Como aprendemos a comer plantas tóxicas sem ajuda da ciência

Ao longo das gerações, nossos ancestrais acumularam ideias úteis por tentativa e erro, que foram copiadas pelas gerações seguintes.

Em 1860, os exploradores Robert Burke e William Wills lideraram a primeira famosa expedição europeia pelo interior desconhecido da Austrália, mas a sorte não esteve ao lado deles. Devido a uma combinação de falta de comando, mau planejamento e azar, ficaram sem comida na viagem de volta.

Os yandruwandha deram aos exploradores bolos feitos a partir de vagens esmagadas de uma samambaia chamada nardoo, que é um tipo de samambaia nativa da Austrália. Burke brigou com eles e, imprudentemente, os afastou ao disparar sua pistola.
O nardoo, um tipo de samambaia, é coberta por uma enzima chamada tiaminase, que é tóxica para o corpo humano. A tiaminase impede a absorção pelo corpo da vitamina B1, que tem entre suas principais funções o metabolismo dos carboidratos, lipídios e proteínas e a estimulação de nervos periféricos.

Como comida, a nardoo é mais uma curiosidade. O que não é o caso da mandioca, que é uma fonte vital de calorias em várias regiões do mundo, em particular na África e na América Latina.
À rigor, há dois tipos de mandioca, a mandioca mansa, também chamada de mandioca de mesa (conhecida também no Brasil pelos nomes de macaxeira e aipim), e a mandioca brava, conhecida como mandioca de indústria, mas a mandioca brava é altamente tóxica – e requer um procedimento industrial ou um ritual de preparação tedioso e complexo para torná-la um alimento seguro. Ela libera cianeto de hidrogênio.

Plantas tóxicas estão por toda parte. Às vezes, processos simples de cozimento são suficientes para torná-las comestíveis. Mas como alguém aprende a elaborada preparação necessária para a mandioca ou o nardoo?

Para Joseph Henrich, professor de biologia evolucionária humana na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, esse conhecimento é cultural, e nossas culturas evoluem por meio de um processo de tentativa e erro análogo à evolução em espécies biológicas.

Na América do Sul, onde humanos comem mandioca há milhares de anos, as tribos aprenderam os muitos passos necessários para desintoxicá-la completamente: raspar, ralar, lavar, ferver o líquido, deixar a massa repousar por dois dias e depois assar.
Estudos realizados posteriormente mostram que o comportamento de imitar é instintivo entre humanos. Os psicólogos chamam isso de superimitação. Acordo Coletivo

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Conheça 13 maneiras de reaproveitar sobras e cascas de frutas e vegetais

Após as refeições, a grande maioria das pessoas joga fora o que sobrou da comida, assim como após o consumo de frutas e demais vegetais, porêm esses resíduos aparentemente inúteis podem ser aproveitados de diversas maneiras.

Muitos não apreciam o gosto ou a textura das cascas, sem contar que elas têm uma taxa maior de agrotóxicos, mas ao mesmo tempo, têm nutrientes e fibras que são passíveis de reaproveitamento. As cascas de cítricos, batata, abacate sem o caroço e até mesmo as cascas dos queijos podem ser reaproveitadas na casa, na comida ou como produto de beleza.

Aqui, mostraremos 13 maneiras de se reaproveitar esses alimentos. Vamos às receitas:

Casa

1. Limpeza de gordura: antes de usar os produtos considerados tóxicos, como detergentes, na cozinha, experimente o limão. Aplique, na área afetada pela gordura, os seguintes ingredientes: sal e bicarbonato de sódio. Então introduza limão espremido. Só tome cuidado para não utilizar a mistura em superfícies sensíveis, como as feitas de mármore. Atente também para, após a limpeza, lavar bem as mãos para que resíduos do limão não remanesçam em sua pele, pois o contato com o sol pode provocar queimaduras;

2. Limpeza interna de chaleira: sabe quando a parte interna da chaleira fica muito escura? Para limpar, encha-a com água e um punhado de cascas de limão e ponha-a para ferver. Assim que começar a borbulhar, desligue o fogo e deixe descansar por uma hora. Na sequência, é só escorrer e lavar bem;

3. Tecido corante: apesar de a fruta não ser tão comum no Brasil, cascas de romã são ótimos corantes vermelhos de tecido. Basta encher com água quente uma grande panela de aço inoxidável, adicionar cascas de romã e deixar em descanso durante a noite. Ferva a água com as cascas no dia seguinte e, em seguida, remova as cascas e adicione o tecido que você quer tingir de vermelho, mas ele precisa estar molhado. Ferva a roupa por uma hora e deixe-a esfriando durante mais uma noite. Remova-a da panela no dia seguinte, enxague em água fria e a partir daí lave-a com roupas de cores semelhantes;

4. Espante os mosquitos: Use em um daqueles velhos aparelhos repelentes de insetos que são ligados na tomada e substitua o tablete convencional por um pedaço de casca de laranja ou por alguma outra fruta cítrica qualquer;

Comida

5. Congele raspadinhas: se você fez um suco de limão, laranja ou de alguma outra fruta cítrica e as cascas sobraram, você pode ralá-las com um ralador e acondicioná-las no freezer em um recipiente adequado. Quando você tiver vontade, é só retirar as raspas do freezer e fazer sua raspadinha.

6. Azeite cítrico: triture cascas de frutas cítricas com um pilão (em um vaso de metal ou de madeira) com um pouco de óleo. Coloque em um frasco com mais óleo e deixe descansando por seis horas. Depois desse período, acondicione em um recipiente limpo para uso em sua salada;

7. Fazer batatas fritas: misture cascas de batata com bastante suco de limão e azeite. Espalhe as cascas de batata em camadas em uma assadeira e leve ao forno na temperatura de 400 graus, mexendo de vez em quando até dourar (cerca de dez minutos). Tempere a gosto;

8. Faça uma sopa: Ferva cascas de batata, de cebola, de cenoura, além de alho poró e de outros vegetais a gosto para fazer uma bela sopa. Salsinha e cebolinha também vão bem nesse caldo;

9. “Algo a mais” na sopa ou no caldo verde: cascas de queijo podem ser acrescentadas a sopas ou caldos para dar um toque especial no sabor e na textura;

10. Adicionar queijo às verduras: cascas de queijo podem ser acrescentadas às verduras refogadas. O sabor fica excelente;

11. Açúcar mascavo suave: se você é vítima do açúcar mascavo endurecido, tente adicionar casca de limão para mantê-lo úmido e maleável.

Beleza

12. Esfoliação de açúcar da banana: coloque açúcar na casca da banana e esfregue-a suavemente em seu corpo . Em seguida, basta enxaguar no banho;

13. Hidratar: esfregue a parte carnuda da casca de um abacate em seu rosto e você terá um hidratante muito eficiente.

Veja também: Minhocário., Repelente de insetos, Água oxigenada, Dia Mundial do Meio Ambiente., A Revolta dos Macacos, Hour guitar, Indivíduos perigosos, Desenho de criança, EU LEVO UMA VIDA DE CACHORRO!, Todos querem ser felizes!, O tempo chegará, Veneno ecológico para matar ratos., Pés no chão, Boca boa, Tijolo

Comida

Comida – Titãs

Bebida é água!
Comida é pasto!
Você tem sede de que?
Você tem fome de que?…

A gente não quer só comida
A gente quer comida
Diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída
Para qualquer parte…

A gente não quer só comida
A gente quer bebida
Diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida
Como a vida quer…

Bebida é água!
Comida é pasto!
Você tem sede de que?
Você tem fome de que?…

A gente não quer só comer
A gente quer comer
E quer fazer amor
A gente não quer só comer
A gente quer prazer
Prá aliviar a dor…

A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer dinheiro
E felicidade
A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer inteiro
E não pela metade…

Bebida é água!
Comida é pasto!
Você tem sede de que?
Você tem fome de que?…

A gente não quer só comida
A gente quer comida
Diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída
Para qualquer parte…

A gente não quer só comida
A gente quer bebida
Diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida
Como a vida quer…

A gente não quer só comer
A gente quer comer
E quer fazer amor
A gente não quer só comer
A gente quer prazer
Prá aliviar a dor…

A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer dinheiro
E felicidade
A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer inteiro
E não pela metade…

Diversão e arte
Para qualquer parte
Diversão, balé
Como a vida quer
Desejo, necessidade, vontade
Necessidade, desejo, eh!
Necessidade, vontade, eh!
Necessidade…

Veja também: Blue Dragon (Dragão azul), Ecoinventos, Morreu de que?, Irmãos metralha, Jesus era Peripatético., Makota Valdina, V de Vingança, Estrito cumprimento do dever

Minhocário.

Dados do Ministério da Agricultura revelam que, diariamente, o Brasil produz cerca de 144 mil toneladas de lixo orgânico, o que corresponde a 60% do lixo urbano. Planeta Sustentável

Primeiramente, compre ou encontre recipientes que possam se encaixar um no outro, (caixas de plástico, baldes, embalagem de sorvete);
Depois faça as marcações dos furos, não precisam ser muitos;
Depois use uma furadeira COM uma broca de 1/4″para fazer os furos em apenas dois dos recipientes, pois um recipiente que irá por baixo será um coletor de umidade que estiver em excesso e o local onde fica o “biofertilizante;
Depois forre com papel picado e folhas;
Por fim, coloque um pouco de terra com minhocas, faça furos e coloque restos de frutas (exceto as cítricas), folhas, galhos, nunca coloque carne ou resto de alimentos gordurosos. Mantenha a terra sempre úmida (úmida, não encharcada) e coloque a caixa em um local fresco sem a incidência de sol direto.
A criação de minhocas, é uma excelente prática que diminui o volume do lixo, você pode usar as minhocas para alimentar peixes ou isca para pesca, o húmus pode ser usado para plantas ou aquários plantados se forem esterilizados e tratados. (Natureza)

Veja também: Manual de agricultura urbana, Carta da Terra, Anestesia mental., Dia Mundial do Meio Ambiente., Opção de escolha?, Chora Darwin., Legalize Já, Porquê eu quis?, Brasileiro Reclama De Quê?, Hora do Código, Mãe Gaia

Ana Primavesi, Engenheira agrônoma.

O solo sempre me fascinou, porque do solo dependem as plantas, a água, o clima. Tudo está interligado. Não existe ser humano sadio se o solo não for sadio e as plantas bem nutridas” – Ana Maria Primavesi

“Uma planta precisa de 45 nutrientes para crescer bem, e não apenas três (nitrogênio, fósforo e potássio), como prega a agricultura convencional, que é feita sobre um solo morto.” Ana Primavesi, primeira filiada da AAO – Associação de Agricultura Orgânica.

Para recuperar um solo morto, leva no mínimo quatro anos, é necessário agregar ao solo vida, os microrganismos, precisa de comida, que é a matéria orgânica, restos vegetais principalmente, a adubação química só mata o solo.

A produção num solo vivo é até três a quatro vezes superior do que a agricultura convencional e a obrigatoriedade de certificação orgânica é uma maneira de cobrar mais caro pelo produto orgânico.

Fonte: Grupo Estado

Veja também: Carta da Terra, Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura de Paz – UMAPAZ, Território, Meio o quê?, Makota Valdina, Bolsa ruralista, quer que desenhe?, Free Energy, Steve’n’Seagulls, Coletores de sementes