TODOS PRECISAMOS DA UTOPIA

Imagem Movimento Frank Zappa

“Quero a utopia, quero tudo e mais;
Quero a felicidade nos olhos de um pai;
Quero a alegria muita gente feliz,
Quero que a justiça reine em meu país.
Quero a liberdade, quero o vinho e o pão;
Quero ser amizade, quero amor, prazer;
Quero nossa cidade sempre ensolarada, 
Os meninos e o povo no poder, eu quero ver.

In: Coração Civil – de Milton Nascimento

A palavra “utopia” tem origem grega e é formada pelo u (prefixo de negação) e topos (lugar), representando, assim, o ‘não-lugar’ ou ‘o lugar que não existe’. O termo foi cunhado pelo humanista inglês Thomas More que, em 1516, chamou sua história de uma imaginária viagem até uma ilha idealmente governada chamada Utopia. HELOISA LIMAO sentido do ser

Esta Utopia apresentava uma realidade exemplar, justa e sem falhas. No livro, ela resultava em um sistema político ideal, uma sociedade perfeita com indivíduos bons que criavam e viviam em uma comunidade igualitária, harmoniosa e feliz. Diante da ameaça de censura política e religiosa, o autor resolveu colocar a ação em um mundo fictício, na desconhecida ilha Utopia, onde a liberdade era o bem mais precioso a ser resguardado.

E o que é liberdade para mim?

Primeiro, é uma bela palavra que emociona. Porque sempre penso que todos deveriam ter a liberdade de pensar, de escolher, de amar e de percorrer todas estas possibilidades tão fantásticas.

Assim, me entristece ver que para que pouquíssimos sejam “felizes”, uma esmagadora maioria seja alijada de uma vida mais plena, feliz e ‘utópica’.

Muitos filósofos já escreveram sobre a liberdade da mesma forma como falamos dela – a de fazer o que gostamos, de trabalhar naquilo que apreciamos, de escolher o homem ou a mulher com a qual queremos nos relacionar, de decidir em paz entre ler um livro, comprar uma bicicleta ou casar.

Se fôssemos verdadeiramente livres, o que faríamos com essa liberdade? Certamente a usaríamos para nos expressarmos, nos relacionarmos e para fazermos o que honestamente desejamos. Sem subjugar ninguém e sem mostrar submissão a quem quer que fosse.

Ser o que se quer“. A frase é curta, mas traduz uma perspectiva difícil. A liberdade deveria ser a maior prerrogativa de todo ser independente e que tivesse vontade de superar seus obstáculos.

No mundo criado por Georges Orwell, no sempre tão atual livro 1984, as pessoas são condicionadas a pensar que “a liberdade é escravidão“. Como agora, em pleno século XXI, ainda o são.

No entanto, sem a autoridade sábia e benevolente de uma verdadeira e solidária comunidade, a ideia de liberdade estará sempre baseada nos dogmas de uma determinada classe social, naquilo que a família ‘crê’, nas doutrinas religiosas, nos programas de televisão, nas exigências do mercado de trabalho ou no projeto político e sombrio do momento. Ou seja: em tudo aquilo que não inclua uma coletividade desinteressada.

E foi pensando em todas estas questões que me vi inspirada a contar a história de uma comunidade que há tempos conheci: Užupis.

Lá nos idos de 1995, um grupo de artistas e intelectuais residentes da cidade de Vilnius, capital da Lituânia, construiu e levantou uma estátua de Frank Zappa. Dois anos depois, no ‘dia dos insetos’ – primeiro de abril de 1997 – o bairro boêmio da cidade se declarou uma República Independente, contando, naquela altura, com um ‘exército’ de 17 homens.

Pouco depois, foram criadas quatro bandeiras nacionais (uma para cada estação do ano) assim como elaborada uma constituição que logo mais explicarei.

Passados mais de vinte anos, a ‘república’ ainda não foi invadida e permanece como um glorioso hino à liberdade.

O nome Užupis quer dizer “do outro lado do rio” que, no caso, é o Rio Vilnia, o mesmo que deu nome à Vilnius.

Esta área por muito tempo ficou isolada do restante da cidade por conta deste rio que formava uma divisória natural. Até que, no século XVI, alguns moradores da cidade resolveram construir duas pontes e ali passaram a viver.

Durante muitos anos a região foi povoada por judeus que foram perseguidos em tempos de guerras e mortos durante a ocupação nazista. Depois de alguns anos, passou a ser habitada por marginais, mendigos, desabrigados em geral, prostitutas e, posteriormente, também por artistas e boêmios.

Até março de 1990 tratava-se de um território absolutamente abandonado. Logo depois, essas mesmas pessoas revitalizaram todo aquele espaço pintando paredes, criando e fixando esculturas modernas, promovendo encontros culturais e musicais, dentre outras atividades artísticas. E tudo isso se desenrolou sem nenhum tipo de interferência política, justamente por tratar-se de uma zona totalmente negligenciada pela administração local.

Naquela altura, alguns artistas escolheram o trabalho de Frank Zappa (cantor, guitarrista e produtor da vanguarda norte-americana) como representante da “Republika” e começaram a coletar assinaturas para sua fundação. Apesar da total irrelevância de Zappa para a Lituânia, as pessoas aceitaram a ideia e deram uma enorme demonstração de apoio que deixou as autoridades muito perplexas.

E foi assim que, em 1997, Užupis declarou a sua independência.

Inicialmente levada como uma brincadeira, a ação foi ficando séria – o que levou à eleição de um ‘presidente’, à criação de uma moeda própria, uma bandeira e um hino nacional. Hoje, conta com representantes em vários países do mundo (incluindo o Brasil). Atualmente, além de residências, bares, restaurantes e lojas, possui feiras e exposições de arte ao ar livre.

A história de Užupis é um conto bizarro e, ao mesmo tempo, estranhamente encorajador acerca do que pode acontecer quando um grupo de libertadores encontra um espaço para edificar seus projetos.

Perguntei a um artista local se a concepção de Užupis inicialmente era a de um espaço, um estado ou um estilo de vida.

Tentamos ainda perseguir uma certa utopia“, explicou. “Reconhecendo que a implementação de todas as utopias anteriores foi uma experiência miserável, não buscamos mudar o mundo, mas simplesmente torná-lo mais agradável. Queremos criar um pequeno país onde possamos ser bons. Onde se pode aposentar-se e desaparecer. ‘Escapar’, em algum momento da vida. Uma vez passada a ponte sobre o rio, encontramo-nos em segurança no nosso país mítico. Se todos nós somos uma espécie de exilados, então, em certo sentido, Užupis é uma metáfora.

O espírito de Zappa nos persuadiu a declarar a independência do resto de Vilnius“, completou.

Sua constituição (traduzida em diversas línguas) é muito bonita e feliz para não ser compartilhada. Veja:

1. Homens e Mulheres têm o direito de viver nas margens do rio Vilnia e o rio Vilnia tem o direito de correr por entre todos eles.
2. Homens e Mulheres têm direito à água quente, ao aquecimento no inverno e a um telhado.
3. Homens e Mulheres têm o direito de morrer, não sendo, no entanto, uma obrigação.
4. Homens e Mulheres têm o direito de cometer erros.
5. Homens e Mulheres têm o direito de ser únicos.
6. Homens e Mulheres têm o direito de amar.
7. Homens e Mulheres têm o direito de não ser amados, mas não necessariamente.
8. Homens e Mulheres têm o direito de ser medíocres e desconhecidos.
9. Homens e Mulheres têm o direito de caminhar lentamente.
10. Homens e Mulheres têm o direito de amar e cuidar de um gato.
11. Homens e Mulheres têm o direito de cuidar de um cão até que um deles morra.
12. Um cão tem o direito de ser cão.
13. Um gato não é obrigado a amar o seu dono, mas deve ajudar em tempos de necessidade.
14. Algumas vezes, Homens e Mulheres, têm o direito de não ter consciência de seus deveres.
15. Homens e Mulheres têm o direito de estar em dúvida, mas isso não é uma obrigação.
16. Homens e Mulheres têm o direito de serem felizes.
17. Homens e Mulheres têm o direito de serem infelizes.
18. Homens e Mulheres têm o direito de ficar em silêncio.
19. Homens e Mulheres têm o direito de ter fé.
20. Ninguém tem o direito à violência.
21. Homens e Mulheres têm o direito de apreciar a sua insignificância.
22. Ninguém tem o direito de ter desígnios sobre a eternidade.
23. Homens e Mulheres têm o direito de compreender tudo.
24. Homens e Mulheres têm o direito de não compreender nada.
25. Homens e Mulheres têm o direito de ter qualquer nacionalidade.
26. Homens e Mulheres têm o direito de celebrar ou não celebrar o seu aniversário.
27. Homens e Mulheres devem lembrar-se do seu nome.
28. Homens e Mulheres podem partilhar o que possuem.
29. Ninguém pode partilhar o que não possui.
30. Homens e Mulheres têm o direito de ter irmãos, irmãs e pais.
31. Homens e Mulheres podem ser independentes.
32. Cada um é responsável pela sua liberdade.
33. Homens e Mulheres têm o direito de chorar.
34. Homens e Mulheres têm o direito de ser mal interpretados.
35. Ninguém tem o direito de culpar outra pessoa.
36. Homens e Mulheres têm o direito de ser um indivíduo.
37. Homens e Mulheres têm o direito de não ter direitos.
38. Homens e Mulheres têm o direito de não ter medo.
39. Não se anulem;
40. Não retruquem;
41. Não se rendam.

Infelizmente, Frank Zappa morreu dois anos antes de ter a chance de ver, no centro da cidade antiga de Vilnius, a estátua em sua homenagem erguida.

Mas nós todos continuamos vivos para refletirmos sobre este peculiar exemplo. Possível, desde que construído a partir do que genuinamente temos. E junto a quem verdadeiramente confiamos e amamos.

Afinal, o mundo é muito desconfortável para a maioria das pessoas – ainda que haja espaço e condições para todos viverem em equilíbrio.

Todos sonham com um lugar onde possam viver em paz, onde se possa manter o sentimento de harmonia, que é a unidade entre homens e alegria.

Então, deve haver um pequeno pedaço de terra onde a vida, desta forma, seja possível, não?

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Agro será mesmo?

Campanhas milionárias do agronegócio são divulgadas pela grande mídia. Em especial na rede globo, cujos proprietários são grandes produtores rurais. Imagens mostram plantações e colheitas com máquinas fantásticas e cortam para os produtos nos supermercados. O telespectador pouco informado não tem como duvidar: é uma maravilha, o que seríamos de nós sem o agronegócio. Blog do Conde

Concordar que agro é tech não é difícil. Aquelas máquinas imensas que devem substituir centenas de trabalhadores, podem ser consideradas tech. Já aceitar que é pop fica mais difícil. De popular não tem nada. E ainda são responsáveis por diversos problemas ambientais, pois desequilibram o ecossistema e provocam o empobrecimento do solo. Mas dizer que agro é tudo, é demais. É uma mentira deslavada, principalmente quando a propaganda leva o telespectador a imaginar que aquela produção rica e tech vai estar nas vendas e nos supermercados.

“Manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil”. No mesmo dia, em uma transmissão ao vivo nas redes sociais, declarou Bolsonaro: “Vou buscar pacificar o nosso Brasil. Nós vamos pacificar. Sem eles contra nós ou nós contra eles. Nós temos como fazer políticas que atendam o interesse de todos”. Blog do Conde

Desde a sua posse, ao contrário de seu juramento e de sua primeira declaração como presidente, Jair Bolsonaro não fez outra coisa a não ser dividir a população brasileira, criando inimigos imaginários e atrelando o Brasil aos interesses dos EUA. Para ele, quem não reza em sua cartilha negacionista, é comunista e traidor da pátria. E comunista para ele pode ser o Papa ou qualquer um que lhe faça oposição.

Não vai estar não. Aquelas monoculturas são para exportação, que é o negócio do agro. Quem coloca o alimento nas prateleiras das vendas e nas gôndolas dos supermercados leva o nome de agricultura familiar. Segundo a ONU, cerca de 80% de toda a comida do planeta vem desse tipo de produção.

No Brasil, a agricultura familiar envolve aproximadamente 4,4 milhões de famílias e é responsável por gerar renda para mais de 70% dos brasileiros que vivem no campo. De acordo com o censo agropecuário de 2017, realizado pelo IBGE, 77% dos estabelecimentos rurais no Brasil são classificados como sendo de agricultura familiar. Ainda assim, esses pequenos produtores, que são os responsáveis em colocar o alimento nas mesas dos brasileiros, têm acesso a apenas 14% de todo o financiamento disponível para a agricultura.

Outro importante parceiro para garantir o alimento ao brasileiro tem sido o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), por intermédio de seus assentamentos. A  agricultura familiar do MST, localizada no Rio Grande do Sul, é a maior produtora de arroz orgânico da América Latina. O que sobra no mercado interno é exportado para diversos países, como EUA, Portugal, Itália, China e Emirados Árabes. Por falar em MST, o movimento já doou, desde o início da pandemia, mais de 3.400 toneladas de alimentos.

São tantas aberrações que, confesso, dá até revolta enumerar os absurdos dos feitos e o desatino das declarações do capitão e de seus capitaneados. Triste Brasil, diria hoje o nosso Drummond. Blog do Conde

Felizmente, ainda temos jornalistas afiados que tentam, a duras penas e pouco apoio publicitário, revelar o Brasil real a seus leitores, ouvintes e espectadores. Não são muitos como o Diário do Centro do Mundo, Brasil 247, Revista Fórum e Intercept Brasil. E ainda alguns bons comunicadores espalhados web afora. Entre eles, o excelente Gregório Duvivier (Greg News).

Agrize-se: AGROFLORESTA: 50 x 100, From garden to forest e Agroflorestar, La Agroecología en tiempos del COVID-19, Cursos online e gratuitos sobre agrofloresta, permacultura e ecodesign, Mônica Lopes Ferreira toma o chá de agrotóxico, aceita um gole?!?, Substituto de agrotóxico: eucalipto, Dermacação agropop

Vacinas. A opinião de Machado de Assis

Crônica, 9 de dezembro de 1894

Quando Machado de Assis encontrou Epitácio Pessoa no Rio de Janeiro | JOTA  Info

“Tudo tende à vacina. Depois da varíola, a raiva; depois da raiva, a difteria; não tarda a vez do cólera-morbo.

O bacilo-vírgula, que nos está dando que fazer, passará em breve do terrível mal que é, a uma simples cultura científica, logo de amadores, até roçar pela banalidade. (…)

Todas as moléstias irão assim cedendo ao homem, não ficando à natureza outro recurso mais que reformar a patologia.

Não bastarão guerras e desastres para abrir caminho às gerações futuras; e demais a guerra pode acabar também, e os próprios desastres, quem sabe? obedecerão a uma lei, que se descobrirá e se emendará algum dia.


Sem desastres nem guerras, com as doenças reduzidas, sem conventos, prolongada a
velhice até às idades bíblicas, onde irá parar este mundo? Só um grande carregamento, ó doce mãe e amiga Natureza; só um carregamento infinito de moléstias novas.


Mas a vacina não se deve limitar ao corpo; é preciso aplicá-la à alma e aos costumes, começando na palavra e acabando no governo dos homens.

Já a temos na palavra, ao menos, na palavra política. Graças às culturas sucessivas, podemos hoje chamar bandido a um adversário, e, às vezes, a um velho amigo, com quem tenhamos alguma pequena desinteligência. Está assentado que bandido é um divergente. Corja de bandidos é um grupo de pessoas que entende diversamente de outra um artigo da Constituição.

Quando os bandidos são também infames, é que venceram as eleições, ou legalmente, ou aproximativamente. (…)

Conhecido o princípio, sabido que tudo deriva de um micróbio, inclusive o vício e a virtude, obtém-se pelo mesmo processo a eliminação de tantos males.

O boato tem sido descomposto de língua e de pena, é um monstro, um inimigo público, é o diabo, sem advertirem os autores de nomes tão feios, que o boato é a cultura atenuada do acontecimento. Daqui em diante a história se fará com auxílio da bacteriologia.


As eleições, – uma das mais terríveis enfermidades que podem atacar o organismo social, – perderam a violência, e dentro em pouco perderão a própria existência nesta cidade, graças à cultura do respectivo bacilo.

Aposto que o leitor não sabe que tem de eleger no último domingo deste mês os seus representantes municipais? Não sabe. Se soubesse, já andaria no trabalho da escolha do candidato, em reuniões públicas, ouvindo pacientemente a todos que viessem dizer-lhe o que pensam e o que podem fazer. (…)”

Vacize-se: Thomas Malthus ou Thanos, Imunidade de rebanho, Gripe Espanhola, Centro Municipal de adoção de cães e gatos, A Revolta dos Macacos, CORTA-JACA, Doenças que podem ser tratadas com Canábis Medicinal, Joaquim

Voto Nulo

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Antes de mais nada decodifiquem os códigos, vocês não são Revolucionários se não desvendarem os códigos da Programação Linguística e Mental. 

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ESCOLAS MUDAM!

Nossa Constituição Federal reza, em seu artigo 1º: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. Fernando Beltrão Lemos Monteiro

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L’Homme et la Terre (1905-1908).

TUDO o que pode ser dito a respeito do sufrágio pode ser resumido em uma frase: votar significa abrir mão do próprio poder. Eleger um senhor, ou muitos senhores, seja por longo ou curto prazo, significa entregar a uma outra pessoa a própria liberdade. Elisée Reclus – Coletivo Anarquismo Piracicaba e Regiao

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Se o voto mudasse alguma coisa, eles o tornariam ilegal.

O voto nulo é uma forma de os cidadãos expressarem o seu descontentamento com o sistema político vigente no acto eleitoral, por outro lado, o ato de votar nulo é na verdade uma manifestação de falta de cidadania, que contribui para piorar o nível dos ocupantes de cargos públicos. Wikipédia

O primeiro turno das eleições teve que ser novamente realizado em 28 municípios brasileiros. Eleições 2004 – Terra

O Código Eleitoral Brasileiro (Lei nº 4.737/art. 224) diz que:
“Se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do estado nas eleições federais e estaduais, ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações, e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias.”

Votos nulos são como se não existissem: não são válidos para fim algum. TSE

Votar é uma idiotice. É tão tolo quanto acreditar que os homens comuns como nós, sejam capazes, de uma hora para outra, num piscar de olhos, de adquirir todo o conhecimento e a compreensão a respeito de tudo. Elisée Reclus – Coletivo Anarquismo Piracicaba e Regiao

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VOTE NULO

• Votar é um ato de renunciar à própria liberdade. Não precisamos de líderes para nos impor leis e criar regras que limitam nossos direitos.

• A democracia se tornou um espetáculo de televisão. O eleitor escolhe candidatos como produtos. É preciso negar esse sistema.

• Não é possível mudar o sistema político por dentro dele. A política muda as pessoas, levando qualquer um à corrupção.

• Os candidatos são cada vez mais parecidos. A briga entre eles é falsa e serve para que ainda haja esperança na democracia e para que continuem no poder.

• Se o eleitor não está contente com nenhum candidato, tem o direito de anular. É uma escolha legítima como qualquer outra.

• Política não é só voto, também é pressão e participação pública. As eleições sugerem que não há outra atitude política além do voto.

• Se o eleitor não conhece os candidatos, corre o risco de votar em corruptos. Portanto, sua melhor opção é anular.

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NÃO VOTE NULO

• É claro que precisamos de líderes e representantes de nossas opiniões e desejos. Uma sociedade sem líderes seria anárquica e acabaria em barbárie.

• O voto nulo tem pouco valor como protesto, já que os políticos brasileiros não se importam com a opinião do eleitor.

• Mesmo se a maioria da população anulasse o voto, não haveria efeito nenhum, já que a Constituição considera apenas os votos válidos.

• A corrupção no Brasil está concentrada em alguns grupos. Basta evitá-los e conhecer bem os candidatos, para a política melhorar.

• Anular é uma atitude alienada, de quem não se importa com o rumo do país. Retirar-se da discussão é fácil, porém perigoso.

• A política não é só voto, mas ele é uma peça importante para decidir os rumos do país e não exclui outras formas de ação política.

• Se as pessoas conscientes anularem o voto, a eleição será decidida apenas pelos menos capacitados. Liliana Pinheiro

organize-se

QUEM TEM A DECISÃO É VOCÊ. VOTAR SIGNIFICAR ABRIR MÃO DE O SEU PRÓPRIO PODER. SIRVA. VOTE CONSCIENTE. E PARA OS QUE ESTÃO PENSANDO EM VOTAR BRANCO, EU SÓ PEÇO UMA COISA: VOTE NULO, ENTÃO! MOVA-SE!

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Juíza de Goiás proíbe fotos de agentes políticos em repartições estaduais

Para a juíza, é “muito frágil” o argumento do estado de que, ao expor as fotografias, apenas está seguindo um costume cultivado pela administração pública. Zilmene Gomide Manzolli afirmou que “a vedação constitucional é taxativa e inflexível, não permitindo a referência a nomes, símbolos e (ou) imagens que caracterizam a promoção pessoal, mesmo em se tratando de uma tradição da administração, posto que evidente sua promoção pessoal com a exposição da imagem”. Revista Consultor Jurídico, 7 de novembro de 2015, 10h13

MarconiPerillogovernador

A decisão é resultado de pedido do Ministério Público do Estado de Goiás. Na solicitação, o órgão argumenta que a prática configura promoção pessoal e fere os princípios da legalidade, da moralidade, da impessoalidade e da publicidade, além de promover gastos desnecessários ao erário. A magistrada ressaltou ainda que a prática é um desrespeito ao princípio da economicidade, também previsto na Constituição. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-GO. Ação Civil Pública 201402435970

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Parabéns Nestlé 2

Um canceriano sem lar.

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Peter Brabeck-Letmathe, presidente mundial da Nestlé, uma das maiores empresas de gêneros alimentícios mundiais, afirma que a água é como qualquer outra commoditie agrícola, e deveria ser privatizada, explorada comercialmente e precificada, e acredita que “o acesso à água não é um direito público nem um direito humano.”.
Grandes empresas multinacionais de bebidas, como a Coca-Cola e Nestlé sugam milhões de litros de água de poços subterrâneos, deixando o público sofrer com tais faltas e geralmente recebem privilégios sobre a água (e até isenções fiscais) e sobre a sociedade porque criam postos de trabalho.
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Liberdade de expressão

Liberdade de Imprensa

Atributo fundamental dos regimes democráticos que significa a liberdade de acesso e divulgação de informações sem censura prévia ou ostensiva dos órgãos estatais. Jusbrasil
liberdade-de-imprensa3-300x200
A imprensa, em qualquer democracia funcional, é central. Por isso, é tão atacada. Só uma imprensa livre disponibiliza fatos e situações que poderiam estar sendo jogadas para debaixo dos tapetes administrativos. Os que não acreditam no valor da liberdade e da democracia sempre questionarão a liberdade de expressão e darão um jeito de podá-la. A liberdade de expressão e de informação é um valor prioritário, sem o qual a democracia e o progresso não se sustentam. Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul
Lei da Liberdade de Imprensa – Lei nº 2.083, de 12 de novembro de 1953

dia mundial liberdade imprensa

A liberdade de imprensa estabelece um ambiente no qual, sem censura ou medo, várias opiniões e ideologias podem ser manifestadas e contrapostas, ensejando um processo de formação do pensamento.

Um povo só consegue lutar pelos seus direitos se os conhece. Por isso, nos dizeres de Rui Barbosa, “a palavra aborrece tanto os Estados arbitrários, porque a palavra é o instrumento irresistível da conquista da liberdade. Deixai-a livre, onde quer que seja, e o despotismo está morto”. Aline Martins Rospa

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O Estado Laico

estado laico ecumenismo

Um Estado secular ou estado laico é um conceito do secularismo onde o Estado é oficialmente neutro em relação às questões religiosas, não apoiando nem se opondo a nenhuma religião. Um estado secular trata todos seus cidadãos igualmente, independente de sua escolha religiosa, e não deve dar preferência a indivíduos de certa religião. Wikipédia
todasreligioesempaz

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Que País É Esse?

Que País É Esse? – Legião Urbana

Nas favelas, no Senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a Constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?

No Amazonas, no Araguaia iá, iá,
Na baixada fluminense
Mato grosso, Minas Gerais e no
Nordeste tudo em paz
Na morte o meu descanso, mas o
Sangue anda solto
Manchando os papeis e documentos fieis
Ao descanso do patrão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?

Terceiro mundo, se foi
Piada no exterior
Mas o Brasil vai fica rico
Vamos faturar um milhão
Quando vendermos todas as almas
Dos nossos indios num leilão
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
Que país é esse?
lulafernandes

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