Veteranas de guerra

UMA HOMENAGEM ÀS ÁRVORES SOBREVIVENTES DA MATA ATLÂNTICA

São Paulo é o dinâmico resultado da demolição e reconstrução de sucessivas cidades em pouco mais de um século. Nesse curto espaço de tempo, a cidadela com 30 mil habitantes tornou-se a metrópole com 20 milhões de habitantes, e sua natureza praticamente desapareceu. Originalmente muito rica em biodiversidade, São Paulo apresentava extensas florestas de Mata Atlântica, araucárias, cerrados e várzeas, que formavam uma paisagem única. Durante o processo de urbanização, a vegetação ancestral foi sendo eliminada e substituída por espécies de origem estrangeira, motivação cultural que acarretou na extinção em massa da fauna e flora nativas e a situação atual de 80% da vegetação urbana ser de origem estrangeira, ou seja, exótica.

Mesmo com esse grave quadro ambiental, alguns exemplares da Mata Atlântica alcançaram nossa época, resistindo a gerações de interesses contrários, loteamentos e aberturas de ruas e avenidas que poderiam em poucos minutos acabar com a sua história, assim como aconteceu a inúmeras outras que não pudemos conhecer.

Árvores da Mata Atlântica sobreviventes em condições tão adversas podem ser consideradas monumentos vegetais e históricos paulistanos, um patrimônio ambiental que representa uma imensa herança não reconhecida. Muitas dessas árvores estão ameaçadas pelo descaso, poluição e idade avançada, e são sobreviventes de populações quase ou extintas e detentoras de genética única resultante de milhares de anos de evolução com o clima, solo e biodiversidade local, precisando ser valorizadas, tombadas e reproduzidas para sua perpetuação e repovoamento na cidade de São Paulo.

O meio ambiente urbano deve ser uma prioridade no século XXI, o século das cidades.

Ricardo Cardim, botânico e ambientalista

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O mar de Aral virou areia.

O Mar de Aral, localizado na Ásia Central, já foi o quarto maior lago de sal, com sua riqueza de flora e fauna, hoje se encontra em avançado processo de desertificação. O aumento do teor de sal fez com que muitas espécies de peixes simplesmente morressem, onde anteriormente abrigou uma indústria pesqueira que empregava cerca de 40 mil pessoas e produzia 1/6 de todo o pescado da União Soviética.

Há duas vertentes que pretendem explicar o processo de desertificação:
Fenômeno Natural: o Mar de Aral estaria morrendo naturalmente devido a fatores climáticos e geológicos (vertente defendida oficialmente pelo governo soviético no início do fenômeno);
Fenômeno Antropogênico: o desvio das águas dos rios que desembocam no Mar de Aral estaria causando o problema (vertente consensual defendida atualmente). (Wikipedia)

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