O Brasil corre o risco de perder até 60 diferentes línguas indígenas

Línguas indígenas como o tupi deram importantes contribuições ao português. Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil

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A EBC faz uma matéria trazendo à tona o grave problema no processo de escolarização indígena que muitas vezes nega este direito. Espero que não seja tarde demais. Portal Fórum

Zahy Guajajara

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A Nação que não esperou por Deus

Diz uma lenda indígena que Deus criou o mundo e prometeu que voltaria no dia seguinte para entregar ferramentas para os povos. A única etnia que não esperou pelos utensílios foi a dos índios Kadiwéu e, por isso, como recompensa, com um forte sopro, o Criador lhes concedeu uma imensidão de terra onde viveriam e de onde tirariam seu sustento. E assim foi até que chegaram os homens brancos e, mais tarde, os pecuaristas.

Cordilheira de Amora II

As cenas foram captadas em aldeia de Amambai. Jamile percebeu que Karine Martines, de 8 anos, transformava seu quintal num experimento do mundo, e resolveu registrar. Contando com nada mais do que folhas, tijolos e pedaços de papel e madeira, a menina ia criando, com sua imaginação, histórias e personagens que alargam sua solidão em brincadeiras, sonhos e projetos.

500 almas

 

Quem começou a juntar os fragmentos da cultura desses índios foi missionária italiana Ada Gambarotto que, trabalhando na região, conseguiu localizar os índios remanescentes espalhados pelo Pantanal. Adair Pimentel, uma linguista pernambucana, deu continuidade a esse trabalho reconstruindo a língua guató com a ajuda de uma das únicas índias dispostas e relembrar a sua língua de origem. Esses dados são importantes porque essas três mulheres funcionam como elos fundamentais para a reconstrução do passado e a mitologia do povo guató e a condição atual de vida da população remanescente.

Terra Vermelha

A miséria das famílias guarani em Dourados é retratada desta vez na ficção do cineasta ítalo-chileno-argentino Marco Bechis.

A história começa com a crise provocada pelos suicídios de duas jovens índias. As mortes levam o cacique a guiar seu povo para a retomada de seu território tradicional, ocupado por grandes latifundiários. Começa ai o conflito.

Flor Brilhante e as Cicatrizes da Pedra

Flor Brilhante é a matriarca de uma família indígena de rezadores Guarani-Kaiowá que vive na reserva de Dourados-MS, Brasil. Lá, cerceados de seu modo de viver originário, tentam sobreviver preservando conhecimentos e hábitos da cultura dos antigos, enquanto convivem com os efeitos e mazelas causados pelas explosões continuas de uma usina de asfalto, que dinamita e explora uma pedra sagrada no território da aldeia há mais de 40 anos. Ângela Kempfer – Campo Grande News

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Brô Mc´s

“não quero tua esmola / nem a sua dó, minha terra não é pó / meu ouro é o barro onde piso, onde planto / e que suja seu sapato quando vem na reserva fazer turismo”

O rap dos Brô MC´s é cantado em Português e em Guarani, mistura inédita no país, e as rimas falam do preconceito que passam, do sofrimento do povo indígena e sua história, mas apresentam um povo guerreiro que tenta conquistar o seu lugar. UFGD
Guarani-Kaiowa - violência do homem branco
O Brô MC`s é o primeiro grupo de rap indígena do Brasil, formada pelos jovens indígenas da aldeia Jaguapirú Bororó, localizada na área urbana da cidade de Dourados, Bruno Veron, Clemersom Batista, Kelvin Peixoto, Charlie Peixoto, Higor Lobo e Dani Muniz, em 2008 eles encontram com Higor Marcelo coordenador estadual da Central Única das Favelas de Mato Grosso do Sul (CUFA – MS), vocalista do grupo de rap Fase Terminal, que os convida para participarem de uma música do seu segundo álbum intitulado Outra Fase, a música “No Yankee”. Toque no Brasil

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