Roda Viva – Ailton Krenak – 19/04/2021

Roda Viva | Ailton Krenak | 19/04/2021

No Roda Viva, a jornalista Vera Magalhães recebe o ambientalista e escritor Ailton Krenak. Considerado uma das maiores lideranças indígenas do Brasil,

Ailton Krenak é filósofo, escritor, poeta e jornalista. Se dedica à defesa dos direitos indígenas desde a década de 80. Fundou a ONG Núcleo de Cultura Indígena, organizou a Aliança dos Povos da Floresta e é doutor honoris causa pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em Minas Gerais.

Krenak nasceu na região do Vale do Rio Doce, uma área profundamente afetada pela atividade de mineração, uma das maiores ameaças aos povos indígenas, que também sofrem com as invasões das terras demarcadas e com a exploração da madeira. #RodaViva

Krenakze-se: Ailton Krenak: próxima missão do capitalismo é se livrar de metade da população do planeta, 20 ideias para girar o mundo – Ailton Krenak, Ailton Krenak, CONSTELAÇÕES INDÍGENAS, Society 5.0, Martírio

Lei Nacional de Defesa do usuário dos serviços públicos – Brasil

LEI Nº 13.460, DE 26 DE JUNHO DE 2017.

Dispõe sobre participação, proteção e defesa dos direitos do usuário dos serviços públicos da administração pública.

(…)

CAPÍTULO I

DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º Esta Lei estabelece normas básicas para participação, proteção e defesa dos direitos do usuário dos serviços públicos prestados direta ou indiretamente pela administração pública.

§ 1º O disposto nesta Lei aplica-se à administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, nos termos do inciso I do § 3º do art. 37 da Constituição Federal .

Defendaze-se: MANUAL PARA A VIDA, Manual dos remédios tradicionais Yanomami, Manual sobre os usos de plantas amazônicas, MANUAL DE REDAÇÃO DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, Manual de agricultura urbana, Les Avanchets

Dia Internacional da Mulher

A origem do Dia Internacional da Mulher está repleta de controvérsias. Alguns associam o surgimento da data com a greve das mulheres que trabalhavam em Nova York na Triangle Shirtwaist Company e, consequentemente, ao incêndio que ocorreu em 1911. Juliana Bezerra

Já outros, indicam que ela surgiu na Revolução Russa de 1917, a qual esteve marcada por diversas manifestações e reivindicações por parte das mulheres operárias.

No dia 08 de março de 1917 cerca de 90 mil operárias russas percorreram as ruas reivindicando melhores condições de trabalho e de vida, ao mesmo tempo que se manifestavam contra as ações do Czar Nicolau II.

Esse evento, que deu origem à data, ficou conhecido como “Pão e Paz”. Isso porque as manifestantes também lutavam contra a fome e a primeira guerra mundial (1914-1918).

Além disso, em decorrência de um mal entendido feito por jornais alemães e franceses, foi criado um mito em torno do dia 8 de março de 1857, quando supostamente teria acontecido uma greve, que na verdade não ocorreu.

Anterior ao movimento das operárias russas, em 1908 houve uma greve das mulheres que trabalhavam na fábrica de confecção de camisas chamada de “Triangle Shirtwaist Company“, localizada em Nova York.

Em 28 fevereiro de 1909 aconteceu a primeira celebração das mulheres nos Estados Unidos. Esse evento surgiu inspirado na greve das operárias da fábrica de tecidos que ocorrera no ano anterior.

Um ano antes desse evento, em 1910, realizou-se na Dinamarca a “II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas“. Na ocasião, Clara Zetkin, do Partido Comunista Alemão, propôs a criação de um dia dedicado às mulheres.

Entretanto, a data foi definitivamente instituída pela ONU no ano de 1975, em homenagem à luta e às conquistas das mulheres. A escolha do dia 8 de março, por sua vez, está relacionada com a greve das operárias russas de 1917.

Curiosidades sobre o Dia da Mulher

  • 05 de setembro é comemorado o “Dia Internacional da Mulher Indígena” instituído em 1983. A data é uma homenagem à mulher quéchua Bartolina Sisa, esquartejada durante a rebelião anticolonial de Túpac Katari, no Alto Peru (atual Bolívia).
  • 25 de Novembro é comemorado o “Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher” instituído em 1981, no “Primeiro Encontro Feminista da latino-americano e do Caribe”, e oficialmente adotado pela ONU em 1999. A data marca o assassinato das revolucionárias dominicanas “Irmãs Mirabal”.
  • 25 de julho é comemorado o “Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra”. A data, instituída em 2014, é uma homenagem à líder quilombola que viveu no Brasil no século XVIII.
  • Em 1908, em Nova York, cerca de 15 mil mulheres marcharam reivindicando, dentre outros direitos, o do voto. Elas desfilaram segurando pães e rosas, uma vez que o pão representava a estabilidade econômica, enquanto as rosas significavam melhor qualidade de vida. Por isso, esse movimento ficou conhecido como “Pão e Rosas”.
  • A Marcha Mundial das Mulheres (MMM) é um movimento feminista internacional que surgiu em diversos países no dia 8 de março de 2000, Dia Internacional da Mulher .
  • Em 2010 no Brasil, a Marcha Mundial das Mulheres (MMM) foi representada pela ação de 3.000 mulheres que caminharam, durante 10 dias 120 km, de São Paulo a Campinas.

Paze e Roze-se: Dia Internacional da Mulher, Cidade Invisível, Comedia dell’arte, DIA DO HOMEM, Tag das séries by PARAÍSO NUBLADO, Receita de Spa em casa

MEDIDAS NULAS

NOVAS MEDIDAS – Porta dos Fundos

Políticos honestos existem.

NULO – Porta dos Fundos

Votar é uma grande responsabilidade, e as pessoas estão cada vez mais conscientes, elegendo candidatos ficha limpa, que não respondem a nenhum tipo de acusação, e não fazem promessas falsas ou perigosas.

CPI – Porta dos Fundos

A corrupção no Brasil afeta diretamente a qualidade de vida das pessoas, a assim brasileiros usam carteirinhas falsificadas e dão aquele jeitinho pra escapar de uma blitz ou de alguns impostos.

Observe mais: O PAÍS DA PIADA PRONTA!LUMINESCE™O BICHO CORRUPTOPHILIP K. DICKNAARA BEAUTY DRINK!!!A RAINHA DE MAIOTORNE-SE UM MENDIGO.EMVSAMBANDO NO PRECIPÍCIORANKING POLÍTICOSINSTANTLY AGELESS ™MEDICINA TRADICIONAL YANOMAMI ON-LINETHE JOLLY BOYSVIDACELL®JUÍZA DE GOIÁS PROÍBE FOTOS DE AGENTES POLÍTICOS EM REPARTIÇÕES ESTADUAISMARCO REGULATÓRIO DAS ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL (MROSC)RESERVE™A CARTA DE DEUS À POPULAÇÃO DO BRASIL!LEI BRASILEIRA DE INCLUSÃO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Voto Nulo

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Antes de mais nada decodifiquem os códigos, vocês não são Revolucionários se não desvendarem os códigos da Programação Linguística e Mental. 

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ESCOLAS MUDAM!

Nossa Constituição Federal reza, em seu artigo 1º: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. Fernando Beltrão Lemos Monteiro

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L’Homme et la Terre (1905-1908).

TUDO o que pode ser dito a respeito do sufrágio pode ser resumido em uma frase: votar significa abrir mão do próprio poder. Eleger um senhor, ou muitos senhores, seja por longo ou curto prazo, significa entregar a uma outra pessoa a própria liberdade. Elisée Reclus – Coletivo Anarquismo Piracicaba e Regiao

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Se o voto mudasse alguma coisa, eles o tornariam ilegal.

O voto nulo é uma forma de os cidadãos expressarem o seu descontentamento com o sistema político vigente no acto eleitoral, por outro lado, o ato de votar nulo é na verdade uma manifestação de falta de cidadania, que contribui para piorar o nível dos ocupantes de cargos públicos. Wikipédia

O primeiro turno das eleições teve que ser novamente realizado em 28 municípios brasileiros. Eleições 2004 – Terra

O Código Eleitoral Brasileiro (Lei nº 4.737/art. 224) diz que:
“Se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do estado nas eleições federais e estaduais, ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações, e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias.”

Votos nulos são como se não existissem: não são válidos para fim algum. TSE

Votar é uma idiotice. É tão tolo quanto acreditar que os homens comuns como nós, sejam capazes, de uma hora para outra, num piscar de olhos, de adquirir todo o conhecimento e a compreensão a respeito de tudo. Elisée Reclus – Coletivo Anarquismo Piracicaba e Regiao

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VOTE NULO

• Votar é um ato de renunciar à própria liberdade. Não precisamos de líderes para nos impor leis e criar regras que limitam nossos direitos.

• A democracia se tornou um espetáculo de televisão. O eleitor escolhe candidatos como produtos. É preciso negar esse sistema.

• Não é possível mudar o sistema político por dentro dele. A política muda as pessoas, levando qualquer um à corrupção.

• Os candidatos são cada vez mais parecidos. A briga entre eles é falsa e serve para que ainda haja esperança na democracia e para que continuem no poder.

• Se o eleitor não está contente com nenhum candidato, tem o direito de anular. É uma escolha legítima como qualquer outra.

• Política não é só voto, também é pressão e participação pública. As eleições sugerem que não há outra atitude política além do voto.

• Se o eleitor não conhece os candidatos, corre o risco de votar em corruptos. Portanto, sua melhor opção é anular.

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NÃO VOTE NULO

• É claro que precisamos de líderes e representantes de nossas opiniões e desejos. Uma sociedade sem líderes seria anárquica e acabaria em barbárie.

• O voto nulo tem pouco valor como protesto, já que os políticos brasileiros não se importam com a opinião do eleitor.

• Mesmo se a maioria da população anulasse o voto, não haveria efeito nenhum, já que a Constituição considera apenas os votos válidos.

• A corrupção no Brasil está concentrada em alguns grupos. Basta evitá-los e conhecer bem os candidatos, para a política melhorar.

• Anular é uma atitude alienada, de quem não se importa com o rumo do país. Retirar-se da discussão é fácil, porém perigoso.

• A política não é só voto, mas ele é uma peça importante para decidir os rumos do país e não exclui outras formas de ação política.

• Se as pessoas conscientes anularem o voto, a eleição será decidida apenas pelos menos capacitados. Liliana Pinheiro

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QUEM TEM A DECISÃO É VOCÊ. VOTAR SIGNIFICAR ABRIR MÃO DE O SEU PRÓPRIO PODER. SIRVA. VOTE CONSCIENTE. E PARA OS QUE ESTÃO PENSANDO EM VOTAR BRANCO, EU SÓ PEÇO UMA COISA: VOTE NULO, ENTÃO! MOVA-SE!

Enxergue mais: VOTO ABERTOEMV, Empoderamento dos recursos, O analfabeto políticoPolítica, sempre ela.; Carnaval é Perfeição!INSTANTLY AGELESS ™Sua segurança?Inside Job; DECLARAÇÃO IRPF 2012, VIDACELL®Brasileiro Reclama De Quê?FILHOS DA PROSTITUTA, Não Foi AcidenteUM MAR DE INFORMAÇÕES!!!RESERVE™

Eu sou Guarani Kaiowá

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Tupã então criou a humanidade (de acordo com a maioria dos mitos Guaranis, eles foram, naturalmente, a primeira raça criada, com todas as outras civilizações nascidas deles) em uma cerimônia elaborada, formando estátuas de argila do homem e da mulher com uma mistura de vários elementos da natureza. Depois de soprar vida nas formas humanas, deixou-os com os espíritos do bem e do mal e partiu. O Panteão do Folclore Brasileiro – Non Plus RPG

Indios do Xingu - Yawalapiti
Indios do Xingu – Yawalapiti

Enxergue mais: DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOSEMVThe wall, O mar de Aral virou areia., Território, Índias, LUMINESCE™ CELLULAR REJUVENATION SERUMQue País É Esse?, Brô Mc´s, Todo Dia Era Dia de Índio, De que lado você esta?, Reputação ilibada e notável saber jurídico., Cadê os Amarildos?, Águas de março, Vergonha de ser brasileiro, Cama, mesa e banho!

Pegadinhas do Marco Civil da Internet

O Marco Civil da Internet está cheio de pegadinhas que o tornam um verdadeiro Cavalo (ou “Burro”) de Tróia.
É fundamental pressionarmos os senadores para que os parágrafos 3° e 4° do artigo 19 sejam removidos, já que poderiam instaurar um serviço de censura expressa na internet brasileira, além disto, temos que exigir o fim da possibilidade do presidente da república instituir o Traffic Shaping por decreto, ou comprometer a Neutralidade da Rede. Otário Anonymous

A lista de telefone e email de todos os Senadores pode ser acessada através do link a seguir: http://www.senado.gov.br/senadores/

Nenhum direito a menos! Liberdade, Neutralidade e Privacidade! Idec

PROJETO DE LEI, estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil.

Veja também: Relatório Figueiredo, VERGONHA INTERNACIONAL (France Football), OPERAÇÃO POLÍTICA SUPERVISIONADA, Ranking Políticos, Suzy And Freedom, Como a indústria do fumo enganou as pessoas?, Reclame Aqui, A máscara e algumas verdades, Sheherazade e a Secom, Violentamente pacífico, Ditadura da propaganda, O pai da propaganda, O de Otário

Todos querem ser felizes!

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segundasemcarne

Veja também: Meio o quê?, Piada sem sabor!, De onde você vem?, O Amaranto Inca Kiwicha invade plantações de soja transgênica da Monsanto nos Estados Unidos, Sua cara, O papel da lareira, Reclame Aqui, Leite de aveia, Processo licitatório?, LEVITATION, Coletores de sementes, Bolsa ruralista, quer que desenhe?, Parabéns Néstle, A chegada de Lampião no Inferno, Enciclopédia do Surf, Repo man, Instituto Pindorama, voluntariado.

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS

Para saber quem controla sua vida, simplesmente descubra quem você não tem permissão para criticar” (Voltaire)

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS

Artigo I
Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.
Artigo II
Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.
Artigo III
Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

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Che Guevara e Direitos Humanos são duas palavras que não se combinam.

O parlamentar brasileiro é o SEGUNDO mais caro do mundo, ficando atrás apenas do custo do congressista dos E.U.A.. Vale lembrar que os E.U.A. possuem um P.I.B. de US$ 15 trilhões, enquanto o do Brasil vale US$ 2,3 trilhões.
Saber separar o privado do público é essencial, moralidade na vida pública é inegociável. Desconfie daqueles que relativizam a ética, sempre. LEONARDO

Veja também: Puta Que Pariu!!!, Índice de Desenvolvimento Humano, Consulta CPF, Impostômetro, Portal da Transparência, Urna fraudetrônica, O que, de quem?, Só Pra Variar, Cadê os Amarildos?, Um Monte de mentiras, Dia Internacional do Direito a Saber, Velozes e Incompetentes, Semana do Consumidor

Caso Para-Sar, o Atentado ao Gasômetro

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Caso Para-Sar, também conhecido como Atentado ao Gasômetro, diz respeito a um plano arquitetado em 1968 pelo brigadeiro João Paulo Burnier para desacreditar os terroristas de esquerda oposicionistas ao regime militar que então governava o Brasil. Consistia em empregar o esquadrão de resgate Para-Sar na detonação de explosivos em diversas vias públicas do Rio de Janeiro, atentados esses com potencial para provocar milhares de mortes e que seriam atribuídos a movimentos de esquerda. Na fase secundária da missão, o clima de caos proporcionado pelas tragédias seria usado para encobrir o sequestro e assassinato de quarenta figurões da política brasileira, entre eles Carlos Lacerda, Jânio Quadros e Juscelino Kubitschek.
O plano acabou abortado após a denúncia do oficial do Para-Sar Sérgio Ribeiro Miranda de Carvalho, que se recusou a cumprir as ordens de Burnier e levou o caso a seus superiores. Na sindicância resultante aberta pelo brigadeiro Itamar Rocha, 37 testemunhas comprovam a acusação. Burnier, no entanto, negou ter planejado o crime, sendo absolvido após o processo chegar aos gabinentes do ministério da Aeronáutica e da presidência da República. Itamar e Sérgio, por sua vez, acabaram afastados dos quadros da Aeronáutica. Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Veja também: Impostômetro, Convite à Filosofia, Sua segurança?, A Escalada do Monte Improvável, de Richard Dawkins, Carta de um policial nos protestos de São Paulo, Funcional Obsoleto, Pai (de quem) trocinio!, Procon divulga listas de empresas, REVENGE!, No gás, Porquê eu quis?, Eu, não, meu senhor, Economia de mercado, Mídia estão de luto

Carta de um policial nos protestos de São Paulo

Ser policial e andar com uma lupa de análise política no bolso quase sempre é trágico. Leva-nos a conflitos internos, terremotos morais, furacões éticos. Sim: estou falando da atuação da Polícia Militar do Estado de São Paulo, digo, estou falando da minha atuação nos protestos em favor da redução das tarifas de transporte público em São Paulo.

No front, companheiros, sabemos todos nós policiais (caso este texto seja publicado), no front não há raciocínio. “A determinação é desocupar a Avenida”. Um sentimento de dever nos une, e a determinação será cumprida. Deve ser cumprida. Por nós, que pegamos ônibus e metrô, e somos pouquíssimos partidários dos governos: são eles, afinal, que nos submetem a condições de trabalho questionáveis, que nos pagam salários inadequados com a natureza da função que exercemos, que incita a polícia a agir, mas que degola o primeiro que parecer abusivo à opinião pública. Afinal, soldado morto, farda noutro.

Vi baderneiros e atos descontrolados de manifestantes: danos desnecessários, resistências à ação policial, incitação à violência. Cá para nós, coisa natural em protestos e manifestações contra os governos. Diferentemente de tropas militares, manifestantes civis em reivindicações não possuem controle central, determinação uniformizada de ordens. Diferentemente da polícia, que quando é violenta com certeza acata a um interesse específico, a população em protesto pode tender à irresponsabilidade de uns poucos. E isto não deslegitima a causa.

Vi policiais assumindo a lógica “nós contra eles”, como se na guerra estivessem, vi colegas ingenuamente assumindo-se engrenagem de uma máquina que está longe de ter como fim “a manutenção da ordem pública”. Vi o despendimento de uma estrutura militar significativa para calar a voz de cidadãos, para evitar sua permanência no espaço público, para negar a insatisfação que, lá em nosso âmago, faz parte de cada policial militar (salvo alguns que, certamente, estão bem privilegiados nos altos escalões de poder).

Cumprimos ordens, é verdade, mas elas pelo menos devem ser investigadas quanto às suas naturezas, quanto ao que representam politicamente, quanto a seus desdobramentos sociais. Ouço colegas dizerem que, “se os baderneiros são violentos, não podemos nos omitir, a repressão deve ocorrer, a violência tem que ser devolvida”. Obviamente, permitir-se apanhar é absurdo: tão absurdo que não sei se alguém acha mesmo que pedir respeito à manifestação popular significa pedir para apanhar. Mas a violência institucional policial, que, repito, é organizada e obedece a um comando central, é uma contradição do ponto de vista dos fins da própria instituição, que está sustentada (a princípio) na produção da paz.

Policiais são profissionais, têm deveres, modo de atuação especificado, direitos a garantir, deveres a fazer cumprir. A sociedade, neste momento se reconhecendo enquanto corpo político reivindicatório, tem um elemento que vez ou outra surge, sempre incomodando bastante quem quer as coisas do modo que elas estão: ideal, coragem política e insatisfação coletiva. Como deveria ser a relação entre esses dois setores da mesma sociedade?

Sou a favor do que defendem os manifestantes. Sou a favor da ação policial que evite ações violentas de manifestantes. Sou a favor de ações policiais não violentas. Sou a favor que cada policial militar paulista reflita sobre o que representa seu bastão erguido, seu espargidor acionado, seu tiro de borracha disparado. Trabalhamos para sobreviver, sem nossa profissão, não sustentaríamos nossas famílias, mas não é pequeno o conflito existencial de quem percebe que está jogando, porque é obrigado a jogar, o jogo de uns poucos, encerrados em seus gabinetes, presos afetiva e ambiciosamente à cadeira do poder. Lamento, tristeza e vergonha.

A carta acima foi recebida pelo Abordagem Policial de um leitor anônimo, de modo que não podemos afirmar a veracidade de qualquer ponto explicitado no texto. Pela temática e peculiar posição defendida pelo autor, resolvemos publicá-la.

Autor: Danillo Ferreira – Tenente da Polícia Militar da Bahia, associado ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública e graduando em Filosofia pela UEFS-BA. | Contato: abordagempolicial@gmail.com

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V de Vingança

“Não importa o indivíduo, e sim a idéia.”

“Não são as pessoas que deviam temer os seus governos, e sim os governos que deviam temer suas pessoas.”

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Inglaterra, 5 de novembro de 1605. Treze jovens conspiradores católicos tentaram explodir o palácio de Westminster, colocaram 36 barris de pólvora no porão do parlamento Inglês na esperança de explodir o prédio juntamente com o Rei James I e todo o parlamento inglês, e assim acabar com a contínua opressão aos católicos, mantida por James I, e colocar no trono Elizabeth, a filha dele, como a fantoche de um novo governo, mais tolerante. Mas a drástica medida não agradou a todos os católicos, e aparentemente o plano vazou, e assim o mercenário Guy Fawkes foi preso em um túnel abaixo do parlamento antes que pudesse completar sua missão, tendo sido torturado até divulgar o nome de todos os conspiradores. Lord Salisbury, então primeiro-ministro, usou essa traição como pretexto pra aumentar ainda mais a perseguição a TODOS os católicos.
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Nesta mesma noite foi acesa uma fogueira para comemorar o desmantelamento do plano e a segurança do Rei, este dia ficou conhecido como a “noite da fogueira”, e é comemorado com fogos de artifício.

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