Dia do Índi(o)gena!!!

O dia 19 de abril é conhecido no Brasil todo como o “Dia do Índio”, sua origem remete a um protesto dos povos indígenas do continente americano, quando o Congresso Indigenista Interamericano, realizado em Patzcuaro, que aconteceu entre os dias 14 e 24 de abril de 1940, organizado no México se propôs a debater medidas para proteger os índios no território, foram definidas algumas medidas genéricas a serem tomadas em favor da defesa dos povos indígenas:
– “respeito à igualdade de direitos e oportunidades para todos os grupos da população da América”;

– “respeito por valores positivos de sua identidade histórica e cultural a fim de melhorar situação econômica”;

– “adoção do indigenismo como política de Estado”;

– “o Dia do Aborígene Americano em 19 de abril”.

Somente em 1943 foi instituído decreto-lei (art. 180 da Constituição) instituído pelo presidente Getúlio Vargas, que finalmente estabeleceu a data comemorativa. O responsável por convencê-lo foi o general Marechal Rondon – que tinha origem indígena por seus bisavós e chegou a criar, em 1910, o Serviço de Proteção ao Índio – que depois viria a se tornar a atual Funai (Fundação Nacional do Índio). BCC

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Querido professor, quem é indígena?

Na data em homenagem aos primeiros habitantes do Brasil, uma série de estereótipos e preconceitos costuma invadir a sala de aula, além de antigos, não geram aprendizagem alguma. O que fazer e o que não fazer no Dia do Índio:

1. Não use o Dia do Índio para mitificar a figura do indígena, com atividades que incluam vestir as crianças com cocares ou pintá-las;

2. Não reproduza preconceitos em sala de aula, mostrando o indígena como um ser à parte da sociedade ocidental, que anda nu pela mata e vive da caça de animais selvagens;

3. Não represente o índio com uma gravura de livro, ou um tupinambá do século 14;

4. Não faça do 19 de abril o único dia do índio na escola;

5. Não tente reproduzir as casas e aldeias de maneira simplificada, com maquetes de ocas;

6. Não utilize a figura do índio só para discussões sobre como o homem branco influencia suas vidas. revistapontOcom
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Feliz dia do índio!!!

O Silêncio

Nós os índios, conhecemos o silêncio. Não temos medo dele. Na verdade, para nós ele é mais poderoso do que as palavras.
Nossos ancestrais foram educados nas maneiras do silêncio e eles nos transmitiram esse conhecimento.
“Observa, escuta, e logo atua”, nos diziam. Esta é a maneira correta de viver.
Observa os animais para ver como cuidam se seus filhotes.
Observa os anciões para ver como se comportam.
Observa o homem branco para ver o que querem.
Sempre observa primeiro, com o coração e a mente quietos, e então aprenderás. Quanto tiveres observado o suficiente, então poderás atuar.
Com vocês, brancos, é o contrário. Vocês aprendem falando. Dão prêmios às crianças que falam mais na escola.
Em suas festas, todos tratam de falar.
No trabalho estão sempre tendo reuniões nas quais todos interrompem a todos, e todos falam cinco, dez, cem vezes. E chamam isso de “resolver um problema”.
Quando estão numa habitação e há silêncio, ficam nervosos. Precisam preencher o espaço com sons. Então, falam compulsivamente, mesmo antes de saber o que vão dizer.
Vocês gostam de discutir. Nem sequer permitem que o outro termine uma frase. Sempre interrompem. Para nós isso é muito desrespeitoso e muito estúpido, inclusive.
Se começas a falar, eu não vou te interromper. Te escutarei. Talvez deixe de escutá-lo se não gostar do que estás dizendo. Mas não vou interromper-te. Quando terminares, tomarei minha decisão sobre o que disseste,mas não te direi se não estou de acordo, a menos que seja importante. Do contrário, simplesmente ficarei calado e me afastarei. Terás dito o que preciso saber. Não há mais nada a dizer.
Mas isso não é suficiente para a maioria de vocês.
Deveríamos pensar nas suas palavras como se fossem sementes.
Deveriam plantá-las, e permiti-las crescer em silêncio.
Nossos ancestrais nos ensinaram que a terra está sempre nos falando,
e que devemos ficar em silêncio para escutá-la.
Existem muitas vozes além das nossas. Muitas vozes. Só vamos escutá-las em silêncio.

(Kent Nerburn)

Desperte o índio que vive em você…

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