CDB e Olímpiadas, as Cannalimpíadas!

Desde o surgimento da WADA, em 1999, os cannabinóides THC e CBD eram considerados de uso ilegal em competições esportivas oficiais, essa será a primeira Olimpíada onde atletas poderão se beneficiar dos efeitos do CBD em sua recuperação muscular e outros usos voltados ao esporte. Dr. Banz! 

Liberado pela Agencia Mundial Antidoping (WADA) em 2017 e retirado da lista de substâncias proibidas no esporte pela organização em 2018, o CBD já é uma realidade nas Olimpíadas de Tóquio deste ano. Atletas como o maratonista Daniel Chaves, que faz uso do CBD desde 2016 por conta uma depressão, afirma que a substância salvou sua carreira no esporte. João R. Negromonte – Sechat

De início, ele buscou ajuda nos remédios de tarja preta. “Não foi legal. Tomar aqueles medicamentos me deixava prostrado, por causa dos efeitos colaterais. Então parei de usá-los, mas não conseguia ficar estável”, relembra o corredor, que conheceu o óleo de canabidiol, também chamado de CBD, em 2018, por meio de um amigo que o utilizava para tratar dores resultantes de uma batida de carro. ANITA KREPP – piauí

Outros atletas brasileiros reforçam o time de Daniel, como o catarinense Pedro Barros, de 25 anos, considerado hoje o maior nome do skate brasileiro e Bruno Soares, tenista de 39 anos que faz uso do CBD há três anos.

O médico neurologista Renato Anghinah, professor da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) afirma também que não há relatos de efeitos colaterais relacionados com o uso da substância e que por isso, pode ser que cada vez mais atletas se interessem por esse medicamento.

Sha’Carri Richardson era a grande esperança dos Estados Unidos para acabar com o domínio da Jamaica na prova mais nobre do atletismo. O problema é que a norte-americana de 21 anos corre risco de ficar fora dos Jogos Olímpicos de Tóquio por ter testado positivo para o uso de maconha. Kauê Vieira – Hypeness

Os outros compostos da cannabis, porém, continuam vetados. Não à toa, Sha’Carri Richardson, velocista norte-americana favorita ao ouro em Tóquio, foi suspensa dos cem metros rasos por testar positivo para o THC, a parte psicoativa da cannabis, que exibe propriedades terapêuticas similares às do canabidiol, mas também causa euforia e, dado o nível de estimulação dos atletas é um composto que possivelmente não sairá da lista de substâncias proibidas no esporte nos próximos anos.

O maratonista Daniel Chaves: atleta diz que o canabidiol o ajudou a vencer a depressão
O maratonista Daniel Chaves: atleta diz que o canabidiol o ajudou a vencer a depressão – FOTO: CADU VIGILIA/DIVULGAÇÃO

O episódio reavivou um debate antigo: por que seguir proibindo o THC se hoje os cientistas já sabem que o consumo da substância não influencia no rendimento dos atletas? Tanto é assim que até a Casa Branca, ainda em cima do muro sobre a legalização da cannabis em todos os Estados Unidos, vem tentando uma reunião com a Wada para discutir o afrouxamento das regras sobre o uso da planta por esportistas.

“Acredito que já na Olimpíada de 2024 o THC será permitido. Tomara, pois vai melhorar a qualidade de vida de muita gente. Eu sou a prova dos benefícios que a cannabis pode trazer quando ministrada na quantidade certa”, afirma Chaves. Com a pandemia, a procura pelo CBD aumentou no Brasil. Muita gente começou a buscá-lo para neutralizar a insônia e outros distúrbios psíquicos trazidos pela crise sanitária.

O tratamento de Chaves é patrocinado pela USA Hemp, empresa que produz desde medicamentos até sais de banho à base de cannabis. Criada em 2014 por uma família de Goiás que se estabeleceu nos Estados Unidos há 25 anos, a companhia reserva 500 mil reais por ano para apoiar atletas e doar produtos a brasileiros de baixa renda que necessitam de tratamento canábico. “A história de superação do Daniel nos inspirou tanto que vamos lançar uma linha com seu nome”, diz a matriarca Corina Silva, CEO da empresa.

Cada vez mais, empreendedores do gênero buscam patrocinar atletas de alto rendimento no Brasil como parte de um plano de marketing, uma vez que a publicidade explícita de produtos de cannabis está proibida no país, assim como o seu plantio (já importação, venda e uso são permitidos desde 2015 por uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a RDC 17/15). Motivar um esportista a relatar sua experiência positiva com a erva pode ser um golaço.

Na verdade, o óleo nunca enfrentou grandes barreiras no universo desportivo. Ao contrário, foi recebido com curiosidade por boa parte dos atletas profissionais no mundo. Só que a maioria dos adeptos ainda teme tocar publicamente num assunto que é tabu há várias décadas.

Dr Banz - CBD legalizado nas Olimpíadas do Japão 2020

O fato é o seguinte, alguns atletas por medo de perder seus patrocínios usarão produtos com CBD, mas não vão divulgar. Mas outros atletas seres humanos maravilhosos, vão levantar a bandeira, vão divulgar e por consequência levarão nossa torcida pelas medalhas!

Hoje Chaves se considera um porta-voz dos benefícios da cannabis. Nascido e criado numa comunidade em Petrópolis, na serra fluminense, precisou bater um papo sobre o assunto com a mãe, que até então só relacionava a maconha a uma série de malefícios

Foi o triatleta amador Fernando Paternostro quem colocou a USA Hemp em contato com Chaves. Ele também fez a ponte entre quase cem outros esportistas e seus patrocinadores. Sócio da Atleta Cannabis com Peu Guimarães, Paternostro oferece toda a assessoria necessária para os interessados em aliar o esporte à erva. No mês retrasado, a empresa patrocinou o reality show de jiu-jitsu The New Star, exibido no YouTube. Treze dos dezesseis participantes tomaram CBD. Dois preferiram não experimentar o novo hype do esporte, e um foi desaconselhado a consumir o óleo por fazer uso de medicamentos controlados. 

Nos Estados Unidos, o uso de compostos da cannabis no contexto esportivo, seja na forma de óleo, cigarro, pastilha, bebida, creme, pomada e mesmo biscoito, vem se normalizando rapidamente. Vários atletas norte-americanos já admitem consumir a substância, como Megan Rapinoe, eleita melhor jogadora de futebol do mundo em 2019, e de sua companheira de equipe, Alex Morgan. De tão encantada com o tema, Morgan até criou a Just Live, marca de CBD feita por e para desportistas.

Mike Tyson também investe milhões em plantações da erva e promove debates sobre o assunto, que é especialmente interessante aos lutadores de boxe e MMA, não raro acometidos por problemas neurológicos devido às recorrentes pancadas na cabeça. Estima-se que pelo menos 30% desses atletas desenvolvam algum tipo de demência ou disfunção psicológica, como depressão e agressividade.

Foi o que aconteceu com o ex-companheiro da empresária Rose Gracie, cujo sobrenome é internacionalmente associado à prática do jiu-jitsu. “Vi meu então marido tentar o suicídio na minha frente. Ele lutava MMA na época e sofria de depressão. Quando conheceu a cannabis, passou a usá-la. Foi o que o salvou.”

Depois disso, Gracie fez parceria com uma marca norte-americana de produtos à base da erva e os colocou à venda em várias academias do grupo. A empresária virou uma espécie de consultora canábica dentro da própria família, que não estava muito confortável em relacionar o sobrenome de peso a algo que muitos enxergam como droga. Ela planeja abrir uma ONG para tratar com cannabis os atletas e ex-atletas que desenvolveram patologias decorrentes da luta.

De acordo com Gracie, cerca de 70% dos lutadores nos Estados Unidos já utilizam a erva recreativa ou terapeuticamente. A Comissão Atlética do Estado de Nevada (NSAC), que regulamenta algumas das lutas mais vistas no mundo, se juntou à Comissão de Boxe do Estado da Flórida e, no início de julho, decidiu acabar com as punições aos esportistas por uso de qualquer substância presente na cannabis.

No Brasil, o Sindicato de Atletas de São Paulo (Sapesp) será pioneiro na implementação de pesquisas sobre a planta com o intuito de oferecer maior conforto e apoio aos lutadores. A previsão é de que os estudos comecem ainda este ano. O presidente da instituição, Rinaldo Martorelli, já está testando em si mesmo o potencial da cannabis contra enfermidades como a dor no ombro que carrega desde os anos 1980, quando foi goleiro do Palmeiras. 

O médico Renato Anghinah, professor de neurologia na Universidade de São Paulo aposta que, a partir de 2022, as discussões acerca da cannabis irão avançar no mundo inteiro. “Cerca de 40% dos pacientes que tiveram Covid-19 se queixam de cansaço crônico e déficit de memória prolongados. Há indícios de que o CBD pode ajudar a vencer tais problemas, com poucos efeitos colaterais, como diarreia ou sonolência, mas nada muito intenso. Por isso, a tendência é que se abra um campo de estudos muito grande sobre o uso da erva em síndromes pós-Covid.”

Dr Banz - CBD legalizado nas Olimpíadas do Japão 2020

“Meu sonho é rodar o mundo disseminando informações sobre a planta enquanto me preparo para a Olimpíada de 2024. Quero levar o CBD às favelas do Rio, por exemplo, e dizer que se trata de um remédio de verdade. As comunidades quase não têm acesso a essas informações, e o Estado, quando pega um morador de lá com alguma quantidade de cannabis, só pensa em punir. Ninguém pergunta se o cara precisa daquilo para ficar estável psicologicamente.” Chaves planeja depois dos Jogos comprar um motorhome.

Olimpize-se: Que comecem os Doodle Champion Island Games!, Patrono do esporte brasileiro, Centro de Esportes Radicais, Toda bike importa, Capitão Fantástico, Canabidiol, o CBD, Os benefícios da cannabis no tratamento da Covid, Seus pés e sua saúde, Invista na cannabis ativa, Máquinas Voadoras, Van movida a energia solar ou com banheiro?!?

SOBRE MACONHA

THIAGO VENTURASOBRE MACONHA

Trecho gravado no show do 4 amigos.

Rodrigo MarquesMaconha – Stand Up Comedy

Hempze-se: Catastrofe natural?, Medical Hemp, Hemp Church, Hemp Roll, Hemp Car, Baterias de cânhamo, CANNABIS LIVRE DA ONU, VERDINHA, Vaginóides!, Direito ao cultivo individual ou aceita um hamburger?, O pai da maconha medicinal moderna, As discípulas de Jesus, Contrapropaganda sobre a Cannabis, Fibra de “maconha” na produção têxtil

Maconha, o prozac dos pobres?!?

O vício na maconha é uma questão bastante relativa até mesmo para os cientistas. Segundo o biomédico Renato Filev, pesquisador do Núcleo de Neurobiologia e Transtornos Psiquiátricos da USP, o vício na cannabis, de fato, não existe, mas sim um hábito de fumá-la. João R. e Natália Eiras – SUPERINTERESSANTE

O fato do conceito de dependência ter ganhado outras facetas também dificulta dizer se há o vício. “Há diferentes níveis de dependência. O vício na maconha, entretanto, é social e individualmente menos danoso do que os de outras drogas e mais fácil de ser enfrentado, ainda que acarrete grande sofrimento, como qualquer transtorno mental grave”, diz o antropólogo Maurício Fiore. Ou seja, você pode não se tornar quimicamente dependente da maconha, mas mentalmente.

Experiências que compararam pessoas que não fumavam maconha com usuários assíduos, que consumiam cinco baseados por dia há mais de 15 anos, mostraram diferenças sutis nos resultados de memória e atenção. A mesma pesquisa mostrou que o uso excessivo e diário de álcool causa mais sequelas do que a cannabis.

.“A ilegalidade da maconha é um enorme obstáculo para a pesquisa sobre consequências do seu consumo e para a disseminação de informações aos seus consumidores”, completa Fiore. Mas já sabe-se que o usuário eventual não precisa se preocupar com um aumento grande do risco de câncer. Porém, aquele que fuma mais de um baseado por dia há mais de 15 anos deve pensar em parar.

A maconha é uma planta da família Moraceae muito utilizada em todo o planeta, sendo considerada a droga ilícita mais utilizada no mundo. Seu consumo, quando comparada com outras drogas permitidas, perde apenas para o álcool e cigarro. Brasil Escola UOL

A principal forma de administração da maconha é a inalação (fumada), método que leva a um efeito rápido no organismo. Estima-se que em cerca de meia hora a maconha atinja seus níveis máximos no sangue do usuário. Além da inalação, muitas pessoas fazem uso da maconha, ingerindo-a.

A maconha é uma planta rica em diferentes substâncias químicas, apresentando, algumas delas, propriedades medicinais e também efeitos psicotrópicos, ou seja, que causam efeitos no nosso sistema nervoso central. Estima-se que a maconha possua mais de 400 componentes, sendo 60 deles conhecidos como canabinoides, que são os compostos psicoativos dessa planta.

“Uma parcela muito pequena de usuários de maconha migram para outras drogas”, diz o biomédico Renato Filev, pesquisador do Núcleo de Neurobiologia e Transtornos Psiquiátricos da USP. A maior e única ligação entre a maconha e o crack, por exemplo, é que ambos são ilegais e são vendidos no mesmo lugar. Segundo o antropólogo Mauricio Fiore, o que faz um usuário de maconha ter acesso a drogas mais pesadas é o simples e puramente fácil acesso a elas, por estarem na “mesma prateleira do supermercado”.

A maconha pode (ainda) não curar, mas ajuda a aliviar os incômodos do tratamento de transtornos mentais e de portadores do HIV, estimulando o apetite dos pacientes. O primeiro relato médico do uso medicinal da cannabis foi há 5 mil anos, em um herbário chinês, onde a planta era indicada para combater males como a asma, doenças do aparelho reprodutor feminino, insônia e constipação intestinal. No ocidente, quem inaugurou o uso “sério” da droga foi o professor Raphael Mechoulam, da Universidade Hebraica de Jerusalém. Atualmente, os medicamentos com base na maconha estão sendo usados em pacientes de Aids, câncer e esclerose múltipla. “Estão sendo feitos os componentes da Cannabis em comprimidos e spray”, conta o biomédico Filev. “A droga, então, poderá ser usada nos tratamentos de transtornos como ansiedade, depressão, psicose, esquizofrenia e doenças neurodegenerativas”.

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Invista na cannabis ativa

Nos últimos anos, a cannabis tornou-se uma indústria de US $ 9,7 bilhões, e deverá atingir quase US $ 25 bilhões em 2021. Nos EUA, a maconha é legal em oito estados, além do Distrito de Columbia, para uso recreativo, e 29 estados mais DC para uso medicinal. O índice de estoque de cannabis (sim, existe) aumentou 88,8% em 2016 e 91,8% em 2017. The GreenHub

E se é para apoiar a causa, ganhar algum dinheiro ou ambos, muitos de nós agora queremos colocar o nosso dinheiro onde está o mercado mais promissor da atualidade.

Em qualquer mercado que envolva commodities, quem produz a matéria-prima normalmente fica com as menores margens de lucro. Para recuperar o investimento e ganhar algum dinheiro, o agricultor, o pecuarista, o minerador e o pescador precisam produzir e vender grandes volumes. Com a cannabis não é diferente. Nos locais onde é permitido plantá-la, o preço da erva in natura vem caindo consistentemente, principalmente porque a demanda pelo produto legal não acompanha o crescimento da oferta, cada vez maior. Essa foi uma das primeiras lições que aprendi quando comecei a acompanhar esse universo mais de perto. As melhores oportunidades estão nas atividades que agregam valor aos insumos e entregam produtos mais sofisticados aos consumidores: remédios, concentrados, comestíveis, cosméticos etc. Ricardo Amorim

Aqui no Brasil, o plantio de cannabis segue proibido, mas a dinâmica é a mesma. Os negócios mais atrativos para investidores e lucrativos para seus donos estão na indústria, não na agricultura (a afirmação aqui é um tanto óbvia, mas no mundo da cannabis ainda há uma tendência de supervalorização do cultivo). Nesse contexto, avalio como extremamente positivo o anúncio feito pela brasileira Entourage Phytolab na semana passada. A startup de biotecnologia, com sede em Valinhos (SP), desenvolveu uma fórmula que dobra o potencial de absorção do canabidiol (CBD) pelos pacientes. Na prática, significa que o mesmo efeito terapêutico pode ser obtido com metade da dose, tornando o tratamento mais barato e mais eficiente.

A cannabis é, sem dúvida, uma oportunidade de investimento emocionante. Mas, como com qualquer coisa, você deve fazer sua pesquisa primeiro. Certifique-se de examinar completamente todas as empresas em potencial e ficar em cima do que está ocorrendo em termos de legislação. Comece por “paper trading” – escrevendo o que e quando você compraria e venderia.

“A quantidade de informações por aí é esmagadora – como é a quantidade de desinformação”, disse William Petruski, vice-presidente de vendas da Arcview. “Em qualquer estratégia de investimento, a informação é rei. E neste vertical, mais do que qualquer outro”.

Só pra deixar claro e evitar confusão: no Brasil, o porte e a comercialização da maconha é ilegal. Mas isso não te impede de investir lá fora (vou falar mais sobre aqui embaixo). Luis Ottoniseudinheiro

Aliás, até 2022, a expectativa é que esse mercado movimente US$ 23 bilhões só nos EUA, segundo estima a “Arcview Market Research”. No mundo, o valor deve chegar aos US$ 57 bilhões em 2027, segundo a “Forbes”. As razões que devem levar a esse “boom” estão ligadas a uma tendência na flexibilização das regulamentações, tornando esse mercado mais comum e promissor.

O setor funciona da seguinte forma:

  • Plantadores: Essas empresas, como é o caso da Canopy Growth, cultivam a maconha geralmente em estufas, colhem e distribuem os produtos aos consumidores finais.
  • Empresas de biotecnologia – Focam no desenvolvimento de drogas que têm como base a cannabis. Esse é o caso da GW Pharmaceuticals, por exemplo.
  • Fornecedores de produtos e serviços – Essas empresas fornecem equipamentos aos plantadores que facilitam no processo de desenvolvimento dos produtos e na experiência do usuário. Esse é o caso da empresa Scotts Miracle -Gro, por exemplo.

Já para a especialista em direito e processo penal, Anna Julia Menezes, da Vilela, Silva Gomes & Miranda Advogados, o investidor deve ficar atento aos riscos desse tipo de aplicação. “Se algo der errado, você não terá a ajuda da CVM, já que a aplicação foi feita sobre regra de outro país”, explica. 

Portanto, além de monitorar o desempenho das empresas que pretende aplicar, é necessário ficar de olho na legislação do país (e no caso dos EUA, no estado) em que a empresa possui sede.

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A OMS removeu a maconha da categoria de drogas?

No final de julho de 2020, diversos sites espalharam a informação a respeito de uma nova classificação que teria sido anunciada pela Organização Mundial da Saúde. Sites como o Medicina News e o Diário Online afirmaram que a OMS teria removido, em seu último balanço, a maconha da categoria de drogas. A afirmação também foi bastante compartilhada nas redes sociais e em grupos do WhatsApp. Gilmar Lopes – E-farsas

No começo de julho de 2020, o site indiano de checagem de fatos Fact Crescendo entrou em contato com a Organização Mundial da Saúde, que lhe respondeu não ter tirado a maconha da categoria de drogas!

Conforme explicado pelo site Smoke Buddies, a posição da OMS em relação à maconha é que a entidade chegou a emitir um documento com recomendações para reduzir o controle internacional sobre a cannabis, mas a análise de um órgão de monitoramento das Nações Unidas concluiu que tais recomendações teria pouco impacto no controle internacional de drogas, a maioria dessas recomendações foi analisada e “vetadas” pela Organizaçao das Nações Unidas, após análise, isso foi em janeiro de 2019.

O ministro da Cidadania, Osmar Terra (MDB), tem usado informações e dados falsos ao falar sobre a possível legalização do plantio de maconha para fins medicinais e científicos em entrevistas ao longo dos últimos dois meses. Bruno Fávero – Aos Fatos

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que está com duas consultas públicas abertas sobre o assunto, foi acusada por Terra de querer forçar a legalização da droga no país.

Veja abaixo um resumo do que checamos:

1. Diferente do que diz o ministro, a Anvisa não estará contrariando a legislação se permitir o plantio de maconha para fins medicinais ou científicos. A Lei de Drogas, de 2006, já prevê essa possibilidade;

2. Também não é verdade que toda a propriedade medicinal da maconha esteja restrita ao canabidiol, uma das substâncias derivadas da planta. Existem remédios à base de THC, outro dos mais de cem canabinóides presentes na erva, e as pesquisas estão no começo;

3. É impreciso sugerir que a legislação restritiva da Suécia acabou com o problema das drogas no país. Embora os suecos apresentem consumo abaixo da média europeia de maconha e cocaína, o país tem a segunda maior taxa de mortalidade por drogas do continente e uma alta taxa de infecção por hepatite C entre usuários;

4. Também é impreciso dizer que 198 nações proíbem o plantio da maconha. A ONU só tem 193 países-membros (e mais dois observadores). Um levantamento de 2017 listava 12 países em que o cultivo era permitido. Desde então, ao menos outras 19 nações legalizaram a plantação para fins medicinais;

5. O ministro exagerou ao dizer que, em 2013, o número de auxílios-doença concedidos por dependência de álcool foi quatro vezes menor do que a soma de casos relacionados a outras drogas. Apesar de os auxílios ligados ao consumo de álcool terem, de fato, caído, eles continuavam naquele ano como a principal motivação de dependência química entre os novos beneficiários;

6. É verdade que o canabidiol pode ser produzido em laboratório. Um medicamento do tipo está na fila para ser aprovado pela FDA, agência que regula os remédios e alimentos nos EUA. Também há artigos científicos descrevendo como sintetizar o composto.

Em 2006, a dependência de álcool foi a razão de concessão de 13.760 auxílios-doença. A segunda droga que, sozinha, mais motivou benefícios foi a cocaína (2.434) e, depois, os canabinóides (275). Casos em que os beneficiados consumiram mais de uma droga ao mesmo tempo (o levantamento não especifica quais) somaram 7.295.

Em 2013, os casos relacionados ao abuso de álcool caíram 11%, para 12.123. Já os de cocaína totalizaram 8.490 benefícios, um aumento de 249% em relação a 2006. O mesmo aconteceu com o uso de múltiplas drogas, que foi para 21.688, variação de 197%.

Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a planta e seus principais componentes sejam reclassificados em tratados internacionais contra drogas. Os especialistas da entidade pedem que a maconha e o haxixe (obtido a partir da resina da cannabis) sejam removidos do Schedule IV, a categoria mais restritiva de uma convenção mundial de drogas realizada em 1961, assinada por países de todo o mundo.  ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE

O Schedule IV é a categoria reservada para substâncias particularmente nocivas e com pouco uso medicinal, nela que se enquadram as drogas mais perigosas, como como LSD ou heroína.

O documento ainda não foi oficialmente formalizado, mas já está circulando entre os defensores da substância, relata a Forbes. No pedido, os especialistas querem que a planta, o haxixe e o tetraidrocanabinol (THC) sejam todos designados no Schedule I, onde se enquadram substâncias menos danosas e com propriedades curativas ou medicinais.

“O posicionamento da maconha no tratado de 1961, sem evidências científicas, foi uma terrível injustiça. Hoje, a OMS tem a oportunidade de corrigir um erro. Espero que a política não atrapalhe a ciência”, afirmou Michael Krawitz, veterano da Força Aérea dos Estados Unidos e defensor da legalização da maconha.

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Medical Hemp

A primeira autorização sanitária para venda de produto não medicamentoso a base de cannabis foi concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).  O produto se trata de um fitofármaco, com quantidade de THC de até 0,2%. Cannabis é o nome científico das plantas de maconha e o canabidiol é um elemento presente nessas plantas, que é utilizado em alguns tipos de medicamento. Jonas Valente – Repórter Agência Brasil

Quanto a medicamentos a base de cannabis, a Anvisa já havia autorizado o registro em 2016. O primeiro remédio registrado no Brasil foi o Mevatyl, indicado para o tratamento de adultos que tenham espasmos relacionados à esclerose múltipla.

Segundo a agência reguladora, a inclusão não altera as regras para importação de medicamentos com canabidiol ou outros extratos da maconha.

Fitofármaco derivado da Cannabis tem diversas aplicações terapêuticas e foi desenvolvido em parceria entre a USP e indústria farmacêutica do Paraná e custa R$ 2.143 com desconto, um fármaco de origem vegetal, sem indicação clínica pré-definida, significa que pode ser receitado para qualquer condição em que o CBD seja considerado potencialmente benéfico para o paciente.

Fabricado pelo laboratório Prati-Donaduzzi, no Paraná, o produto foi liberado para comercialização pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 22 de abril, e os primeiros lotes foram entregues ao mercado às vésperas do Dia das Mães, 10 de maio, já que a venda está condicionada à apresentação de receituário tipo B (azul), de numeração controlada, a exemplo do que já ocorre com calmantes, antidepressivos e outras substâncias psicoativas, que atuam sobre o sistema nervoso central. Cannabis & Saúde

O primeiro extrato de canabidiol desenvolvido no Brasil já chegou às farmácias do Brasil. O produto é a uma parceria entre indústria farmacêutica e cientistas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP). A solução oral possui 20o mg/ml de CBD e está sendo vendida por R$ 2.143 um frasco de 30 ml mais a seringa dosadora. Este é o valor com desconto, já que o preço real do produto é de R$ 2.500.

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Enquanto isso em Portugal, surto!?!

Folha de S. Paulo – 19/12/2019

Luís Fernando Tófoli, pesquisador sobr políticas de drogas, in: Folha de S. Paulo

Especialistas há muito procuram entender a relação entre doença mental e violência, e estes resultados sugerem que a percepção generalizada do público –de que os transtornos psiquiátricos deixam as pessoas mais suscetíveis à criminalidade violenta– é equivocada.

“Houve um tipo de reinstitucionalização dos pacientes com doença mental sob o pretexto de que eles são perigosos”, disse Fazel.

“Provavelmente é mais perigoso passar na frente de um bar à noite do que caminhar pelas proximidades um hospital onde os pacientes de saúde mental são liberados”, de acordo com Seena Fazel do departamento de psiquiatria da Universidade de Oxford, que conduziu o estudo. DA REUTERS – 07/09/2010, in: Folha de S. Paulo

Todos os dias, João vai com seu carrinho para a faculdade. O carro já está um tanto fragilizado, mas realiza o percurso com sucesso. Um dia, João decide subir a Serra com seu carrinho, porém a tarefa exige muito mais do automóvel do que ele estava acostumado, e por isso ele quebra. UFRGS

Imagine agora que o carrinho do João não é mais um automóvel, mas a mente dele. A faculdade é a rotina de João. E a subida da Serra é uma situação nova, que exige muito mais da mente de João do que ele estava habituado. Assim como o carro quebrou, a mente de João pode entrar em colapso ao passar por circunstâncias que desestabilizem sua psique já comprometida. Este colapso seria o que comumente se conhece por surto psicótico.

Esta é a história de João, mas poderia ser a de qualquer pessoa. O surto psicótico não discrimina; atinge a todas idades, gêneros, etnias e grupos sociais. Embora a palavra ‘surto’ já tenha se tornado uma expressão de uso corriqueiro, poucas pessoas compreendem o que ela significa de fato. “O surto psicótico ocorre, basicamente, quando uma psique já fragilizada entra em colapso, ou seja, em completo desequilíbrio”, explica o psicólogo Edílson Pastore da Clínica Pinel.

Para os psicólogos, o surto não é algo isolado; um conjunto certo de critérios caracteriza uma crise psicótica. Delírios, alucinações, comportamento desorganizado e discurso desorganizado são sintomas obrigatórios.

“Delírios são alterações do pensamento que se caracterizam por idéias que não condizem com a realidade objetiva”, enquanto que “alucinações envolvem sempre algum órgão senso-perceptivo, como a audição, a visão, o tato, o olfato e a sinestesia (sensações internas). Elas não são invenções – a pessoa realmente está vendo, ouvindo ou sentindo aquilo”. Ou seja, o primeiro ocorre na mente e o segundo atinge os sentidos.

Do ponto de vista psiquiátrico, o surto psicóticos está relacionado a uma distorção dos neurotransmissores, ou seja, das substâncias químicas produzidas pelos neurônios e que são responsáveis pelo envio de informações a outras células. “O pensamento tem um curso e um conteúdo, quando o conteúdo do pensamento está desagregado, ele perde conexão com a realidade ou então ele distorce a realidade, ele passa a ser um sintoma de surto psicótico”, explica a psiquiatra Clarissa Severino Gama do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. A dopamina é considerada um neurotransmissor chave da teoria neuroquímica da esquizofrenia e das psicoses em geral. Além dela, há uma série de outros neurotransmissores envolvidos, porém os mecanismos destes ainda não são profundamente conhecidos, estando em fase de estudos, como o glutomato e a serotonina.

Marina Ferreira & Danielle Sibonis
Reportagem realizada em Junho de 2007

Canabidiol, o CBD

O canabidiol, também conhecido por CBD, é um dos princípios ativos da Cannabis sativa, nome científico da maconha. Compõe até 40% dos extratos da planta e pode ser usado como medicamento para diversas doenças, que variam epilepsia severa a fibromialgia. É uma substância canabinoide (que age nos receptores canabinóides do cérebro).

Visto com desconfiança por ser feito a partir de uma planta ilegal e com efeitos psicoativos, o CBD conquistou espaço na mídia a partir de 2014, quando uma mãe ganhou, na justiça, o direito de importar a substância para o tratamento de sua filha que tinha a síndrome CDKL5, que causa epilepsia grave. Minuto Saudável

Na medicina, o canabidiol pode ser usado como anticonvulsivante, anti-inflamatório, ansiolítico e antitumoral, pode ser consumido em spray, em óleo ou fumado, mas não há um consenso de qual é mais efetivo. O óleo de CBD é o método mais usado para a administração do medicamento.
Apenas pessoas com laudos e receitas médicas podem comprar o medicamento, que é controlado. A ANVISA disponibiliza, em seu site, um cadastro para pessoas físicas. O cadastro exige diversos documentos e informações.
Você pode se cadastrar através do site da ANVISA, por e-mail (med.controlados@anvisa.gov.br) ou pelo correio.

A Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (ABRACE) conseguiu uma liminar de uma juíza federal que autoriza a produção e fornecimento do óleo de cannabis para cerca de 400 pacientes com receita médica.

Cassiano Teixeira começou bancando a produção do óleo através de doações, mas em 2015 criou uma associação de pacientes.

Cada família paga 150 reais mensais para a associação, com exceção de 30 famílias de baixa renda. Quase 400 pacientes são atendidos e há mais de 200 em uma lista de espera. Você pode entrar no site deles clicando aqui.

O CBD é um canabinoide que, assim como o THC, se liga aos receptores de canabinoides espalhados pelo corpo humano, conhecidos como CB1 e CB2. Growroom

O Canabidiol não é psicoativo, ou seja, ele não causa o famoso “barato”, e contrapõe alguns dos efeitos do THC, interagindo diretamente com ele. Pacientes informam que com o THC usado isoladamente, como na forma de dronabinol (THC sintético), os efeitos psicoativos são muito fortes, podendo causar paranoia, tontura e outros efeitos desagradáveis.
O CBD possui um efeito sedativo. Plantas com alto teor tendem a causar mais sono e relaxamento quando consumidas.

O CBD foi estudado como um potencial neuroprotetor, sendo testado como tratamento para a epilepsia de difícil tratamento, mas ainda não há evidências suficientes de sua eficácia, parece ter propriedades anti-inflamatórias, demonstrando potencial para o tratamento de diversas doenças inflamatórias, como a artrite reumatoide, a esclerose múltipla, a doença de Crohn, diabetes tipo 1, entre muitas outras.
Diferente do THC, o CBD isolado não possui efeito analgésico. Utilizado em conjunto com o THC, contudo, ele parece potencializar os efeitos do THC no combate à dor crônica, sobretudo a dor neuropática (comum em pacientes com câncer ou AIDS, por exemplo). Ao que tudo indica, o CBD e o THC em conjunto são mais eficazes do que o THC isolado no tratamento da dor.

A cannabis não bloqueia a dor como opiáceos, por exemplo. Ela parece simplesmente aumentar a capacidade do usuário em tolerar a dor, no tratamento da dor, a planta já é aceita como um analgésico pela medicina tradicional. Em estados americanos onde o uso medicinal da cannabis foi legalizado, as vendas de analgésicos a base de opiáceos caiu consideravelmente, indicando uma preferência pela cannabis por parte de muitos pacientes.

O CBD tem efeito antipsicótico. Diversas pesquisas indicaram esse efeito, inclusive estudos realizados no Brasil, na USP de Ribeirão Preto.
Pesquisas com pacientes que automedicam com cannabis identificaram um alto número de pessoas utilizando a erva para tratar problemas psiquiátricos; com ou sem acompanhamento médico. Uma pesquisa realizada na Califórnia, em 1999, identificou 660 (26,6%) pacientes automedicando problemas psiquiátricos com cannabis. Entre eles, 274 sofriam de stress pós-traumático; 162 de depressão; 73 de ansiedade; 46 de depressão neurótica; 34 de desordem bipolar; 26 de esquizofrenia; 15 de déficit de atenção; 8 de distúrbio obsessivo-compulsivo; 5 de síndrome do pânico; 17 de outras enfermidades.
É importante, portanto, ter muito cuidado e somente se medicar com acompanhamento médico.
Em diversos estudos pré-clínicos (em laboratório ou em animais, não em humanos), o CBD demonstrou forte potencial no tratamento de diferentes tipos de câncer. Centenas de estudos demonstram efeitos antitumorais e anticancerígenos por parte do Canabidiol isolado.

Faltam investimentos em estudos, não somente com o CBD, mas com a cannabis como um todo, já que diversos de seus componentes parecem agir no organismo e até potencializar os efeitos terapêuticos uns dos outros, mais conhecimento sobre esse e outros componentes pode significar uma expansão na compreensão da biologia humana e um passo à frente no tratamento de dezenas de enfermidades, e assim avançar na luta pelo direito à vida e ao tratamento de escolha de pacientes-usuários.

Vote a favor da descriminalização do cultivo da cannabis sativa para uso pessoal terapêutico, clicando aqui

Luto, maconha mata!!!

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O governo mexicano deu início ao processo de legalização total da maconha recreativa. Após uma consulta nacional no mês passado em uma série de reuniões públicas, os legisladores do México concordaram em honrar a promessa de discutir a perspectiva de legalizar a maconha.

Tudo começou após uma decisão da Suprema Corte do país, no ano passado, que declarou ser inconstitucional “proibir o uso pessoal de cannabis”, alegando que feria o direito de livre criação de personalidade. Esta decisão foi uma parte essencial do processo para que o México afrouxasse suas leis sobre maconha.

Gil Kerlikowske, ex-comissário de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA do ex-presidente Bacarack Obama, participou de uma cúpula no Senado mexicano na semana passada para debater a legalização assim como sua regulamentação: algo que ele insistiu que seria fundamental para o sucesso da legislação.

Destacando a necessidade de proteger os jovens dos riscos da maconha por meio de controle rigoroso, ele pediu às autoridades mexicanas que garantissem que as receitas arrecadadas com a tributação da cannabis fossem investidas em reabilitação de drogas, programas educacionais assim como métodos de combate a qualquer reação dos cartéis de drogas.

“Se você quer um ambiente controlado para a maconha, precisa fazer todo o possível para eliminar o mercado negro” concluiu. Portal Mundo

Eduardo Vilas-Bôas!!!

O general Eduardo Vilas-Bôas, ex-comandante do Exército e atual assessor do Gabinete de Segurança Institucional do Palácio do Planalto, está com uma doença neuromotora e corre o risco de não falar mais. Ele conheceu o uso medicinal do canabidiol e cedeu uma entrevista falando em “hipocrisia social” ao mencionar as dificuldades de quem precisa do acesso ao tratamento. Facebook – Veja a matéria completa no link: http://bit.ly/2Zzx9WW

“Eu não entendo por que ao mesmo tempo que tem gente lutando aí, defendendo a legalização da maconha, está tão difícil se obter esses medicamentos para efeito medicinal. Eu acho, de certa forma, até uma hipocrisia social e vejo a luta de algumas pessoas que dependem disso para minimizar sintomas de efeitos de algumas doenças que têm dificuldade”, disse o general com dificuldade para respirar. defesanet

Ele afirmou que vai abrir um instituto com sua filha Adriana para ajudar pessoas que sofrem com doenças incapacitantes, assim como ele. Do UOL, em São Paulo 03/08/2019 21h30
O uso da cannabis para produção do medicamentos nos Brasil é criticado pelo ministro da Cidadania, Osmar Terra. Em 23 de julho, o ministro disse que pode encerrar as atividades da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) caso o órgão aprove regras sobre cultivo de Cannabis no Brasil para o fim.


Portador de ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica), doença neuromotora degenerativa, Villas Bôas foi diagnosticado com a doença em dezembro de 2016 e, com perda dos movimentos de forma acelerada, está sob o risco de perder a fala. Respeitado por militares, pela sociedade civil e classe jurídica, o general falou sobre as consequências da depressão, doença que o assola desde 2001. Poder360

Poetize-se: FHC = THC, José Mujica maconheiro?, Scoring drugs, Quarto poder, Doenças degenerativas, Suco de limão e Bicarbonato, Vamos acabar com o domínio da Monsanto, O Coxinha – uma análise sociológica, Paulo Freire, Jesus Negão, Carmina Burana: Introduction (O Fortuna), Índice de Desenvolvimento Humano, Cadê os Amarildos?, Ricardo LSD Boechat Doidão

Gustavo Guedes

“Minha família é militar. Sempre fui careta. Nunca vi maconha na minha vida. Se eu paro para pensar que eu dou três drogas para meu filho hoje (Topiramato e o Depakene, e dou o Klobazam, um tarja preta), para um bebê de um ano e três meses, por que não posso dar o CBD? Se a luz no fim do túnel é essa e se o CBD dá na maconha, OK. A gente vai usar maconha. Se desse no abacaxi, a gente usava folha do abacaxi, mas não dá”, diz Camila Guedes em cena do documentário Ilegal. Flavia Guerra , O Estado de S. Paulo – 08 Outubro 2014

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A morte do menino Gustavo Guedes, de um ano e quatro meses, que sofria da Síndrome de Dravet, no último domingo (1º), em Brasília, no Distrito Federal. A criança sofria uma doença rara que provoca crises epilépticas, assim como os pais da menina Anny Fischer, de 5 anos, a mãe de Gustavo Guedes lutava pela liberação de um medicamento derivado da maconha, o canabidiol (CBD), que diminui consideravelmente o número de crises.. DISTRITO FEDERAL – Do R7

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Uma caixa pequena protegida no fundo de um armário guarda as primeiras vezes de uma vida breve. Nela, há a mecha do primeiro corte de cabelo de Gustavo, a roupa usada nos primeiros dias, um par de sapatinhos e a chupeta. Os itens formam uma singela, porém significativa, coleção de lembranças do primeiro filho de Camila e Cristiano Guedes. O tempo passou diferente, em 25 de janeiro de 2013, às 6h, quando Gustavo nasceu. A vida começou a correr como os números de um cronômetro, diante dos olhos preocupados dos pais. LEILANE MENEZESMetropoles

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A morte do menino Gustavo Barbosa, de um ano e quatro meses, no domingo (1º/6), passará por um processo de investigação conduzido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A substância é proibida no Brasil, mas a Anvisa autorizou, em caráter excepcional, a família a importar o medicamento, no dia 17 de abril. No entanto, o medicamento ficou mais de 10 dias retido na Receita Federal. Por causa disso, o garoto só conseguiu usar o medicamento por nove dias, até ser internado no Hospital Santa Helena, e não resistir a uma série de convulsões. Roberta Pinheiro – Correio Braziliense

A nutricionista cearense, radicada em Brasília, Camila Guedes, foi a primeira pessoa, em 2014, a entrar com pedido na Anvisa para importar canabidiol dos Estados Unidos. Diagnosticado com Síndrome de Dravet, o filho dela, Gustavo, sofria desde os quatro meses com convulsões mensais que só paravam com medicações fortes e internação, ela recorreu à pediatra do filho, “Era algo que tinha de ser feito”, rememora a médica Cláudia Bueno, atualmente coordenadora da UTI Pediátrica do Hospital Regional de Marabá, no Pará. Ela foi a primeira médica brasileira a prescrever CBD. O povo

Mude conceitos, você pode e deve vidacell ®COMO A INDÚSTRIA DO FUMO ENGANOU AS PESSOAS?instantly ageless ™PIAUÍ AUTORIZA PRODUÇÃO DE ÓLEO DE CANABIDIOLnaara beaty drink!!!SUCOS VERDESJEUNESSE, VERDADE OU MENTIRA?ARROZ BASMATI COM MILHO (VEGANA)luminesce ™#ASCO: #ALCOHOL IS #CANCER RISKHERBICIDA ROUNDUP, CANCERÍGENO?!?!Pesticidas caseiros ecológicos para plantasPARATUDO DO LAR

FHC = THC

Droga é qualquer substância que introduzida em um organismo modifica suas funções, podendo ocasionar dependência química e/ou psíquica, é um termo que abrange uma grande quantidade de substâncias naturais ou sintéticas. Por exemplo o carvão, aspirina, fumo (nicotina), álcool (etanol) e o café (cafeína).

Fernando Henrique Cardoso, 80 anos, presidente da República entre 1995 a 2002.

“Em sociedades abertas e democráticas a opinião se forma neste entrechoque de idéias.”

No dia 2 de junho de 2011, entregou ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, uma proposta de revisão na política de combate às drogas. Um problema que afeta a todos e precisa ser enfrentado em seus múltiplos aspectos.


A sua peregrinação foi registrada no documentário QUEBRAMDO O TABU, dirigido por Fernando Grostein Andrade.

A importância do debate de questões que envolvem valores e comportamentos deve ser primeiramente discutida pela sociedade, antes que as decisões cheguem aos governos e parlamentos. A regulação de drogas como a maconha tem o objetivo de reduzir o poder do narcotráfico, preservar a saúde e a segurança das pessoas, oferecer tratamento e reabilitação (a redução do dano e a redução do consumo), investir na informação e prevenção para reduzir o consumo de drogas.

Fonte: Revista Época

“Breaking the Taboo”, versão internacional narrada por Morgan Freman, a versão em espanhol é narrada por Gael Garcia Bernal.

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Veja também: Scoring drugs, Por que Pinga?; Como a indústria do fumo enganou as pessoas?, Brasileiro Reclama De Quê?, Carnaval é Perfeição!, Reign Over Me, Meu nome é Jonas, Minha Alma (A Paz Que Eu Nao Quero), Hemp Car, Hora do Planeta, BEBER MENOS, Eu sou o meu Deus.