Não sou de postar coisas religiosas, mas as vezes, esse tipo de coisa é que me deixa com muita raiva da sociedade!

Domo

Foi o seguinte artigo que mostra como realmente as pessoas são:

pastor

“O pastor Jeremias Steepek (foto) se disfarçou de mendigo e foi a igreja de 10 mil membros onde ia ser apresentado como pastor principal pela manhã. Caminhou ao redor da igreja por 30 minutos enquanto ela se enchia de pessoas para o culto. Somente 3 de cada 7 das 10.000 pessoas diziam “oi” para ele. Para algumas pessoas, ele pediu moedas para comprar comida. Ninguém na Igreja lhe deu algo. Entrou no templo e tentou sentar-se na parte da frente, mas os diáconos o pediram que ele se sentasse na parte de trás da igreja. Ele cumprimentava as pessoas que o devolviam olhares sujos e de julgamento ao olhá-lo de cima à baixo.

Enquanto estava sentado na parte de trás da igreja, escutou os anuncios do culto e logo em seguida a liderança subiu ao altar e anunciaram que…

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Jesus era Peripatético.

Numa das empresas em que trabalhei, eu fazia parte de um grupo de treinadores voluntários. Éramos coordenados pelo chefe de treinamento, o professor Lima, e tínhamos até um lema: ‘Para poder ensinar, antes é preciso aprender’ (copiado, se bem me recordo, de uma literatura do Senai).

Um dia, nos reunimos para discutir a melhor forma de ministrar um curso para cerca de 200 funcionários. Estava claro que o método convencional – botar todo mundo numa sala – não iria funcionar, já que o professor insistia na necessidade da interação, impraticável com um público daquele tamanho. Como sempre acontece nessas reuniões, a imaginação voou longe do objetivo, até que, lá pelas tantas, uma colega propôs usarmos um trecho do Sermão da Montanha como tema do evento. E o professor, que até ali estava meio quieto, respondeu de primeira. Aliás, pensou alto:

– Jesus era peripatético…

Seguiu-se uma constrangida troca de olhares, mas, antes que o hiato pudesse ser quebrado por alguém com coragem para retrucar a afronta, dona Dirce, a secretária, interrompeu a reunião para dizer que o gerente de RH precisava falar urgentemente com o professor.
E lá se foi ele, deixando a sala à vontade para conspirar.

– Não sei vocês, mas eu achei esse comentário de extremo mau gosto – disse a Laura.
– Eu nem diria de mau gosto, Laura. Eu diria ofensivo mesmo – emendou o Jorge, para acrescentar que estava chocado, no que foi amparado por um silêncio geral.
– Talvez o professor não queira misturar religião com treinamento – ponderou o Sales, que era o mais ponderado de todos. – Mas eu até vejo uma razão para isso…
– Que é isso, Sales? Que razão?
– Bom, para mim, é óbvio que ele é ateu.
– Não diga!
– Digo. Quer dizer, é um direito dele. Mas daí a desrespeitar a religiosidade alheia…

Cheios de fúria, malhamos o professor durante uns dez minutos e, quando já o estávamos sentenciando à fogueira eterna, ele retornou. Mas nem percebeu a hostilidade. Já entrou falando:

– Então, como ia dizendo, podíamos montar várias salas separadas e colocar umas 20 pessoas em cada uma. É verdade que cada treinador teria de repetir a mesma apresentação várias vezes, mas… Por que vocês estão me olhando desse jeito?
– Bom, falando em nome do grupo, professor, essa coisa aí de peripatético, veja bem…
– Certo! Foi daí que me veio a idéia. Jesus se locomovia para fazer pregações, como os filósofos também faziam, ao orientar seus discípulos. Mas Jesus foi o Mestre dos Mestres, portanto a sugestão de usar o Sermão da Montanha foi muito feliz. Teríamos uma bela mensagem moral e o deslocamento físico… Mas que cara é essa?… Peripatético quer dizer ‘o que ensina caminhando’.

E nós ali, encolhidos de vergonha. Bastaria um de nós ter tido a humildade de confessar que desconhecia a palavra que o resto concordaria e tudo se resolveria com uma simples ida ao dicionário. Isto é, para poder ensinar, antes era preciso aprender.
Finalmente, aprendemos.

Duas coisas:

A primeira é: o fato de todos estarem de acordo não transforma o falso em verdadeiro.

A segunda é: que a sabedoria tende a provocar discórdia, mas a ignorância é quase sempre unânime.

(Artigo escrito por Max Gehringer publicados na Revista VOCÊ SA.) – NÃO CONSEGUI CONFIRMAR A FONTE.

Veja também: Carlos Marighella, Os cães, 1984!, A importância do Doutorado, Funcional Obsoleto, Via Láctea pelo navegador, A importância do Doutorado, Carta à Sra. “Presidenta” da República, V de Vingança, Estrito cumprimento do dever

Eu sou o meu Deus.

Jesus disse:

Eu sou a Luz que está sobre todos,
eu sou o Todo,
e o Todo vem de mim,
e o Todo retorna a mim.
Corte um pedaço de madeira
e eu estarei lá,
levante uma pedra
e me encontrará lá.

Jesus foi treinado numa das mais antigas escolas secretas. Essa escola era chamada de Essênia. O ensinamento dos essênios é puro Vedanta. É por isso que os cristãos não registram o que aconteceu a Jesus antes dos seus trinta anos. Têm um pequeno registro da sua infância e dos trinta aos trinta e três anos, quando foi crucificado.

Conhecem poucas coisas, mas um fenômeno como Jesus não é um acidente; é uma longa preparação, não pode acontecer de um momento para o outro.

Jesus foi continuamente preparado durante durante esses trinta anos. Primeiro, foi enviado ao Egito e, depois, veio para a Índia. No Egito, aprendeu uma das mais antigas tradições dos métodos secretos. Depois, na Índia, ficou conhecendo os ensinamentos de Buda, os Vedas, os Upanishads e passou por uma longa preparação.

Esses anos não são conhecidos, porque Jesus trabalhou nessas escolas como um discípulo desconhecido. Os cristãos abandonaram propositadamente esses registros, porque gostariam que o filho de Deus não tivesse sido discípulo de qualquer outra pessoa. Não gostam da ideia de Jesus ter sido preparado, ensinado, treinado – parece humilhante.

Acham que o filho de Deus veio absolutamente pronto. Se alguém já está totalmente pronto, não pode vir.

Neste mundo, sempre entramos imperfeitos. A perfeição simplesmente desaparece neste mundo. A perfeição não é daqui, não pode ser – é contra a própria lei. Quando alguém se torna perfeito, toda sua vida entra numa dimensão vertical.

Isto deve ser compreendido: você progride num plano horizontal: de A para B, de B para C, de C para D, e assim por diante até Z; progride numa linha horizontal, do passado para o presente e do presente para o futuro.

Esse é o caminho da alma imperfeita, exatamente como a água fluindo num rio, das montanhas para as planícies e das planícies para o mar – numa linha horizontal, sempre mantendo seu próprio plano.

A perfeição move-se em linhas verticais, não horizontais. De A, ela não vai para B; de A vai para A1, e desse ponto vai para mais alto ainda. Para aqueles que vivem na linha horizontal, a perfeição simplesmente desaparece. Ela não existe, porque eles só podem olhar para o passado ou para o futuro. Podem olhar para trás, mas o homem perfeito não está lá; podem olhar para a frente, mas ele não está lá; podem olhar aqui, mas ele não está – porque uma nova linha de progressão começou.

O homem perfeito sobe cada vez mais alto, cada vez mais para cima. Move-se na eternidade e não no tempo.

A eternidade é vertical; eis porque é um eterno agora – não existe nenhum futuro para ela. Se você se move numa linha, o futuro existe; se você se move de A para B, o B está no futuro; e quando o B se tornar presente, o A já estará no passado e o C no futuro.

Você está sempre entre o passado e o futuro; seu momento presente é só uma fase passageira: o B está se transformando em C, o C em D, o D em E; tudo está se movendo para o passado. Seu presente é apenas uma linha cortada, um pequeno fragmento. No momento em que você se conscientiza dele, ele já se moveu para o passado.

Uma alma perfeita move-se numa dimensão completamente diferente: de A para A 1, para A2, para A3 – e isso é eternidade; é viver num eterno agora. Eis porque desaparece deste mundo.

Para entrar neste mundo, você tem de ser imperfeito. Diz-se nas velhas escrituras que sempre que um homem se aproxima da perfeição – muitas vezes isso acontece – deixa alguma coisa imperfeita para poder voltar.

Conta-se que Ramakrishna era viciado em comida, era obcecado. Pensava o dia inteiro em comida. Conversava com seus discípulos e, sempre que tinha uma chance, corria até a cozinha para perguntar à sua mulher: “O que está preparando? Que novidade está fazendo para hoje?” Muitas vezes até sua mulher se sentia embaraçada e dizia: “Paramahansa Deva, isto não fica bem para você.” E ele ria.

Um dia, sua esposa insistiu, dizendo: “Até seus discípulos se riem disso e falam: ‘Que espécie de homem liberto é Paramahansa?'”. Ele era tão obcecado por comida que sempre que Sharada, sua mulher, lhe trazia a refeição, imediatamente dava uma olhada na thali para ver o que ela estava trazendo. Esquecia tudo sobre Vedanta, sobre Brahma, e às vezes era muito embaraçoso, porque havia pessoas presentes e elas achavam um absurdo um homem liberto ser preso à comida.

Um dia, sua esposa insistiu:” Por que você faz isso? Deve haver alguma razão.”

Ramakrishna disse: “No dia em que eu não o fizer, você poderá contar mais três dias para eu estar vivo aqui. Quando eu parar, este será o sinal de que só estarei aqui por mais três dias.”

Sua esposa riu, seus discípulos também riram e disseram: “Isso não explica nada!” Eles não conseguiram acompanhar o significado do que foi dito.

Mas aconteceu exatamente assim. Um dia, sua esposa chegou com a comida e ele estava repousando em sua cama. Ele virou-se de lado – geralmente pulava da cama para olhar. Sua esposa lembrou-se do que ele havia dito: que viveria apenas mais três dias quando se mostrasse indiferente à comida. Ela não conseguiu segurar a thali; a thali caiu e ela começou a chorar.

Ramakrishna disse: “Mas todos vocês queriam que isso acontecesse. Agora, não se preocupem. Estarei aqui por mais três dias.” No terceiro dia, ele morreu. Antes de morrer, disse que estava preso à comida só para continuar ligado a alguma coisa imperfeita e poder estar com os discípulos, servindo-os.

Muitos Mestres fazem isso. No momento em que sentem que estão se tornando completamente perfeitos, prendem-se a alguma imperfeição só para continuar aqui. Caso contrário, esta margem não é mais para eles. Se todas as amarras são rompidas, seus botes rumam para a outra margem, não podem permanecer aqui.

Assim, eles mantêm alguma amarra, mantêm algum relacionamento, encontram alguma fraqueza em si mesmos e não permitem que ela desapareça. Desse modo, o círculo não é completado, uma lacuna permanece. Através dessa lacuna, eles continuam aqui.

É por isso que os hindus, os budistas e os jainistas, por terem conhecido muitos mestres, sabem que a perfeição não é deste mundo. No momento em que o círculo se completa, desaparece dos seus olhos. Você não pode ver, não está na sua linha de visão, está além – lá você não consegue penetrar.

Mas para dizer que Jesus já era perfeito quando nasceu, para enfatizar este fato, os cristãos tiveram de deixar de lado todos os registros. Jesus buscava tanto quanto você, era uma semente de mostarda como você. Tornou-se uma árvore, uma grande árvore, e milhares de pássaros do Céu se abrigam nele – mas também foi uma semente de mostarda.

Lembre-se que Mahavira, Buda e Krishna também nasceram imperfeitos, porque o nascimento pertence à imperfeição. Não há nascimento para o que é perfeito; quando alguém é perfeito, não existe transmigração.

Palavras de Osho
Email recebido de: Gilmara Silva – Hatha Yoga

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