Vulcão Cumbre é jovem!?!

A Guarda Civil já evacuou 5.000 pessoas afetadas pelo novo vulcão de La Palma (Ilhas Canárias, na Espanha), que entrou em erupção neste domingo às 11h12, hora de Brasília, em Montaña Rajada, na área florestal de Cabeza de Vaca. O nível de emergência ficou vermelho na ilha às 11 horas, atingindo os municípios de Tazacorte, El Paso, Fuencaliente, Mazo e Los Llanos de Aridane, com cerca de 35.000 habitantes no total. As autoridades acreditam que no total até 10.000 pessoas poderiam ser evacuadas na região e recomendam que a população feche todas as janelas e portas externas, baixe as persianas e vá aos pontos de encontro estabelecidos. JAVIER SALAS|GUILLERMO VEGA – SANTA CRUZ DE TENERIFE – 19 SET 2021 – 17:59 

novo vulcão de La Palma entrou em erupção neste domingo às 15h12 ― às 11h12 no horário de Brasília ― em Montaña Rajada, no município de El Paso, na Espanha. Um pequeno terremoto precedeu uma grande explosão, seguida de uma enorme coluna de fumaça e a expulsão de piroclastos. A erupção provocou uma evacuação em massa na regiãoEL PAÍS Brasil

O comitê de crise vulcânica (Pevolca) tinha anunciado na sexta-feira que era provável “a ocorrência de terremotos sentidos de maior intensidade, que podem causar danos às edificações”. Também alertaram para a possibilidade de desprendimentos de rochas em Puerto Naos. Por este motivo, caminhos e trilhas florestais foram interditados neste domingo nessa parte da ilha. Além disso, os especialistas tampouco descartaram o começo de outros fenômenos observáveis na superfície, como mudanças de temperatura, aroma e cor da água, ou comportamento anômalo de animais.

Vulze-se: Aquaman é Indígena, GTA IV – GCM : Duster Guarda Civil Metropolitana de São Paulo, Petrovita, Árido, A Africa vai virar Mar, Peixinho!!!, O carro flutuante, Operação Baixas Temperaturas, Nothing is happening

Cânhamo: e a descontaminação de solos

Cientistas de todo o mundo se dedicam a comprovar a capacidade do cânhamo de limpar solos contaminados. The Green Hub

O maior acidente nuclear da história aconteceu em 1986, na usina de Chernobyl, em Pripiat, no norte da Ucrânia.

Anos depois, grandes áreas no entorno da cidade abandonada foram cobertas de pés de cânhamo, com o objetivo de descontaminar o solo. Pois é, além dos inúmeros usos industriais que sempre citamos por aqui, o cânhamo ainda é eficaz para a fitorremediação (fito = planta e remediação = corrigir), método que utiliza plantas e comunidades microbianas para degradar, extrair, conter ou imobilizar contaminantes do solo e da água.

Várias plantas foram utilizadas em Chernobyl por sua capacidade de absorver contaminantes específicos – duas variedades de brássicas para remover cromo, chumbo, cobre e níquel, milho para absorver chumbo (vários estudos demonstraram a excelente capacidade de absorção de chumbo desta importante cultura) e, mais recentemente, girassol e cânhamo.

Em 1990, apenas quatro anos após a explosão inicial, a administração soviética da época solicitou que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) avaliasse a situação ambiental. Na área de exclusão de 30 km ao redor de Chernobyl, foram encontradas no solo altas concentrações de vários metais tóxicos, incluindo chumbo, césio-137, estrôncio-90 e plutônio, bem como nos tecidos de plantas e animais. DaBoa Brasil

Em resposta, foi decidido que seria realizado um esforço conjunto para reduzir a contaminação do solo por meio do uso de plantas benéficas. Esse processo, conhecido como fitorremediação, foi implementado quase que imediatamente.

A iniciativa de utilizar o cânhamo para retirar elementos tóxicos do solo da chamada zona de exclusão – região no entorno de Chernobyl onde o acesso é restrito e não se pode cultivar – foi da empresa americana de biotecnologia Phytotech, em parceria com a Academia Ucraniana de Ciências Agrárias. Após o plantio, realizado em 1999, eles informaram ter obtido fibra de cânhamo limpa, apesar de a planta permanecer rica em césio – elemento químico radioativo.

Neste experimento, os restos contaminados do cânhamo foram queimados em um incinerador lacrado, nos quais ficaram as cinzas com elementos radioativos. O resultado apontou a capacidade da planta de extrair cerca de 1% do césio do solo. Pode parecer pouco, mas os pesquisadores consideraram a conclusão positiva, já que a técnica poderia ser associada a outras, ajudando na recuperação da área.

Assim como na Ucrânia, áreas rurais na vizinha Bielo-Rússia foram afetadas pelo incidente de Chernobyl. As autoridades locais também consideraram o uso de cânhamo como descontaminante.

Com base na experiência de Chernobyl, a Associação Flecha Verde, que reúne moradores de Palomares, na província de Almería, na Espanha, apresentou um projeto para uso do cânhamo, com o objetivo de limpeza do solo da região. As terras de Palomares foram atingidas por quatro bombas nucleares, em 1966, quando dois aviões da força aérea dos Estados Unidos colidiram no ar durante uma manobra de abastecimento. Até hoje, uma superfície de 40 hectares de terra está contaminada com plutônio procedente das bombas.

São nessas áreas em que a Associação Palomares Flecha Verde pretende intervir, uma organização recém-criada e farta com o passar dos anos e décadas, onde ninguém tenha feito algo contra a poluição causada por um dos maiores acidentes nucleares do mundo. Um estudo do governo espanhol, realizado em 2008, encontrou meio quilo de plutônio em 50.000 metros cúbicos de terra. E agora, uma plantação de cannabis poderia acabar com toda essa contaminação. Smoke Buddies

No sul da Itália, agricultores da cidade de Taranto, na região de Puglia, têm uma história parecida para contar. Cerca de 100 fazendeiros são responsáveis pelo plantio de 300 hectares de cânhamo, que abastecem toda uma indústria baseada na planta, já consolidada por lá.

Segundo reportagem do Slate, as plantações de cânhamo cresceram de 3 para 300 hectares na cidade de Taranto – mais precisamente na região de Puglia, onde cerca de 100 fazendeiros dedicam-se a este tipo de cultivo.

Tradição em Puglia, a criação de gado para fabricação de carnes e laticínios está proibida na região graças à contaminação por substâncias tóxicas, como níquel e chumbo.

“Nós nos encontramos numa encruzilhada e tivemos que decidir entre sair ou ficar”, declarou o fazendeiro Vincenzo Fornaro. “Decidimos permanecer para defender nossa terra.”

Mais do que fomentar um crescente mercado – onde prosperam empresas como a CannaPuglia – o cultivo de cânhamo na região tem o objetivo de ajudar a descontaminar o solo da região, poluído por resquícios de metais pesados oriundos da maior fábrica de aço da Europa. Marijuana

O cânhamo está sendo usado em larga escala para auxiliar na descontaminação de alguns dos solos mais poluídos da Europa. A usina siderúrgica Ilva, a maior de seu tipo na Europa, envenenou o solo local, plantas, animais e residentes humanos durante décadas com suas emissões tóxicas. Dentro de um raio de 20 km da fábrica, o pasto de gado é proibido.

A presença de níquel e chumbo fez com que atividades tradicionais da área, como a criação de gado, fossem suspensas. Os moradores se uniram e encontraram no cânhamo o caminho para recuperar suas terras.

Desde 2012, quando a extensão da crise se tornou aparente, os agricultores plantaram milhões de plantas de cannabis em um esforço para descontaminar o solo. Cerca de 100 agricultores estão cultivando cânhamo, e o movimento já provou ser um estímulo econômico. Uma nova fábrica de processamento de cânhamo foi inaugurada para converter a colheita

O estado norte-americano da Pensilvânia foi o local escolhido por cientistas para comprovar, de uma vez por todas, as propriedades do cânhamo para fitorremediação. Eles investigaram a capacidade da Cannabis sativa L. – nome científico do cânhamo – de crescer de forma sustentável e limpar solos de minas de carvão abandonadas na Pensilvânia.

Foram plantadas seis variedades diferentes de cânhamo, em diferentes tipos de solo, contaminados ou não. Os pesquisadores analisaram a presença ​​de metais pesados nas plantas e no solo. A conclusão deles revelou que o solo tinha níveis significativamente mais altos de substâncias tóxicas antes do plantio. Este estudo fez ainda outra descoberta positiva: o canabidiol (CBD) – um dos principais elementos da cannabis utilizado para fins medicinais – produzido a partir do cânhamo plantado em solo contaminado, não apresentou sinais de contaminação.

Isso significa, a princípio, que seria possível descontaminar o solo e produzir CBD seguro ao mesmo tempo.

Em 2002, outra análise foi conduzida por pesquisadores da Universidade de Wuppertal, na Alemanha. Eles destacaram a capacidade do cânhamo para crescer em solo contaminado, sem que suas fibras ou o hurd – interior do caule e das hastes da planta – sejam prejudicados. O mesmo estudo apontou a capacidade do cânhamo de extrair metais pesados, óleo e diesel do solo.

Desde o devastador acidente na usina nuclear de Fukushima Dai-ichi em 2011, tem havido pedidos para que o Japão implemente a fitorremediação de cânhamo. No entanto, devido à Lei de Controle de Cannabis imposta à lei japonesa pelas potências ocupantes dos EUA em 1948, o cânhamo só pode ser cultivado sob licença – e estas são altamente restritas e difíceis de obter.

No Japão, optaram pelo milho para absorver metais pesados do reator de Fukushima, porque sua legislação os impedia de recorrer ao uso da cannabis.

Poucos meses depois do incidente, os residentes de Fukushima começaram a plantar milhões de girassóis, bem como mostarda e amaranto do campo, na tentativa de absorver o césio e outras toxinas do solo. A Agência de Exploração Aeroespacial do Japão também iniciou um projeto experimental envolvendo girassóis em 2011, e vários projetos desde então investigaram algas, trigo sarraceno e espinafre por sua capacidade de absorção.

Conheça estudos que destacam o poder de fitorremediação do cânhamo:

Há uma extensa pesquisa sobre a capacidade da cannabis de atuar como agente fitorremediador. Um estudo italiano publicado na Plant and Soil em 2003 mostrou que o cânhamo tinha a capacidade de absorver cádmio, cromo e níquel do solo, e que altas concentrações dos metais pesados tinham pouco efeito na morfologia da planta.

Em 2005, um estudo alemão publicado na Biologia Plantarum concluiu que o cânhamo não foi afetado por concentrações de cádmio na raiz de até 800 mg/kg, mas que as concentrações de folha e caule de 50 – 100 mg/kg “tiveram um forte efeito na viabilidade da planta e vitalidade”. Este estudo também observou que o pH do solo afetou a taxa de absorção de cádmio.

No entanto, em 2009, outro estudo chinês mostrou que a concentração de cádmio era 25-29,5 vezes maior nas raízes do cânhamo em comparação com os brotos, “sugerindo que a planta pode ser classificada como excludente de Cd”.

Em 2010, um estudo chinês investigou oito cultivos, incluindo o cânhamo, por sua capacidade de absorver zinco. O zinco é um metal pesado benéfico em pequenas quantidades, mas potencialmente fitotóxico em concentrações mais altas.

Em 2012, um estudo romeno investigou a segurança nutricional de sementes de cânhamo produzidas a partir de plantas cultivadas em solos contendo cádmio, magnésio, ferro e vários outros metais. O estudo descobriu que cinco cepas distintas de cânhamo romeno desenvolveram perfis nutricionais diferentes de acordo com a absorção de vários metais no solo.

Mais recentemente, um estudo paquistanês publicado em 2015 identificou vários genes no cânhamo associados à tolerância a metais pesados, incluindo níquel, cádmio e cobre. Esses resultados podem auxiliar no desenvolvimento de variedades transgênicas de cânhamo com maior capacidade de absorção de metais.

Em 2017, a University of Virginia anunciou uma colaboração com uma empresa de biotecnologia conhecida como 22nd Century, que “desenvolveu plantas de cânhamo que são particularmente adequadas para uso em fitorremediação”.

A Phytotech, a empresa de biotecnologia envolvida com a empresa de Chernobyl, usou “plantas especialmente selecionadas e projetadas”, embora pareça haver pouca informação disponível sobre o desenvolvimento das variedades de cânhamo utilizadas.

Assim, mesmo que o cânhamo usado para remover o cádmio do solo contaminado seja inseguro para consumo, sua fibra ainda pode ser útil para aplicações têxteis e de construção. Além disso, a biomassa do cânhamo pode ser usada em uma série de outras aplicações industriais, como biocombustível.

O cânhamo é eficiente para a fitorremediação e o plantio ainda resulta em matéria-prima para uma indústria rica e variada. Além disso, a planta requer menos cuidados para o cultivo em comparação, por exemplo, aos girassóis, espécie cuja capacidade de descontaminação do solo também é reconhecida.

Como uma ferramenta comprovada e valiosa na luta para reparar os danos causados ​​pelo homem aos nossos solos e ecossistemas, a cannabis pode beneficiar centenas de milhares de locais em todo o mundo. Estima-se que somente nos EUA haja 30.000 locais que precisam de fitorremediação.

Então, com tantas comprovações científicas e casos de sucesso, por que ainda não estamos usando o cânhamo em todo o mundo para descontaminar solos?

Canhaze-se: Hemp Church, Hemp Roll, Hemp Car, , CDB e Olímpiadas, as Cannalimpíadas!, Direito ao cultivo individual ou aceita um hamburger?, As discípulas de Jesus, Contrapropaganda sobre a Cannabis

Borba Gato deve cair

Por quais estátuas os sinos do nosso luto dobram, e por quais não? Thiagio AmparoGeledés

Foi sem choro que Hilter, na Alemanha, Franco, na Espanha, Hussein, no Iraque, foram arrancados dos panteões públicos. Ao ver que por aqui ainda choram a morte das figuras engessadas de Leopold II, na Bélgica, Colston, na Inglaterra, e Borba Gato, no Brasil, a ponto de compará-las a imagens religiosas destruídas em guerras entre católicos e protestantes no século 16, nos resta a dúvida àqueles que sofrem de luto.

O que nelas ainda consideram sacrossanto, senão a supremacia colonial que, em vida, utilizaram para dizimar centenas e que, em morte, enaltecemos com vergonha insincera?

África do Sul, 9 de março de 2015. No centro da praça central da Universidade da Cidade do Cabo jaz uma escultura em bronze do colonizador britânico Cecil John Rhodes. Nela, um dos principais arquitetos da segregação sul-africana se senta em uma cadeira, com as mãos no rosto, impávido e sereno.

Naquele dia, o estudante Chumani Maxwele sujaria a estátua aos gritos solitários de “Onde estão nossos heróis e ancestrais?”. Levou 1 mês de protestos com milhares de jovens no movimento #RhodesMustFall (em português, RhodesDeveCair) até que a estátua de Rhodes seria retirada, sob aplausos de uma multidão de estudantes, e choro dos que ainda sentem falta do apartheid colonial.

Aqui, argumento que não é nas sociedades europeias que devemos nos inspirar para entender o que se passa ou que ainda há de se passar no Brasil. É da fonte de sociedades desiguais e pós-coloniais como a nossa que deveríamos beber. Da fonte de uma juventude indignada com a persistência da segregação de fato na África do Sul pós-apartheid. Da fonte de manifestantes antirracistas que, diante do monumento do general confederado Robert Lee, batalharam contra supremacistas da Ku Klux Klan em Charlottesville nos EUA em 2017.

Descolonizar a nossa história passa por arrancar de seu pedestal os assassinos que chamamos de heróis, para, enfim, fazer das suas cinzas um futuro que valha a todos.

Cidades são locais de memória e nosso direito a elas passa por poder dar novos sentidos àqueles que outrora esculpimos em pedra. Não se apaga a história, escrita com a caneta dos vencedores.

Do ponto de vista epistêmico, é um debate diferente da liberdade, na minha visão quase total, da veiculação ou não de filmes ou livros. No caso de estátuas, questiona-se quem merece um pedestal público.

Escolha não está entre depredar monumentos ou deixá-los intocáveis. Podemos, ao invés disso, ter a maturidade de escolher não elogiar genocidas em nosso espaço público e botar monumentos ao chão. Civilidade essa que é, aliás, infinitamente superior à das figuras neles representadas. Seja para pô-los em museus, para colocá-los em cemitérios de esculturas, para resignificá-los, quando o valor artístico permite, seja para destruí-los, quando este valor for pífio.

No livro “Written in Stone: Public Monuments in Changing Societies”’, republicado em 2018, Levinson detalha comissões estabelecidas na cidade de NY em 2018 e na universidade de Yale em 2016 que fizeram, mesmo com resultados modestos, justamente isso: detalharam quais princípios devem servir de base para analisar, caso a caso, a representação da história no espaço público. Por exemplo, nas redondezas de um Monumento às Bandeiras, dado o seu valor artístico, pode-se incorporar um monumento em memória ao genocídio indígena, preservando assim a obra, mas resignificando-a.

Tal como Lee, Colston e Leopold II, Borba Gato deve cair. Defender que se trata de revisionismo histórico ignora que é a própria heroicização dos bandeirantes, e não as matanças que cometiam, que configura revisionismo. Era extermínio antes, e o é hoje.

Borba Gato é em si produto do revisionismo da imagem de bandeirantes, revisionismo esse que mal tem um século. Em “Brasil: Uma Biografia”, historiadoras Schwarcz e Starling apontam que a imagem de bandeirantes como “destemidos exploradores” somente viria a ser reciclada no começo do século 20.

Se é a imagem revisionista de herói que se quer preservar em Borba Gato, pergunto: o que perderemos se a enterrarmos junto com a feiura da obra, senão o mito fundador da pujança sudestina construída sobre os ossos de indígenas dizimados, estes sim relegados ao esquecimento?

Desconheço da tolerância liberal que, iliberalmente, torna assassinos em santos e usa do poder do estado para vigiar 24h a versão oficial da história.

Choro, ao invés, pelos monumentos que não erguemos. Não erguemos monumentos para os milhares de corpos escravizados encontrados no centro do Rio de Janeiro em 2018 durante obras de transporte público. Sob o cemitério de pretos novos se construiu uma linha de trem. Não erguemos monumentos para os Yanomani massacrados ontem em 1993 e hoje em 2020 pelo garimpo ilegal. Não erguemos os monumentos para quem a história relegou a condição de perdedores. É por estes e estas que o sino do meu luto dobra.

Caize-se: Borba Gato, em chamas., Levante indígena, gente branca, 365 NUS, The Rarámuri or Tarahumara, Felipe Guamán Poma de Ayala, Brincadeira meio idiota., Makota Valdina, TODOS PRECISAMOS DA UTOPIA, Conselhos para escrever bem!, Observar e Absorver

Guernica

Guernica é uma das obras mais famosas de Pablo Picasso, que pertence ao movimento artístico das vanguardas europeias, o cubismo. O quadro do pintor cubista retrata o horror do bombardeio da cidade de Guernica durante a Guerra Civil Espanhola. A história por trás dessa obra e o evento retratado fazem dessa pintura uma denúncia contra o horror que aconteceu alguns anos antes da Segunda Guerra Mundial.  Culturalizando

Pablo Picasso nasceu no ano de 1881 na Espanha, porém o espanhol passou a maior parte de sua vida vivendo na França. Ele é considerado o fundador do movimento artístico cubismo. Pablo Picasso estudou na Escola de Belas Artes da Espanha e também conseguiu entrar na Academia Real de Belas Artes. Suas obras foram expostas em algumas edições da Exposição Universal de Paris.

Esse bombardeio de Guernica ocorre no contexto histórico da Guerra Civil Espanhola. De um lado estava pessoas do espectro político da esquerda como comunista, lenistas e até mesmo os anarquistas e do outro lado estava a direita, liderada por Francisco Franco.

Nesse conflito deu pra perceber como seria uma segunda grande guerra no campo político. Viu-se nesse conflito a atitude de “pagar pra ver” das democracias italiana e britânica, o engajamento feroz dos estado fascista na Itália e do nazismo na Alemanha, que também aconteceria na Segunda Guerra Mundial.

Nas eleições que aconteceram em 1936, a Frente Popular, que era de esquerda, conseguiu a maioria das vagas nas eleições, porém, a direita e a extrema direita fascista não ficaram contentes com esse resultado e armaram um golpe político que foi mal sucedido. Isso provocou uma insurreição militar em 1936 que levou a população camponesa e os revolucionários a lutarem contra esses militares que queriam se perpetuar no poder na Espanha.

O lado direito, os chamados nacionalistas, do conflito recebeu o apoio dos nazistas e fascistas italianos, que enviaram armas e aviões para ajudar. E na lado esquerdo, os republicanos, que sofre de uma divisão política interna e da falta de militares para combater, já que estes foram lutar ao lado dos nacionalistas. Francisco Franco leva para a luta ao lado dos nacionalistas as tropas marroquinas.

Os países europeus como a França e o Reino Unido não ajudam os republicanos, pois veem esse conflito como uma revolução comunista. Porém a Itália sob o regime fascista e a Alemanha nazista participam ativamente dessa guerra, alguns dizem que nesse momento podemos ver o poderio militar desses dois países, além desses dois estarem testando as armas que usariam depois na Segunda Guerra Mundial.

Essa guerra foi marcada por massacres de ambos os lados do conflito, e o bombardeio de Guernica é um exemplo da crueldade que foi a Guerra Civil Espanhola.

O governo republicano espanhol, na figura de Francisco Largo Caballero, encomenda um mural para Pablo Picasso, que será exibido no pavilhão espanhol na Exposição Universal de Paris em 1937.

O artista hesita em fazer esse mural, num primeiro momento, mas acaba aceitando a encomenda e começa a trabalhar nessa obra. Porém, Picasso fica sabendo sobre o bombardeio de Guernica e decide fazer um mural de contestação política contra o fascismo que estava tomando conta da Espanha.

Neste bombardeio a Guernica, a maioria da população que se encontrava nesse lugar eram de mulheres e crianças, pois os homens estavam participando dos conflitos em outros lugares.

Um relato de um sobrevivente, que saiu nos jornais Times e The Bew York Times, chamou a atenção do artista. Então ele resolveu chamar a obra de Guernica, e durante sua confecção ele deixava as pessoas verem o andamento do seu trabalho nesse mural.

Pablo Picasso fez questão da sua obra ser o mais fosca possível, sem nenhum tipo de brilho, por isso ele usou uma tinta especial para esse trabalho. O artista queria denunciar o que os militares estavam fazendo em seu país natal, a Espanha.

Guernize-se: Cinismo e Arte, Os Estoicos e a arte de viver, Coleção de arte japonesa de Van Gogh, para download, Estocolmo, Arte ou Metrô!!!, Arte mecaniza vida?, Ilustração ou obra de arte?!?, (Arte) Contemporânea – Surrealismo

Convivir

Sabe aquele sonho que você tinha quando criança, de morar junto com todos os seus amigos? Pois vários idosos de Cuenca, na Espanha, tornaram isso realidade.

Victor Gómez e Cruz Roldán, que se conheceram durante uma excursão há 46 anos, resolveram inovar, e fundaram uma espécie de república da terceira idade, e foi assim que, há quinze anos, surgiu a Convivir, gerida pelos próprios idosos, hoje são 87 idosos morando por lá.

O local funciona num espaço de mais de 7 mil m², e conta com jardim, pomar, bar, ginásio, biblioteca e diversas oficinas para distrair os moradores. Gabriela Alberti – Hypeness

², e conta com jardim, pomar, bar, ginásio, biblioteca e diversas oficinas para distrair os moradores. Gabriela Alberti – Hypeness

A velhice chega mais tarde hoje, mas pensa-se nela desde cedo. Os mais velhos atualmente –especialmente europeus e japoneses – vivem mais e não querem passar a última fase da vida entre desconhecidos ou “ser uma carga para os filhos”. É o que demonstra um estudo de 2015, realizado pelo ministério da Saúde espanhol.

No estudo, mais da metade dos pesquisados acha pouco provável viver em um asilo, enquanto quatro em cada dez veem como alternativa o cohousing, moradias criadas e administradas pelos próprios idosos, que decidem entre amigos como e onde querem viver sua aposentadoria. Os apartamentos pertencem a uma cooperativa, mas podem ser deixados de herança para os filhos. Na Espanha, há oito projetos construídos e vários em gestação. Portal Terceira Idade

Portal Terceira Idade

Una cooperativa integral, constituida en principio por ese grupo de personas del que hablábamos en el primer punto, pero abierta a otras nuevas que puedan integrarse en la Cooperativa y/o venir a vivir con nosotros.

Que ya ha construido el Centro Convivir en Horcajo de Santiago -un gran edificio, con jardín y huerto, 66 apartamentos, comedor, cafetería, gimnasio, biblioteca, talleres de actividades, salas comunes… . Convivir

Relatos Salvajes

O humor sofisticado e inteligente é a principal característica de “Relatos Selvagens”, que foi escrito por Szifron e segue formato de antologia: são seis histórias diferentes, todas bastante regulares, algo raro no gênero, unidas por protagonistas fora de controle, que decidem fazer justiça com as próprias mãos. Luísa Pécora , iG São Paulo

Conviver, seja em casa, no trabalho ou no trânsito, é um exercício constante de paciência no qual nem sempre nos saímos bem. Naturalmente, algumas pessoas são mais tolerantes do que as outras, mas todo mundo tem um limite que, se quebrado, liberta o lado animalesco que há dentro de cada um de nós. Já viu esse? – LUCIANF 

Dirigido por Szifrón e fotografado por Javier Julia de maneira minimalista e praticamente invisível (o que se revela uma estratégia apropriada por conferir unidade visual ao projeto), Relatos Selvagens é irregular como boa parte das antologias, mas também pontualmente divertido em suas tentativas de vingar o espectador de bem das agruras da vida adulta neste mundo muitas vezes burocrático, algumas outras entediante e sempre limitador de nossos impulsos mais animais. Cinema de Buteco.

Enxergue mais: NÃO SOU DE POSTAR COISAS RELIGIOSAS, MAS AS VEZES, ESSE TIPO DE COISA É QUE ME DEIXA COM MUITA RAIVA DA SOCIEDADE!SANDUÍCHES SEM PÃOPHILIP K. DICKNAARA BEAUTY DRINK!!!GLÂNDULA PINEALTORNE-SE UM MENDIGO.EMVBE MY EYES APPADORO ESSA PARTE DA ANATOMIA FEMIMINA.INSTANTLY AGELESS ™MEDICINA TRADICIONAL YANOMAMI ON-LINEÍNDIO EDUCAVIDACELL®DEPRESSÃO MASCULINAREMÉDIO QUE CURA QUALQUER DOENÇAIDONEIDADE MORAL E SOCIALRESERVE™A HISTÓRIA DO JARDINEIRO DE OXALÁRELIGIÃO MENTALDESENHO DE CRIANÇA

Emocionario

El Emocionario describe, con sencillez, cuarenta y dos estados emocionales para aprender a identificarlos y, así, poder decir lo que realmente sentimos. Palabras Aladas

Es un regalo perfecto para niños a partir de 6 años, pero en realidad es un maravilloso regalo para toda la familia, los padres aprenderán tanto como los hijos. Es un itinerario diseñado para explorar la dimensión emocional del niño en particular y de cualquier persona en general. Regalador.com

Enxergue mais: 10 LIVROS QUE ENSINAM AS CRIANCAS CUIDAR DO PLANETAINSTANTLY AGELESS ™LIVROS PARA COLORIRNAARA BEAUTY DRINK!!!MANTRAJEUNESSE, VERDADE OU MENTIRA?LE LIVROS, LUMINESCE™ CELLULAR REJUVENATION SERUMINSTALANDO LIVROSNAVE TIERRAFlash na Biblioteca, 50 filmes que são melhores do que o livro, Universidades do mundo, Biblioteca Web

No Capão Redondo, ninguém sonha em ser médico

Cintia Santos Cunha é estudante da Universidad de Ciencias Médicas de la Habana (Cuba), conseguiu uma vaga por meio da UneAfro Brasil (União de Núcleos de Educação Popular para Negras/os e Classe Trabalhadora) e afirma ,“Medicina é um curso impensável para as pessoas de onde eu venho e como eu sou, negra, mulher e pobre”. Geledes
https://www.youtube.com/watch?v=HjjmphNNhMk
Marina Corradi, médica, formada pela Universidade Latino Americana que prepara, em Cuba, profissionais de saúde de vários países, e faz mestrado na Unicamp em saúde coletiva.
Médica de família no posto de saúde da cidade de Juatuba, em Minas Gerais, um município que tem 30 mil habitantes onde ela atende a população rural, passou quatro anos trabalhando na área administrativa da Secretaria de Saúde porque o diploma de Cuba não tem revalidação imediata no Brasil, como tem na Espanha, deu entrada na papelada junto à Universidade do Ceará e esperou a revalidação, que veio quatro anos depois.marina_corradi
A maneira de criar infraestrutura é com o médico, não dá pra esperar a situação ideal para o profissional vir. A população continua sem atendimento, não dá para esperar um médico decidir ir para a cidade que não tem shopping e onde celular não funciona. (Marina Corradi)
A situação traz uma necessidade para os médicos repensarem seus posicionamentos, as condutas, porque não quer tem quem queira, não somos exclusivos e nem os únicos. Existem médicos que topam ir prá onde a gente não quer ir.
A população, as autoridades e a cultura são, para ela, medicalocênticas. Marina acha que a profissão é sobrevalorizada. O médico é apenas mais um integrante da equipe e não figuras diferenciadas. Geledes

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Super Trunfo

Supercrise
Super Trunfo
Super Trunfo é um jogo de cartas colecionáveis distribuído no Brasil pela Grow, que consiste em tomar todas as cartas em jogo dos outros participantes por meio de escolhas de características de cada carta, ex velocidade, altura, longevidade). O jogo comporta de dois a oito participantes e tem classificação livre, podendo ser disputado por qualquer pessoa alfabetizada. (Wikipédia, a enciclopédia livre.)

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Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura de Paz – UMAPAZ

A UMAPAZ , Departamento de Educação Ambiental da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) da Prefeitura do Município de São Paulo, opera por meio de uma rede de parcerias. Foi concebida em 2005 e iniciou suas atividades em janeiro de 2006. Em 2009, como departamento, passou a coordenar também a Escola Municipal de Jardinagem, a Divisão de Astronomia e Astrofísica e o Programa A3P.


UMAPAZ is the Environmental Education Department of the Municipal Secretariat for Environment of Sao Paulo City Hall, and it functions through a network of partnerships. Created in 2005, it started operating in January, 2006. In 2009, it also became coordinator to the Municipal School of Gardening, the Astronomy and Astrophisics Division and the A3P Programme.

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