENTIRA?QUE PAÍS É ESSE?LUMINESCE™ CELLULAR REJUVENATION SERUMKIERU, UM JOGO DE COMBATE ENTRE SAMURAIS INSPIRADO EM SAMURAI JACK

SÓ É ÍNDIO QUEM OPTA POR SER!

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Os livros didáticos ainda são os grandes responsáveis pela propagação dessa imagem esteriotipada do índio brasileiro, que é apresentada as crianças nas séries iniciais, muitas vezes uma imagem folclórica. Boa parte das informações são/estão desencontradas e ultrapassadas. Educar Encantando

Quando o Brasil foi descoberto, 5 milhões de índios viviam onde hoje sobrevivem, segundo números oficiais, 329 mil, numa área que representa menos de 12 % do território nacional. A expectativa de vida deste povo não é nada boa. Nos últimos três anos, caiu 11%. Educar Encantando

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A figura primária na maioria das lendas guaranis da criação é Iamandu (ou Nhanderu ou Tupã), o deus Sol e realizador de toda a criação. Com a ajuda da deusa lua Araci, Tupã desceu à Terra num lugar descrito como um monte na região do Aregúa, Paraguai, e deste local criou tudo sobre a face da Terra, incluindo o oceano, florestas e animais. Também as estrelas foram colocadas no céu nesse momento. Non Plus RPG

As conversas que rolam nos botequins do Congresso vão no sentido de não permitir que tenham autonomia. Dar autonomia é empoderar as pessoas, perder o controle. A ideia do índio preguiçoso, ou contrário ao progresso, à produção, é interessante como justificativa desse controle. Essa “preguiça”, na verdade, tem a ver com outra concepção de produção, de tempo. Está em confronto com o mundo ocidental desde que os portugueses – estes sim preguiçosos – quiseram escravizar os índios para que produzissem por eles. “Produzir pra quê? Guardar pra quem?”. O desapego do indígena não cabe nesse mundo. Além de ferir os valores da ganância e do individualismo, a concepção indígena interfere na destruição do meio ambiente. O ocidental se encontra fora do ambiente. O ambiente para ele é algo a ser conquistado. Para o indígena, o ambiente é um parente, um companheiro de caminhada nesse planeta. Educar Encantando

Tal qual os infames comunistas, que mataram milhares alegando seguir os ensinamentos de Marx, esses enegumenos, sofistas e enganadores, falam de amor, estando eles de barriga cheia, aquecidos e com uma gorda conta bancária. Convivi durante quase 20 anos com gente desta estirpe e digo sem medo de errar ou de cometer um ato infame, de que, entre os não-cristãos encontrei mais abnegação e fé.
Entenda-se por cristãos todas as religiões que dizem seguir os ensinamentos de Jesus Cristo. SUBSTITUTOS DOS BANDEIRANTES E JESUITAS, CRISTÃOS DO SÉCULO XXI CONDENAM INDÍGENAS BRASILEIROS À MORTE

Enxergue mais: RELATÓRIO FIGUEIREDOA INVASÃO DO BRASILVOTO ABERTOEMV, Empoderamento dos recursosAUDIÊNCIA PÚBLICA: COMISSÃO DA VERDADE MUNICIPALTHE LONE RANGERINSTANTLY AGELESS ™ÍNDIO EDUCAInside JobHORRIBLE HISTORIES, VIDACELL®Brasileiro Reclama De Quê?HINO NACIONAL EM DIALETO TICUNA, Não Foi AcidenteUM MAR DE INFORMAÇÕES!!!RESERVE™TERRA SEM MALES

Bolsa família

Os povos que viviam na terra chamada de Pindorama – quando chegou Cabral – se organizavam em grandes grupos, mas não chegaram a formar civilizações como aconteceu com os incas, maias e astecas, em outras regiões deste grande continente. Os daqui eram nômades e coletores. Viviam num espaço tão generoso em água e frutos que não tinham ainda encontrado necessidade de organizar cidades ou outras estruturas parecidas como já faziam os povos andinos, premidos pelo ambiente inóspito. Hoje, sabe-se que todos os povos do continente de alguma forma se conheciam e se encontravam, como prova o Caminho de Piabeiru, que sai do litoral sul de Santa Catarina até a região inca, ligando os dois oceanos. O que faz crer que outros caminhos havia e que muitos encontros de davam, não necessariamente de conquista. Enfim, as gentes viviam aqui do seu jeito e com sua organização. Essa não era uma terra vazia. Elaine Tavares

A primeira missa no Brasil foi celebrada em um Domingo, dia 26 de abril, na ilhota da Coroa Vermelha. O que Victor Meirelles representou em seu quadro de 1860 é a primeira Missa celebrada em terras continentais do Brasil, na sexta-feira, 1º de maio de 1500. Salvem a Liturgia!

O processo de colonização levou á extinção de muitas sociedades indígenas que viviam no território dominado, há estimativas sobre o número de habitantes nativos naquele tempo que variam de 1 a 10 milhões de indivíduos, estes números nos dão uma idéia da imensa quantidade de pessoas e sociedades indígenas inteiras exterminadas, seja pela ação das armas e da força, seja pelo contágio de doenças trazidas dos países europeus para as quais os índios não tinham anticorpos ou ainda, pela aplicação de políticas visando a “assimilação” dos índios à nova sociedade implantada, com forte influencia européia. Portal São Francisco
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O tupi (ou tupi-guarani) é a língua indígena brasileira, hoje extinta, pertencente ao grupo linguístico nativo tupi-guarani. Era originário dos índios tupinambá, ramo do grande povo tupi (que significa “o grande pai” ou “líder”), que viviam ao longo da costa brasileira, sendo também os primeiros habitantes nativos do país, com os quais os portugueses estabeleceram contato. A partir desta língua formaram-se dois dialetos que são considerados línguas independentes: a língua geral paulista, agora extinta, uma mistura de Tupi com o Português (que até o final do século XVIII manteve-se como a “língua brasileira”, isto é, a língua da maior parte da população do país) e o nheengatu, a língua geral da Amazônia, que até hoje é falada naquela região. Gabriele D’Annunzio Baraldi

Veja também: Bolsa ruralista, quer que desenhe?, Manual de agicultura urbana, Eu sou Guarani Kaiowá, Clima louco?, 35 verdades ditas sobre o Brasil, pelos olhos de um Turista, Um Monte de mentiras, Jacob’s Well, Jesus Negão, Urna fraudetrônica, O Amaranto Inca Kiwicha invade plantações de soja transgênica da Monsanto nos Estados Unidos, A chegada de Lampião no Inferno