Jesus de esquerda!?!

Fonte: Whatsapp

Teorize-se: Minhas mãos, não!?!, 14 maneiras de como pessoas positivas lidam com a negatividade e saiba aplicá-las em sua vida, As 4 leis do desapego para a liberação emocional, A HISTÓRIA DO REI QUE PASSEOU NU, Vacinas. A opinião de Machado de Assis, Janela de Overton

Aquatume

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Aquatume era uma hábil articuladora política, ao chegar no Brasil continuou. Chegando ao Brasil ela foi batizada a força, marcada com ferro quente nos seios . Foi levada ao Recife e vendida como escrava reprodutora. Já no Recife ela descobriu a existência de um lugar chamado Quilombo dos Palmares. E então começou a articular um movinto já que o Engenho onde morava era muito violento. Ela revoltou-se contra a Casa Grande atraindo em torno de 200 pessoas que marcharam rumo ao Quilombo dos Palmares.

Integrando a luta pela liberdade, em nome da sua ancestralidade de reis livres e contra a violência que sofreu nas mãos dos Portugueses. Ela teve filhos uma chava Sabina que foi mãe de Zumbi dos Palmares. Fonte Pretos Top de Linha Facebook

Aquaze-se: Xokleng, Preconceitos, padrões, estigmas e outras anomalias, Dia da consciência negra e dos seres humanos,

O eVTOL da EMBRAER

O eVTOL da EMBRAER – Muito mais que um CARRO VOADORAero Por Trás da Aviação

A Eve Urban Air Mobility, empresa da Embraer, e a Avantto, líder no ramo de compartilhamento de aeronaves no Brasil, assinaram uma Carta de Intenções e anunciaram hoje uma parceria destinada ao desenvolvimento do ecossistema de Mobilidade Aérea Urbana (UAM, sigla em inglês) na América Latina. Essa parceria inclui um pedido de 100 aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL) da Eve, bem como uma colaboração para desenvolver uma nova operação do veículo aéreo no Brasil e em toda a América Latina. As entregas devem começar em 2026. Carlos FerreiraAeroin

“Há mais de uma década, a Avantto desenvolve softwares, sistemas e procedimentos que permitem oferecer serviços de transporte de helicóptero em áreas urbanas e de curta distância sob medida, 24 horas por dia, 7 dias por semana, para centenas de seus membros ativos. Esse conhecimento exclusivo será um dos principais pilares do ecossistema de mobilidade aérea urbana desenvolvido pela parceria Eve/Avantto”, explica Rogério Andrade, CEO e fundador da Avantto.

Paralelamente, o projeto de Gestão do Tráfego Aéreo Urbano da Eve alcançou um novo marco em sua colaboração com a Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido (CAA, sigla em inglês), para desenvolver um ambiente escalável necessário para hospedar voos da UAM.

A Honda está oficialmente se juntando ao grupo de desenvolvedores eVTOL, confirmando os planos de uma aeronave híbrida-elétrica para transporte interurbano de longo alcance. A montadora revelou seu conceito eVTOL em 30 de setembro, junto com detalhes de um robô avatar e novas tecnologias espaciais .

Em um comunicado à imprensa, a Honda disse que a aeronave apresentará uma unidade de energia híbrida de turbina a gás para permitir o transporte entre as cidades, não apenas dentro delas. A empresa afirma que o único caso de uso “realista” para táxis aéreos totalmente elétricos hoje é o transporte intra-cidade, devido às limitações atuais da bateria.

Estamos desenvolvendo nosso eVTOL (Veículo elétrico de pouso e decolagem vertical) com uma abordagem única: combinando inovação disruptiva e uma filosofia de design centrada no usuário, juntamente com os mais altos níveis de padrões de segurança e os 50 anos de excelência em engenharia da EMBRAER.

EMBRAERze-se: Invenções Geniais Que Provam Que Você Está Vivendo No Futuro, eBussy, os Carros Modulares chegaram!, Society 5.0, Quem disse que não dá, surpreendentes usbs xtreme, Dolly vai a luta, WEG: A Gigante do Brasil

Dia do professor

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O Dia dos Professores é comemorado no Brasil anualmente em 15 de outubro. Calendarr

A data foi criada para homenagear esses profissionais que dedicam suas vidas à transmissão do conhecimento e ao desenvolvimento da educação no nosso país.

Esta data foi oficializada nacionalmente como feriado escolar através do Decreto Federal nº 52.682, de 14 de outubro de 1963.

O Decreto define a razão do feriado:

“Para comemorar condignamente o Dia dos Professores, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias”.

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A data era comemorada informalmente, mas foi um projeto de Antonieta de Barros a lei que criou o Dia do Professor e o feriado escolar nessa data (Lei Nº 145, de 12 de outubro de 1948), em Santa Catarina. A data seria oficializada no país inteiro somente 20 anos depois, em outubro de 1963, pelo presidente da República, João Goulart. Outras leis importantes foram concessões de bolsas de cursos superiores para alunos carentes e concursos para o magistério, para elevar o ensino público e evitar apadrinhamentos. ALINE TORRES – El País

Antonieta de Barros está entre as três primeiras mulheres eleitas no Brasil. A única negra. Foi eleita em 1934 deputada estadual por Santa Catarina, mesmo ano que a médica Carlota Pereira de Queirós foi eleita deputada federal por São Paulo. Sete anos antes, Alzira Soriano havia sido eleita prefeita num pequeno município do Rio Grande do Norte, primeiro estado a permitir disputas femininas.

A nível internacional, o Dia Mundial dos Professores é celebrado anualmente em 5 de outubro.

O dia 15 de outubro foi escolhido para comemorar o dia do professor, pois em 15 de outubro de 1827, Dom Pedro I, Imperador do Brasil, decretou uma Lei Imperial responsável pela criação do Ensino Elementar no Brasil (do qual chamou “Escola de Primeiras Letras”), e através deste decreto todas as cidades deveriam ter suas escolas de primeiro grau.

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Girafaleze-se: Dia do Professor, FELIZ DIA DOS PROFESSORES!, Dia dos professores, afinal você é um!?!, Comemoramos ou não o dia dos Professores?!?, Domínio Público, Índio Educa, EadGuru

Telhas de grafeno

A Telite S.A., uma empresa do município fluminense de Comendador Levy Gasparian que fabrica telhas com plástico reciclado desde 2013, está apostando em um novo produto para alavancar as suas vendas: telhas acopladas com grafeno para reter energia solar. O material é composto de átomos de carbono e conduz energia fotovoltaica, e tem sido uma grande aposta da indústria tecnológica nos últimos anos. tecmundo

A nova telha da Telite consegue converter a energia solar em eletricidade, tornando as construções autossuficientes em energia. Conforme um comunicado da empresa, apenas quatro unidades desses elementos de cobertura são suficientes para gerar até 30 kWh mês, o suficiente para manter uma residência média funcionando durante o período.

Como o grafeno é um material muito fino e a composição das telhas é de resíduos plásticos, as placas são leves, pesando apenas 7 kg e com 1,90m x 1,10m de tamanho. Segundo o fundador e CEO da Telite, Leonardo Retto, cada telha deverá custar entre R$ 140 a R$ 150, um valor 40% inferior ao dos painéis solares convencionais.

Como o grafeno é um material muito fino e a composição das telhas é de resíduos plásticos, as placas são leves, pesando apenas 7 kg e com 1,90m x 1,10m de tamanho. Segundo o fundador e CEO da Telite, Leonardo Retto, cada telha deverá custar entre R$ 140 a R$ 150, um valor 40% inferior ao dos painéis solares convencionais.

Após um faturamento positivo de R$ 38 milhões no ano passado, a Telite tem a expectativa de gerar cerca de R$ 50 milhões com o novo produto. A autossuficiência pode representar um importante diferencial no Brasil, pois não apenas economiza, como garante o fornecimento, em um período em que a emergência hídrica volta a surgir como uma grande ameaça de apagões.

O projeto da Telite prevê que suas telhas fotovoltaicas possam ser colocadas à venda ainda neste ano. O que ainda falta para a viabilização da proposta é a aprovação do Inmetro, o que deve ocorrer entre este mês e o próximo. Concluída essa etapa, a telha será testada com cerca de meia dúzia de clientes, para aperfeiçoamentos e identificação de possíveis falhas, antes de ir ao mercado.

Para comercialização das telhas, a Telite já possui parceria com as varejistas Magazine Luiza, Casas Bahia, Lojas Americanas, Shoptime, Leroy Merlin, Telhanorte e C&C.

Telhaze-se: Telha elétrica, Reuso de água na Semana do Químico, Petrovita, CopenHill, a usina de lixo., Corredores ecológicos urbanos & Brent’s Bee Corridor, Micro hidrelétrica e redemoinhos

O caminho do Peabiru

O Caminho de Peabiru é uma rota indígena antiga. Para alguns, o significado em guarani é “Terra sem males”, mas são encontradas várias versões para o significado de seu nome. Os Guaranis o chamavam de Peabiru, Piabiru ou Piabiyu, que significa “caminho” em guarani (pia, bia, pe, bia; ybabia: caminho que leva ao céu). Ou Caminho do Peru, sendo a palavra um híbrido de tupi – pe (caminho) + biru (Peru). Secretaria da
Educação e do Esporte do Paraná

Itinerário de Ulrich Schmidel com o Caminho de Peabiru em destaque. Adaptado de Maack (2002). Organizado por Ana Paula Colavite

Os primeiros portugueses, quando chegaram por aqui, ouviram dos índios histórias sobre um caminho que ligava o Oceano Atlântico a um lugar descrito como os Andes. Ele ia de São Vicente, litoral paulista, à Cusco, no Peru. Existiam também outros ramais, partindo de Cananeia, também em São Paulo, e São Francisco do Sul, em Santa Catarina. Esse caminho atravessava os limites territoriais do Brasil até chegar ao Peru, ligando o Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico, passando por matas, rios, pântanos e cataratas com uma extensão de três mil quilômetros, aproximadamente.

Esboço do Caminho de Peabiru na América do Sul. Adaptado de Bond & Finco (2004). Organizado por Ana Paula Colavite.

O caminho era uma estrada primitiva, porém muito bem ordenada rumo ao desconhecido, que possuía oito palmos de largura, ou seja, cerca de um metro e meio de largura e um rebaixamento de 40 centímetros. Alguns dizem que o percurso era coberto por uma espécie de gramínea que não permitia que arbustos, ervas daninhas e árvores crescessem em seu curso, e evitava também a erosão, pois ele era intensamente utilizado. O Caminho propiciava uma troca cultural e mercantil muito rica entre os povos. Além disso, atendia à necessidade desses povos em terem um caminho e uma forma de comunicação.

Historiadores e estudiosos do assunto garantem que ela liga a Baixada do Maciambu, em Palhoça, ao Peru. Dayane Bazzo – NSC Total

Flavio dos Santos, 48, nativo de Palhoça e pesquisador do Caminho do Peabiru, conta que tudo indica que os índios abriram a trilha quando estavam indo em busca da Terra sem Males, um lugar onde não havia guerra entre tribos.

Eles caminhavam em direção ao nascer do sol e chegaram na localidade conhecida antigamente como Porto dos Patos, entre o Rio Maciambu e a Enseada da Pinheira. A trilha, segundo Flavio, era o principal caminho que ligava as grandes tribos, assim como hoje as rodovias ligam as cidades.

Ela passa pelo litoral catarinense até o Rio Itapocu, em Barra Velha, sobe por Jaraguá do Sul, Corupá, passa pelo interior do Paraná, Foz do Iguaçu, Paraguai até chegar às atuais áreas da Bolívia e Peru, antigo território do império Inca, de onde os índios traziam ouro para o Brasil.

O primeiro trecho mapeado por Flavio teria saída ou chegada na Praia de Baixo, onde fica um sítio arqueológico, com caminhada por toda a Praia da Pinheira até acessar uma trilha que leva ao Parque Estadual da Serra do tabuleiro. Depois, a caminhada passa pelo viaduto da BR-101, pelo Maciambu, igreja católica, segue pelo Rio Maciambu até o trapiche, passa por Araçatuba, onde fica a trilha antiga, até chegar à Enseada de Brito. Esse trecho tem 25 quilômetros.

Já o segundo trecho, com mais 25 quilômetros, seguiria pela Enseada de Brito, Praia de Fora, Guarda do Cubatão até chegar à igreja de São Tomé, no bairro Passa Vinte. Segundo Flavio, a escolha da igreja foi porque há uma versão religiosa sobre a trilha, de que São Tomé também passou por ela ao vir para cá catequizar a população.

Peabiruze-se: Cuaracy Ra’Angaba – O céu Tupi Guarani, Xokleng, Corredores ecológicos urbanos & Brent’s Bee Corridor, Era da Pilhagem, Jeguatá: Caderno de Viagem, As mais belas estações, Vale, acionistas e as terras indígenas, O Brasil é terra indígena, Reacts: Portuguesa reage a PORTA DOS FUNDOS (Colonizado)

Hotéis para seus pets em todo o Brasil

Os animais de estimação também fazem parte das famílias, por isso a rede de hotéis Accor e a multinacional americana de ração Mars Petcare fizeram uma parceria para oferecer hospedagens também para pets em mais de 300 hotéis do Brasil inteiro. Thayana AlvarengaMelhores Destinos

O número de pets no Brasil, em 2019, chegou a mais de 141 milhões, entre cães, gatos, aves, peixes, répteis e pequenos mamíferos, segundo o Instituto Pet Brasil. No mesmo período, o mercado pet movimentou mais de R$20 bilhões, de acordo com informações da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet).

Segundo informações da empresa de dados e client acquisition, Decode, após a quarentena as buscas pelo termo “viajar” cresceram, coincidindo no mesmo período pela procura de hotéis pet friendly, que teve alta de 238%. E com foco nesse público, diversos estabelecimentos no Brasil se adaptaram para receber os bichinhos. Voenews

As propriedades Accor terão identificação em todas as áreas pet friendly e também será feito um treinamento para preparar os funcionários para receber os ilustres visitantes de quatro patas.

Os pets alojados nos hotéis da rede receberão um kit de boas-vindas com caminha, almofada de xixi e tigelas de água e comida, que poderão ser usados durante toda a estadia. Dá também para levar pra casa se quiser, mas uma taxa será cobrada e o preço determinado por cada hotel.

“Os animais de estimação são uma parte fundamental da nossa vida e dos nossos clientes”, afirma Roberta Vernaglia, vice-presidente de Marketing e Estratégia Digital da Accor América do Sul.

A rede hoteleira inclui o Pullman Guarulhos, Mercure Times Square e Adagio Moema, Novotel Itu, ibis Curitiba Santa Felicidade, Novotel Leme, ibis Budget Rio de Janeiro Botafogo, Fairmont, MGallery Santa Teresa e ibis Recife Boa Viagem. Para conhecer todos os mais de 300 hotéis da Accor recebendo pets clique aqui.

Podem ficar nos hotéis Accor cães e gatos com até 15 kg, sendo no máximo um por apartamento. Não são aceitos animais silvestres, mas as exceções devem ser tratadas diretamente com o gerente da unidade escolhida.

Algumas regras básicas devem ser seguidas, como sempre que estiver em uma áerea comum (lobby, corredores e elevadores) manter o pet na guia, colo ou caixas/bolsas de transporte.

Além disso, será exigida uma cópia da carteira de vacinação no momento da reserva, e a original deverá ser apresentada no check-in com o comprovante da vacina anti-rábica aplicada há mais de 30 dias e menos de 1 ano.

Antes de viajar com o mascote, é preciso ficar atento às regras e exigências de cada local. “O viajante deve entrar em contato com o hotel, antes do check in, para maiores informações e orientações. Geralmente, os hotéis costumam aceitar apenas um bichinho de estimação por reserva. O tamanho máximo e o pagamento de taxas extras também devem ser verificados”, comenta Carlos Eduardo Pereira, Diretor Executivo do Clube de Turismo Bancorbrás. Além disso, o animal deve estar com uma boa condição de saúde e com a carteira de vacinação em dia.

Lembrando que o tutor é 100% responsável pelo comportamento, bem-estar e higiene do seu animal de estimação durante todo o tempo em que ele estiver hospedado. Lembre-se que o hotel recebe hóspedes com ou sem pets!

Hoteze-se: Remédio caseiro para controle de pulgas, Delegado cachorro., Clínicas gratuita para seus pets, Comedouro para cães e gatos com garrafas PET, Um dia, um ladrão, Virada Animal, MOTORHOME, Lixo! Eu?

WEG: A Gigante do Brasil

WEG: A Gigante do BrasilElementar

Chamada de fenômeno da bolsa em 2020 e fábrica de bilionários, a WEG é uma empresa que lidera a transformação energética no Brasil e no mundo. Mas como exatamente que a WEG surgiu? E qual a importância dela no cenário mundial atual?

WEG

Conheça nossas soluções com máquinas elétricas, automação e sistemas de energia para a indústria e descubra como os nossos negócios se interligam para melhorar sua empresa. WEG

Empresas do Grupo WEG

WEGze-se: GURGEL MOTORES: O LEGADO, A Incrível História de Elon Musk!, A SURPREENDENTE HISTÓRIA DA DOLLY, Observar e Absorver, IBMEC: 10 cursos gratuitos com certificado, Onde estudar maconha medicinal?!?

Motorista de ônibus de bike!?!

Kwai

De acordo com o Art. 201 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), motoristas de veículos automotores devem respeitar a distância lateral de um metro e cinquenta centímetros (1,5m) ao passar ou ultrapassar um ciclista.

“Art. 220. Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma compatível com a segurança do trânsito:
(…)
XIII – ao ultrapassar ciclista:
Infração – grave;
Penalidade – multa.”

O que o Código de Trânsito diz sobre bicicletas e ciclistas.

Com o objetivo de conscientizar seus motoristas de uma maneira prática sobre os riscos de não respeitar a distância mínima de rodagem em relação aos ciclistas, uma empresa de San Luis, no México, resolveu realizar um treinamento diferente. Jornal do Caminhoneiro

MOTORISTA DE ÔNIBUS X BIKESaint Clair CICLISTA

Motoristas de ônibus em treinamento sentido na pele o que passa o ciclista quando ele passam em velocidade por eles.

Uma das maiores empresas de ônibus do Grande Recife, a Itamaracá, realizou um treinamento prático colocando os motoristas em bicicletas, enquanto os coletivos tiravam “fino” deles (ou “fina”, dependendo do lugar do Brasil onde você está). “A proposta é sensibilizar os condutores da nossa equipe de motoristas para uma boa convivência com os ciclistas”, conta Maria Amélia, diretora da empresa. Vá de Bike

Motoristas de ônibus vivem dia de ciclistas em treinamentoDiário de Pernambuco

Os motoristas de ônibus tiveram a oportunidade de se colocar no lugar dos ciclistas que enfrentam, diariamente, o trânsito da Região Metropolitana do Recife (RMR).

O treinamento foi realizado durante a SIPATMA, Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho e Meio Ambiente, em 2013. A atividade prática foi uma sugestão da Ameciclo – Associação Metropolitana de Ciclistas do Grande Recife.

Entrevista com motoristaRoberta Soares

Para aproximar motoristas de ônibus e ciclistas a empresa Itamaracá, uma das maiores do Grande Recife, realizou um treinamento prático colocando os motoristas para pedalar, enquanto os coletivos tiravam fino deles.

Entrevista com diretora da Itamaracá

“Art. 29. O trânsito de veículos nas vias terrestres abertas à circulação obedecerá às seguintes normas:
(…)
§ 2º Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.”

Motoristas de ônibus no papel de ciclistas3

Buze-se: Toda bike importa, Industria da multa, Capivaras na faixa!?!, Seguro e certeiro?!?, Bike or die!

Gasto do Exército com cerveja seria suficiente para bancar a alimentação de um soldado brasileiro por mais de 10 anos

Após a notícia, que viralizou em janeiro, dos gastos de R$ 15 milhões do governo federal com leite condensado, agora é a vez da picanha e da cerveja compradas pelas Forças Armadas. Natasha Werneck*/Estado de Minas

Levantamento feito por deputados federais do PSB no orçamento federal aponta que os comandos das Forças Armadas adquiriram, por meio de licitação, cerca de 80 mil unidades de cerveja e mais de 700 mil quilos de picanha. Foi constatado ainda o superfaturamento desses produtos em mais de 60%.

O valor estabelecido pela empresa Licita Web Comércio Eireli, vencedora do pregão eletrônico nº 006/2020 do 38º Batalhão de Infantaria para a compra de 3,5 mil garrafas de cerveja das marcas Heineken e Stella Artois, seria suficiente para bancar a alimentação de um soldado brasileiro por mais de 10 anos. Essa comparação com a compra de cerveja mostra o abismo entre as condições de vida de militares de alta e baixa patente no Brasil. Daniel Giovanaz – Brasil de Fato

A compra está descrita em uma representação protocolada por parlamentares do PSB na Procuradoria Geral da República (PGR) no início do mês. Além das cervejas especiais, o documento mostra que 714,7 mil quilos de picanha foram solicitados por militares do Exército e da Marinha em 2020, com sobrepreço de até 60%.

Segundo o levantamento, foram compradas 500 garrafas da cerveja Stella Artois, no valor de R$ 9,05; 3 mil garrafas de Heineken, por R$ 9,80; 3.050 garrafas de Eisenbahn pelo preço unitário de R$ 5,99.

Além disso, os parlamentares apontaram o superfaturamento das bebidas. No documento, eles apontam que a compra de 1.008 latas de Bohemia Puro Malte de 350ml foram adquiridas pelas Forças Armadas pelo preço unitário de R$ 4,33. No entanto, em levantamento feito nos supermercados a mesma cerveja foi encontrada pelo preço de R$ 2,59, constatando um sobrepreço de 67%.

Já as garrafas da mesma bebida de 600ml foram compradas pelo governo federal por R$ 7,29, enquanto na pesquisa de mercado ela podia ser encontrada por R$ 5,79.

Quanto às carnes bovinas, os parlamentares destacaram, especialmente, o alto custo da picanha, comprada por R$ 118,25, o quilo. Os deputados destacaram que “não é possível conceber que agentes públicos possam estar se deleitando com banquetes e bebidas alcoólicas às custas dos cofres públicos”.

Com base nos dados levantados, o grupo apresentou denúncia à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o governo federal. No documento, os parlamentares afirmam que as compras revelam “o uso de recursos com ostentação e superfaturamento” e a “falta de zelo e responsabilidade com o dinheiro público” por parte das Forças Armadas.

A denúncia é assinada pelos deputados Vilson da Fetaemg (MG), Elias Vaz (GO), Alessandro Molon (RJ), Denis Bezerra (CE), Lídice da Mata (BA), Camilo Capiberibe (AP) e Bira do Pindaré (MA).

“A associação de 700 mil quilogramas de picanha e 80 mil itens de cerveja em compras públicas não parece ser um exemplo de gestão alinhada ao Princípio da Moralidade Pública. As quantidades citadas, entretanto, demonstram a falta de bom senso, ética, respeito e parcimônia na execução orçamentária. Para nós, trata-se de um comportamento ilegal e imoral por parte desses gestores, especialmente em um ano de pandemia e crise econômica”, afirmam os parlamentares.

O Ministério da Defesa e as Forças Armadas reiteram seu compromisso com a transparência e a seriedade com o interesse e a administração dos bens públicos. Eventuais irregularidades são apuradas com rigor.

Destaca-se, ainda, que, ao contrário dos civis, os militares não recebem qualquer auxílio alimentação. Diante disso, as Forças Armadas são responsáveis por prover a alimentação balanceada de 370 mil militares da ativa em 1.600 organizações espalhadas por todo o País. O valor da etapa diária por militar, incluindo as três refeições, é de R$ 9,00.

“Com esses recursos [R$ 9,00 por militar] são adquiridos os gêneros alimentícios necessários para as refeições diárias (café da manhã, almoço e jantar)”, afirmou o Ministério da Defesa, em nota divulgada no final de janeiro. “O efetivo de militares da ativa é de 370 mil homens e mulheres, que diariamente realizam suas refeições, em 1.600 organizações militares espalhadas por todo o País.”

A soma do preço das cervejas Heineken e Stella no pregão, R$ 33.925, seria suficiente para custear, portanto, as três refeições de um militar por 3.769 dias.

Um dos casos em que essa insatisfação veio à tona foi em 1980, quando o então capitão do Exército e hoje presidente da República, Jair Bolsonaro, planejou explodir bombas em quartéis por melhores salários – o plano foi revelado pela revista Veja. Bolsonaro foi punido com 15 dias de prisão disciplinar e acabou absolvido em 1988, mas o episódio foi decisivo para sua entrada na política.

???ze-se: Quem você serve?!?, Massacre de Nanquim, e/ou O Estupro de Nanquim, Nós contra eles?!?, 8 de Maio de 1945, Reputação ilibada e notável saber jurídico.

Dia do Nordestino

Dia do Nordestino é comemorado anualmente em 8 de outubro, no Brasil. Calendarr

Esta data homenageia a cultura nordestina e a diversidade folclórica típica da região Nordeste do Brasil. O povo nordestino é um grande tesouro da cultura nacional, um dos maiores traços da identidade do Brasil.

O Nordeste brasileiro é conhecido pelas belíssimas paisagens naturais, culinária, artesanatos, musicalidade e danças que atraem turistas do mundo todo.

A criação desta data é uma homenagem ao centenário do poeta popular, compositor e cantor cearense Antônio Gonçalves da Silva, conhecido como Patativa do Assaré (1909 – 2002).

O Dia do Nordestino foi oficializado com a lei nº 14.952, de 13 de julho de 2009, na cidade de São Paulo, região com a maior concentração de nordestino em todo o país (com exceção do próprio Nordeste, obviamente).

A imagem que tem sido designada ao Nordeste é a de região problema, atrasada e subdesenvolvida. “Essa imagem historicamente atribuída ao nordestino tem relação direta com o papel histórico que essa região desempenha na divisão regional do trabalho dentro do desenvolvimento capitalista”. A professora do Departamento de Serviço Social da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Evelyne Medeiros, sobre o assunto.

Doutora em Serviço Social, a professora estudou a questão social no Nordeste brasileiro. aponta que o Brasil integra as regiões, mas integra de forma desigual. Segundo ela, é a forma que o capitalismo se desenvolve internamente no país, e faz uma analogia quanto a dependência do Brasil em relação a outros países, que internamente, se manifesta com a desigualdade entre as regiões. “A relação de dependência que acontece externamente se reproduz também internamente através dessa divisão regional do trabalho e dessa integração desintegradora das regiões.”  Júlia Vasconcelos – Brasil de Fato – Recife (PE)

Por aqui é assim… é assim, temos um jeito de falar bem diferente, típico da nossa região e nem a internet escapa disso.

Para ela, o papel desempenhado pela região é fundamental para a produção de riqueza, na transferência de matéria prima e recursos naturais, para o Brasil, sobretudo na exportação e reprodução de força de trabalho barata para outras regiões e para a manutenção das elites locais.

“Não fosse assim, não teríamos uma produção incessante de pobreza e desigualdades, ao mesmo tempo em que se alcança patamares nunca vistos de riqueza no país, mas riquezas essas que são cada vez mais acumuladas privadamente por poucas famílias bilionárias. A pandemia, inclusive, escancara isso”, aponta.

Em um dia para se pensar o que significa ser nordestino e o que representa uma data como o Dia do Nordestino, Evelyne diz que o sentimento é contraditório.

“A nossa história não é harmônica, é uma história atravessada por conflitos. Dentro dessa contradição do sentimento de ser nordestina nesse momento histórico, há uma sensação que é a necessidade de rememorar e de tornar vivo o processo de resistência do qual nós fomos e somos protagonistas. É saber que há esse potencial de luta e que isso, uma hora ou outra, deve romper esse limbo que a história está nos colocando”.

Evelyne finaliza dizendo que, embora massacrada e ameaçada, a memória da resistência anda viva.

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Primeira Academia de Língua Nheengatu

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Xokleng

Os índios Xokleng da TI Ibirama em Santa Catarina, são os sobreviventes de um processo brutal de colonização do sul do Brasil iniciado em meados do século passado, que quase os exterminou em sua totalidade. Apesar do extermínio de alguns subgrupos Xokleng no Estado, e do confinamento dos sobreviventes em área determinada, em 1914, o que garantiu a “paz” para os colonos e a conseqüente expansão e progresso do vale do rio Itajaí, os Xokleng continuaram lutando para sobreviver a esta invasão, mesmo após a extinção quase total dos recursos naturais de sua terra, agravada pela construção da Barragem Norte. Povos Indígenas no Brasil

Cacique ‘Camrém’, líder dos Xokleng à época do contato com E. Hoerhan. Foto de autoria provável de E. Hoerhan. Acervo Arquivo Histórico José Ferreira da Silva (AHJFS), da Fundação Cultural de Blumenau

A história do nome dos Xokleng tem provocado muitos debates. Desde seus primeiros contatos amistosos com os funcionários do Serviço de Proteção aos Índios (SPI), a partir de 1914, as denominações dadas ao grupo foram as mais variadas: “Bugres”, “Botocudos”, “Aweikoma”, “Xokleng”, “Xokrén”, “Kaingang de Santa Catarina” e “Aweikoma-Kaingang”.

Os índios Xokleng receberam vários nomes: Bugre, Botocudo, Aweikoma, Xokrén e Kaingang. Prefeitura de Jaraguá do Sul

  • Bugre = é um tempo para designar qualquer índio no sentido de selvagem e inimigo.
  • Botocudo = devido ao enfeite labial uma espécie de botoque (tembetá) usado pelos adultos (homens).
  • Aweikoma = é uma deturpação da frase destinada a convidar uma mulher para cópula (relação sexual).
  • Xokrén = significa taipa de pedra, da mesma maneira que Xokleng.
  • Kaingang = designa homem, qualquer homem.

As línguas dos Xokleng e dos Kaingang constituem o ramo meridional da família Jê.

De acordo com os índios, na TI Ibirama (SC), fala-se o “xokleng”, um idioma próximo ao kaingang. Os Xokleng dizem entender alguma coisa de kaingang, mas não o falam. Nos últimos vinte anos, o número de falantes de xokleng se reduziu bastante. A grande maioria dos jovens fala somente português. Isso se deve ao aumento de casamentos com não indígenas; às inúmeras rupturas sociais, políticas, econômicas e culturais provocadas pela construção da Barragem Norte; e à presença de escolas para indígenas com a mesma grade curricular das demais escolas públicas, que não estimulam e nem consideram as particularidades culturais.

A TI Ibirama está situada ao longo dos rios Hercílio (antigo Itajaí do Norte) e Plate, que moldam um dos vales formadores da bacia do rio Itajaí-açu, e está a cerca de 260 km a noroeste de Florianópolis e 100 a oeste de Blumenau. Localizada em quatro municípios catarinenses, cerca de 70% da área está dentro dos limites dos municípios José Boiteux e Doutor Pedrinho. Essa TI inicialmente denominada Posto Indígena Duque de Caxias, foi criada pelo chefe do governo catarinense, Adolfo Konder, em 1926, que destinou aos Xokleng uma área de 20.000 hectares. Em 1965 foi oficialmente demarcada e em 1975 recebeu o nome de Ibirama.

A população da TI Ibirama é flutuante, multiétnica, e sua configuração vem se alterando ao longo dos 84 anos de contato. O último censo feito em 1997, além do total de 1.009 pessoas vivendo na TI, contou cerca de 20 famílias Xokleng morando nas periferias das cidades de Blumenau, Joinville e Itajaí.

A presença de Kaingang e seus descendentes na TI Ibirama deve-se ao fato do SPI ter usado duas famílias Kaingang, provenientes do Paraná, para ajudar na atração e “pacificação” dos Xokleng, dando aos Kaingang o direito ao usufruto da terra. Desde então casamentos interétnicos vêm ocorrendo, e o número de mestiços Kaingang/ Xokleng tornou-se marcante. Porém, boa parte dos Kaingang e Mestiços se casou com não-índios, principalmente com funcionários do SPI e com colonos italianos; com a construção da barragem, algumas mulheres Xokleng se casaram, ou tiveram filhos, com os operários; e quando se deu início à exploração de madeira muitos não-índios se casaram com Xokleng e Kaingang para usufruir do direito de explorar e vender a madeira. Mais recentemente, vários Xokleng se casaram com mulheres Kaingang de outras terras indígenas do Paraná e Santa Catarina.

Os Cafuzos que viviam na TI Ibirama são na verdade negros remanescentes da Guerra do Contestado, sem terra, trazidos por iniciativa do então chefe do Posto Indígena, Eduardo de Silva Lima Hoerhann, a partir da segunda metade da década de 40, e usados como mão-de-obra agrícola quase escrava. Em 1991, quase todos saíram para uma terra próxima cedida pelo INCRA. Os casamentos entre Xokleng e Cafuzos foram raros.

As primeiras famílias Guarani chegaram à TI Ibirama vindas do sudoeste e das fronteiras com o Paraguai e Argentina, nos anos 50. Eles vivem social, cultural e geograficamente isolados dos outros grupos; não tiveram direito à extração da madeira e nem às indenizações pela inundação. Em 1991 metade dos Guarani migrou para o litoral. Os casamentos entre Guaranis e Xokleng foram raros.

Os censos mostram também a morte em massa dos primeiros Xokleng contatados, vítimas de grandes epidemias de gripe, febre amarela e sarampo (entre 1914, o ano do contato, e 1935 morreram dois terços dos Xokleng).

A ocupação destes territórios “tradicionais” Xokleng por imigrantes foi conflituosa; na região do vale do Itajaí, por exemplo, ocorreram vários assaltos aos colonos e o clima de insegurança dos mesmos frente a estes ataques ameaçava todo o processo de colonização.

Criança Xokleng em acampamento na floresta, em 1963
Criança Xokleng em acampamento na floresta, em 1963. Acervo SCS

Os indígenas Xokleng que se autodenominam “Laklanõ” (“gente do sol” ou “gente ligeira”) vêm lutando para preservar sua cultura, seu idioma e mitologia após processos de aculturação e ataques ao seu território. Mariana Trindade – Câmara dos Deputados

O Serviço de Proteção ao Índio (SPI), criado em 1910, serviu, em grande medida, para “pacificar” os indígenas e viabilizar a construção da estrada de ferro São Paulo-Rio Grande e a concessão de terras a colonos. Nesse processo de “pacificação”, duas famílias Kaingang contribuíram com o SPI em troca do direito ao usufruto daquelas terras. Desde então casamentos interétnicos vêm ocorrendo, e o número de mestiços Kaingang/Xokleng tornou-se um traço marcante nessas comunidades.

Ainda nesse processo de “pacificação”, o órgão indigenista reduziu o território ocupado pelos Laklaño de 40 mil hectares para 15 mil, apesar de já haver, na época do Império, lei que reconhecia o direito indígena sobre seus territórios (Lei 601, de 1850).

A comunidade indígena buscou, na Justiça, o cumprimento de um protocolo de intenções firmado com o Estado de Santa Catarina, a Funai e a União. Os indígenas ganharam em primeira instância, mas a União e o estado recorreram e o processo encontra-se no Supremo Tribunal Federal.

Apenas em 1998, foi criado um grupo de trabalho pela Funai, que reconheceu o confinamento dos indígenas em área reduzida pelo próprio Estado e constatou a necessidade de ampliação dos seus limites. Em 2003, o Ministério da Justiça publicou Portaria Declaratória, restando pendente apenas a homologação da demarcação pelo Presidente da República, a última etapa da demarcação.

Hoje, mais de dois mil indígenas de três povos, Xokleng, Guarani e Kaingang, residem na Terra Indígena Ibirama-La Klaño, com 37 mil hectares, à margem do rio Itajaí do Norte, em Santa Catarina. Estão sobrepostas sobre 10% do território a Reserva Biológica Sassafrás e a Área de Relevante Interesse Ecológico Serra da Abelha.

As tropas se deslocavam pelas trilhas à noite, em silêncio. Os homens, entre 8 e 15, evitavam até fumar para não chamar a atenção. João Fellet -Correio Braziliense

Ao localizar um acampamento, atacavam de surpresa.

“Primeiro, disparavam-se uns tiros. Depois passava-se o resto no fio do facão”, relatou Ireno Pinheiro sobre as expedições que realizava no interior de Santa Catarina até os anos 1930 para exterminar indígenas a mando de autoridades locais.

Pinheiro era um “bugreiro”, como eram conhecidos no Sul do Brasil milicianos contratados para dizimar indígenas (ou “bugres”, termo racista que vigorava na região naquela época).

O relato está no livro Os Índios Xokleng – Memória Visual, publicado em 1997 pelo antropólogo Silvio Coelho dos Santos.

“O corpo é que nem bananeira, corta macio”, prossegue o bugreiro na descrição dos ataques. “Cortavam-se as orelhas. Cada par tinha preço. Às vezes, para mostrar, a gente trazia algumas mulheres e crianças. Tinha que matar todos. Se não, algum sobrevivente fazia vingança”, completou.

“Nunca houve, e nem há, critérios seguros para se demarcar áreas indígenas, ficando a sociedade à mercê do entendimento pessoal do antropólogo que se encontra fazendo o trabalho num determinado momento”, argumentaram os deputados ao justificar o decreto.

Em 1908, o etnógrafo tcheco Albert Vojtech Fric discursou em um congresso em Viena, na Áustria, sobre o impacto da imigração europeia nas populações indígenas do Sul do Brasil.

Segundo Fric, a “colonização se processava sobre os cadáveres de centenas de índios, mortos sem compaixão pelos bugreiros, atendendo os interesses de companhias de colonização, de comerciantes de terras e do governo”.

Em 1910, durante a presidência de Nilo Peçanha, foi criado o Serviço de Proteção ao Índio (SPI), precursor da atual Funai.

Inspirado por ideais positivistas, o órgão dizia ter como objetivo “civilizar” os indígenas e incorporá-los à sociedade brasileira — postura enterrada pela Constituição de 1988, que reconheceu aos indígenas o direito de manter seus costumes e modos de vida.

As missões para aniquilar povos nativos aconteciam enquanto, na Europa, Adolf Hitler punha em marcha seu plano de exterminar os judeus.

Ou enquanto artistas brasileiros passavam a valorizar a participação indígena na formação nacional, influenciados pela Semana de Arte Moderna de 1922.

Mulheres e crianças Xokleng
Mulheres e crianças Xokleng capturadas por bugreiros e entregues a freiras em Blumenau; duas mulheres e duas crianças conseguiram fugir, voltando à floresta. Acervo SCS

Em entrevista à BBC News Brasil por telefone, Brasílio Pripra, de 63 anos e uma das principais lideranças Xokleng, chora ao falar de um massacre ocorrido em 1904 contra seus antepassados.

“As crianças foram jogadas para cima e espetadas com punhal. Naquele dia, 244 indígenas foram covardemente mortos pelo Estado”, afirma.

“Eu choro, me emociono. Sou neto de pessoas que ajudaram a trazer a comunidade ‘para fora’, a fazer o contato (com não indígenas). É por isso que luto.”

Em 1910, teve sua origem o Serviço de Proteção aos Índios. Isto aconteceu devido a uma conferência pronunciada por Alberto Vojtech Fritch no XVI Congresso Internacional de Americanistas. Viena em 1908 Fric (como era conhecido em SC), demonstrou que a colonização no Sul do Brasil se processava sobre os cadáveres de centenas de índios, mortos sem compaixão pelos bugreiros. E, finalmente solicitou que o congresso (…) “protestasse contra esses atos de barbárie para que fosse tirada essa mancha da história da moderna conquista européia na América do Sul e dado um fim para sempre, à esta caçada humana”. (Stauffer, 1960: 171).

No Brasil, esse depoimento repercutiu como uma bomba, dando a impressão de que a colonização estaria falida.

Mas para defender os colonizadores, Herman Von lhering publicou um texto no jornal “O Estado de São Paulo” de 12 de outubro de 1908, que dizia:

“Os actuais índios do Estado de São Paulo não representam um elemento de trabalho e progresso. Como também nos outros estados do Brasil, não se pode esperar trabalho sério e continuando dos índios civilizados e, como os Caingangs selvagens, são um empecilho para civilização das regiões do sertão que habitam, parece que não há outro meio, de que se possa lançar mão, senão o seu extermínio”.

Esta nota no jornal, ao invés de ajudar os colonizadores, foi na realidade o principal motivo de muitas entidades particulares e o próprio governo se postarem a favor dos indígenas.

Para completar esse quadro, Candido Marciano da Silva Rodon, por ter convivido com os índios por mais de 20 anos, defendia os silvícolas em suas inúmeras conferências . Numa delas ele diz:

“Para compreender-se quanto é injusta a acusação levantada contra eles de serem indolentes e inúteis, basta lembrar que na zona ocupada pelos expedicionários de 1907, 1908 e 1909, não havia um estabelicimento de seringa, de caucho, de poaia(erva rasteira com raízes nodosos), no qual grande parte, e as vezes todos os trabalhos, não fossem feitos por índios. Desrespeitados em suas pessoas e em suas famílias; perseguidos, caluniados, eles vivem em situação misérima: se aceitam a sociedade do branco ficam reduzidos à pior das escravidões; (…) se embrenham nas matas, são acossados e exterminados a ferro e fogo. Onde está a nossa justiça de povo culto e civilizado; onde está o nosso sentimento de equidade e de gente crescida à sombra das admiráveis instituições romanas; onde está a nossa bondade de homens formados sob os influxos da cavalaria e do catolicismo, para assim chegarmos a essa montruosa iniqüdade de só negarmos o direito à vida e à propriedade, em terras do Brasil, aos brasileiros de mais lídima naturalidade?!!!” (Rondon, 1946: 101/102).

Xoklengze-se: RE 1.017.365, Bandeirantes Modernos, Unesco disponibiliza mais de 80 filmes indígenas gratuitamente, Indígenas doam alimentos, Demarcação de terras indígenas ou a MP 886!?!, Arrendamento de terras indígenas ilegal, A Invasão do Brasil

Fries car

Você não sabe como descartar o óleo vegetal e acaba juntando potes de óleo usados ou até mesmo jogando no ralo contaminando águas, ecossistemas aquáticos e o solo, impermeabilizando a área? Saiba que é possível  que esse óleo se torne um ótimo combustível para o seu carro, barato e pouco poluente. Engenharia Hoje – 23/02/2021

O ecologista Paulo Roberto Lenhardt, residente no Rio Grande do Sul, foi pioneiro na instalação de um sistema que permite ao motor a diesel funcionar à base de óleo vegetal. Ele começou a reciclar o óleo vegetal utilizado e adaptou a sua S10, motor MWM 2.8 turbo, para funcionar com esse produto que seria futuramente descartado.

Essa ideia vai além da questão ambiental e sanitária provocados pela destinação inadequada do óleo vegetal. O óleo de cozinha usado, é uma importante matéria-prima para um biocombustível de eficiência que pode ser comparada com a do diesel comum.

Carro Movido a Óleo de Cozinha

O inventor viajou o mundo buscando alguns exemplos de uso de óleo vegetal nos carros. Essa ideia está ligada aos princípios do Instituto Morro da Cutia de Agroecologia, em que faz parte, que é promover o desenvolvimento rural sustentável, por meio da agroecologia, e da educação ambiental, atuando regional, nacional e internacionalmente.

Entre os benefícios da utilização do combustível a base de óleo vegetal, os ambientalistas destacam a redução de até 75% de emissão de gases estufa, se comparado aos combustíveis fósseis. Além da alta disponibilidade de óleos vegetais no Brasil também, o que também torna positiva a utilização desse óleo como combustível. Outro benefício que pode ser citado é a possibilidade de auto-suficiência de cada cidadão.

Rio grande do sul - óleo de cozinha- carro

Um outro ponto a favor desse biocombustível é que ele lubrifica o motor,  tendendo a aumentar sua vida útil , inclusive dificultando que a bomba injetora acabe ficando entupida.

Dentre os benefícios para quem usa um carro com combustível à base do óleo de cozinha, os ambientalistas destacam a redução de até 75% de emissão de gases do efeito estufa. Valdemar Medeiros – Click Petróleo e Gás

Oleoze-se: Campanha recolhe óleo de fritura para fabricação de biodiesel, Óleo de Copaíba, Motor elétrico para carros que pode ser instalado nas rodas dos veículos, Hemp Car, Por que os jovens já não querem comprar carro nem casa própria?, O carro flutuante, Fiat 147 a álcool, 40 anos., Patinhos, versão combustível!, Empoderamento dos recursos, Movida a água

A chocante monotonia das prateleiras de supermercados

Indústria de alimentos vende ilusão de variedade. Mas há 7 mil plantas comestíveis na Terra, e 90% do que consumimos vêm de apenas 15 espécies. Sabores e aromas artificiais imperam. Contudo, há como reinventar a cozinha da biodiversidade”, escreve Ricardo Abramovay, professor Sênior do Instituto de Energia e Ambiente da USP, em artigo publicado por Outras Palavras, 15-10-2020. Instituto Humanitas Unisinos

Quando você vai ao supermercado, a quantidade de cores, formatos, marcas, desenhos, fotos e alternativas é desconcertante. À primeira vista, suas chances de escolha, para as refeições que tem pela frente, são cada vez maiores. Ricardo AbramovayOutras Palavras

Mas, na verdade, a palavra mais marcante do padrão alimentar contemporâneo é monotonia. E isso representa uma tripla ameaça: à saúde, à segurança alimentar e aos serviços ecossistêmicos dos quais todos dependemos.

Estado Mundial das Plantas e dos Fungos, relatório recém-publicado pelo britânico Kew Royal Botanic Gardens, instituição prestigiosa, dirigida pelo pesquisador brasileiro Alexandre Antonelli, ajuda a responder a esta pergunta.

O estudo mostra que as plantas comestíveis catalogadas globalmente pela ciência chegam ao impressionante número de 7.039. Destas, 417 são consideradas cultiváveis. As descobertas de novas plantas não cessam. Só em 2019, os botânicos registraram 1.942 novas plantas e 1.866 fungos que ainda não conheciam. No Brasil, duas novas espécies de mandioca selvagem foram catalogadas.

A Organização Mundial da Saúde, a Organização Mundial da Saúde Animal e a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação estão trabalhando juntas em torno da noção de One Health (algo como “a saúde é uma só”). Mas, como mostra um trabalho recente de pesquisadores da Fondation Nationale des Sciences Politiques, multiplicam-se as iniciativas que procuram compreender e elaborar políticas juntando padrões de consumo alimentar, produção agropecuária, saúde humana e meio ambiente.

Para o Brasil, esta unidade é um trunfo e um imenso desafio. O trunfo está no fato de sermos o país mais megadiverso do planeta, apesar do abalo em nossa reputação global — derivado do avanço da destruição na Amazônia, no Pantanal, no Cerrado e do descaso das atuais políticas governamentais em preservar estes patrimônios universais pelos quais os brasileiros deveriam ser responsáveis.

Mais de 820 milhões de pessoas passam fome e cerca de 2 bilhões encontram-se em situação de insegurança alimentar moderada ou grave em todo mundo (FAO/ONU, 2019). Dados sobre concentração da terra na América Latina mostram que 1% das propriedades concentram mais de 50% da área agricultável (OXFAM, 2016). No Brasil, o último Censo Agropecuário evidencia o mesmo padrão de concentração, e as mulheres constituem apenas 18,7% dos produtores rurais do país. Mais de 90% da produção agrícola brasileira é feita de soja e milho, destinados em sua maioria para a China (PORTO e GRISA, 2020). A diversidade dos alimentos a que as populações têm acesso é cada vez menor. Existem mais de 14 mil espécies plantas comestíveis na terra e, no entanto, apenas três proporcionam 60% das calorias consumidas (LANCET, 2019) e 90% do que consumimos vem de apenas 15 espécies (ABRAMOVAY, 2020) A comercialização de alimentos é também altamente concentrada por grandes empresas transnacionais. Comunicação Conferência SSAN

A atenção especial às mulheres se deve à sua importância para a garantia da soberania alimentar. São elas que reconhecidamente realizam a maior parte do trabalho de proteção das sementes crioulas, o cultivo de hortas e plantas medicinais, o cuidado dos quintais produtivos e o manejo dos animais de pequeno porte. A despeito disso, as mulheres rurais e suas crianças estão entre os mais afetados pela fome. Higiene Alimentar – Vol.30 – nº 260/261 – Setembro/Outubro de 2016

É necessário produzir mais alimentos, porém, é crucial que isto aconteça sem gerar maiores impactos ao meio ambiente. Portanto, adotar medidas que garantam a sustentabilidade da produção de alimentos e a preservação dos recursos naturais é o
novo desafio para o setor, conforme conclusão do relatório da FAO. No entanto, é necessário, também, uma alteração nos sistemas alimentares, haja vista que um terço de todo alimento produzido no mundo, é perdido ou desperdiçado. Afinal, mudanças para reduzir tais perdas, além de melhorar a eficiência do sistema, diminuirá ainda a pressão sobre os recursos naturais.

No Brasil, quarto maior fornecedor de alimentos do mundo e responsável por atender 40% do aumento necessário na produção mundial de alimentos, o desperdício é uma triste
realidade. Estimativas do Programa das Nações Unidas para o meio ambiente (PNUMA), apontam que 10% da produção se perdem nas plantações, 50% na distribuição, transporte
e abastecimento e 40% da comercialização até o consumo. Antes de buscar novas técnicas e tecnologias para aumento de produtividade é imprescindível que se trate deste mal, presente em todos os elos da cadeia agroalimentar.

Supereze-se: Os maiores guardiões de sementes do Brasil, Indígenas doam alimentos, Vamos plantar água? , Grude na Tela Rural, Como aprendemos a comer plantas tóxicas sem ajuda da ciência, A primeira palavra, Quintais produtivos