Ranking dos 10 setores que mais consomem no país

A energia é a base para o funcionamento de diversos setores do país. Wanderson – Jornal Contábil

O Brasil é o oitavo maior consumidor de energia elétrica no mundo. Com o aumento da demanda no país nas últimas décadas, a saída foi investir na construção de novas usinas hidrelétricas. Atualmente, a matriz hidráulica é a maior fonte de energia do país, com 68,6% da capacidade instalada. Entretanto, esses empreendimentos não buscam atender prioritariamente as necessidades da população. Serena Veloso – Universidade Federal de Goiás (UFG) 

Sabemos que a energia elétrica é a base para o funcionamento de diversos setores do país, e sabe-se que alguns ramos acabam gastando mais energia do que outros. Mercatto Energia

A importância é tanta que diversos setores, inclusive, necessitam de geradores de energia para garantir o fornecimento de eletricidade durante todo o tempo, já que dependem do consumo constante.

O consumo de energia elétrica no Brasil somou 474.231 GWh em 2020. O volume corresponde a uma queda de 1,6% na comparação com o consumo de energia em 2019. Os dados são da Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, divulgados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Além da Energia

Primeiramente, a queda no consumo de energia em termos relativos foi puxada por comércios e serviços. Esse segmento registrou queda de 10,5% em relação a um ano antes. O desempenho mostra que o setor foi um dos mais atingidos pela pandemia de Covid-19.

Por outro lado, com mais pessoas em casa em razão da pandemia, o consumo de energia residencial cresceu 4,1%, para 148.223 GWh. Ou seja, esse foi o único segmento que registrou crescimento em 2020.

A Empresa de Pesquisa Energética – EPE disponibiliza as planilhas eletrônicas (workbook) do Anuário Estatístico de Energia Elétrica 2018, nas quais estão disponíveis os dados consolidados de consumo de energia elétrica na rede de distribuição nos últimos cinco anos, com ênfase no ano de 2017 (ano base). Em 2017, após dois anos de queda, o consumo de eletricidade no país cresceu 1,2% em relação a 2016, alcançando 467 TWh, mantendo o Brasil entre os dez maiores consumidores do mundo. As regiões Sul e Centro Oeste lideraram o crescimento, com taxas de 3,1% e 2,4%, mas a região Sudeste segue sendo a região de maior participação no consumo do país, representando praticamente 50% do total. O setor industrial segue sendo o maior consumidor, com quase 36% do total, seguido do setor residencial, com cerca de 29%.

Os dados completos podem ser acessados em Anuário Estatístico de Energia Elétrica

1. Indústria automobilística

A indústria, de forma geral, é o setor que mais consome energia elétrica no Brasil.

De acordo com o levantamento da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), apenas o ramo industrial foi responsável por cerca de 36% da energia consumida em todo o país em 2018.

Esse setor demanda energia constante e de alta qualidade, já que qualquer pausa no processo pode custar caro – visto que a indústria trabalha com produtos de alto valor no mercado.

Em termos relativos, o setor automotivo foi o principal responsável pela queda. O setor registrou consumo de energia 18% inferior ao ano anterior. Assim, o desempenho confirma a queda de 26% nas vendas de veículos durante o ano.

A energia, portanto, é um dos principais insumos e custos da indústria automobilística. Nesse contexto, é necessário que as fabricantes de automóveis e empresas de energia sejam aliadas na busca por uma consultoria de energia para atingir a redução do consumo e do custo energético, bem como no desenvolvimento de soluções personalizadas de gestão, descarbonização e melhor aproveitamento de energia.

2. Hospitais

Para unidades hospitalares, a importância da energia se torna ainda mais evidente.

No setor de saúde, são necessárias máquinas sofisticadas, muitas vezes operando 24h, além de iluminação adequada ao longo de todo o dia – o que consome uma quantidade considerável de energia.

A fonte de energia alternativa, além de manter aparelhos essenciais funcionando, também auxilia em salas cirúrgicas, no funcionamento de elevadores e iluminação estratégica por todo o hospital.

3. Shopping centers 

Grandes setores comerciais, como shopping centers, são outros grandes consumidores de energia do país.

Além do gasto considerável com iluminação, outra grande parte da eletricidade é utilizada na manutenção do sistema de ar condicionado, que permanece ligado por muitas horas seguidas.

Uma alternativa para gerar energia de forma mais sustentável em shoppings centers, tem sido a utilização de energia oriundas de fontes renováveis, tais como energia solar, energia eólica, energia da biomassa, etc.

4. Construção civil

Campos de construção civil necessitam de quantidades significativas de energia para manterem seu funcionamento.

É preciso energia para extração de material, transporte e produção de muitas matérias-primas, como cimento e aço.

Porém, as etapas referentes à construção e demolição de edifícios acabam sendo as fases que demandam maior potencial energético. 

Para além disso, a climatização, iluminação e outros equipamentos também são responsáveis por aumentar o consumo de energia, uma vez que são imprescindíveis para propiciar um ambiente adequado de trabalho.

5. Metalúrgicas 

A indústria metalúrgica também é uma das que mais consome energia no Brasil.

Assim como em outros casos industriais, o maquinário de peso, essencial para a produção, explica o grande consumo energético. 

Esses equipamentos são os mais diversos, usados para diferentes funções, desde a produção, modelagem e fundição de materiais.

E todos acabam demandando uma quantidade de eletricidade bem alta.

De acordo com dados do Anuário Estatístico do Setor Metalúrgico, a energia é tão importante para o ramo, que representou mais de 62% dos gastos de todo o setor em 2015.

6. Indústria de plástico

E, assim como as demais, são as máquinas necessárias que ajudam a explicar o gasto energético.

Sendo parte desse processo realizado por meio de máquinas potentes, e muitas vezes já num processo todo automatizado.

Elas cumprem diversas funções, mas o equipamento necessário no processo de resfriamento e modulação do material é um dos mais importantes.

7. Hotéis 

O setor hoteleiro, que inclui as pousadas pelo país, também tem a energia como um de seus maiores gastos de infraestrutura.

Muitas empresas estão investindo em formas de economizar na conta de energia, com a manutenção constante das máquinas e uso de iluminação natural em pontos e horários estratégicos – como o lobby do hotel, durante a manhã e começo da tarde.

8. Supermercados

Apenas alguns minutos dentro de um supermercado são suficientes para perceber a quantidade de energia utilizada nesse local.

Além de grande iluminação, auto-falantes, sistema de segurança complexo e aparelhos de caixa, uma das demandas energéticas mais importantes do setor é a refrigeração – tanto a climatização do ambiente, quanto do local no qual os alimentos estão armazenados.

9. Agricultura

A agricultura é um setor de grande consumo de energia, tanto no âmbito nacional quanto internacional.

O relatório das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura afirma que os alimentos produzidos pelo setor agrícola foram responsáveis por 30% da demanda energética em todo o mundo em 2015.

Para além da produção em si, outros fatores, como o cultivo, transporte e distribuição são responsáveis também por intensificarem o consumo de energia desse ramo, que é majoritariamente provinda de combustíveis fósseis em diversos países do mundo.

10. Setor de alimentos

Assim como nos supermercados, comércios do setor de alimentos – como restaurantes e bares – consomem bastante energia para a manutenção da refrigeração. 

Apenas na área da cozinha, há geladeiras, freezers e frigoríficos.

Além da Energia

A melhor maneira de saber quanto se paga pela energia é nas resoluções homologatórias da Aneel. Nelas, o consumidor pode verificar os os valores a cada ano em cada uma das distribuidoras. Além disso, o consumidor pode calcular a parcela da TE (tarifa de energia que reverte os custos de geração) e somar com a TUSD (tarifa referente à transmissão e à distribuição). Somando esses custos com todos os impostos, tem-se o valor total pago por kWh.

Esses são os impostos cobrados na tarifa de energia elétrica: ICMS, PIS e Cofins. Primeiro, soma-se o TE+ TUSD obtido na resolução da Aneel e dividir por 1000. Em seguida, soma-se o valor dos impostos.

O fato é que o Brasil vem passando por um processo de desindustrialização ao longo dos últimos anos. Assim sendo, promissora na década de 1980, a indústria brasileira entrou em declínio. Em 2019, a indústria representava 22% do PIB.

Econoze-se: , Ranking da poluição plástica nos oceanos, Industria da multa, Ranking Políticos, Ranking Mundial de Liberdade de Imprensa, Mapa do envenenamento de alimentos no Brasil, UMA SAÍDA PARA A CRISE: energia solar, Empoderamento dos recursos

Painéis Solares sem céu!

A produção de energia limpa que mais cresce no Brasil é a de Geração Distribuída (GD), com expansão de 150% entre 2018 e 2019. Entretanto, a energia solar está correndo risco antes mesmo de deslanchar. A revisão de uma norma, proposta pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), pode retirar os subsídios do setor. Vinicius Szafran


Desde 2012, a Resolução Normativa (REN) n° 482 da Aneel garante o sistema de compensação, quando a energia excedente gerada por um consumidor pode ser injetada na rede e abatida do consumo mensal. A regulação, contudo, será modificada até junho de 2020, e está em consulta pública até 30 de dezembro.Segundo Carlos Alberto Calixto Mattar, superintendente de Regulação dos Serviços de Distribuição da Aneel, a proposta é de que os consumidores que produzem energia solar paguem pela utilização da rede de distribuição “na exata medida de seu uso”.
Rodrigo Sauaia, presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), afirma que a GD proporciona mais ganhos do que custos. “Os benefícios são elétricos, econômicos, sociais e ambientais. Todo mundo ganha com a água economizada, com a termelétrica que não é acionada, sem perdas e com alívio nas redes. Evita investimento em novas linhas de transmissão, é energia limpa e sustentável”, diz.

O professor da Universidade da Califórnia, Rodrigo Ribeiro Antunes Pinto, compara o sistema no Brasil com o do estado norte-americano. “Na Califórnia, são 40 milhões de habitantes e geração de 80,3 gigawatts (GW), dos quais 13%, ou 10,7 GW, são provenientes de fonte solar. No Brasil, são 210 milhões de habitantes, geração de 157 GW e apenas 0,6% solar”, diz. “O que a Aneel propõe é usar uma taxação que só ocorre em locais com contribuição muito maior da energia solar. A Califórnia produz dez vezes mais do que todo o Brasil, tem 60 vezes mais painéis por habitante. Deveria estar desesperada para acabar com isso. Mas o estado subsidia 30% o setor, o direito de troca de energia é de 1 para 1 (da produzida pela consumida) e esses termos são garantidos por 20 anos”, explica. “Tem alguma coisa muito errada ocorrendo no Brasil”, conclui o professor. Correio Braziliense

Para o deputado Charles Fernandes (PSD-BA), a intenção da Aneel de taxar a energia solar é inadmissível. Ele lembra que os empresários e os agricultores investiram alto para conseguir baratear os gastos com energia elétrica.

Segundo a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica, há atualmente cerca de 120 mil consumidores que usam a geração distribuída. Também de acordo com a associação, cerca de 650 milhões de reais por ano são pagos pelos consumidores comuns com os subsídios. Maria Clarice Dias – Agência Câmara Notícias
Logicamente, a notícia não foi bem recebida pelo setor de energia solar, que agrega a maior parte das famílias que geram energia doméstica. Além é claro dos próprios consumidores, que investiram recursos financeiros em um momento em que a energia solar era ainda mais cara do que é hoje. Na prática, ele será lesado por não ter o retorno do investimento no prazo prometido quando decidiu instalar os equipamentos solares. Já para o deputado Heitor Schuch (PSB-RS), a medida vai prejudicar os pequenos agricultores que levaram tempo para se adaptaram a este tipo de energia. Marcia SousaCicloVivo


Inaugurada hoje (26/6) a usina solar da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que atenderá entre 18% e 20% do consumo anual da autarquia com uma média de geração de 710 MWh/ano. Estiveram presentes na cerimônia de inauguração os diretores da ANEEL, representantes do Ministério do Meio Ambiente, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), da Companhia Energética de Brasília (CEB), da Cooperação alemã para o desenvolvimento sustentável, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmBH, da Alsol energias renováveis, além de servidores da ANEEL.
O diretor da CEB, Maurício Velloso, destacou a parceria feita com a ANEEL e ressaltou que a iniciativa representa um modelo a ser seguido por todo o setor público.
O Coordenador de Planejamento Energético, Regulação e Gestão do Sistema da GIZ, Florian Geyer, afirmou que o projeto é pioneiro e deverá estimular o mercado fotovoltaico no país. “O lugar com menos sol, que é Florianópolis, ainda tem 20% a mais de irradiação solar do que o lugar com mais sol da Alemanha. Isso mostra o grande potencial da energia solar FV comparando com outros países como a Alemanha. A melhor insolação da Alemanha é de 3.500 Wh/m² (watt-hora por metro quadrado) por dia, disponível em uma pequena região sul do país, já o Brasil apresenta valores de insolação entre 4.500 e 6.000 Wh/m²”, enfatizou.
A usina fotovoltaica conta com 1.760 painéis de 1,65m2, com potência instalada de 510,40 quilowatts-pico (kWp), que foram dispostos de forma a otimizar o aproveitamento do sol e evitar áreas sombreadas das edificações. A área total ocupada pelos módulos e pelos seus acessos será de 3.580 m2. Cada conjunto de 96 módulos foi conectado em um inversor, e todos os inversores serão monitorados numa central de operação, com dados unificados. A energia gerada compensará o consumo do prédio da Agência pelo mecanismo do Sistema de Compensação de Energia¹, no qual até a geração nos fins de semana poderá ser injetada na rede e depois devolvida para a Agência.
“A Agência mostrou que é possível implementar uma iniciativa que gera lucratividade e benefícios por várias décadas mesmo após a amortização do investimento. Além disso, existe o fator de inserção da eficiência energética na cultura das instituições públicas. Precisamos considerar esse elemento no nosso dia-a-dia, aplicar os recursos de forma objetiva e garantir uma economia real de energia”, ressaltou o Superintendente de Pesquisa e Desenvolvimento e Eficiência Energética, Ailson de Souza Barbosa.

Choque-se: Eu vou de bike, e você?, Empoderamento dos recursos, Hemp Car, Planta autosuficiente, Quem matou o carro elétrico?, Ilha das Flores, Roda tecnobikelógica, Urna fraudetrônica, Velozes e Incompetentes

Energia eólica, 30% do Nordeste

O vento forte que não para de soprar fez da pequena Icaraí de Amontada, na costa oeste do Ceará, uma ilha de usinas eólicas. EcoD, in: Blog das PPPs

Os parques instalados na região de Amontada estão entre os mais eficientes do planeta. As 31 torres que compõem o parque produzem 56% da capacidade anual. Revista Meio Filtrante

Os moradores de Icaraí de Amontada ainda se fazem algumas perguntas. Questionam o impacto que as usinas podem causar à região no decorrer dos anos e não entendem por que continuam pagando uma conta de luz tão alta se os parques eólicos estão praticamente no seu quintal. Industria Hoje

Toda expansão eólica está acompanhada do crescimento da indústria de arogeradores no país, com crescentes índices de nacionalização de equipamentos. As novas fontes renováveis são mais empregadoras de mão de obra, do que as fontes tradicionais de geração elétrica. GGN – O Jornal de Todos os Brasis


O Boletim Diário da Operação é um documento que disponibiliza diariamente os resultados da operação apresentados da seguinte maneira:

Este documento serve de subsídio às equipes de Programação, Pré-Operação e Tempo Real e também como fonte de dados estatísticos. Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS)

Enxergue mais: TURBINA EÓLICA CASEIRAA INVASÃO DO BRASILINSTANTLY AGELESS ™ISSO É NORMAL?, LUMINESCE™ CELLULAR REJUVENATION SERUMEMDRIVE – O MOTOR IMPOSSÍVELMOVIDA A ÁGUAFREE ENERGYTURBINADOSVIABILIDADE???HEMP CAR