Inverno x sistema imunológico: saiba como a alimentação é importante nessa época de gripes e resfriados

Infecções bacterianas, viroses de repetição e presença de quadros clínicos mais complicados e extensos, são indicadores de imunidade baixa. E no inverno, onde se agravam as doenças típicas da estação, como gripe, resfriado, rinite, asma e bronquite, alguns cuidados precisam ser redobrados.  Professor José Costa

Uma alimentação saudável e adequada é essencial para a manutenção do sistema imune e, consequentemente, na prevenção de doenças. Frutas, vegetais, folhosos, oleaginosas, proteínas de alto valor biológico e gorduras insaturadas são altamente recomendados pelos nutricionistas, assim como alimentos ricos em zinco, importante nutriente no combate a resfriados, gripes e outras doenças do sistema imunológico.

 “Uma alimentação natural, equilibrada e variada, oferece vitaminas, minerais e compostos indispensáveis para o funcionamento do sistema imune”, alerta a nutricionista Camila Avelar, professora, autora e pesquisadora, com especialização em fitoterapia.

Alimentos essenciais para o sistema imune:

Frutas e vegetais, de forma geral, contêm vitaminas e minerais, além de compostos bioativos;

Cereais integrais, sementes, leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, grão de bico), ostras e frutos do mar, dentre outros, são alimentos ricos em zinco, que está envolvido em mais de 300 reações metabólicas, e é fundamental ao sistema imune;

Fontes de ômega 3, como peixes, ajudam a reduzir processo inflamatório e a melhorar a imunidade;

Para os temperos, os indicados são alecrim, orégano, manjericão, açafrão e pimenta do reino, compostos antibacterianos, antifúngico e antioxidante.

Controle do apetite x imunidade baixa

O inverno é uma época que parece aumentar a vontade de comer alimentos mais calóricos, portanto é importante ter um controle adequado com a alimentação, para evitar o sobrepeso, a obesidade e prejudicar o sistema imunológico.

Para quem está com quadro de imunidade baixa, ou precise de maiores cuidados, a orientação é procurar um nutricionista para individualizar a dieta e identificar a melhor forma de equilibrar o apetite e preservar a imunidade.

Mas, de forma geral, a indicação é aumentar ingestão de alimentos ricos em fibras e gorduras oleaginosas, óleos vegetais e peixes, e também aumentar a ingestão de líquidos e alimentos ricos em água. “No inverno, as pessoas tendem a beber menos água e muitas vezes a sensação de fome pode representar sede, e não fome, de fato”, alerta a nutricionista.

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Manjericão

A palavra ocimum é derivada do grego e significa “para cheirar”, devido ao aroma pungente que parte das plantas desse gênero. Na medicina chinesa, o manjericão já era usado há muitos séculos. Ainda é tradicionalmente utilizado na Índia, onde é uma planta sagrada para Krishna e Vishnu, e citado como protetor espiritual para a família.
Por suas qualidades refrescantes e revitalizantes, é um excelente tônico para os nervos, fortalece a concentração e clareia a mente. Estimula os centros vitais.
Apresenta diversas variedades, mas a recomendada para aromaterapia é o manjericão-cheiroso, que tem flores cor de rosa pálido e um elevado percentual de linalol. Possui uma fragrância herbal agradável, doce, leve e refrescante.

FAMILIA BOTÂNICA: Lamiaceae (Labiatae)

PARTE UTILIZADA: florações e folhas

PROCESSO DE EXTRAÇÃO: destilação a vapor

PRINCIPAIS COMPONENTES QUÍMICOS: linalol, borneol, fenchol, cânfora, cineol, metilcavicol, eugenol, ocimeno, pineno, silvestreno, β-cariofileno.

PAÍS DE ORIGEM: natural da Ásia e da África, e hoje, amplamente cultivado na França, Itália, Bulgária, Egito, Hungria, Austrália e África do Sul.

COMBINA BEM COM: bergamota, pimenta do reino, sálvia-esclaréia, eucalipto, gerânio, Gengibre, Lavanda, Melissa, Néroli, Alecrim, Sândalo e Litsea Cubeba.

PROPRIEDADES: Analgésico, antidepressivo, antisséptico, antiespasmódico, carminativo, cefálico, digestivo, emenagogo, expectorante, antitérmico e nervino.

INDICAÇÕES: picadas de inseto, náusea, vômito, dispepsia, soluços, asma, bronquite, regras irregulares, cólicas menstruais, ansiedade, depressão, enxaqueca, dores de cabeça e tensão nervosa.

PRECAUÇÕES: Pode causar sensibilidade e irritação em pessoas com tendências alérgicas. Deve ser evitado em gestantes e crianças.

Fonte:
CORAZZA, S. Aromacologia – uma ciência de muitos cheiros. São Paulo: Editora Senac, 2004.
HOARE, Joanna. Guia completo de Aromaterapia. São Paulo: Pensamento, 2010.

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