Club Noir, sem fantasmas.

O teatro Club Noir, que esta(va) situado na Rua Augusta em São Paulo, desde 2008, vem sofrendo ataques diretos após o proprietário e artista Roberto Alvim, manifestar publicamente apoio ao candidato a presidente do Brazil nas eleições de 2018. Os ataques envolvem xingamentos e falsas acusações, palavras conhecidas para quem já foi perseguido pela esquerda que grita por democracia.

Em 12 anos do Club Noir encenou obras clássicas de autores como Ésquilo, Harold Pinter, Kafka, Jean Genet, Ibsen, Nelson Rodrigues, Samuel Beckett, Lorca, Shakespeare, além de autores contemporâneos como Richard Maxwell, Herta Muller, Gregory Motton e de novos dramaturgos brasileiros. A ópera A Voz Humana, com libreto de Jean Cocteau, já foi encenada lá.

O Club Noir foi inaugurado com a peça O Quarto – do prêmio Nobel Harold Pinter – essa peça os levou ao Prêmio Bravo! de melhor espetáculo do ano. Um grupo de críticos da Folha de São Paulo, elegeu o Club como Melhor Espetáculo de Teatro em 2010: Triptico Richard Maxwell, e em 2012: Peep Classic Ésquilo, ambas sob direção de Roberto. O diretor cita que Peep Classic venceu o Prêmio APCA e o Prêmio Governador do Estado.

No ano de 2014, o teatro foi considerado Patrimônio Cultural da Cidade de São Paulo. Sediou dezenas de oficinas de dramaturgia, atuação, história da arte e história do teatro. Formaram centenas de artistas nessas oficinas, que resultaram montagens que entravam em cartaz no projeto Paralela Noir.

Por diversos anos o foyer do espaço recebeu bandas de jazz, rock e MPB, exposições de artes plásticas e fotografias, lançamentos de livros e uma coleção de dramaturgia brasileira contemporânea que produziram junto a editora 7 Letras. Terça Livre

“A crítica precisa entender que há diferença entre produto cultural e obra de arte. O primeiro usa um sistema formal reconhecível, e aí você diz se isso foi executado com habilidade. Já a arte é sempre em cima de outros procedimentos técnicos (…) e o problema é usar os mesmos critérios para avaliar um espetáculo artístico. Quando falam que falta humanidade a uma peça minha, eu me pergunto: que humanidade? A da Patricia Pillar na novela das oito?”. R. Alvim, por: Michel Laub – piauí

Roberto agradece a quem esteve envolvido com o Club Noir e conta que tentou buscar ajuda buscando patrocinadores, pediu que custeassem apenas as despesas básicas (aluguel e contas) para apenas manter o espaço aberto e que em troca ele ofereceria à população gratuitamente todas as atividades do Club, incluindo espetáculos e oficinas; mas não houve interesse.

William Shakespeare citou: “A arte é o espelho e a crônica da sua época.” – Acrescento: Se não houver uma arte imparcial e justa, qual será a crônica da nossa época? Cláudio R Garcia

“”(…). Não há a criação de um personagem, de uma gestualidade, de uma voz específica. Quando, na verdade, a obra de arte é a elaboração poética, é a transfiguração do real por meio justamente da criação de narrativas, de símbolos, de signos, de arquétipos em cena. (…)” Tiago Cordeiro – Gazeta do Povo

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