Piratas do Tietê vão invandir os cinemas

A densa crítica política, sempre denotada por Laerte, tratando de decisões decorrentes da atual quebra de amarras de Laerte, o roteiro investe, abstratamente, em temas atuais como o policiamento, a expectativa de padronização (em campos sexuais e de castração) e uma politicagem torpe, à frente de reflexos sociais nefastos. Mas é muito justo com o espectador alertar de que se trata de uma obra sem começo, meio e fim. Tudo se faz presente e agora, longe de ordenamentos ou medidas harmônicas. Ricardo DaehnDivirta-se Mais

O filme A Cidade dos Piratas, de Otto Guerra (Até que a Sbornia Nos Separe), em desenvolvimento há mais de 20 anos, criados em 1983, os Piratas do Tietê é baseado na obra da cartunista Laerte. A distribuição ficará a cargo da Vitrine Filmes e a animação deve ser concluída até o término do próximo mês de março (via Variety).

É um desenho animado para crianças. Mas crianças espertas“, ressalta o realizador, em entrevista ao Uol. O projeto deve levar toda a irreverências dos sádicos e divertidos piratas, que navegam a extensão do Tietê, mais famoso rio da cidade de São Paulo, buscando vítimas para saquear ou para, simplesmente, torturar, são figuras perfeitas para realizar um contraponto histórico à realidade política e social do Brasil.

Laerte

A própria Laerte torna-se personagem do longa, interpretando o papel da autora que deseja impedir a produção de A Cidade dos Piratas – no início dos anos 90, Laerte realmente chegou a renegar seus personagens, logo após sua mudança de gênero. Segundo Guerra, o filme é um documentário animado que mistura ficção e realidade.

Descrito como uma história non-sense, única e universal ao mesmo tempo, A Cidade dos Piratas ainda não tem previsão de estreia. AdoroCinema